
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a 7ª fase da Operação Compliance Zero para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas às apurações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo informações da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, o investigado é o perito criminal federal João Cláudio Nabas.
Investigação do vazamento
A operação teve como alvo um perito da PF suspeito de repassar informações obtidas durante as investigações a um profissional da imprensa. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e aplicadas medidas cautelares.
Entre as medidas autorizadas pela Justiça está o afastamento do servidor de suas funções públicas. As investigações apontam que ele teria compartilhado dados sigilosos relacionados à análise de materiais apreendidos em fases anteriores da operação.
Esquema investigado
A Polícia Federal apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e opositores ligados ao grupo investigado. O caso tramita no STF por envolver servidores federais e pessoas com foro privilegiado.
Até o momento, a PF não informou quais conteúdos teriam sido vazados nem detalhou os materiais analisados pelo perito. A defesa do investigado também não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem.
*Metro1
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

Foto: Gustavo Moreno/STF
Num momento em que o STF (Supremo Tribunal Federal) tem apenas uma ministra entre seus 10 magistrados, 51% dos brasileiros dizem ser muito importante e 18% um pouco importante a escolha de uma mulher para a corte. Outros 27% afirmam não ser nada importante esse critério.
Além disso, 46% dizem ser muito importante e 16% um pouco importante a indicação de uma pessoa negra, enquanto 34% afirmam que essa condição não tem importância para a composição do tribunal. Atualmente, só dois ministros do STF se declaram pardos (Kassio Nunes Marques e Flávio Dino) —os demais são brancos.
As opiniões foram coletadas em pesquisa Datafolha realizada na semana passada, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na terça (12) e na quarta (13).
O STF está com a vaga de seu 11º ministro em aberto desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
O presidente Lula (PT) indicou Jorge Messias, advogado-geral da União para substituí-lo, mas sofreu no mês passado uma derrota histórica no Senado —a primeira rejeição, desde 1894, de um escolhido pelo presidente da República para a corte.
Segundo a pesquisa Datafolha, 59% das pessoas não ficaram sabendo que Messias foi rejeitado. Entre os que souberam, 53% afirmam que isso deixou o governo mais fraco, enquanto 7% dizem que ficou mais forte. Para 36%, o episódio não interferiu na força da gestão Lula.
O levantamento do Datafolha aponta que 46% dos brasileiros dizem ser muito importante e 20% um pouco importante que a pessoa escolhida seja religiosa, característica que era apontada como um dos ativos de Messias, evangélico cuja indicação também era vista como aceno do atual presidente a esse segmento.
Agora, diante da rejeição dele pelo Senado, há mais uma vez a cobrança de algumas entidades em defesa da indicação de uma mulher negra para o STF. Como mostrou a Folha, porém, Lula manifestou a aliados a intenção de reenviar o nome de Messias, apesar de entraves como uma norma do próprio Senado.
