Paciente com covid-19 recebe tratamento com oxigênio em um hospital em Yaba, Lagos, 22 de janeiro de 2021 – AFP
Instoé- Um importante teste clínico mostrou que um medicamento anti-inflamatório chamado colchicina é eficaz no tratamento da covid-19 e reduz o risco de complicações da doença, revelaram médicos no Canadá.
Os resultados do estudo são uma “grande descoberta científica” e fazem da colchicina, medicamento usado no tratamento da gota, “o primeiro medicamento oral do mundo que poderia ser usado para tratar pacientes de covid-19 fora do hospital”, afirmou o Montreal Heart Institute (MHI) em um comunicado publicado na sexta-feira à noite.
Os resultados do estudo mostram que a colchicina reduziu o risco de morte ou hospitalização em pacientes com covid-19 em 21% em comparação com um placebo, disse o instituto.
O estudo foi realizado no Canadá, Estados Unidos, Europa e América do Sul entre uma população de 4.488 pacientes.
A investigação concluiu que em 4.159 desses pacientes, nos quais o diagnóstico de covid-19 foi confirmado por um teste de PCR nasofaríngeo, o uso de colchicina reduziu as hospitalizações em 25%. A necessidade de ventilação mecânica foi reduzida em 50% e as mortes em 44%.
A colchicina é eficaz na prevenção de síndromes inflamatórias perigosas chamadas “tempestades de citocinas” e na redução de complicações associadas à covid-19, explicou Jean-Claude Tardif, diretor do Centro de Pesquisa MHI e pesquisador-chefe deste estudo.
“Temos o prazer de oferecer o primeiro medicamento oral do mundo cujo uso pode ter um impacto significativo na saúde pública e potencialmente prevenir complicações da covid-19 para milhões de pacientes”, disse Tardif.
O estudo foi conduzido entre pacientes de covid-19 que não estavam hospitalizados no momento da inscrição no estudo. Eles também tinham pelo menos um fator de risco para complicações do vírus.
“Este é o maior estudo do mundo testando um medicamento administrado por via oral em pacientes de covid-19 não hospitalizados”, concluiu o instituto.
Correio- Uma nova remessa de vacina contra a covid-19 chegou ao Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar, no final da manhã deste domingo (24). Os imunizantes da Astrazeneca/Oxford serão distribuídos em Salvador e cidades da Região Meteopolitana e interior nas próximas horas. A Bahia recebeu 119.500 doses da vacina.
Equipes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da Saúde recepcionaram os novos lotes e colocaram as doses da vacina em uma sala com refrigeração especial.
A partir das 14h, as vacinas devem começar a ser distribuídas em caminhonetes, helicópteros e aviões para cidades da Bahia. A vacinação acontece no estado, por enquanto, somente com as primeiras vacinas enviadas pelo Instiuto Butantan, a Coronavac, mas agora vai ganhar esse reforço. A estimativa é de que 119,5 mil doses da vacina da Oxford chegariam.
Por enquanto, estão sendo vacinados trabalhadores de saúde que atuam na linha de frente contra a covid, idosos que vivem em abrigos e indígenas, aldeados e comunidades ribeirinhas (quando houver).
Como a segunda dose da vacina de Oxford pode ser tomada em até 90 dias, dessa vez o Estado vai adotar a estratégia de usar todas as doses que chegaram hoje para vacinar o máximo de pessoas possíveis – com a Coronavac, metade das doses foram guardadas para a segunda aplicação. “Por possuir resposta imunológica precoce ampla, garantindo que se possa esticar o prazo de aplicação da segunda dose para 90 a 120 dias à frente, isso permitirá que apliquemos todas as doses sem que seja preciso guardar 50%, como ocorreu com a Coronavac”, disse o secretário da Saúde, Fábio Villas-Boas.
Até às 11h deste domingo, 16.631 pessoas haviam sido vacinadas em Salvador. Na Bahia, o balanço do sábado (23) apontava 78,5 mil pessoas já vacinadas com a primeira dose. Todos os 417 municípios baianos já começaram a vacinar.
Como a vacinação vai ocorrer com imunizantes de diferentes laboratórios em todo país, e as indicações de uso são diferentes, o cartão de vacinação é que vai garantir que a segunda dose aplicada seja a mesma que a primeira e no prazo determinado. Caso tenha perdido o cartão, o cidadão receberá um novo cartão com a indicação de qual vacina contra a covid-19 recebeu.
