Os candidatos a cargos políticos nas eleições de 2022 podem, a partir desta terça-feira (16), iniciar suas campanhas eleitorais. De acordo com a Justiça Eleitoral, os postulantes já estão autorizados a, por exemplo, pedir votos, realizar comícios e fazer propaganda na internet.
No primeiro turno, os candidatos poderão fazer campanha até o dia 1° de outubro, totalizando um período de 46 dias. O período é o menor desde 1994. Caso aconteça o segundo turno, os concorrentes poderão fazer propaganda entre os dias 3 e 29 de outubro. O horário político no rádio e na TV, por sua vez, começa no próximo dia 26 de agosto.
Neste ano, estão em disputa as cadeiras de presidente e vice-presidente da República, governador e vice, além dos mandatos de senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Confira algumas regras a respeito da propaganda eleitoral:
– Alto-falantes ou amplificadores de som podem funcionar entre 8h e 22h durante a campanha, até a véspera da eleição (1° de outubro);
– Até 29 de setembro, as candidatas ou candidatos, os partidos, as federações e as coligações poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de som fixa, entre 8h e 0h. Esse horário poderá ser prorrogado por mais duas horas se o comício for de encerramento de campanha;
– A distribuição de material gráfico (panfletos, santinhos e outros) e a caminhada, carreata ou passeata, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio, estão liberadas até as 22h de 1° de outubro, pela legislação;
– Serão permitidas até 30 de setembro a divulgação paga, na imprensa escrita e a reprodução na internet, de até dez anúncios de propaganda eleitoral por veículo. As veiculações terão que acontecer em datas diversas, para cada candidata ou candidato, no espaço máximo, por edição, de um oitavo de página de jornal padrão e de um quarto de página de revista ou tabloide;
– Também a partir desta terça-feira, independentemente do critério de prioridade, os serviços telefônicos, oficiais ou concedidos, instalarão, nas sedes dos diretórios dos partidos políticos devidamente registrados, os telefones necessários às atividades da legenda, mediante o requerimento da presidência do partido e o pagamento das taxas devidas.
Candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UNIÃO) se disse, nesta terça-feira (16), “absolutamente tranquilo” com o pedido de impugnação da candidatura de Ana Coelho (Republicanos) a vice-governadora.
A ação foi ajuizada pelo candidato do Psol, Kleber Rosa, que argumentou que Ana Coelho não se descompatibilizou do cargo de CEO da TV Aratu no prazo determinado pela lei eleitoral.
“A ação será devidamente respondida na Justiça Eleitoral. Nós estamos absolutamente tranquilos, quando eu convidei a Ana, eu fiz toda a apuração do ponto de vista jurídico quanto a sua elegibilidade. Posso assegurar que Ana não praticou nenhum ato que pudesse impedi-lá de estar nessa disputa nesse momento. Eu vejo isso como uma atitude política (…) Eu não nasci ontem. Não comecei a fazer política ontem. Então desde o primeiro instante, essa situação (da elegibilidade) foi observada”, declarou ACM Neto, durante visita a Igreja do Senhor do Bonfim, onde iniciou a campanha eleitoral.
Neto reclamou dos ataques que têm sofrido dos oponentes. “Venho sendo alvo constante. Inclusive, alguns de baixíssimo nível. Mas nós vamos nos comprometer em fazer uma campanha de alto nível”, afirmou.
O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) segue na liderança com ampla vantagem na disputa pelo Governo da Bahia e venceria a eleição no primeiro turno, de acordo com novo levantamento de intenção de votos realizado pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado pelo Bahia Notícias nesta terça-feira (16), primeiro dia oficial de campanha.
Segundo a pesquisa, no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados, Neto chega aos 53,5%, enquanto o segundo colocado, Jerônimo Rodrigues (PT), não chega nem aos 20%. O levantamento mostra que o petista soma 18,2% das intenções de voto. O deputado federal João Roma (PL) pontua com 11,1%.
No cenário espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos postulantes, o ex-prefeito de Salvador tem quase o triplo de intenções de voto do que o ex-secretário da Educação do Estado. Neste cenário, ACM Neto lidera com 24,2%, enquanto Jerônimo chega a 9,6%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 15 de agosto em 70 cidades da Bahia, por meio de entrevistas pessoais, e tem margem de erro de 2,5% e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BA-05896/2022.
Arte: Pleno.News // Fotos: Anderson Riedel/PR e Joédson Alves/EFE
A iminência de um encontro entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem gerado especulações em todo o país. Ambos confirmaram presença na posse do ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acontece na noite desta terça-feira (16). Entretanto, segundo apuração do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, os presidenciáveis devem se sentar em mesas distintas.
O lugar do presidente Bolsonaro será à mesa principal, reservada para os chefes dos Poderes, entre eles os presidentes do Congresso, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Já Lula tem seu espaço reservado na mesa de ex-presidentes e demais autoridades que foram convidadas para o evento. Estarão nessa mesma mesa, os ex-presidentes José Sarney (MDB), Fernando Collor (PTB), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), que também confirmaram presença no evento.
