Participantes apresentam sintomas de Covid; Globo nega contágio

Participantes do BBB 22 podem estar com Covid; Globo nega Foto: Reprodução TV Globo

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) anunciou nas redes sociais, nesta quarta-feira (2), que enviou um ofício à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para que os participantes do Big Brother Brasil 22 sejam testados para a Covid-19.

A ação da parlamentar surge após o primeiro participante eliminado, Luciano Estevam, testar positivo para o vírus apenas dois depois de deixar o confinamento – o que indica que há grandes chances dele ter sido contaminado ainda dentro da casa.

Zambelli também argumenta que há outros participantes com sintomas típicos da doença, como tosse e indisposição.

– Oficiei agora a Secretaria de Saúde do RJ para TESTAREM urgentemente os participantes do BBB. Se um rapaz testou positivo 2 dias depois de sair da casa, só pode ter pego lá dentro. Se há outros com sintomas, já deveriam ter testado E DIVULGADO OS RESULTADOS – escreve a deputada, utilizando a tag #GloboTestaBBB.

Deputada Carla Zambelli oficiou Secretaria de Saúde do Rio para testar participantes do BBB Foto: Reprodução

GLOBO É COBRADA NAS REDES SOCIAIS
Desde que Luciano Estevam foi eliminado e diagnosticado com a doença, a Rede Globo tem sido cobrada nas redes sociais para dar esclarecimentos ao público. A pressão por mais transparência ficou ainda mais forte depois que participantes apresentaram sintomas da doença.

Em comunicado oficial, a emissora negou que os confinados estejam com Covid-19, e reforçou que os participantes são acompanhados diariamente por médicos.

– Mais uma vez, relembramos que todos os participantes estão sendo acompanhados constantemente por uma equipe médica que fica à disposição 24 horas por dia. Desde o início, agimos com muita transparência quando existe qualquer questão relacionada ao Coronavírus. E seguiremos assim – diz o comunicado da emissora.q

Informações Pleno News


Menores de 5 anos não são elegíveis à vacinação contra Covid-19 no Brasil; estudos mostram que familiares vacinados geram proteção aos pequenos

Foto: Cristine Rochol/PMPA

Vacinação de crianças contra a Covid-19 em Porto Alegre (RS) Cristine Rochol/PMPA 

Quando os pais perguntam à especialista em doenças infecciosas pediátricas Dra. Amy Edwards, como podem manter seus pequeninos livres da Covid-19, ela diz que isso é simples.

“Vacine todos ao seu redor e isso protegerá seu filho muito bem”, disse Edwards, diretora médico-associada de controle de infecções pediátricas no Hospital Universitário Rainbow Babies and Children, em Cleveland, nos Estados Unidos. “Não é uma proteção completa, mas é uma proteção melhor”.

Na semana passada, os EUA superaram 1 milhão de novos casos de Covid-19 entre crianças pela primeira vez desde que a Academia Americana de Pediatria começou a rastrear, disse o grupo na terça-feira, e os números agora são quase cinco vezes a taxa do pico do surto no inverno passado. Mas crianças menores de 5 anos ainda não são elegíveis para vacinas contra a Covid-19 nos Estados Unidos.

No entanto, há novas evidências de que elas podem obter proteção significativa contra o coronavírus se todos ao seu redor estiverem vacinados.

Dois novos estudos feitos em Israel descobriram que vacinar todas as pessoas de uma casa reduz a transmissão do vírus que causa a Covid-19. Os estudos foram publicados na revista Science, na quinta-feira.

Um estudo analisou o período entre janeiro e março de 2021, quando a variante Alfa do coronavírus estava em ampla circulação, e entre julho e setembro de 2021, quando a variante Delta superou a disseminação em Israel. Durante o primeiro período, nenhuma criança em Israel era elegível para receber a vacina. No segundo período, apenas crianças com 12 anos ou mais eram elegíveis.

Os pesquisadores descobriram que as crianças que viviam em uma casa com uma única pessoa vacinada tinham um risco 26% menor de pegar Covid-19 no início de 2021. Ter uma pessoa vacinada ainda gerava proteção quando a variante Delta estava em ampla circulação, mas isso diminuiu para 20,8%.

Se a criança morasse em uma casa onde dois dos responsáveis fossem vacinados, elas teria um risco significativamente reduzido de pegar Covid-19. Durante a parte da pandemia em que a variante Alfa estava em circulação, crianças que viviam com duas pessoas vacinadas tinham redução do risco em 71,7%. Com a Delta, o risco de pegar a doença era reduzido em 58,1%.

“A vacinação dos pais confere proteção substancial em casa para as crianças não vacinadas”, disseram os pesquisadores, que trabalharam na Universidade de Harvard, Instituto de Pesquisa Clalit, Universidade Ben Gurion, Universidade de Tel Aviv e Hospital Infantil de Boston.

Outro estudo analisou a taxa de transmissão entre os contatos domiciliares e reforçou o caso da proteção indireta das vacinas.

Os pesquisadores descobriram que, antes da variante Delta, as pessoas que receberam a vacina Pfizer/BioNTech e mesmo assim contraíram a doença, tiveram a infecciosidade ligeiramente reduzida em comparação com aqueles que ficaram doentes e não haviam sido vacinados.

Pesquisadores da Universidade de Yale e do Instituto Maccabi de Pesquisa e Inovação analisaram famílias que foram imunizadas com a vacina da Pfizer antes e depois que a variante Delta estava em ampla circulação.

A eficácia total da vacina foi estimada em 91,8% entre 10 e 90 dias após a vacinação e 61,1% mais de três meses após a segunda dose. Houve evidências de que a proteção diminuiu depois desse período de tempo, e o estudo não levou em consideração as doses de reforço.

Quando a variante Delta se tornou dominante, a eficácia da vacina Pfizer caiu para 65,6% entre 10 e 90 dias e 24,2% mais de três meses após a segunda dose.

Mas mesmo com o declínio na eficácia, quando os pesquisadores analisaram o risco para as crianças nessas famílias, eles encontraram uma “maior redução no risco para crianças expostas a um membro infectado vacinado versus um não vacinado, independentemente da variante que estava em circulação”, disse o estudo.

