Mulher na Praça da Independência, em Kiev, decorada com bandeiras para lembrar de soldados mortos na guerra com a Rússia Imagem: 24.fev.2024-Roman Pilipey/AFP
Entra hoje em seu terceiro ano a guerra na Ucrânia, ou como chama o presidente russo Vladimir Putin, a “operação especial”. O G7 organiza uma reunião virtual hoje para discutir novas sanções contra a Rússia, com participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A premiê italiana, Giorgia Meloni, chegou à capital ucraniana pela manhã para presidir o encontro. A Itália tem a presidência rotativa do G7.
A Ucrânia entra no seu terceiro ano de guerra enfraquecida, com a ajuda dos aliados diminuindo enquanto a máquina militar russa ganha poder.
O chefe da Otan, Jens Stoltenberg, em declaração gravada, fez um apelo à Ucrânia e a seus aliados para “não perderem a esperança”.
Quando Vladimir Putin anunciou que as tropas russas entrariam em território ucraniano na madrugada de 24 de fevereiro de 2022, o presidente russo acreditou que poderiam tomar Kiev em poucos dias, mas a resistência ucraniana forçou-os a retiradas humilhantes.
Em 2023, foi a Ucrânia quem viveu uma grande desilusão: o fracasso da sua grande contraofensiva.
O G7 decidiu em julho de 2023 assinar contratos bilaterais de segurança com a Ucrânia.
Depois de Londres, em janeiro, Kiev assinou este tipo de acordo na semana passada com a Alemanha e a França, e outros 25 estados aderiram à iniciativa, como a Polônia. A Itália também planeja assinar um documento na mesma linha.
Esses acordos de segurança dizem respeito à concessão de equipamento militar, operável com o da Otan, ao treino das forças ucranianas e ao fortalecimento da indústria de defesa da Ucrânia.Continua após a publicidade
Primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, chega a Kiev para presidir reunião do G7, em que discutirá novas sanções contra a Rússia Imagem: 24.fev.2024-Divulgação/Palazzo Chigi/AFP
Rússia ‘surda’
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia acusou ontem (23) a Rússia de “ignorar a voz” da maioria, durante reunião da Assembleia Geral da ONU, dois anos após o começo da invasão russa à Ucrânia.
“Infelizmente, a Rússia ignora a vontade da maioria mundial, continua sua agressão e lança cada vez mais pessoas nas chamas da guerra”, declarou Dmitro Kuleba.
“A Rússia não pode ignorar a voz da maioria do mundo se adotarmos uma posição de princípios e agirmos juntos”, acrescentou, enquanto apelava a todos os Estados-membros para participarem de uma conferência pela paz que será organizada na Suíça em torno da fórmula da paz de dez pontos do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Cinco pessoas foram presas na ação. Suspeito de chefiar organização criminosa morreu após trocar tiros com agentes no interior do estado.
Casal é suspeito de participar de esquema de tráfico de drogas na Bahia — Foto: Redes sociais
Três das cinco pessoas presas na Operação Kariri, que investiga uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Bahia, são da mesma família. Eles são filha, esposa e genro do chefe do grupo criminoso. As informações foram confirmadas ao g1 nesta sexta-feira (23), por uma fonte da Polícia Federal (PF), que não quis ser identificada.
Os mandados de prisão e apreensão foram cumpridos na quarta-feira (22) em Feira de Santana, a 100 km de Salvador, São Paulo e Brasília. O suspeito de chefiar a organização criminosa, identificado como Rener Umbuzeiro, trocou tiros com os policiais e morreu durante o cumprimento de um mandado de prisão.
Os familiares podem responder por:
suspeita de tráfico de entorpecentes;
organização criminosa;
lavagem de dinheiro.
A filha, o genro e a esposa de Rener Umbuzeiro foram presos, mas não foi detalhada a participação deles no esquema. Outras duas pessoas, que não tiveram as identidades divulgadas, também foram presas.
