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Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Luís Alberto Costa de Souza, 57 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (9), após ser atropelado por uma motocicleta na Avenida João Durval Carneiro, em Feira de Santana.

De acordo com o comerciante Elizeu Ribeiro, a vítima estava atravessando a pista em uma bicicleta, quando foi atingida pela moto.“O cara em uma moto em alta velocidade passou e pegou nele [vendedor], tanto que ele estava com as comprinhas no fundo da bicicleta, vendia quebra-queixo aqui na região. A moto estava seguindo no sentido Getúlio Vargas, mas como ele não tinha visto a moto, foi passando, bem na hora”, contou.

Segundo o comerciante, o motociclista foi atendido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).

De acordo com informações colhidas pela reportagem do Acorda Cidade, o motociclista foi identificado como Anderson de Jesus Carneiro, 43 anos, que sofreu leves escoriações pelo corpo.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Luís Alberto Costa de Souza, iria completar idade nova no próximo domingo (15). Natural da cidade de Elísio Medrado, a vítima residia no bairro Conceição.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade


Ex-prefeito de Feira, José Ronaldo concedeu entrevista ao blog Política Livre, de Salvador, sobre o momento político feirense, principalmente em relação à sucessão do prefeito Colbert Filho, em 2024. Além de pregar a união do grupo para alcançar a vitória pela sétima vez consecutiva no município – quatro anteriores como candidato e duas como “padrinho” – Ronaldo afirmou que, caso eleito pela quinta vez, não terá dificuldade em dialogar com o governador petista Jerônimo.

José Ronaldo pontuou que, quando prefeito de Feira, nunca deixou de manter uma relação respeitosa com a oposição, em benefício do município. “Fui prefeito várias vezes. Fui deputado também, e sempre convivi bem com todos os segmentos da sociedade. Quando fui deputado estadual, fui líder de governo e sempre tratei muito bem a oposição, honrando todos os meus compromissos. Fui prefeito em governos de Paulo Souto, César Borges e do atual senador Jaques Wagner e sempre tivemos relações respeitosas. Wagner nunca veio a Feira para eu não o receber. Em Brasília, como prefeito, também sempre tive boas relações com os governos Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT). Quando conseguia ações do governo federal, sempre fiz questão de reconhecer isso”, disse ao Política Livre.

Em caso de ser candidato e vencer as eleições de 2024, José Ronaldo entende que não haverá qualquer dificuldade em relação ao convívio com o governador Jerônimo. “Se eu vier a ser candidato a prefeito e vencer a eleição, não tenho a menor dúvida de que vou buscar Jerônimo para que possamos fazer o melhor por Feira”, acentua Ronaldo.

O Protagonista


Com César Oliveira

Tema: A guerra em Israel

Ouça o Podcast completo:


Cientistas descobrem um novo sabor do paladar humano, e total vai para 6; veja a lista

A última vez que um sabor do paladar humano foi descoberto ocorreu ainda nos anos 1900, quando um cientista japonês propôs que o umami fosse acrescentado numa lista que contava apenas com doce, salgado, azedo e amargo. Cerca de oito décadas depois, pesquisadores comprovaram a existência de receptores na língua específicos ao umami e o incluíram oficialmente, tornando cinco os sabores básicos do paladar humano. 

Agora, em um novo estudo publicado na revista científica Nature Communications, cientistas da universidade americana USC Dornslife, descobriram a existência de um sexto paladar e pedem que a lista seja atualizada. A neurocientista Emily Liman e sua equipe descobriram que a língua responde ao cloreto de amônio através do mesmo receptor de proteína que sinaliza o sabor amargo. Esse gosto específico é associado a doces comuns em alguns países da Europa. 

“Se você mora em um país escandinavo, conhecerá e poderá gostar desse sabor”, diz Liman, que é professora de Ciências Biológicas da universidade, em comunicado. Isso porque, em alguns lugares no Norte da Europa, o alcaçuz salgado é um doce popular pelo menos desde o início do século XX. Entre seus ingredientes, está o sal salmiak, ou cloreto de amônio. 

