
Foto: Volodymyr Tarasov/Ukrinform/Future Publishing/Getty Images.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou neste domingo Luiz Inácio Lula da Silva de “coincidir com as narrativas” do líder russo Vladimir Putin, após o mandatário brasileiro ter dito que nem Rússia, nem Ucrânia querem a paz, “enquanto ainda há pessoas morrendo”.
“Não sei por que é que (Lula) tem de coincidir com as narrativas de Putin”, disse Zelensky durante uma entrevista à Agência EFE e a vários veículos de comunicação latino-americanos em Kiev, quando questionado sobre as declarações feitas pelo presidente brasileiro nesta semana.
Zelensky comentou que Putin “não é diferente de nenhum colonizador”, afirmando que ele “mente e manipula constantemente” e que “está matando crianças e estuprando mulheres”.
“Espero que ele (Lula) tenha uma opinião própria. Não creio que seja necessário que os seus pensamentos coincidam com os pensamentos do presidente Putin”, acrescentou Zelensky, que afirmou que declarações como as do mandatário brasileiro “não ajudam a trazer a paz”.
O chefe de Estado ucraniano insistiu em convidar Lula a se reunir com ele para falar pessoalmente sobre o que está acontecendo na Ucrânia.
“Para ser honesto, se o presidente Lula quiser me dizer alguma coisa, que se sente (comigo) e me diga. Pensei que ele tivesse uma compreensão mais ampla do mundo”, enfatizou.
Lula já se apresentou em várias ocasiões como um possível mediador entre Ucrânia e Rússia. Enquanto o presidente brasileiro defende o início das conversas nas atuais circunstâncias, Zelensky se recusa a comparecer à mesa de negociações enquanto a Rússia não retirar as suas tropas dos territórios que ocupa na Ucrânia.
Fonte: Gazeta do Povo.