Eles seguem detidos nesta sexta-feira (23). O g1tenta contato com a defesa dos familiares presos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Durante a operação, as contas e imóveis da família foram bloqueados, o que pode totalizar, aproximadamente, R$ 50 milhões.
Polícia Federal deflagra operação em combate a lavagem de dinheiro e Tráfico de Drogas
Segundo a PF, na operação, foram apreendidos:
5 armas
4 veículos
6 apartamentos
5 fazendas
Saiba quem são filha, genro e esposa:
Larissa Lima foi presa em São Paulo. Ela é médica e trabalha no estado com a área de estética. Nas redes sociais, ela compartilha os atendimentos que faz, como a aplicação de botox e tratamentos contra a queda de cabelos.
Ela e o marido, Paulo Victor, que também foi preso, se casaram no ano passado, após cerca de 10 anos de relacionamento.
Larissa e marido se casaram em 2023 — Foto: Redes sociais
Além das postagens sobre o trabalho, Larissa compartilha viagens com o marido. Alguns dos destinos escolhidos pelo casal foram Itacaré, no sul da Bahia, a região da Chapada Diamantina, e a Praia do Forte, no litoral norte baiano.
Genro do chefe da organização criminosa, Paulo Victor Lima — Foto: Redes sociais
Paulo Vitor foi preso em Feira de Santana. Nas redes sociais, ele compartilha fotos sobre o estilo de vida saudável. Na maioria das postagens, está em praias da Bahia ou praticando algum esporte.
Em uma das postagens, o genro do chefe da organização criminosa e a esposa aparecem junto com o jogador Neymar em uma festa. O momento faz parte do documentário sobre o atleta. [Veja a postagem abaixo]
Niedja e a filha Larissa Lima — Foto: Redes sociais
A esposa de Rener Umbuzerio, que morreu na operação, foi identificada apenas como Niedja. Discreta nas redes sociais, ela utiliza o sobrenome Resende e tem um perfil fechado.
Niedja é mãe de Larissa, que também foi presa, e de dois meninos, uma criança e um adolescente que não tiveram as idades informadas.
Cinco pessoas são presas em operação da PF na BA, Brasília e SP — Foto: Divulgação/PF
Segundo investigações da PF, o lucro com as drogas era revertido na compra de imóveis de luxo. Familiares próximos dos investigados forneciam contas bancárias para tentar ocultar o rastreio do dinheiro.
Foram identificadas cinco fazendas pertencentes ao principal alvo da investigação, Rener Umbuzeiro, e que constam em nome de terceiros.
Cinco pessoas são presas em operação da PF na BA, Brasília e SP — Foto: Divulgação/PF
Entre os imóveis estão seis de alto padrão e cinco fazendas, localizados na Bahia e em Pernambuco.
Apesar da posição, módulo Odysseus está ‘vivo e bem’, segundo a Intuitive Machines. Pouso da sonda marcou o retorno dos EUA à Lua após mais de 50 anos.
Imagem capturada pelo módulo Odysseus mostra o solo da Lua — Foto: Intuitive Machines
O módulo lunar Odysseus tombou na Lua após fazer o pouso, na noite de quinta-feira (22). Apesar disso, a empresa responsável pela missão, afirmou que o equipamento está “vivo e bem”. A primeira imagem do módulo na Lua foi divulgada nesta sexta-feira (23).
A missão, lançada pela Intuitive Machines, marcou o retorno dos Estados Unidos à Lua após mais de 50 anos. Segundo a empresa, apesar do sucesso na chegada ao satélite natural, o módulo “tropeçou” em uma de suas pernas ao se aproximar do solo lunar.
O CEO da Intuitive Machines, Stephen Altemus, disse acreditar que a espaçonave tenha pousado em uma área de solo irregular, tombando e se apoiando em uma rocha. A alunissagem foi feita próximo ao local previsto, no polo sul da Lua.
