Ex-ministro da Justiça lembrou de declarações ditas pelo ex-governador de São Paulo sobre o petista
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: PR/Isac Nóbrega
O ex-juiz e pré-candidato à Presidência Sérgio Moro (Podemos) classificou, nesta quinta-feira (24), a possível entrada do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma “contradição” e afirmou que nada muda no cenário eleitoral.
De acordo com Moro, o ex-governador está sendo incoerente diante do seu histórico de divergências com o ex-presidente no passado.
– É uma contradição, considerando tudo o que o ex-governador Alckmin falou em relação a Lula no passado, de que jamais estaria do lado dele, denunciando os próprios esquemas de corrupção – afirmou em entrevista à Jovem Pan.
O ex-ministro também criticou o PT.
– Não existe nenhuma nota de arrependimento do Partido dos Trabalhadores em relação aos grandes escândalos de corrupção da Petrobras, por exemplo – apontou.
Para ele, o fato de Alckmin entrar na chapa não altera essa questão.
Alckmin se filiou nesta quarta-feira (23), ao PSB após passar 33 anos no PSDB, legenda que foi um dos fundadores, abrindo caminho para ser vice na chapa de Lula.
No ato de filiação, o ex-tucano disse que Lula era a “esperança” do Brasil.
Apresentador irá integrar a chapa do pré-candidato ao governo de SP, Rodrigo Garcia
Apresentador José Luiz Datena Foto: Reprodução/ TV Band
Nesta quinta-feira (24), as cúpulas do PSDB e do União Brasil divulgaram uma nota informando que o apresentador José Luiz Datena será candidato ao Senado por São Paulo. Ele fará parte de uma coligação entre os dois partidos no estado e irá integrar a chapa do pré-candidato ao governo de SP, Rodrigo Garcia.
O documento é assinado pelos pelos presidentes nacionais do PSDB, Bruno Araújo, e do União Brasil, Luciano Bivar. Além deles, assinam ainda o documento os presidentes regionais do PSDB, Marco Vinholi, e do União Brasil, Antonio Rueda.
“Nossos partidos compartilham dos mesmos princípios, conjugam os mesmos ideais e vamos trabalhar para que São Paulo e os paulistas estejam nas mãos competentes e sob o olhar humano de nossos candidatos”, diz um trecho da nota.
No documento, os partidos elogiaram Datena e afirmaram que ele “possui a indignação e a sensibilidade necessárias para defender os interesses de São Paulo no Senado Federal. Sua disposição em servir aos paulistas engrandece a nossa coligação. Escreveu e continuará uma história de trabalho pelo bem comum e combate às injustiças e desigualdades”.
Ministra Cármen Lúcia atendeu a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Educação, Milton Ribeiro Foto: PR/Alan Santos
Na noite desta quinta-feira (24), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a abrir uma investigação contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro. O inquérito tem por objetivo apurar uma suposta influência de pastores no Ministério da Educação (MEC), que teriam sido revelados em um áudio do ministro.
Além de Milton Ribeiro, serão investigados ainda dois pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura.
A gravação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo na noite de segunda-feira (21). De acordo com o veículo, dois pastores teriam influenciado o repasse de verbas do Ministério da Educação (MEC), Gilmar Santos e Arilton Moura. Além disso, Milton Ribeiro ainda disse que a medida era um pedido do presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, o ministro explicou o áudio e disse que, “diferentemente do que foi veiculado, a alocação de recursos federais ocorre seguindo a legislação orçamentária, bem como os critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação”. De acordo com ele, não existe “possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”. Além disso, Milton Ribeiro ainda afirmou que “o Presidente da República não pediu atendimento preferencial a ninguém”.
Em sua decisão, Cármen Lúcia autorizou ainda que Milton Ribeiro e os dois pastores sejam ouvidos pela Polícia Federal (PF). Além disso, a ministra determinou que o MEC e a Controladoria-Geral da União (CGU) apresentem, em um prazo de 15 dias, o “cronograma de liberação das verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e os critérios adotados”.
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, confirmou que irá deixar a pasta chefiada por ela para disputar um cargo nas eleições de outubro deste ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23) durante um evento em Belém, no Pará.
– Por que eu estou aqui no meio de março e a gente correu tanto? Primeiro, porque eu vou me desincompatibilizar. Eu não serei candidata no Pará, mas eu serei em algum lugar – disse.
