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Moraes propõe pena de 14 anos a segundo réu do 8/1

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), votou paracondenar o segundo réu do 8/1, Thiago de Assis Mathar. O magistrado propôs pena de14 anos em regime fechado e multa por dano moral coletivo, a ser paga solidariamente, de R$ 30 milhões.

A defesa do réu pelos atos antidemocráticos alegou que seu cliente estava no local ajudando as pessoas que estava passando mal quando foi preso. 

Moraes contrapôs e disse que nem Thiago, em seu depoimento, disse o mesmo, e que as provas mostram que o réu estava na Esplanada com o objetivo de praticar um golpe. 

Informações TBN


Hospital divulga novo boletim médico e informa estado de saúde de Bolsonaro após internação

Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue com a recuperação dentro do esperado após os três procedimentos realizados na terça-feira (12), segundo novo boletim médico desta quinta-feira (14). 

No Hospital Vila Nova Star, no Itaim, zona sul da capital paulista, onde está internado desde segunda-feira (11), Bolsonaro realizou um exame de raio-x contrastado para avaliar o trânsito intestinal. 

O especialista que avaliou o exame, Luiz Tenório de Siqueira, conclui que “o trânsito intestinal se faz normalmente, sem obstruções ou dificuldades. Por conta disso, há a gradativa retomada da alimentação”. 

A avaliação otorrinolaringológica (do nariz e garganta) também aponta uma excelente recuperação no pós-cirúrgico, “com sangramento nasal bastante diminuto, seguindo com instilações (lavagens) nasais para melhora do fluxo”. 

O boletim aponta que o ex-presidente segue com incômodo em orofaringe (parte da garganta atrás da boca), mas apresenta melhora na alimentação. 

Seu sono também está “progredindo e evoluindo bem”. 

Há a expectativa de que o ex-presidente tenha alta já na sexta-feira (15). 

Ele passou por três procedimentos na última terça-feira (12): uma septoplastia (correção de desvio de septo), uma turbinectomia (remoção de parte das conchas nasais) e uma uvulopalatofaringoplastia (remoção das amígdalas e de fragmentos do palato mole). 

Na segunda-feira (11), quando Bolsonaro deu entrada no hospital, seu advogado Fabio Wajngarten disse que o ex-presidente estava “com refluxo, com soluço, com dificuldade de digestão e com a barriga inchada” e que os médicos iriam avaliar quais intervenções cirúrgicas eram necessárias. 

Havia uma expectativa da própria equipe de Bolsonaro de que ele faria ainda uma correção de hérnia de hiato e outra das alças intestinais. No entanto, os médicos não realizaram esses procedimentos. 

Essa seria a sexta vez que Bolsonaro se submeteria a procedimentos cirúrgicos abdominais desde que levou uma facada durante a campanha presidencial de 2018. 

CNN Brasil


As pessoas que ainda não realizaram a dose de reforço contra a covid por meio da bivalente, devem procurar uma das 104 salas de vacina localizadas na sede e zona rural. A orientação é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de Feira de Santana, devido à circulação da Éris no país, uma subvariante da Ômicron.

O imunizante está liberado para toda população acima de 18 anos ou pessoas a partir dos 12 anos inseridas nos grupos prioritários. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacina. 

É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável. Além disso, é necessário ter tomado, ao menos, duas doses da monovalente contra Covid, com o intervalo de quatro meses após a última aplicação. Em Feira, mais de 53 mil pessoas já foram protegidas com o reforço.

Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.


Mais de 3 mil pessoas se candidataram para uma das 80 vagas do Processo Seletivo Simplificado para professor temporário da Educação Municipal via Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). A aplicação das provas acontece neste domingo (17), das 8h às 12h, na Unex (antiga FTC) e na Faculdade Anísio Teixeira (anexo 4). 

A lista com o nome dos participantes e os locais da prova estão disponíveis no site da MS Concursos (https://concursos.msconc.com.br/informacoes/92/). O cartão de convocação também estará disponível no site da empresa organizadora do certame. 

Os candidatos devem chegar ao local com uma hora de antecedência, portando documento de identidade original, caneta esferográfica transparente de cor azul ou preta e cartão de convocação. Os portões serão abertos às 7h. 

A contratação terá duração de dois anos, contados da data de sua homologação, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. O salário inicial dos professores, que vão atuar em turmas da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, é de R$ 2283,29 mais gratificações. A carga horária é de 20 horas semanais.


A votação para escolha dos novos conselheiros tutelares do município de Feira de Santana acontecerá no dia 1º de outubro, das 08h às 17h, no Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Falcão de Amorim, localizado na R.ua Cel. Álvaro Simões, centro. A eleição é a última etapa do processo de escolha unificada dos novos conselheiros. 

