
O Ministério da Justiça pediu a todos os comandantes-gerais de Polícia Militar do Brasil, no início do mês, uma colaboração para políticas de combate ao crime organizado no país. A pasta aponta que um dos motivos do crescimento das organizações criminosas é a falta de integração entre os estados com o governo federal.
O pedido foi enviado aos estados por meio do presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais de Polícias Militares, Paulo José Reis, o coronel Coutinho, chefe da PM na Bahia. As informações são da coluna de Guilherme Amado do portal Metrópoles.
No e-mail, foi anexada a proposta do Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, lançado pelo Ministério da Justiça no início de outubro, para que as polícias militares contribuam com o “aperfeiçoamento do programa”.
Anunciado pelo ministro Flávio Dino, o Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas será desenvolvido em cinco eixos e terá um investimento de R$ 900 milhões.
Fonte: Bahia Notícias
Luciane Barbosa Farias foi recebida duas vezes por secretários do ministro da Justiça em menos de 3 meses neste ano; ela é casada com líder do Comando Vermelho no Amazonas

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, declarou nesta sexta-feira, 17, que o termo “dama do tráfico amazonense”, como é conhecida Luciane Barbosa Farias, foi uma invenção do jornal O Estado de S. Paulo.
O apelido seria relacionado ao fato de que Luciane é mulher de Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, líder da facção criminosa Comando Vermelho no Amazonas e preso desde dezembro de 2022.
“O repórter que fez a matéria confessou, e depois apagou, que foi ele que criou o nome ‘dama do tráfico’. Ele que criou. Ele que inventou. Ele disse isso”, disse Dino em entrevista a jornalistas.
A expressão teria sido usada pela primeira vez pelo jornal na segunda-feira 13. Luciane afirmou no dia seguinte que nunca havia sido chamada assim e que tomou conhecimento do termo por meio do noticiário.
“Nunca fui conhecida como ‘dama do tráfico’, e sim como ‘Lu Farias’”, disse.
A Dama do Tráfico foi recebida duas vezes no Ministério da Justiça em menos de três meses e se encontrou com congressistas governistas ao longo do ano.
O ministro afirmou que não demitirá os assessores que participaram de audiências com ela.

Em relação aos pedidos de impeachment feitos por parlamentares por causa do episódio, Flávio Dino respondeu de forma irônica.
Segundo ele, não pode sofrer uma suposta destituição por um ato que não cometeu e que, “por sua vez, não é criminoso”.
“Não existe na lei penal o crime de receber uma pessoa, fazer reunião com uma pessoa condenada”, argumentou.
O ministro voltou a afirmar que os secretários Elias Vaz e Rafael Velasco não conheciam Luciane e não erraram em tê-la recebido.
“Aí dizem: ‘mas ela era condenada’. Mentira. Ela foi recebida em março, a condenação foi em outubro”, disse.
“Quando você olha essa história, não sobre rigorosamente nada.”
Informações Revista Oeste

Nesta sexta-feira (17), uma fã morreu durante o show da cantora Taylor Swift, no Rio de Janeiro. A vítima foi identificada como Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos.
Ana Clara morava no Mato Grosso e era estudante de Psicologia na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). As informações são do G1.
Durante a apresentação da artista americana, vários fãs passaram mal por causa do calor.
Segundo amigos, Ana Clara amava Taylor Swift e estava realizando o sonho de viajar para assistir ao show. Em suas redes, a estudante chegou a publicar vídeos de sua ida ao estádio do Engenhão, onde aconteceu o evento.
A Associação Atlética Acadêmica de Psicologia da UFR emitiu uma nota prestando condolências à família e aos amigos.
Taylor chegou a usar as redes sociais para lamentar a morte da fã e destacou que está com o coração partido.
– Não acredito que estou escrevendo essas palavras, mas é com o coração partido que digo que perdemos uma fã hoje à noite – disse a cantora no trecho de uma nota publicada nos stories do Instagram.
