A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai ofertar nesta segunda-feira, 21, a aplicação da primeira, segunda, terceira e quarta doses contra a Covid-19 nas unidades de saúde, situadas tanto na sede do município quanto nos distritos.
Confira os grupos e locais de vacinação:PRIMEIRA DOSE EM ADOLESCENTES ENTRE 12 E 17 ANOS
Adolescentes entre 12 e 17 anos podem receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nos distritos das 8h às 16h e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, a vacinação é realizada das 8h às 17h.
Também haverá imunização para esse público nas Unidades de Saúde da Família (USFs) CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Feira IX-I, Viveiros, Feira X- III e IV e Rocinha II, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
O adolescente deve ter 12 anos completos, não sendo possível vacinar quem ainda não completou a idade recomendada pelo Ministério da Saúde. É obrigatório estar acompanhado de um adulto.
PRIMEIRA DOSE PARA MAIORES DE 18 ANOS
A vacinação para esse público acontece nos distritos das 8h às 16h e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h.
Também haverá imunização para esse público nas Unidades de Saúde da Família (USFs) CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Rocinha II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Feira IX-I, Viveiros, Feira X- III e IV, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
É necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Para puérperas e gestantes é necessário levar uma prescrição médica após avaliação individualizada de riscos e benefícios.
SEGUNDA DOSE DA VACINA JANSSEN A aplicação da dose de reforço da vacina Janssen, destinada a pessoas que receberam a dose única há pelo menos dois meses, será realizada nas UBSs Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h. Para receber o imunizante é preciso, além de estar no período recomendado pelo Ministério da Saúde, apresentar RG, CPF, cartão do SUS, caderneta de vacinação (com registro da primeira dose) e comprovante de residência.
SEGUNDA DOSE DA PFIZER (APRAZAMENTO ATÉ 27 DE MARÇO)
A segunda dose da vacina Pfizer será aplicada nos distritos das 8h às 16h e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h.
Também haverá imunização para esse público nas Unidades de Saúde da Família (USFs) CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Rocinha II, Feira IX-I, Viveiros, Feira X- III e IV, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
É obrigatório levar o cartão de vacina com o registro da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Vale salientar que não será possível antecipar a vacinação. Somente aqueles que estão no período recomendado, de acordo com a caderneta de vacinação, poderão receber a segunda dose.
SEGUNDA DOSE CORONAVAC E ASTRAZENECA/OXFORD (APRAZAMENTO ATÉ 27 DE MARÇO)
A vacinação das pessoas que estão no período recomendado para aplicação da segunda dose das vacinas Coronavac e Astrazeneca/Oxford, com aprazamento até o dia 27 de março, será nos distritos e nas USFs CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Rocinha II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Feira IX-I, Viveiros, Feira X- III e IV, das 8h às 16h. Também haverá vacinação para esse grupo nas UBSs Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h. É obrigatório apresentar o cartão de vacina com o registro da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.
TERCEIRA DOSE PARA PESSOAS ACIMA DE 18 ANOS E PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS
A aplicação da terceira dose para pessoas que tomaram a segunda há pelo menos quatro meses será nos distritos das 8h às 16h e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h.
Também haverá imunização para esse público nas Unidades de Saúde da Família (USFs) CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, Rocinha II, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Feira IX-I, Viveiros, Feira X- III e IV, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
Para receber a dose de reforço é preciso, além de estar no período recomendado, apresentar RG, CPF, caderneta de vacinação com o registro da segunda dose e comprovante de residência.
Pacientes imunossuprimidos que tomaram há 28 dias a segunda dose (é necessário apresentar relatório médico) também podem ser vacinados.
QUARTA DOSE PARA PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS
Pacientes imunossuprimidos, que tenham tomado a terceira dose há pelo menos quatro meses, devem tomar a quarta dose da vacina. A imunização para esse público é realizada nos distritos, das 8h às 16h. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, a vacinação é realizada das 8h às 17h.