Contudo, é possível que ocorra algum contato ao longo do evento, pois os convidados estarão livres para circular em outros momentos, em especial na hora do coquetel ou na fila de cumprimentos.
Bolsonaro já havia confirmado que estaria na cerimônia, após Moraes entregar o convite a ele pessoalmente. Lula, por outro lado, confirmou sua presença nesta segunda (15).
Candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto terá 1 minuto a mais do que o adversário político Jerônimo Rodrigues (PT) no horário eleitoral, segundo projeção realizada pelo jornal O Globo com base na lei eleitoral.
De acordo com a publicação, o ex-prefeito soteropolitano terá 4 minutos e 39 segundos. Já o petista terá 3 minutos e 39 segundos. O candidato do PL, João Roma, terá 1 minuto e 14 segundos. O candidato do Psol, Kleber Rosa, terá apenas 27 segundos.
Nesta quarta-feira (17), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) reunirá os partidos dos candidatos ao governo da Bahia para definir o tempo de campanha eleitoral de cada no rádio e na televisão. O horário eleitoral começa no próximo dia 26 de agosto.
O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (UB), foi anunciado como coordenador de campanha do candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB). A informação foi divulgada na manhã de hoje (10), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Ronaldo estava sem responder a imprensa desde que o ex-prefeito de Salvador revelou a indicação da empresária Ana Coelho, à condição de vice, na chapa majoritária.
Em entrevista ao Rotativo News (Sociedade News FM), o líder político disse que se sente tranquilo e em paz.
“O coração sempre esteve tranquilo. Ele já foi aberto, puseram três pontes de safena, mas está tudo em paz. São coisas da vida, não sou mais criança, já enfrentei muitas coisas. É normal que a gente receba determinada notícia e fique com a cabeça cheia, mas o tempo mostra caminhos, ensinamentos, como fazer e se comportar.
Zé disse, ainda, que desconhece o que é vingança.
“Não conheço o que é vingança, e jamais vou praticar isso. Vou levar o barco, fazendo uma boa caminhada”.
OPERAÇÃO DA PF
Questionado sobre a recente operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na semana passada com o objetivo de cumprir mandados da Justiça, decorrentes de investigação relacionada a irregularidades na contratação de empresa do secretário de Saúde, afastado, Marcelo Brito, Ronaldo preferiu não opinar.
“É um assunto do prefeito, com sua autoridade e ações. Não quero abordar nada sobre. Todas as pessoas que conversam comigo, sabem que não falo sobre os assuntos da prefeitura. Estou afastado e viajando muito. Não sei responder absolutamente nada”, afirmou.
A ausência de Ana Coelho, segundo o ex-prefeito, se deu por conta de agenda. Ela foi representar ACM.
“Neto disse que tinha um compromisso agendado com antecedência e ele não podia cancelar. Portanto, ela foi representá-lo”.
Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube Flow Podcast
Apesar de registrar índices altíssimos de audiência simultânea e um total de quase 10 milhões de visualizações no YouTube em pouco mais de um dia, a entrevista concedida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Flow Podcast na noite da última segunda-feira (8) não entrou na aba dos vídeos “em alta” do YouTube, área do site que reúne as publicações de maior destaque em cada país.
A conversa com o presidente da República, que teve 5 horas e 20 minutos de duração, chegou a alcançar uma audiência de 570 mil espectadores simultâneos. Até a manhã desta quarta-feira (10), menos de 36 horas após a transmissão ser encerrada, o vídeo da entrevista também já havia atingido a marca de 9,7 milhões de exibições.
No entanto, mesmo com esses resultados, o vídeo não figurou na lista dos destaques da plataforma de vídeos do Google. Para efeito de comparação, entre os 50 vídeos elencados na lista, há a presença de cortes – trechos retirados da edição integral dos podcasts – da entrevista da cantora Anitta ao podcast Pod Delas, que aconteceu no mesmo dia e horário da entrevista de Bolsonaro.
Entre os trechos da entrevista da cantora presentes na seção “em alta”, está um vídeo publicado com o título Como Anitta Conheceu Murda Beatz, que possui 61 mil visualizações. Enquanto isso, mesmo os recortes da entrevista com o presidente publicados no canal Cortes do Flow, como o vídeo Bolsonaro vai pros debates?, que já passa das 470 mil exibições, está fora da lista.
O QUE DIZ O YOUTUBE SOBRE A ABA “EM ALTA” Em seu site, o YouTube afirma que objetivo da lista dos vídeos em alta é destacar vídeos “que podem agradar vários espectadores”. A plataforma diz ainda que “alguns destaques são previsíveis, como a música nova de um artista famoso ou o trailer de um filme”, mas que “outros são surpreendentes, como um vídeo viral”.