Informações Pleno News

Maycon em ação durante Corinthians x Palmeiras, jogo do Campeonato Brasileiro
Imagem: Carla Carniel/Reuters
Faltam quatro rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, mas já é possível afirmar que o Palmeiras terminará a competição à frente do Corinthians pelo sexto ano consecutivo.
Mesmo que o Corinthians vença todos os jogos restantes, e o Palmeiras perca todos, o Alviverde terminará o Brasileirão à frente. O Alvinegro chegaria a 56 pontos, e o time comandado por Abel Ferreira ficaria com seus mesmos 62 pontos — a equipe alviverde disputa ponto a ponto o título da competição.
O Palmeiras é o líder da competição com 62 pontos, enquanto o Corinthians é apenas o 11º com 44. O time do Parque São Jorge respirou na briga contra o rebaixamento após a vitória contra o Grêmio na última rodada.
Este será o sexto ano seguido em que o Palmeiras terminará o Brasileirão à frente de seu principal rival. A última vez que o Corinthians superou a pontuação do Alviverde foi em 2017, ano em que o Alvinegro ficou com o título brasileiro — o Palmeiras foi o vice-campeão.
O Palmeiras igualou marca histórica do Corinthians. Os corintianos, entre 2010 e 2015, terminaram o Brasileirão à frente do Alviverde — e, com o campeonato de 2023, o Palmeiras iguala essa marca.
2003 – Corinthians, 59 pontos, 15º. Palmeiras na Série B.
2004 – Palmeiras, 79 pontos, 4º. Corinthians, 74 pontos, 5º.
2005 – Corinthians, 81 pontos, 1º. Palmeiras, 70 pontos, 4º.
2006 – Corinthians, 53 pontos, 9º. Palmeiras, 44 pontos, 16º.
2007 – Palmeiras, 58 pontos, 7º. Corinthians, 44 pontos, 17º (rebaixado).
2008 – Palmeiras, 65 pontos, 4º. Corinthians na Série B.
2009 – Palmeiras, 62 pontos, 5º. Corinthians, 52 pontos, 10º.
2010 – Corinthians, 68 pontos, 3º. Palmeiras, 50 pontos, 10º.
2011 – Corinthians, 71 pontos, 1º. Palmeiras, 50 pontos, 11º.
2012 – Corinthians, 57 pontos, 6º. Palmeiras, 34 pontos, 18º (rebaixado).
2013 – Corinthians, 50 pontos, 10º. Palmeiras na Série B.
2014 – Corinthians, 69 pontos, 4º. Palmeiras, 40 pontos, 16º.
2015 – Corinthians, 81 pontos, 1º. Palmeiras, 53 pontos, 9º.
2016 – Palmeiras, 80 pontos, 1º. Corinthians, 55 pontos, 7º.
2017 – Corinthians, 72 pontos, 1º. Palmeiras, 63 pontos, 2º.
2018 – Palmeiras, 80 pontos, 1º. Corinthians, 44 pontos, 13º.
2019 – Palmeiras, 74 pontos, 3º. Corinthians, 56 pontos, 8º.
2020 – Palmeiras, 58 pontos, 7º. Corinthians, 51 pontos, 12º.
2021 – Palmeiras, 66 pontos, 3º. Corinthians, 57 pontos, 5º.
2022 – Palmeiras, 81 pontos, 1º. Corinthians, 65 pontos, 4º.
*A reportagem usou o recorte do Brasileirão na era dos pontos corridos, a partir de 2003.
Informações UOL

Foto: Reprodução/CNN.
Negociadores do Mercosul e da União Europeia voltam a se reunir na próxima semana, em Brasília, com o objetivo de encaminhar um acordo de livre comércio entre os dois blocos.
As discussões evoluíram bastante nos últimos dois meses e deixaram os dois lados com a expectativa de finalmente anunciar o fechamento do acordo na cúpula de presidentes do Mercosul, marcada para 7 de dezembro, no Rio de Janeiro.
