Time está sem treinador titular desde o início de 2023, quando Tite assinou a rescisão de contrato. A ideia da Confederação Brasileira de Futebol é que Diniz preencha o cargo enquanto o italiano Carlo Ancelotti não chega.
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CBF convida Fernando Diniz, técnico do Fluminense, para assumir inteiramente a Seleção — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Fernando Diniz, do Fluminense, chegou na noite desta terça-feira (4) à sede da CBF, no Rio de Janeiro, para assinar o contrato de técnico da Seleção masculina de futebol. A informação sobre o convite foi publicada primeiro no site ge.
Fernando Diniz vai conciliar os dois trabalhos. Ele segue como técnico do Fluminense e vai se apresentar à Seleção em datas específicas, como nos amistosos e, principalmente, nas eliminatórias para a Copa.
“É um sonho para qualquer um. Uma honra e um orgulho enorme poder prestar serviço à Seleção. De fato é uma convocação, ainda mais do jeito que aconteceu. É um trabalho conjunto da CBF com o próprio Fluminense. Eu tenho muita convicção de que a gente tem tudo para levar isso aí adiante e fazer com que dê certo”, disse Fernando Diniz.
A CBF e o Fluminense chegaram a um acordo para que a situação não prejudique o time carioca, que está disputando o Campeonato Brasileiro e se classificou para as oitavas de final da Libertadores.
A Seleção Brasileira está sem um treinador titular desde o início de 2023, quando Tite assinou a rescisão de contrato. Nos três amistosos em 2023, o time teve, interinamente, Ramon Menezes, técnico da Seleção sub-20.
A ideia da CBF é que Diniz preencha o cargo enquanto Carlo Ancelotti não chega. Os planos do presidente Ednaldo Rodrigues são para o italiano já comandar a Seleção na Copa América, em junho de 2024. Nessa data, termina o contrato dele com o Real Madrid. Diniz e Ancelotti podem até trabalhar juntos se o técnico brasileiro quiser seguir na comissão com o treinador italiano.
“Era um nome que vinha sendo falado principalmente pelo trabalho que vem sendo desenvolvido no Fluminense nos últimos tempos. A gente não sabe se ele vai continuar na comissão técnica, se essa espera do Ancelotti até 2024 realmente vai acontecer. Mas acho que é um bom nome para esse início de trabalho”, diz o comentarista Junior.
O primeiro compromisso do novo treinador será na abertura das eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O Brasil vai receber a Bolívia e vai até Lima para enfrentar a seleção peruana. Esses dois jogos vão acontecer entre os dias 4 e 12 de setembro.
Até o fim de 2023 haverá ainda mais quatro partidas, todas pelas eliminatórias: contra Venezuela, Uruguai, Argentina e Colômbia.
Treinar um time e a Seleção Brasileira ao mesmo tempo não é uma situação inédita. Entre os anos de 1998 e 2001, por exemplo, Vanderlei Luxemburgo, técnico do Corinthians, e Emerson Leão, do Sport, se dividiram entre a Seleção e seus clubes.
“O trabalho da Seleção é diferente dos clubes. O clube é o dia a dia. A Seleção pega na segunda-feira para ter um jogo na quarta, na quinta ou então no final de semana. É completamente diferente o trabalho. Mas eu acho que ele tem competência para tocar isso”, afirma Junior.
Informações G1
Decreto com nomeação foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (5). Posse está marcada para o dia 3 de agosto, segundo o STF.
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Cristiano Zanin durante sabatina na CCJ do Senado — Foto: Pedro França/Agência Senado
O advogado Cristiano Zanin foi oficialmente nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (5). A nomeação para o cargo foi publicada em edição do Diário Oficial da União.
Zanin foi indicado ao cargo pelo presidente Lula (PT) e substituirá o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou. Ele tem 47 anos e atuou na defesa de Lula em processos no âmbito da Operação Lava Jato.