“Temos comunicações com o módulo de pouso”, afirmou Altemus. Ele revelou ainda que os controladores estão conseguindo enviar comandos para o veículo.
Módulo lunar da Intuitive Machines se aproximando da Lua — Foto: Intuitive Machines/Nasa
A Intuitive Machine disse ainda que os engenheiros detectaram uma falha humana que provocou problemas na espaçonave pouco antes da alunissagem. Ainda assim, eles conseguiram improvisar uma solução de emergência para evitar um acidente e salvar a missão.
Apesar do tombo após o pouso, a empresa afirmou que conseguiu montar cinco das seis cargas de tecnologia enviadas pela Nasa à Lua. Por outro lado, duas antenas do módulo ficaram apontadas para a superfície, o que pode dificultar a comunicação.
EUA voltam à Lua após pouso de sonda de empresa privada
O pouso em solo lunar foi o primeiro conduzido pelos Estados Unidos desde a Apollo 17, em 1972. A missão da Nasa feita há 51 anos levou os astronautas Gene Cernan e Harrison Schmitt. Desde então, nenhum humano retornou ao satélite natural.
O módulo entrou na órbita da Lua na quarta-feira (21) e ficou circulando a cerca de 92 km da superfície do satélite. A empresa informou que estava conseguindo receber com sucesso imagens e dados do voo.
A missão, chamada de IM-1, conta um módulo de pouso de mais de quatro metros de altura e transportou seis cargas de instrumentos para recolher dados do ambiente lunar.
O envio do módulo conduzido pela Intuitive Machines e apoiado pela Nasa tem como objetivo preparar o envio de astronautas à Lua até 2026, por meio da missão Artemis 2.
Antes do retorno do homem à Lua, a Nasa optou por contratar empresas privadas para levar equipamentos até o satélite natural. No caso da Intuitive Machines, esta foi a primeira tentativa de uma missão lunar da empresa.
Em janeiro, a empresa Astrobotic tentou uma missão parecida, que acabou falhando após um vazamento de combustível.
Recentemente, Índia e Japão também conseguiram fazer com sucesso pousos na Lua.
Torcidas organizadas de São Paulo negaram a informação compartilhada pelo jornal O Globo de que haveria uma convocação de torcedores de futebol para protestarem contra o ato que acontece na Av. Paulista no próximo domingo (25).
A ideia de que esses grupos fariam confronto direto com os apoiadores de Bolsonaro foi negada pela Mancha Verde, Independente e Gaviões da Fiel. Segundo eles, não existe nenhuma convocação oficial para tal. A notícia que disseminou a informação falsa dizia que integrantes dessas torcidas que integram o movimento antifascista marcaram uma manifestação no mesmo dia e local do ato pró-Bolsonaro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estará no local para conversar com apoiadores. Os organizadores do evento estimam a presença de 700 mil pessoas de diversas partes do país.
A campanha de vacinação contra a dengue segue intensificada em Feira de Santana. Desde que iniciou a imunização, em 15 de fevereiro, um total de 3.107 crianças, com idades entre 10 e 14 anos, foram vacinadas.
A vacinação continua neste fim de semana. No sábado (24) a ação será no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), das 8h às 12h, localizado na Avenida João Durval Carneiro e no distrito da Matinha, das 8h às 12h30, na unidade de saúde.
No domingo (25) será a vez de Tiquaruçu receber a vacinação, que ocorrerá na unidade de saúde, das 8h às 12h30.
Para receber as doses, é necessário que os responsáveis apresentem o documento de identidade da criança, o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e a caderneta de vacinação.
Vale ressaltar que a aplicação da vacina será realizada apenas na presença dos pais ou responsável legal.
Vinte e sete candidatos aprovados no concurso público de 2018 foram empossados nesta sexta-feira, 23. A cerimônia de posse aconteceu na Secretaria Municipal de Administração (Seadm) e foi conduzida pela secretária de Educação, Anaci Paim, e pelo secretário de Administração, José Marcondes de Carvalho.