Entre quem pretende votar em Lula, 64% dizem ser muito importante a indicação de uma mulher e 60% de uma pessoa negra. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), esses índices caem para 41% e 35%, respectivamente.
A partir de uma lista com oito itens, o Datafolha perguntou se os entrevistados avaliavam determinadas características como muito, um pouco ou nada importantes para a pessoa escolhida para uma cadeira no Supremo.
O item que teve maior taxa de concordância foi o de conhecimento jurídico. Para 85%, é muito importante que os indicados tenham ótimo saber sobre o direito. Mas 6% avaliaram tal ponto como apenas um pouco importante e outros 6% como nada importante. A Constituição exige “notável saber jurídico” e “reputação ilibada” para ser ministro do STF.
Os resultados da pesquisa expõem a valorização de algumas características que não seriam necessárias ou recomendáveis para magistrados do tribunal —diante do papel que devem desempenhar, com imparcialidade e equidistância entre as partes.
Para 51%, é muito importante que o indicado ao Supremo tenha lealdade total ao presidente da República que o indicou, enquanto 25% dizem que tal item não é nada importante.
Além disso, 47% veem como muito importante que o nome escolhido para o tribunal tenha afinidade política com deputados federais e senadores.
Ao mesmo tempo, em uma aparente contradição, 64% dizem esperar que os ministros do STF sejam independentes de políticos e partidos.
Por fim, são 53% aqueles que veem como de muita importância o apoio dos atuais magistrados do Supremo a quem tiver que ocupar a próxima cadeira.
No início de seu terceiro mandato, Lula tinha em seu horizonte a perspectiva de indicar dois integrantes ao STF. Diante da aposentadoria antecipada de Barroso, teve esse número elevado para três.
A derrota do presidente com a rejeição de Messias ocorreu num contexto em que tanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), quanto uma ala do Supremo tinham outro nome favorito: o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Ao optar por Messias, Lula se contrapôs tanto a esses grupos como aos pleitos de parte de seus aliados por uma mulher na mais alta corte do país.
Assim como nas suas duas últimas indicações, o petista também priorizou um nome de sua confiança, em sintonia com seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que chegou a dizer, à época da escolha de Kassio Nunes Marques, que seu indicado precisava ser alguém que tomasse “uma cerveja” ou “uma tubaína” com ele.
Para a primeira vaga aberta, em 2023, Lula nomeou seu advogado pessoal Cristiano Zanin. Na sequência, indicou Flávio Dino, seu aliado e à época ministro da Justiça de seu governo, para o posto até então ocupado pela ministra Rosa Weber. Com isso, a corte que tinha duas mulheres passou a ter apenas Cármen Lúcia.
Quanto à pergunta sobre ter lealdade total ao presidente da República que fez a indicação, 63% dos eleitores de Lula avaliam que tal ponto é muito importante, ante 45% dos que preferem Flávio Bolsonaro.
Como mostrou a Folha, caso a indicação de Messias fosse confirmada pelo Senado, o Supremo seguiria com maioria de ministros homens ao menos por quase duas décadas, mesmo que todas as próximas vagas sejam preenchidas por mulheres. Isso considerando a permanência dos ministros na corte até a idade de aposentadoria obrigatória, de 75 anos.
Caso a cadeira deixada vaga por Barroso não seja preenchida neste mandato, quem ganhar as eleições presidenciais deste ano poderá indicar até quatro nomes para o tribunal.