O “risco Javier Milei” entra como pano de fundo. A passagem de bastão presidencial na Argentina ocorre no dia 10 de dezembro. Milei, líder na maioria das pesquisas, já defendeu a saída do Mercosul em diversas entrevistas.
Na avaliação reservada de funcionários do governo brasileiro, o fechamento do acordo é uma forma de preservar o Mercosul e convencer Milei a apostar no bloco. O ultraliberal quer uma abertura econômica mais rápida da Argentina.
Se o candidato governista Sergio Massa vencer as eleições de domingo (19) e fizer uma gestão mais protecionista do ponto de vista comercial, como costuma ocorrer quando um peronista está na Casa Rosada, o Brasil poderá levar o acordo adiante mesmo assim — desde que esteja assinado.
Em 2019, os países do bloco sul-americano aprovaram uma “cláusula de vigência bilateral” para o tratado com a UE. Isso significa que o acordo entra em vigência em um dos sócios do Mercosul tão logo ele seja ratificado pelo legislativo de cada país individualmente, sem a necessidade de espera por todos — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Nos últimos dois meses, segundo relatos feitos à CNN, houve avanços relevantes nas conversas. Uma nova rodada de negociações será realizada entre quinta-feira e sábado da próxima semana.
Entre os avanços recentes e nos quais existe uma perspectiva de consenso estão os seguintes pontos:
A grande pendência, ainda por resolver, é a criação de um fundo de 12 bilhões de euros — mais de R$ 60 bilhões pela taxa de câmbio atual — para ajudar os países do Mercosul a implementar políticas ambientais e de redução do desmatamento. A UE financiaria esse fundo, mas resiste a injetar tantos recursos.
Na volta da COP28, nos Emirados Árabes, Lula fará uma escala na Alemanha e se reunirá com o primeiro-ministro Olaf Scholz. Eles provavelmente falarão sobre o acordo.
Em ambos os blocos, predomina um sentimento de que existe uma janela de oportunidade para concluir de vez o tratado — mas ela está se fechando.
A Espanha, maior defensora do acordo na UE, preside o bloco neste semestre. Depois, passa o bastão para outros países europeus bem menos interessados no tema. A Bélgica lidera o grupo na primeira metade de 2024. Depois, vem a Hungria. Nenhum deles tem engajamento especial com os sul-americanos.
No Mercosul, o Brasil será sucedido pelo Paraguai. O presidente paraguaio, Santiago Peña, já disse que não pretende manter as negociações em andamento caso elas não sejam fechadas por Lula até o dia 7 de dezembro.
Créditos: CNN.

O Ministério Público Federal em São Paulo decidiu acompanhar a investigação da Polícia Federal sobre suposto crime de ‘importunação intencional’ de uma baleia-jubarte em São Sebastião, litoral Norte de São Paulo, em junho deste ano.
O inquérito foi aberto com base em vídeo que mostra um homem pilotando um jet ski e se aproximando do grande cetáceo, que pode atingir 15 metros de comprimento e pesar até 30 toneladas.
A suspeita da Procuradoria é que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria o condutor do veículo aquático que ficou muito perto do mamífero.
A apuração da PF se debruça sobre possíveis crimes previstos em lei que proíbe a pesca ou ‘molestamento intencional’ de baleias.
A portaria de instauração de procedimento administrativo de acompanhamento da Procuradoria foi publicada nesta sexta, 17, no Diário Oficial do Ministério Público Federal.
O documento é assinado pela procuradora da República Marília Soares Ferreira. A unidade da Procuradoria em Caraguatatuba, no litoral paulista, ficará responsável por verificar as apurações da PF sobre o caso.
O ingresso da Procuradoria na investigação se dá a pedido do Ibama – que também investiga o caso – e é desdobramento de uma apuração preliminar do MPF sobre o episódio.
A notícia de fato foi aberta após circularem nas redes vídeos do jet ski com motor ligado chegando a até cerca de 15 metros da jubarte. Segundo a Procuradoria, o mamífero apresentava ‘comportamento aéreo’ – quando surge na superfície batendo na água com a nadadeira peitoral e a cauda.