Também haverá imunização para esse público nas Unidades de Saúde da Família (USFs) CSU, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, Rocinha II, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, Feira IX-I, Viveiros, Feira X- III e IV, das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h. Para ser imunizado é necessário apresentar relatório médico.
Confira o endereço das Unidades de Saúde da Família Saúde na Hora:
USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.
USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.
USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.
USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.
USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.
USF Rua Nova II, III e Barroquinha: Rua Juvêncio Erudilho, 35, bairro Rua Nova.
Tratamento utiliza cabotegravir de ação prolongada
Foto: Leonardo Oliveira/FioCruz
O Brasil vai receber financiamento da Unitaid, agência global ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), para iniciar um tratamento injetável de prevenção ao HIV no país. A profilaxia pré-exposição (PrEp) utiliza o medicamento cabotegravir de ação prolongada e consiste em seis aplicações por ano, o que se mostrou mais eficaz do que o tratamento diário por via oral.
A implementação se dará em uma parceria da agência com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o projeto será coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e pelo Ministério da Saúde. A coordenadora será a chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do INI, Beatriz Grinsztejn, infectologista que recentemente se tornou a primeira mulher da América Latina a presidir a maior associação de profissionais e pesquisadores dedicados ao HIV/Aids, a International AIDS Society.
A parceria foi anunciada ontem (18) no seminário conjunto Brasil e Unitaid – parcerias atuais e perspectivas futuras, no auditório do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Participou do seminário a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Segundo a Agência Fiocruz de Notícias, Nísia afirmou que os US$ 10 milhões que serão investidos trarão forte impacto para o Brasil e a África do Sul.
O cabotegravir de ação prolongada propicia oito semanas de proteção contínua contra a infecção pelo vírus, por meio de uma única injeção intramuscular. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, o projeto terá como público-alvo os grupos mais vulneráveis à infecção pelo HIV: homens que fazem sexo com homens e mulheres trans, de 18 a 30 anos.
Além do Brasil, a Unitaid também selecionou a África do Sul para implantar o projeto, que será disponibilizado para adolescentes e jovens mulheres. Segundo a Fiocruz, na África Subsaariana, seis em cada sete novos casos de infecção em adolescentes ocorrem em garotas, e mulheres jovens têm o dobro do índice de contaminação em relação a homens jovens.
Os dois países vão adotar o tratamento de forma integrada a seus programas nacionais de saúde, e os dados gerados devem servir de apoio para a implantação global do programa. A meta das Nações Unidas é fazer com que a prevenção alcance 95% das pessoas com risco de infecção em 2025.
A Fiocruz explica que a PrEP injetável, além de facilitar o tratamento, ajuda a mitigar o medo de que os comprimidos sejam interpretados como tratamento do HIV e façam com que o usuário sofra estigma, discriminação ou violência por parceiro íntimo como resultado.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (18) que não vai tomar sozinho a decisão de editar ato para determinar o fim da emergência sanitária por covid-19, e que ouvirá secretários de Saúde e outros ministérios antes de tomar qualquer atitude.
“Nós rumamos para pôr fim a essa emergência sanitária. É uma prerrogativa do ministro [da Saúde], por meio de um ato, porque assim a lei determina. Mas o ministro não vai tomar essa decisão sozinho, vai tomar essa decisão ouvindo as Secretarias Estaduais de Saúde, outros ministérios, outros Poderes, para que transmitamos segurança a nossa população”, disse Queiroga.
Ontem (17), Queiroga se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para tratar do tema, depois de já ter se encontrado com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para discutir o mesmo assunto.
O ministro vem buscando esclarecer a intenção do governo de iniciar a transição da categoria de pandemia para a de endemia, tipo mais brando de emergência sanitária. A medida está em estudo e foi anunciada no início do mês pelo presidente Jair Bolsonaro.
Nesta sexta-feira (18), Queiroga voltou a avaliar que “a pandemia está sob controle” em muitas partes do país. “Tanto assim que em mais de 16 estados já se flexibilizou o uso da máscara e, dos maiores, inclusive em ambientes fechados. As máscaras são um símbolo da pandemia”, disse.