Durante décadas, pesquisadores já haviam reconhecido que a língua é altamente sensível ao cloreto de amônio, mas havia incertezas sobre quais receptores estavam por trás desse fenômeno. Liman e sua equipe de pesquisa, em colaboração com cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado, também nos EUA, propuseram uma solução para esse enigma. 

Recentemente, identificaram uma proteína chamada OTOP1, que é responsável pela detecção do sabor amargo. Surgiu a hipótese de que essa mesma proteína poderia estar envolvida na resposta ao cloreto de amônio, devido ao seu impacto nos níveis de acidez nas células. 

Para testar essa teoria, eles introduziram o OTOP1 em células humanas cultivadas em laboratório e posteriormente as expuseram tanto a ácido quanto a cloreto de amônio. Os resultados demonstraram que o cloreto de amônio ativava o receptor OTOP1 com a mesma eficácia que o ácido. 

Estudos realizados com camundongos confirmaram que aqueles com o gene que expressava a proteína OTOP1 evitavam o cloreto de amônio, logo o reconheciam. Enquanto isso, os que não possuíam esse gene não demonstravam preocupação com o sabor. 

Liman sugere que a capacidade de perceber o sabor do cloreto de amônio pode ser uma evolução para auxiliar os organismos na prevenção de substâncias prejudiciais. “O amônio é um tanto tóxico”, explicou ela, “então faz sentido que desenvolvamos mecanismos de sabor para detectá-lo”. 

O time de pesquisadores também descobriu que essa sensibilidade à substância varia entre as espécies, o que pode ocorrer devido aos diferentes ambientes de cada uma. Agora, eles planejam avançar nos estudos com o receptor OTOP1 para compreender melhor seu significado evolutivo. 

O Globo


Flávio Dino foi o que mais viajou com os aviões da Força Aérea Brasileira

aviao fab
De janeiro a setembro, ministros do governo Lula viajaram 1.574 vezes às custas da FAB | Foto: Divulgação/ site oficial FAB

De janeiro a setembro, os ministros do governo Lula utilizaram 1.574 vezes os serviços da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar pelo país. O número é 49% maior que no mesmo período do governo Jair Bolsonaro. Foram 1.053 voos nos nove primeiros meses de 2019.

O levantamento foi divulgado pela CNN com base nos dados divulgados pela FAB.

O índice não considera os voos do presidente e vice-presidente da República.

As decolagens foram realizadas para os mais diversos destinos. Desde o interior de Estados do Nordeste, passando por regiões isoladas do Amazonas, até grandes centros com São Paulo, que foi o destino mais solicitado pelos ministros.

Dino é o recordista de viagens

O ministro que mais fez viagens às custas da FAB foi Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública. Ele utilizou o serviço 79 vezes em nove meses, uma média superior a oito voos mensais.

O que chama mais a atenção é boa parte das viagens encerraram em uma sexta-feira no Maranhão, reduto eleitoral do ministro.

Em todos os casos, Dino justificou o uso das aeronaves com motivo de segurança.

Flavio Dino
Flávio Dino foi o ministro que mais utilizou voos da FAB, com 79 voos nos nove primeiros meses do ano | Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Já o caso mais recente que despertou a atenção foi da ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial. Ela utilizou um dos aviões da Força Aérea para ir a uma partida de futebol em São Paulo, pela final da Copa do Brasil.

Aniele alegou estar a serviço. Mas ela recebeu críticas nas redes sociais por ter gravado um vídeo dentro da aeronave torcendo para o Flamengo, que jogou na decisão.

A ministra justificou que o voo está amparado na legislação.

Outro ministro que está entre os que mais voaram pela FAB é o do Empreendedorismo, da Micro e Pequena Empresa, Márcio França. Quando esteve à frente do Ministério de Portos e Aeroportos, ele viajou 35 vezes. Segundo a reportagem da CNN, em todos os casos, França disse que estava a serviço, em atividade ligada à pasta.

