O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores neste domingo (4). Esse montante representa 35% das 54 cadeiras que estavam em disputa para a Casa Alta nas eleições deste ano. A sigla obteve o maior número de vagas em relação aos demais concorrentes no pleito.

Com o resultado nas urnas, a representação da legenda no Senado praticamente dobrou, saindo de 15 para 28 parlamentares a partir de 2027. A bancada continuará sendo a principal da Casa. A título de exemplo, as bancadas de Rondônia e Santa Catarina serão formadas somente por parlamentares do PL.

O cálculo da composição considera os candidatos vencedores e as mudanças geradas pelas saídas de Sergio Moro e Cleitinho, eleitos governadores do Paraná e de Minas Gerais no primeiro turno. Outros senadores disputam o segundo turno ou estão afastados temporariamente por licenças.

Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu eleger seis novos senadores no pleito deste ano. Contudo, a bancada governista na Casa Alta não terá alteração, permanecendo com um grupo formado por nove parlamentares durante a próxima legislatura.

O avanço de parlamentares alinhados com a direita busca fortalecer votações de projetos conservadores no Congresso Nacional, além de reforçar o combate a arbitrariedades do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

Em ato realizado na Avenida Paulista em junho do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou a relevância de obter a maioria no Congresso Nacional.

— Me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil, nem preciso ser presidente. Se me derem isso, não interessa onde esteja, aqui ou no além, quem assumir a liderança vai mandar mais que o presidente. Com essa maioria, elegemos nosso presidente do Congresso Nacional. Maioria das comissões de peso no Senado e Câmara. Nas sabatinas, decidimos quem prosseguirá — afirmou.

Atualmente, os pedidos de impeachment encaminhados à Mesa Diretora não vinham sendo movimentados pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Contudo, o crescimento de senadores de oposição pode alterar o cenário político e impactar a disputa pela reeleição do comando da instituição em 2027.

Os candidatos eleitos neste domingo terão mandato válido de 2027 a 2035.

Confira a lista completa de Senadores eleitos neste domingo:
– Michelle Bolsonaro (PL-DF)
– Bia Kicis (PL-DF)
– Gustavo Gayer (PL-GO)
– Gracinha Caiado (União-GO)
– Mauro Mendes (União-MT)
– Zé Medeiros (PL-MT)
– Reinaldo Azambuja (PL-MS)
– Capitão Contar (PL-MS)
– Filipe Barros (PL-PR)
– Deltan Dallagnol (Novo-PR)
– Carol de Toni (PL-SC)
– Carlos Bolsonaro (PL-SC)
– Sanderson (PL-RS)
– Marcel van Hattem (Novo-RS)
– Guilherme Derrite (PP-SP)
– André do Prado (PL-SP)
– Domingos Sávio (PL-MG)
– Marília Campos (PT-MG)
– Carlos Portinho (PL-RJ)
– Carlos Jordy (PL-RJ)
– Renato Casagrande (PSB-ES)
– Evair de Melo (Republicanos-ES)
– Rui Costa (PT-BA)
– Jaques Wagner (PT-BA)
– Cid Gomes (PSB-CE)
– Luiziane (Rede-CE)
– Marcelo Castro (MDB-PI)
– Júlio César o Julim do Lula (PSD-PI)
– João Azevêdo (PSB-PB)
– Veneziano (MDB-PB)
– Humberto Costa (PT-PE)
– Marília Arraes (PDT-PE)
– Styvenson Valentim (Pode-RN)
– Samanda de Lula (PT-RN)
– Arthur Lira (PP-AL)
– Marina JHC (PSDB-AL)
– Rogério Carvalho (PT-SE)
– Delegado Alessandro (MDB-SE)
– Fufuca (PP-MA)
– Lahesio Bonfim (Novo-MA)
– Eduardo Braga (MDB-AM)
– Plínio Valério (PSDB-AM)
– Eduardo Gomes (PL-TO)
– Alexandre Guimarães (MDB-TO)
– Helder (MDB-PA)
– Chicão (União-PA)
– Nicoletti (PL-RR)
– Teresa Surita (MDB-RR)
– Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
– Bruno Sheid (PL-RO)
– Rayssa Furlan (Pode-AP)
– Lucas Barreto (PSD-AP)
– Mara Rocha (Republicanos-AC)
– Marcio Bittar (PL-AC)

*Pleno.News
Foto: Carlos Moura/Agência Senado


Os brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo a Justiça Eleitoral.