Apesar de não afirmar categoricamente qual deve ser o estado da federação pelo qual ela deve concorrer nas eleições, nem para qual cargo se candidatará, a ministra mandou um recado para o Amapá. Nos últimos meses, o nome de Damares tem sido cogitado como concorrente ao Senado pelo estado.
– Cuidado, Amapá, eu estou chegando! – ressaltou.
Caso seja confirmada a candidatura a senadora pelo estado da Região Norte, a ministra deve encontrar um forte embate contra o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Recentemente, diversos veículos noticiaram que Alcolumbre estaria articulando nos bastidores para que a ministra não consiga se filiar a partidos maiores, como o PL, Republicanos e PTB.
O evento terá a presença da presidente nacional da legenda, deputada Renata Abreu
Na noite desta quinta-feira (24), o Podemos vai anunciar o apoio do partido à pré-candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Governo da Bahia.
O Podemos é a quarta legenda a declarar apoio oficial à pré-candidatura de ACM Neto. Já estão nessa base o Cidadania, o Solidariedade e o PP, que faz parte da chapa com o vice-prefeito da Bahia, João Leão, como pré-candidato ao Senado.
O evento será realizado no auditório do Edifício Tomé de Souza, às 19h, e vai contar com a presença da presidente nacional da sigla, deputada federal Renata Abreu. Na ocasião, o ex-prefeito de Salvador estará à disposição para falar com a imprensa.
No ato, estarão presentes lideranças e parlamentares do Podemos, do União Brasil, e dos demais partidos que apoiam o ex-prefeito.
De acordo com o ministro da Educação, presidente disse não ter visto nada demais em um áudio divulgado nesta semana
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Educação, Milton Ribeiro Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Nesta quarta-feira (23), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, concedeu uma entrevista à CNN Brasil e falou sobre um áudio seu divulgado que apontaria uma suposta influência de pastores no Ministério da Educação. De acordo com o ministro, Bolsonaro disse não ter visto “nada demais” na gravação e que ele segue “firme” no cargo.
– Ele [Bolsonaro] falou que eu permaneço, que eu fico de acordo com a sua confiança (…) Mas o cargo de ministro é de confiança do presidente e se ele quiser e quando quiser, ele pode pedir o cargo – destacou.
A gravação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo na noite desta segunda-feira (21). De acordo com o veículo, dois pastores teriam influenciado o repasse de verbas do Ministério da Educação (MEC), Gilmar Santos e Arilton Moura. Além disso, Milton Ribeiro ainda disse que a medida era um pedido do presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, o ministro explicou o áudio e disse que, “diferentemente do que foi veiculado, a alocação de recursos federais ocorre seguindo a legislação orçamentária, bem como os critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação”. De acordo com ele, não existe “possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”. Além disso, Milton Ribeiro ainda afirmou que “o Presidente da República não pediu atendimento preferencial a ninguém”.
Durante sua entrevista à CNN, o ministro falou sobre a solicitação feita por Bolsonaro e voltou a negar qualquer tipo de orientação para favor alguém.
– Ele só pediu ‘Milton, você pode receber?’. Em nenhum momento o presidente pediu um tratamento especial. Não pediu para atender, pediu para receber (…) Eles pediram a audiência, o presidente pediu para mim e eu atendi – apontou.
Milton Ribeiro também disse que pedidos para atender pastores são comuns.
– Eu recebo muitas pessoas no Ministério da Educação (MEC), inclusive sem mandato. Como que eu vou fazer uma seleção e não aceitar receber pastores? (…) Se for provado que eles fizeram [desvio de verbas], eu fui enganado – ressaltou.
Na tarde de hoje (23), o Presidente da República publicou em suas redes sociais um vídeo mostrando uma “voltinha” que deu na garupa de um moto-táxi na cidade de Quixadá, no Ceará. No vídeo, é possível ver uma multidão de pessoas aclamando Bolsonaro, emocionados com o feito.