A Procuradoria ressalta que o condutor da moto aquática não só pilotava o veículo a uma distância inadequada da baleia, mas também gravava um vídeo de seu celular. “Atribui-se a identidade desta pessoa, supostamente, ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro”, diz a portaria publicada nesta sexta, 17.
O homem não é predador natural da baleia – alvo de tubarões gigantes e orcas. Mas o ‘molestamento intencional’, por parte do ser humano pode resultar em eventual punição.
Segundo a Procuradoria, o procedimento administrativo se dá para o ‘acompanhamento de fatos, procedimentos e políticas públicas que, a princípio, não ensejam a autuação de inquérito civil’.
O caso sob investigação da PF ocorreu em junho deste ano em São Sebastião. O ex-presidente passou o feriado de Corpus Christi na região, onde se encontrou com o vereador Wagner Teixeira, que foi multado pelo Ibama por ‘desrespeito às regras de observação de baleias’.
Créditos: UOL.

Bananeiros do Paraguai e da Bolívia disseram basta à Argentina. Com mais de US$ 20 milhões a receber dos argentinos, os fornecedores da fruta desses dois países decidiram suspender as exportações e, a partir dessa semana, caminhões não vão mais cruzar a fronteira.
A medida foi acompanhada por um protesto. Em Assunção, bananeiros paraguaios fizeram um “bananaço” na terça-feira (15) em frente à Embaixada da Argentina. Aos motoristas e pedestres, os cachos que deveriam estar nos supermercados em Buenos Aires, Córdoba e Mendonza eram distribuídos gratuitamente.
A Câmara Paraguaia de Banana e Abacaxi (Capabap) estima que compradores argentinos devem mais de US$ 10 milhões por frutas exportadas, mas não pagas. A mesma situação acontece na Bolívia, onde a dívida somaria valor semelhante.
Do Paraguai, anualmente cerca de 3.200 caminhões cruzam a fronteira por ano para entregar bananas ao mercado argentino. O plantio e comercialização da fruta emprega cerca de 2.500 famílias paraguaias e dá cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos, estima a Capabap.
A falta de pagamento aos bananeiros é apenas uma amostra da dificuldade do comércio exterior da Argentina na atual crise que tem alta inflação e falta de dólares.
Para importar, empresas argentinas precisam registrar as operações no SIRA, o Sistema de Importações da República Argentina. Com os dados no sistema, as importações são aprovadas ou não pelo governo.
Uma amostra do funcionamento desse sistema aconteceu no último dia 4 de setembro. Nessa data, é comemorado o Dia da Indústria na Argentina. Em um evento do setor industrial, o atual ministro da Economia e candidato governista à presidência Sergio Massa anunciou – com clima de festa – a aprovação de pedidos de importação que somavam cerca de US$ 700 milhões.
Ter a autorização, porém, é apenas o primeiro passo para concluir as compras do exterior.
Dados do Banco Central da Argentina mostram que importadores de bens somavam dívida de US$ 36,9 bilhões em junho. Havia, ainda, US$ 10,9 bilhões a pagar em serviços do exterior.
Os valores se referem aos compromissos de empresas argentinas que compraram bens e serviços em outros países. E uma parte desse dinheiro é aguardado exatamente pelos bananeiros paraguaios e bolivianos.
Para efeito de comparação: essa dívida comercial de US$ 47,8 bilhões já é maior que todo o valor que a Argentina deve ao Fundo Monetário Internacional, que soma atualmente cerca de US$ 41 bilhões.
Créditos: CNN.

A CNN obteve acesso exclusivo, fornecido pelo Exército de Israel, a vídeos gravados pelas câmeras corporais de homens do Hamas durante o início do ataque surpresa contra Israel em 7 de outubro.
