Bloqueio atende determinação do próprio ministro do STF
Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Antonio Augusto/STF
O Banco Central encaminhou um ofício, na sexta-feira (1), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, informando que comunicou às instituições financeiras sobre o bloqueio de contas bancárias, ativos financeiros, cartões e chaves Pix do ex-assessor do ministro, Eduardo Tagliaferro. A autarquia confirmou que cumpriu a ordem do ministro em inquérito que investiga o ex-assessor por suposta prática de violação de sigilo funcional, com dano à administração pública.
A defesa de Tagliaferro informou que não teve acesso à decisão de Moraes.
Em abril, Tagliaferro foi indiciado pela Polícia Federal por suposto vazamento de conversas de servidores dos gabinetes de Moraes no STF e no Tribunal Superior Eleitoral. Atualmente, o ex-assessor de Moraes no TSE diz ter ido viver na Itália e diz ter provas para denunciar a atuação do ministro.
O ofício destaca que ‘as chaves Pix vinculadas ao CPF do investigado, registradas no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), foram bloqueadas por esta Autarquia em 31 de julho de 2025’.
De acordo com o BC, a decisão do ministro foi proferida no Inquérito 12936/DF, que tramita sob sigilo. A comunicação sobre o bloqueio das contas foi ‘transmitida a todas as instituições financeiras’.
Sobre o ministro, Tagliaferro declarou em rede social.
– Destruiu a minha vida e a de várias pessoas, isso é pouco, logo eu estarei mostrando para o Brasil quem é Alexandre de Moraes, e os bastidores do seu gabinete – afirmou.
Em 2022, o perito foi indicado por Moraes, então presidente do TSE, para exercer o cargo de assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação.
Tagliaffero foi exonerado do TSE em maio de 2023, após ser preso em flagrante em Caieiras, na Grande São Paulo, por violência doméstica.
Sua mulher contou à Polícia que ele chegou em casa ‘alterado’ e a ameaçou. Teve início uma discussão, em meio à qual Tagliaferro foi até seu quarto e disparou um tiro de arma de fogo.
Após o tiro, a mulher correu até a garagem com as filhas, segundo relatou à Polícia. Ela solicitou medidas protetivas de urgência.
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou ao Congresso Nacional que abriu a fase de testes de um novo aplicativo de mensagens instantâneas para uso interno do governo federal, em substituição a plataformas como o WhatsApp e o Telegram. A novidade foi dada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, à Comissão de Controle de Atividade de Inteligência do Congresso Nacional. As informações são da Folha de S.Paulo.
Durante o governo Bolsonaro, a Abin suspendeu o uso de um aplicativo de mensagens próprio (batizado de Athena) e escanteou o sistema oficial para distribuição de alertas e relatórios de inteligência, argumentando a necessidade de agilizar a comunicação dentro do governo. Mas o uso do aplicativo da Meta para envio de informes de inteligência provocou um curto-circuito na Abin em 8 de janeiro de 2023. Informes de inteligência que apontavam o risco de ataque às sedes dos três Poderes foram enviados em grupos de mensagens ou diretamente a autoridades por meio do aplicativo.
Autoridades envolvidas no desenvolvimento do novo aplicativo afirmam que inicialmente o aplicativo seria usado apenas pelos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), rede que reúne diferentes órgãos públicos para troca de informações de inteligência. Hoje, porém, a ideia é fornecer o app para toda a administração pública federal.
Ministro teria pressionado colegas a endossar documento em sua defesa, mas apoio não teve unanimidade
Alexandre de Moraes, ministro do STF Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tentou pressionar todos os seus colegas da Corte a assinar uma carta coletiva em sua defesa, na última quarta-feira (30), após saber que havia sido incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos, mas não obteve sucesso na empreitada. A informação foi divulgada pelo site Poder360 nesta quinta-feira (31).
De acordo com o veículo, mais da metade dos onze ministros avaliou como impróprio que o STF produzisse um documento conjunto para criticar uma decisão interna do governo americano. A recusa teria sido uma decepção para Moraes, que esperava respaldo integral dos colegas contra as restrições aplicadas pelos Estados Unidos contra ele.
Foi diante do impasse, então, que optou-se por divulgar apenas uma nota institucional em tom neutro, assinada pelo presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, que sequer mencionou os Estados Unidos.