“Em janeiro, a lista com os nomes dos 167 aprovados foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do município para convocação e à medida que concluem todos os trâmites administrativos, os docentes estão sendo empossados. A Educação Municipal conta com professores muito qualificados e os que chegam vão somar ainda mais no trabalho realizado”, explica a secretária Anaci Paim.
Os professores vão atuar na educação infantil e ensino fundamental. Além do profissional de pedagogia, os professores convocados são de educação física, língua portuguesa, ciências, artes, matemática, história e geografia. Os docentes já foram designados para as escolas e vão ocupar as vagas reais decorrentes de aposentadoria, exoneração ou morte.
Entre os professores nomeados nesta sexta está Angela Maria Lobo Nunes que, na companhia da família, comemorou a realização de um sonho. “Estou muito feliz, chegou o grande dia e significa muito para mim. Minha mãe tem 93 anos e sempre me acompanha. Esse sonho ela sonhou junto comigo, então viemos juntas para celebrar”, contou.
A estratégia de distribuir ministérios entre partidos políticos para construir uma base parlamentar não garantiu vida fácil ao presidente Lula no Congresso em 2023. Ele teve, proporcionalmente, quatro vezes mais decisões derrubadas pelos parlamentares do que o seu antecessor, Jair Bolsonaro em 2019. Em seu primeiro ano de governo, Bolsonaro não negociou cargos com legendas, prática que só veio a adotar em 2020, quando virou alvo de uma enxurrada de pedidos de impeachment na Câmara.
Levantamento exclusivo do Congresso em Foco revela que deputados e senadores reverteram 91 trechos de vetos presidenciais no ano passado. Desses, 41 estão relacionados ao chamado marco temporal das terras indígenas. Outros 104 trechos rejeitados pelo petista foram ratificados pelo Congresso Nacional. Ou seja, só 46,43% das decisões de Lula apreciadas foram mantidas.
O veto é um ato do presidente da República que descarta, parcial ou integralmente, uma decisão do Legislativo. Depois de assinado, o veto depois passa pelo Congresso, que pode derrubar a decisão do presidente.
No primeiro ano do governo Bolsonaro, os parlamentares derrubaram somente 57 dos 511 trechos vetados pelo então presidente – ou 10,04% dos vetos analisados.
O maior revés de Lula se deu na votação dos vetos ao marco temporal para demarcação das terras indígenas. Em outubro, o presidente vetou integralmente a tese, que limita a demarcação de terras indígenas às áreas ocupadas pelos povos nativos até a promulgação da Constituição de 1988.
Como metodologia, o Congresso em Fococonsiderou os vetos analisados até o fim dos anos legislativos de 2019 e 2023. Como cada veto pode conter um número diferente de trechos vetados, foi contabilizado cada trecho e a decisão dos parlamentares sobre cada um deles, de acordo com dados de votação oficiais do Congresso Nacional.Publicidade
Em 2023, Lula fez um total de 49 vetos em projetos de lei em um total de 818 trechos vetados. Desses, somente 29 vetos (224 trechos) foram analisados pelo Congresso até o momento.
Já Bolsonaro utilizou mais o recurso em mais leis aprovadas pelo Congresso, e fez 62 vetos somente em 2019, mas contabilizou menos trechos vetados: 640. Desses, 44 vetos, ou seja, 568 trechos, foram analisados.
Congresso à direita
Especialistas ouvidos pelo Congresso em Focoindicam diferentes possibilidades para explicar a diferença entre os primeiros anos de Lula e Bolsonaro. O primeiro deles é o perfil do Congresso, mais conservador do que a presidência petista.