O sorteio da Mega-Sena previsto para esta terça-feira (19) foi suspenso pela Caixa Econômica Federal devido à realização do concurso especial de 30 anos da modalidade, marcado para o próximo domingo (24). Os concursos de quinta-feira (21) e sábado (23) também não ocorrerão.
O sorteio comemorativo terá prêmio estimado em R$ 300 milhões e seguirá regras específicas das Loterias Caixa, sem possibilidade de acumulação. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor será dividido entre os ganhadores da faixa seguinte, com cinco acertos, e assim sucessivamente.
Apesar de a Mega-Sena ter completado 30 anos oficialmente em 11 de março, o concurso especial será realizado neste fim de semana. As apostas já podem ser feitas nas lotéricas e canais oficiais da Caixa.
Segundo estimativas da instituição, caso um único apostador ganhe sozinho o prêmio principal e aplique o valor na poupança, o rendimento mensal poderá ultrapassar R$ 1 milhão, dependendo das regras vigentes da aplicação e das condições econômicas do período.
Informações Metro1

A Meta vai demitir cerca de 8 mil funcionários nesta quarta-feira, 20. O corte atinge 10% de toda a força de trabalho da gigante da tecnologia, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp. O anúncio dos cortes ocorreu por meio de um comunicado interno enviado aos trabalhadores pela chefe de recursos humanos da companhia, Janelle Gale.
A onda de demissões coincide com uma reformulação profunda no modelo de negócios da corporação. O CEO Mark Zuckerberg decidiu que o futuro da empresa depende exclusivamente do avanço da inteligência artificial. A Meta planeja gastar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões este ano para erguer centros de dados e enfrentar concorrentes de peso como o Google e a OpenAI.
A direção da empresa ordenou que todos os funcionários trabalhem em regime de home office no dia das demissões. Os avisos de dispensa chegarão por e-mail a partir das 4 horas da manhã, no horário local de cada região. Os demitidos nos Estados Unidos terão direito a 16 semanas de pagamento base, além de duas semanas extras de salário para cada ano de serviço prestado na firma.
Ao mesmo tempo em que enxuga o quadro de pessoal, a Meta vai transferir 7 mil empregados sobreviventes para novas funções operacionais. O grupo vai integrar quatro novas divisões internas focadas na criação de aplicativos nativos de IA. Essa mudança esvazia de vez o metaverso, aposta anterior de Zuckerberg que naufragou e gerou demissões em massa no ano passado.
As decisões da diretoria acenderam uma crise interna com os trabalhadores nos escritórios. Empregados espalharam panfletos de protesto e tomaram a rede interna Workplace com críticas pesadas à liderança. Os funcionários acusam a cúpula da Meta de esconder os planos de demissão por mais de um mês e reagiram postando imagens de elefantes nas mensagens dos chefes, em alusão ao problema ocultado.
Mais de mil colaboradores assinaram uma petição contra os novos métodos de vigilância da Meta. A empresa adotou softwares que rastreiam o movimento do mouse dos funcionários para treinar sistemas de inteligência artificial a imitarem o comportamento humano. A Meta também cancelou 6 mil vagas de emprego que estavam abertas e incluiu o uso de IA na avaliação de desempenho do pessoal.
O movimento da Meta acompanha uma faxina corporativa que assombra o Vale do Silício. As grandes marcas do setor de tecnologia justificam os cortes de pessoal como uma necessidade para aumentar a eficiência na era dos algoritmos. Na semana passada, a Cisco demitiu 4 mil trabalhadores para injetar mais dinheiro em IA, caminho já trilhado por Microsoft, Block e Coinbase.
Informações Revista Oeste

O grupo Prerrogativas, formado por advogados aliados do presidente Lula, e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, 19, um pedido de investigação de repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação é do jornal O Globo.
Eles também querem que a Corte impeça a exibição do filme antes das eleições para supostamente não impactar o pleito no qual Lula deve disputar a reeleição e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o principal opositor. Para embasar o pedido, eles citam uma decisão do próprio TSE, de 2022, quando os ministros censuraram previamente um documentário da Brasil Paralelo sobre a facada em Bolsonaro.
O longa-metragem, que recebeu R$ 61 milhões do Master, tem lançamento previsto para setembro, um mês antes das eleições presidenciais. Para os aliados de Lula, o filme poderia funcionar como “peça de comunicação política de enorme impacto”, além de representar suposta propaganda eleitoral velada, custeada por “recursos milionários cuja origem é considerada suspeita”.
Segundo a petição, “o conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral”, afirma o documento, conforme O Globo.
A petição também solicita que o caso seja comunicado à Polícia Federal, ao Banco Central, à Receita Federal, ao Ministério da Justiça e ao Coaf para apuração de supostos crimes. Eles citam lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de beneficiário final, fraude cambial, falsidade documental, crimes financeiros e organização criminosa.
Os petistas fundamentaram o pedido em uma decisão do próprio TSE de 2022, quando o tribunal suspendeu o lançamento do documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?, da produtora Brasil Paralelo, durante o período eleitoral.
A obra em questão seria exibida em 24 de outubro de 2022, seis dias antes do segundo turno, mas teve a divulgação interrompida e só foi ao ar depois da vitória de Lula. Segundo TSE, a censura prévia era justificada pela suposta ameaça ao pleito.
“A aplicação do precedente ao caso ‘Dark Horse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirmaram os petistas, segundo O Globo.
Os detalhes do roteiro e da pós-produção de Dark Horse não foram integralmente divulgados, mas o filme vai destacar o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, com cenas já gravadas em São Paulo e o ator Jim Caviezel a encenar o episódio.

A ação será distribuída para um dos ministros do TSE, atualmente presidido por Nunes Marques. Em fevereiro, o TSE negou liminares dos partidos Novo e Missão para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula, classificado como propaganda antecipada pela oposição. O desfile exaltou o presidente. A escola ficou em último lugar e foi rebaixada. O samba-enredo fazia referência a um jingle de campanha de Lula, e componentes usaram fantasia com estrela vermelha, marca do PT. O PL pediu investigação do financiamento do desfile, mas o caso foi arquivado.
Informações Revista Oeste