(Foto: Alberto Maraux/Divulgação/SSP)
Vacina veio da Índia O novo lote de vacinas chegou da Índia, ontem, após um atraso e dúvidas por alguns dias. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. Também estavam presentes o embaixador da Índia, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade. Esta última se juntou ao grupo no Rio de Janeiro.
“A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro. E isso vai nos colocar, rapidamente, no topo da lista do número de vacinados. Com 8 milhões de doses, nós passaremos a ser o segundo país do ocidente que mais vacinou”, disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea.
CNN Brasil- Após dez anos de cegueira, um idoso de 78 anos conseguiu recuperar a visão em Israel. Ele também se tornou a primeira pessoa no mundo a receber um transplante de córneas artificiais bem-sucedido.
O paciente faz parte de estudos clínicos realizados pela startup israelense CorNet Vision, que criou um tipo de córnea sintética que se biointegra ao olho humano. O procedimento é recomendado apenas em casos de córneas deformadas, com cicatrizes ou opacificadas. O dispositivo tem uma lente projetada para se integrar com o tecido ocular usando nanofibra não degradável sintética, que é colocada sob a conjuntiva.
O implante é considerado relativamente simples e a expectativa é de que o paciente consiga novamente enxergar depois de horas em recuperação. No caso do idoso de 78 anos, identificado como Jamal Furani, ele foi capaz de um dia depois reconhecer os familiares. Ele também conseguiu ler textos.
“O procedimento cirúrgico foi direto e o resultado superou todas as nossas expectativas. O momento em que tiramos as bandagens foi emocionante e significativo. Momentos como este são o cumprimento de nossa vocação de médicos. Temos orgulho de estar na vanguarda desse empolgante e um projeto significativo que sem dúvida impactará a vida de milhões “, disse ao jornal Israel Hayom o médico Irit Bahar, chefe do Departamento de Oftalmologia do Rabin Medical Center Bahar, que realizou o procedimento.
Córneas artificiais
Além do paciente operado, ainda existem outros na fila de espera para receber as córneas artificiais durante os experimentos clínicos do dispositivo em humanos.
A expectativa é tornar o procedimento viável ao redor do mundo a fim de acabar com uma fila de pacientes no aguardo de doadores. A empresa, contudo, ainda não deu uma data para produção em grande escala do dispositivo.
“Esperamos que isso permita que milhões de pacientes cegos em todo o mundo, em áreas onde não há prática corneana nem cultura de doação de órgãos, recuperem a visão”, disse Gilad Litvin, diretor médico da CorNeat Vision.
Fundação negocia a importação de um 2º lote do imunizante, diz jornal
Pleno News- A Fiocruz prevê receber a matéria-prima para a produção da vacina de Oxford no Brasil “por volta do dia 8 de fevereiro”, segundo a presidente da fundação, Nísia Trindade Lima. Com isso, a Fiocruz já negocia a importação de um 2º lote do imunizante, enquanto a fabricação nacional não começa.
Na sexta-feira (22), chegaram dois milhões de doses compradas da Índia, já encaminhadas aos estados.
Nísia afirmou que não há atraso no contrato firmado com a AstraZeneca. Também negou que a atuação da equipe diplomática do governo federal tenha prejudicado a entrega.
A nova compra no exterior, porém, ainda está em negociação. Na semana passada, a farmacêutica AstraZeneca, parceira da Universidade de Oxford no desenvolvimento do imunizante, informou à União Europeia que entregaria menos remessas do que o previsto inicialmente, por causa de problemas de produção.
Segundo Nísia, o IFA não poderá ser entregue ainda este mês por causa de um parecer do laboratório chinês. O documento indicou alto risco biológico na produção do insumo, mas ela diz que já está “superado” o problema.
Ao Ministério Público Federal (MPF) esta semana, o Instituto Biomanguinhos, que integra a Fiocruz, informou que o primeiro lote do IFA tinha chegada prevista para 23 de janeiro, mas a confirmação ainda estava pendente. Neste mesmo documento ao MPF, o órgão indica adiamento de fevereiro para março da entrega das primeiras doses produzidas no Brasil ao Ministério da Saúde.
Além do tempo de produção do imunizante a partir do IFA, justificou a Fiocruz ao MPF esta semana, as doses fabricadas nacionalmente precisarão passar por testes de qualidade, que demorarão quase 20 dias.
