Campanha da Rede Mater Dei reforça prevenção, acompanhamento e cuidado em todas as etapas da doença

Foto: divulgação

A Bahia deve registrar cerca de 4.480 novos casos de câncer de mama em 2026, sendo 1.340 somente em Salvador, segundo as novas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No Brasil, são esperados 78.610 casos por ano entre 2026 e 2028, mantendo o câncer como a doença mais incidente entre as mulheres quando excluídos os tumores de pele não melanoma. Nesse cenário, a Rede Mater Dei lança neste Outubro Rosa a campanha “Sempre é tempo de recomeçar”, voltada à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao cuidado durante toda a jornada da paciente.

O alerta ganha ainda mais relevância com os dados de mortalidade. O mais recente boletim epidemiológico do INCA, divulgado em 29 de setembro deste ano, aponta 20.849 mortes por câncer de mama no país em 2024. O documento mostra ainda que, no Nordeste, a idade mediana das mulheres no momento do diagnóstico é de 57 anos.

Exame não deve esperar

A campanha defende que o cuidado comece antes do aparecimento de sintomas. A orientação adotada pela Rede Mater Dei é de mamografia anual a partir dos 40 anos e avaliação mais precoce, com acompanhamento do mastologista, para mulheres com histórico familiar.

Para o mastologista Ezio Novais, diretor médico do Hospital Mater Dei Salvador, o rastreamento permite encontrar alterações que ainda não são perceptíveis. “A mulher não deve esperar sentir algo diferente na mama para procurar atendimento. Muitas lesões em estágio inicial não provocam sintomas. É justamente aí que o acompanhamento e os exames periódicos assumem um papel decisivo.”

A mastologista Carolina Argolo reforça que o risco deve ser individualizado. “Idade é importante, mas não é o único fator que avaliamos. Histórico familiar e características próprias de cada mulher podem indicar a necessidade de começar o acompanhamento mais cedo. Por isso, a consulta com o mastologista também faz parte da prevenção.”

Cuidado continua após o diagnóstico

O conceito “Sempre é tempo de recomeçar” também procura acolher quem já recebeu o diagnóstico. A proposta da Rede Mater Dei integra ginecologia, mastologia, diagnóstico por imagem e oncologia, acompanhando a mulher da consulta de rotina ao tratamento.

Segundo o oncologista clínico Daniel Argolo, os avanços na abordagem do câncer de mama permitem tratamentos cada vez mais direcionados. “Hoje avaliamos não apenas o tamanho ou o estágio da doença, mas as características biológicas do tumor e da própria paciente. Isso permite individualizar o tratamento e definir estratégias capazes de oferecer melhores resultados e qualidade de vida.”

Além de conteúdos informativos, a campanha prevê vídeos com especialistas e pacientes, palestras, rodas de conversa e ações para incentivar mães, filhas e amigas a se apoiarem na manutenção dos exames em dia.

Com informações da assessoria de Comunicação.


Pacientes acamados, domiciliados ou idosos residentes no distrito de Maria Quitéria já não precisam mais se deslocar de suas casas até a unidade de saúde para receber os medicamentos de uso contínuo. Desde a manhã desta quinta-feira (1º), a Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Saúde, já está fazendo a entrega nas próprias residências, através do programa Remédio em Casa.

O início do programa no distrito de Maria Quitéria foi acompanhado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, além de técnicos de saúde da Prefeitura. A equipe percorreu vários povoados e visitou pacientes, informando sobre a ampliação do programa, que passa a contemplar também as suas comunidades.

Ao visitar os pacientes, o prefeito José Ronaldo informou que a distribuição dos medicamentos nas próprias residências passa a ser bimensal, com volumes suficientes para atender à demanda do período. “Antes dos medicamentos acabarem, as equipes da Secretaria da Saúde estarão aqui abastecendo novamente. Desta forma, os pacientes não precisam mais se deslocar para ir buscar os remédios”, assegurou.

Aos 80 anos, dona Kikita, como é mais conhecida a anciã viúva Augusta Oliveira da Silva, residente no povoado de Olhos d’Água da Formiga, comemorou ao saber que, a partir de agora, passa a receber remédios de uso contínuo em casa, juntamente com um filho que também faz uso de medicamentos que não podem ser interrompidos. “Estou muito feliz porque agora já não me preocupo mais em ter alguém para ir buscar os remédios”, frisou.