O nome do advogado foi aprovado pelo Senado no dia 21 de junho, após uma sabatina, com placar de 58 a 14. No dia seguinte, Zanin se encontrou com a presidente do STF, Rosa Weber.
De acordo com a Corte, a posse de Zanin será feita no dia 3 de agosto. Após assumir o cargo, o novo ministro herdará 530 processos do gabinete de Lewandowski, assumindo a relatoria de casos como:
Se mantidas as regras atuais, Zanin poderá ocupar o cargo de ministro do STF até completar 75 anos. Ou seja, se resolver se aposentar com a idade máxima prevista por lei, Zanin ficará na Corte por 28 anos.
Informações G1
Além de serem voltados para consumidores de poder aquisitivo elevado (o mais barato sai por quase R$ 150 mil), os veículos da montadora chinesa prometem sofisticação e inovação.
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ECarro da BYD exibido em vento no Farol da Barra, em Salvador, nesta terça (4) — Foto: Itana Alencar/g1 BA
Fundada em 1995 pelo químico Wang Chuanfu, que em 2009 foi considerado o homem mais rico da China, segundo a revista “Hurun”, a Build Your Dreams (BYD) é hoje a maior produtora de carros elétricos do mundo.
No Brasil desde 2015, quando desembarcou em Campinas, no interior de São Paulo, a BYD está, agora, prestes a se instalar também em Camaçari, na Bahia, cidade que foi importante polo produtor da Ford.
Nesta reportagem, você vai ler sobre:
⏳a história da BYD;
🚘como são os carros da empresa;
⚡o que são veículos elétricos;
💲o investimento da BYD no Brasil;
💡os projetos para Camaçari.
A empresa começou focada em produzir baterias de íons-lítio para a Motorola e a Nokia, na cidade de Shenzhen. Foi no mercado de baterias que a empresa se consolidou antes da investida no setor automobilístico.
A virada de ramo aconteceu em 2003, quando a BYD adquiriu uma fábrica em Xi’An, cidade ao norte da China. Na época, quando pensar em carros híbridos e elétricos ainda era uma realidade distante, a BYD comprou a montadora Tsinchuan Automobile Company e investiu na ideia.
Hoje, a BYD está presente em 70 países e seu portifólio também inclui a produção de módulos fotovoltaicos (usados para a geração de energia solar) e máscaras descartáveis.
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Interior do BYD Dolphin, carro elétrico de entrada da montadora chinesa. — Foto: Divulgação / BYD
No Brasil, a BYD já comercializa cinco modelos:
Além de serem voltados para consumidores de poder aquisitivo elevado (o mais barato sai por quase R$ 150 mil), os veículos da montadora chinesa prometem sofisticação e inovação. O Dolphin, por exemplo, vem com internet, controle por voz, videogame e até karaokê de fábrica. Em entrevista ao jornal O Globo, Stella Li, vice-presidente global da empresa, afirmou que a proposta é trazer ao Brasil carros elétricos “com uma sensação premium de inovação”.
Carros elétricos não são novidade — o Columbia, um dos primeiros a existir, por exemplo, é de 1902. Mas “floparam” com o surgimento dos primeiros veículos a combustão, mais baratos e que eram produzidos em menos tempo, como explicou reportagem do Fantástico.
Mas os elétricos voltaram a tomar força nas últimas décadas, impulsionados por leis ambientais mais rígidas e pela necessidade de investir em energia limpa — o que a BYD diz ser sua principal bandeira. No Brasil, ainda que estejam longe de ser uma unanimidade, elétricos já podem ser vistos com mais frequência.
Hoje, a maioria dos carros a eletricidade é do modelo híbrido. Rodam com dois motores, um a bateria e outro à combustão. Em junho de 2022, como mostrou reportagem do Jornal Nacional, eles eram vendidos, em média, por um preço 30% mais caro em relação aos carros convencionais. Já os 100% elétricos, que também circulam no Brasil, custavam três ou quatro vezes mais que os convencionais, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico.