Como alternativa, o Palácio do Planalto organizou um jantar, nesta quinta-feira (31), no Palácio da Alvorada. O encontro foi pensado para reunir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e todos os ministros do STF, repetindo o gesto de união realizado após os atos de 8 de janeiro de 2023. Lula, por sinal, pretendia registrar uma foto com todos os magistrados, naquela que seria uma demonstração de unidade.
A tentativa, no entanto, naufragou, a exemplo da carta. Além de Moraes, apenas cinco outros ministros compareceram: Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Faltaram André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.
Fachin, por sinal, teria comparecido a contragosto e só foi ao Planalto porque será o próximo presidente do STF em dois meses. Além disso, por razões institucionais, ele teria considerado inadequado se ausentar, já que Alexandre de Moraes será seu vice. De acordo com o Poder360, a percepção entre os membros da Corte é de que Moraes estaria levando o STF para um “caminho sem volta”.
Preços abusivos nos hotéis de Belém expõem falta de planejamento e motivam países a pedirem transferência do evento para outra cidade
Falta de estrutura e preços abusivos expõem o cenário de desorganização do governo brasileiro | Foto: Roni Moreira/Agência Pará/EBC
O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que diversos países pressionam o Brasil a transferir a conferência climática da ONU de Belém para outra cidade. A razão vincula-se principalmente à alta exponencial nos preços da rede hoteleira durante o evento, em novembro deste ano.
Em um documento oficial à coordenação da COP30, um grupo de 25 negociadores afirmou que, se não houver solução para os preços de hospedagem exorbitantes no Pará, o evento deveria, ao menos em parte, acontecer em outro local.
Corrêa do Lago revelou a pressão internacional durante um encontro na Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE), em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Segundo ele, alguns hotéis estariam cobrando até 15 vezes mais do que o valor habitual das diárias. A situação gerou desse modo uma forte reação entre as delegações estrangeiras. Da mesma forma, aumentou o risco de mais um grave desgaste diplomático para o governo brasileiro.
Africanos são os que mais criticam a COP30
A crise ganhou nova dimensão depois da entrevista do negociador africano Richard Muyungi à agência Reuters. A fonte revelou que delegações chegaram a formalizar pedidos para que o evento fosse transferido para outra cidade brasileira. A escalada das reclamações motivou uma reunião de emergência do “COP bureau”, que é um comitê organizador da conferência ligado à ONU.
Segundo Muyungi, o Brasil se comprometeu a apresentar um relatório sobre medidas para conter os preços até o dia 11 de agosto. O diplomata lidera o Grupo Africano de Negociadores, que convocou a reunião extraordinária. Corrêa do Lago afirmou que a Casa Civil coordena um grupo de trabalho para buscar soluções, mas ressaltou que a legislação brasileira não permite impor limites aos preços dos hotéis.
A COP30 será a primeira conferência climática da ONU na Amazônia. O evento deve reunir representantes de mais de 190 países, incluindo chefes de Estado, ministros e membros da sociedade civil. Desde o início do ano, preocupações com infraestrutura, capacidade hoteleira e custos acima da média de mercado evidenciam a falta de planejamento do governo federal, que não vem poupando dinheiro para acomodar centenas de burocratas de entidades como a ONU.
Especialistas afirmam que medida terá efeito nulo para o consumidor, apesar de promessa de economia
Associações do setor contestaram a declaração imediatamente | Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcello Casal Jr
Começou a valer nesta sexta-feira, 1º de agosto, o novo porcentual de etanol misturado à gasolina. A partir de agora, a composição passa de 27% para 30%. O governo anunciou a medida no fim de junho, com a promessa de reduzir os preços nas bombas.
No entanto, ao contrário do discurso oficial, o impacto para o consumidor será mínimo, ou inexistente. Estimativas da Leggio Consultoria revelam que o corte no valor por litro ficará entre 0,2% e 0,3%, o que equivale a cerca de R$ 0,02.
Distribuidoras de combustíveis e entidades de revendedores também consideram a redução simbólica. A previsão mais otimista, feita pelo próprio governo, falava em economia de até R$ 0,11 por litro. A média nacional do combustível estava em R$ 6,20 na semana passada.
Quando anunciou o aumento da mistura, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que taxistas e motoristas de aplicativo poderiam economizar R$ 1,8 mil por ano.