É dentro de casa onde muitos casos começam, sugere o estudo. Outros estudos sugeriram o mesmo. O risco de transmissão a partir de um membro da família infectado foi 100 vezes maior do que o risco médio de contrair infecção da comunidade.

Não houve aumento significativo na transmissão domiciliar quando a Delta estava em circulação. As crianças, no entanto, tinham um risco menor de infecção tanto da comunidade quanto de um membro da família infectado, e as próprias crianças doentes eram um pouco menos infecciosas do que os adultos.

“Sempre soubemos que as crianças não são os principais transmissores desse vírus”, disse Edwards, que não está envolvida nos novos estudos. “Os adultos sempre foram os principais transmissores desse vírus, e é por isso que é a nossa incumbência, como adultos, sermos vacinados, os que usam as máscaras e os que tomam os cuidados, porque somos os principais responsáveis por esses surtos. Somos nós que podemos mantê-las seguras”.

Informações CNN Brasil


Foto: José Ricardo Santos

Local será exclusivo para vacinação de crianças de 5 a 11 anos 

A partir desta quarta-feira, 2, a Unidade de Saúde da Família Rua Nova 2, 3 e Barroquinha não faz parte da relação de locais que realizam o exame RT-PCR, para diagnóstico da Covid-19. O local estará exclusivamente disponível para a vacinação contra a doença em crianças de 5 a 11 anos. 

Pessoas com sintomas do coronavírus podem ser atendidas nas duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e sete policlínicas municipais que oferecem o exame 24h, sem limite de testagem.

Também está disponível na Unidade de Saúde da Família Liberdade I, II e III, de segunda a quarta-feira, das 14h30 às 17h. Na Unidade de Saúde da Família Humildes I, toda sexta-feira das 8h30 às 11h30, por agendamento. Nestes locais a quantidade de exames foi limitada a 120 em cada unidade.

No Drive-in do terminal BRT da avenida Ayrton Senna, são realizados 400 exames por dia entre segunda e sexta-feira, das 14h30 às 17h. Aos sábados, das 08h30 às 11h30. O atendimento pode ser por demanda espontânea ou agendamento – realizado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).


Da pandemia emergiu o languishing, termo para denominar um sentimento persistente de apatia, desânimo e falta de motivação

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É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico (foto: Stefan Keller/Pixabay)

Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão… É mais um desânimo, uma desmotivação, a sensação de carregar um peso invisível e constante, um coração apertado, respiração difícil e uma alma vazia em um corpo que luta para se reencontrar, que há muito tempo não se vê, não se sente… É doído. 

Esses sentimentos e sensações definem o languishing, definhando, o mais novo transtorno da saúde mental aflorado com a instalação da pandemia, em 2020.Em alguns momentos da vida, todos lutamos contra a desmotivação, mas o que preocupa é quando ela se instala, quando a apatia toma conta do dia a dia e perde-se força e energia para se mobilizar por algo e por si mesmo, muitas vezes nem sequer tendo noção do que está vivendo, já que, aparentemente, tudo está bem com a saúde física/clínica, há trabalho, alimentação correta, casa, segurança, boletos em dia. É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.

Comentários do tipo ‘mas você tem saúde física, tem emprego, tem tudo’ podem fazer efeito contrário e a pessoa se sentir mal e ingrata. O languishing ainda não é classificado pelos manuais diagnósticos de psiquiatria como um transtorno. Ele é caracterizado por sintomas pontuais de vários transtornos, como o burnout, depressão, estresse agudo, como a desmotivação, a falta de foco e concentração, a sensação de apatia 

Christiane Ribeiro, médica psiquiatra e membro da Comissão de Estudos e Pesquisa em Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria

Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing. Sensação que não passa, perdura dia após dia. É como se a pessoa estivesse no limbo, num estado de indecisão, incerteza, indefinição e nada a movesse para sair desse lugar. É viver o desalento e o desamparo.

O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando.

Na pesquisa que conduziu, ele constatou que as pessoas com maior probabilidade de sofrer grandes transtornos de depressão e ansiedade na próxima década não são as que apresentam esses sintomas hoje, mas aquelas que estão definhando agora.

Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton, escreveu a respeito na versão digital do The New York Times e afirmou: “Na psicologia, pensamos em saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o pico do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor. O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é a imagem da saúde mental. Você não está funcionando em plena capacidade. O definhamento entorpece sua motivação, interrompe sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir o trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão maior – e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.”O languishing é como se entorpecesse a pessoa de qualquer motivação, propósito, foco. E não o confunda com esgotamento ou falta de esperança, as pessoas ainda têm energia, mas se sentem sem alegria, sem objetivo, estagnadas e essas emoções as dominam. 

Como tratar, curar, reverter e lutar diante das consequências emocionais e mentais que a pandemia desencadeou, que tendem a perdurar e não podem ser negligenciadas, postas debaixo do tapete, menosprezadas ou apontadas como mimimi?

Respostas buscadas de especialistas ao longo desta reportagem. Para Adam Grant, o definhamento não está apenas em nossas cabeças – está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com bandagens pessoais. 

“Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. À medida que nos aproximamos de uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão de saúde mental e bem-estar. ‘Não deprimido’ não significa que você não está lutando. ‘Não triste’ não significa que você está empolgado. Ao reconhecer que muitos de nós estão definhando, podemos começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio.”

PRAZERES DA VIDA

Christiane Ribeiro, médica psiquiatra
Para Christiane Ribeiro, médica psiquiatra, é importante tentar recomeçar as tarefas que foram paralisadas nesse contexto de definhamento aos poucos, e fazer um exercício de tentar se lembrar dos prazeres e do que o movia no passado (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Christiane Ribeiro, médica psiquiatra, doutoranda em medicina molecular pela UFMG e membro da Comissão de Estudos e Pesquisa em Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria, alerta que, antes de mais nada, quem percebe a instalação do languishing deve buscar ajuda especializada e acompanhamento psicológico inicialmente e, caso necessário, psiquiátrico.

