
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) realizou, na terça-feira (16), mais uma operação de fiscalização nos principais modais de transporte de Feira de Santana. A ação integra o planejamento especial para o período de festas de fim de ano, quando há aumento significativo na circulação de pessoas e veículos na cidade.
De caráter educativo e preventivo, a operação contou com equipes da Semob e da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), que atuaram de forma integrada em diversos pontos estratégicos do município, incluindo terminais de transporte coletivo. O objetivo é orientar colaboradores do transporte público, ouvir as demandas da população e garantir mais segurança, organização e qualidade no serviço prestado à comunidade.
Segundo o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Rodolfo Suzarte, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a melhoria contínua do sistema de transporte. “Trata-se de uma operação com caráter educativo, com a Semob e a SMT atuando com o mesmo propósito: orientar os colaboradores do transporte público, ouvir as demandas das comunidades e estar à disposição para esclarecer dúvidas. Nossas equipes estão em diversos pontos da cidade e nos terminais, monitorando toda a operação em tempo real”, destacou.
O secretário ressaltou ainda que a ação não se limita ao período festivo. “Essa operação não fica somente nesse período de festas de fim de ano. A nossa ideia é dar continuidade ao longo de todo o ano, pois tem sido muito bem recepcionada pela comunidade, com muitos elogios. Isso demonstra que estamos no caminho certo”, afirmou Rodolfo Suzarte.
*Secom

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (18), mostra que a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de 50,7%, superior à aprovação, que ficou em 48,8%. A margem de erro da mostra é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos.
De acordo com avaliação do instituto, o quadro é de estabilidade dos indicadores, mas faz com que o governo inicie 2026 em um cenário de percepção pública “ainda majoritariamente negativa”. A avaliação negativa do governo Lula registrou 48,9% (ruim/péssimo), superando a positiva que ficou em 46,5% (ótimo/bom).
Na pesquisa, corrupção e criminalidade aparecem na liderança da percepção dos brasileiros sobre os principais problemas do país, com 64,7% e 61% das menções, respectivamente. Temas como economia e inflação aparecem com 20,3% e extremismo e polarização política com 18,2%.
Sobre a atual situação econômica, 40% classificam de boa e 47% de ruim. Contudo, para 46% há expectativa de que a economia vá melhorar nos próximos seis meses, para 42% a economia deverá piorar neste período.
Na avaliação de 79% dos pesquisados, um dos maiores acertos do governo Lula foi a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Sobre as sanções impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil, para 58% dos entrevistados Lula contribuiu muito para a retirada das sanções dos EUA, 24,6% dizem que Lula não contribuiu para retirada das sanções dos EUA e 50,7% aprovam como o governo brasileiro negociou com EUA, enquanto 44,9% desaprovam.
Na mostra, 50,7% aprovam a retirada sanções dos EUA contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e 44,9% desaprovam. A AtlasIntel/Bloomberg perguntou ainda sobre o PL da Dosimetria, aprovado pela Câmara e pelo Senado, 63,3% são contra e 34% são a favor.
*AE
Foto: EFE/EPA/HOW HWEE YOUNG

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar um empréstimo de R$ 720 milhões, mesmo diante de forte obstrução promovida pela bancada de oposição. A votação ocorreu durante a sessão desta quarta-feira (17) e foi concluída apenas no início da manhã desta quinta-feira (18).
A operação de crédito foi aprovada com votos contrários dos parlamentares da oposição e do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL). Com a nova autorização, este passa a ser o 23º empréstimo solicitado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) desde o início de seu mandato, totalizando aproximadamente R$ 26,7 bilhões em operações de crédito, montante superior à soma dos empréstimos contratados pelos três últimos governadores da Bahia.
O projeto permite que o Estado firme operação de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos provenientes do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).
De acordo com o texto aprovado, os valores serão destinados a investimentos em infraestrutura física nas áreas de educação e saúde em municípios baianos.
A proposta tramitou em regime de urgência após solicitação do governador e aprovação do plenário da AL-BA. O requerimento para apreciação prioritária também enfrentou obstrução da oposição durante a sessão de terça-feira (16), cujos debates se estenderam até as 6h40 do dia seguinte.
Informações Metro1