Associações do setor contestaram a declaração imediatamente. A Paranapetro, por exemplo, classificou a estimativa como “completamente irreal”. Marcus D’Elia, sócio da Leggio, explica o motivo.
“Não tem motivo para o produto ficar mais barato”, disse D’Elia. “O preço do etanol hidratado na bomba é significativamente menor que o preço da gasolina na bomba. Mas essa diferença não ocorre com o anidro, que é de 11% a 14% mais caro que o hidratado.”
De acordo com o Cepea/USP, o litro do etanol anidro saiu das usinas por R$ 2,91 na semana passada. Já o etanol hidratado foi vendido a R$ 2,54. A gasolina da Petrobras, no mesmo período, custava R$ 2,85 por litro nas refinarias.
Mais etanol na gasolina, mais promessas no discurso oficial
O aumento do etanol na gasolina foi uma das ações anunciadas pelo governo federal diante da instabilidade internacional no mercado de combustíveis, em especial por causa do Oriente Médio.
Contudo, o impacto esperado não se confirmou, nem no cenário global nem no bolso do consumidor brasileiro. Na mesma linha, o governo decidiu elevar o porcentual de biodiesel no diesel, que sobe de 14% para 15% também nesta sexta-feira.
A mudança já havia sido planejada para fevereiro, mas acabou suspensa por denúncias de fraude e temor de alta no preço dos alimentos. Diferentemente da gasolina, a expectativa agora é de aumento no valor do diesel. A Fecombustíveis calcula uma alta de R$ 0,02 por litro. Outras entidades falam em até R$ 0,03.
O governo diz que, com maior uso de biocombustíveis, o Brasil poderá reduzir as importações. O impacto será pequeno no caso do diesel, já que o país importa cerca de 25% do volume consumido. Mas, na gasolina, o efeito relativo pode ser maior, o Brasil compra do exterior apenas 4% do combustível que consome internamente.
Medida baseada na Lei Magnitsky bloqueou possíveis bens do magistrado no país e restringiu seu acesso a serviços e locais dos EUA
Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF — 12/6/2025 | Foto: Ton Molina/STF
O anúncio das sanções dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou repercussão em diversos veículos internacionais nesta quarta-feira, 30. A medida, que tem base na Lei Global Magnitsky, bloqueou possíveis bens do magistrado no país e também restringiu seu acesso a serviços de empresas norte-americanas, além de proibir sua entrada nos EUA.
O bloqueio também atinge ativos relacionados a empresas com vínculos com Moraes. Ele não pode realizar transações financeiras com cidadãos nem instituições dos Estados Unidos, o que envolve, por exemplo, a utilização de cartões de crédito emitidos por bandeiras norte-americanas.
Repercussão internacional da sanção contra Moraes
O jornal The New York Times, dos EUA, associou as sanções às tarifas estabelecidas por Donald Trump sobre produtos brasileiros e descreveu a decisão como um triunfo para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fundado em 1951. The New York Times também é conhecido como Dama Cinza | Foto: Reprodução/Pixabay
Segundo a publicação, “o ministro Moraes tornou-se talvez a figura mais polêmica do Brasil”. “Durante anos, ele atuou como o principal órgão de controle sobre Bolsonaro e seus aliados de direita, muitos dos quais atacaram as instituições brasileiras e alegaram que as eleições de 2022 foram fraudadas, apesar da falta de provas”, escreveu o NYT.
Já o The Washington Post, também norte-americano, destacou que a punição aprofunda o clima de hostilidade entre Brasil e Estados Unidos e agrava a crise diplomática entre os dois países.
O jornal relatou que “as sanções contra o juiz brasileiro, que autoridades dos EUA vinham considerando há meses a pedido do filho de Bolsonaro, aprofundaram a crise entre os dois países mais populosos do Hemisfério Ocidental — aliados históricos cuja relação se deteriorou de forma repentina e dramática para uma hostilidade aberta”.
O britânico The Guardian relatou que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificaram a iniciativa como um golpe à democracia, enquanto apoiadores de Bolsonaro comemoraram a decisão. “As sanções foram comemoradas por familiares e apoiadores de Bolsonaro, que veem a pressão dos EUA como a única maneira de ajudar o ex-presidente a escapar de uma pesada pena de prisão e, quem sabe, salvar seu futuro político”, publicou.