Segundo ela, é importante tentar recomeçar as tarefas que foram paralisadas nesse contexto de definhamento aos poucos, e fazer um exercício de tentar se lembrar dos prazeres e do que o movia no passado. Exercitar-se, mesmo com uma frequência menor do que a realizada anteriormente. 

Manter contato com as pessoas queridas e próximas, mesmo que no on-line e, se possível e em segurança, caso não seja grupo de risco, permitir-se alguns encontros com os mais próximos, em local aberto, tomando todos os cuidados diante da COVID-19. “A pandemia já vem se arrastando e, infelizmente, é impossível manter a sanidade mental isolados, sem nenhum contato social, o que seria viável caso ela durasse apenas alguns dias.”

A psiquiatra destaca que fatores como resiliência, traços de personalidade e tendência genética influenciam o impacto que a pessoa sofrerá com as mudanças na rotina e o maior estresse. Um bom suporte social e familiar também é importante. 

A pessoa que já teve um histórico de transtorno de ansiedade e depressão seria considerada mais predisposta. “Percebo na prática que as pessoas mais sociais e extrovertidas apresentam mais os sintomas de languishing, uma vez necessário o isolamento e a diminuição dos encontros sociais.”Christiane Ribeiro lembra que mais importante do que ter que provar que sente dor é buscar conversar com algum especialista, pois infelizmente as pessoas são limitadas e, nem sempre, por mais bem-intencionadas, se abrir com amigos ou familiares vai ajudar.
“Comentários do tipo ‘mas você tem saúde física, tem emprego, tem tudo’ podem fazer efeito contrário e a pessoa se sentir mal e ingrata. O languishing ainda não é classificado pelos manuais diagnósticos de psiquiatria como um transtorno. Ele é caracterizado por sintomas pontuais de vários transtornos, como o burnout, depressão, estresse agudo, como a desmotivação, a falta de foco e concentração, a sensação de apatia. Embora a depressão e o languishing possam se apresentar de maneira semelhante, existem diferenças distintas.

QUARTA ONDA DA PANDEMIA: O DA SÁUDE MENTAL 

Ainda que tenha ganho luz agora, no meio da pandemia, Christiane Ribeiro enfatiza que os sintomas do languishing, o principal deles a sensação de vazio, com certeza já existia antes da COVID-19, mas com as consequências negativas na saúde mental nesse período houve uma piora. 

As pessoas se isolaram mais, e o clima de tensão e ansiedade gerou preocupações constantes. Além disso muitas formas de alívio utilizadas anteriormente, como sair e estar em família, viajar, ir à academia e até mesmo encontrar os colegas de trabalho em um happy hour, já não seriam possíveis.

Christiane Ribeiro faz um alerta, que já estão de sobreaviso toda a classe médica e profissionais da saúde, não só em BH como no mundo: “Acredito que não só a nossa cidade, mas o mundo não está preparado para esta nova onda da pandemia, que alguns autores inclusive classificaram como a ‘quarta onda’, que seria considerada a das consequências e impactos negativos na saúde mental das pessoas durante o longo período de pandemia. Temos ótimos locais de atendimento pelo SUS em Belo Horizonte, principalmente na urgência, mas infelizmente a distribuição é heterogênea e os locais estão cada vez mais lotados”.Na prática, segundo a especialista, conseguir realizar o acompanhamento ambulatorial ainda é um desafio: muitas unidades básicas de saúde não têm profissional de psicologia e se encontram superlotadas, não sendo possível a realização de retornos próximos. O teletrabalho também poderia contribuir para a piora dos sintomas do languishing uma vez que restringe mais ainda o contato social, além de aumentar a sensação de tédio e “falta de lugar”.

SINTOMAS DISTINTOS

  • Depressão: tristeza constante, humor deprimido, choro fácil, alterações no apetite, sentimentos de inutilidade e pensamentos de morte ou suicídio.
  • Languishing: a pessoa passa a se sentir estagnada, vazia e monótona, alguns pacientes o descrevem como “não me sinto bem, e nem muito mal”, ou “não consigo sentir mais prazer e nem me sinto triste”.

Fonte: Christiane Ribeiro, médica psiquiatra 

Ilustração de uma escada saindo de dentro de uma cabeça
Identifique o que o deixa desmotivado e saiba como acionar as ferramentas, ao seu alcance, para se motivar (foto: Tumisu/Pixabay. Languishing)

AS DUAS FONTES PRINCIPAIS DE MOTIVAÇÃO

  1. Interna: que vem do nosso propósito de vida, das nossas crenças e valores.
  2. Externa: vem do ambiente em que vivemos e do possível reconhecimento social. A motivação externa pode ser dinheiro, fama, aprovação dos outros, etc.

Fonte: Mundo Psicólogos.pt

POR QUE VOCÊ SE SENTE DESMOTIVADO? 

  1. Falta de autoconfiança: quando alguém acredita que não é capaz de fazer algo ou está convencido de que não pode tolerar o sofrimento associado a uma determinada tarefa, é muito provável que seja difícil estabelecer metas e persistir para alcançá-las.
  2. Evitar algum tipo de desconforto: muitas vezes, a falta de motivação é uma forma de se proteger de sentimentos desconfortáveis como, por exemplo, a frustração. Isso ocorre principalmente quando a meta é difícil de alcançar.
  3. Falta de compromisso: quando tem que fazer uma tarefa porque é obrigado ou por causa da pressão social. Se não há um desejo real de alcançar um objetivo, é impossível haver motivação.
  4. Estar sobrecarregado: se está numa fase em que tem de resolver muitos problemas ao mesmo tempo, é natural que se sinta estressado e este sentimento pode matar a motivação.
  5. Problemas de saúde mental: a falta de motivação é um sintoma comum de depressão (e no languishing). Pode também estar relacionada com outros transtornos psicológicos, como a ansiedade.

Fonte: Mundo Psicólogos.pt

COMO AGIR PARA SE MOTIVAR?