Segundo o Auto Esporte, o emplacamento de carros elétricos cresceu no ano passado quando comparado a 2021. Foram 8.458 unidades emplacadas, contra 2.851 no ano anterior. Em 2022, os carros elétricos mais vendidos no Brasil, de acordo com o Auto Esporte, foram:
O elétrico mais barato vendido no Brasil é JAC E-JS1 — custa R$ 139.900 e foi desenvolvido em parceria com a Volkswagen na China. Segundo a Jac Motors, o veículo possui baterias de fosfato de ferro-lítio, que oferecem capacidade máxima de 30,2 kWh.
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Carro JAC E-JS1, o elétrico mais barato do Brasil — Foto: Reprodução
No Brasil, a BYD chegou em 2015, quando inaugurou em Campinas, no interior de São Paulo, sua primeira fábrica de montagem de ônibus 100% elétricos.
Dois anos depois, ainda em Campinas, a BYD abriu uma segunda fábrica, dessa vez para a produção de módulos fotovoltaicos. Em 2020, a chinesa abriu sua terceira fábrica no Brasil, dessa vez em no Polo Industrial de Manaus e voltada para a produção de baterias de fosfato de ferro-lítio.
Agora, as investidas da BYD no Brasil estão voltadas para Camaçari, maior Polo Industrial da Bahia, onde ficava uma fábrica da Ford, que encerrou sua produção no Brasil em janeiro 2021. Além da cidade baiana, a montadora mantinha fábricas para carros em Taubaté (SP) e em Horizonte (CE), para jipes da marca Troller.
Na época, ao lamentar a saída da Ford do Brasil, Rui Costa, então governador da Bahia, disse ter procurado a Embaixada da China para sondar investidores para assumir negócio no estado. Costa, que hoje é ministro da Casa Civil do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse na época que havia entrado em contato com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), assim que foi informado do fechamento das unidades, para avaliar possibilidades alternativas ao fechamento.
A possibilidade de a BYD se instalar em Camaçari voltou a ser pauta no início do ano, quando Lula e Jerônimo Rodrigues, atual governador da Bahia, se reuniram na China para discutir a implantação de uma fábrica de veículos elétricos no estado.
Governo da Bahia anuncia implantação de fábricas da montadora chinesa BYD
A confirmação veio nesta terça-feira (4), quando Jerônimo anunciou a implantação de três fábricas da BYD em Camaçari.
Segundo o governo, a empresa investirá R$ 3 bilhões para instalar as três fábricas e a produção deve começar no segundo semestre de 2024. Em Camaçari, a montadora produzirá chassis de ônibus, caminhões elétricos, processamento de lítio e ferro fosfato, além de veículos de passeio elétricos e híbridos.
A expectativa é que a produção nacional desses automóveis permita preços mais competitivos. O modelos que serão produzidos na Bahia foram expostos no Farol da Barra, nesta manhã. São eles:
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Carro da BYD que será produzido no Brasil é exposto em evento no Farol da Barra, em 4 de julho de 2023 — Foto: Itana Alencar/g1 BA
Informações G1

Nesta terça-feira (4), em entrevista ao jornalista Joilton Freitas, apresentador do programa Rotativo News da Rádio Sociedade News FM, a Farmacêutica Emília Pontes, explicou todos os detalhes sobre o que a nova lei de trânsito muda no exame toxicológico.
Confira o podcast completo:
Corte começou a fixar a pauta de julgamentos para o segundo semestre. Também será discutida a ação que impede a tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio.
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Sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. — Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 2 de agosto a retomada do julgamento que discute a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal.
O caso entra na pauta com o retorno trabalhos na Corte, que entrou em recesso no último dia 1º.