A iniciativa também foi comemorada por dona Iaiá, como é mais conhecida dona Júlia Gonçalves, moradora do povoado de Lagoa da Camisa. Buscar os remédios de uso contínuo em uma unidade de saúde para o marido, Geraldo Gonçalves, 71 anos, dos quais três deles em cima de uma cama, depois que sofreu AVC, sempre foi, conforme explica, motivo de muita preocupação. “Eu passo o dia todo tomando conta de meu marido. Hoje ele é como uma criança e, todas as vezes que dou a comida para ele ou os remédios, eu lhe digo o quanto eu o amo, lhe dou um abraço e um beijo. Eu não posso deixá-lo só. E este programa veio para trazer um alívio. Estou muito feliz com esta iniciativa”, afirmou.

Atenta à propaganda da Prefeitura de Feira na TV informando sobre o programa Remédio em Casa, a idosa Dilene Ribeiro da Silva, 68 anos, residente no povoado de Água Grande, ficou feliz com a chegada do programa e abriu as portas de sua casa para receber o prefeito José Ronaldo e o secretário Rodrigo Matos, com os quais conversou durante um longo período e falou sobre a expectativa com a entrega dos remédios de uso contínuo em sua residência. “Estou muito feliz porque muitas pessoas não têm condições de se deslocar até um posto de saúde para ir buscar os remédios. Agora a realidade é outra, os remédios estão vindo para minha casa”, afirmou, sorrindo.

Durante o início da distribuição dos medicamentos nos povoados do distrito de Maria Quitéria, também esteve presente o secretário de Comunicação, Joilton Freitas.

O programa já está contemplando os distritos de Bonfim de Feira, Ipuaçu, Matinha, Jaguara, Jaíba e agora também Maria Quitéria. Em novembro, chega a Humildes e, por fim, em dezembro, estará atendendo também em Tiquaruçu.

*Secom


Especialista do Hospital Mater Dei Goiânia explica quais hábitos protegem as articulações e quando a dor no joelho precisa ser investigada

Dor no joelho não é “coisa da idade”; saiba como preservar a mobilidade até os 80 anos. Créditos: Pixabay

Chegar aos 70 ou 80 anos caminhando, subindo escadas e realizando as atividades do dia a dia com independência depende também dos cuidados adotados com as articulações ao longo da vida. Entre elas, os joelhos merecem atenção especial por suportarem grande parte da carga corporal e serem frequentemente afetados pela osteoartrite.

A doença é uma das principais causas de limitação funcional das articulações e se torna mais frequente com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos. Dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos podem comprometer atividades simples do cotidiano e, em casos mais avançados, afetar diretamente a autonomia.

Mas sentir dor no joelho não deve ser encarado automaticamente como uma consequência inevitável da idade. Excesso de peso, perda de força muscular e sedentarismo estão entre os fatores que podem contribuir para a sobrecarga das articulações.

Segundo a médica ortopedista Ingrid Araújo, do Hospital Mater Dei Goiânia, preservar a mobilidade passa por cuidados que devem começar bem antes da terceira idade. “Manter-se fisicamente ativo, fortalecer a musculatura, controlar o peso e trabalhar mobilidade e equilíbrio são fundamentais. O movimento é um aliado da articulação. O sedentarismo favorece a perda de força muscular e, consequentemente, de autonomia com o envelhecimento”, explica.

A prática regular de atividade física também contribui para fortalecimento muscular, equilíbrio e manutenção da capacidade funcional. Para pessoas idosas, esses fatores têm impacto direto na preservação da independência e na redução do risco de quedas.

Quando a dor deixa de ser normal

Nem todo desconforto no joelho significa a presença de uma doença, mas alguns sinais não devem ser ignorados. “Quando a dor é persistente ou recorrente, limita atividades do dia a dia ou vem acompanhada de inchaço, instabilidade, travamento ou perda de movimento, é importante investigar. Também merecem atenção dores após traumas importantes ou que apresentam piora progressiva”, orienta a médica.

Nos casos de osteoartrite, o tratamento também não significa necessariamente cirurgia. Controle do peso, fortalecimento muscular, atividade física, reabilitação e tratamento adequado de lesões podem ajudar a preservar a função da articulação e retardar a perda de mobilidade. “Nem sempre é possível evitar a artrose, mas podemos atuar para preservar a função da articulação e retardar a perda de mobilidade. O principal objetivo é envelhecer mantendo movimento, independência e qualidade de vida”, reforça Ingrid.

Com informações da assessoria de Comunicação.