  1. Haja como se estivesse motivado: enganar o cérebro pode mudar as emoções e consequentemente aumentar a motivação. Em vez de ficar sentada no sofá à espera de motivação, pergunte-te: o que eu estaria fazendo se estivesse motivado? Depois, tente fazer cada uma dessas tarefas. Embora no início a motivação não seja genuína, sair da inércia o fará bem e este sentimento pode te levar a encontrar uma verdadeira motivação para mudar o seu estado de espírito.
  2. Pensa positivo: quando se está desmotivado, é natural que os pensamentos negativos dominem a mente. Isso não o deixa avançar. Assim, presta atenção no que pensa e tenta substituir cada pensamento negativo por um positivo. Se pensa que vai falhar em uma tarefa, faça uma lista mental com as razões pelas quais tudo pode dar certo. Ter uma visão mais equilibrada do que pode acontecer vai te ajudar a estar mais motivada para tentar.
  3. Use a regra dos 10 minutos: se tiver uma tendência para procrastinar, essa estratégia simples pode ser útil. Dê a si própria permissão para deixar uma tarefa após 10 minutos. Quando chegar a esta marca, se pergunta se quer continuar ou parar. É provável que continue. Se não tiver motivação para começara fazer um relatório chato do trabalho ou se não conseguir sair do sofá para ir ao ginásio, use essa regra para se motivar. Verá que começar é muitas vezes a parte mais difícil.
  4. Estabeleça uma recompensa por cada dever concluído: crie pequenas recompensas pelo trabalho realizado. Essa estratégia irá te ajudar a estar motivado para atingir as suas metas. Por exemplo, se estiver desenvolvendo um projeto de trabalho importante, mas não tiver motivação para concluí-lo, trabalha durante uma hora e depois te permita olhar as redes sociais durante cinco minutos. No entanto, tenha certeza de que as recompensas não sabotam os teus esforços. Recompensar o trabalho árduo no ginásio com um donut é contraproducente. E irá diminuir a tua motivação a longo prazo.
  5. Acrescenta pequenos prazeres nas tarefas chatas: acrescenta um pouco de diversão a algo que não estás motivada a fazer:  ouça música enquanto corre, telefona para um amigo enquanto limpa a casa, acenda uma vela perfumada durante o trabalho, saia para comer num bom restaurante numa viagem de negócios. Certifique-se apenas que a diversão não afeta seu desempenho. Por exemplo, ver televisão enquanto estuda pode lhe distrair e até te levar a parar de estudar. 
  6. Cuida-te: uma dieta pobre em nutrientes, a falta de sono e de tempo livre são alguns dos fatores que podem prejudicar a motivação. Portanto, cria um plano de autocuidado e não se esqueça de: fazer exercício físico regularmente, dormir a quantidade de horas necessárias para um sono reparador, beber água e manter uma dieta saudável. ter tempo para o lazer e a diversão e passar um tempo com pessoas queridas.
  7. Busca ajuda de um psicólogo: se mesmo após seguir esses passos a desmotivação persistir, procura a ajuda de um médico e de um psicólogo. O médico irá verificar se não há nenhuma condição física que está afeta seu estado de espírito. E o psicólogo será capaz de avaliar se a apatia e o desânimo estão relacionados com quaisquer problemas de comportamento e as questões que perpassam a vida do ser humano, visa compreender os sentimentos, as emoções, as impressões e outras questões inerentes a uma pessoa. 

Fonte: Mundo Psicólogos.pt 


Para atender a população de forma célere, sem prejudicar os serviços, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está fazendo remanejamentos de profissionais para não paralisar atividades essenciais como a vacinação contra a Covid-19 e a coleta de amostras do exame RT-PCR, que é realizado no Terminal do BRT na avenida Ayrton Senna.

Somente no mês de janeiro, 225 profissionais foram afastados por terem contraído a doença. O secretário de Saúde, Marcelo Britto, afirma que está atento à situação e lamenta a grande quantidade de profissionais infectados.

“No Drive temos uma equipe composta por 14 profissionais. Desses, na última semana, nove contraíram o vírus e agora mais dois foram contaminados. Do grupo, somente três não foram infectados. E isso tem acontecido em todas as unidades de saúde, no comércio, indústrias e agências bancárias”, ressalta o secretário de Saúde.

Atualmente o número de profissionais afastados é 207, sendo 113 nas unidades de saúde e 94 nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas.

O titular afirma que a Secretaria Municipal de Saúde está enfrentando o problema fazendo os ajustes necessários para que não ocorra falta de atendimento nas unidades de saúde mas, com isso, alguns serviços foram modificados. A vacinação na UniFTC para crianças de 5 a 11 anos, que era realizada das 8h às 17h, agora funciona até as 12h.

Também foi limitada a quantidade de testes realizados nos pontos de testagem para não gerar aglomeração nos locais. No Drive-in do terminal BRT da avenida Ayrton Senna, são realizados 400 exames por dia, gratuitamente, entre segunda e sexta-feira, das 14h30 às 17h. Aos sábados, das 08h30 às 11h30. O atendimento pode ser por demanda espontânea ou agendamento – realizado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Nas Unidades de Saúde da Família Rua Nova I e II, Barroquinha o atendimento é por ordem de chegada, das 9h às 11h30. Já no turno da tarde, é possível fazer na Unidade de Saúde da Família Liberdade I, II e III, na segunda e quarta-feira, das 14h30 às 17h. Na Unidade de Saúde da Família Humildes I, toda sexta-feira das 8h30 às 11h30, por agendamento. A quantidade foi limitada a 120 exames em cada unidade.

Duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e sete policlínicas municipais também oferecem o serviço 24h, sem limite de testagem. O exame é importante para evitar que pessoas contaminadas transitem em meio a população ocasionando a proliferação do vírus, principalmente da variante Ômicron.

*Secom


O Conselho de Administração da Unicred do Nordeste realizou em João Pessoa, na Paraíba, última sexta-feira, dia 28, o seu primeiro encontro de 2022. Em formato semipresencial, o evento contou com representantes da cooperativa de crédito nos estados de Alagoas, Bahia e Pernambuco, além dos dirigentes paraibanos.

