O deputado federal Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao Financial Times, declarou que os Estados Unidos estão considerando a imposição de novas sanções contra juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) que não encerrarem o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.
Eduardo comentou sobre a situação atual do ministro do STF, Alexandre de Moraes, dizendo: “Moraes esgotou todas as suas opções. Trump ainda não. Trump ainda tem a opção de… dobrar sua aposta com base na reação de Moraes.”
“Acredito que pode haver uma resposta forte dos EUA, talvez sancionando a esposa de Alexandre de Moraes, que é seu braço financeiro“, disse ainda Eduardo. “Talvez uma nova onda de revogações de vistos, [aqueles] dos aliados de Alexandre de Moraes.”
O deputado expressou sua intenção de viajar à Europa com o objetivo de persuadir a União Europeia (UE) a implementar sanções semelhantes contra Moraes: Ele quer levar as sanções dos EUA ao conhecimento dos parlamentares europeus para que ele possa ser alvo de sanção por lá.
Eduardo citou o apoio de figuras políticas da direita europeia, como André Ventura, líder do partido Chega em Portugal, que manifestou interesse em impedir a entrada de Moraes no país e congelar seus bens sob alegações de violações aos direitos humanos.
No mês passado, um grupo de eurodeputados liderado pelo polonês Dominik Tarczyński enviou uma carta à alta representante da UE para Relações Exteriores solicitando sanções específicas contra Moraes e seus aliados no STF por violação de direitos humanos.
“Salvar a democracia” Em resposta às críticas recebidas por suas campanhas nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro defendeu suas ações como um esforço para “salvar a democracia”, desconsiderando os comentários adversos que o rotulam como “antipatriota” e alegações de que suas iniciativas prejudicam as exportações brasileiras e causam desemprego no país.
A Polícia Federal instaurou novo inquérito para investigar Jair Bolsonaro por disseminação de fake news envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração foi aberta após o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, solicitar ao diretor-geral da PF, Andrei Passos, que investigasse conteúdo publicado no canal de WhatsApp do ex-presidente.
O material associava Lula ao regime de Bashar al-Assad, na Síria, e a execuções de pessoas LGBTQIA+. A suspeita é de que a postagem tenha violado a legislação ao divulgar informações falsas capazes de prejudicar a honra e a imagem do chefe do Executivo.
O caso se soma a outras investigações já em andamento contra Bolsonaro, que enfrenta uma série de inquéritos na PF e no Supremo Tribunal Federal.
Morreu nesta sexta-feira (8/8) o músico e compositor Arlindo Cruz, aos 66 anos. Ele estava internado em um hospital no Rio de Janeiro após receber um diagnóstico de pneumonia. A informação foi confirmada pela família do artista.
Arlindo Cruz teve um AVC em 2017 enquanto tomava banho e passou a viver de forma debilitada por conta das sequelas causadas pelo derrame. Em julho deste ano, o cantor parou de responder aos estímulos e não apresentava mais avanços, mesmo após seguintes cirurgias. Além disso, o sambista também era portador de uma doença autoimune e precisava usar uma sonda alimentar.
Arlindo tinha 66 anos e era conhecido por ser um dos maiores compositores da geração do samba. A carreira dele foi marcada por diversos sucessos musicais como Meu Lugar, O Bem, Será Que É Amor e O Show Tem Que Continuar.
Arlindo Cruz iniciou a carreira em 1981, com participações em rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de artistas como Jorge Aragão e Almir Guineto, no Rio de Janeiro. Os primeiros sucessos vieram como compositor, tendo músicas gravadas por diversos artistas na década de 1990. Na mesma época, passou a cantar as próprias composições e ficou ainda mais conhecido quando entrou para o grupo Fundo de Quintal.
O cantor fez sucesso com o grupo, mas ganhou real notoriedade quando iniciou a carreira solo, em 1993. Entre 1996 e 2002, em parceria com o músico Sombrinha, lançou cinco álbuns. O grande destaque veio anos depois, em 2009: o DVD MTV ao Vivo: Arlindo Cruz (2009), que vendeu cem mil cópias.
O último projeto artístico do cantor antes do AVC foi Pagode 2 Arlindos, feito em 2017 com o filho Arlindinho.
O sambista também ficou conhecido no meio carnavalesco. Arlindo é detentor de diversas disputas de samba-enredo pelas escolas Império Serrano, Acadêmicos do Grande Rio, Unidos de Vila Isabel e Leão de Nova Iguaçu. Ele era conhecido por ser um compositor de mão cheia.
Arlindo era casado desde 2012 com a empresária e produtora Babi Cruz, com quem manteve uma união de mais de 26 anos. Em maio de 2022, dez anos depois do matrimônio, fizeram a renovação dos votos para cerca de sessenta pessoas no Rio de Janeiro. O cantor é pai do músico Arlindo “Arlindinho” Domingos da Cruz Neto e de Flora Cruz.