No Setembro Lilás, neurologista do Hospital Mater Dei Goiânia explica quais mudanças na memória, comportamento e autonomia precisam de atenção e por que o diagnóstico precoce faz diferença

Dra. Lorena Bochenek, neurologista do Hospital Mater Dei Goiânia, alerta para sinais de mudanças na memória, comportamento e autonomia que podem indicar a necessidade de avaliação neurológica. Foto: Arquivo Pessoal/Mater Dei

Esquecer onde colocou as chaves, demorar para lembrar o nome de alguém ou entrar em um cômodo e não recordar imediatamente o que iria fazer pode acontecer com o envelhecimento. O sinal de alerta surge quando os esquecimentos se tornam frequentes, progressivos e começam a interferir na rotina e na autonomia da pessoa.

Durante o Setembro Lilás, mês de conscientização sobre a doença de Alzheimer, especialistas reforçam a importância de reconhecer mudanças que não devem ser atribuídas simplesmente à idade.

Segundo a neurologista Lorena Bochenek, médica do Hospital Mater Dei Goiânia, mais importante do que um episódio isolado de esquecimento é observar como essas alterações evoluem e o impacto que passam a ter na vida cotidiana. “É normal que, com o envelhecimento, a memória fique um pouco mais lenta. O que chama a atenção para Alzheimer é quando o esquecimento começa a comprometer situações do dia a dia.

A pessoa que sempre cuidou das próprias contas pode começar a esquecer pagamentos, quem sempre cozinhou pode deixar o fogão ligado ou alguém pode repetir várias vezes a mesma pergunta, mesmo depois de receber a resposta”, explica.

Outro aspecto importante, segundo a neurologista, é que muitas vezes a própria pessoa não percebe as mudanças. A família pode começar a identificar repetição de histórias, esquecimento de compromissos ou erros em atividades que antes eram realizadas normalmente. “Mais importante do que um esquecimento isolado é observar a frequência, a progressão e o impacto na autonomia. O envelhecimento pode tornar a memória mais lenta; na doença de Alzheimer, a alteração tende a ser progressiva e começa a interferir na capacidade da pessoa de conduzir a própria vida”, afirma Lorena.

Mudanças de comportamento também merecem atenção

Os primeiros sinais não se restringem à memória. Perder-se em lugares conhecidos, apresentar dificuldade para organizar tarefas, administrar dinheiro ou medicamentos, ter problemas para encontrar palavras e depender cada vez mais da ajuda de outras pessoas também podem indicar a necessidade de avaliação.

Esquecimentos frequentes e progressivos, especialmente quando começam a interferir na rotina e na autonomia, merecem investigação médica. Foto: Pixabay

Mudanças de comportamento e personalidade igualmente merecem atenção. “Apatia, irritabilidade, desconfiança excessiva, isolamento social ou perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas também podem aparecer. Isso não significa necessariamente Alzheimer, porque existem outras causas de alterações de memória, inclusive algumas tratáveis. Por isso, diante de uma mudança persistente ou progressiva, a avaliação neurológica é fundamental”, orienta.

Diagnóstico ajuda a planejar o futuro

Identificar precocemente a causa das alterações cognitivas permite definir estratégias de acompanhamento e tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente.

Para Lorena Bochenek, o diagnóstico também tem impacto direto sobre a família.“O diagnóstico precoce permite entender o que está causando a alteração cognitiva e qual é o estágio da doença. Isso possibilita iniciar as medidas terapêuticas e de prevenção de forma mais adequada e, quando indicado, avaliar tratamentos específicos para a doença de Alzheimer”, explica.

A identificação em estágios iniciais também permite organizar questões relacionadas à segurança, aos cuidados, às finanças e às decisões futuras enquanto o paciente ainda consegue participar ativamente desse planejamento. “Hoje, falar em Alzheimer não deve significar apenas falar em perda de memória. Quanto mais cedo identificamos a doença, maior é a possibilidade de planejar o cuidado de forma individualizada e preservar, pelo maior tempo possível, a autonomia, a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente”, destaca a neurologista.

Com informações da Assessoria de Comunicação


O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, foi internado nesta quinta-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação clínica e continuidade do tratamento de uma pneumonia bacteriana. O quadro havia começado a ser tratado em São Luís, no Maranhão.

Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital, Sarney está estável e permanece sob cuidados médicos. Até o momento, não havia previsão de alta.

