Latam ainda aguarda resposta; pedidos são consequência do aumento de casos da variante Ômicron no setor
Foto: Divulgação/GOL
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a Azul e a Gol a voar com três ao invés de quatro comissários de bordo. A Latam fez o mesmo pedido e aguarda resposta da agência.A autorização da Anac à Azul foi dada em 12 de janeiro; o aval à Gol, naa segunda-feira (17).
Os pedidos estão relacionadas ao avanço da variante ômicron, que tem causado afastamento de tripulantes das escalas e cancelamentos de voos. Juntas, as três empresas detêm 98,2% do mercado doméstico de aviação no Brasil, segundo dados da agência relativos a novembro.
As empresas são obrigadas a manter um comissário para cada 50 passageiros. Assim, para voar com três tripulantes, os voos passam a ter número no máximo 150 passageiros.
Segundo a EMA, o imunizante pode causar mielite transversa
Agência pediu a inclusão do efeito na bula do fármaco Foto: Marco Verch/Pixabay
A agência regulatória de medicamentos da União Europeia (EMA) recomendou, na última sexta (14/1), que a bula da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 seja modificada para incluir “mielite transversa” na lista de efeitos colaterais raros.
Trata-se de uma inflamação que afeta a medula espinhal e pode causar fraqueza nos braços ou pernas, sintomas sensoriais, problemas na bexiga ou dificuldade na função intestinal. A complicação rara também pode acometer pessoas não vacinadas que contraírem o coronavírus.
A mesma recomendação foi feita pelo comitê de segurança do órgão em relação à bula da vacina da Janssen. Neste caso, o pedido havia sido feito em novembro do ano passado, mas foi reforçado.
Apesar da descoberta, a agência segue recomendando a utilização das vacinas contra a Covid-19 o quanto antes, para evitar que o quadro dos pacientes evolua para grave e que haja necessidade de internação. Segundo o órgão, os benefícios das vacinas são maiores do que os riscos.
As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado
Nada menos que 38 pacientes lutam pela vida nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas municipais de Feira de Santana. Aguardam a famigerada transferência para uma unidade hospitalar. Os dados são desta segunda-feira (17). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.
Do total, 15 pacientes estão na UPA Queimadinha, 7 na UPA Mangabeira e 16 distribuídos nas Policlínicas da Rua Nova, George Américo, São José, Parque Ipê e Feira X.
Aos 63 anos, o paciente A.F.S. espera por uma vaga há seis dias para tratar uma obstrução intestinal. Outro paciente, A. R. N. aguarda há oito, com quadro de colecistite – inflamação na vesícula biliar. O paciente T. O. R. aguarda há quatro dias transferência para tratar uma pneumonia bacteriana não especificada – os nomes foram preservados por sigilo médico.
Segundo a coordenadora das Policlínicas e UPAs da Secretaria Municipal de Saúde, Vera Lúcia Galindo, são em média 4 a 35 dias para conseguir a transferência e quando se trata de saúde, cada minuto é valioso para manter a vida.
A demora para a transferência sobrecarrega o sistema de saúde municipal, fazendo com que as unidades fiquem lotadas. Ainda expõe os pacientes a uma espera exaustiva por tratamento adequado.
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema, para que o paciente tenha a assistência adequada.
A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).
A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.
A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.
A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.
Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.
Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.
Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.
Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.
À Agência Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.
Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho.
Ambiente de trabalho
A advogada Lívia Vilela teve a síndrome diagnosticada em 2019. Ela trabalhava em uma empresa pública desde 2011. Segundo Lívia, ocorreu um processo de sucateamento da companhia e o ambiente de trabalho não era bom.
Lívia conta que após assumir o cargo encontrou um espaço desestruturado, com alta carga de trabalho e grande responsabilidade, sem apoio dentro da direção da empresa. Essa situação gerou muito desgaste a ela. Além disso, havia uma disparidade salarial expressiva entre os trabalhadores da área que ela integrava.
“O burnout veio em 2018. Eu percebi que não estava bem. Comecei a ter problemas para dirigir, pois associava ao ambiente do trabalho. Fiquei desmotivada e não queria estar lá. Comecei a ter fortes crises de depressão e de ansiedade, insônia”, relata.
A advogada foi levada ao médico e foi afastada do trabalho. Em seguida, passou a atuar de forma remota, o que seguiu em razão da pandemia. Com a privatização da empresa pública, ela decidiu largar a carreira.