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, nesta quinta-feira (7), a proposta orçamentária da Corte para 2026, que é de R$ 1 bilhão. A previsão foi aprovada durante sessão administrativa e será enviada ao Ministério do Planejamento e Orçamento para compor o plano orçamentário da União para o próximo ano.
A proposta do STF para o ano que vem teve aumento em relação ao orçamento deste ano, que ficou em R$ 953 milhões. No relatório em que votou a favor da aprovação da proposta, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a Corte foi obrigada, por “fatores externos”, a aumentar os gastos com segurança.
Em 2020, o gasto com a proteção das instalações e com segurança dos ministros foi R$ 40 milhões. No ano que vem, o valor proposto é de R$ 72 milhões.
Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal (servidores e terceirizados), com severo impacto no orçamento, mas inevitável – justificou Barroso.
No relatório, o ministro também afirmou que os gastos da Corte estão dentro dos limites fiscais.
– Como mencionado no relatório, ao montante de despesas primárias com receitas do Tesouro (obrigatórias e discricionárias), foi acrescido o campo de despesas discricionárias com receitas próprias do tribunal – completou o ministro.
Montante será enviado para apreciação do Executivo
Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para 2026. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior e será encaminhado ao Ministério do Planejamento e Orçamento, integrando a proposta da União.
O aumento do orçamento, de R$ 953 milhões em 2025 para R$ 1 bilhão em 2026, foi justificado principalmente por fatores externos. O presidente do STF, Ministro Luís Roberto Barroso, destacou a necessidade de maiores investimentos em segurança devido ao aumento de hostilidades contra a Corte.
“Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal (servidores e terceirizados), com severo impacto no orçamento, mas inevitável”, justificou Barroso.
Os gastos com segurança, que eram de R$ 40 milhões em 2020, subirão para R$ 72 milhões em 2026. Esse investimento é considerado inevitável e cobrirá infraestrutura, tecnologia, equipamentos e a contratação de mais pessoal, como servidores e terceirizados.
Limites fiscais
Apesar do aumento, o Ministro Barroso reforçou que as despesas do STF estão dentro dos limites fiscais. O relatório inclui tanto as despesas primárias com receitas do Tesouro quanto as despesas discricionárias financiadas por receitas próprias do tribunal.
“Como mencionado no relatório, ao montante de despesas primárias com receitas do Tesouro (obrigatórias e discricionárias), foi acrescido o campo de despesas discricionárias com receitas próprias do tribunal”, completou o ministro.
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta quinta-feira (7) uma nova mensagem em suas redes sociais com críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e com ameaça aos seus aliados. A mensagem fazia referência a um post anterior, do subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, que traz conteúdo semelhante.
“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, escreveu, em rede social.
Na semana passada, o governo do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, sancionou o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros.
O nome do senador Laércio Oliveira (PP-SE) estampou os noticiários nesta quinta-feira (7) após ele se tornar o 41° parlamentar do Senado a assinar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e, dessa maneira, fazer com que o pedido atingisse maioria na Casa. Nas redes, Oliveira comentou as razões que o levaram a tomar a decisão.
– Em nome do povo sergipano e dos brasileiros que desejam um país melhor, esta assinatura representa meu apoio à paz, à democracia e ao resgate do equilíbrio entre os Poderes da República – escreveu.
Natural do Recife (PE), Laércio foi eleito senador pelo Sergipe pela primeira vez em 2022, ao receber 310.300 votos. Antes, ele havia cumprido três mandatos consecutivos como deputado federal (entre 2011 e 2022). Em 2008, Oliveira chegou a assumir uma vaga na Câmara como suplente por três meses, mas nos três pleitos seguintes – 2010, 2014 e 2018 – ele foi eleito titular do cargo.
PRÓXIMOS PASSOS Após ser protocolado no Senado, o próximo passo, caso o pedido seja pautado, é a leitura da denúncia pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A partir disso, é instalada uma comissão especial que emite um parecer prévio que deve ser aprovado por 41 senadores. O ministro então apresenta defesa antes da votação do parecer final, que também precisa receber 41 votos.
Caso o parecer seja aprovado, o ministro fica então afastado enquanto o processo vai ao Plenário, onde precisará receber os votos de ao menos dois terços do Senado, ou seja, 54 parlamentares, para que o impeachment seja sacramentado.
Mobilização no Congresso tenta acelerar denúncia contra ministro
Depois de uma série de embates, a oposição decidiu desocupar o Senado | Foto: Antonio Augusto/STF
Parlamentares da oposição anunciaram nesta quinta-feira, 7, que 41 senadores já se declararam favoráveis ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir se autoriza a abertura do processo. Para destituir o magistrado, são necessários 51 votos.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ), juntamente com os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), divulgou as informações. Nas redes sociais, o político mineiro informou que o último apoio veio de Laércio Oliveira (PP-SE).
“Senador Laércio, acaba de se posicionar pelo Brasil e apoiar o impeachment de Moraes”, publicou Nikolas. “Portanto, soma-se 41 assinaturas e temos maioria para admissibilidade da denúncia.”