Ele atribuiu a desaceleração da disseminação do novo coronavírus ao aumento da aplicação de vacinas, que disse terem sido “fundamentais” no controle da doença. “Se não fossem elas, nós não estaríamos na situação que estamos hoje. Estamos com a pandemia em desaceleração franca”, afirmou.
As declarações de Queiroga foram dadas durante uma agenda em Belo Horizonte, onde participou de uma oficina sobre a liberação de recursos do Programa Previne Brasil, que repassa a estados e municípios recursos para a atenção básica à saúde, tendo como base critérios populacionais e também de desempenho.
Open Health Ele aproveitou a ocasião para também defender a criação de uma espécie de open health, sistema similar ao open banking criado pelo Banco Central, que permite um compartilhamento mais amplo de dados sobre clientes entre as instituições financeiras.
Na visão de Queiroga, a aplicação da mesma lógica ao setor de Saúde permitirá um maior conhecimento sobre o uso do sistema complementar, podendo acarretar em redução de gastos públicos e fraudes.
“Fazer uma plataforma como o Open Finance, como o Open Banking e o Open Insurance, na Saúde Suplementar pode criar um novo ciclo virtuoso de desenvolvimento. Isso não tem nada a ver com privatização do SUS. Nada. Pelo contrário, vamos conhecer melhor o que acontece com os beneficiários do setor privado que usam o setor público. Quem são aqueles que não fazem ressarcimento ao SUS?”, indagou o ministro.
Imunização será em duas etapas e deve terminar em 3 de junho
Foto: Gilberto Marques/ Gov. SP
O Ministério da Saúde inicia no dia 4 de abril a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A meta é imunizar cerca de 76,5 milhões de pessoas até o dia 3 de junho, data prevista para encerramento da campanha.
Em nota, o ministério alerta para a importância da vacinação dos grupos prioritários para evitar surtos da doença, que pode sobrecarregar os serviços de saúde e até levar à morte.
Segundo a pasta, 80 milhões de doses da vacina Influenza trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan e eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B, estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso das crianças de 6 meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida, deve-se considerar o esquema vacinal com apenas uma dose em 2022. Para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda aplicação da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.
A campanha nacional ocorrerá em duas etapas. Na primeira, entre os dias 4 de abril e 2 de maio, serão vacinados idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde.
A segunda etapa, que vai de 3 de maio a 3 de junho, tem como público-alvo crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; membros de forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas; caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa e pessoas privadas de liberdade.
O mutirão de exames no Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem Dr. Luiz Eugênio Bastos Laurine (CMDI) reuniu mulheres na busca por mais saúde neste sábado, 12. Foram realizados 200 exames previamente agendados, entre eles ultrassom transvaginal e mamografia. A iniciativa faz parte da campanha Março Lilás, de prevenção e combate ao câncer do colo do útero, promovida pela Prefeitura por meio da Fundação Hospitalar de Feira de Santana.
A ação marca o aniversário de 19 anos do equipamento municipal, que em quase duas décadas promove assistência especializada com a realização de exames de média complexidade à população do município e região circunvizinha. Autoridades municipais e estaduais estiveram presentes.
Desde a implantação, a unidade de saúde já realizou mais de 1 milhão de exames, entre eles Raio X, Eletrocardiograma, Ultrassom Transvaginal, Ultrassom Abdominal, Punção de Mamas, Ultrassonografia, Densitometria Óssea e Mamografia.
Segundo a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, os dados representem o “resultado dos esforços e investimentos feitos pelo Governo Municipal, como melhorias e adequações na estrutura e qualificação no atendimento que refletem em mais saúde para a população”.
“Com todo respeito, além de se equivocar na matemática, o vereador Paulão do Caldeirão confundiu os cálculos ao afirmar que seria mais barato digitalizar as 380 mil cópias de documentos que encaminhamos à CPI da Saúde da Câmara Municipal”. Afirmou o secretário de Saúde, Marcelo Britto, informando que, se fosse digitalizar, gastaria no mínimo R$ 38 mil, ou seja, R$ 14 mil a mais
“Numa gráfica rápida que tenha realmente condições técnicas, a digitalização de uma única página custa mais de R$ 1,00. Suponhamos que houvesse um grande desconto, porque afinal são 380 mil páginas, e que a empresa cobrasse R$ 0,10 por página. Gastaríamos R$ 38 mil. Mas nós gastamos R$ 24 mil”, explicou o secretário.