O que diz a lei para usar voos da FAB

Pela lei, auxiliares do primeiro escalão podem usar as cercas de 30 aeronaves da FAB “a serviço”, o mais invocado; por “segurança”; e em razão de “emergência médica”, que é pouco usada.

Para solicitar a aeronave, a autoridade precisa aguardar em uma fila, que depende do tempo de criação do ministério.

Os mais antigos têm preferência. As pastas mais recentes, muitas vezes, precisam pegar carona para chegar ao destino.

Conforme a configuração do avião, cada ministro pode transportar até 15 convidados, que não precisam ser servidores da administração pública.

Informações Revista Oeste


Tese do marco temporal prevê que só podem ser demarcadas terras indígenas que eram ocupadas por essas populações quando a Constituição foi promulgada

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério dos Direitos Humanos pedirá que o presidente Lula vete totalmente o projeto de lei que fixa o marco temporal, tese apoiada por ruralistas e criticada por ambientalistas. O parecer técnico foi enviado na última sexta-feira (6) ao gabinete do ministro Silvio Almeida. A informação é da coluna de Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

Segundo o colunista, os técnicos da pasta afirmaram que a tese do marco temporal é inconstitucional. O entendimento é alinhado ao do STF, que no último dia 21 derrubou essa tese. Seis dias depois, o Senado aprovou o projeto de lei, que aguarda a sanção de Lula. O presidente tem até o dia 20 para decidir. Se houver vetos, a palavra final será dos parlamentares.

“O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania considera desarrazoada qualquer delimitação arbitrária de critério cronológico, apartado das noções mais profundas e sofisticadas do conceito de tradicionalidade”, afirmou o documento, alertando para a “preocupante possibilidade de se ensejar uma situação generalizada de insegurança em torno dos direitos fundamentais = violência contra povos tradicionais”.

A tese do marco temporal prevê que só podem ser demarcadas terras indígenas que eram ocupadas por essas populações quando a Constituição foi promulgada, em 1988. Segundo a pasta, há outros riscos caso o projeto se torne lei. Um deles é o “iminente retrocesso” na tentativa de o Brasil cumprir acordos internacionais, a exemplo da redução da emissão de gases de efeito estufa. Essa situação prejudicaria a imagem do país, inclusive o setor agropecuário, que encampou o marco temporal.

Outra preocupação destacada pelo ministério é a falta de consulta aos indígenas, o que viola um princípio consagrado dos direitos humanos: “A negação do direito de ser consultado e opinar sobre as decisões que afetam seu território e estilo de vida viola os direitos fundamentais das comunidades indígenas. […] Abre caminho para futuras decisões que não considerem os interesses e direitos dessas comunidades”.

Até o momento, pelo menos outras duas pastas já pediram veto total à proposta: Ministério do Meio Ambiente e o Ministério dos Povos Indígenas. Por outro lado, a área de articulação política do governo Lula tem defendido vetos parciais ao texto, em uma tentativa de evitar uma nova derrota no Legislativo.

Informações Bahia.ba


Governador Jerônimo Rodrigues destacou a importância da expansão da Bridgestone para a economia baiana

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O início da expansão da fábrica Bridgestone em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, foi celebrado, nesta segunda-feira (9), com as presenças do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; do governador Jerônimo Rodrigues; do presidente da Bridgestone para a América do Sul, Vicente Marino; do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do Ministro das Comunicações, Juscelino Filho. Na ocasião, as autoridades realizaram uma visita guiada às instalações da indústria.

Jerônimo Rodrigues destacou a importância da expansão da Bridgestone para a economia baiana. “A capacidade profissional que a gente tem na Bahia, a planta que está sendo ampliada aqui, é um ambiente de sementes sendo jogadas ao solo, para que possamos manter a expectativa de emprego, de geração de renda. São mil pessoas, mil trabalhadores e trabalhadoras dirigindo essa produção, e dobrar a quantidade de pneus é realmente uma boa notícia para todos”, avalia.
Para o governador, a presença dos três ministros e do vice-presidente é uma sinalização de cumplicidade do governo Lula: “nós queremos caminhar juntos. As duas agendas de hoje [expansão da fábrica Bridgestone e lançamento da BYD] significam a reconceituação do Polo de Camaçari. É uma nova dinâmica que nós estamos tratando, é o fortalecimento de um polo que teve história e que, agora, passa por mudança e modernização, com nova economia e nova industrialização”, conta.