A Polícia Federal (PF) predeu, nesta quinta-feira (18), Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, durante mais uma fase da Operação Sem Desconto. A apuração desvenda um esquema de alcance nacional responsável por descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Também integra o rol de investigados Aldroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência, que foi afastado da função e deverá cumprir prisão domiciliar. A PF ainda executa mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e um assessor parlamentar, na coluna do jornalista Igor Gadelha.
Segundo a PF, o grupo criminoso operava de forma organizada e hierarquizada, com frentes específicas para a coleta de dados, alimentação fraudulenta de sistemas oficiais e ocultação dos valores desviados. As medidas contaram com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Outro alvo da ofensiva policial é o advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS em 2023 e 2024, André Fidelis, que já havia sido preso em uma etapa anterior da operação.
No total, a ação abrange o cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal. A operação é conduzida de forma integrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
O episódio que ficou conhecido como “Farra do INSS” ganhou repercussão nacional em dezembro de 2023, após uma série de reportagens do Metrópoles denunciar um crescimento expressivo na arrecadação de associações por meio de descontos não autorizados aplicados a aposentados, que chegaram a R$ 2 bilhões em um único ano. As entidades acumulavam milhares de ações judiciais por filiações fraudulentas.
As revelações impulsionaram a abertura de inquérito pela PF e alimentaram investigações da CGU. Deflagrada em abril deste ano, a Operação Sem Desconto resultou na exoneração do então presidente do INSS e na saída do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Ao todo, 38 reportagens do Metrópoles foram mencionadas pela PF na representação que deu origem à operação.
Pai de Romeu, o “Careca do INSS” está custodiado desde setembro e é apontado como um dos principais articuladores do esquema, responsável por desviar mensalmente recursos dos benefícios de idosos sem consentimento.
As investigações indicam que aposentados e pensionistas tinham valores abatidos diretamente de seus benefícios como se fossem associados a entidades de classe, sem jamais terem autorizado a adesão. Na prática, as cobranças eram automáticas e recorrentes, reduzindo o montante recebido por beneficiários, em grande parte idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a CGU, as entidades envolvidas alegavam oferecer serviços como assistência jurídica, convênios médicos e descontos em academias, mas não dispunham de estrutura mínima para prestar atendimento efetivo. Pelo menos 11 associações sofreram medidas judiciais, com contratos suspensos e interrupção dos descontos.
O escândalo provocou forte abalo político no governo federal. O então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), deixou o cargo após a investigação alcançar o núcleo da pasta. Ele foi substituído por Wolney Queiroz, que assumiu o ministério em meio à crise.
Em julho, o governo federal anunciou a restituição dos valores descontados irregularmente de aposentados e pensionistas. O reembolso está sendo realizado em parcela única, e o prazo para contestação foi estendido até 14 de fevereiro de 2026.
Informações Metro1
Votação seguiria até sexta-feira (19), mas foi interrompida

Foto: © Antônio Cruz/ Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou no sentido de validar na íntegra o decreto presidencial que estabelece o valor de R$ 600 como o mínimo existencial a ser preservado contra a cobrança de dívidas. 