Está prevista a compra do IFA chinês em dois lotes, com intervalo de duas semanas entre eles. Cada um trará produto suficiente para produzir 7,5 milhões de doses, ao todo, 15 milhões. A produção, porém, pode ser acelerada. A capacidade da Fiocruz de produzir vacinas é maior do que a quantidade a ser importada.
Em março, a Fiocruz produzirá as primeiras doses, ainda com insumo importado. A partir de abril, começará a produzir o IFA. A previsão é fabricar 100,4 milhões de doses até julho. No fim do ano, devem ser produzidos mais 110 milhões.
DISTRIBUIÇÃO No início da madrugada de sábado (23), as vacinas passaram por conferência e avaliação de temperatura em Bio-Manguinhos. Os servidores do órgão verificaram se as doses estavam em perfeitas condições após a viagem. Pela manhã, foi iniciado o processo de etiquetagem de quatro mil caixas, cada uma tem 50 frascos e 500 doses.
Caminhões com os imunizantes deixaram a sede da fundação, para serem levados aos estados. O Amazonas, que passa por um colapso no seu sistema de saúde por causa do avanço da pandemia, terá prioridade e ficará com 5% do total das doses (132,5 mil). São Paulo receberá 501,9 mil doses.
Em evento, no sábado, alguns cientistas da Fiocruz receberam as primeiras doses da vacina de Oxford no país. O infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Estevão Portela, foi o primeiro a receber a vacina, junto com a médica pneumologista da Fiocruz, Margareth Dalcolmo. Ambos têm atuado na linha de frente da assistência a pacientes da Covid-19 desde o início da pandemia.
Em meio à campanha de vacinação contra o novo coronavírus, ao menos 14 profissionais de saúde se recusaram a receber doses da CoronaVac na cidade do Rio de Janeiro até a tarde de ontem (21). Eles atuam na linha de frente de combate à covid-19 em enfermarias, UTIs e asilos das redes municipal, estadual e privada. Além deles, seis idosos também rejeitaram a aplicação.
“Tivemos alguns casos de recusa antivacinal. Nós [os profissionais da secretaria] tentamos convencer essas pessoas em relação a isso, temos mantido diálogos e explicado sobre a segurança da vacina. Mesmo assim, 14 profissionais de saúde e seis idosos se recusam”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Ele não especificou contudo o motivo das negativas.
Segundo o secretário, um possível afastamento de suas funções cabe às diretorias dos hospitais em que esses profissionais trabalham. “A maioria deles sequer é da rede municipal de saúde. Nesse grupo também há pessoas que atuam, por exemplo, nas redes privada e estadual da capital.”
A presidente da Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro, Tânia Vergara, defende que é necessário ouvir cada um dos profissionais antes de qualquer julgamento. Na opinião dela, questões clínicas precisam ser respeitadas, mas eventuais crenças que impedem a vacinação devem ser desfeitas.
“Não temos medicamentos com os quais possamos tratar a covid-19 e a nossa única chance [de combate] é a vacina, que passou por todas as fases de pesquisas e é fabricada por instituições consagradas.”
É necessário saber quais são as razões dessas pessoas para a recusa. A menos que sejam razões clínicas, como o tratamento de outra doença em curso ou o histórico de reações a outras vacinas, não há por quê. É uma lástima [a rejeição]
Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Rio
Já o infectologista e professor da UFRJ Edimilson Migowiski teme que decisões desse tipo vindas de profissionais de saúde possam influenciar outras pessoas.
“Se essas pessoas se recusaram a ser vacinadas por questões ideológicas ou religiosas, isso é um absurdo. Mas, isso é muito diferente de uma questão técnica. A pessoa, munida de informações, pode preferir esperar por outra vacina, a da Astrazeneca, por exemplo. Mas, na minha opinião, a melhor vacina é a que está disponível”, afirma.
Lamento a decisão, caso isso tenha ocorrido por questões ideológicas. Estatisticamente, 14 pessoas que se negaram em um universo de milhares de pessoas imunizadas é pouco, um percentual quase desprezível. Não vejo um impacto direto sobre a campanha de vacinação. O que eu vejo é que por serem profissionais da saúde podem influenciar outras pessoas
Edimilson Migowiski, infectologista
O secretário Soranz informou nesta semana, após a recusa dos seis idosos, que fará uma companha de conscientização em prol da vacinação.