Neste ano, 28 candidatos estão concorrendo às 20 vagas disponíveis, observando que o município dispõe de quatro conselhos tutelares, onde cada conselho possui cinco conselheiros. Os candidatos não eleitos ficam na suplência. A posse dos eleitos ocorre em 2024 para um mandato de quatro anos.

A primeira etapa do processo foi composta de uma prova objetiva, e o candidato que alcançou a nota mínima foi aprovado para a segunda etapa, que consiste na eleição simplificada do conselho tutelar. A eleição conta com o apoio do Ministério Público (MP) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A eleição para conselheiro tutelar ocorre simultaneamente em todo o Brasil. Trata-se de um processo de seleção onde atua em conjunto, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e o Conselho Municipal da Cidade.

Feira de Santana possui 424 mil eleitores, portanto, qualquer pessoa que estiver com o título de eleitor regular e com o domicílio eleitoral na cidade poderá votar. Porém, o comparecimento não é obrigatório. Cada eleitor votará em apenas um candidato dos 28 que estão concorrendo. 

O presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente (CMDCA), Caique Lopes, destaca a importância da participação ativa da população na escolha dos novos conselheiros tutelares do município.

“No local de votação, toda a estrutura eleitoral estará presente para que as pessoas possam exercer esse voto que é tão importante para o município. As pessoas que forem eleitas, vão trabalhar com a defesa do direito da criança e do adolescente, que é o papel do conselheiro tutelar. Por isso, reforço a participação de todos os cidadãos nesse processo”, pontuou.


Luzes estranhas antes de terremoto no Marrocos intrigam cientistas; VEJA VÍDEO

Foto: Reprodução/Twitter.

Relatos de “luzes de terremoto”, como os vistos em vídeos capturados antes do terremoto de magnitude 6,8 de sexta-feira (8) no Marrocos, remontam a séculos, desde a Grécia antiga. 

Estas explosões de luz brilhante e dançante em cores diferentes intrigam há muito os cientistas. Ainda não há consenso sobre a sua causa, mas elas são “definitivamente reais”, disse John Derr, um geofísico reformado que trabalhava no Serviço Geológico dos EUA. Ele é coautor de vários artigos científicos sobre luzes de terremotos, ou EQL. 

“Ver o EQL depende da escuridão e de outros fatores de favorabilidade”, explicou ele por e-mail. 

Ele disse que o vídeo recente do Marrocos compartilhado nas redes sociais parecia com as luzes captadas por câmeras de segurança durante um terremoto em Pisco, no Peru, em 2007. 

Juan Antonio Lira Cacho, professor de física da Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, e da Pontifícia Universidade Católica do Peru, que estudou o fenômeno, disse que o vídeo do celular e o uso generalizado de câmeras de segurança facilitaram o estudo das luzes do terremoto. 

“Quarenta anos atrás, era impossível”, disse ele. “Se você as visse, ninguém acreditaria no que você viu.” 

As luzes do terremoto assumem diferentes formas 

As luzes do terremoto podem assumir várias formas diferentes, de acordo com um capítulo sobre o fenômeno de coautoria de Derr e publicado na edição de 2019 da Enciclopédia de Geofísica da Terra Sólida. 

Às vezes, as luzes podem parecer semelhantes a relâmpagos comuns ou podem ser como uma faixa luminosa na atmosfera semelhante à aurora polar. Outras vezes, eles se assemelham a esferas brilhantes flutuando no ar. Eles também podem parecer pequenas chamas cintilando no céu, rastejando ao longo ou perto do solo ou chamas maiores emergindo do solo. 

Um vídeo feito na China pouco antes do terremoto de Sichuan em 2008 mostra nuvens luminosas flutuando no céu. 

Para entender melhor as luzes dos terremotos, Derr e seus colegas reuniram informações sobre 65 terremotos americanos e europeus associados a relatórios confiáveis ​​de luzes de terremotos que datam de 1600. Eles compartilharam seu trabalho em um artigo de 2014 publicado na revista Seismological Research Letters. 

Os pesquisadores descobriram que cerca de 80% das ocorrências de EQL estudadas foram observadas para terremotos com magnitudes superiores a 5,0. Na maioria dos casos, o fenômeno foi observado pouco antes ou durante o evento sísmico e foi visível a 600 quilômetros do epicentro do terremoto. 

Os terremotos, especialmente os mais poderosos, têm maior probabilidade de ocorrer ao longo ou nas proximidades das áreas onde as placas tectônicas se encontram. No entanto, o estudo de 2014 descobriu que a grande maioria dos sismos ligados a fenômenos luminosos ocorreu dentro das placas tectônicas, e não nos seus limites. 