Em meio a tratativas para trazer partidos do centrão para a base do governo, o presidente Lula (PT) deve acelerar a distribuição de cargos federais nos estados, contemplando novos e antigos aliados no Congresso Nacional.
O avanço das negociações, contudo, enfrenta obstáculos que passam por rivalidades locais entre os partidos que formam o cada vez mais amplo arco de apoios do presidente no Congresso Nacional.
As disputas têm contornos mais graves nos estados do Nordeste, onde deputados de legendas como União Brasil, PP, Republicanos e até mesmo do PL de Jair Bolsonaro acenam com apoio ao governo e cobram o seu quinhão na máquina federal.
“Cada dia se vence uma batalha. Estamos trabalhando com a maior transparência e buscando o melhor formato para atender demandas e ter solidez na nossa base”, afirma o deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, que diz que cerca de 80% dos pleitos estão resolvidos.
Um dos principais desafios é o estado de Alagoas, palco de uma acirrada disputa entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e o senador Renan Calheiros (MDB), ambos com forte influência em Brasília.
Principal aliado de Bolsonaro em Alagoas, Lira apadrinhou indicações para a CBTU, SPU, Porto de Maceió e Codevasf no governo anterior e manteve os cargos com Lula. O MDB, por sua vez, trabalha para reequilibrar o jogo.
Coordenador da bancada de Alagoas, o deputado federal Paulão (PT) confirma as dificuldades em conciliar os interesses dos dois líderes políticos e diz que a disputa será arbitrada pelo Planalto.
“Buscamos construir consensos, mas tenho meu limite. A decisão agora é do ministro”, diz o deputado alagoano, em referência a Alexandre Padilha, que comanda a pasta de Relações Institucionais.
As primeiras nomeações no estado saíram nas últimas semanas a partir de acordos na bancada. O deputado federal Daniel Barbosa (PP), aliado de Lira, emplacou um aliado na superintendência do Ministério da Agricultura.
Do outro lado, o deputado Isnaldo Bulhões Júnior (MDB), aliado de Renan e líder do MDB na Câmara, indicou o superintendente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Também foram acordadas indicações de partidos como o PT, PSD, PC do B e PSOL.
A Bahia é outro foco de conflito. Esta será a primeira vez que PT e União Brasil, que polarizaram todas as eleições na Bahia desde 1998, serão contemplados com cargos federais em um mesmo governo.
Opositores do governador Jerônimo Rodrigues (PT), deputados federais da União Brasil conseguiram um quinhão robusto na divisão dos cargos, decisão que irritou petistas e partidos aliados.
As duas superintendências da Codevasf seguem sob comando de aliados dos deputados Elmar Nascimento e Arthur Maia, ambos da União Brasil, indicados ainda na gestão Bolsonaro.
O PT reivindicou uma das superintendências, mas teve que recuar do pleito em meio a votações cruciais para o governo Lula no Congresso, caso do arcabouço fiscal e da Reforma Tributária.
Em maio, a União Brasil fez uma nova ofensiva e obteve o comando dos Correios no estado. A indicação foi do deputado federal Dal Barreto, que diz que não haverá dificuldade em conviver com os adversários: “Vamos ajudar o governo federal no que for possível”.
Na mesma leva de nomeações, até o PL conseguiu sua parcela na máquina federal. O deputado federal João Bacelar (PL), que apoiou Bolsonaro em 2022, indicou em maio o novo chefe do escritório regional da SPU (Superintendência do Patrimônio da União) na Bahia.
A divisão nos cargos da Bahia deve contemplar 33 dos 39 deputados federais —ficarão de fora os três parlamentares do Republicanos e dois do PL mais alinhados ao bolsonarismo, além do deputado federal João Leão (PP), que rompeu com o PT no ano passado.
Coordenadora da bancada baiana, a deputada federal Lídice da Mata (PSB) lembra que a Bahia já conviveu com bases amplas que incluíam adversários locais: “Faz parte do desafio da governabilidade, sempre será um jogo de forças”.
As principais quedas de braço devem se dar em torno dos cargos estaduais na Funasa (Fundação Nacional da Saúde) e Codeba (Companhia Docas da Bahia).
Extinta por Lula e recriada após pressão do centrão, a Funasa tem uma disputa entre esquerda e centrão na Bahia: brigam pelo cargo os deputados Cláudio Cajado (PP) e Alice Portugal (PC do B). O comando da autoridade portuária é pleiteado pelo PSB, mas as principais diretorias começaram a ser divididas entre partidos como PT e PSD.
Também houve disputa pelo Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas) na Bahia. O senador Angelo Coronel (PSD) levou a melhor frente ao deputado Adolfo Viana (PSDB), que também pleiteava o cargo em meio a uma aproximação entre petistas e tucanos na Bahia.
No Ceará, deputados que apoiaram Bolsonaro em 2022 indicaram aliados para cargos na máquina federal no governo Lula, movimento que gerou insatisfações e fraturou a bancada petista.
“Não sou contra trazer novos aliados, mas não dá para contemplar os caras que tentaram nos destruir nas nossas bases. É uma desmoralização, um tapa na cara que nós levamos”, disparou o deputado federal José Airton Cirilo (PT).
Ele diz que pleiteou uma diretoria no Dnocs, mas viu o cargo ser entregue para Moses Rodrigues (União Brasil), deputado adversário em seu principal reduto eleitoral.
Também foram contemplados com cargos no governo Lula os deputados federais cearenses AJ Albuquerque (PP) e Fernanda Pessoa (União Brasil), que não estiveram no palanque de Lula.
Cirilo diz que o Dnocs se tornou “um reduto de bolsonaristas” e acusa o colega José Guimarães de trabalhar em favor dos próprios interesses e privilegiar adversários em detrimento de aliados de primeira hora. Guimarães, por sua vez, diz que as reclamações são legítimas, mas nega privilégios na distribuição dos cargos: “Isso é maluquice”.
Parte das nomeações no estado está represada, incluindo a indicação do deputado federal André Figueiredo, presidente nacional em exercício do PDT. Ele teve a promessa de indicar a superintendência local da Codevasf, mas o cargo foi entregue a um aliado do deputado Domingos Neto (PSD).
Em Pernambuco, o deputado federal Lucas Ramos (PSB) briga pelo comando do Dnocs, órgão federal estratégico para o parlamentar, adversário em Petrolina do grupo do ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). A deputada Maria Arraes (Solidariedade) disputa o mesmo cargo.
A batalha pelos cargos nos estados também tem como pano de fundo as eleições municipais. A indicação de aliados para postos estratégicos na máquina federal é vista como um trunfo para deputados que buscam ampliar o seu poder de influência nas bases.
No Nordeste, Codesvasf e o Dnocs estão entre os mais disputados por deputados e senadores. Com orçamentos anuais que chegam a R$ 2 bilhões, esses órgãos têm capilaridade e são utilizados para obras de infraestrutura e compras de equipamentos para prefeituras e associações.
Fonte: Folha de São Paulo