Neste primeiro mês do ano atividades dedicadas às questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas estão sendo postas em prática no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, reforçando a campanha nacional Janeiro Branco.
Ações integradas com palestras, distribuição simbólica de laços brancos, rodas de conversa, mensagens de reflexão em balões e murais evidenciam a pacientes e colaboradores sobre a necessidade do autocuidado e autoconhecimento, importantes na prevenção ao adoecimento emocional.
Campanhas como esta combatem tabus, mudam paradigmas e orientam as pessoas, principalmente neste momento em que a pandemia impôs novos desafios à sociedade.
Segundo a psicóloga Vanti da Conceição Silva, o Janeiro Branco faz parte do calendário colorido das campanhas de conscientização, a exemplo do Novembro Azul e Outubro Rosa.
“Nosso corpo está ligado à mente e, por isso, é importante a atenção não só em janeiro, mas durante todo o ano no cuidado à saúde mental”, ressalta.
Gilberte Lucas, diretora da Fundação Hospitalar, afirma que a Prefeitura de Feira prioriza programações como esta a fim de “sensibilizar a comunidade dos sinais de alerta emitidos por pacientes e acompanhantes que precisam da rede de apoio do poder público e toda empatia das equipes de saúde”.
Ministro respondeu críticas de que teria demorado para iniciar vacinação infantil
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Foto: MS/Walterson Rosa
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, rebateu, neste sábado (15) críticas de que teria demorado em iniciar a vacinação de crianças contra a Covid-19. Durante agenda em João Pessoa, ele disse que não é “despachante de decisão da Anvisa”, mas sim a principal autoridade do sistema de saúde brasileiro.
– Quantos medicamentos, dispositivos ou produtos têm registro na Anvisa e não fazem parte das políticas públicas? O ministro da Saúde não é um despachante de decisão de Anvisa nem de agência nenhuma. O Ministério da Saúde é quem conduz a política pública e o ministro da Saúde é a principal autoridade do sistema de saúde no Brasil – disse Queiroga, segundo informações do portal Metrópoles.
O ministro ainda afirmou que faz o melhor que pode a frente do cargo e que o futuro provará a qualidade de seu trabalho.
– A história vai julgar, vai me julgar. Eu trabalho todos os dias para que eu tenha um bom julgamento da história. Eu faço o melhor que eu posso – completou.
Queiroga esteve na capital paraibana neste sábado para participar de evento de vacinação e testagem no Hospital Universitário Lauro Wanderley.
A Anvisa aprovou a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos no dia 16 de dezembro. O Ministério da Saúde, por sua vez, decidiu realizar consulta pública sobre o tema e anunciou as regras para a imunização dessa faixa etária no dia 5 de janeiro.
Um estudo descobriu que compostos de uma planta semelhante à da maconha podem ajudar a prevenir a Covid-19 bloqueando a entrada do coronavírus nas células. A pesquisa foi feita por estudiosos da Universidade Estadual de Oregon e da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos EUA. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com a publicação, os cientistas encontraram dois ácidos canabinoides comumente encontrados em variedades de cânhamo (planta da espécie Cannabis sativa, a mesma da maconha). Ao se ligarem, a proteína S, o ácido canabigerólico (CBGA) e o ácido canabidiólico (CBDA) podem impedir que o vírus infecte as células.
Os pesquisadores afirmaram também que os compostos estudados, não são psicoativos e bloquearam a ação de variantes do coronavírus, como a Alfa (B.1.1.7) e a Beta (B.1.351).
Chegaram ao Brasil, às 4h45 desta quinta-feira (13), as primeiras vacinas contra covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos. Remessa com 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer foi descarregada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (São Paulo).
O lote será distribuído a estados e municípios para iniciar a aplicação. A previsão é que o Brasil receba em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. A remessa é a primeira de três que serão enviadas ao país.
Segundo o Ministério da Saúde, durante o primeiro trimestre devem chegar ao Brasil quase 20 milhões de doses pediátricas, destinadas ao público-alvo de 20,5 milhões de crianças. Em fevereiro, a previsão é que sejam entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões.
Na semana passada, o ministério anunciou a inclusão dos imunizantes pediátricos no plano de operacionalização do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Segundo a pasta, a criança deve ir aos postos de vacinação acompanhada dos pais ou responsáveis ou levar uma autorização por escrito. O esquema vacinal será de duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações.