O Congresso Nacional analisa nesta terça-feira (19) a Medida Provisória (MP) 1334/26, que trata sobre o reajuste do piso salarial dos professores da educação básica em todo o Brasil. A proposta está em discussão na comissão mista responsável pela matéria.
A MP prevê um reajuste de 5,4% no piso nacional dos professores. Com isso, o salário passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, levando em conta uma jornada de 40 horas semanais.
O texto prevê uma atualização anual do piso salarial dos professores da educação básica, levando em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A MP também estabelece que o reajuste não pode ser inferior à inflação do período.
A discussão e votação da matéria estão previstas para quarta-feira (20). A medida provisória perde a validade em 1º de junho caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional.
Informações Bahia.ba
Especialistas cobram mais controle sobre plataformas digitais e proteção aos consumidores

Foto: divulgação
]O celular virou cassino de bolso para milhões de brasileiros. Em poucos cliques, jogos de apostas online prometem dinheiro rápido e ganhos fáceis. Mas, por trás da expansão acelerada das chamadas BETs, especialistas alertam para um cenário de vulnerabilidade social, aumento do vício em jogos, brechas regulatórias e dificuldades de fiscalização.
A regulamentação das apostas esportivas e jogos online ganhou força com a Lei nº 14.790/2023, conhecida como Lei das BETs. A proposta era criar regras para funcionamento do setor e ampliar a arrecadação tributária. Na prática, porém, o crescimento explosivo das plataformas digitais tem levantado questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos de controle previstos na legislação.
Para o advogado Fábio Freire, o avanço das apostas ocorreu em ritmo muito superior à capacidade de fiscalização do poder público. “A regulamentação foi importante, mas ainda existem falhas relevantes de proteção ao consumidor. Especialistas apontam que algumas plataformas utilizam mecanismos que podem incentivar permanência prolongada, repetição de apostas e impulsividade”, afirma.
Risco invisível – Além das apostas esportivas, jogos eletrônicos como o popular “tigrinho” se espalharam pelas redes sociais impulsionados por publicidade agressiva e divulgação feita por influenciadores digitais. Muitos conteúdos associam apostas a enriquecimento rápido e estilo de vida de luxo, atingindo principalmente jovens e pessoas economicamente vulneráveis.
A própria Lei das BETs prevê que as plataformas identifiquem comportamentos de risco ligados à ludopatia, transtorno caracterizado pelo vício em jogos, e adotem medidas de contenção. Na avaliação de Fábio Freire, porém, essas medidas ainda são insuficientes. “Críticos do setor afirmam que alguns mecanismos promocionais podem acabar incentivando usuários com comportamento de risco, inclusive diante de sinais de compulsão”, alerta.
Rifas ilegais e impacto social – Outro ponto de preocupação envolve a multiplicação das rifas digitais nas redes sociais. Diferentemente das plataformas autorizadas de apostas, rifas e sorteios dependem de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. Mesmo assim, promoções irregulares se espalham rapidamente pela internet, muitas vezes sem transparência sobre arrecadação ou entrega de prêmios.
“As rifas digitais se transformaram em uma espécie de terra sem lei nas redes sociais, o que, segundo autoridades e especialistas, pode facilitar fraudes e ocultação de recursos ilícitos”, afirma Fábio Freire. O advogado também chama atenção para outro problema pouco debatido: a baixa fiscalização tributária sobre ganhos com apostas online. Pela legislação atual, prêmios líquidos acima da faixa de isenção do Imposto de Renda devem ser declarados à Receita Federal, mas especialistas avaliam que há forte subnotificação no setor.
Enquanto o mercado bilionário das apostas cresce, os impactos sociais começam a aparecer de forma mais visível. Endividamento, conflitos familiares, ansiedade e adoecimento mental já fazem parte da rotina de muitas famílias afetadas pela compulsão em jogos.
Casos recentes amplamente divulgados na Bahia também aumentaram a discussão pública sobre os possíveis impactos do vício em apostas. “O próprio Código de Defesa do Consumidor exige informação adequada e proteção contra práticas abusivas. A legislação das apostas também prevê alertas de risco, mas isso ainda é tratado de forma muito superficial pelas plataformas”, afirma Fábio Freire. “Regular não basta. É preciso fiscalizar, responsabilizar as plataformas e proteger os consumidores mais vulneráveis”, conclui o advogado.
Com informações da assessoria de comunicação.
Iniciativa do Sistema FIEB, executada pelo IEL Bahia em parceria com a ABDI, mobiliza setor produtivo, instituições e poder público em torno de uma agenda estratégica para a Chapada Diamantina