Análises europeias e latino-americanas
O francês Le Monde traçou um histórico dos embates entre Moraes e Bolsonaro e fez ligação entre as sanções e o julgamento do ex-presidente no STF. “Trump se intrometeu no julgamento, acusando as autoridades brasileiras de conduzirem um caça às bruxas”, escreveu o jornal da França.
“Seu governo já impôs restrições de visto a Moraes por conta do caso, e Trump anunciou tarifas de 50% sobre as importações brasileiras, citando, em parte, o tratamento dado a Bolsonaro.”
Em Portugal, a SIC Notícias informou que os EUA justificaram a sanção referindo-se a “violações graves dos direitos humanos” atribuídas a decisões do ministro no STF. O canal também ressaltou a escalada das tensões comerciais, já que “esta decisão representa mais uma escalada da guerra comercial e diplomática iniciada pelo governo de Donald Trump contra o governo de Lula da Silva, a dois dias das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil entrarem em vigor”.
O argentino Clarín, por sua vez, avaliou que Trump intensificou o confronto com Lula ao sancionar Moraes e colocou a punição como parte da resposta do governo norte-americano ao julgamento de Jair Bolsonaro.
Segundo o veículo, “a punição do juiz faz parte da repressão do governo Trump ao governo brasileiro pelo julgamento em andamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe”. O Clarínainda relatou que a tensão entre Brasil e EUA cresceu significativamente desde o início de julho, quando Trump passou a apresentar novas exigências políticas ao governo brasileiro.
Nos últimos dias, o mundo voltou a acompanhar com preocupação a ocorrência de tsunamis na região do Pacífico. O fenômeno, provocado por um forte terremoto, atingiu partes do litoral da Rússia, do Japão e chegou, em menor intensidade, até cidades da costa oeste dos Estados Unidos. O caso reacendeu discussões sobre os riscos desses eventos extremos em outras partes do mundo inclusive no Brasil.
Para esclarecer dúvidas e tranquilizar a população, o Rotativo News conversou com o geólogo Carlos César Uchôa de Lima, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), mestre, doutor e pós-doutor em Geologia, que explicou o que de fato ocorreu:
“Esse tsunami faz parte de uma grande falha geológica, um prolongamento da mesma falha que esteve envolvida no tsunami de 2011, no Japão. São zonas de choque de placas tectônicas”, explicou o professor.
A origem do fenômeno, portanto, está relacionada à intensa atividade sísmica em áreas onde placas tectônicas colidem algo que não ocorre no Brasil, segundo Uchôa:
“Nosso litoral é banhado pelo Atlântico e está fora das zonas de subducção. Não há possibilidade desse tsunami chegar à costa brasileira. A população pode ficar tranquila em relação a isso. ”
Ressaca no Brasil: há relação?
Nos dias seguintes ao tsunami no Pacífico, cenas de marés invadindo ruas no Rio de Janeiro, São Paulo e em algumas cidades do Nordeste chamaram a atenção nas redes sociais. Mas, segundo o professor, não há qualquer relação entre os dois fenômenos:
“Essas marés de ressaca foram anteriores ao tsunami. Aconteceram na tarde de ontem, enquanto o tsunami no Pacífico ocorreu à noite, no nosso fuso horário. São fenômenos distintos”, esclareceu.
O Brasil está protegido?
Sim. Embora o Brasil tenha um litoral extenso, ele está posicionado em uma área considerada tectonicamente estável. A última vez que um tsunami cruzou oceanos foi em 1960, quando um forte terremoto no Chile gerou ondas que chegaram ao Japão, passando pelo Havaí. Mas, como destacou o professor Carlos César Uchôa, isso ficou restrito ao Pacífico. Além disso, o país mantém sistemas de monitoramento de abalos sísmicos e coopera com redes internacionais que emitem alertas em caso de qualquer anomalia oceânica.
Candidato poderá aprender por outros meios e precisará passar nos exames para obter a CNH
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Por: Metro1 no dia 29 de julho de 2025 às 09:53
O governo Lula (PT) avalia acabar com a obrigatoriedade da autoescola para obtenção da carteira de motorista. O ministro dos Transportes, Renan Filho, revelou que as aulas podem passar a ser facultativas e que a medida faz parte de um plano para reduzir o custo e as exigências para a emissão da CNH.