Em pauta, o planejamento da instituição para este ano, suas possibilidades de expansão em outros estados nordestinos e a almejada retomada de atividades no Norte do país, além da avaliação dos resultados alcançados no exercício anterior.

“O encontro atingiu o objetivo, de integrar cada vez mais os nossos diretores regionais”, diz o presidente do Conselho de Administração, o médico feirense João Batista de Cerqueira.

O calendário da Unicred do Nordeste prevê para o mês de abril o próximo evento do Conselho de Administração, que será realizado em Caruaru, estado de Pernambuco. João Batista já retornou a Feira de Santana, sede da cooperativa, agradecido ao presidente da FECOMERCIO- PB, José Marconi Medeiros de Souza, e ao conselheiro Eduardo Cavalcanti, “pela atenção dispensada e acolhida a todos os convidados” no hotel do SESC/SENAC Cabo Branco.

Os dirigentes do Conselho que participaram da reunião de forma presencial, além dos anfitriões: Tereza Cristina e Alex Lins, de Alagoas; Pedro Melo, de Pernambuco e João Batista de Cerqueira e Paulo Andrade, da Bahia.


www.brasil247.com -
(Foto: Reuters)

Reuters – A farmacêutica japonesa Kowa anunciou nesta segunda-feira (31) que o medicamento antiparasitário ivermectina foi considerado eficaz no tratamento da variante Omicron do COVID-19 em um estudo de Fase III.

O teste constatou que a ivermectina tem “um efeito antiviral” contra a variante, afirmou a Kowa em seu comunicado, sem fornecer mais detalhes. A empresa tem trabalhado com a Universidade de Kitasato, uma instituição de ensino superior privada de Tóquio.

Os ensaios clínicos avaliando o medicamento, que é usado para tratar parasitas em animais e humanos, estão em andamento, mas a promoção do medicamento como tratamento para Covid-19 é controversa.

O medicamento não é aprovado para o tratamento de Covid-19 no Japão e a FDA (Administração Federal de Medicamentos dos EUA) alertou repetidamente contra seu uso. 


Uma pessoa segura bandeira do movimento trans — Foto: Brendan McDermid/Reuters/Arquivo

Uma pessoa segura bandeira do movimento trans — Foto: Brendan McDermid/Reuters/Arquivo 

Na sala de espera do ginecologista, mulheres de todas as idades. Jovens, idosas, grávidas. O médico chama pelo nome e elas entram, uma de cada vez, numa rotina comum. 

De repente, entre os tantos nomes femininos, um masculino ecoa. Os olhares se voltam. Dessa vez, o paciente é um homem, que tenta seguir até a porta sem chamar mais atenção. 

O ambiente é tomado por sussurros, que logo ficam só do lado de fora. Ele entra na sala, fecha a porta e a consulta começa em meio a um tom de constrangimento. 

O cenário pode causar estranheza, mas não deveria. O paciente é um homem transexual, que nasceu com sistema reprodutor feminino, tem útero e precisa se cuidar como qualquer pessoa. 

No entanto, o medo de situações constrangedoras, como a citada acima, o despreparo de profissionais e o preconceito fazem com que esse público deixe a saúde ginecológica de lado. 

Outra preocupação é com o ciclo menstrual, que pode continuar ativo entre alguns homens trans. Para eles, banheiros em que o mictório é a única opção são sinônimos de desrespeito e vergonha. 

De acordo com a ginecologista Luciana Pistelli, cuidar da saúde ginecológica é indispensável e cabe ao profissional de saúde se informar para garantir os cuidados específicos. 

No Dia da Visibilidade Trans, celebrado neste sábado (29), o g1 destaca relatos de pessoas transexuais do Alto Tietê e mostra que cuidar da saúde independe de gênero e é direito de todos. 

Constrangimento ao cuidar da saúde

Fernando é diretor do Núcleo Transexuais Transgeneres e Travestis de Mogi das Cruzes — Foto: Fernando Silva Santos/Arquivo Pessoal 

Fernando Silva Santos é um homem transexual. Isso significa que nasceu com o sexo biológico feminino, mas tem uma identidade de gênero masculina. Ele faz tratamento hormonal de transição de gênero há oito anos e, além do endocrinologista, precisa de exames ginecológicos de rotina. 

Porém, um cuidado que deveria ser visto com normalidade, é cercado por constrangimentos. Afinal, infelizmente, nem todos os profissionais da saúde entendem que, apesar do gênero masculino, o paciente precisa de uma atenção que, normalmente, é associada ao feminino. 

Por isso, para fazer o Papanicolau, por exemplo, exame conhecido como sendo de exclusividade das mulheres, ele tem um ritual obrigatório. Uma das formas que encontrou para se proteger foi buscar atendimento na rede privada, na tentativa de ter mais segurança na hora do atendimento. 

“Eu, muitas e muitas vezes, aqui em Mogi das Cruzes, acabava pagando exames [de Papanicolau] no laboratório. Era toda uma conversa antes. Eu tinha que chegar, conversar com o responsável, chamar de uma forma privada uma enfermeira, de forma geral, explicar toda a situação”.

O Papanicolau, também chamado de preventivo, é essencial para o diagnóstico do Papilomavírus Humano (HPV), que é o maior causador do câncer de colo de útero. Sem realizá-lo, homens transexuais correm o risco de descobrir a doença tardiamente. 

Outro constrangimento está presente na hora de encontrar o médico ginecologista. Seja dentro da sala ou do lado de fora, a desinformação e o preconceito podem fazer com que o paciente transexual não se sinta acolhido e, consequentemente, se afaste. 

“Acontecem situações corriqueiras. Por exemplo, você está em um ambiente de acesso só às mulheres, gestantes, aí chega um casal. Você está conversando com o marido da gestante, ela passa pela consulta e, logo em seguida, a médica chamar seu nome”. 

“São olhares sem entender. Você acaba se tornando um foco de atenção. Eu passei por isso. É muito difícil. Muitos meninos trans acabam evitando ao máximo de fazer esse acompanhamento com essa especialidade, o que é grave, porque acaba gerando problemas de saúde seríssimos”.