As escolhas feitas pelos eleitores definirão os ocupantes de cargos responsáveis por decisões que afetam diretamente a vida da população em áreas como saúde, educação, segurança pública, transporte, infraestrutura e economia.

A votação começa às 8h e termina às 17h (horário de Brasília).

Se houver segundo turno para escolha de presidente e governadores, será no dia 25 de outubro.

Quais candidatos serão escolhidos nas eleições de 2026?
Neste ano, os eleitores votarão em até seis candidatos: presidente da República (e vice-presidente), governador (e vice-governador), dois senadores por estado, deputado federal, e deputado estadual ou distrital, no caso do Distrito Federal.

As eleições definirão a composição do Poder Executivo federal e estadual e renovarão parte do Poder Legislativo para os próximos anos.

Como será a votação?
A ordem de votação definida pela Justiça Eleitoral será:
deputado federal (quatro dígitos);
deputado estadual ou distrital (cinco dígitos);
primeiro senador (três dígitos);
segundo senador (três dígitos);
governador (dois dígitos);
presidente da República (dois dígitos).

Neste pleito, cada eleitor deverá escolher dois candidatos ao Senado, já que duas vagas por unidade da Federação estarão em disputa.

A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor consulte antecipadamente o local de votação, verifique sua situação eleitoral e, se desejar, baixe o aplicativo e-Título.

Outra orientação é levar anotados os números dos candidatos escolhidos para agilizar a votação.

O uso de telefone celular na cabine continua proibido.

Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir, na tela da urna eletrônica, a fotografia, o nome e o partido do candidato. Em caso de erro, basta apertar a tecla “Corrige” e refazer o procedimento.

PERFIL DO ELEITORADO
As eleições de 2026 reúnem o maior eleitorado da história brasileira. Do total de eleitores aptos, 141.321.493 já têm biometria cadastrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado, segundo a Justiça Eleitoral.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, há 605,8 mil eleitores de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de eleitores com 17 anos – faixas etárias para as quais o voto é facultativo.

A disputa também é marcada pelo grande número de candidatos. A Justiça Eleitoral registra cerca de 21 mil pedidos de candidatura. Mais da metade está concentrada nas eleições para as assembleias legislativas e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

São cerca de 11,3 mil candidatos a deputado estadual e 433 a deputado distrital, totalizando cerca de 11,7 mil concorrentes nesses cargos.

Para a Câmara dos Deputados, foram registrados 7.803 candidatos.

*Agência Brasil
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE


O Canadá se juntou ao Reino Unido e à Austrália na emissão de alertas sobre o período eleitoral no Brasil. Nesta sexta-feira (2), o governo canadense atualizou as recomendações de segurança para cidadãos que estão no país, após os Estados Unidos anunciarem a suspensão dos serviços presenciais em sua embaixada e nos consulados no Brasil durante as Eleições 2026, alegando “questões de segurança”.

Os governos do Reino Unido e da Austrália também publicaram alertas relacionados ao período eleitoral.

Na página oficial de recomendações de viagem ao Brasil, o governo canadense informa que o país realizará eleições gerais em 4 de outubro de 2026, com segundo turno previsto para 25 de outubro, caso necessário. O comunicado alerta para a possibilidade de comícios, manifestações e reforço das medidas de segurança antes, durante e depois da votação.

Entre as orientações aos cidadãos canadenses, estão:

Evitar áreas onde ocorram manifestações e grandes concentrações de pessoas;
Seguir as instruções das autoridades locais;
Acompanhar os meios de comunicação locais para obter informações atualizadas.
O governo canadense também reproduz um aviso de segurança divulgado pelas autoridades norte-americanas. Segundo o comunicado, os serviços consulares na Embaixada dos Estados Unidos e nos consulados no Brasil estão suspensos a partir desta sexta-feira (2), devido a questões de segurança.

O alerta orienta cidadãos norte-americanos que precisem de assistência emergencial durante o período a não se dirigirem à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos.