As FDI alegam ter divulgado o vídeo para mostrar a realidade do que aconteceu em 7 de outubro, um dia que as autoridades israelenses compararam ao 11 de setembro, quando cerca de 1.200 pessoas foram mortas e outras mais de 200 feitas reféns pelo grupo radical islâmico.
As imagens mostram o amanhecer do 7 de outubro enquanto um grupo de extremistas do Hamas aguarda em uma caminhonete branca. Eles se certificam de que suas câmeras corporais estão ligadas e suas armas, prontas.
Uma explosão à distância parece ser o sinal para se mover. Enquanto correm para a fronteira, os homens gritam “Allahu Akbar”, uma frase que significa “Deus é grande” em árabe.
Após três minutos de condução, atravessaram a primeira barreira fronteiriça que separa Gaza de Israel.
A cerca é destruída, o que deixa uma grande abertura por onde eles passam. É difícil saber se é por causa da explosão ouvida momentos antes.
Esses registros também marcam a primeira vez que Israel divulga publicamente imagens dos túneis do Hamas em Gaza, que teriam sido usados nos atos.
Fios correm ao longo dos poços, embora não haja iluminação aparente no teto. O único ponto brilhante vem de uma lanterna. Alguns suprimentos são vistos no chão.
A gravação tem 100 minutos ininterruptos, começa antes do ataque e segue até a filmagem ser interrompida. A CNN localizou geograficamente os locais vistos nas imagens e confirmou que correspondem a outras imagens do ataque.
Ao passar pela primeira cerca da fronteira, o atirador com a câmera grita repetidamente: “Vá para a direita!” Ele parece saber para onde se dirige, indicando a profundidade do planejamento e da coordenação do que ocorria.
Menos de dois minutos depois, os extremistas atravessam a segunda cerca de segurança. Eles estão em Israel e se dirigem para um kibutz, correndo por estradas de terra entre campos arados e um grupo de motocicletas. Muitos dos homens têm rifles AK-47, outros carregam granadas penduradas nas costas.
Fogo aberto
Aos 17 minutos de vídeo, a caminhonete para e um atirador abre fogo pela primeira vez em campo aberto. Edifícios israelenses são visíveis à distância. Não está claro se ele acerta alguma coisa. Por alguns minutos, o grupo se reúne e ouve orientações para não desperdiçar munição.
Eles agradecem a Deus por chegar tão longe e se perguntam onde estão os soldados israelenses. Seu movimento tem sido praticamente desimpedido, mesmo após o cruzamento da fronteira.
Em um campo perto da cidade de Kissufim, o homem com a câmara deixa o carro e avança, junto de outros membros da organização. Ele passando por um indivíduo que prepara uma granada. Eles cobrem um ao outro e avançam atirando.
O atirador avista um soldado israelense no chão e, à queima-roupa, abre fogo repetidamente, matando o militar.
Enquanto é alcançado por seus colegas, ele pega o rifle do soldado israelense. O atirador vira a câmera para si mesmo para um vídeo de “selfie”. Ele comemora o feito, diz ter 24 anos e ser pai. Pede a Deus a vitória e o “merecido martírio”.
A partir daqui, o grupo acelera em motos. O atirador grita de alegria ao passar por cadáveres israelenses espalhados pela rua.
Sessenta e cinco minutos após atravessar a cerca de Gaza, o homem armado com a câmera corporal e o grupo que viajava à sua volta celebram um reinado quase livre em Israel, viajando impunemente pelas estradas vazias. No trajeto, passaram pelas cidades de Ein HaShlosha e Kisufim.
Neste momento, o grupo se aproxima de uma base militar perto do kibutz de Re’im. O atirador diminui a distância e dispara com a arma que tirou do soldado israelense ao se aproximar do portão. Alguém da base responde.
Créditos: CNN.
O homem grita ao ser atingido e cai no chão. A câmera oscila ligeiramente para frente e para trás conforme sua respiração se torna rápida e superficial.
Sua parte no ataque chega ao fim. Mas o terror daquele 7 de outubro persistiria durante horas.