Antes da viagem, o ex-presidente publicou nas redes sociais que iria a São Paulo para fazer exames e acompanhar sua recuperação. Ele afirmou que, aos 96 anos, é importante verificar como está sua saúde e disse esperar retornar em breve ao Maranhão.

“Estou bem e agradeço o carinho e as mensagens de preocupação. Logo estarei de volta à minha rotina.”, diz presidente
Sarney havia recebido alta de um hospital de São Luís em 16 de setembro, após três dias de internação para tratar a pneumonia.

*SBT News
Foto: Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil


A Bahia registrou aumento expressivo dos casos de Chikungunya neste ano, de acordo com o último relatório da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Entre os dias 04 de janeiro de 22 de setembro de 2026, foram notificados 10.264 casos prováveis da doença. Até o momento, 3 óbitos por Chikungunya foram registrados. Segundo a Sesab, ainda não se pode considerar “surto” da doença no estado.

Ainda neste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta a nível estadual e municipal alertando para o risco de aumento na transmissão de arboviroses, ou seja, doenças causadas por artrópodes como mosquitos e carrapatos, incluindo o Aedes aegypti. A previsão é explicada pelo fenômeno El Niño, que causa aumento das temperaturas e alteração do regime de chuvas.

No mesmo período, em 2025, o número de casos prováveis era de 2.187, o que configura um aumento de 369,3%. No total, 201 municípios realizaram o monitoramento de infecções por Chikungunya. O maior Coeficiente de Incidência (CI) – calculado a cada 100.000 habitantes – ocorre na cidade de Alagoinhas, com um CI de 2.534,18.

Já nos casos de dengue, foi comprovada uma redução de 15,4%, com 28.199 casos prováveis registrados em 2025 e 23.844 casos em 2026, no mesmo período entre 04/01/2026 e 22/09/2026. Os casos de Zika Vírus aumentaram em 2%, com 260 casos em neste ano contra 255 no ano passado.

Para prevenção contra o Aedes aegypti, é preciso eliminar os focos de criadouro para o mosquito. A recomendação é de impedir o acúmulo de água parada em pneus, garrafas, latas ou vasos de planta, e manter caixas-d’água devidamente vedadas. A prefeitura e outros órgãos responsáveis podem ser acionados caso moradores verifiquem a possibilidade de risco em algum local da vizinhança, como em terrenos baldios.

*Metro1
Foto: Divulgação/Fiocruz


A campanha Outubro Rosa, de prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero, ganha reforço em Feira de Santana com o início das marcações no Ambulatório de Saúde da Mulher (ASM), localizado na Rua Caitité, nº 550, no bairro Jardim Cruzeiro. A iniciativa amplia o acesso de mulheres e homens trans usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a consultas e exames preventivos.

A partir desta terça-feira, 22, o serviço inicia o agendamento de consultas e exames, incluindo o Papanicolau. A programação integra as ações do Outubro Rosa e busca fortalecer a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento dos pacientes.

Mais de 5 mil mulheres atendidas em 2025

Os números da campanha realizada no município em 2025 reforçam a importância dos exames preventivos. Naquele ano, mais de 5 mil mulheres foram atendidas durante as ações do Outubro Rosa, com 140 casos positivos de câncer de mama identificados.

Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama, mulheres a partir dos 40 anos podem realizar a mamografia mesmo sem apresentar sinais ou sintomas, desde que haja interesse da paciente e indicação do profissional de saúde.

Para a diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, a ampliação da oferta de consultas e exames durante as campanhas contribui para a identificação de casos e o encaminhamento adequado dos pacientes.

“Os casos diagnosticados variam ano após ano, mas o câncer de mama cresceu muito. Os casos positivos mais diagnosticados durante as campanhas são o câncer de próstata, depois o câncer de mama e, em terceiro, o câncer do colo do útero. São doenças que, quando diagnosticadas precocemente, podem ser tratadas, e as chances de cura são muito altas. Por isso, fazemos esse alerta: o melhor remédio é a prevenção”, esclarece.

Ainda segundo Gilberte Lucas, os pacientes que apresentam resultados positivos são encaminhados para unidades especializadas após a confirmação por biópsia. Os casos que podem ser acompanhados pela rede municipal continuam recebendo assistência nas próprias unidades de saúde.

Ações serão ampliadas durante todo o mês

As atividades do Outubro Rosa serão intensificadas nas unidades de saúde administradas pela autarquia municipal, com exceção do CMDI I, localizado na Avenida Maria Quitéria, especializado na atenção à saúde do homem.