*Metro1
Foto: Canva Imagens


Na noite desta sexta-feira (2), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de um ato de campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O evento foi organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que busca a reeleição.

O encontro ocorreu na Avenida Deputado Esteves Rodrigues e reuniu centenas de apoiadores. Durante o ato, Flávio participou de momentos de interação com o público, enquanto Nikolas conduziu a mobilização. A atividade terminou no comitê eleitoral do deputado na cidade.

Pleno.News – 02/10/2026 23h56

Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira em Montes Claros Foto: Reprodução (melhorada com IA)

Na noite desta sexta-feira (2), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de um ato de campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O evento foi organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que busca a reeleição.

O encontro ocorreu na Avenida Deputado Esteves Rodrigues e reuniu centenas de apoiadores. Durante o ato, Flávio participou de momentos de interação com o público, enquanto Nikolas conduziu a mobilização. A atividade terminou no comitê eleitoral do deputado na cidade.

Leia também
1 Setor das bets realiza protesto em jogo do Campeonato Brasileiro
2 Campanha de Lula pede ao TSE apuração sobre ação dos EUA
3 Projeto social prepara Dia das Crianças para 450 crianças no RJ
4 Médico da polilaminina diverge de dra. Tatiana, que apoia PT
5 Nikolas sobre provocação de Janja em BH: “Domingo eu te respondo”

Também participaram o candidato do PL ao Governo de Minas, Flávio Roscoe, e o candidato ao Senado Domingos Sávio. Na quinta-feira (1º), Nikolas havia realizado outro ato político em Belo Horizonte, com participação de candidatos do PL e de Marco Antônio Costa (Novo).

Em entrevista coletiva, Flávio afirmou que espera conquistar a Presidência ainda no primeiro turno. O candidato também agradeceu a recepção dos apoiadores em Montes Claros e citou mudanças em pesquisas eleitorais. Segundo ele, há possibilidade de vitória na primeira etapa.

– É para encerrar a campanha em Minas Gerais, sendo recebido desta forma maravilhosa, esse mar de gente, junto com os amigos, com aquelas pessoas que vão me ajudar a resgatar o Brasil e Minas Gerais. Conto com cada um de vocês para ganhar no primeiro turno. Já reverti há muito tempo, nossa pesquisa está completamente diferente, com chance real de vitória no primeiro turno e é isso que eu espero que o povo brasileiro faça. O caminho da prosperidade é com Flávio Bolsonaro – afirmou.

*Pleno.News
Foto: Reprodução (melhorada com IA)


O chefe do cartório da 156 zona eleitoral de Feira de Santana, Danilo Pereira, reforçou, na última quarta-feira (20), a importância de os eleitores utilizarem a ferramenta Pardal Web, a fim de denunciarem qualquer tipo de propaganda eleitoral irregular, que porventura venha a acontecer no município durante o período da campanha até as eleições gerais.

O pleito para escolha dos candidatos à presidência da República, governadores, senadores e deputados federais está marcado para o dia 4 de outubro, primeiro domingo do mês.

“O Pardal é um aplicativo desenvolvido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que as pessoas podem baixar no seu celular ou usar pela web também, para fazer a denúncia, a comunicação de algum fato que no entendimento das pessoas pareça ser uma propaganda irregular, um crime eleitoral e para a gente ter conhecimento dessa irregularidade para que a gente possa atuar”, destacou.

Segundo ele, em Feira de Santana a zona eleitoral responsável pelo acolhimento das denúncias locais é a 155ª, que irá apurar ocorrências de propaganda irregular em mídias como outdoor, panfletos, carro de som, entre outros. Muitas denúncias são encaminhadas diretamente para o TRE, em Salvador, a exemplo da propaganda irregular feita na internet.

“O juiz responsável pela propaganda e pelos crimes eleitorais atuarão para coibir essa prática se for de fato irregular, porque às vezes a pessoa vê uma propaganda na rua e pensa que é irregular, mas não é. Aí vem para avaliação do juiz eleitoral e depois é feita a remoção, se for o caso, ou determinação de retirada”, explicou.

O chefe da 156ª enfatizou o Pardal Web já está ativo desde quando começou o período da propaganda eleitoral. Após baixar o aplicativo, o eleitor deverá cadastrar seus dados pessoais, antes de realizar a denúncia.