A equipe do Bahia de Feira entrou em campo na tarde deste sábado (5) na Arena Cajueiro para enfrentar o Potiguar de Mossoró.
Para o Tremendão, a missão era vencer, pois na primeira partida que aconteceu no domingo (30) no Estádio Nogueirão, os donos da casa já tinham vencido o jogo por 1 a 0.
Já na partida de volta em Feira de Santana, o Bahia de Feira mostrou que quem manda, são os donos da casa e venceu a partida no tempo regular por 1 a 0, levando a disputa para as penalidades máximas, já que no placar agregado, existia o empate de 1 a 1.
O Bahia de Feira levou a melhor nas cobranças e venceu o Potiguar por 7 a 6, avançando na Série D do Campeonato Brasileiro.
Agora o Bahia de Feira irá encarar nas Oitavas de Final o vencedor da partida entre Parnahyba e Nacional-AM, que acontece neste domingo (6).

Um caminhão que transportava cerca de 32 toneladas de barra de ferro pegou fogo neste sábado (5), na BR-116, próximo a Cândido Sales, no sudoeste da Bahia. Apesar do susto, o motorista e a esposa dele, que está grávida, saíram ilesos do veículo.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista informou que a roda dianteira do caminhão soltou na rodovia com o veículo em movimento. Com isso, o atrito do eixo com o asfalto teria provocado o incêndio.
Equipes da ViaBahia, concessionária que administra as rodovias do estado, foram acionadas para a ocorrência e apagaram as chamas. O veículo ficou destruído.
Fonte: g1

Laura Pigossi é campeã do Engie Open – ITF W60 de Feira de Santana. Neste sábado (5), a brasileira superou a bielorrussa Jana Kolodynska, por 6/1 6/4, nas quadras da Academia de Beach Tennis e Tênis Smash. Com a vitória, a paulista conquistou o oitavo título e o maior da carreira.
A partida começou com Pigossi fazendo valer o favoritismo e não deu chances à adversária, garantindo a vantagem no primeiro set em apenas 32 minutos. O segundo e decisivo seguiu no mesmo ritmo e Kolodynska até ensaiou uma virada, só que a brasileira contou com o apoio da torcida presente – que lotou a arquibancada – e controlou o jogo para confirmar a vitória e ganhar os 80 pontos destinados à campeã.
Após a partida, Laura falou sobre a semana e a busca pelo título. “Foram muitas adversidades para chegar até aqui, mas eu foquei em cada jogo e em cada dia até chegar à essa conquista maravilhosa. Agradeço muito a todos que vieram prestigiar e esse prêmio tem uma grande ajuda deles. Feira de Santana agora tem um lugar especial no meu coração”, disse a tenista, que terminou a competição sem perder sets.
Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Rafael Westrupp, o balanço do torneio é extremamente positivo. “O período aqui em Feira de Santana foi fantástico para o tênis brasileiro. Não só pelo título, mas por todo trabalho que realizamos para desenvolver a modalidade. Trazer torneios para o Brasil é uma forma de possibilitarmos que as nossas tenistas somem mais pontos no ranking e todo esse trabalho só é possível graças aos parceiros que acreditam no tênis brasileiro. Aproveito para agradecer ao Banco BRB, patrocinador máster do tênis brasileiro , a Engie Brasil Energia, que dá nome ao evento, e todos os demais envolvidos”.
Carbono Zero – O Engie Open de Tênis – ITF W60 Feira de Santana é um evento carbono neutro. A compensação das emissões dos gases de efeito estufa geradas pelas atividades de montagem e operação da competição será feita a partir do uso de créditos de carbono de projetos certificados pela Organização das Nações Unidas – ONU.
A compensação é um oferecimento da Engie Brasil Energia, empresa líder em geração de energia renovável no país, que dá nome ao torneio e é patrocinadora oficial da CBT. Desde o início da parceria, no começo de 2023, a companhia tem promovido a sustentabilidade nos eventos do esporte que acontecem em diferentes regiões do país.