Além disso, as luzes dos terremotos eram mais prováveis ​​de ocorrer em ou perto de vales em fendas, locais onde — em algum momento no passado — a crosta terrestre foi separada, criando uma região alongada de planície que fica entre dois blocos de terra mais altos. 

Possíveis causas das luzes do terremoto

Friedemann Freund, colaborador de Derr e professor adjunto da Universidade de San Jose e ex-pesquisador do Centro de Pesquisa Ames da NASA, apresentou uma teoria para as luzes dos terremotos. 

Freund explicou que quando certos defeitos ou impurezas nos cristais das rochas são submetidos a tensões mecânicas — como durante a acumulação de tensões tectônicas antes ou durante um grande terremoto — eles quebram-se instantaneamente e geram eletricidade. 

A rocha é um isolante que, quando tensionado mecanicamente, se torna um semicondutor, disse ele. 

“Antes dos terremotos, enormes volumes de rocha — centenas de milhares de quilômetros cúbicos de rochas na crosta terrestre — estão sendo estressados ​​e as tensões estão causando deslocamento dos grãos minerais”, acrescentou ele em uma entrevista por videochamada. 

“É como ligar uma bateria, gerando cargas elétricas que podem fluir das rochas estressadas para dentro e através das rochas não estressadas. As cargas viajam rapidamente, a cerca de 700 km/h”, explicou ele num artigo de 2014 para The Conversation. 

Outras teorias sobre o que causa as luzes dos terremotos incluem a eletricidade estática produzida pela fratura da rocha e a emanação do radônio, entre muitas outras. 

Atualmente não há consenso entre os sismólogos sobre o mecanismo que provoca as luzes dos terremotos, e os cientistas continuam a tentar desvendar os mistérios destas explosões. 

Freund espera que um dia seja possível usar luzes sísmicas, ou a carga elétrica que as provoca, em combinação com outros fatores, para prever a aproximação de um grande terremoto. 

CNN



Em setembro de 2013, era possível comprar US$ 1 com aproximadamente R$ 2,30. Hoje, é preciso desembolsar quase R$ 5,00. Peso argentino é a pior moeda frente ao dólar.

Foto de arquivo mostra notas de dólar em Westminster, Colorado — Foto: Reuters/Rick Wilking

Foto de arquivo mostra notas de dólar em Westminster, Colorado — Foto: Reuters/Rick Wilking 

Entre todas as moedas sul-americanas, o real teve o terceiro pior desempenho em relação ao dólar nos últimos 10 anos. De acordo com um levantamento da consultoria financeira L4 Capital, a moeda nacional perde apenas para o peso argentino e o peso uruguaio. 

Na janela de referência, o peso argentino teve uma desvalorização de 98,37% de 2013 para cá — um reflexo da severa crise econômica que o país enfrenta há anos e que tem feito derreter o valor de sua moeda. Na esteira da crise argentina e com problemas próprios de inflação, o peso uruguaio teve um recuo de 70,24% no período. (saiba mais abaixo)

Já o real perdeu 54% de seu valor em relação ao dólar. Isso significa que os turistas brasileiros e as empresas que dependem de contratos feitos com base na moeda norte-americana sentiram o valor pago em suas transações mais que dobrar durante o período. 

Mas cabe a observação de que o movimento de valorização do dólar não é só demérito da América do Sul. Há também um movimento de maior aplicação de recursos nos Estados Unidos, que valoriza a moeda. 

Como os EUA são a maior economia do mundo, os investidores tendem a ter mais segurança sobre os retornos financeiros que terão e, assim, acabam voltando os olhos para lá em momentos de maior insegurança ou aversão ao risco para aplicações financeiras.

Ranking de moedas sul-americanas

O levantamento foi realizado por Felipe Pontes, sócio da L4 Capital e com dados do Investing. 

Veja abaixo o ranking completo da desvalorização das moedas sul-americanas, a partir da queda no preço de cada moeda frente ao dólar: 

  • 1º – Argentina: 98,37%
  • 2º – Uruguai: 70,24%
  • 3º – Brasil: 50,04%
  • 4º – Colômbia: 51,82%
  • 5º Chile: 43,5%
  • 6º Paraguai: 38,72%
  • 7º Peru: 25,24%
  • 8º Bolívia: 0,17%
  • 9ºEquador: usa o dólar como moeda principal

*Venezuela não entra na conta porque país mudou de moeda nos últimos dez anos

O real nos últimos 10 anos

Os últimos anos no Brasil foram fortemente marcados por dois grandes fatores: a crise de 2015-2016 e a pandemia da Covid-19. 