A programação também contará com mutirões aos sábados em unidades como o CMPc, o CMDI do bairro Baraúnas e o Ambulatório de Saúde da Mulher.

Além da oferta de consultas e exames, estão previstas ações de acolhimento, educação em saúde e orientação sobre os cuidados com a saúde da mulher.

“Para além do acolhimento, vamos promover educação em saúde, com palestras, orientações sobre a saúde da mulher, café da manhã saudável e outras atividades voltadas ao bem-estar e à prevenção”, destaca Gilberte.

Consultas com equipe multiprofissional

No Ambulatório de Saúde da Mulher, o rastreamento e o acompanhamento serão intensificados ao longo do mês de outubro.

De acordo com a coordenadora do ASM, Aline Bastos, a unidade já realiza o agendamento de consultas em diferentes especialidades para ampliar o atendimento às usuárias.

“Estamos fazendo agendamentos para consultas com urologista, cardiologista e ginecologia geral, com atendimento pela equipe multiprofissional. As marcações serão realizadas para todas aquelas que solicitarem os nossos serviços de saúde”, afirmou.

A proposta é oferecer atendimento de forma integrada, permitindo que os pacientes tenham acesso não apenas aos exames preventivos, mas também a profissionais de diferentes áreas que possam contribuir para o cuidado integral com a saúde.

Prevenção e autocuidado

Mais do que uma campanha representada pela cor rosa, o Outubro Rosa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do autocuidado.

A ampliação da oferta de consultas e exames durante o mês de outubro busca facilitar o acesso aos serviços de saúde e incentivar a população a manter o acompanhamento preventivo em dia.

Em Feira de Santana, a programação da campanha reforça a importância de reservar um momento para cuidar da própria saúde, realizar consultas, atualizar os exames e buscar orientação de profissionais de saúde.

A recomendação é que mulheres e homens trans procurem os serviços disponíveis na rede municipal e mantenham o acompanhamento de saúde conforme orientação dos profissionais.

*Secom


Na Bahia, em 2025, 73% dos ciclos de Fertilização in Vitro foram realizados por mulheres acima dos 35 anos.

Se historicamente, a maternidade acontecia com jovens entre 20 e 25 anos, idade considerada o pico da fertilidade, atualmente, as brasileiras têm filhos em média aos 28,1 anos, de acordo com o Censo 2022, do IBGE. Na Bahia, a idade média da maternidade é de 27,9 anos. A estimativa é de aumento progressivo dessa idade nas próximas décadas e os dados revelam também que quanto maior a escolaridade mais a maternidade é adiada. Muitas mulheres só começam a pensar em ter filhos a partir dos 35 anos, justamente quando sua fertilidade entra em declínio mais acelerado.

Segundo a médicaGérsia Viana, especialista em medicina reprodutiva e diretora do Huntington Cenafert, os dados refletem uma mudança comportamental decorrente de avanços nas próprias estruturas sociais. “Hoje, a maternidade não é mais uma obrigação, mas uma escolha consciente, a mulher prioriza investir na sua formação acadêmica e na sua carreira profissional e, por isso, adia seus planos de ser mãe”, afirma a médica. 

Idade e capacidade reprodutiva da mulher

O relógio biológico da mulher não favorece a maternidade. A idade é um dos fatores naturais que comprometem a sua capacidade de engravidar espontaneamente. Ao nascer a mulher já conta com seu estoque de óvulos para a vida toda. Uma mulher nasce com um a dois milhões de óvulos (oócitos) e, ao contrário do homem que produz espermatozoides durante toda a vida, a mulher não produz novos óvulos e seu estoque vai diminuindo ao longo da vida até a menopausa.

“A partir dos 35 anos, a quantidade e a qualidade dos óvulos começam a cair de forma acelerada até a falência ovariana total. E é justamente a partir dessa idade, quando a fertilidade entra em declínio, que muitas mulheres começam a pensar em ter seu primeiro filho”, esclareceGérsia Viana

A fertilidade feminina cai progressivamente a partir dos 35 anos de idade até a menopausa. A partir dos 40 anos, a gravidez espontânea ainda é possível, especialmente em mulheres que mantêm ciclos menstruais regulares e apresentam boas condições de saúde ginecológica. No entanto, nessa faixa etária, aumenta significativamente a probabilidade de ser necessário recorrer a tratamentos de reprodução assistida para alcançar a gravidez.

Quando buscar ajuda para engravidar?