“Não é aceita a denúncia anônima e é preciso que ela venha com elementos mínimos, de local, a descrição do que estava acontecendo, a foto da propaganda irregular ou o vídeo dessa propaganda irregular também, para que a análise aqui seja feita com base nessas evidências. A pessoa precisa se identificar, mas a denúncia é mantida sob sigilo, esse dado é guardado pela Justiça Eleitoral, não é divulgado para o candidato ou para quem quer que seja.”

*com informações do site Acorda Cidade
Foto: TSE


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa na noite desta quinta-feira (1º) do Flow Podcast, no mesmo período em que estava previsto o debate presidencial da TV Globo, que foi cancelado. Durante a entrevista, Lula afirmou que há algum tempo critica o modelo adotado nos debates da Globo e declarou gostar do debate do segundo turno.

“Tem tempo que eu tenho questionado os debates da Globo. Eu fui em todos”, disse Lula. Ao ser questionado pelo apresentador Igor Coelho sobre a decisão de não comparecer ao encontro da emissora e participar do podcast, o petista respondeu em tom descontraído: “Porque eu gosto mais de você do que da Globo”.

Lula disse que prefere o debate do segundo turno. “O debate bom é o do segundo turno que é o candidato tete a tete, cada um falando o que quer, um para o outro. Quando você tem 5 ou 6 candidatos que você fica um, você fala um minuto e espera 10 minutos. Você fala dois minutos, espera 10 minutos, não tem sequência”, afirmou.

Lula questiona formato dos debates
O presidente disse que o formato com vários candidatos reduz o tempo dos candidatos e que por isso prefere o do segundo turno. Lula comparou a dinâmica dos debates com o ritmo de uma partida de futebol. Segundo ele, os intervalos entre as participações dos candidatos prejudicam a continuidade das discussões.

“É como se o jogador desse um pique e voltasse para descansar, desse um pique e voltasse para descansar. Não. O cara tem que jogar o jogo. Então, sinceramente, eu acho que esses debates são infrutíferos, não produzem nada, não dá sequência”, declarou.

Lula relembra ausência em debate de 2006
Durante a entrevista, o presidente também mencionou sua ausência no debate da Globo em 2006, quando disputava a reeleição. Lula afirmou que decidiu não comparecer para evitar um confronto com outros candidatos, entre eles Geraldo Alckmin.

Ao recordar o episódio, disse: “Quando foi em 2006, eu não fui no debate, porque tinha o Alckmin, que era meu adversário, que hoje é meu vice, e tinha 3 candidatos do PT. Eu fiquei pensando, eu vou no debate para ficar brigando com meu vez, companheiro do PT? Eu não vou. Eu não fui no debate”, explicou e então citou uma decisão do TSE.

Na época a emissora colocou uma cadeira vazia e faria nesta quinta-feira novamente com a ausência do presidente, mas a coligação de Lula recorreu ao TSE para que isso fosse suspenso.

“O que a Globo fez comigo? Colocou uma cadeira vazia. Colocou. Hoje teve uma decisão para não ter”, disse criticando a postura da emissora. Lula comparou o episódio de 2006 com a participação de Fernando Henrique Cardoso em debates e afirmou que considera ter recebido tratamento diferente da emissora.

“[A Globo] não colocou Fernando Henrique Cardoso, colocou Lulinha, porque com Lulinha pode tudo. Preconceito é muito grande. Então eu estava decidindo, eu não vou no debate, o pessoal já me conhece demais, já me conhece demais, eu já sou uma figura muito conhecida”, afirmou.

*bahia.ba
Foto: Reprodução/Youtube


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando “muito de perto” as eleições brasileiras. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, ele também classificou o pleito como “muito importante”.

“O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, declarou Trump.

O presidente norte-americano não informou se apoia algum dos candidatos que disputam a Presidência do Brasil. A declaração ocorre poucos dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

A manifestação de Trump acontece em meio às discussões sobre uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Nos últimos dias, parlamentares dos Estados Unidos enviaram cartas ao secretário de Estado, Marco Rubio, cobrando garantias de que o governo norte-americano respeitará o resultado das urnas.