Momentos como esse podem até passar rápido, nunca são esquecidos e ainda colocam a saúde em risco. Sem acesso ao atendimento, pessoas trans não recebem o tratamento adequado e acabam expostas, como explica Santos. 

“Tenho relatos de homens trans que tem orientação sexual gay. [Isto é], esses homens trans se relacionam com homens cisgêneros. Por isso, acabam misturando hormônios por não ter a orientação de um ginecologista, especialista, que possam orientar e até oferecer uma forma anticonceptiva”. 

“Esses meninos acabam, muitas e muitas vezes, com dúvidas. Fazem misturas de remédios, trocam hormônios, usam hormônios de forma clandestina e sem acompanhamento. Isso acaba gerando consequências, já que tem toda uma mudança hormonal que pode afetar e muito a questão do útero”. 

Com o auxílio de um espéculo, o ginecologista pode observar o colo de útero do paciente — Foto: Divulgação 

Pietro de Medeiros é um dos jovens transexuais que, aos 23 anos, só passou por uma consulta com ginecologista. Ele utiliza a rede pública de saúde e acredita que nem mesmo os sistemas ligados ao atendimento estão preparados para receber uma pessoa trans. 

“Pelos meus documentos já terem sido alterados o sistema acaba dando alguns problemas. Um exemplo foi quando tentei marcar exames de rotina na minha primeira ida ao médico. Eu já estava com 22 anos”, lembra o jovem. 

“Tentei marcar os exames em nenhum deles eu fui chamado. Atribuo isso a esse conflito. De acordo com a lei, em nossa proteção, não pode haver nenhum documento que faça menção sobre sermos ou não pessoas transexuais. Então, imagina que é como se um homem cisgênero tivesse tentando marcar uma consulta ginecológica”. 

“Apesar de fazer sentido pra mim muitas dessas questões, elas são algumas barreiras que me impedem de cuidar da minha saúde genital muitas vezes, já que só de pensar nisso eu acabo me sentindo ansioso”

Para Fernando, que é diretor do Núcleo de Transexuais, Transgeneres e Travestis Mogiano, além da orientação da própria população trans, falta, principalmente, a capacitação de profissionais e estabelecimentos de saúde. 

“Nós precisamos, urgente, dessa especialidade. Alguns homens trans não gostam de falar desse assunto abertamente. É um assunto que gera desconforto para nós. Ir ao ginecologista, a gente precisa tirar essa imagem de que é algo ruim, que vai ser sempre constrangedor”. 

“Não pode ser uma experiência tão ruim, porque é crucial para que a gente possa fazer nossa hormonioterapia de forma saudável. Até concluir, aos meninos trans que desejam concluir a cirurgia total, que a gente precisa urgente desse olhar humano, profissional, mas humano acima de tudo”.

Direito que vira privilégio

Sophia é uma mulher transexual e faz parte da coordenação do Fórum LGBT de Mogi das Cruzes — Foto: Sophia Falcone/Arquivo Pessoal 

A desigualdade também entra nessa discussão. Isto porque as pessoas trans que dependem da rede pública ficam ainda mais limitadas na hora de decidir onde querem buscar atendimento médico. Muitas vezes, isto sequer é uma opção e o cuidado é feito pelo profissional que estiver disponível. 

Sophia Falcone, de 52 anos, diz ser privilegiada por isso e lamenta que o acesso à saúde tenha que ser tão difícil para a maioria desse público. Ela é uma mulher transexual, fez redesignação de gênero – conhecida como mudança de sexo – e já procurou por atendimento ginecológico. 

“No último ginecologista que eu fui ele disse: ‘eu, realmente, não sei muito bem como tratar você, porém, vou procurar saber e vou te tratar da melhor forma possível’. Achei isso super legal, porque demonstrou que a pessoa, apesar de não ter conhecimento, que obviamente ninguém nasce sabendo, ele se prontificou”. 

“A gente se sente uma pessoa normal, vamos dizer assim. Tem de você ir no médico e a pessoa de tratar como um igual. É muito complicado você ir, como já aconteceu comigo pouquíssimas vezes, e a pessoa achar que você não é normal”.

O atendimento ocorreu na rede privada. Sophia, que faz parte da coordenação do Fórum LGBT Mogiano, destaca que é comum ouvir relatos sobre a dificuldade de encontrar profissionais preparados para o atendimento de pessoas transexuais na rede pública. 

“Minha preocupação, quando eu penso nesse privilégio que eu tenho, nessa condição de ter esse plano de saúde, é nas pessoas que têm que enfrentar o sistema de saúde. Não sei como funciona lá. Não é meu lugar de fala. Eu vejo as pessoas falando que é muito difícil, que é complicado”. 

O g1 questionou os municípios do Alto Tietê se possuem unidades de referência para o atendimento de pessoas transexuais. Ferraz de Vasconcelos e Mogi das Cruzes informaram que não. Itaquaquecetuba, Poá e Suzano pontuaram que contam com unidades do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) , que é dedicada ao atendimento de pessoas com HIV/Aids e que também atendem a comunidade LGBTQIA+. 

As cinco cidades também disseram que esse público tem acesso a clínico geral e ginecologista para atendimento de rotina na rede básica e que os profissionais de saúde passam por capacitações constantes, onde também são orientados sobre o respeito ao nome social. Arujá, Biritiba Mirim, Guararema, Salesópolis e Santa Isabel não responderam. 

“Eu sei que aqui em Mogi nós não temos um ambulatório que trate pessoas trans. Essas pessoas têm que ir para o CTA de Guarulhos. É uma situação complicada, porque muitas vezes essa pessoa não tem condições de ir, condições financeiras. Perder o dia inteiro de serviço para ir em uma consulta”, lamenta Sophia. 

Lyan é um homem trans e reclama da falta de acessibilidade para pessoas transexuais em banheiros — Foto: Lyan Silva/Arquivo Pessoal 

Os homens trans que optam por não fazer hormonioterapia ou retirar o útero – ou que estão aguardando pelos procedimentos – podem continuar menstruando. Para quem prefere usar o banheiro masculino, acaba enfrentando transtornos sérios quando o período chega. 