No primeiro caso, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu nos dois anos, confirmando a pior recessão da história do país. Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%, e no ano seguinte teve nova retração de 3,6%. 

Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só tinha sido vista no Brasil entre 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente. 

“Isso prejudicou o real porque investidores não gostam de incertezas econômicas”, afirma o sócio da L4 Capital. Com isso, houve um aumento pela demanda do dólar, já que os EUA são conhecidos como um país estável. Houve um forte movimento de vender real, o que reduziu o valor da moeda. 

Já a pandemia influenciou a cotação da moeda brasileira porque o país decidiu abrir as torneiras dos gastos públicos para tentar amenizar o impacto da crise econômica. Essa decisão também gerou dúvida nos investidores sobre quais seriam as possibilidades de o país conseguir arcar com seu patamar elevado de dívida e manter uma agenda de austeridade fiscal. 

Mais uma vez, a incerteza trouxe um movimento de migração dos investidores para países mais seguros. Tanto que o real perdeu cerca de 16,65% do seu valor frente ao dólar entre fevereiro de 2020 (quando começou a pandemia) e maio de 2023 (quando a OMS declarou fim de emergência em relação à Covid-19). 

Veja a variação do dólar ante o real nos últimos dez anos:

Em setembro de 2013, início do comparativo, era possível comprar US$ 1 com R$ 2,2836. Hoje, é preciso desembolsar quase R$ 5,00. 

Especialistas entrevistados pelo g1 dizem que há ainda outras razões que explicam a desvalorização da moeda brasileira nos últimos 10 anos e sua manutenção em patamares baixos. Veja abaixo: 

Quanto ao primeiro ponto, Adilson Seixas, CEO da Loara Crédito, reforça que a alta dos juros nos Estados Unidos pesa no valor da moeda brasileira porque há uma migração dos investidores para economias com maior previsibilidade. 

Trata-se da mesma dinâmica de preferir aplicações mais seguras e previsíveis, com o bônus de que os juros estão mais altos e vão render melhores retornos. 

A expectativa é que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mantenha os juros inalterados, entre 5,25% e 5,50% ao ano na próxima reunião, em 20 de setembro. Esse, porém, é o maior patamar em 22 anos.

Já o déficit fiscal — quando governo gasta mais do que arrecada — pesa no valor do real porque o governo precisa emitir mais dinheiro para suprir os gastos, ampliando o saldo negativo. 

“Há mais dinheiro brasileiro circulando no mercado do que moeda norte-americana, o que desvaloriza o preço do real”, explica Rodrigo Leite, professor de finanças do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nos dados mais recentes, as contas do governo federal registraram déficit primário de R$ 35,9 bilhões em julho — o segundo pior resultado para o mês na séria histórica, iniciada em 1997. E é exatamente o déficit que puxa o terceiro fator que desvaloriza o real: a dívida pública

Leite, da UFRJ, justifica que o endividamento faz investidores enxergarem o Brasil com dificuldade de honrar com seus compromissos econômicos— e, assim, decidem também vender os reais para comprar câmbio de países mais seguros, derrubando o preço da moeda brasileira. 

“A probabilidade de um calote do Brasil com uma dívida como agora, que tem 80% do PIB, é muito maior do que na época que estava por volta dos 50% do PIB, [em 2013 e 2014]”, afirma o professor.

Já quanto a instabilidade institucional, os especialistas justificam que as mudanças políticas recentes — sejam as mudanças de direção na presidência, como as relações ruidosas entre os Poderes da República — trouxeram imprevisibilidade para a cena política e econômica. 

Assim, os investidores renovam os receios e voltam a procurar países onde conseguem ter segurança maior sobre as decisões político-econômicas, que podem ou não afetar os investimentos. 

Resultado pior na Argentina

A pior moeda latino-americana frente ao dólar é o peso argentino. Quem quisesse comprar 1 dólar, em setembro de 2013, precisava pagar quase 5 pesos argentinos. Atualmente, a relação é de cerca de 340 pesos para US$ 1 — considerando, é claro, o câmbio oficial. 

Nesse caso, os principais motivos pela queda no câmbio argentino são as políticas econômicas do governo e a dívida externa do país. 

Allan Augusto Gallo Antonio, professor de economia do Mackenzie, justifica que no primeiro caso, o governo argentino “gasta tanto” que precisa colocar moeda em circulação para arcar com os custos recorrentes, o que desvaloriza o peso. 