Rio: 1º lote deve acabar hoje
A prefeitura espera ter vacinado até o final da tarde de hoje 115 mil pessoas. O número corresponde ao primeiro lote da vacina recebida pela capital fluminense —ao todo, foram encaminhadas 231.840 doses, sendo que cada vacinado toma duas doses com intervalo de algumas semanas.
Na última terça-feira (19), o estado recebeu 488 mil doses que foram divididas pelos 92 municípios.
O número é muito baixo e insuficiente para vacinar todos os profissionais da saúde. Não há previsão para a chegada de uma nova remessa da CoronaVac e não há estimativa de quando idosos e pessoas com comorbidades serão vacinados.
Nesse primeiro lote, foram vacinados trabalhadores da saúde que trabalham na linha de frente contra a covid-19 e idosos em asilos ou abrigos.
Nas últimas 24h, Feira de Santana não registrou nenhum óbito por Covid-19. Até agora, são exatamente 21.538 pacientes curados, índice que representa 94,8% dos casos confirmados. O Além disso, foram registrados 80 exames negativos para o vírus e 88 casos positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 56 pacientes internados no município e 764 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste sábado (23).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTE SÁBADO 23 de janeiro de 2021
Casos confirmados no dia: 88 Pacientes recuperados no dia: 40 Resultados negativos no dia: 80 Total de pacientes hospitalizados no município: 55 Óbito comunicado no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 764 Total de casos confirmados no município: 22.707 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 709 Total de recuperados no município: 21.538 Total de exames negativos: 32.089(Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 772 Total de óbitos: 404
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 20.998 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021) Resultado positivo: 3.722 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 13 Resultado negativo: 17.276 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Imunizantes agora serão distribuídos para o resto do país para a imunização
Foto: Reprodução
Pleno News- A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberou na tarde deste sábado (23), por volta das 14h, as doses da vacina contra a Covid-19 produzidas pela Universidade de Oxford, com parceria do laboratório AstraZeneca, para serem entregues ao Ministério da Saúde e, em seguida, distribuídas aos estados.
A carga da vacina que veio da Índia, com 2 milhões de doses produzidas pelo instituto indiano Serum, foi analisada desde a madrugada deste sábado em um procedimento que é uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que os imunizantes sejam aplicados.
À noite, após a longa viagem da Índia para o Brasil, as vacinas passaram por uma avaliação de temperatura para verificar se estavam nas condições perfeitas. Já pela manhã, as caixas foram etiquetadas. Cada uma delas tem 50 frascos e 500 doses de vacina.
Nas primeiras horas deste sábado (23), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) coletou amostras para análise de protocolo e liberação do produto para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribuí-la pelo país.
‘Estamos negociando receber mais doses no começo de fevereiro’, destacou o ministro
Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão
O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que rapidamente o Brasil deve conseguir imunizar 8 milhões de pessoas contra o coronavírus e, então, passará a ser o segundo país do Ocidente com mais pessoas vacinadas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. As declarações foram dadas na noite desta sexta-feira (22).
– Esse processo começou em junho. Esses dois milhões de doses são apenas o início. Estamos negociando receber mais doses agora, no começo de fevereiro, e o IFA ingrediente farmacêutico ativo, para a produção nacional de 15 milhões de doses por mês. A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre – afirmou.
Pazuello esteve no Rio de Janeiro para receber os dois milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca, produzida pelo Instituto Serum, da Índia, que chegaram às 22h desta sexta-feira à base aérea do Galeão e foram encaminhados à sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A conferência das vacinas estava prevista para acontecer na madrugada deste sábado (23), bem como a colocação de rótulos em língua portuguesa, para depois os imunizantes serem distribuídos aos estados.
VACINAS CONTRA COVID-19 NO BRASIL Além das vacinas CoronaVac, da China, e da farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, o Brasil deve contar com a vacina russa Sputnik, desenvolvida na China e produzida no Brasil por um laboratório particular, para combater o coronavírus.
– Está sendo negociada para isso – afirmou o ministro.
O uso da Sputinik no Brasil ainda não foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, e o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, também participaram da cerimônia de recebimento das doses da vacina.
O ministro Ernesto Araújo exaltou a cooperação da Índia com o Brasil e classificou a chegada das doses, ontem, como um marco na relação entre os dois países.
Para a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, a chegada da vacina representa “uma mensagem de esperança que vem da ciência” no combate à pandemia de coronavírus.
– A vacina pode ser comparada, na história do mundo, à água potável para a saúde das populações – afirmou.