O município de Mucugê sediou, na última sexta-feira (15), o lançamento do programa Avança Chapada, iniciativa do Sistema FIEB, executada pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL Bahia) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), voltada à construção de uma agenda estratégica para o desenvolvimento econômico sustentável da Chapada Diamantina.
A proposta busca integrar setor produtivo, instituições e poder público em torno de ações estruturantes para fortalecer as cadeias produtivas da região, ampliar a competitividade territorial e estimular soluções ligadas à inovação, infraestrutura, qualificação, bioeconomia e transição energética. A previsão é de que os investimentos superem R$ 300 milhões nos próximos anos.
Participaram do lançamento a superintendente do IEL BA, Edneide Lima, a gerente da ABDI, Cynthia Mattos, o diretor-superintendente do SESI Bahia, Armando Neto, o governador Jerônimo Rodrigues, o diretor de Relações Corporativas e Governamentais do SENAI Cimatec, Walter Pinheiro, a prefeita de Mucugê, Ana Medrado, a deputada federal Lídice da Mata, o presidente da UPB, Wilson Cardoso, além de empresários, prefeitos, representantes do setor produtivo, lideranças regionais e instituições parceiras.
Ao longo dos próximos meses, o Avança Chapada promoverá encontros, escutas territoriais e estudos técnicos nos municípios da região, com o objetivo de identificar demandas, mapear oportunidades e construir, de forma coletiva, diretrizes voltadas ao fortalecimento econômico sustentável da Chapada Diamantina. A iniciativa envolve áreas estratégicas como indústria, agroindústria, turismo, energia renovável e logística, sempre a partir da escuta de empresários, produtores, cooperativas e representantes locais.
Representando o Sistema FIEB, a superintendente do IEL Bahia, Edneide Lima, destacou que o programa nasce da construção conjunta com os territórios e da participação ativa da cadeia produtiva regional. “Vamos impactar os 24 municípios da região, então é muito importante contar não apenas com o apoio dos municípios, mas também dos empresários e de toda a comunidade. Quanto maior for essa participação, mais assertivos poderemos ser nas soluções que vamos construir. É importante reforçar que não queremos trazer algo pronto, mas, de fato, buscar parcerias que viabilizem o que a região precisa para que esse desenvolvimento aconteça de forma sustentável”.
A gerente da ABDI, Cynthia Mattos, reforçou que a iniciativa irá estruturar um macroplano de ação voltado ao desenvolvimento regional, com foco em soluções sustentáveis e no fortalecimento das cadeias produtivas da Chapada Diamantina. “A Chapada tem um potencial incrível, que precisa ser explorado e desenvolvido. O Avança Chapada vai estruturar projetos voltados tanto ao desenvolvimento estrutural quanto operacional da região, buscando, inclusive, fortalecer uma cadeia de biometano a partir da biomassa produzida no território”.
Presente no lançamento, o governador Jerônimo Rodrigues destacou a importância da articulação liderada pelo Sistema FIEB para impulsionar o desenvolvimento sustentável da Chapada Diamantina e elogiou a iniciativa de construção coletiva do programa. “Com a ABDI, com o Sistema FIEB, com a UPB e com todos os setores sindicais, podemos ter movimentos como o Avança Chapada em outros territórios da Bahia, porque ninguém faz nada sem planejamento”, afirmou.
Expansão da bioenergia – Um dos destaques do programa é a proposta de implantação do primeiro corredor verde da Bahia, com foco em soluções sustentáveis para logística e mobilidade, utilizando biometano produzido a partir de biomassa e resíduos. O projeto também prevê estudos voltados à expansão da bioenergia e ao fortalecimento da agroindústria regional, impulsionando cadeias produtivas já consolidadas, como cafés especiais, vinhos, frutas vermelhas e azeites.
O diretor-superintendente do SESI Bahia, Armando Neto, explicou que o programa pretende estruturar um planejamento regional baseado nas demandas do setor produtivo. “A proposta é ouvir empresários, produtores, cooperativas, comércio e serviços para entender o que é necessário para ampliar ainda mais o desenvolvimento da região. É um planejamento construído a partir das necessidades reais de quem produz e movimenta a economia da Chapada.”
Empreendedor instalado em Mucugê e atuando no setor agroindustrial, Matheus Costa, sócio-fundador da Sincorá Agrofrutas, destacou a expectativa positiva em torno da iniciativa, especialmente na melhoria da infraestrutura logística regional. “Eu saio daqui ainda mais motivado, percebendo que existe um olhar atento para as necessidades de quem empreende na Chapada. Para nós, que trabalhamos com agroindústria, ter uma malha rodoviária de qualidade é essencial, porque nossos produtos precisam chegar a outras cidades da Bahia.”
O diretor de Relações Corporativas e Governamentais do SENAI Cimatec Walter Pinheiro, ressaltou que o trabalho será desenvolvido a partir do diálogo com os territórios e da construção conjunta de soluções para fortalecer atividades já consolidadas na região. “Vamos fazer o diagnóstico dos gargalos, dos problemas, apontar soluções e entender como transformar tudo isso em atividades perenes. Obviamente, interagindo com os territórios ao redor e envolvendo as pessoas e os empresários, até porque não adianta enviar um técnico do Senai Cimatec aqui sem escutar quem vive e entende das demandas específicas da região”.
O primeiro ciclo de encontros do programa Avança Chapada com empresários, produtores locais e representantes da cadeia produtiva da Chapada Diamantina já tem data definida. As atividades acontecerão entre os dias 8 e 11 de junho, sempre no período da manhã, das 8h às 12h, passando pelos municípios de Mucugê (08/06), Piatã (09/06), Seabra (10/06) e Morro do Chapéu (11/06). A proposta é implementar um processo de escuta e construção coletiva das ações que irão nortear o desenvolvimento sustentável da região.
Com informações da assessoria de comunicação.
Ministro faz apelo por campanhas de educação cívica em emrpesas