A distribuição será feita na seguinte proporção (confira o percentual da população de 5 a 11 anos por estado):
Identificado em 2020, organismo impõe ameaça à saúde, diz Anvisa
Foto: CDC/Dr. Leanor Hailey/Direitos reservados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que foi notificada sobre a terceira infecção pelo fungo Candida auris. O caso foi diagnosticado em um hospital da cidade do Recife, em Pernambuco. O fungo foi identificado por análise do laboratório central Gonçalo Moniz, da Bahia.
Segundo a Anvisa, foram adotadas ações pelas autoridades de saúde para prevenção e combate à disseminação do organismo, como protocolos de segurança no hospital onde estava internado o paciente infectado.
A Coordenação Estadual de Prevenção e Controle de Infecção de Pernambuco realizou uma visita técnica ao hospital e conforme a Anvisa está monitorando o caso e as ações para controle de novas infecções.
Candida Auris
O organismo é chamado de superfungo pela resistência que possui a antibióticos e outras formas de tratamento. De acordo com a Anvisa, o fungo também permanece no ambiente por longos períodos, que podem chegar a meses, e resiste a diversos tipos de desinfetantes.
Por essas razões, casos de infecções pelo fungo trazem risco de surto e demandam monitoramento e medidas de prevenção e controle para impedir a disseminação em outros pacientes.
Conforme nota de alerta da agência, o Candida auris “pode causar infecção na corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades.”
O primeiro caso foi registrado em dezembro de 2020, da Bahia. Após ser notificada, a Anvisa emitiu uma nota de alerta destacando que o fungo significa uma ameaça à saúde global.
Para a Advocacia-Geral da União, decisão favorável do Supremo sobre o tema representaria ‘afronta indiscutível’ à separação dos Poderes
AGU se posiciona ação sobre obrigatoriedade da vacinação infantil e afirma que decisão favorável do STF seria ‘afronta indiscutível’ à separação dos Poderes Foto: EFE/EPA/Jessica Pasqualon
A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou, nesta terça-feira (11), contra a ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tornar obrigatória a vacinação de crianças de 5 a 11 anos no país.
No documento enviado à Corte, os advogados da União afirmam que a eventual intervenção judicial no caso “representaria afronta indiscutível ao basilar princípio da separação dos Poderes”.
A manifestação encaminhada ao Supremo atende ao pedido da ministra Cármen Lúcia, que deu cinco dias para a AGU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentarem suas posições a respeito da ação da CNTM.
Assim como fez o Ministério Público, os advogados da União argumentaram que a Confederação não apresentou evidências de legitimidade para pleitear a causa, já que não há conexão entre a sua área de atuação e o tema da ação.
A CNTM argumenta, no entanto, que o pedido tem ligação com a sua área de atuação porque tem o objetivo de proteger os integrantes da categoria profissional por ela representada da contaminação por Covid-19. A AGU, porém, enfatizou as justificativas já apresentadas pela PGR de que os efeitos da ação afetariam toda a coletividade.
A AGU também sustentou que não haveria motivos para o julgar o caso, uma vez que o Ministério da Saúde determinou, no último dia 6, a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização (PNI).
“Como se vê, não encontram qualquer amparo na realidade fática as premissas em que se assentam as argumentações contidas na petição inicial, no sentido de que o Governo Federal estaria deixando de providenciar a extensão da campanha de imunização para crianças de 05 (cinco) a 11 (onze) anos. Ao revés, foram tomadas as devidas providências em relação à vacinação dessa faixa etária”, defende a AGU no documento encaminhado ao Supremo.
Além da obrigatoriedade da vacinação, a Confederação pediu ao Supremo a anulação da consulta pública feita pelo Ministério da Saúde para tratar da exigência de prescrição médica na vacinação de crianças. Ao que respondeu a AGU: “Ao contrário do que pretende fazer crer a arguente, a realização de consulta pública cumpre a função de agregar o conhecimento técnico com aquele proveniente de representantes da administração pública, legislativo, sociedades científicas e sociedade civil, aumentando a segurança conferida ao processo decisório.”
Finalizada a consulta à AGU e PGR, a ministra Cármen Lúcia deve decidir se mantém a tramitação da ação no Supremo, ou determina a perda de objeto – ou seja, o reconhecimento de que mudanças nos rumos do processo tornam desnecessário seu julgamento-, como fez o ministro Ricardo Lewandowski em ação semelhante proposta por PT e Cidadania.