Segundo Marcelo Britto, o vereador se equivocou na matemática quando disse, em matéria publicada no site dele mesmo, que a Secretaria de Saúde gastou R$ 0,12 por página. “Com esse valor por página, gastaríamos R$ 45.600,00, mas, repito, gastamos R$ 24 mil”, acrescentou o secretário.
O secretário municipal de Saúde de Feira de Santana, Marcelo Britto, vai depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), conduzida pela Câmara de Vereadores, nesta segunda-feira, às 14h.
Na oportunidade, o gestor da pasta vai entregar toda a documentação solicitada pelo Poder Legislativo. Entre os documentos exigidos, está a cópia integral das prestações de contas dos institutos e demais terceirizados que fazem gestão de unidades de saúde e/ou intermediação de mão de obra, com notas fiscais e contratos dos respectivos prestadores no período de 2019, 2020 e 2021.
A relação identifica pessoas que prestam serviços ou foram dispensadas, com a respectiva lotação, função e salário.
Em Feira de Santana 25 pacientes estão em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais esperando a transferência para uma unidade hospitalar até esta segunda-feira, 28.
Um caso chama atenção. Aos 84 anos, a paciente A. R. O espera por uma transferência há 27 dias na UPA da Mangabeira para tratar uma úlcera venosa. A vaga é disponibilizada pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.
A demora para a transferência sobrecarrega o sistema de saúde municipal, fazendo com que as unidades fiquem lotadas. Ainda expõe os pacientes a uma espera exaustiva por tratamento adequado.
No total, 7 pacientes estão na UPA Queimadinha, 5 na UPA Mangabeira e outros 13 distribuídos nas policlínicas do Feira X, São José, Humildes, Tomba, Rua Nova e Parque Ipê.
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema, para que o paciente tenha a assistência adequada.
A descoberta foi relatada em um estudo publicado na revista científica Cell Press
Foto: Divulgação/ Agecom
Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, encontraram em um morcego um novo tipo de ebolavírus, e o denominaram Bombali. A descoberta foi publicada recentemente na revista científica Cell Press.
Nele, os cientistas informam que os morcegos são hospedeiros de diversas doenças que podem se transmitidas de animais para humanos, chamadas de doenças zoonóticas. Uma das principais teorias de surgimento da Covid-19 é que o coronavírus tenha sido transmitida de morcego para humanos. Outro exemplo de doença zoonótica conhecida é a gripe suína.
Segundo informações da pesquisa, existem seis espécies conhecidas de ebolavirus e a cerca de 40 anos, o patógeno circula pela África Oriental e Central.
No estudo foi verificado que como o Ebola, o vírus Bombali “infectou células humanas e macrófagos humanos primários” e foi capaz de “entrar eficientemente nas células” usando o mesmo mecanismo que seu primo viral. Embora ambas as doenças infectassem um número semelhante de macrófagos, os pesquisadores descobriram que elas alteravam o RNA das células de maneiras diferentes para alcançar a replicação.
E enquanto ambos induziram reações imunes das células do sangue, apenas o Ebola, e não o Bombali, provocou a implantação de uma resposta antiviral.
Pesquisadores chineses anunciaram a descoberta de compostos semelhantes ao LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico) que poderão ser usados para o tratamento da depressão, mas sem causar os conhecidos, e nem sempre desejáveis, efeitos alucinógenos.
Mas a pesquisa publicada em janeiro deste ano na revista Science dividiu a opinião de especialistas. Foi festejada pela ala da comunidade científica que acredita ser tudo uma questão neuroquímica, mas desagradou cientistas que defendem o estado alterado de consciência como parte essencial do processo terapêutico.