“Temos que aceitar uma dose de conflito. O conflito não é algo inerentemente negativo, ele faz parte. É normal. O Congresso está mais à direita e o presidente, mais à esquerda”, afirma o cientista político Ricardo de João Braga, um dos coordenadores do Congresso em Foco Análise, responsável pelo Painel do Poder.
Essa análise encontra eco entre congressistas governistas ouvidos pelo Congresso em Foco. Para eles, houve dificuldade para avançar em negociações com certos grupos porque a eleição de 2022 foi apertada e muitos parlamentares continuaram com uma posição mais fechada para o diálogo.
Há também a visão, entre governistas, de que o Congresso se acostumou a ter mais poderes do que o normal, tendência que teria sido reforçada durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro. Para alguns parlamentares, durante quase oito anos o Congresso Nacional teve mais espaço para tomar decisões no país.
Mais ministérios que votos
Já para o cientista político Carlos Pereira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o perfil do Congresso não teve uma alteração tão significativa nos últimos anos. Na avaliação dele, um dos principais pontos é que a base de apoio a Lula é muito diversa e a distribuição de poder muitas vezes não corresponde com os votos que cada ala pode entregar.
“O presidente Lula montou uma coalizão muito grande, mas muito heterogênea, com partidos que vão da extrema esquerda, como o Psol, passando pelo centro, como o MDB, até partidos de direita, agora com o Republicanos, que até pouco tempo era fiel escudeiro do Bolsonaro”, disse Pereira.
Para ele, o gerenciamento dessa coalizão é complexo e fica mais difícil com o compartilhamento de poder feito pelo governo Lula. Segundo o cientista político, alguns partidos são recompensados com um espaço maior do que os votos que entregam, como o próprio PT.
Em setembro do ano passado, o presidente Lula ampliou de 37 para 38 o número de ministérios, com a criação da pasta das Micro e Pequenas Empresas. Foi o caminho encontrado por ele para acomodar o Republicanos e o PP na Esplanada dos Ministérios, aumentando de nove para 11 o número de partidos políticos contemplados com cargos de primeiro escalão. Juntos, esses partidos somam 389 deputados e 65 senadores.
Bolsonaro começou seu governo com 22 ministros, dos quais apenas cinco eram filiados a partidos políticos. Com exceção do seu partido à época, o PSL, nenhuma sigla fazia parte oficialmente do governo. Com discurso de ataque às instituições, Bolsonaro tentava negociar com bancadas temáticas, como a ruralista e a evangélica, seus principais sustentáculos. A estratégia se mostrou arriscada e ele teve de revê-la em 2020, quando se viu obrigado a negociar com o Centrão, grupo de parlamentares de partidos de direita e centro-direita, para aprovar propostas e escapar de um eventual processo de impeachment.
Economia e ideologia
Outro ponto para contextualizar a diferença entre os resultados de Lula e Bolsonaro, segundo os especialistas, é a análise dos temas alvo de vetos no primeiro ano dos dois presidentes. O governo petista teve mais temas que podiam ser interpretados de acordo com uma perspectiva ideológica, como o marco temporal e saúde mental de policiais, por exemplo.
“Nas questões ideológicas, o governo Lula é minoritário, enquanto que na pauta econômica ele já tem negociado mais. É difícil fazer compensações em pautas ideológicas”, diz Ricardo de João Braga.
Bolsonaro, por outro lado, teve muitos vetos em projetos que não causam tantas discordâncias, como a carteira de trabalho eletrônica e a regulamentação da profissão de cuidador. Os temas mais complexos do governo Bolsonaro contavam ainda com um Congresso “mais à direita”, assim como a própria gestão do Executivo.
“No momento em que o chefe do Executivo desconsidera a preferência mediana do Legislativo, ou seja atua sem perceber o que o Legislativo toleraria, aumentam as chances de o Executivo se dar mal. Ou pelo menos vai aumentar os custos de gerência”, diz Carlos Pereira. Segundo ele, as pautas controvérsias aumentam ainda mais a chance de derrotas em um cenário como o de Lula, com a bancada do PT não sendo a maior do Congresso.