O deputado ainda explicou o trâmite que, segundo ele, pode levar à destituição de Moraes no STF. Nikolas detalhou as etapas necessárias para o Senado analisar um pedido de impeachment.
Nesse sentido, Alcolumbre teria que realizar a leitura da denúncia. Em seguida, o Senado instalaria uma comissão especial para avaliar o caso. O colegiado apresentaria um parecer preliminar, que precisaria de maioria simples — pelo menos 41 votos.
Depois do parecer, o ministro teria dez dias para apresentar sua defesa. Com o término desse prazo, a comissão emitiria uma decisão final, também sujeito à aprovação por maioria simples. Se aprovado, o magistrado seria afastado imediatamente do cargo.
Número de senadores indecisos ainda é de 24 parlamentares
Alexandre de Moraes Foto: Fellipe Sampaio /STF
O número de senadores a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a 38 na manhã desta quarta-feira (6). De acordo com dados compilados pelo site Votos Senadores, 24 senadores ainda não definiram posicionamento sobre a questão, enquanto 19 são contrários.
No grupo de políticos favoráveis ao impeachment estão principalmente os parlamentares do PL, principal partido de oposição ao governo Lula (PT) na atual legislatura. Já no rol dos indecisos, os integrantes fazem parte de legendas que integram o núcleo do Centrão, como MDB e PSD. O PT e a base do governo, por sua vez, são contrários ao processo contra o ministro do STF.
Mesmo com o PL apoiando em peso o impeachment de Moraes, dois senadores da sigla ainda constam como indecisos na lista, são eles: Romário (RJ) e Dra. Eudócia Caldas (AL). Romário, inclusive, foi cobrado pelo vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) a definir sua posição sobre o caso.
– E aí, Romário? Vai continuar vivendo do gol de 94 ou vai mostrar que também sabe jogar pelo povo? O impeachment do Moraes é sua chance de brilhar de novo – escreveu o vereador de Balneário Camboriú (SC).
Com 38 senadores favoráveis, faltariam três votos para que o quórum atinja a maioria necessária para a admissibilidade do pedido. Para a destituição do cargo, por sua vez, são necessários 54 senadores.
Confira os senadores favoráveis ao impeachment, de acordo com o site Votos Senadores: Alan Rick (União Brasil–AC) Alessandro Vieira (MDB–SE) Astronauta Marcos Pontes (PL–SP) Carlos Portinho (PL–RJ) Carlos Viana (Podemos–MG) Cleitinho (Republicanos–MG) Damares Alves (Republicanos–DF) Dr. Hiran (PP-RR) Eduardo Girão (Novo–CE) Eduardo Gomes (PL–TO) Efraim Filho (União-PB) Esperidião Amin (PP–SC) Flávio Bolsonaro (PL–RJ) Hamilton Mourão (Republicanos–RS) Izalci Lucas (PL–DF) Jaime Bagattoli (PL–RO) Jayme Campos (União Brasil–MT) Jorge Kajuru (PSB–GO) Jorge Seif (PL–SC) Lucas Barreto (PSD–AP) Luis Carlos Heinze (PP–RS) Magno Malta (PL–ES) Marcio Bittar (União Brasil–AC) Margareth Buzetti (PSD–MT) Marcos Rogério (PL–RO) Marcos do Val (Podemos–ES) Nelsinho Trad (PSD–MS) Oriovisto Guimarães (Podemos–PR) Plínio Valério (PSDB–AM) Professora Dorinha Seabra (União Brasil–TO) Rogério Marinho (PL–RN) Sergio Moro (União Brasil–PR) Styvenson Valentim (Podemos–RN) Tereza Cristina (PP–MS) Vanderlan Cardoso (PSD–GO) Wellington Fagundes (PL–MT) Wilder Morais (PL–GO) Zequinha Marinho (Podemos–PA)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 100 barras de ouro puro, totalizando 103 kg. O valor pode ultrapassar R$ 60 milhões em valor de mercado, conforme informado pela corporação. A apreensão aconteceu durante uma fiscalização, nesta segunda-feira (4), na Ponte dos Macuxis, na BR-401, em Boa Vista (RR).
Os policiais pararam uma picape dirigida por um homem de 30 anos, que estava acompanhado da esposa, de 32, e de um bebê. A documentação apresentada despertou suspeitas, levando os agentes a realizarem uma inspeção minuciosa no veículo, onde o ouro foi localizado oculto dentro do painel.
Segundo a PRF, essa foi a maior apreensão de ouro já feita pela instituição no país. O condutor foi detido em flagrante e o caso foi repassado à Polícia Federal, que assumirá a apuração sobre a procedência, o destino e os responsáveis pelo material.
O metal apreendido foi encaminhado à sede da Polícia Federal (PF). A caminhonete, modelo Hilux fabricada em 2024, não está registrada em nome do motorista detido, o que também será alvo de apuração.