Um pedido de vista feito nesta quarta-feira (17) pelo ministro Alexandre de Moraes interrompeu o julgamento, que havia começado em 12 de dezembro, no plenário virtual do STF.
A votação seguiria até a próxima sexta-feira (19), antes de ser interrompida. Pelo regimento interno do Supremo, o caso deverá ser liberado para novo agendamento em até 90 dias.
Mendonça é relator de três ações de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) sobre o tema, abertas pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep).
“No presente caso, considero que são razoáveis e proporcionais os critérios estabelecidos no Decreto nº 11.150, de 2022, para fins de definição do mínimo existencial a ser aplicado aos casos de superendividamento”, escreveu o ministro.
Aprovada em 2021, a Lei do Superendividamento prevê que a Justiça pode resguardar o mínimo existencial do consumidor, uma quantia a ser protegida das cobranças dos bancos, mas deixou a definição do que seria “mínimo existencial” inteiramente a cargo da regulamentação a ser feita pelo Poder Executivo.
O valor de R$ 600 para definir o que seria o mínimo existencial foi adotado em 2023 pelo governo Lula para substituir o critério anterior, criado em 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro, que estabelecia o mínimo existencial em 25% do salário mínimo, o equivalente na época a R$ 303,00.
Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, elaborado pela empresa de garantia de crédito Serasa, havia 79,1 milhões de pessoas inadimplentes no país em setembro de 2025, 48,47% da população.
As entidades argumentam que definir R$ 600 como mínimo existencial fere direitos essenciais garantidos pela Constituição, entre os quais a dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, conforme o artigo 1º da Carta de 1988.
Para as associações, a quantia estipulada no decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023 não é suficiente para garantir o “mínimo vital” para uma “vida digna”.
As entidades sustentam ainda que o artigo 7º da Constituição, ao definir o salário mínimo, elenca como “necessidades básicas do trabalhador” as despesas com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.
Ao Supremo, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que o governo abordou a questão sob o ângulo da preservação do mercado de crédito, optando por um valor baixo para o mínimo existencial de modo a garantir o acesso do consumidor a empréstimos.
O governo explicou que “o respectivo montante visou a conferir grau superior de proteção ao consumidor contra uma eventual situação de superendividamento, sem, ao mesmo tempo, afastar os consumidores do mercado formal de crédito, buscando-se um melhor equilíbrio entre a proteção ao consumidor superendividado e a segurança jurídica necessária para a celebração de contratos privados”.
O ministro André Mendonça concordou com os argumentos do governo. Ele reconheceu o problema “sistêmico” relacionado ao superendividamento no Brasil e a necessidade de proteção ao consumidor, mas afirmou que, devido à complexidade do problema, o Supremo não deve definir um mínimo existencial de forma abstrata. Argumentou, ainda, que o tema deve ser enfrentado por órgãos técnicos especializados, sem a intervenção da Justiça.
Ele observou que o decreto que regulamentou a Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) prevê a revisão periódica do valor fixado para definir o mínimo existencial, que deve ser feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), colegiado composto pelo presidente do Banco Central e os ministros da Fazenda e do Planejamento.
“Justamente por essa característica de ser uma política pública dinâmica, em permanente transformação, cuja atualização ficou a cargo de um órgão técnico altamente especializado, entendo que não cabe ao Poder Judiciário imiscuir-se no tema e definir, em sede de controle concentrado, qual deve ser o mínimo existencial a ser observado de forma geral e abstrata”, afirmou.
Para o ministro, a Justiça não deve entrar no assunto. “Entendo que não cabe ao Poder Judiciário imiscuir-se no tema e definir, em sede de controle concentrado, qual deve ser o mínimo existencial a ser observado de forma geral e abstrata”, sustentou.
Apesar de ter votado sobre o mérito da questão, Mendonça entendeu que as ações sobre o tema devem ser rejeitadas por questões processuais, sem serem analisadas pelo Supremo. O ministro apontou que o decreto é um ato normativo secundário, que, em seu entendimento, não deve ser alvo de questionamento via ADPF.