O excesso de moeda em circulação também tende a impactar a inflação. Atualmente, a Argentina vive uma inflação anual média que ultrapassa os 100%

Quanto às questões externas, o país sul-americano tinha uma dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de aproximadamente US$ 45 bilhões. 

A captação aconteceu principalmente em 2018, durante o governo de Mauricio Macri, que buscava segurar a crise cambial e tentou zerar o déficit orçamentário do país através de fortes ajustes de gastos em diversas áreas do governo. 

“Hoje, [a Argentina] é o principal devedor do FMI e, em decorrência dessas variáveis, tem assistido sua moeda derreter”, afirma Gallo Antonio. Os dois motivos também afastam investidores, que buscam vender o peso argentino para comprar moeda de países mais seguros. 

Vale destacar que as commodities são um terceiro ponto, ainda que com menos peso que os dois apresentados acima. Isso porque o país depende muito da exportação de carne, o que traz reflexos diretos na balança comercial e na receita em dólar na Argentina. 

Veja do desempenho do peso argentino frente ao dólar: 

Para tentar solucionar a desvalorização do peso, o governo argentino anunciou algumas medidas para tentar fortalecer a economia local, como linhas de crédito a taxas subsidiadas para trabalhadores e bônus para aqueles que recebem ajuda alimentar e aposentados. 

Além disso, o governo também informou que vai eliminar impostos sobre a exportação de produtos agrícolas com valor industrial agregado — como vinho, arroz e tabaco — e a entrega de fertilizantes. É estimado um prejuízo global de US$ 20 bilhões em 2023, ou quase 3% do PIB, devido à seca regional.

O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, prevê ainda criar de um fundo de US$ 770 milhões para financiar exportações. O valor será via aportes financeiros do Banco Nación e do Banco de Inversión y Comercio Exterior (Bice). 

O peso argentino sofreu forte desvalorização nos últimos meses — Foto: Getty Images 

Cotação do dólar na América do Sul

Veja abaixo a situação em outros países do continente. 

  • 👉Em setembro de 2013, o Uruguai conseguia comprar US$ 1 com quase 22,3 pesos uruguaios; hoje, precisam gastar perto de 38;
  • 👉Há dez anos, os colombianos conseguiam comprar US$ 1 com quase 2 mil pesos colombianos; hoje, precisam desembolsar cerca de 4 mil 
  • 👉No mesmo período, os chilenos conseguiam comprar US$ 1 com cerca de 650 pesos chilenos; hoje, precisam desembolsar aproximadamente 900;
  • 👉Os paraguaios pagavam perto de 4,4 mil guaranis (nome da moeda do Paraguai) em setembro de 2013; hoje, 7,2 mil
  • 👉Em setembro de 2013, os peruanos conseguiam comprar US$ 1 com quase 3 novo sol (moeda do Peru); hoje, precisam desembolsar perto de 4;
  • 👉Nos últimos dez anos, os bolivianos precisaram pagar cerca de 6,91 bolivianos da bolívia (nome da moeda) para comprar 1 dólar

O que acontece em outros países?

Segundo lugar entre as maiores desvalorizações, o Uruguai sofre com dois grandes problemas: inflação e reflexos da crise na Argentina. 

O país enfrenta um problema inflacionário, no qual os preços subiram 110% nos últimos 10 anos. Na prática, enquanto as pessoas gastavam 10 pesos uruguaios para comprar um pão em 2013, por exemplo, atualmente precisam desembolsar 21. 

Normalmente, os salários não acompanham o aumento nos custos, o que acaba pesando no orçamento familiar. 

Além disso, a crise argentina também se reflete em uma grande diferença de preços entre os dois países. 

“Lá no Uruguai o combustível, por exemplo, custa setenta pesos (1,58 dólar) por litro e aqui na Argentina pagamos vinte pesos (0,53 dólar), então é muito melhor para nós”, disse Robert de Lima, que viajou menos de 45 km do Uruguai até Gualeguaychu à Reuters.

Os altos níveis de desemprego e falências foram relatados nas cidades fronteiriças, o que forçou o governo do Uruguai, em maio, a introduzir medidas econômicas para ajudar a proteger os comerciantes. Entre as ações estavam algumas isenções fiscais e descontos em gasolina e medicamentos. 

O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, reconheceu que há um problema com a diferença entre os preços praticados no país e os vistos na Argentina, com exigências de governadores regionais para que seja implementado um imposto de importação temporário sobre as mercadorias estrangeiras transportadas pela fronteira. 

E como a crise na Argentina não tem solução prevista no curto prazo, há uma insegurança dos moradores e turistas sobre como ficarão os preços no Uruguai que optam, assim, por procurar países mais baratos para viajar ou realizar compras. 