Neste sábado (5), foi dia de vacinação contra a raiva para cães e gatos. A aplicação da dose ocorreu das 9h às 16h em 15 bairros e conjuntos.
A iniciativa faz parte da campanha de vacinação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
A imunização dos animais também pode ser feita na sede do CCZ, localizada na avenida Eduardo Fróes da Mota, S/N. O atendimento aos sábados é das 9h às 16h.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro informou que desde o início da campanha, no dia 31 de julho até este sábado, mais de 8 mil animais já foram vacinados na cidade.
“Hoje realizamos o primeiro sábado de vacinação na zona urbana, e faz parte da campanha de vacinação de cães e gatos. Tivemos um número de animais considerado, vacinamos mais de 6 mil animais, sendo que desde o início da campanha que foi no dia 31 de julho, até a data deste sábado, nós vacinamos quase 8 mil animais. As pessoas realmente possuem um cuidado, uma responsabilidade com estes animais, e estão levando aos postos para serem vacinados. Mas além de tudo, nós pedimos que a população continue levando, quem ainda não levou, pois no próximo sábado, dia 12 de agosto, estaremos com mais um dia D, teremos um cronograma em 21 postos de saúde”, afirmou.
De acordo com Mirza, a vacina é eficaz no combate a transmissão da doença.
“A vacinação é a forma mais eficaz para prevenir esta doença, que é uma doença de grande letalidade, transmitida do animal para os seres humanos, uma doença milenar, mas mesmo assim, aa gente continua tendo casos raros de raiva humana, por isso reforçamos que as pessoas possam levar seus pets para realizar a vacinação”, concluiu.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

Foto: Reprodução/Estadão.
Os governantes do Brasil têm diante de si uma opção evidente. Ou ficam do lado da sociedade e contra o crime, ou ficam do lado do crime e contra a sociedade. No primeiro caso, apoiam a polícia – e têm o aplauso de uma população oprimida pela selvageria cada vez maior dos criminosos. No segundo, são contra a polícia – e têm o aplauso do governo Lula, das classes intelectuais e da maioria da mídia.
Entre uma escolha e a outra, há um oceano de hesitações. Umas delas são trazidas pela boa índole das pessoas em geral, ou por boas intenções, ou pelo princípio de que os criminosos têm direito à Justiça. A maior parte vem da desonestidade, da hipocrisia e da cegueira mental de quem diz que a culpa é sempre do policial. O que não existe é a possibilidade de estar dos dois lados ao mesmo tempo. É como nos números – ou é par ou é ímpar. Não se pode querer segurança pública e estar em guerra permanente contra as ações da força policial.
O recente assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, no Guarujá, vale por um curso completo nesta obsessão suicida da esquerda, e dos que se julgam politicamente “civilizados”, contra a polícia – e a favor das suas fantasias de que o homicídio, o roubo a mão armada ou o estupro são um “problema social” e que os bandidos são vítimas da “situação econômica”. O soldado foi morto dentro do carro da PM, com um tiro disparado de 50 metros de distância; é assassinato a sangue frio, sem “confronto” de ninguém contra ninguém.
O assassino se entregou; não foi “executado”, como dizem os pensadores de esquerda e as camadas culturais a cada vez que um criminoso é morto em choque com a polícia. Tem advogado e está à disposição da Justiça. O que mais eles querem? Se a PM tivesse ficado passiva, os gatos gordos do governo, o sindicato dos bispos e as OABs da vida não teriam dado um pio. Mataram um policial? Dane-se o policial; além do mais, é um avanço para as “pautas progressistas”.
Mas a PM foi atrás dos cúmplices e mandantes do crime. Recebida à bala, matou sete bandidos com antecedentes criminais; outros foram presos. Pronto. O ministro da Justiça já suspeita que a ação da polícia foi “desproporcional”. O dos Direitos Humanos se diz “preocupado”. A mídia descreve as operações da PM como “represálias” contra a “população”, e não contra o crime. É um retrato perfeito do Brasil de hoje. O governo Lula quer fechar os clubes de tiro; acha que só a bandidagem tem direito de ter armas. Quer 40 anos de cadeia para quem “atentar” contra os peixes graúdos de Brasília – e “desencarceramento” para quem cometeu crimes. Está contra a polícia de São Paulo. Escolheu o seu lado.
Créditos: J.R.Guzzo – Estadão