O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17) a proposta que reduz as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por atos golpistas, conhecido como PL da Dosimetria. Foram 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção.
Pela manhã, o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 8 de dezembro, o projeto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pelas regras atuais, Jair Bolsonaro terá direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.
A proposta estabelece:
um mecanismo para tornar mais rápida a progressão do regime de pena (quando um condenado sai de uma modalidade mais severa e passa para um regime mais brando) para quem cumpre pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
redução de até 2/3 da pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
que o crime de tentativa de golpe de Estado (com penas maiores) vai absorver o de tentativa de abolição do Estado, em caso de condenação simultânea.
Relator do texto, o senador Esperidião Amin (PP-SC) utilizou manobra para evitar a volta do projeto à Câmara. O parlamentar mudou o conteúdo da proposta e direcionou a nova progressão de pena apenas para aqueles que cometerem crimes contra o Estado Democrático de Direito.
A medida foi uma resposta às duras críticas da opinião pública, de juristas e de parlamentares a brechas criadas pelos deputados que permitiriam que outros criminosos também fossem beneficiados pelo mecanismo.
No domingo (14), manifestantes realizaram atos pelo país contra a anistia a envolvidos no 8 de Janeiro e o PL da Dosimetria. Houve manifestações em todas as capitais, de tamanhos diferentes.
Ao longo da semana, senadores cogitaram adiar o tema. Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), repetiam, porém, que o senador queria encerrar 2025 com o texto aprovado.
Amin disse aos parlamentares que as mudanças de seu parecer restringem os benefícios apenas aos atos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar também defendeu que a discussão do tema era urgente.
A sugestão de mudança no texto acatada pelo relator, dada pelo senador Sérgio Moro (União-PR), restringe o projeto aos crimes contra a democracia.
Amin e Moro afirmaram que a proposta que saiu da Câmara poderia diminuir a pena de condenados pelos crimes de favorecimento da prostituição e exploração sexual, coação (ameaça) durante o processo e até de obstrução de ações contra o crime organizado.
O texto aprovado estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no fechado.
A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% na modalidade mais severa para pleitear uma progressão.
*g1
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Após seis horas de debate, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quinta-feira (17), o PL da Dosimetria (PL 2.162/2023), que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto recebeu 17 votos favoráveis e 7 contrários e segue para o Plenário, com votação prevista para acontecer ainda nesta quarta.
A proposta prevê redução de pena quando os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático forem cometidos em contexto de multidão. Para isso, o condenado não pode ter financiado os atos nem exercido papel de liderança.
Mesmo após pedido de vista de quatro horas para análise do relatório do senador Esperidião Amin (PP-SC), houve divergências sobre quais crimes seriam beneficiados. Parlamentares discutiram se a medida alcança apenas envolvidos no 8 de janeiro ou outros tipos penais.
Relator da matéria, Amin afirmou que o projeto busca corrigir distorções nas condenações e que o texto seria um primeiro passo para uma futura anistia.
– Há um consenso de que a mão [nos julgamentos] foi muito pesada. A narrativa de se tratar de “blindagem ampla” ou qualquer outra expressão que o valha não é verdadeira.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que parte dos condenados poderá deixar a prisão em breve. Segundo ele, o projeto altera pouco a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
– Algumas pessoas vão poder voltar para casa muito em breve, ainda que num regime de semiliberdade, mas vão poder voltar a abraçar seus filhos. A gente não tinha que estar aqui discutindo dosimetria nem anistia, mas a anulação desse “justiçamento” – declarou.
O texto também reduz o tempo mínimo para progressão de regime nos crimes contra o Estado democrático de direito. O percentual passa para 16,6% da pena, desde que haja bom comportamento, independentemente de reincidência ou uso de violência.
A mudança foi incluída por meio de emenda do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que limita o alcance da redução apenas a esses crimes. Para outros delitos, os percentuais atuais são mantidos.
Senadores da base governista criticaram a proposta. Fabiano Contarato (PT-ES) alertou para o risco de o texto beneficiar outros crimes, enquanto Rogério Carvalho (PT-SE) disse que a medida interfere em decisões já consolidadas do STF.
O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), questionou a tramitação direta para sanção presidencial e disse não ver urgência na votação. Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o projeto passa uma mensagem negativa à sociedade.
Ao final, os senadores aprovaram requerimento para que, se aprovado em Plenário, o texto siga direto para sanção presidencial.
*Pleno.News
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira (16), que as forças militares estadunidenses cercaram por completo a Venezuela, no que chamou de “maior armada já reunida na história da América do Sul”. Ele afirmou que continuará pressionando a ditadura chavista até que o país devolva à nação norte-americana o que “roubou”.
– A Venezuela está completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul. Ela só vai aumentar, e o choque para eles será como nada que já tenham visto antes, até que devolvam aos Estados Unidos da América todo o petróleo, as terras e outros ativos que anteriormente roubaram de nós – escreveu, na Truth Social.
Segundo o republicano, o “regime ilegítimo de Maduro está usando petróleo desses campos petrolíferos roubados para se financiar, além de financiar o narcoterrorismo, o tráfico humano, assassinatos e sequestros”.
– Pelo roubo dos nossos ativos e por muitas outras razões, incluindo terrorismo, tráfico de drogas e tráfico humano, o regime venezuelano foi designado como uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA ESTRANGEIRA – assinalou.
Na sequência, o chefe da Casa Branca anunciou ter ordenado um “bloqueio total e completo de todos os navios-tanque de petróleo sancionados que entram e saem da Venezuela”.
– Os imigrantes ilegais e criminosos que o regime de Maduro enviou aos Estados Unidos durante a fraca e incompetente administração Biden estão sendo devolvidos à Venezuela em ritmo acelerado. A América não permitirá que criminosos, terroristas ou outros países roubem, ameacem ou prejudiquem nossa nação e, da mesma forma, não permitirá que um regime hostil tome nosso petróleo, nossas terras ou quaisquer outros ativos, todos os quais devem ser devolvidos aos Estados Unidos, IMEDIATAMENTE – finalizou.
O governo venezuelano, por sua vez, afirmou que “rejeita a ameaça grotesca” dos EUA. Também descreveu como “absolutamente irracional” o bloqueio anunciado por Trump.
– A Venezuela, no pleno exercício do Direito Internacional que nos ampara, de nossa Constituição e das leis da República, reafirma sua soberania sobre todas as suas riquezas naturais, assim como o direito à livre navegação e ao livre comércio no Mar do Caribe e nos oceanos do mundo. Em consequência, procederá em estrito apego à Carta da ONU a exercer plenamente sua liberdade, jurisdição e soberania acima dessas ameaças belicistas – respondeu o país sul-americano.
*Pleno.News
Foto: EFE/ Vincent Thian / Pool