A planta teve um investimento de quase R$ 1 bilhão, anunciado entre 2021 e 2022. A previsão é de que o projeto esteja totalmente concluído no fim de 2024. De acordo com Vicente Marino, esta obra vai proporcionar um aumento na capacidade de produção anual da unidade em 1,5 milhões de pneus.

“Para nós, é um imenso prazer poder celebrar este investimento de R$ 1 bilhão que estamos fechando hoje. Começamos em 2007, com uma produção de cerca de oito mil pneus e hoje estamos praticamente dobrando, em menos de 15 anos, a nossa presença. Isso é só parte da jornada, porque queremos chegar a mais”, comemora o presidente da Bridgestone para a América do Sul.

Atualmente, a empresa gera mil empregos e, ao final da expansão em execução, devem ser criados 400 novos empregos, entre fixos e temporários. O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, reforça a relevância de atração de investimentos dessas indústrias para a Bahia e todo o País.

“É interessante ver como as medidas de reforma tributária e de incentivo à indústria estão contribuindo para a retomada do setor automotivo e a renovação da frota de caminhões e ônibus”, diz Alckmin, que completa: “fico feliz em ver o comprometimento em impulsionar o crescimento da indústria, gerar empregos e cuidar do meio ambiente. Vamos trabalhar juntos para alcançar esses objetivos”.

Durante o ato, foi anunciada, ainda, a intenção de ampliar a fazenda de geração de energia sola da fábrica, com um investimento adicional de R$ 10 milhões. A planta também está acompanhando a crescente procura por veículos elétricos/híbridos, fornecendo pneus de alto desempenho que atendam a essas necessidades.

Informações Bahia.ba


Por que o governo do Brasil não considera o grupo Hamas como terrorista

Foto: Divulgação/Forças de Defesa de Israel

O Brasil está entre os países do mundo que não consideram o Hamas uma organização terrorista. Essa posição oficial, compartilhada com África do Sul, Rússia e Noruega, além da própria Organização das Nações Unidas (ONU), contrasta com a visão dos Estados Unidos e da União Europeia. 

A explicação está na alegada neutralidade brasileira em conflitos internacionais, combinada com o atual engajamento diplomático pela busca da convivência de Israel com um Estado palestino independente, sem levar em conta a escalada de atos criminosos que pesam sobre essa questão. Ou seja, o Brasil é partidário da solução de dois Estados, um israelense e um palestino. Hoje não há Estado palestino formal. 

O Hamas, organização terrorista armada e uma das maiores no território palestino, iniciou no sábado (7) um conflito com Israel, lançando violento ataque-surpresa contra a população e as Forças de Defesa de Israel. A agressão histórica incluiu o disparo de milhares de foguetes a partir da Faixa de Gaza e incursões terrestres, aéreas e marítimas com extremistas armados, resultando em tiroteios nas ruas e no sequestro de reféns, incluindo mulheres e crianças e massacres contra a população civil. O Brasil se manifestou lamentando as mortes de civis, mas omitindo a gravidade das ações de terror do Hamas. 

A posição do Itamaraty contradiz a própria legislação do Brasil, que exige a presença simultânea de três requisitos para que um ato seja classificado como terrorismo: uma ação contra a vida, integridade física ou espaços públicos; motivação baseada em razões xenofóbicas ou discriminatórias relacionadas a raça, cor, etnia e religião; e, por último, o objetivo de causar terror social ou generalizado. Apesar dessa legislação, o Ministério das Relações Exteriores não menciona os aspectos terroristas do maior ataque que Israel enfrentou nos últimos 50 anos, e que levou à declaração de guerra formal por parte do governo israelense. 