Como uma moeda comum pode afetar o Brasil e países vizinhos

Como uma moeda comum pode afetar o Brasil e países vizinhos 

A Colômbia, por sua vez, enfrentou um cenário de complexidade e desafios abrangendo diversos aspectos. 

“A criminalidade e violência associadas ao narcotráfico, por exemplo, persistiram, e protestos sociais refletiram preocupações com desigualdade e acesso a serviços. Além disso, desafios fiscais, como déficits orçamentários, e questões estruturais limitaram o crescimento econômico e a capacidade de investimento”, justifica Gallo Antonio, professor do Mackenzie. 

A inflação no país fechou em 13,12%, no maior patamar desde março de 1999. Entre os destaques, estavam os preços dos alimentos, do transporte e dos serviços públicos. 

Já o Chile, segundo Gallo Antonio, vivenciou períodos de estabilidade política por muitos anos. A eleição de Gabriel Boric em 2021, no entanto, trouxe certa instabilidade, uma vez que ele fez sua propaganda política construída em propostas populistas. 

“Ele sempre falava em elevar os gastos e até uma possível constituinte”, afirma o professor. Essas medidas afastaram investidores, que também venderam a moeda local e desvalorizaram o câmbio do país. 

E por conta do aumento de dinheiro em circulação, o Chile encerrou 2022 com uma taxa de inflação ao consumidor de 12,8% — marcando o valor mais elevado em três décadas. Tudo em um contexto em que os chilenos estavam acostumados a enfrentar um aumento anual nos custos de vida de aproximadamente 3%. 

Gabriel Boric em uma entrevista coletiva após a votação do plesbicito sobre o projeto de Constituição, em Punta Arenas, Chile, no último domingo, 4 de agosto. — Foto: AP Photo/Andres Poblete 

Expectativa para próximos anos

A expectativa dos entrevistados é que as moedas latino-americanas não consigam se valorizar nos próximos meses. O CEO da Loara Crédito, por exemplo, diz que a tendência é que o dólar ganhe força, uma vez que é a moeda mais negociada no mundo e perspectiva de baixa de juros não está próxima. 

“Os Estados Unidos é um país com maior grau de liberdade econômica que consegue atrair investimentos, impulsionando constantemente o crescimento da sua moeda”, diz. 

Em relação à moeda brasileira, Seixas afirma que o dólar é, historicamente, mais valorizado do que o real. “O real tende a se depreciar muito mais rápido por ser uma moeda de um país emergente, que tem uma economia mais instável quando comparada às economias desenvolvidas”, acrescentou. 

Já para o professor da UFRJ, Rodrigo Leite, a expectativa é que o dólar se mantenha estável em relação às moedas sul-americanas. 

“[Porém], para o real, existe uma expectativa positiva se o governo conseguir implementar as medidas fiscais, conseguir diminuir o déficit e projetar, no ano que vem, um superávit [valor captado em exportação é maior do que o gasto em importação]”, disse.

Informações G1


Munição com urânio empobrecido está em arsenal de mais de 20 países e seu uso em conflitos militares é controverso
Munição com urânio empobrecido está em arsenal de mais de 20 países e seu uso em conflitos militares é controverso Imagem: U.S. Air National Guard

Em janeiro, os Estados Unidos prometeram à Ucrânia 31 tanques de batalha Abrams.

Agora, o Pentágono também quer fornecer ao país, em guerra contra a Rússia, munições de calibre 120 milímetros com urânio empobrecido – que integram pacote com outros armamentos no valor de US$ 175 milhões (cerca de R$ 860 milhões na conversão direta).

Esse tipo de munição tem causado controvérsia por utilizar material radioativo.

O que é munição de urânio?

A munição de urânio consiste, em grande parte, de urânio empobrecido, produzido como resíduo radioativo durante o enriquecimento de urânio

No processo de enriquecimento, é produzida uma grande proporção de urânio empobrecido, que contém uma parte muito menor desse isótopo radioativo.

Embora o urânio empobrecido tenha uma proporção muito menor do isótopo radioativo U-235, usado na produção de armas nucleares, os projéteis fabricados com esse material têm alto poder de penetração

As balas com urânio empobrecido são tão duras que podem penetrar a superfície externa de um tanque

Além disso, no impacto, o projétil derrete e libera pó quente de urânio, que se inflama espontaneamente ao entrar em contato com o oxigênio do interior do veículo.

O fogo queima viva a tripulação do tanque inimigo e, caso o veículo esteja transportando munição ou combustível, também poderá ocorrer uma explosão em seu interior

Quais países têm balas de urânio?

