Neste primeiro mês do ano atividades dedicadas às questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas estão sendo postas em prática no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, reforçando a campanha nacional Janeiro Branco.
Ações integradas com palestras, distribuição simbólica de laços brancos, rodas de conversa, mensagens de reflexão em balões e murais evidenciam a pacientes e colaboradores sobre a necessidade do autocuidado e autoconhecimento, importantes na prevenção ao adoecimento emocional.
Campanhas como esta combatem tabus, mudam paradigmas e orientam as pessoas, principalmente neste momento em que a pandemia impôs novos desafios à sociedade.
Segundo a psicóloga Vanti da Conceição Silva, o Janeiro Branco faz parte do calendário colorido das campanhas de conscientização, a exemplo do Novembro Azul e Outubro Rosa.
“Nosso corpo está ligado à mente e, por isso, é importante a atenção não só em janeiro, mas durante todo o ano no cuidado à saúde mental”, ressalta.
Gilberte Lucas, diretora da Fundação Hospitalar, afirma que a Prefeitura de Feira prioriza programações como esta a fim de “sensibilizar a comunidade dos sinais de alerta emitidos por pacientes e acompanhantes que precisam da rede de apoio do poder público e toda empatia das equipes de saúde”.
Ministro respondeu críticas de que teria demorado para iniciar vacinação infantil
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Foto: MS/Walterson Rosa
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, rebateu, neste sábado (15) críticas de que teria demorado em iniciar a vacinação de crianças contra a Covid-19. Durante agenda em João Pessoa, ele disse que não é “despachante de decisão da Anvisa”, mas sim a principal autoridade do sistema de saúde brasileiro.
– Quantos medicamentos, dispositivos ou produtos têm registro na Anvisa e não fazem parte das políticas públicas? O ministro da Saúde não é um despachante de decisão de Anvisa nem de agência nenhuma. O Ministério da Saúde é quem conduz a política pública e o ministro da Saúde é a principal autoridade do sistema de saúde no Brasil – disse Queiroga, segundo informações do portal Metrópoles.
O ministro ainda afirmou que faz o melhor que pode a frente do cargo e que o futuro provará a qualidade de seu trabalho.
– A história vai julgar, vai me julgar. Eu trabalho todos os dias para que eu tenha um bom julgamento da história. Eu faço o melhor que eu posso – completou.
Queiroga esteve na capital paraibana neste sábado para participar de evento de vacinação e testagem no Hospital Universitário Lauro Wanderley.
A Anvisa aprovou a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos no dia 16 de dezembro. O Ministério da Saúde, por sua vez, decidiu realizar consulta pública sobre o tema e anunciou as regras para a imunização dessa faixa etária no dia 5 de janeiro.
Um estudo descobriu que compostos de uma planta semelhante à da maconha podem ajudar a prevenir a Covid-19 bloqueando a entrada do coronavírus nas células. A pesquisa foi feita por estudiosos da Universidade Estadual de Oregon e da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos EUA. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com a publicação, os cientistas encontraram dois ácidos canabinoides comumente encontrados em variedades de cânhamo (planta da espécie Cannabis sativa, a mesma da maconha). Ao se ligarem, a proteína S, o ácido canabigerólico (CBGA) e o ácido canabidiólico (CBDA) podem impedir que o vírus infecte as células.
Os pesquisadores afirmaram também que os compostos estudados, não são psicoativos e bloquearam a ação de variantes do coronavírus, como a Alfa (B.1.1.7) e a Beta (B.1.351).
Chegaram ao Brasil, às 4h45 desta quinta-feira (13), as primeiras vacinas contra covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos. Remessa com 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer foi descarregada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (São Paulo).
O lote será distribuído a estados e municípios para iniciar a aplicação. A previsão é que o Brasil receba em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. A remessa é a primeira de três que serão enviadas ao país.
Segundo o Ministério da Saúde, durante o primeiro trimestre devem chegar ao Brasil quase 20 milhões de doses pediátricas, destinadas ao público-alvo de 20,5 milhões de crianças. Em fevereiro, a previsão é que sejam entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões.
Na semana passada, o ministério anunciou a inclusão dos imunizantes pediátricos no plano de operacionalização do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Segundo a pasta, a criança deve ir aos postos de vacinação acompanhada dos pais ou responsáveis ou levar uma autorização por escrito. O esquema vacinal será de duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações.
A distribuição será feita na seguinte proporção (confira o percentual da população de 5 a 11 anos por estado):
Identificado em 2020, organismo impõe ameaça à saúde, diz Anvisa
Foto: CDC/Dr. Leanor Hailey/Direitos reservados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que foi notificada sobre a terceira infecção pelo fungo Candida auris. O caso foi diagnosticado em um hospital da cidade do Recife, em Pernambuco. O fungo foi identificado por análise do laboratório central Gonçalo Moniz, da Bahia.