Uma mulher com menos de 30 anos e vida sexual ativa, que deseja ser mãe, pode esperar até dois anos para que aconteça a gravidez se ela já foi avaliada por um especialista e não apresenta nenhum problema que possa afetar sua fertilidade. Caso a mulher tenha mais de 30 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses.

Após os 40 anos de idade, se a mulher deseja engravidar, ela deve iniciar a investigação da sua capacidade fértil o quanto antes. “A investigação da infertilidade sempre deve ser feita por ambos os parceiros para um diagnóstico mais assertivo, pois o homem também pode ter fatores que impeçam ou dificultem a concepção”, orienta a médicaBárbara Melo, especialista em medicina reprodutiva da equipe da Huntington Cenafert

A busca crescente por tratamentos de reprodução assistida para ter filhos reflete a tendência de adiamento da maternidade.Na Bahia, em 2025, foram realizados 1185 ciclos de Fertilização in Vitro, sendo 316 pacientes com menos de 35 anos e 869 com mais de 35 anos. Os números são do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), vinculado a ANVISA, e mostram que 73 % dos ciclos na Bahia foram realizados por mulheres acima dos 35 anos.

Gravidez de mulheres 40 +

Quando a gravidez não ocorre espontaneamente, é possível contar com as técnicas de reprodução assistida, especialmente a Fertilização in Vitro (FIV), que pode aumentar as chances de gravidez após os 40 anos.

“Nesses casos, além de avaliar a condição de fertilidade da mulher, como está sua reserva ovariana e seu aparelho reprodutor, é preciso fazer uma avaliação criteriosa da sua condição geral de saúde”, explica Bárbara Melo.

Uma das alternativas para a mulher que deseja adiar sua maternidade, seja por motivos profissionais ou pessoais, é optar por uma das técnicas de preservação da fertilidade, como a criopreservação de óvulos através do método de vitrificação, considerado eficaz e seguro. A recomendação, no entanto, é que o congelamento seja realizado preferencialmente até os 35 anos, uma vez que, após essa idade, ocorre uma redução progressiva da quantidade e, principalmente, da qualidade dos óvulos.

Outra opção a ser considerada é o congelamento de embriões para futura implantação no útero. Nesse caso, é feito o procedimento de Fertilização in Vitro. Os óvulos coletados são fertilizados com os espermatozoides do parceiro ou de um doador, e os embriões obtidos podem ser congelados para serem transferidos para o útero posteriormente, quando a paciente decidir engravidar.

“A indicação de cada técnica é individualizada e depende de vários aspectos, que devem ser alinhados adequadamente entre a paciente e o especialista,” finaliza Gérsia Viana.

Sobre a Huntington Cenafert

Localizada no bairro de Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada a pessoas que sonham em ter filhos.

Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida. O laboratório de reprodução assistida da clínica oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O paciente infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples – solucionados com tratamento de menor complexidade – até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.

A Huntington Cenafert integra o Grupo Eugin, uma das maiores e mais respeitadas redes de reprodução assistida do mundo, presente em nove países. Essa conexão internacional fortalece

o intercâmbio científico, a inovação contínua e o compromisso da Huntington com a evolução da medicina reprodutiva, mantendo o paciente no centro de todas as decisões.

Mais informações no site https://cenafert.com.br 


Esquecimentos que afetam a rotina, mudanças de comportamento e dificuldade com tarefas cotidianas devem ser investigados

Foto:divulgação

Esquecer onde deixou um objeto ou ter dificuldade ocasional para lembrar um nome não significa, por si só, doença de Alzheimer. O sinal de alerta aparece quando os esquecimentos se tornam frequentes, progressivos e começam a interferir na rotina, na autonomia ou na capacidade de realizar tarefas antes habituais. O Alzheimer é a causa mais frequente de demência e pode comprometer, além da memória, linguagem, raciocínio, orientação e comportamento.

No Brasil, cerca de 1,8 milhão de pessoas vivem com algum tipo de demência, o equivalente a aproximadamente 8,5% da população com 60 anos ou mais, segundo o Relatório Nacional sobre Demência, do Ministério da Saúde. A projeção é chegar a 5,7 milhões de pessoas até 2050. Outro desafio é o subdiagnóstico: estimativas apontam que cerca de 80% das pessoas com demência no país não têm o diagnóstico reconhecido. O tema ganha visibilidade neste Setembro Lilás, que traz este ano a mensagem “Alzheimer: o diagnóstico importa”.