Informações TBN

Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data desta sexta-feira (17) revela que 77% dos brasileiros discordam das falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que comparam o Estado de Israel ao grupo terrorista palestino Hamas. Dos entrevistados, 23% concordam com o presidente da República.
O levantamento mostra ainda que 86% da população acompanha o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio — apenas 14% não. Do total de participantes, 66% acreditam que Israel está correto no conflito, 18% dizem que o Hamas está certo e 16% responderam que nenhum dos dois têm razão.
Os dados revelam também que 73% acham que o Brasil deveria classificar o Hamas como grupo terrorista, como fazem Reino Unido, Estados Unidos, Japão e União Europeia. Cerca de 15% discordam. Dos entrevistados, 12% não sabem ou não responderam.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre 16 e 17 de novembro em todo o país. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Record.
Na avaliação da professora de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP) Maristela Basso, os números da pesquisa demonstram que os brasileiros estão engajados no que acontece no mundo. “Isso é um bom sinal de que o acesso à informação e ao conhecimento aumentou. Também revela que os brasileiros apoiam Israel e a causa dos judeus e não aceitam pautas de autodeterminação de um povo com base em tirania, agressão e arbitrariedade. Os brasileiros se identificam mais com a causa israelense”, afirma.
Para Denilde Holzhacker, professora de relações internacionais na Escola Superior Paulista de Marketing (ESPM), o levantamento revela que a perspectiva do governo é diferente da que a maioria dos brasileiros tem. “A pesquisa mostra que a população difere da visão do governo sobre o conflito, mostrando uma maioria que apoia Israel e a favor da classificação do Hamas como grupo terrorista”, analisa.
O cientista político e professor de opinião pública do Centro Universitário UDF André Rosa diz que o presidente Lula tenta associar o aspecto negativo de Israel ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O primeiro ponto é que a gente percebe no presidente Lula que ele tenta atribuir um viés bolsonarista ao apoio a Israel, já que o ex-presidente era um aliado forte do país. Tem uma jogada política de forma que gere impacto político negativo a Jair Bolsonaro”, afirma.
Para ele, o resultado da pesquisa pode influenciar nos discursos dos membros do governo. “É uma estratégia de inteligência política que não está produzindo efeitos, como mostra o estudo. A opinião pública é cíclica. Com esses resultados da pesquisa, o Executivo federal pode mudar de estratégia. Esse percentual tem um poder grande de influenciar as ações do Planalto. Isso porque as ações políticas não são lineares — são moldadas justamente pela opinião pública”, argumenta.
Valdir Pucci, cientista político e doutor em direito constitucional, diz que a pesquisa mostra que os brasileiros têm a “visão clara” de separar o povo palestino do grupo terrorista Hamas. “Vejo como consequência de que a população passou a enxergar esse grupo como praticante efetivo de ataques terroristas com o objetivo de acabar com o Estado de Israel.”
Para o especialista, os números revelam que a população espera que Lula classifique publicamente o Hamas como um grupo terrorista. “Agora, é preciso que o próprio presidente, que evita fazer esse tipo de afirmação, diga que o Hamas é sim um grupo terrorista. A população, como mostra a pesquisa, está fazendo uma avaliação melhor do que o próprio presidente da República — de que Israel, na verdade, se defende”, argumenta.
Créditos: R7.

Com o acesso e o título garantido com duas rodadas de antecedência, o Vitória entrará em campo para conseguir sua melhor campanha na Série B. O Rubro-Negro recebe o Sport neste sábado (18), no Barradão, às 17h, pela 37ª rodada da Segunda Divisão. Após a partida, o time baiano vai receber a taça de campeão da Segundona.
Para o confronto, o técnico Léo Condé contará com os retornos do volante Rodrigo Andrade e do meia Gegê após suspensão. No entanto, o time não terá o atacante Léo Gamalho que está no departamento médico. Iury Castilho deve ser deslocado para a função de centroavante.
O Leão tem 69 pontos. Já os pernambucanos estão em sexto, com 60 somados.
metro1