O estudo chinês realizado com camundongos foi conduzido pela equipe dos cientistas Cao Dongmei e Wang Sheng, do Instituto de Bioquímica e Biologia Celular de Xangai. No artigo, os pesquisadores relatam ter separado as interações moleculares responsáveis pelos efeitos antidepressivos dos psicodélicos daqueles que causam alucinações.
Por esse caminho, chegaram a novos compostos que parecem ativar circuitos celulares cerebrais que ajudam a aliviar a depressão sem desencadear alucinações. De acordo com o artigo, esses análogos psicodélicos podem funcionar em humanos e gerar novas famílias de produtos farmacêuticos.
“As estruturas apresentadas fornecem uma base sólida para novos estudos sobre psicodélicos não alucinógenos seguros e eficazes com efeitos terapêuticos”, argumentam os cientistas no artigo.
Ibogaína sem “viagem” e risco cardíaco também foi estudada
A ideia de se submeter a uma experiência com alguma substância alucinógena, que pode durar de quatro a muitas horas, pode ser algo bastante desafiador. Por isso, outros pesquisadores também estão mirando em compostos similares aos psicodélicos que não causem os efeitos dissociativos. Ou seja, os chineses não foram os pioneiros neste novo campo de estudo.
Em 2020, o professor David E. Olson, da Universidade da Califórnia em Davis, publicou na Nature seus experimentos, também em roedores, com o TBG (tabernanthalog), um composto semelhante à ibogaína, mas sem os efeitos alucinógenos.
A ibogaína é o princípio ativo da planta psicodélica africana iboga, usada em países da bacia do Congo em rituais de iniciação da religião buiti.
Em entrevista ao VivaBem, Olson disse que estudos informais e pesquisas abertas sugerem que a ibogaína pode ser eficaz no tratamento da dependência química, com efeitos duradouros após uma única administração.
No entanto, ele aponta que a droga apresenta vários problemas, incluindo seus efeitos alucinógenos, que podem durar vários dias, e a cardiotoxicidade. “Ajustamos a estrutura química da ibogaína para produzir um composto mais seguro que reteve os efeitos terapêuticos semelhantes à ibogaína em modelos pré-clínicos”, afirma Olson.
O pesquisador acredita que em breve conseguirá comprovar que o TBG é um composto eficaz no tratamento da adicção e possível de ser utilizado em escala, com risco muito menor de induzir ataques cardíacos em comparação com a ibogaína. “Se tudo correr bem, os ensaios clínicos [com seres humanos] começarão este ano.”
Prós e contras das drogas não alucinógenas
Uma das principais argumentações de quem defende o uso dos psicodélicos sem efeitos alucinógenos é a possibilidade de um custo mais baixo. Os modelos atuais de terapia demandam uma estrutura complexa, com terapeutas e um acompanhamento longo. “Isso impõe alguns desafios do ponto de vista econômico para incluir esse tipo de medicina em um mercado mais amplo”, observa o neurocientista Draulio Barros de Araújo, professor do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Por essa razão, o modelo simplificado dos análogos não alucinógenos de psicodélicos está atraindo o interesse de empresas, principalmente as farmacêuticas. Não por acaso, uma companhia que já começou a investir é a Delix Therapeutics, cujo CEO é o cientista David E. Olson. Mas a coisa não é tão simples quanto pode parecer. No caso da ayahuasca, bebida alucinógena de origem amazônica, a intensidade da experiência psicodélica está diretamente ligada aos seus benefícios terapêuticos, afirma o neurocientista da UFRN.
“Baseado em nossos estudos, o que a gente percebeu foi que os pacientes com depressão que melhor responderam ao tratamento foram aqueles que mais tiveram a percepção alterada durante os estados induzidos pela ayahuasca”, relata Araújo. O pesquisador conta que esses resultados estão alinhados a estudos recentes com psilocibina (presente nos cogumelos alucinógenos), coordenados por Roland Griffiths, na Universidade John Hopkins.