Em alguns ambientes, como bares e casas noturnas, é comum que o sanitário masculino tenha apenas mictórios. Sem cabines com vasos sanitários, urinar ou trocar um absorvente, por exemplo, se torna impossível. Situação que já foi vivida por Pietro. 

“Sempre fui muito discreto quando ia trocar absorvente e com isso nunca cheguei a ter um problema direto com as pessoas além de quem já me olhava feio independente disso. Mas, um problema que sempre tive, é que os banheiros masculinos não estão preparados pra receber pessoas como eu”. 

“Isso acontece em bares, onde os banheiros masculinos nem porta direito tem. Com isso eu acabo usando o feminino, o que torna tudo bem constrangedor na maioria das vezes. Já deixei de frequentar lugares ou ir embora mais cedo por não poder ter acesso a banheiros”.

Lyan Silva é cantor e também passa, com frequência, por momentos parecidos. Nos bares em que se apresenta, é comum deparar com olhares de julgamento quando vai ao banheiro. Um ato simples, natural a todo ser humano, vira motivo de desconforto. 

“Eu tenho um problema com banheiro. Meu medo é o banheiro de balada. Quando vou tocar em um lugar, que as pessoas me conhecem, eu uso banheiro feminino sem medo, mas eu tenho receio do preconceito”.

“Só que, em outros locais, eu uso masculino. O banheiro do shopping eu uso sem medo, mas teve vezes que eu precisei usar e não ter. Não ter condições de usar, porque só tinha mictório, tudo aberto. Eu tenho muito bloqueio. É impossível. Já quis ir ao banheiro e não tinha onde ir”, conta. 

O músico destaca um desses episódios, quando precisou ir ao sanitário de uma casa de shows. Naquela noite, ele estava se apresentando. Ao tentar entrar no banheiro feminino, vivenciou uma cena de preconceito. Sequer teve tempo de explicar sua situação. 

“Fui tocar numa casa, não tem muito tempo, e tinha trocado a moça que ficava no banheiro. Eu fui usar o banheiro feminino e, quando entrei, ela disse: você não pode entrar aqui. Eu sorri, entrei, ela foi chamar segurança. O segurança viu que era eu, falou que me conhecia”.

Placa em banheiro de café em Durham, na Carolina do Norte, dá as boas-vindas a homens e mulheres; sinalização foi instalada depois da aprovação da lei que obriga uso de banheiros públicos de acordo com sexo de nascimento e não identidade de gênero —

Foto: REUTERS/Jonathan Drake 

Pietro compara a dificuldade com a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência. Para ele, a instalação de uma cabine com sanitário privativo resolveria o problema, evitaria julgamentos e excluiria a necessidade de explicações. 

“No meu trabalho eu tenho bastante sorte porque uso o masculino e ele é meio unissex, tem privada e mictório pra quem prefere e está sempre limpinho e a gente consegue fechar bem. Mas devo admitir que esses lugares são uma grande exceção à regra”. 

“Eu vejo isso quase como a acessibilidade para pessoas com deficiência, porque também acaba incluindo isso né? É como uma calçada mal feita. Enquanto o problema não te atinge, nem parece que ele está lá, mas, depois que você passa por alguma situação que evidencie, isso ela fica gritante”.

A importância da ginecologia para homens e mulheres trans

O constrangimento e o preconceito não deveriam ser uma barreira. Menos ainda, na hora de cuidar da saúde. A médica ginecologista Luciana Pistelli afirma que a avaliação de pessoas transexuais é fundamental, pois é uma oportunidade de assistência global a essa população. A especialidade é capaz de oferecer orientações sobre saúde em geral, uso de métodos contraceptivos e prevenção de infecções, além de auxiliar na hormonioterapia e no combate ao câncer. 

“Para pacientes que desejam iniciar ou estejam em processo de transição, o ginecologista pode prescrever hormonioterapia, para homens e mulheres trans, de modo adequado a cada paciente, de acordo com seu histórico de saúde, idade e objetivos. Outro importante tema é a discussão sobre métodos de preservação de fertilidade, antes da hormonioterapia e especialmente antes da realização de cirurgias de afirmação de gênero”, explica. 

“Após o processo de transição os cuidados de saúde específicos para cada órgão se mantém. Por exemplo, sabe-se que dentre os homens trans, 80% utilizam hormônios, porém apenas 20% se submetem a cirurgias para afirmação de gênero e por tanto, mantêm órgãos como útero, ovários, vagina, vulva e mamas. Esses órgãos precisam de cuidados e screening [rastreios] específicos que não devem ser abandonados”. 

As mulheres trans também devem se atentar aos cuidados com a saúde íntima. “Da mesma forma, mulheres trans devem seguir as recomendações de screnning para câncer de próstata, testículo e se acima de 50 anos, em hormonioterapia há mais de cinco anos, devem realizar screnning para câncer de mama, com palpação das mamas e mamografias. Mulheres trans submetidas a neovaginoplastia necessitam de cuidados específicos para esse novo órgão.” 

Os profissionais de saúde devem fazer sua parte

A iniciativa de se cuidar, porém, não deve partir apenas do paciente. Cabe ao profissional de saúde se manter informado para orientar esse público. Afinal, um atendimento respeitoso, que compreende as necessidades de quem procura atendimento, é essencial para que a pessoa trans se sinta acolhida. 

“A primeira coisa que qualquer profissional de saúde pode fazer é pesquisar e se informar a respeito de cuidados específicos de atenção à saúde da população trans. Há diversos guidelines [orientações] disponíveis gratuitamente na internet. Deve também treinar seu staff [equipe] para o acolhimento e uso de linguagem neutra e inclusiva para atender aquele ser bio-psico-social da melhor maneira possível”. 

“Pergunte como aquela pessoa prefere ser chamada e como se refere aos seus órgãos. É necessário deixar de lado nosso modo binário de pensar e nos lembrar que se trata de indivíduos, seres humanos que precisam de cuidados de saúde gerais e específicos. Deve-se deixar a curiosidade de lado e perguntar, observar, apenas o que é essencial para fornecer um cuidado de saúde excelente. O exame físico pode ser uma parte desafiadora para médico e paciente, estabeleça uma boa relação médico-paciente e mantenha uma atitude respeitosa”. 