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista realizou testes com projéteis de urânio. Como o material era escasso e caro, não foi utilizado na época

Hoje, sabe-se que 21 países têm esta munição nos seus arsenais, incluindo os EUA, a Rússia, a Turquia e a Arábia Saudita

Até agora, apenas Washington admitiu ter utilizado esta munição em operações militares no Iraque, na ex-Iugoslávia, no Afeganistão e na Síria

Só durante a Guerra do Iraque, em 2003, centenas de toneladas de munição de urânio foram disparadas.

Diferentemente das armas biológicas e químicas, das minas antipessoais e das bombas de fragmentação, as munições de urânio não são proibidas

Não existe nenhum acordo internacional que proíba explicitamente a utilização de urânio empobrecido

Porém, os especialistas alertam para as possíveis consequências a longo prazo do urânio libertado em grandes quantidades

Perigos da radiação

O urânio empobrecido dificilmente pode irradiar diretamente as pessoas nas suas imediações

Sua radioatividade é cerca de 40% mais fraca do que a do urânio natural e a radiação geralmente não consegue penetrar na pele e nas roupas.

A uma distância de um metro, um quilograma de urânio empobrecido produz uma dose anual de radiação que corresponde a cerca de um terço da exposição natural à radiação.

No entanto, mesmo essa radiação a curta distância e durante um longo período de tempo pode danificar o material genético e causar câncer.

Além disso, há risco de contaminação pelo pó de urânio através do trato respiratório, da ingestão de alimentos e de feridas.

Como outros metais pesados, o urânio é quimicamente tóxico e pode causar sérios danos aos órgãos internos.

Ameaça a longo prazo

A questão do perigo a longo prazo é controversa entre os especialistasContinua após a publicidade.

No Iraque, houve um aumento significativo de relatos de deformidades, câncer e outros danos nas regiões onde munições de urânio foram utilizadas em grande escala.

Contudo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) dizem que não existe risco radiológico para a população por causa das munições de urânio.

Um parecer encomendado pela Comissão Europeia em 2010 também não vê “nenhuma evidência de riscos ambientais e para a saúde” decorrentes do urânio empobrecido.

Também não está claro até que ponto o solo e os lençóis freáticos podem ser contaminados por esses projéteis.

Reação da Rússia

O Kremlin condenou veementemente o planejado fornecimento pelos EUA de munições de urânio à Ucrânia.Continua após a publicidade.

A embaixada russa em Washington fala de um “sinal claro de desumanidade”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou para um aumento nas taxas de câncer e outras doenças na Ucrânia, dizendo que a responsabilidade por isso “cabe inteiramente aos Estados Unidos”.

Os americanos não são os primeiros a fornecer munições com urânio à Ucrânia. Em março, o Reino Unido prometeu a Kiev munições desse tipo para os tanques de batalha Challenger 2foram prometidos.

Informações UOL


Carnes em geral tiveram um recuo médio de 9,65% no acumulado no ano até agosto, segundo o IBGE.
Carnes em geral tiveram um recuo médio de 9,65% no acumulado no ano até agosto, segundo o IBGE. Imagem: Wenderson Araújo/CNA/Divulgação

O preço das carnes tem caído mês a mês no Brasil em 2023. No acumulado no ano até agosto, as carnes em geral tiveram um recuo médio de 9,65%, segundo o índice oficial de inflação (IPCA). Todos os cortes pesquisados pelo IBGE ficaram mais baratos e o filé-mignon é a carne com a maior queda no ano (-16,95%). Entenda o que explica a redução dos preços.

O que aconteceu

A queda já era esperada pelo agronegócio. O diretor da HN Agro, Hyberville Neto, afirma que os produtores aproveitaram a valorização de preços de bezerro e gado em 2022 para aumentar a produção. Como consequência, reduziram temporariamente o abate de fêmeas para expandir a criação.

Disponibilidade de carne no mercado interno aumentou. Os criadores passaram a matar mais fêmeas em 2023, diz o analista de proteína animal do Rabobank, Wagner Yanaguizawa. Em Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país, 1,44 milhão de fêmeas foram para o abate no primeiro semestre, 20% a mais do que a média no mesmo período nos últimos dez anos.

A boa safra de soja e milho também favoreceu a redução de preços. Esses grãos são utilizados para alimentar frangos e porcos. Já a principal fonte de alimento de bois são as pastagens, que têm sido beneficiadas por chuvas regulares.

Governo não tem participação direta nos preços. O especialista da HN Agro diz que as perspectivas para o primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula (PT) têm sido positivas, mas que a diminuição nos preços da carne em nada tem a ver com políticas voltadas para o agronegócio. “A expectativa na economia pode influenciar o consumo. Mas não existe estímulo na produção. Temos um ciclo de oferta muito bem definido”, afirma.