Também foi agendado o retorno da análise de outros temas importantes, como o que discute se é constitucional a aplicação da tese da “legítima defesa da honra” em casos de feminicídio, julgados no tribunal do júri.
Já há maioria para impedir o argumento. O caso voltará para discussão no dia 1º de agosto.
STF julga se porte de drogas para consumo próprio é crime
O STF analisa a constitucionalidade de um dispositivo da Lei de Drogas, que considera crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal.
A discussão foi suspensa há mais de sete anos (relembre no vídeo acima). Há expectativa de que, se a posse for liberada, os ministros ainda fixem quais critérios podem diferenciar usuários e traficantes
O caso tinha sido pautado inicialmente para a sessões em maio e junho, mas foi adiado.
Atualmente, embora seja crime, o porte de drogas para consumo pessoal não leva para prisão. Os processos correm em juizados especiais. As punições aplicadas normalmente são advertência, prestação de serviços à comunidade e aplicação de medidas educativas.
A condenação não fica registrada nos antecedentes criminais. Já a pena para o tráfico de drogas varia de 5 a 20 anos de prisão. Os ministros não vão tratar da venda de drogas, que vai seguir como ilegal.
O debate no STF ocorre tendo como base um recurso apresentado em 2011, após o flagrante de um homem que portava 3 gramss de maconha dentro do centro de detenção provisória de Diadema (SP).
A Defensoria Pública questiona decisão da Justiça de SP que manteve o homem preso. Entre outros pontos, a defensoria diz que a criminalização do porte individual fere o direito à liberdade, à privacidade, e à autolesão.
A decisão tomada pela Corte deverá ser seguida pelas outras instâncias da Justiça em casos semelhantes.
A tese da “legítima defesa da honra” era utilizada em casos de agressões ou feminicídios para justificar o comportamento do acusado em casos, por exemplo, de adultério, na qual se sustentava que a honra do agressor havia sido supostamente ferida.
O relator, ministro Dias Toffoli, votou contra a aplicação do argumento. Na última sessão do semestre, em 30 de junho, o julgamento foi retomado com os votos de André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin, que acompanharam o relator para tornar a tese inconstitucional.
Em agosto, a análise recomeça com os votos das ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber.
A ação que discute o tema foi apresentada pelo PDT, em janeiro de 2021. A sigla argumentou que não são compatíveis com a Constituição absolvições de réus pelo júri baseadas na tese da “legítima defesa da honra”, classificada como “nefasta, horrenda e anacrônica”.
Em 2021, em julgamento virtual, a Corte já havia decidido suspender — até o julgamento definitivo — o uso da tese pelos advogados de réus em júri popular.
À época, os ministros consideraram que a aplicação da “legítima defesa da honra” é inconstitucional por violar princípios como o da proteção à vida, dignidade da pessoa humana e igualdade.

STF proíbe por unanimidade uso do argumento da legítima defesa da honra por réus de feminicídio
Informações G1
Relator afirmou ainda que o Brasil tem hoje o pior sistema tributário do mundo ‘e essa reforma é o início de uma grande modificação que precisa ser feita’.

‘Não vou entrar em briga de Bolsonaro com Lula’, diz relator da reforma tributária
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária na Câmara, afirmou nesta terça-feira (4) que a reforma não é nem de direita nem de esquerda e que não vai entrar em briga entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O deputado falou a prefeitos durante evento da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), em Brasília.
“Essa não é uma reforma de partido político. Essa não é uma reforma de direita, nem de esquerda, nem de centro. Essa é uma reforma do Brasil. Essa é uma reforma que eu não vou entrar em briga de Bolsonaro com Lula, nem com ninguém. A gente está pensando nos municípios, nos Estados e na economia do nosso país”, declarou.
O relator afirmou ainda que o Brasil tem hoje o pior sistema tributário do mundo “e essa reforma é o início de uma grande modificação que precisa ser feita”.