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nas redes sociais ter sido alvo de ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O caso ocorreu em um aeroporto de São Paulo na manhã desta segunda-feira (18). 

De acordo com Dino, a funcionária disse a um agente da polícia judicial que tinha a “vontade de xingá-lo”. Em seguida, ela acrescentou que seria “melhor matar do que xingar”.
“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, informou Dino.
O ministro também fez um apelo para que as empresas façam campanhas de educação cívica, principalmente, às vésperas das eleições de outubro.
“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”, completou.
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Em nota à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, condenou a ameaça sofrida por Dino.
Fachin prestou solidariedade ao ministro e afirmou que a divergência de ideias não pode abrir espaço para o ódio, à violência e à agressão pessoal.
“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, afirmou.
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do ministro não forneceu detalhes sobre a ocorrência.

O ex-ministro Luís Roberto Barroso, do STF, e o apresentador Luciano Huck passaram a integrar o conselho da Enter, startup brasileira de IA jurídica que recebeu aporte de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 493 milhões) e foi avaliada em 1,2 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,9 bilhões) pelo fundo norte-americano Founders Fund.
O fundo Sequoia Capital e a Ribbit Capital também participaram da rodada. A ferramenta foca no setor jurídico de grandes companhias, gerando sugestões automatizadas para processos cíveis e trabalhistas, sob a decisão final de advogados habilitados.
O advogado Roberto Quiroga também compõe o Conselho Institucional, criado para aproximar a empresa dos debates sobre a regulação da IA e o Judiciário. Os conselheiros farão reuniões trimestrais e não possuem participação acionária na startup.
A Enter também fechou parcerias com as seccionais da OAB do Paraná, Distrito Federal e Piauí. O objetivo do acordo é compartilhar com a Ordem o material que a companhia utiliza para o treinamento de seus próprios profissionais em inteligência artificial.
A empresa obteve acesso à API de consulta de dados públicos do Poder Judiciário após validação do Conselho Nacional de Justiça. Fundada por Mateus Costa-Ribeiro, Henrique Vaz e Michael Mac-Vicar, a startup triplicou sua base para 45 grandes clientes.
A tecnologia da plataforma combina modelos do Vale do Silício com algoritmos próprios. O faturamento da Enter cresceu 13 vezes desde 2025. O montante captado nesta última rodada de investimentos será utilizado para expandir a infraestrutura tecnológica.
Informações Pleno News