Para analistas ouvidos pelaGazeta do Povo, a postura do Brasil, que hoje preside o Conselho de Segurança da ONU, se orienta pela tradição, mas também pode indicar alinhamentos políticos e interesses estratégicos. “Como atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o Brasil vai se sentar para negociar com o Hamas. É possível, que também por essa razão, o Itamaraty não queira assumir logo de início posição combativa contra o grupo”, ponderou Luciana Brassolatti de Oliveira, professora de Relações Internacionais do Ibmec-DF. 

A especialista explicou que, no atual momento de grande consternação internacional, a ONU e o Brasil não classificaram o Hamas e suas ações como “terroristas”. 

“Mas se olharmos todas as convenções e tratados atuais, o Hamas preenche todos os quesitos para ser classificado de terrorista. Isso torna mais desafiadora a condução do tema, levando em conta a tradição diplomática neutra do Brasil, de busca negociada no plano internacional para a celebração de acordos de paz”, ressaltou ela. Na avaliação dela, o mundo assistiu no último sábado um ato inequívoco de terrorismo, uma barbárie que já resulta em mais de mil mortes. Para ela, o direito dos palestinos à sua terra, com devida proteção e reconhecimento, deve ser observado, mas sem que se confunda a população palestina com o grupo terrorista Hamas. 

Irã no Brics tornará mais difícil uma condenação ao Hamas

O cientista político Márcio Coimbra avalia que a recusa do Brasil em chamar o Hamas de organização terrorista é motivada por considerações políticas, especialmente devido ao apoio do Irã ao grupo terrorista palestino. Isso porque o Irã pode ser colocado em breve no grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) por influência de Moscou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem mostrando apoio a Moscou e à China desde o início de seu mandato. Em diversas ocasiões, ele tomou partido da Rússia no debate sobre quem seria o culpado pela guerra na Ucrânia. 

Coimbra destacou a longa tradição de confrontação do Brasil em relação a Israel, interrompida durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). “Desde 2006, o Brasil revelou simpatia pelo grupo anti-Israel nas suas fronteiras”, disse o professor, que também é presidente do Instituto Monitor da Democracia. 

Ele ressaltou que, apesar da tentativa de o Brasil contornar evidências, o Hamas atende a todos os critérios para ser considerado uma organização terrorista. “A questão vai então além do apoio à causa palestina, uma vez que o Hamas não reconhece o direito de Israel existir, diferentemente da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), que reconheceu essa garantia nos Acordos de Oslo, celebrados há 30 anos. Essa divergência de abordagem pôs o Hamas e a OLP em posições opostas”, disse. 

Reservadamente, especialistas em relações exteriores argumentam que a postura do governo atual não é exclusiva dele, mas abrange praticamente todos os anteriores, que evitaram rotular o Hamas como grupo terrorista. A razão fundamental por trás disso é que o Brasil teria mais a perder do que a ganhar ao fazê-lo. Haveria um aspecto econômico significativo em jogo, relacionado às remessas financeiras da comunidade síria e libanesa no Brasil para seus familiares no Oriente Médio. No entanto, há a expectativa de que, dependendo do desenvolvimento do conflito no Oriente Médio, a posição do Brasil possa até ser reavaliada pela diplomacia. 

Parlamentares cobram reação do governo contra ataque terrorista

O senador Rogério Marinho (PL-RN) condenou veementemente a violência e o terrorismo praticados pelo Hamas, considerando-os como “as ações daqueles que não têm argumentos”. Ele expressou solidariedade com os israelenses que foram alvos dos ataques brutais por “facínoras travestidos de defensores do povo palestino” e cobrou do governo do presidente Lula “o dever moral de repudiar essas ações e denunciar os criminosos que a perpetraram”. 

Na mesma linha, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também criticou o governo brasileiro por não mencionar o grupo terrorista responsável pelos ataques a Israel em sua nota oficial, emitida pelo Ministério das Relações Exteriores. Ele levantou a hipótese de que essa postura seja influenciada por motivos questionáveis, referindo-se aos “parabéns” recebidos por Lula do Hamas quando de sua eleição no fim de 2022. 