Para o neurologista Ricardo Alvim, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS) e especialista em demências, reconhecer essas alterações precocemente tem impacto direto sobre o cuidado. “Hoje, conseguimos identificar o Alzheimer em fases mais iniciais, o que permite planejar melhor o tratamento e retardar a progressão dos sintomas”, afirma.

Sinais vão além do esquecimento – A perda de memória recente é uma das manifestações mais conhecidas, mas não é a única. Repetir as mesmas perguntas, perder-se em trajetos conhecidos, apresentar dificuldade para encontrar palavras, administrar dinheiro, organizar tarefas ou acompanhar uma conversa também pode indicar comprometimento cognitivo. Mudanças de personalidade, irritabilidade, apatia, desconfiança e isolamento merecem atenção quando representam uma alteração no comportamento habitual.

A investigação médica é importante porque nem todo problema de memória é Alzheimer. Depressão, alterações da tireoide, deficiência de vitamina B12, efeitos de medicamentos e outras condições podem produzir sintomas semelhantes. O diagnóstico envolve avaliação clínica e cognitiva, histórico do paciente, exame neurológico e, quando indicado, exames laboratoriais e de imagem. Descobrir a doença mais cedo permite iniciar o tratamento no momento oportuno e planejar melhor os cuidados futuros.

Tratamentos avançam – O Alzheimer ainda não tem cura, mas tem tratamento. Medicamentos podem ser utilizados, conforme o estágio e as características de cada paciente, para controle dos sintomas. O acompanhamento pode incluir ainda estimulação cognitiva, atividade física, reabilitação e controle de fatores de risco que interferem na saúde cerebral.

Nos últimos anos, uma nova classe de medicamentos chamada de Terapias Antiamiloides passaram a atuar também sobre o processo neuropatológico envolvido na progressão da doença. Para Alvim, a chegada desses novos medicamentos representa uma mudança importante na abordagem da doença. “Estamos presenciando uma nova era no tratamento da Doença de Alzheimer. Porém é importante frisar que essas medicações não servem pra todos os pacientes com Doença de Alzheimer”, avalia.

Rede de apoio – À medida que a doença evolui, familiares e cuidadores assumem responsabilidades crescentes. Por isso, o cuidado não deve se limitar ao paciente. Orientação profissional, divisão de responsabilidades e uma rede de apoio ajudam a reduzir a sobrecarga de quem cuida.

O principal recado é não atribuir automaticamente mudanças cognitivas importantes ao envelhecimento. Quando o esquecimento passa a interferir na vida cotidiana ou surgem alterações progressivas de comportamento e raciocínio, procurar avaliação médica pode antecipar o diagnóstico, ampliar as possibilidades terapêuticas e permitir que paciente e família se preparem melhor para os desafios da doença.

Com informações da assessoria de Comunicação.


Fotos: Luciana Bahia

Falar sobre suicídio, embora ainda seja um tabu, é uma das formas de evitar que esse ato de extremo desespero aconteça. Uma das ações preventivas ligadas ao problema, que ganha projeção e engajamento cada vez maior anualmente é o Setembro Amarelo: mês de conscientização e prevenção ao suicídio.

A campanha Setembro Amarelo, que está ganhando cada vez mais força nas redes sociais, tem o intuito de alertar a população sobre os casos recorrentes de suicídio no Brasil e no mundo. Os dados são alarmantes. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, 14 a 15 mil pessoas tiram a própria vida por ano.

A cada 45 minutos um brasileiro tira a própria vida, ou seja, 32 a 40 por dia.
No mundo, são registrados cerca de 800 mil suicídios anuais. Trata-se de uma realidade alarmante, com números crescentes, principalmente entre os jovens. O suicídio é a quarta maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos, tendo a depressão como um dos principais fatores desencadeantes, segundo especialistas. No entanto, a OMS afirma que o suicídio tem prevenção em mais de 90% dos casos.

O suicídio entre adolescentes e jovens adultos aumentou nas Américas nas últimas duas décadas, enquanto a tendência global segue em queda. Em 2021, 18.157 pessoas de 10 a 24 anos morreram por suicídio na região, de acordo com dados divulgados pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) em 2026. O crescimento foi especialmente preocupante entre os mais jovens: entre 10 e 14 anos, o avanço foi mais acentuado.