Por lá, a maior parte dos voluntários descreveram a experiência como uma das mais importantes ou cheias de significados de suas vidas. “Foram elas também que apresentaram melhores benefícios terapêuticos”, compara Araújo.
Alguns pesquisadores acreditam que a percepção alterada é uma parte importante do tratamento com essas drogasImagem: iStock
Percepções que provocam mudanças
Há quem veja no desenvolvimento de psicodélicos não alucinógenos uma articulação para atender demandas que não são apenas da área da saúde. Para a indústria farmacêutica, por exemplo, medicamentos que obtenham aprovação de forma mais rápida e simples são mais viáveis comercialmente. Afinal, apesar do avanço das pesquisas, há ainda muita resistência em torno dos alucinógenos. A maioria dessas substâncias está proibida desde o início da fracassada política de guerra às drogas, lançada em 1971 pelo então presidente americano Richard Nixon.
Mas, na opinião do médico e pesquisador em medicina psicodélica, Bruno Rasmussen, essas novas substâncias não terão a mesma eficácia dos psicodélicos tradicionais. “O que a gente observa quando está com um paciente sob efeito de um alucinógeno é que a expansão da consciência traz insights e percepções que provocam mudanças na vida da pessoa e o tratamento da dependência depende disso”, avalia o médico, que há décadas trabalha com a ibogaína.
O mesmo vale para a depressão, prossegue o médico. “Ajuda muito quando a pessoa começa a lidar melhor com algo do passado. Isso faz com que o paciente também mude em relação às perspectivas de futuro”, completa Rasmussen.
Por isso, a experiência psicodélica, na opinião do médico, é fundamental. “Não se trata apenas de um efeito neuroquímico no cérebro, de aumentar ou diminuir algum neurotransmissor, ocupar ou não algum receptor, são componentes importantes, mas não é só isso”.
Público maior poderá se beneficiar das novas drogas
“Existem evidências crescentes sugerindo que as propriedades das drogas psicodélicas, promotoras da neuroplasticidade, desempenham um papel fundamental em seus mecanismos terapêuticos de ação”, admite o professor da Universidade da Califórnia, David E. Olson. Mas ele reitera que é possível obter a mesma eficácia sem induzir alucinações.
Para Olson, esses novos compostos, chamados por ele de “psicoplastógenos não alucinógenos”, certamente seriam preferíveis do ponto de vista da escalabilidade e segurança. No entanto, ele concorda que pacientes também possam se beneficiar de uma experiência subjetiva induzida por psicodélicos. “Acredito que precisamos de abordagens alucinógenas e não alucinógenas.”
O neurocientista Stevens Rehen, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, também vê com bons olhos a hipótese de que os efeitos terapêuticos dos psicodélicos poderiam estar dissociados dos estados alterados de consciência causados por essas substâncias. “Há ferramentas para explorar essas possibilidades.”
Por isso, o cientista não se surpreende que laboratórios internacionais estejam investindo tempo e recursos nesse campo de estudo. “O advento de novas tecnologias tem proporcionado a expansão das possibilidades de estudo e síntese de novas substâncias.”
Outro pesquisador favorável aos psicodélicos não alucinógenos é Sidarta Ribeiro, neurocientista do Instituto do Cérebro da UFRN. Para ele, o desenvolvimento e a investigação desses compostos permitirão compreender melhor a relação entre os efeitos terapêuticos de base molecular e celular.
“Estas substâncias não-psicoativas podem ajudar as pessoas que precisam da terapêutica psicodélica, mas se recusam a experimentar seus efeitos psicológicos, o que amplia o público que pode se beneficiar dessa medicina.”
Entretanto, ele se opõe ao discurso de que estas substâncias não-psicoativas seriam “superiores” ou “preferíveis” aos psicodélicos com efeitos alucinógenos. “Me parece desonesto, fruto de uma mistura de ingenuidade científica, conflito de interesses capitalista, desrespeito aos usos tradicionais dos psicodélicos e bastante ignorância sobre a riqueza e importância das experiências mentais propiciadas por estas substâncias”, diz Sidarta.