Como integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ele espera que o colegiado ou mesmo o plenário da Câmara aprovem moção de repúdio à violência e de solidariedade a Israel, para que o mundo saiba diferenciar a manifestação oficial do Executivo da posição do Legislativo. 

O Hamas, cujo nome em árabe significa “entusiasmo” ou “fervor”, surgiu após a revolta popular conhecida como “Primeira Intifada” ou “Guerra das Pedras” em dezembro de 1987. Intifada, por sua vez, significa “tremer de medo” ou “despertar abrupto de um sonho”. O termo designa uma ação de hostilidade e desobediência civil dos palestinos em relação às forças de segurança de Israel. Por isso, a guerra iniciada no fim de semana é uma ação muito mais grave que uma Intifada. 

O Hamas alega que a Palestina é uma terra islâmica e mantém posição radical de não reconhecer o direito de Israel a existir como um Estado independente. 

Alinhamento ideológico de países preserva o Hamas

O analista militar Fernando Montenegro, especialista em Forças Especiais, disse acreditar que a atual abordagem brasileira em relação ao terrorismo do Hamas em solo israelense reflete a volta da esquerda no poder no Planalto. Ele observa que as ações do governo Lula se assemelham às de outros países com afinidades ideológicas semelhantes. De acordo com Montenegro, essa orientação ideológica faz com que a política brasileira se incline a um alinhamento externo em relação à questão palestina, o que explica a relutância da diplomacia brasileira em condenar o grupo terrorista. 

Além disso, ele aponta para a proximidade entre o Brasil, Venezuela e Irã, com os quais o governo brasileiro busca fortalecer laços. Essa proximidade é evidenciada pelo fato de que esses governos tendem a adotar uma postura menos assertiva em relação a casos de crime organizado e tratam organizações terroristas como as que lutam contra a suposta dominação imperialista, por exemplo.

Gazeta do Povo


Brasil 247 noticiou que o grupo terrorista não havia felicitado o presidente pela vitória na disputa eleitoral de 2022

lula comunista
O presidente Lula, durante cerimônia de assinatura do Projeto de Lei Programa Combustível do Futuro, no Palácio do Planalto – 14/09/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

Uma checagem no Twitter/X desmentiu um texto do site de esquerda Brasil247, publicado no sábado 7, segundo o qual “é falso que o Hamas parabenizou Lula, por vitória na eleição”.

O contexto adicionado por leitores reafirma que “o Hamas parabenizou, sim, o presidente Lula pela eleição, conforme nota do site do próprio Hamas e fartamente divulgado pela mídia à época”.

Nesse fim de semana, o grupo terrorista surpreendeu Israel com um ataque, matando centenas de inocentes e raptando pessoas a esmo.

Hamas parabenizou Lula

“Trata-se de uma vitória para todos os povos oprimidos ao redor do mundo, particularmente o povo palestino, pois ele é conhecido por seu forte e contínuo apoio aos palestinos em todos os fóruns internacionais”, afirmou o Hamas, na ocasião da vitória de Lula, na disputa eleitora do ano passado. Para o ajuntamento extremista, Lula é um “lutador pela liberdade”, de acordo com o documento publicado no ano passado.

ataque terrorista Israel mortos
Registro de um dos ataques no Oriente Médio | Foto: Reprodução/Twitter/X

Em diversas declarações públicas, Lula tem acenado à Palestina. Durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, o petista disse ser “perturbador ver que persistem antigas disputas não resolvidas e que surgem ou ganham vigor novas ameaças”. Segundo o presidente, isso evidencia as dificuldades para se criar um Estado Palestino.

Informações Revista Oeste


Saiba quem são os brasileiros feridos e desaparecidos em Israel

Com os ataques contra Israel, iniciados nesse sábado (7/10), o brasileiro Rafael Zimerman ficou ferido com estilhaços de granadas durante uma festa rave. Atualmente, ele está internado no hospital Soroka. Segundo comunicado oficial do Itamaraty, Zimerman está em choque, mas passa bem. Ainda de acordo com o órgão, estão desaparecidos os brasileiros Bruna Valeanu e Ranani Glazer. 