“Temos aqui uma primeira oportunidade que o Brasil não pode perder. Precisamos fazer a reforma pois as relações de consumo estão mudando e a gente tem que adaptar nosso sistema com a nossa realidade”, afirmou.
Durante o encontro, o o especialista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rodrigo Orair, apresentou um estudo feito em conjunto com a CNM sobre o impacto da reforma.
De acordo com o estudo, cerca de 98% dos municípios brasileiros têm potencial de ganhos na arrecadação com a reforma tributária em um período de 20 anos, a depender dos impactos positivos que ela provocar no crescimento do produto interno bruto (PIB).
Informações G1
Atualmente, itens são isentos de imposto federal, mas ICMS é definido em cada estado; reforma prevê imposto único em patamar baixo, o que pode elevar carga. Governo, relator e entidades discutem saída.
A proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional, que pode ser votada na Câmara ainda esta semana, deve gerar mudanças na cobrança de impostos sobre itens fundamentais na mesa dos brasileiros que compõem a chamada “cesta básica”.
O formato dessa cobrança ainda está sendo discutido. Para evitar o aumento dos preços, o Congresso pode tratar esses itens como exceção ou, ainda, criar uma “cesta básica nacional” unificada. Atualmente, cada estado define a composição da sua cesta básica ao reduzir ou isentar a tributação dos itens.
No último fim de semana, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou estudo indicando que a reforma poderia aumentar, em até 60%, a carga tributária atual sobre a cesta.
O secretário do Ministério da Fazenda para o tema, Bernard Appy, já disse discordar dessa conclusão.
O relator da reforma tributária na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), avaliou em entrevista ao Valor Econômico que o modelo proposto fica muito próximo da cobrança atual dos impostos, considerando as alíquotas estaduais em vigor no país – mas ainda estuda mudanças.
O presidente da associação, João Galassi, afirma que o setor é favorável à reforma e considera a simplificação tributária imprescindível. O estudo, diz Galassi, não tem a intenção de frear a reforma, mas agregar informações ao debate e evitar que as mudanças prejudiquem a população de baixa renda.
“Temos que ter cuidado para fazer uma reforma tributária que não onere os alimentos. É um grupo [de produtos] que importa a todos, seja pelo fator social, pela saúde, por tudo. Acho que a política vai achar um caminho, acredito no trabalho do Aguinaldo Ribeiro [relator], do Reginaldo Lopes [coordenador do grupo de trabalho], do ministro [da Fazenda] Fernando Haddad”, afirmou ao g1.
“Simplificação, segurança jurídica e fim da guerra fiscal. Se nós atingirmos com a reforma tributária esses três pilares, daremos um salto para a produtividade, para o ambiente de negócios, o país vai crescer, vai trazer um grande avanço”, completou Galassi.
Entenda, nos próximos parágrafos:

João Galassi: ‘Isenção de impostos da cesta básica não fere isonomia’
Atualmente, produtos como arroz, feijão, pão, leite e queijos já são isentos de impostos federais (PIS e Cofins). O mesmo acontece com os produtos industrializados de higiene e limpeza considerados parte da cesta básica (isentos de PIS, Cofins e IPI).
A cobrança do ICMS (estadual) e do ISS (municipal), no entanto, é definida pelos governos locais – e nem todas as alíquotas são zeradas em todo o país. Para alguns produtos e alguns estados, o ICMS chega a representar 33% do preço final da mercadoria.
O mapa abaixo, presente no estudo da Abras, mostra o ICMS cobrado pelos estados nos principais produtos geralmente considerados como “cesta básica” – repare na variedade de alíquotas:
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Alíquotas de ICMS que incidem sobre itens da cesta básica em cada estado — Foto: Abras/Reprodução
Um dos principais itens da reforma tributária é a unificação das alíquotas e dos impostos sobre o consumo. Em vez dos cinco impostos atuais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS), o país teria apenas dois: um imposto agregado federal (juntando os três primeiros da lista), e um gerido por estados e municípios (unificando os outros dois).