Em uma das cartas, parlamentares democratas afirmaram estar preocupados com ações do governo Trump que, segundo eles, poderiam ameaçar a relação entre os dois países e interferir no processo eleitoral brasileiro. Entre os pontos citados estão a nomeação de Darren Beattie para uma função relacionada ao Brasil no Departamento de Estado e medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

O Departamento de Estado dos EUA já declarou que respeitará “qualquer governo” eleito no Brasil em outubro e negou ter um plano para impedir uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A possibilidade de interferência estrangeira também foi mencionada em informações atribuídas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo reportagem da Reuters, autoridades brasileiras teriam informado representantes europeus sobre supostas tentativas de interferência dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral brasileiro. A agência afirmou ter tido acesso a documentos relacionados aos encontros.

O tema ganhou espaço durante a reta final da campanha, em um cenário de tensão diplomática entre Brasília e Washington. A relação entre os dois governos foi marcada nos últimos meses por disputas comerciais e divergências políticas. A Reuters também registrou que Lula tem alertado sobre interferência estrangeira no processo eleitoral.

Apesar das declarações de Trump sobre a importância do pleito, ele não anunciou apoio público a nenhum candidato brasileiro nesta quinta-feira.

*Metro1
Foto: The White House/Gallery


Pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (2) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 48,2% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 45,2%.

A diferença entre os dois é de três pontos percentuais. Portanto, Flávio e Lula aparecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os entrevistados que afirmaram votar em branco, anular ou não escolher nenhum dos dois representam 2,5%. Outros 4,1% não souberam ou não opinaram.

O levantamento também simulou confrontos de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

Em uma disputa com Caiado, Lula aparece numericamente à frente, com 46,3%, contra 42,1% do candidato do PSD (Partido Social Democrático). Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum deles somam 9,6%, enquanto 2% não souberam responder.

Contra Cury, Lula tem 46,8% das intenções de voto. O candidato do Avante registra 33,1%. Outros 12,3% votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, e 7,8% não souberam opinar.

No cenário de primeiro turno, Flávio tem 41,2%, e Lula, 40,4%. Os dois também estão tecnicamente empatados.

Ronaldo Caiado aparece na terceira posição, com 3,3%. Renan Santos (Missão) tem 2,2%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 1,3%, e Augusto Cury, com 1,2%. Edmilson Costa (PCB), assinala 0,2%.

Outros candidatos não pontuaram, sendo eles Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), que deixou a disputa na quarta-feira (30), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC).

Brancos e nulos somaram 3,2%, enquanto indecisos foram 7%.

A Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00148/2026.

*CNN
Fotos: Agência Senado e Palácio do Planalto


A TV Globo anunciou nesta quinta-feira (1º) o cancelamento do debate presidencial que seria realizado com os candidatos à Presidência da República. O anúncio foi feito pela própria emissora e pela GloboNews, canal de notícias ligado à TV.
O cancelamento coincide com a decisão do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), de anunciar que não participaria do encontro. Na prática, o debate seria o último confronto entre os presidenciáveis antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes também determinou que a emissora incluísse Renan Santos (Missão) no debate presidencial, o que acabou configurando como intervenção da Justiça nas regras estabelecidas previamente.

Inicialmente, a Globo havia convidado somente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Lula anunciou que não participaria do debate e que concederia uma entrevista ao podcast Flow no mesmo horário. Os demais candidatos haviam confirmado presença.

*SBT News


O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, decidiu não participar do debate presidencial promovido pela TV Globo nesta quinta-feira (1º), o último confronto entre os candidatos antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). O anúncio foi feito nas redes sociais do candidato.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, escreveu. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas.”

A campanha de Flávio reavaliava se o senador participaria do debate, após uma decisão da ministra Stella Aranha que proibiu a presença de uma cadeira vazia no estúdio para representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula já havia informado que não participaria do debate.
A equipe de Flávio classificou a medida como “censura”. Durante a preparação para o debate, o candidato pretendia usar a cadeira vazia para criticar Lula, seu principal adversário, segundo apurou o SBT News.

A possibilidade de Flávio não comparecer não era consenso entre integrantes da campanha. Parte da equipe avaliava que a ausência, após a confirmação de presença, poderia ser malvista por eleitores e prejudicar o candidato nos últimos dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

*SBT News
Foto: Divulgação/Charles Vieira.