O cenário reforça a importância de reconhecer mudanças de comportamento e, sobretudo, levar a sério quando alguém fala sobre não querer mais viver. Segundo a Opas, três em cada quatro mortes por suicídio entre adolescentes e jovens adultos nas Américas em 2021 ocorreram entre pessoas do sexo masculino. Apesar disso, o aumento das taxas foi mais rápido entre as mulheres. O crescimento de 38% nas taxas de suicídio entre jovens ao longo de pouco mais de duas décadas também superou o avanço de 17% observado na população geral, o que liga o sinal de alerta.

Grande parte das mortes por suicídio em todo o mundo está relacionada a doenças mentais não tratadas ou tratadas de forma inadequada. Depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia estão entre os fatores mais associados ao risco, mas também entram nessa equação uso de álcool e outras drogas, desesperança, isolamento social, impulsividade e dificuldades para lidar com problemas. Ter acesso a meios letais também aumenta o risco.

Segundo a psicóloga Bianca Reis, “Durante muito tempo se acreditou que falar de suicídio levaria as pessoas a pensar em tirar a própria vida, o que é na verdade um grande mito. Quando temos um problema de saúde, precisamos falar sobre ele”.

E embora já tenha sido comprovado o contrário, existe um mito que crianças não têm problemas e isso precisa ser desmistificado. Não existe uma idade específica em que o problema possa se manifestar, portanto, acomete desde crianças e adolescentes até idosos.

“Crianças não pagam boletos, mas elas podem estar pagando altos preços por aqui estarem existindo. Por isso, ideações suicidas não se manifestam apenas na adolescência, na idade adulta e na velhice, mas também na infância. Entre 2012 e 2021 foram 1563 mortes por suicidio entre pessoas de 10 a 14 anos no Brasil.” acrescenta Bianca Reis.

A especialista destaca ainda que esse é um problema grave que afeta pessoas em diferentes momentos da vida e, por esse motivo, é um assunto que merece sempre nossa atenção e não apenas no mês de setembro.

“Alguns fatores que podem contribuir e até potencializar essas ideações são lares muito conflituosos, constantes agressões físicas, abusos psicológicos, homofobia, altas cobranças relacionadas aos estudos e a nota, separação dos pais, bullying, problemas financeiros, dentre outras muitas questões. As crianças são extremamente sensíveis e elas compreendem o mundo de uma maneira bastante particular, mas também extremamente influenciada pela forma na qual as tratamos e apresentamos ela a ela mesma e ao mundo.”, pontua a psicóloga.

Ainda sobre o Setembro Amarelo, a cor da campanha está relacionada à história de um adolescente que estava em um carro amarelo, em 1994 nos EUA, quando cometeu suicidio.
Para dar visibilidade ao tema, amigos e familiares distribuíram fitas amarelas em seu sepultamento.

O entorno das pessoas que passam por um sofrimento psíquico muito grande e pensam em se suicidar pode ser um aliado no enfrentamento da questão. Um passo fundamental é procurar manter canais abertos de diálogo e comunicação com essas pessoas para que elas consigam se expressar e ser ouvidas, sem julgamentos.

“Tratá-las como incapazes de lidar com os próprios problemas, fracas, covardes ou de outra forma pejorativa ou preconceituosa não colabora. É necessária uma comunicação empática, compreensiva e solidária com o sofrimento do outro”, alerta Bianca. As redes familiares, de amigos e conhecidos, assim, são muito importantes.

O auxílio também pode vir de desconhecidos, através por exemplo de ligações que podem ser feitas para o telefone 188, do CVV – Centro de Valorização da Vida, que presta apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntaria e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar. Nas ligações, a pessoa não precisa se identificar e o atendimento pode ser feito também por email e chat disponível no site https://www.cvv.org.br/.

Outra maneira de ajudar é a orientação quanto à procura de auxílio profissional adequado. “Afeto e carinho são essenciais, mas não dispensam o acompanhamento psicológico/psicoterapêutico bem como médico/psiquiátrico/neurológico”, conclui Bianca Reis.

Sobre Bianca Reis

Psicóloga 03/11.152, Psicoterapeuta, Palestrante e Facilitadora de Grupos. Bianca é Mestra em Família, Especialista em Psicoterapia Junguiana e Pós-graduada em Estimulação Precoce e pós-graduanda em Neuropsicologia: avaliação e Reabilitação neuropsicológica, Pós-graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem e Formada em Terapia do Esquema. Atua há mais de 12 anos na área clínica, tratando de pacientes com demandas voltadas aos relacionamentos familiares e românticos, sexualidade, gênero, infância, ansiedade, depressão e outras importantes questões psicológicas e humanas.

Com informações da assesssoria de comunicação.

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