Rafael Zimerman foi resgatado de um banker

Há uma terceira pessoa, com identidade brasileira e israelense, que também está desaparecida e foi identificada como Celeste Fishbein. Até o momento, não há informações de vítimas brasileiras. 

foto colorida de celeste fishbein judia brasileira desaparecida - Metrópoles

Celeste Fishbein: judia brasileira desaparecida após conflito

Desaparecidos

Ranani Glazer, de 24 anos, estava em uma festa rave no Sul de Israel quando o país foi alvo de bombardeio. Amigos chegaram a relatar que o jovem estava escondido em um abrigo, mas que o local teria sido invadido. Desde então, os familiares não receberam mais notícias do gaúcho. 

Montagem colorida de uma mulher e dois homens

Ranani Glazer está no mesmo evento. Ainda não há informação sobre o jovem

Em seu perfil no Instagram, Glazer chegou a postar fotos e vídeos no festival, realizado em Tel Aviv, a capital de Israel. Em nota divulgada na manhã desse sábado (7), o Itamaraty informou não ter confirmação de vítimas brasileiras no atentado. 

Segundo informações postadas pelo rapaz na internet, ele atua como soldado nas Forças de Defesa de Israel. Desesperados, amigos passaram a postar fotos do gaúcho e telefones na tentativa de obter informações sobre a localização dele. 

Bruna Valeanu estava na mesma festa rave que Ranani. No entanto, ainda não há informações de que ambos se conheciam. A jovem é natural do Rio de Janeiro e morava na cidade de Petah Tikva, próximo a Tel Aviv. 

Montagem colorida de uma mulher e dois homens

Bruna Valeanu é uma das brasileiras também desaparecidas

Brasileiro ferido

Felipe Jurek é amigo de Rafael e moram e trabalham no país. Felipe estava em Tel Aviv quando recebeu uma mensagem de Rafael falando sobre o bombardeio. Ele viajou 40 minutos em meio aos ataques para resgatar o amigo em Beer Sheva. 

“Assim que eles começaram a ouvir as explosões, encerraram a música, todo mundo começou a correr para tudo o que é lado, começaram a ouvir tiros, e aí eles correram para um bunker. Chegaram a matar um policial, tacaram granada dentro do bunker”, contou Felipe ao Jornal Nacional. 

Quando Rafael foi resgatado do bunker pela polícia, em estado de choque, ele conseguiu enviar uma foto e sua localização para o amigo. “Ele falou que viu pessoas queimando, viu pessoas levando tiro e foi feio, foi bem ruim a coisa”, relatou Felipe. 

Rafael foi transferido para um hospital na cidade de Haifa, devido a lotação dos hospitais em Beer Sheva. “Tiraram ele e mais algumas pessoas, mas não foi todo mundo que sobreviveu desse bunker”, finalizou Felipe, que encontrou o amigo muito ferido, mas consciente. 

Guerra em Israel

O Gabinete de Segurança de Israel declarou, neste domingo (8/10), estado de guerra. Segundo o governo, o conflito teria sido “imposto a Israel por um ataque terrorista e assassino de Gaza.” O ato oficializa o embate e permite a adoção de medidas militares abrangentes. 

Referindo-se aos ataques-surpresa do Hamas da véspera, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que derrotará o grupo radical islâmico, mas alertou que a guerra “vai levar tempo”. O político conservador enfatizou que os eventos recentes foram algo “jamais visto em Israel” e jurou “vingança esmagadora por esse dia negro”. O premier garantiu que as forças militares israelenses chegarão a todos os lugares onde o Hamas possa estar se escondendo. 

Netanyahu disse considerar o grupo diretamente responsável pela segurança e pelo bem-estar dos civis e soldados que mantêm cativos, acrescentando que Israel “acertará contas com qualquer um que cause danos” a esses reféns. Segundo observadores, o sábado foi o dia mais sangrento do conflito israelo-palestino desde a guerra do Yom Kippur, há 50 anos. 

Metrópoles