“Infelizmente ainda temos poucos especialistas no atendimento a essa população e é comum que deixem de procurar assistência por medo e constrangimento. Um estudo revelou que 80% dos ginecologistas que se formaram nos últimos cinco anos não receberam treinamento sobre cuidados específicos para pessoas trans. Felizmente esse tema sem tornado cada vez mais frequente em publicações e congressos médicos”.

Informações G1


Criança segue sendo monitorada após ser imunizada com o equivalente a seis doses da vacina contra a Covid-19

Bebê
Bebê vacinada erroneamente passará por novos exames (imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/Marjon Besteman

A bebê de seis meses que foi vacinada por engano com um frasco inteiro da vacina da Pfizer contra a Covid-19, em Altinópolis (SP), deve passar por novos exames na próxima semana como parte do monitoramento de seu estado de saúde. A menina, que recebeu o equivalente a seis doses do imunizante, está bem, segundo a mãe, mas seu quadro ainda inspira cuidados.

– Eles [os médicos] não sabem ainda por quanto tempo que vai ter que estar monitorando ela. Acreditam que vai ser um longo prazo aí, mas só de saber que ela está reagindo bem, pelo fato de não ter tido nenhum sintoma – diz.

A mãe da menina, que também é técnica de enfermagem, afirmou que os últimos exames da filha apresentavam alteração na parte de coagulação e, por esse motivo, ela deve continuar sob acompanhamento médico.

A profissional de saúde que aplicou erroneamente a dose de Pfizer em vez da vacina pentavalente, que previne doenças como coqueluche, meningite, tétano e hepatite, é colega de trabalho da mãe da bebê e aplica as doses na menina desde que a criança nasceu.

– A hora que ela me falou o que tinha acontecido, a cabeça vai a mil. Você fica sem chão. A primeira coisa que vem na cabeça é “minha filha vai morrer”. Mas, graças a Deus, na hora que veio esse pensamento eu já pensei “não, infelizmente aconteceu, então vamos ver o que a gente tem que fazer a partir de agora para intervir” – relatou a mãe.

Já no dia 17, quando o fato aconteceu, a criança foi levada ao Hospital de Misericórdia de Altinópolis, onde ficou em observação e, no dia seguinte, foi encaminhada para o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto, onde permaneceu por três dias em observação. Atualmente, a criança está em acompanhamento por equipes médicas em Altinópolis e em Ribeirão Preto.

– Todos os dias tem uma equipe que vem ver ela, pediatra, enfermeiros, alguém está sempre avaliando ela. No HC, ela vai ter consultas constantes também. Hoje [quinta-feira, 27] ela foi em consulta, foi coletado sangue para verem a resposta imunológica dela, como que está. Semana que vem, vai coletar novos exames – completou a mãe.

Informações Pleno News


Foto: Jorge Magalhães

Unidades de saúde essenciais, como Policlínicas, Unidades de Saúde da Família (USFs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e até mesmo Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), estarão sob risco de fechamento em razão de ausência de orçamento aprovado para 2022. Sem aprovação de orçamento, a partir desta terça-feira, 1º de fevereiro, a Policlínica do Parque Ipê e várias unidades de saúde precisarão ter seus atendimentos suspensos. 

A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana informa que possui recursos financeiros para manter normalmente o funcionamento das unidades, mas a ausência de lei orçamentária torna ilegal o pagamento para manutenção das atividades dessas unidades.

A necessidade de adequação ao orçamento em um doze avos, obriga a suspensão de funcionamento de 30% das unidades de saúde. Com a interrupção do funcionamento da Policlínica do Parque Ipê, a população deve se dirigir a UPA da Mangabeira ou a Policlínica do George Américo. No caso das demais unidades de saúde a população deve procurar outras unidades mais próximas.

 Lamentamos os transtornos, mas a permanência destas unidades em funcionamento, poderia ser classificada como crime de responsabilidade. A Prefeitura Municipal de Feira de Santana confia que a Lei será aprovada rapidamente, permitindo que estes serviços essencias ao atendimento da população possam permanecer na sua inestimável missão de prestar seus serviços em saúde. Unidades com atendimento suspenso a partir de 1° de fevereiro: 

1. Policlínica do Parque Ipê

2. Unidade Básica de Saúde Caseb I

3. Unidade Básica de Saúde Irmã Dulce

4. Unidade Básica de Saúde Subaé

5. Unidade Básica de Saúde Serraria Brasil

6. Unidade de Saúde da Família Asa branca III

7. Unidade de Saúde da Família Aviário I e II

8. Unidade de Saúde da Família Campo Limpo II

9. Unidade de Saúde da Família Candeal II

10. Unidade de Saúde da Família Conceição I

11. Unidade de Saúde da Família Conceição III

12. Unidade de Saúde da Família Expansão I

13. Unidade de Saúde da Família Feira IX – I

14. Unidade de Saúde da Família Feira VII – II

15. Unidade de Saúde da Família Feira X – I

16. Unidade de Saúde da Família Feira X – II

17. Unidade de Saúde da Família Feira X – V

18. Unidade de Saúde da Família Fonte do Lili

19. Unidade de Saúde da Família Fulô

20. Unidade de Saúde da Família Gabriela II

21. Unidade de Saúde da Família George Américo I e II

22. Unidade de Saúde da Família Humildes II

23. Unidade de Saúde da Família Pampalona

24. Unidade de Saúde da Família Panorama III

25. Unidade de Saúde da Família Queimadinha IV e V

26. Unidade de Saúde da Família Rocinha II

27. Unidade de Saúde da Família Rosário

28. Unidade de Saúde da Família Rua Nova I

29. Unidade de Saúde da Família Santa Mônica II

30. Unidade de Saúde da Família Sobradinho I

31. Unidade de Saúde da Família Tomba II

32. Unidade de Saúde da Família Tomba IV