Na web, os internautas se disseram orgulhosos: “Esse não tem igual, é o melhor que vocês vão ver”, “Muito diferenciado esse Capitão. Deus abençoe”, “Que lindo que humilde que ele é, Querido por quase todos” foram alguns dos comentários. Veja o vídeo do momento abaixo:
O pré-candidato à Presidência também criticou Guilherme Boulos por aceitar ser aliado do ex-tucano
Ex-ministro Ciro Gomes Reuters
O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, criticou a filiação de Geraldo Alckmin ao PSB nesta quarta-feira (23), durante uma entrevista em Brasília. Ele afirmou que a presença de Lula e Alckmin na mesma chapa é um “conchavo vergonhoso”. “Eu vejo como uma virada paulista. Eu acho um conchavo vergonhoso”, comentou.
Ciro ainda disse que todas as pesquisas sérias o colocam à frente do presidente Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno, além de outros presidenciáveis também, exceto Sergio Moro (Podemos). Esse seria o segundo motivo dele para criticar essa aliança e mudança de partido do ex-governador de São Paulo. “Não foi o Alckmin que mudou, quem mudou foi a vocação para o conchavo que o Lula repete”, explicou o pré-candidato.
Além de todas as avaliações negativas relacionadas a ida de Alckmin ao PSB e a provável chapa com Lula, o petista foi criticado novamente por falar em regulação da mídia. Segundo o próprio Ciro Gomes, o assunto é uma bobagem repetida pelo candidato do PT. “Eu tenho o controle remoto, assisto o que eu quiser, o resto é baboseira lulopetista”, disse Ciro Gomes.
A crítica também se estendeu ao líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL). Para Ciro, Boulos também faz parte desse conchavo, já que antes ele criticava o ex-tucano no caso do dinheiro das merendas. “Foi retirado Boulos, que incrivelmente aceita agora ser aliado do Alckmin. O Boulos no nosso debate dizia: Geraldo Alckmin cadê o dinheiro da merenda? E agora tá lá apoiando o Alckmin. Não foi o Alckmin que mudou, quem mudou não foi a vocação para o conchavo que o Lula repete”, afirmou.
Ciro se refere às denúncias do Ministério Público de São Paulo sobre um esquema de fraude em licitações da merenda escolar em prefeituras e no governo do estado, que pode ter desviado até R$ 2 milhões de recursos públicos. A investigação analisou contratos realizados durante o mandato de Alckmin, em 2014 e 2015, para fornecimento de alimentos e suco de laranja para unidades escolares.
Foto: Câmara dos Deputados/Pablo Valadares // PR/Anderson Riedel
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi condenada em um processo movido pelo empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, por causa de uma acusação feita contra ele nas redes sociais. Na decisão, o juiz determinou a exclusão de trecho da postagem e a indenização de R$ 35 mil a Hang, valor que ele doará para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
A sentença, determinada nesta terça-feira (22) pelo juiz Fábio Luis Decoussau Machado, da 5ª Vara Cível do Foro Central de Curitiba, no Paraná, refere-se à publicação de um vídeo nas redes sociais de Gleisi feita no dia 6 de junho de 2020. Na ocasião, a presidente do PT acusou Luciano de sonegação de impostos.
Em sua decisão, o juiz avaliou que Gleisi “fez afirmações inconsequentes que macularam a honra alheia”. Além disso, Decoussau Machado ressaltou que a alegação de imunidade parlamentar, como apresentada pela defesa da deputada, não poderia ser sustentada pelo fato de que a declaração não se limitou ao debate político.
– Admitir a tese defendida pela parte ré [Gleisi] seria permitir a prática desenfreada de condutas ilícitas com fundamento em comportamentos que, nem de longe, revelam-se inerentes ao exercício de tão nobre cargo – ressaltou o juiz.
Em razão do fato, o magistrado determinou o pagamento da indenização no valor de R$ 35 mil, a exclusão de um trecho de sete segundos do vídeo em que a deputada faz acusações de sonegação contra o empresário, e também que a deputada pague os custos processuais. A exclusão do trecho do vídeo tem prazo de cinco dias para ser feita, sob pena de multa diária no valor de mil reais.
Em entrevista, ontem, à rádio Som Maior, de Criciúma, Santa Catarina, Lula disse que sua candidatura ainda não é prego batido, ponta virada. E repetiu o que já falou tantas vezes.
“Eu ainda não me defini como candidato porque estou esperando conversas com algumas forças políticas. Eu ainda quero fazer uma viagem pelo Brasil. Eu não quero ser apenas o candidato do PT, eu quero ser candidato de um movimento para restabelecer a democracia neste país”.