Ao apresentar o balanço dos investimentos realizados pelo Governo Municipal de Feira de Santana no exercício de 2025, com destaques para importantes avanços nos serviços públicos de educação e saúde, o prefeito José Ronaldo de Carvalho anunciou, na manhã desta quarta-feira (17), no Paço Municipal Maria Quitéria, durante transmissão em rede de emissoras de rádios, investimentos que devem transformar e impulsionar o desenvolvimento do município.
Durante o ano de 2025 a Prefeitura de Feira venceu importantes desafios na área de saúde, principalmente com a eliminação da longa fila para marcação de exames, como também a reforma de várias unidades de saúde, imunização recorde contra diversas doenças com aplicação de mais de 100 mil vacinas, incorporação de 15 novas ambulâncias e reforço no serviço do Transporte Fora de Domicílio (TFD) com aquisição de novo micro ônibus.
Além de outros investimentos, o prefeito José Ronaldo anunciou para o primeiro semestre do próximo ano a publicação de licitação pública para construção do Hospital Municipal, um compromisso assumido com a comunidade feirense que envolve investimentos da ordem de cerca de R$ 120 milhões, além de outros R$ 30 milhões em equipamentos.
José Ronaldo informou ainda que está em construção uma unidade de saúde mental grande, o CAPS III, no bairro Jardim Acácia, que deverá funcionar de domingo a domingo, 24h por dia. Dentre outros investimentos, a construção de uma grande unidade de saúde no Jardim Brasil e a inauguração, dentro em breve, de uma UPA no distrito de Humildes. E a cidade também vai ganhar uma Oficina Ortopédica.
Ainda destacou a requalificação de 30 unidades de saúde durante este ano, com previsão de alcançar 40 unidades até início do próximo ano. E anunciou a reconstrução do Centro de Saúde Especializado (CSE), construído em 1950 e que terá investimentos de cerca de R$ 3 milhões. Ainda informou sobre a reconstrução da sede da Secretaria Municipal de Saúde, na avenida João Durval, com estrutura moderna.
Na área de educação em 2025, além de inúmeros investimentos na reforma de prédios escolares e construção de outros, inclusive com aquisição de grande número de mobiliário escolar, uma conquista importante: a nomeação recorde de 300 professores concursados de uma só vez. E o prefeito anunciou a abertura de concurso visando a contratação de outros 1.000 professores através de novo concurso público.
Durante apresentação do balanço, organizada pela Secretaria Municipal de Comunicação, o prefeito José Ronaldo também destacou a realização de inúmeras obras estruturantes por toda a cidade e também zona rural, transformando Feira de Santana em um grande canteiro de obras. E anunciou para o próximo ano um banho de asfalto, abertura de avenidas.
*Secom
Para ele, é preciso informar melhor as ações de governo

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) que o governo precisa alcançar a “narrativa correta” para informar ao povo brasileiro as coisas que aconteceram no país nos últimos anos. O presidente comanda, nesta manhã, a última reunião ministerial de 2025, na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.

Para o presidente, o país está em uma situação “amplamente favorável”, embora, segundo ele, isso não apareça com a força que deveria aparecer nas pesquisas de opinião pública em razão da polarização política no país. Lula disse que o discurso da equipe precisa estar definido para o processo eleitoral do ano que vem.
“O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, disse aos seus ministros, citando ações em diversas áreas, como economia e inclusão social.
“É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, acrescentou.
Lula disse que vai aceitar o afastamento dos ministros que quiserem disputar um cargo ou reeleição. No pleito de 2026, será escolhido o novo presidente da República, mas também governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
O presidente destacou ainda a capacidade de articulação da equipe para a aprovação de medidas de interesse do governo no Congresso Nacional, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária. Para ele, o país vive um “momento ímpar” do ponto de vista econômico também pelo aumento da capacidade de investimento e financiamento dos bancos públicos.
O presidente Lula reafirmou a sua política de que o dinheiro precisa circular nas mãos da população. “Nós precisamos fazer muito mais, porque a minha teoria é que pouco dinheiro na mão do povo resolve o problema. Não tem macroeconomia, não tem câmbio. Se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema. Está resolvido o problema da industrialização, do consumo, da agricultura, está resolvido o problema da inflação”, disse.
“Nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país. Nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, afirmou o presidente.
Após o discurso de abertura da reunião, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, falou sobre as políticas industriais em desenvolvimento, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um balanço dos primeiros 3 anos da gestão.
Também estão previstas falas dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.