Morro Branco, uma das mais populares praias brasileiras, está entre as 20 que mais encurtarão no mundo até 2100. A conclusão é de uma análise realizada pelo site de acomodações Hawaiian Islands em julho com base em dados de um estudo do Centro Conjunto de Pesquisa da Comissão Europeia.
Para chegar ao resultado, a equipe da plataforma utilizou os parâmetros dos pesquisadores para calcular quanta faixa de areia perderiam as dez praias mais avaliadas de cada país no Tripadvisor.
Depois, os números então foram comparados e resultaram no ranking final, que apresenta as mais populares praias afetadas globalmente pela ação humana — mudanças climáticas, erosão natural e artificial (resultantes, por exemplo, do excesso de construções à beira-mar) são alguns dos elementos apontados como responsáveis pelo encurtamento do litoral.
Veja a lista das praias mais afetadas na galeria, clicando na seta à direita:

1 / 20
1ª: Landmark Beach
Onde? Lagos, na Nigéria. Vai encolher em: 918,3 metrosReprodução/Facebook

2 / 20
2ª: Mackenzie Beach
Onde? Larnaca, no Chipre. Vai encolher em: 660,9 metrosReprodução/Tripadvisor

3 / 20
3ª: Spiaggia La Cinta
Onde? San Teodoro, na Itália. Vai encolher em: 514,2 metrosReprodução/Tripadvisor

4 / 20
4ª: Praia da Costa do Sol
Onde? Maputo, em Moçambique. Vai encolher em: 453,4 metrosReprodução/Tripadvisor

5 / 20
5ª: Kuakata Sea Beach
Onde? Patuakhali, em Bangladesh. Vai encolher em: 361,2 metrosReprodução/Tripadvisor

6 / 20
6ª: Kabyar Wa Beach
Onde? Ka Byar Wa, em Myanmar. Vai encolher em: 351,7 metrosReprodução/Tripadvisor

7 / 20
7ª: Elegushi Beach
Onde? Lekki, na Nigéria. Vai encolher em: 338 metrosS.aderogba/Creative Commons

8 / 20
8ª: Royal Commission Yanbu
Onde? Yanbu Al Bahr, na Arábia Saudita. Vai encolher em: 336,2 metrosMahmoud AlElaimi/Getty Images/iStockphoto

9 / 20
9ª: Simaisma North Beach
Onde? Al Daayen, no Qatar. Vai encolher em: 298,6 metrosReprodução/Tripadvisor

10 / 20
10ª: Al Thakeera Beach
Onde? Al Khor, no Qatar. Vai encolher em: 278,9 metrosReprodução/Tripadvisor

11 / 20
11ª: Playa Akumal
Onde? Cancún, no México. Vai encolher em: 265,9 metrosnodostudio/Getty Images

12 / 20
12ª: Ngapali Beach
Onde? Ngapali, em Myanmar. Vai encolher em: 249,5 metrosTarzan9280/Getty Images

13 / 20
13ª: Patenga Sea Beach
Onde? Chattogram, em Bangladesh. Vai encolher em: 245,8 metrosReprodução/Tripadvisor

14 / 20
14ª: Praia de Morro Branco
Onde? Beberibe, no Brasil. Vai encolher em: 224,6 metrosGustavo Pellizzon/Secretaria de Turismo do Ceará

15 / 20
15ª: St. Brelade’s Bay
Onde? Jersey, no Reino Unido. Vai encolher em: 213,6 metrosReprodução/Tripadvisor

16 / 20
16ª: Playa Veracruz
Onde? Cidade do Panamá, no Panamá. Vai encolher em: 202,4 metrosReprodução/Tripadvisor

17 / 20
17ª: Dado Beach
Onde? Haifa, em Israel. Vai encolher em: 201,4 metrosReprodução/Tripadvisor

18 / 20
18ª: Clearwater Beach
Onde? Longboat Key, nos EUA. Vai encolher em: 193,4 metrosReprodução/Tripadvisor

19 / 20
19ª: Blavand Beach
Onde? Blavand, na Dinamarca. Vai encolher em: 183,1 metrosWirestock/Getty Images