Filé-mignon lidera as quedas no ano entre todos tipos de carnes. Em seguida aparecem alcatra (-13,46%) e contrafilé (-11,77%). Em relação a outros tipos de proteína animal, o frango em pedaços teve redução de 11,69%, enquanto o frango inteiro apresentou queda de 9,79%. A carne de porco caiu 4,65%. Por outro lado, ovos de galinha tiveram alta de 12,94% até agosto. Pescados subiram 3,12%.

“O volume de abate de fêmeas [este ano] é muito atípico porque o macho, que é o grande objetivo do pecuarista, geralmente é usado na produção de carne. Então, esse cenário trouxe um nível de oferta muito acima do que a gente estava preparado para a demanda”.

Wagner Yanaguizawa, do Rabobank

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Imagem: Arte/UOL

Vai cair mais?

A expectativa é de que a redução de preços continue nos próximos meses. A redução observada nos açougues ainda foi suficiente para compensar o longo período de inflação de alimentos registrado desde 2020. “A projeção é que este ano haja deflação nos alimentos no domicílio, após 3 anos de sequentes altas”, avalia a GO Associados.

O brasileiro ainda não retomou padrão de consumo. Neto afirma que o consumo de carne vermelha ainda está abaixo do desejado e deve demorar para retornar ao patamar de antes da pandemia. No entanto, o segundo semestre costuma trazer um aumento de consumo por causa das celebrações de fim de ano, o que pode resultar em uma ligeira alta no preço das carnes.

Exportações seguem em alta para China, mas desaceleração econômica preocupa. Yanaguizawa reforça que os asiáticos seguirão como maior comprador de carne brasileira, mas lembra que a economia do país tem decepcionado nos últimos meses. Além disso, a incidência de casos de PSA (peste suína africana) acende um alerta que podem favorecer os produtores brasileiros.

O filé-mignon não é o corte preferido para exportação. Países da Ásia preferem carnes mais gordurosas, como acém e músculo, cupim, peito e paleta.. Com isso, a demanda externa tende a segura mais os preços das carnes de segunda.

O mercado consumidor normalmente é mais forte na segunda metade do ano. Temos contratações temporárias, 13º salário. Apesar de todas as dúvidas com relação à situação econômica, que tem diversos indicadores positivos, mas também tem diversos indicadores que deixam o cenário de cautela.
Hyberville Neto

O processo de desaceleração econômica só não impacta o consumo de carne bovina, que é a proteína mais cara, porque a China também vem sofrendo interferência do mercado de suínos, com novos casos de PSA, que geralmente voltam a aparecer no final do ano, com a chegada do inverno.
Wagner Yanaguizawa, do Rabobank

Informações UOL


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante julgamento dos réus acusados de atos antidemocráticos
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante julgamento dos réus acusados de atos antidemocráticos Imagem: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Os votos díspares dos ministros Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques, dados no primeiro dia de julgamento dos réus do 8 de janeiro, são indícios de que o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) terá de se debruçar em um trabalho complexo: definir a pena a ser imposta aos condenados.

Por um lado, a condenação do grupo é uma tendência entre os ministros; por outro, a pena atribuída aos réus tem potencial para gerar debate. Moraes sugeriu pena de 17 anos de prisão ao réu do primeiro julgamento. Nunes Marques baixou para 2 anos e 6 meses em regime aberto.

Além da pena de prisão, ambos sugeriram o pagamento de multa. Moraes, no valor aproximado de R$ 44 mil. O relator também fixou multa coletiva por danos públicos no valor total de R$ 30 milhões, a serem pagos por todos os condenados pelos atos golpistas.

Nunes Marques votou pelo pagamento de multa no valor aproximado de R$ 26,4 mil ao réu do primeiro julgamento.

Outro ponto de divergência entre os ministros são os crimes nos quais os réus serão enquadrados. Nunes Marques votou para condenar o réu pela invasão e depredação dos prédios públicos durante os atos golpistas. Absolveu, no entanto, dos crimes mais graves, como tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.

Zanin será o primeiro a votar hoje

O julgamento será retomado na manhã desta quinta-feira (14) com o voto de Cristiano Zanin. A expectativa é que a votação termine ainda hoje, no fim da tarde. Depois da condenação, os ministros começarão a decidir a chamada dosimetria da pena —ou seja, o tempo de prisão e o valor da multa.

Essa parte final do julgamento, que pode demandar tempo de discussão entre os ministros, poderá ser adiada para a próxima semana, a depender da disparidade dos outros votos a serem dados em plenário.

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