A alíquota também passaria a ser unificada – o cálculo para o imposto agregado federal é estimado em 25%.
O texto em análise prevê ainda que, para alguns produtos e serviços, a alíquota seja reduzida pela metade. A lista inclui “alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene básica” – onde, segundo Aguinaldo Ribeiro, estariam os produtos da cesta básica.
Considerando a estimativa de 25% para o IVA federal, esses produtos estariam sujeitos a um imposto de 12,5%.
O impacto real dessa mudança no bolso dos brasileiros ainda não está claro — e foi essa a dúvida que, no último fim de semana, gerou uma discordância entre o governo federal e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Um estudo da associação indicou que, se a versão atual da reforma tributária fosse aprovada e sancionada, a carga tributária sobre os itens da cesta básica poderia subir até 60%, em média. O impacto seria diferente em cada estado, a depender das isenções em vigor atualmente.
O governo e o deputado Aguinaldo Ribeiro, no entanto, minimizam o impacto da nova fórmula no bolso. Segundo eles, a alíquota de 12,5% estimada para esses itens (metade dos 25% do IVA padrão) se aproxima, na média, do imposto pago atualmente a partir das diferentes regras em vigor.
A proposta que tramita na Câmara já inclui alguns mecanismos de compensação para que, na prática, o IVA não seja cumulativo e não gere aumento de carga tributária ao fim da reforma.
Os dois instrumentos principais são:
A Associação Brasileira de Supermercados e outras entidades, no entanto, avaliam que esses instrumentos podem não ser capazes de mitigar o impacto da reforma.
Entre outros motivos, porque essas devoluções só são calculadas em um segundo momento, quando o imposto já foi recolhido, e porque a regulamentação desses dois mecanismos só será debatida após a aprovação da reforma tributária.
Uma terceira solução passou a ser discutida, e foi citada pelo governo e pelo relator da reforma em reuniões recentes com setores: a criação de uma “cesta básica nacional”, com uma lista unificada de itens.
Com a lista fechada, o governo e o Congresso poderiam debater uma desoneração mais intensa nesses itens – sem correr o risco de que, em seguida, mais e mais itens fossem adicionados e a renúncia tributária saísse do controle.
A Abras apresentou uma proposta de lista ao governo com 37 itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza. Até a tarde desta terça (4), a equipe econômica do governo e o relator na Câmara ainda não tinham batido martelo sobre a ideia de padronizar a cesta básica.
Informações G1
Especialistas projetam efeitos nos setores agropecuário, de bares e restaurantes, de vestuário, entre outros.
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Nasa capta imagem do El Niño – fenômeno meteorológico eleva as temperaturas — Foto: Sentinel-6 Michael Freilich / Nasa
O El Niño chegou trazendo um inverno atípico para o Brasil – e, segundo especialistas consultados pelo g1, pode gerar impactos diretos e indiretos na economia do país.
Temperaturas mais amenas e uma mudança nos padrões de transporte da umidade devem trazer um tempo mais seco no Norte e Nordeste do Brasil e chuvas excessivas no Sul e Sudeste.
Com isso, a expectativa é que o fenômeno interfira direta e indiretamente em diversos setores econômicos, o que pode acabar se refletindo até mesmo em alguns preços pelo país.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica do governo dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), a estimativa é que o El Niño tenha uma das ocorrências mais intensas dos últimos 70 anos.
Alguns dos segmentos que podem ser afetados são, entre outros:
Entenda os impactos que o El Niño pode ter na economia brasileira e mundial e como ele pode afetar o seu bolso.
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Impacto do El Niño no inverno de cada região brasileira — Foto: Arte/g1

O efeito mais perceptível com a chegada do El Niño é na agropecuária. Primeiro porque as mudanças de temperatura e no ciclo de chuvas podem interferir, tanto positiva quanto negativamente, em várias culturas agrícolas que existem em diferentes regiões do país.