20 / 20
20ª: Gisum Beach
Onde? Asalem, no Irã. Vai encolher em: 178,6 metrosReprodução/Tripadvisor
As cinco praias que mais perderão espaço até 2100 em toda a América do Sul estão no nosso país, mas o estudo ainda ressalta uma área mais específica de atenção: três delas se encontram em um trecho de apenas 35 km ao sul de Recife, em Pernambuco.
Segundo o Jornal Pan-Americano de Ciências Aquáticas, 81,8% das construções urbanas na cidade estão a menos de 30 metros da costa, o que pode estar impactando as formações naturais. Veja o top 5:
Morro BrancoImagem: Prefeitura de Beberibe
Vai encolher em: 224,6 metros
Praia dos CarneirosImagem: Wikimedia Commons
Vai encolher em: 166,4 metros
Porto de GalinhasImagem: gustavofrazao/Getty Images/iStockphoto
Vai encolher em: 146,1 metros
Ponta NegraImagem: Canindé Soares/UOL
Vai encolher em: 141,5 metros
Muro AltoImagem: Eduardo Burckhardt
Vai encolher em: 132,5 metros
Ainda há outras duas representantes nacionais entre as 15 praias que mais devem perder faixa de areia em todo o continente: a Praia do Gunga, em Roteiro (AL), que ficou na 10ª colocação com um encolhimento de 63,3 metros de sua costa, e a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), em 13ª com perda de 47,3 metros de litoral.
Informações Nossa Viagem/UOL

Thiago Maia, do Flamengo, comprou carro de mais de R$ 4 milhões Imagem: Thiago Ribeiro/Thiago Ribeiro/AGIF
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a busca e apreensão de uma Mercedes-Benz comprada pelo jogador Thiago Maia por R$ 4,3 milhões, que gerou um processo na Justiça do meia do Flamengo contra um banco e uma loja de carros envolvidos no negócio.
O jogador comprou o carro em janeiro, mas foi surpreendido em maio pela notícia de que o veículo sofreu uma restrição de penhora e circulação por conta de uma ação criminal por estelionato. Então, o atleta foi à Justiça, acusando os vendedores de falsificação, fraude e sonegação fiscal.
O volante do Flamengo pagou R$ 4,3 milhões no carro, dando como pagamento uma Dodge Challenger, uma BMW X6 e mais R$ 1,7 milhão financiados.
O carro não está mais com o jogador e se encontra atualmente na cidade de São Paulo. O banco envolvido pediu segredo de Justiça no processo, o que foi negado pela Justiça. O juiz também determinou que os réus paguem a dívida com o atleta em até 5 dias.
À coluna, o estafe de Maia disse que ele é vítima no caso por ter comprado um carro que não havia sido pago pela loja. Um homem o procurou em maio alegando ser o proprietário do carro, que havia sido deixado na loja em consignação para ser vendido, mas não recebeu o valor, além de não reconhecer a firma do certificado de registro de venda.
O atleta disse à Justiça que tentou desfazer o negócio, mas os donos do local protelaram a resolução do conflito até que encerraram as atividades do estabelecimento e não atenderam mais aos telefonemas ou e-mails enviados.
Informações UOL