Agência Brasil- O ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse, na noite desta sexta-feira (22), no Aeroporto Internacional de São Paulo, onde chegaram os 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, que 5% dessa primeira carga será encaminhada ao Amazonas, onde afirmou estar o “maior risco do país” em relação à Covid-19.
– Damos prioridade neste momento para o estado do Amazonas, principalmente sua capital Manaus, que vive hoje uma situação realmente mais crítica no nosso país. E essa prioridade fica evidente a partir de um acordo com os governadores, onde 5% dessa primeira carga vai ser destinada aonde está o maior risco do país que é em Manaus – disse.
Segundo Pazuello, todos os estados receberão suas vacinas no período de 24h após o início da distribuição.
O voo originário da Índia que trouxe dois milhões de vacinas da AstraZeneca contra a covid-19 chegou por volta das 17h30 no Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado em Guarulhos.
Para o recebimento da carga, estavam presentes no local o ministro da Saúde Eduardo Pazuello e os ministros Ernesto Araújo e Fábio Faria, das Relações Exteriores e Comunicações, respectivamente.
Ernesto Araújo ressaltou que a chegada dos imunizantes ao Brasil vindos da Índia reforçam a parceria entre os dois países.
– Uma parceria que se consolidará nessa área de vacinas, nessa área de medicamentos e muitas outras – disse.
Já o ministro das Comunicações enfatizou que o governo quer unificar o Brasil e não vai medir esforços para vacinar todos os brasileiros.
Instituto fará checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
As 2 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), começarão a seguir para os estados na tarde deste sábado (23). Depois de chegar em voo da Emirates no Aeroporto de Guarulhos, às 17h20 dessa sexta-feira (22), a carga foi transportada em um avião da Azul até a Base Aérea do Galeão, onde chegou às 22h.
O avião foi recebido na pista por um batismo simbólico, com jatos de água lançados em forma de arco pelos bombeiros do Aeroporto Rio-Galeão.
As vacinas prontas foram fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia, e eram aguardadas desde sábado (16), mas tiverem atraso no envio por questões internas da Índia.
O avião com as vacinas da AstraZeneca/Oxford foi recebido na pista por um batismo simbólico – Fernando Frazão/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. Também estavam presentes o embaixador da Índia, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade. Esta última se juntou ao grupo no Rio de Janeiro.
“A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro. E isso vai nos colocar, rapidamente, no topo da lista do número de vacinados. Com 8 milhões de doses, nós passaremos a ser o segundo país do ocidente que mais vacinou”, disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea.
O ministro Ernesto Araújo ressaltou a cooperação e a relação diplomática com a Índia. “Isto aqui é o começo de uma parceria tanto na área farmacêutica quanto em muitas outras áreas com a Índia. País pelo qual temos uma admiração imensa, uma amizade imensa, que agora se consolida ainda mais”, disse Araújo.
Os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade – Fernando Frazão/Agência Brasil
O embaixador indiano classificou o momento como um dia histórico entre os dois países. “Este dia traz sorrisos e otimismo a muitas pessoas. O Brasil é o primeiro país a receber esta carga e nós estamos muito orgulhosos de fazer parte deste processo. A Índia assegurará vacinas para todos os países e todos os povos”, disse Suresh Reddy.
Para a presidente da Fiocruz, a chegada da vacina é uma vitória da ciência. “Neste momento de perdas, ter a vacina é uma esperança que vem da ciência, que vem do Sistema Único de Saúde. É uma vacina com 70% de eficácia e que poderá ser administrada no intervalo de 12 semanas. Isto será muito importante para o nosso sistema de saúde”, ressaltou Nísia Trindade.
Fiocruz
Da Base Aérea, as vacinas seguiram em caminhões refrigerados para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português.
Esse processo será feito ao longo da madrugada e da manhã de sábado e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção. A previsão é de que as vacinas estejam prontas para distribuição para todos os estados brasileiros no período da tarde.
Toda a logística de distribuição ficará sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.
Bolsonaro
Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a chegada das 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford ao Brasil. Ele disse que foram “negociadas pelo Ministério da Saúde e [a vacina já foi] adquirida também por um grande número de países”.
– Recebemos hoje 2 milhões de doses da vacina Astrazeneca/Oxford, vindas da Índia. – Negociadas pelo @minsaude , e adquirida também por um grande número de países. pic.twitter.com/VIVtE262SZ