Articulação política
Parlamentares ouvidos pelo Congresso em Foco dizem que o governo buscou o diálogo em seu primeiro ano. Mas também indica o que consideram erros de articulação, como, por exemplo, o que foi feito com a desoneração da folha de pagamentos. Lula vetou integralmente a proposta aprovada pelos parlamentares que beneficiava com regime tributário diferenciado 17 setores. Dias após a derrubada do veto, o governo editou uma medida provisória estabelecendo a reoneração gradual desses segmentos, o que provocou dura reação do Congresso.
Integrantes da oposição alegam que o governo tentou ignorar a decisão do Parlamento em diferentes momentos. Essa visão, aliada com a perspectiva de que o Judiciário invadiu prerrogativas do Legislativo, também teria contribuído para um ambiente mais difícil para a articulação do governo em 2023, segundo eles.
Por outro lado, há governistas que acham necessário que o governo passe a exigir mais fidelidade dos partidos com ministérios. A leitura é de que essas siglas não podem manter poder se parte de seus integrantes no Congresso atua contra interesses da administração Lula.
A articulação no Congresso é centrada no ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e no líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). Também entram nas conversas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e na Câmara, José Guimarães (PT-CE).
Ao todo, 8 senadores e 3 governadores irão ao evento; confira a lista completa
Não só parlamentares do Partido Liberal estarão no evento, mas também aliados de Bolsonaro de outros partidos | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Mais de cem deputados federais confirmaram presença na manifestação que ocorrerá no próximo domingo, 25, na Avenida Paulista. Convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ato contará com as participações de oito senadores e três governadores. Os manifestantes devem se reunir a partir das 15h.
Bolsonaro convocou a população depois de virar alvo da Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal (PF), que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado pelos apoiadores do ex-presidente.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) divulgou a lista atualizada de políticos que estarão com Bolsonaro na Paulista. Entre eles estão os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Jorginho Melo (PL), de Santa Catarina; e Ronaldo Caiado (União), de Goiás.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion (PP-PR), e o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA), também devem participar do ato.
Não só parlamentares do Partido Liberal estarão no evento, mas também aliados de Bolsonaro de outros partidos, como o União Brasil, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Partido Progressista (PP) e o Republicanos.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), também irá ao evento em apoio a Bolsonaro. Os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-JR), dois pré-candidatos do PL para eleições de outubro em Niterói (RJ) e no Rio de Janeiro, respectivamente, confirmaram presença. Ambos foram alvo de operações da PF no começo do ano.
Vídeo: Bolsonaro convoca, mais uma vez, à manifestação na Avenida Paulista
Em vídeo publicado nesta sexta-feira, 23, o ex-presidente da República reforçou o convite aos “amigos de todo o Brasil” para a manifestação na Paulista. Em seu perfil no Twitter/X, mencionou a data do ato, 25 de fevereiro, e disse que o evento é “pacífico”.
Além disso, Bolsonaro ressaltou que a manifestação surge pelo “Estado Democrático de Direito, pela liberdade, pela família, pelo futuro”.
Senadores que confirmaram presença na manifestação de Bolsonaro
Até o momento, oito senadores confirmaram presença no ato: Marcos Pontes (PL-SP), Jaime Bagattoli (PL-RO), Jorge Seif (PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Marcos Rogério (PL-RO), Rogério Marinho (PL-RN), Wilder Morais (PL-GO), e um dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Confira a lista de deputados que vão ao evento pró-Bolsonaro:
Mário César de Castro Zagallo foi nomeado oficialmente o inventariante dos bens de seu pai, Mário Jorge Lobo Zagallo (1931-2024). Ele é o filho caçula do ex-jogador de futebol, a quem o próprio definiu em seu testamento como “o único” dos herdeiros que não o havia deixado chateado. Mário César ficará responsável por administrar todo o espólio deixado por Zagallo.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro designou Mário César como inventariante em documento despachado no último dia 1º. O Notícias da TV obteve o texto assinado pelo juíz Milton Delgado Soares, da 1ª Vara de Família da Regional da Barra da Tijuca. A abertura do processo de inventário aconteceu menos de um mês depois da morte de Zagallo, em 5 de janeiro.