Também de acordo com a plataforma, a lista de vídeos em alta é atualizada a cada 15 minutos e, em cada atualização, os vídeos podem subir, descer ou ficar na mesma posição na lista.
Sobre os critérios utilizados, o YouTube diz que são escolhidos para a aba vídeos que “atraem uma grande variedade de espectadores; não sejam enganosos, sensacionalistas ou indutores de cliques; transmitam a amplitude do que acontece no YouTube e no mundo; mostrem diversos criadores de conteúdo; e sejam surpreendentes ou novos”.
Aliado a isso, o site informa que considera métricas como “o número de visualizações; a velocidade com que o vídeo gera visualizações; a origem das visualizações (inclusive, fora do YouTube); há quanto tempo o vídeo foi enviado; e o desempenho do vídeo comparado a outros envios recentes do mesmo canal” para incluir os vídeos na lista de destaques.
Juntos no primeiro turno em quatro eleições presidenciais desde a redemocratização, PT e PSB não repetiam a aliança desde 2010. Com a chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, os dois partidos reeditaram em 2022 uma união nos moldes da de 1989, quando o PT indicou o cabeça de chapa (Lula), e o PSB, o vice (José Paulo Bisol). Há 33 anos, eles terminaram as eleições em segundo lugar, atrás de Fernando Collor de Mello, então no PRN.
Embora tenham fracassado na tentativa de formar uma federação, que prevê uma atuação conjunta por no mínimo quatro anos, as legendas conseguiram costurar, além da coligação nacional para a disputa de outubro, acordos em 15 estados, segundo um levantamento feito pela CNN.
Em outros 12 estados, porém, PT e PSB estão em lados opostos. São eles: Acre, Amazonas, Roraima, Tocantins, Ceará, Paraíba, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.
Ator chamou presidente da República de “imbecil” e elogiou Anitta
Bruno Gagliasso Foto: Thiago Duran / AgNews
Nesta terça-feira (9), o ator Bruno Gagliasso usou as redes sociais para criticar o presidente Jair Bolsonaro. Ele sugeriu que as pessoas não devem compartilhar declarações do chefe do Executivo.
Por meio de vários tuítes, o artista usou termos como “gentalha” e “imbecil” para se referir ao presidente da República.
– A eleição se aproxima e o esgoto só aumenta. Daqui até 02 de outubro eles vão fazer de tudo pra ganhar a sua atenção, mexer com suas emoções e fazer você compartilhar, mesmo como revolta, as suas ideias. Não caiam novamente nessa armadilha. Não podemos repetir os erros de 2018. Aquele sujeito e a sua tropa estão desesperados pela sua atenção. Nós não podemos dar espaço pra essa gentalha crescer. O algoritmo trabalha com a nossa revolta, dando mais visibilidade para as ideias toscas dessa gente. O que o imbecil quer é justamente chocar. Mentir, falar besteiras, atacar e, assim, despertar nossa revolta. Com isso, perdemos um tempo precioso divulgando esses absurdos e, consequentemente, ele ganha mais espaço, mais visualizações e consegue furar sua bolha – escreveu.
Ele apontou a cantora Anitta como exemplo de artista que usa a visibilidade para divulgar a “possibilidade de um outro Brasil”.
Diante dos comentários, o ex-secretário especial de Cultura Mario Frias reagiu. Ele apontou que a atitude de Bruno é uma ofensa aos brasileiros que elegeram Bolsonaro de forma democrática.
– Parece que alguns “artistas” ainda não entenderam que a maioria da população não quer e não precisa de seus conselhos e sugestões. Chamar de “imbecil” um presidente que foi eleito democraticamente não é uma ofensa somente ao Bolsonaro, e sim, aos milhões de brasileiros que o elegeram – rebateu.
Frias criticou artistas que expressam apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
– O pior imbecil é aquele que quer “arrotar” honestidade e bom senso, mas apoia um criminoso, corrupto, condenado, que quase destruiu o próprio país.
Nesta terça-feira (9), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) utilizou as redes sociais para criticar uma reportagem por dizer que a “queda dos preços pode ser preocupante”. O texto, do portal UOL, aborda o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que registrou deflação de 0,68%.
A matéria explica que a deflação é boa quando os preços estão em alta, mas que se torna um problema quando dura por um longo período. O texto cita, como exemplo, o fato de indústrias paralisarem a produção, “porque o preço de venda não é o que elas desejam”. Com a redução da produção, o desemprego aumenta, o que reduziria ainda mais o consumo. Além disso, a reportagem ainda informou que o ideal é ter uma inflação baixa e estável. Zambelli, no entanto, decidiu ironizar a publicação.
– Não é piada. O (IPCA) referente ao mês de julho foi divulgado na manhã desta terça-feira. Foi a menor taxa registrada desde o início da série histórica, iniciada em janeiro de 1980 – escreveu.