Além disso, especialistas também citam eventuais efeitos na produção de ração de gado, que é influenciada pelas safras de milho e soja, e na atividade pesqueira – que, por sua vez, pode sofrer com a mudança de temperatura dos oceanos.
Segundo a professora da Fundação Instituto de Administração (FIA) Business School Gleriani Ferreira, caso as previsões se confirmem e o El Niño deste ano seja um dos mais intensos das últimas sete décadas, os efeitos no setor podem ser diversos.
“Toda mudança brusca que acontece na temperatura e na quantidade de chuvas altera o ritmo da produção agrícola e pode se refletir em diferentes setores da economia”, afirma a professora.
“Qualquer abalo significativo na produção da cana-de-açúcar pode trazer um aumento nos preços dos combustíveis, por exemplo. Já impactos nas culturas de soja e milho tendem a se refletir na ração de gado e podem acabar eventualmente alterando até os preços da carne”, acrescenta Ferreira.
E como o fenômeno tem efeitos no mundo todo, outros países também serão impactados pelos efeitos climáticos – o que pode acabar influenciando na balança comercial brasileira.
“É preciso ter em mente que somos um país agrícola e que depende muito da exportação de produtos in natura. Além disso, também precisamos pensar naquilo que importamos. Se houver uma quebra de safra do trigo que o Brasil traz de fora, por exemplo, também veremos impactos nos preços”, diz a professora.
Os impactos do El Niño na agropecuária se refletem, ainda, na alimentação dentro e fora de casa.
Além de um possível aumento de preços em alimentos vendidos em supermercados – tanto naqueles que tiveram a cultura diretamente abalada pelo fenômeno como nos que usam produtos afetados como matéria-prima –, empresários também preveem impactos no setor de Bares e Restaurantes.
Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o aquecimento dos oceanos pode diminuir a disponibilidade de peixes de água gelada – como o atum, por exemplo, que é um dos mais usados nas cozinhas japonesas e asiáticas de maneira geral.
Outro ponto é que, caso as preocupações com as safras de cereais se concretizem, especialistas também projetam impactos em alimentos e bebidas que usam esses produtos como matéria-prima, como o pão francês e até a cerveja.
De acordo com o vice-presidente da Abrasel, Leonel Paim, os impactos do El Niño devem forçar o segmento a fazer alterações no menu de produtos oferecidos para minimizar os efeitos nos custos.
“De maneira geral, restaurantes devem usar produtos mais locais, como peixes da Amazônia ou de cativeiro, ou acabar trocando os pratos oferecidos no menu. Precisamos acabar driblando os efeitos nos preços porque o nosso cliente dificilmente aceita que [esse custo] seja repassado no preço final”, diz o executivo.
O inverno de temperaturas mais amenas e clima mais seco também deve trazer impactos em outros segmentos da economia. No caso do setor de vestuário, por exemplo, há estimativas de que a demanda por roupas de frio não seja tão grande e acabe parcialmente afetado as vendas.
Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTex) Edmundo Lima, o segmento depende bastante de um clima que seja condizente à estação para conseguir adequar as coleções que disponibiliza.
“A chegada tardia ou a passagem mais rápida de uma estação, como os meteorologistas preveem para este inverno com o El Niño, pode fazer com que a coleção de inverno seja comercializada em liquidação”, afirma.
O executivo destaca, ainda, que esse é um dos motivos para cada vez mais varejistas contarem com “uma gestão de estoques bastante eficiente, para evitar excessos e atender as demandas”. “O planejamento das coleções é influenciado também pelo clima”, acrescenta Lima.
Os especialistas destacam, ainda, os efeitos indiretos do fenômeno na economia. A redução nos reservatórios das hidrelétricas – que é comum em eventos como esse por conta da menor incidência de chuvas em determinadas regiões – pode afetar o setor elétrico, por exemplo.