A reportagem revelou em primeira mão o último desejo de Zagallo, expresso em seu testamento assinado em novembro de 2016. No documento, ele nomeou o caçula como testamenteiro e inventariante dos bens. Zagallo ainda se disse “profundamente triste e magoado” com os outros três filhos mais velhos, Paulo Jorge de Castro Zagallo, Maria Emília de Castro Zagallo e Maria Cristina Zagallo Ballester.
A abertura, o registro e o cumprimento do testamento do craque do futebol aconteceram em 10 de janeiro. Já a data da distribuição para a designação do inventariante foi aberta no dia 24 do mesmo mês. A lei brasileira diz que, na morte de alguém, o cônjuge deve ser nomeado o inventariante. Como Zagallo já era viúvo, ele deixou expresso no testamento que gostaria que o caçula administrasse sua herança.
Os próximos passos para a partilha de bens deverão seguir o que está prescrito no documento assinado por Zagallo: da totalidade de sua herança, ele destinou 50% para Mário César. A segunda metade dos bens foi dividida entre os quatro filhos, sendo 12,5% para cada um. Assim, o caçula ficará com 62,5% dos bens, enquanto os irmãos terão apenas 12,5%.
Como inventariante, Mário César terá o compromisso de cumprir as palavras do pai. O processo está na etapa de apresentação das primeiras declarações de representação dos herdeiros (quando todos os filhos devem se mostrar como beneficiários). A listagem dos títulos dos bens deverá ser feita também pelo caçula, o inventariante.
O Notícias da TV procurou Paulo Jorge de Castro Zagallo, Maria Emília de Castro Zagallo e Maria Cristina Zagallo Ballester, os filhos mais velhos de Zagallo que ficaram 12,5% da herança. A defesa dos herdeiros afirmou que eles não vão se pronunciar sobre o processo de divisão dos bens ou sobre a designação de Mário César como inventariante.
Por que Zagallo brigou com os filhos?
O imbróglio exposto no testamento de Zagallo começou por conta de uma briga judicial que seus três filhos mais velhos travaram contra ele. Após a morte de sua esposa, Alcina de Castro Zagallo, em 2012, o ex-jogador foi nomeado administrador dos bens e afirmou à Justiça que a mulher não havia deixado testamento. Ela, no entanto, tinha feito o documento em questão. Mas Alcina já deixara escrito que, de toda forma, Zagallo comandaria seus bens.
Mesmo assim, os três filhos mais velhos entraram com um pedido judicial para que a primeira decisão fosse anulada. Desta forma, o espólio de Alcina passaria por uma nova divisão e teria outra pessoa como inventariante.
A Justiça negou o pedido por entender que a vontade da mulher já havia sido feita. Zagallo se chateou com os herdeiros e deixou a maior parte de seus bens para o caçula, Mário César, o único que não foi contra ele na briga.
Confusão grande. Uma mulher trans, profissional do sexo, atendeu um casal em Parelhas, interior do RN, e não imaginava o que estava por vir: a esposa diz que ficou grávida dela.
“E eu que sou uma mulher trans, fui atender um casal e a mulher do cara Alegre está grávida de mim. Segundo ela, o filho é meu. Já chorei porque não tô sabendo como lidar com essa situação”, diz ‘Josy dos Paizinhos’ em seu integram.
Na rede social ela mostra prints da conversa com a cliente. No conteúdo, a mulher conta que gostou do serviço prestado e suspeita que ficou grávida e acha que não é do seu marido.