Segundo a Anvisa, foram adotadas ações pelas autoridades de saúde para prevenção e combate à disseminação do organismo, como protocolos de segurança no hospital onde estava internado o paciente infectado.
A Coordenação Estadual de Prevenção e Controle de Infecção de Pernambuco realizou uma visita técnica ao hospital e conforme a Anvisa está monitorando o caso e as ações para controle de novas infecções.
Candida Auris
O organismo é chamado de superfungo pela resistência que possui a antibióticos e outras formas de tratamento. De acordo com a Anvisa, o fungo também permanece no ambiente por longos períodos, que podem chegar a meses, e resiste a diversos tipos de desinfetantes.
Por essas razões, casos de infecções pelo fungo trazem risco de surto e demandam monitoramento e medidas de prevenção e controle para impedir a disseminação em outros pacientes.
Conforme nota de alerta da agência, o Candida auris “pode causar infecção na corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades.”
O primeiro caso foi registrado em dezembro de 2020, da Bahia. Após ser notificada, a Anvisa emitiu uma nota de alerta destacando que o fungo significa uma ameaça à saúde global.
Para a Advocacia-Geral da União, decisão favorável do Supremo sobre o tema representaria ‘afronta indiscutível’ à separação dos Poderes
AGU se posiciona ação sobre obrigatoriedade da vacinação infantil e afirma que decisão favorável do STF seria ‘afronta indiscutível’ à separação dos Poderes Foto: EFE/EPA/Jessica Pasqualon
A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou, nesta terça-feira (11), contra a ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tornar obrigatória a vacinação de crianças de 5 a 11 anos no país.
No documento enviado à Corte, os advogados da União afirmam que a eventual intervenção judicial no caso “representaria afronta indiscutível ao basilar princípio da separação dos Poderes”.
A manifestação encaminhada ao Supremo atende ao pedido da ministra Cármen Lúcia, que deu cinco dias para a AGU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentarem suas posições a respeito da ação da CNTM.
Assim como fez o Ministério Público, os advogados da União argumentaram que a Confederação não apresentou evidências de legitimidade para pleitear a causa, já que não há conexão entre a sua área de atuação e o tema da ação.
A CNTM argumenta, no entanto, que o pedido tem ligação com a sua área de atuação porque tem o objetivo de proteger os integrantes da categoria profissional por ela representada da contaminação por Covid-19. A AGU, porém, enfatizou as justificativas já apresentadas pela PGR de que os efeitos da ação afetariam toda a coletividade.
A AGU também sustentou que não haveria motivos para o julgar o caso, uma vez que o Ministério da Saúde determinou, no último dia 6, a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização (PNI).
“Como se vê, não encontram qualquer amparo na realidade fática as premissas em que se assentam as argumentações contidas na petição inicial, no sentido de que o Governo Federal estaria deixando de providenciar a extensão da campanha de imunização para crianças de 05 (cinco) a 11 (onze) anos. Ao revés, foram tomadas as devidas providências em relação à vacinação dessa faixa etária”, defende a AGU no documento encaminhado ao Supremo.
Além da obrigatoriedade da vacinação, a Confederação pediu ao Supremo a anulação da consulta pública feita pelo Ministério da Saúde para tratar da exigência de prescrição médica na vacinação de crianças. Ao que respondeu a AGU: “Ao contrário do que pretende fazer crer a arguente, a realização de consulta pública cumpre a função de agregar o conhecimento técnico com aquele proveniente de representantes da administração pública, legislativo, sociedades científicas e sociedade civil, aumentando a segurança conferida ao processo decisório.”
Finalizada a consulta à AGU e PGR, a ministra Cármen Lúcia deve decidir se mantém a tramitação da ação no Supremo, ou determina a perda de objeto – ou seja, o reconhecimento de que mudanças nos rumos do processo tornam desnecessário seu julgamento-, como fez o ministro Ricardo Lewandowski em ação semelhante proposta por PT e Cidadania.
Feira de Santana continua sem receber novas doses da vacina contra a gripe Influenza e a vacinação na segunda maior cidade do estado segue suspensa. Nesta terça-feira, 11, a capital baiana retomou a imunização e com isso a expectativa é de que novas doses sejam destinadas aos municípios do interior.
Para oferecer uma previsão à população, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Britto, questionou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e o Núcleo Regional de Saúde (NRS) sobre o envio de novas doses para o município, mas até momento não obteve resposta.
“Continuamos sem vacina e sem perspectiva. Recebemos a notícias que Salvador retomou a vacinação e estamos aguardando as doses de Feira de Santana. Se a vacina chegou para a capital, temos que receber também”, pontuou.