O juiz de direito Otávio Augusto de Oliveira Franco, 54, começou a ter crises de dores de cabeça intensas ainda na adolescência. Ao longo dos anos, ele passou por diversos médicos e recebeu todos os tipos de diagnósticos —de tumor no cérebro a doença nos rins.
Foi só aos 30 anos que ele finalmente descobriu o que tinha: cefaleia em salvas, uma doença neurológica que provoca a “pior dor que existe”. Popularmente, ela até ficou conhecida como “dor de cabeça suicida”, tamanha a dor que provoca. No depoimento a seguir, Franco conta como foi a sua jornada:
“Quando eu tinha 16 anos, acordei uma madrugada com uma dor de cabeça absurdamente forte, parecia que minha cabeça ia explodir. Fiquei assustado e lembro que chamei meus pais e pedi para me levarem ao hospital. Minha mãe me deu um remédio e falou para eu esperar um pouco, que logo ia passar. E de fato passou, depois de uma hora, uma hora e meia, mais ou menos, e eu voltei a dormir.
Um ou dois anos mais tarde, estava dirigindo na estrada quando tive novamente uma dor de cabeça muito intensa. Precisei parar o carro no acostamento e fiquei lá um tempo até melhorar.none
Na época, não associei o que aconteceu anteriormente, achei que eram casos isolados.
Só que, a partir daí, comecei a ter crises com mais frequência. Elas aconteciam quase sempre na mesma época do ano. Tinha de dois a três episódios de dor por dia durante 30 a 40 dias, mais ou menos.
E a dor de cabeça, além de ser alucinante, era acompanhada de lacrimejamento em um dos olhos e nariz escorrendo.
Procurei neurologistas e até oftalmologistas, otorrinolaringologistas e dentistas, e tive diversos diagnósticos: tumor no cérebro, sinusite, enxaqueca, doença no fígado, inflamação nos dentes…
Cada médico me passava um tratamento diferente, eu fazia e achava que adiantava. Mas, no ano seguinte, quando as dores recomeçavam, eu tentava a mesma coisa e, dessa vez, não funcionava.
Também fui várias vezes ao pronto-socorro e, em algumas delas, demoravam tanto para me atender que, quando chegava a minha vez, a dor até já tinha passado. Em outras, era atendido rapidamente, mas os medicamentos que me davam, mesmo sendo fortíssimos, não faziam efeito.
Passei anos da minha vida dessa forma: procurando especialistas variados, recebendo diagnósticos errados e tratando de forma incorreta. No fim das contas, não sabia o que tinha e, quando você sente uma dor como essa e não sabe a causa, isso gera um sofrimento gigantesco, mexe com o emocional.none
Tinha certeza de que era uma doença grave. Acreditava que iria morrer ou ficar com sequelas porque a veia da minha cabeça iria explodir. As crises que tenho são horríveis, uma coisa bem feia de se ver. Como a dor é excruciante, na hora, eu fico muito agitado. Já cheguei a me machucar por causa disso.
E, antigamente, tudo ficava ainda mais difícil porque as pessoas não me levavam muito a sério. Muita gente achava que eu estava fingindo ou que a dor não era tão forte quanto eu relatava. Comecei a me isolar, quase não saía socialmente e guardei o problema para mim, nem com a minha família eu dividia. Acabei desenvolvendo depressão e ansiedade.
Foi só no ano 2000, quando eu já tinha 30 anos, que finalmente descobri o que acontecia comigo. Eu estava assistindo a um programa de televisão e um médico começou a falar sobre dores de cabeça. Ao final, ele disse que havia um tipo, chamada cefaleia em salvas, que causava uma dor muito forte em apenas um dos lados da cabeça, durava algumas horas, o olho lacrimejava e o nariz escorria, justamente os meus sintomas.
Na hora em que escutei aquilo fiquei paralisado, chocado. No dia seguinte, acordei cedo e saí do interior de São Paulo, onde morava na época, e vim para a capital para ir a uma livraria. Comprei todos os livros que achei sobre o assunto para entender melhor.none
Depois, fui atrás de um médico especialista para confirmar o diagnóstico e fazer o tratamento certo.