“O Brasil é um dos poucos países no mundo que obriga o sujeito a fazer um número de horas-aula para fazer uma prova”, disse o ministro. “A autoescola vai permanecer, mas ao invés de ser obrigatória, ela pode ser facultativa.”
Em entrevista à Folha de Sp, o ministro explicou que, se a proposta for adiante, o candidato poderá aprender a dirigir de outras formas e precisará ser aprovado nos exames técnico e prático para obter a CNH, mas não terá que cumprir uma carga horária mínima nas autoescolas.
Resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta 2ª (28/7). Segundo texto, procedimentos reparadores com indicação são exceção
O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso de sedação, anestesia geral ou bloqueios anestésicos periféricos para a realização de tatuagens.
A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (28/7) e vale para todo o país.
De acordo com o texto, a proibição vale para procedimentos de todos os tamanhos e em todas as regiões do corpo.
A regra excepciona a prática em procedimentos reparadores com indicação médica para reconstrução de partes do corpo.
Morte durante anestesia
A decisão acontece meses após o empresário e influenciador Ricardo Godoi, de 46 anos, morrer ao passar por uma anestesia geral para fazer uma tatuagem. Ele estava sendo atendido em um hospital particular de Itapema (SC), cidade a 70 km de Florianópolis.
O responsável pelo estúdio de tatuagem confirmou que Ricardo morreu durante a sedação e intubação. Segundo ele, Godoi havia feito o acompanhamento prévio, com bons resultados, com o mesmo anestesista que o sedou. A tatuagem não chegou a ser iniciada.
Em vídeo no X, deputado ainda defendeu o fim daquilo que chama de ‘perseguição e criminalização política’
O deputado federal Alexandre Ramagem é réu em ação penal no STF | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), na noite deste domingo, 27. Em sua conta oficial na rede social X, o parlamentar afirmou que as pautas que devem ser prioritárias atualmente no Brasil são a anistia aos presos do 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Ele ainda defendeu o fim daquilo que chama de “perseguição e criminalização política”.
A mensagem de Ramagem faz referência direta à atuação de Moraes à frente das investigações que envolvem apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente nos inquéritos das fake news, das milícias digitais e dos atos do 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
“As pautas que devem ser hoje prioridade no Brasil só dependem do Congresso Nacional e têm que ser a anistia e o impeachment de Moraes”, disse Ramagem, em vídeo. “Ambos são instrumentos previstos em lei e são necessários ao nosso Brasil, justamente quando transformaram uma democracia em um regime autoritário, na prática. Existe uma hipertrofia inconstitucional do Judiciário perante os demais Poderes.”
Parlamentares de oposição acusam o magistrado da Suprema Corte de agir com parcialidade e de extrapolar suas competências ao autorizar prisões preventivas e bloqueios de redes sociais.
Ramagem analisa ordens de Moraes contra família Bolsonaro
Alexandre de Moraes ocupa vaga no STF desde 2017, quando recebeu indicação do ex-presidente Michel Temer | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A anistia é uma bandeira de diversos setores da oposição no Congresso, os quais pedem o perdão judicial a envolvidos nos protestos nas sedes dos Três Poderes em Brasília, no início de 2023. Embora a esquerda e até alas do centro rejeitem a ideia, parte significativa da direita considera que houve excessos do Judiciário, especialmente em relação a penas muito altas de prisões e restrições processuais.
Ainda no vídeo, Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro, defendeu o ex-presidente e seu filho Eduardo e criticou a atuação do STF.
“Quem teve que colocar os olhos no Brasil foram os Estados Unidos, o país líder do mundo livre e a maior potência econômica e militar do mundo”, disse. “Com essa, o STF não contava. Um trabalho extraordinário de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.”
Ao defender a dupla da família Bolsonaro, que responde ao STF por ataque à soberania nacional numa ação que tem como relator Alexandre de Moraes, Ramagem citou o artigo 359-K do Código Penal Brasileiro.
Em seu parágrafo 4º, o regramento jurídico rege que “não constitui crime a comunicação, a entrega ou a publicação de informações ou de documentos com o fim de expor a prática de crime ou a violação de direitos humanos”.