Até o momento, no município, cerca de 186 mil pessoas estão imunizadas contra a Influenza. Desse total, quase 6 mil vacinadas durante a Campanha Natal Sem Gripe. Quem recebeu o imunizante em 2021, não precisa ser vacinado novamente.Para prevenir a doença, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é de que as pessoas utilizem máscaras, mantenham a higienização frequente das mãos e evitem grandes aglomerações.
Instituto pediu autorização do uso do imunizante em dezembro
Anvisa cobra informações do Butantan sobre CoronaVac em crianças Foto: Divulgação/Instituto Butantan
Após o envio de dados por parte do Instituto Butantan sobre a vacinação de crianças com a CoronaVac, o Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ‘cobrou’ mais informações. A agência quer mais informações sobre um estudo feito pelo Ministério da Saúde chileno sobre o tema e ainda um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) do imunizante do instituto.
O Butantan enviou as informações à Anvisa nesta segunda-feira (10). Já o pedido de liberação do uso do imunizante em pessoas de 3 a 17 anos de idade foi feito em dezembro.
Em nota, a Anvisa informou que fará uma reunião com representantes do Instituto Butantan na quinta-feira (13). O encontro terá ainda representantes de sociedades médicas.
Na reunião serão discutidos dados e possíveis estratégias para o caso de o imunizante ser aprovado uso emergencial em crianças e adolescentes.
Declaração foi dada pelo médico Roberto Zeballos em entrevista à Jovem Pan
Médico Roberto Zeballos Foto: Arquivo Pessoal
Para o médico Roberto Zeballos, a variante Ômicron do coronavírus indica que a pandemia está próxima do fim. Durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, o imunologista falou que existe um estudo que aponta que essa nova variante gera anticorpos contra a variante Delta, o que pode acarretar uma “imunidade” de rebanho.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (10).
– Tem um estudo mostrando que quem vence a variante Ômicron desenvolve anticorpos contra a cepa Delta. Então, ela pode gerar uma imunidade, e a tendência é muito grande [de imunidade de rebanho] – apontou.
Para o médico, a letalidade da Ômicron é baixa e as vacinas “estão totalmente defasadas”.
– Eu não tenho bola de cristal, mas, se não aparecer mais uma variante agressiva, a Ômicron está me parecendo que é o fim da pandemia. A letalidade dela é tão baixa que só se [a pessoa] tiver uma comorbidade morre. Eu acredito que essa variante vai imunizar muito mais do que as vacinas, que estão totalmente defasadas – destacou.
Durante a entrevista, Zeballos disse ainda que não tomou a vacina contra a Covid-19 e que não recomenda a imunização de crianças.
– Nenhuma morte é aceitável. Mas, em relação a esses números [de mortes de crianças], eu pesquisei e precisam ser investigados para aceitar. Eu não tomei vacina porque analisei o custo-benefício. Quando você pega crianças e não observa as fatalidades, você só está vendo os números que estão te informando. A primeira coisa que eu faço é checar se esses números são verdadeiros, porque não bate com o que o americano está vendo. Esses números não são fiéis. São crianças em formação, por isso eu não acho que, no presente momento, e que não estamos vendo fatalidades de crianças, não está havendo situação emergencial para vacinas – ressaltou.
Medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira
Ministério da Saúde altera intervalos de quarentena para pessoas com Covid-19 Foto: Divulgação/Ministério da Saúde
Nesta segunda-feira (10), o Ministério da Saúde anunciou mudanças na quarentena para pessoas infectadas com Covid-19. Com as alterações, o período agora que a pessoa precisará ficar isolada será um mínimo de cinco dias e um máximo de 10 dias.
A medida levou em consideração experiências realizadas nos Estados Unidos e na Inglaterra. No geral, ficou dividido da seguinte forma:
– Cinco dias: Para pacientes sem sintomas respiratórios, febre ou uso de antitérmico nas 24 horas anteriores. Será necessário apresentar teste de RT-PCR ou de antígeno com resultado no 5º dia; – Sete dias: Pacientes assintomáticos serão liberados da quarentena sem necessidade de apresentar um teste. Já os sintomáticos terão que apresentar um exame negativo e não apresentar sintomas respiratórios, febre e ainda utilizar antitérmicos nas 24 horas anteriores; – Dez dias: Para pacientes que apresentarem sintomas e teste positivo no 7º dia de isolamento.
Durante entrevista coletiva, o secretário de vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, explicou as mudanças.
– A nossa mensagem principal é que o isolamento é de sete dias, se ele não quis testar no quinto e tiver sem sintomas no sétimo ele pode sair do isolamento. Não é necessário testar. Recomendamos manter as recomendações até o décimo. Se ele tiver com sintomas no décimo dia, poderá fazer o teste. Se der negativo, ele pode sair do isolamento se tiver sem febre, sem uso de antitérmicos, mas se der positivo deve manter o isolamento. Se ao 10 dia tiver sem sintomas e há 24 horas não é necessário testar para o isolamento – destacou.
A medida foi adotada após uma reunião entre a Pasta com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.