Lembro como se fosse hoje o alívio que senti por finalmente saber o que tinha e entender que não iria morrer ou ficar com sequelas. A partir dali, passei a lidar muito melhor com a minha condição e até a viver com mais tranquilidade, apesar da dor que a cefaleia em salvas provoca.
E, com a confirmação do problema, comecei a testar tratamentos. Um dos primeiros foi o oxigênio. Para mim, funciona bem quando começo a inalação nos primeiros minutos da dor; a maioria das crises passa rapidamente, em 10-15 minutos, e isso é ótimo quando você fica uma hora, uma hora e meia sentindo uma dor insuportável.
Nos dias que o oxigênio não resolve, tomo sumatriptano. Mas tem que ser injetável, e não em comprimido, porque precisa fazer efeito rápido. Eu aprendi a me autoaplicar. No começo foi bem difícil, assustador, mas agora estou acostumado.
Também entendi que precisava mudar os meus hábitos: controlar o estresse, praticar atividade física com frequência, dormir bem e não consumir bebida alcoólica, já que esses são gatilhos para as crises.
E, há dois anos, o meu médico me indicou um novo tratamento, com anticorpos monoclonais. Já usei algumas vezes, inclusive, na última crise que tive, em março deste ano. O problema é que esses medicamentos são bem caros —uma injeção custa cerca de R$ 1.200.
Além disso, durante quatro anos, fiz um tratamento preventivo com topiramato. Fiquei três anos sem ter crises, mas depois elas voltaram e isso me desanimou bastante. Parei de tomar e não quis retomar porque no começo esse remédio dá muitos efeitos colaterais, como alterações de memória.
Tentei várias outras coisas ao longo dos anos, como acupuntura, meditação e terapia. Tudo isso ajudou. A cefaleia em salvas ainda é uma doença desconhecida, não se sabe a causa e nem existe um remédio específico, então, é preciso fazer um combinado de coisas para amenizar a frequência e a intensidade das dores.none
Apesar de no geral eu conseguir conviver bem com a minha condição, têm alguns dias que são mais difíceis. Fico me perguntando por que tenho isso, o que fiz de errado. É horrível sentir dor, ainda mais uma dor como essa e, quando chega perto da época das crises, dá um pouco de desespero.
Mas procuro aprender o máximo possível sobre o problema e saber o que há de novo. Hoje, também faço parte da Abraces (Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca): sou conselheiro.
O meu desejo é que a doença tenha mais visibilidade e seja compreendida por todos, tanto os pacientes, para que não passem anos sem saber o que têm, como aconteceu comigo, quanto os parentes e familiares, para que não minimizem o problema e entendam a importância do apoio.
Não acredito que vá surgir um medicamento milagroso em um futuro próximo, mas quero que as pessoas saibam que, ainda assim, há tratamentos eficazes e que garantem melhor qualidade de vida. Com as ferramentas que já temos disponível, dá para diminuir o sofrimento.”
A cefaleia em salvas é uma doença neurológica que afeta cerca de 300 mil pessoas no Brasil, a maioria homens entre 20 e 40 anos.
Ela é caracterizada por uma dor de cabeça lancinante e incapacitante —considerada a pior dor que existe—, localizada em apenas um dos lados da cabeça, na região da têmpora e/ou dos olhos.
Como explica o neurologista Antonio Eduardo Damin, professor da disciplina de neurologia nos cursos de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) e da Uninove, e que trata de vários pacientes com o problema, os episódios duram de 15 até 180 minutos, podem ocorrer de um até oito vezes no mesmo dia e são associados à sintomas autonômicos, do mesmo lado da cabeça, como lacrimejamento, vermelhidão nos olhos, obstrução nasal, coriza, queda da pálpebra e pupila contraída.
“O paciente não precisa ter todos esses, mas quase sempre tem mais de um. Outros aspectos da cefaleia em salvas são que ela é sazonal, o que significa que ocorre sempre na mesma época do ano e no mesmo horário —em grande parte das vezes no período noturno—, e persiste por um a três meses, o chamado período de salvas”, relata o médico.
Quem sofre com essa condição fica extremamente agitado durante as crises, andando de um lado para o outro sem parar.
Há, inclusive, relatos de pessoas que batem a cabeça na parede devido à intensidade da dor.

Até o momento, não se sabe o que exatamente causa a cefaleia em salvas. Segundo Damin, uma das teorias é que ela está relacionada com uma anomalia no hipotálamo, região do cérebro que controla o ciclo circadiano (processo biológico que leva cerca de 24 horas e regula diversas ações metabólicas influenciado pela presença ou ausência de luz).
“Também é possível que haja alguma alteração no nervo trigêmeo. Ele é relacionado à sensação de dor na cabeça e se comunica com o hipotálamo. Esse nervo produz uma substância chamada CGRP, que provoca a vasodilatação e isso, consequentemente, piora a dor”, diz o médico.
O diagnóstico da cefaleia em salvas é puramente clínico, feito pelo médico neurologista a partir das queixas do paciente e baseado em critérios determinados pela Classificação Internacional das Cefaleias, elaborado pela IHS (Internacional Headache Society ou Sociedade Internacional de Cefaleia, em tradução para o português).
A doença não tem cura, mas tem tratamento, focado tanto em evitar as crises quanto em interrompê-las quando acontecem.
Na terapia preventiva, são administrados diariamente medicamentos como anti-hipertensivos, estabilizadores de humor e até corticoides.
Já na fase aguda, que é quando o indivíduo está com dor, a indicação são fármacos de efeito rápido, que agem de 10 a 15 minutos, como os da classe dos triptanos de uso subcutâneo, e oxigênio.
Mais recentemente, os médicos também passaram a prescrever anticorpos monoclonais —o paciente toma uma injeção uma vez por mês para amenizar a frequência e a intensidade das dores.
Junto a isso, é fundamental que os pacientes adotem um estio de saudável, o que significa praticar atividade física com regularidade, ter uma dieta equilibrada, dormir bem, combater o estresse e não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas e estimulantes.
“É realmente necessário mudar o comportamento, pois sabemos que alguns hábitos podem contribuir para as crises de cefaleias em salva. O que também ajuda bastante é psicoterapia. No geral, sempre encaminho meus pacientes para um tratamento multidisciplinar”, completa Damin.
Informações UOL