Além disso, outro ponto de atenção é em relação à saúde pública, que também pode ter alguns efeitos no setor farmacêutico. Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que está se preparando para uma disseminação maior de doenças virais associadas ao El Niño.
“A OMS está se preparando para a muito alta probabilidade de que 2023 e 2024 sejam marcados pelo evento El Niño, que pode aumentar a transmissão de dengue e outras das chamadas arboviroses, como Zika e chikungunya”, disse o diretor-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesu na última quarta-feira (21).
Informações G1

O Brasil pode amargar, em 2023, mais um recorde de mortes por dengue, mas esse alerta parece não preocupar o governo Lula (PT).
É que a atual gestão, por meio do Ministério da Saúde, não demonstra interesse em comprar a vacina contra a dengue produzida pelo laboratório japonês Takeda, já autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde o mês de março, porque carece de ser analisada e pode demorar até um ano para ser viabilizada pelo sistema público.
Ocorre que o governo petista está dando prioridade à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan desde 2009, que ainda não teve a pesquisa concluída e poderá ser disponibilizado pela Anvisa só em 2025, segundo o jornal O Globo.
A vacina japonesa, Qdenga, tem eficácia de 80,2% contra a dengue de qualquer sorotipo e pode prevenir a transmissão da doença pelo mosquito em pessoas entre 4 e 60 anos. A dose custa, em média, R$ 500.
Até o início de junho, de acordo com o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses, 1,38 milhão de casos prováveis de dengue já foram diagnosticados no Brasil. O número significa um aumento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 1.016 mortes pela enfermidade, 162,5% a mais do que no ano anterior.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alexandre Naime Barbosa, falou ao O Globo e demonstrou preocupação com o cenário sanitário que vamos enfrentar. Ele ressaltou que “esperar uma vacina do Instituto Butantan pode custar vidas, principalmente dos grupos mais vulneráveis”.
Informações Pleno News

O Serviço de Inspeção Municipal (SIM) da Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural (Seagri) apreendeu cinco toneladas de carne de charque imprópria para consumo humano na última quinta-feira (29). As peças estavam contaminadas com larvas de mosca.
A situação foi flagrada durante inspeção periódica em um entreposto de carne – espaço destinado à conservação, manipulação, acondicionamento e distribuição de carnes frigorificadas. O espaço é regularizado e possui autorização para funcionar.
O serviço vinculado à Prefeitura de Feira de Santana notificou o estabelecimento e deu o prazo de oito dias para regularizar o processo de produção e atender as exigências higienico-sanitárias. Com o fim do prazo, os agentes retornam ao local para inspecionar e, se permanecer inapropriado, poderá ser multado e interditado.
Vale destacar que os produtos de origem animal comercializados em Feira de Santana devem conter o licenciamento dos órgãos competentes responsáveis pela inspeção e fiscalização dos produtos.
É possível constatar se o produto é regularmente supervisionado e está apto para comercialização se no rótulo tiver o selo do Serviço de Inspeção Municipal (S.I.M) ou Serviço de Inspeção Estadual (S.I.E) ou Serviço de Inspeção Federal (S.I.F).
SOBRE O SIM
O Serviço de Inspeção Municipal tem por responsabilidade garantir a segurança e qualidade sanitária dos produtos alimentícios de origem animal que são produzidos no município, através de inspeções periódicas que visam constatar as condições higiênico-sanitárias, fluxos de produção, armazenamento dos produtos entre outros aspectos.
O médico veterinário do SIM, Ian Temístocles, explica que o serviço é regulamentado por um conjunto de leis, decretos, resoluções, portarias e outros instrumentos legais.
“Com estes parâmetros são realizadas inspeções periódicas que visam constatar e impedir a comercialização de produtos inadequados, que ofertam riscos à saúde pública, além de impedir a comercialização de produtos de origem clandestina”, pontua.