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TCU aponta desperdício de R$ 36 milhões e cobra plano da Casa Civil para barrar mordomia

Avião da Força Aérea Brasileira | Foto: Divulgação/ FAB
Avião da Força Aérea Brasileira | Foto: Divulgação/FAB

Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que a Força Aérea Brasileira (FAB) operou 111 voos com apenas uma pessoa a bordo entre 2020 e 2024. A apuração, divulgada pelo portal Metrópoles, motivou uma determinação da Corte para que a Casa Civil apresente medidas urgentes para mudar as normas de uso dessas aeronaves. O tribunal vê indícios claros de desperdício de dinheiro público.

Os auditores classificaram a gestão dos deslocamentos como ineficiente. O relatório revela que 1.585 voos decolaram com apenas cinco passageiros, mesmo com aviões que comportam até 50 pessoas. A taxa média de ocupação dos assentos oficiais ficou em apenas 55%. O governo federal poderia ter poupado R$ 36,1 milhões caso as autoridades dos Três Poderes tivessem optado por voos comerciais.

Falta de controle e justificativa

A investigação revelou que o Comando da Aeronáutica não fiscaliza os motivos dos pedidos de transporte. De acordo com o TCU, não existe um filtro interno para impedir que pessoas sem autorização legal peguem carona nas aeronaves. A maioria dos registros analisados não apresenta uma explicação real para a necessidade do uso de um jato exclusivo.

O tribunal ressaltou que a Aeronáutica se limita a executar o transporte sem analisar se o solicitante atende aos requisitos do decreto que regulamenta o serviço. Essa lacuna facilita o uso indevido da frota por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Com a saída do relatório, o Executivo terá de explicar como pretende estancar o gasto desnecessário.

Estrutura da frota

As aeronaves utilizadas pela FAB possuem configurações variadas de assentos, com capacidades para oito, 12, 16, 30, 36 e 50 passageiros. O uso constante de aviões subocupados reforça a tese de má gestão dos recursos. O TCU exige agora que os critérios de conveniência e economicidade sejam priorizados quando uma autoridade solicitar um deslocamento fora da aviação comum.

Informações Revista Oeste


Categorias entregaram 68 reivindicações ao presidente

© Valter Campanato/Agência Brasil

No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei de redução de jornada para no máximo 40 horas semanais (e fim da escala 6×1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, 68 reivindicações de representantes das centrais sindicais que participaram, nesta quarta (15) em Brasília, da “marcha da classe trabalhadora” na Esplanada dos Ministérios.   

Na ocasião, o presidente, ao se dirigir aos dirigentes sindicais, disse que é necessária mobilização e pressão dos trabalhadores para aprovação da redução de jornada enviada ao Congresso.

“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, afirmou.  Lula falou que o período é desafiador “Não tem tempo fácil. É sempre muito sacrifício. E cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, é preciso saber que vocês têm que ajudar”, justificou. 

Burnout

Lula, no evento, homenageou o ativista e ex-balconista Rick Azevedo, que criou o movimento Vida Além do Trabalho, e que acabou dando origem ao projeto de redução de jornada. O presidente chegou a sugerir que, se a lei for aprovada, tenha o nome do ativista.

Ao presidente, Azevedo recordou que teve burnout e depressão com o excesso de trabalho e pouco descanso. “Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’… Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado e denunciando esse modelo de trabalho de seis dias consecutivos para apenas um dia de folga. E o vídeo viralizou”, recordou.

Críticas a retrocessos

Lula aproveitou o encontro com as centrais para criticar as aprovações das reformas Trabalhista (2017) e da Previdência (2019) e também outras, que ele considera retrocessos para a classe trabalhadora. 

Para o presidente, a luta dos trabalhadores é mais dura para as centrais sindicais neste momento. Ele ainda alertou que há grupos no Brasil de oposição que defendem reforma semelhante à que foi realizada na Argentina (que incluiu a possibilidade de aumento da jornada para 12 horas diárias de trabalho).

Momento de transformação

Os representantes das centrais sindicais celebraram a decisão do governo de enviar o projeto que acabaria com a escala 6×1. Um deles foi o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, que citou a possibilidade de haver mais mercado de trabalho com a redução de jornada. “Essa medida gera 4 milhões de empregos”, disse. 

Para o presidente da CTB, o Brasil tem uma capacidade de se recolocar com uma nova indústria voltada para uma sustentabilidade socioambiental e também pelos processos de desregulamentação. Ele citou o risco altíssimo da pejotização, termo usado para quando um profissional é contratado como pessoa jurídica, mas atuando com funções próprias que deveriam ser regidas pela CLT.

Outro representante que tratou dos temas da necessidade de manutenção dos direitos e da  redução de jornada foi o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Ele celebrou que a marcha mobilizou mais de 20 mil trabalhadores. Torres disse que o projeto já está maduro para entrar em vigor.

“É mais tempo para a família, para a saúde para o lazer, para estudar e para a pessoa”.

Transformações

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, explicou que a pauta de 68 reivindicações apresentada ao presidente refere-se aos próximos cinco anos. Para Ganz, as categorias devem ter capacidade de olhar o mundo do trabalho em profunda transformação, com mudanças tecnológicas, que impactam o mundo do trabalho como um todo. 

“Mulheres e jovens serão os mais impactados pela inteligência artificial e pela inovação tecnológica, segundo os últimos estudos da OIT. Nós temos a mudança climática e a emergência ambiental com impacto sobre o mundo do trabalho”, afirmou. 

O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, citou a necessidade de proteger trabalhadores por aplicativo e entregadores. “É fundamental se preocupar com a vida, com a saúde e com a juventude, que significa o futuro do nosso país”, afirmou. 

Também no evento, a presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, afirmou que a pauta da classe trabalhadora deve incluir o combate ao feminicídio. “Nós precisamos fazer esse combate conscientizando a população pela educação”.


Texto traz estratégias de comunicação, mobilização social e política

© Marcello Casal JrAgência Brasil

A Frente Parlamentar Mista Ambientalista (FPMA) do Congresso Nacional lançou na terça-feira (15) o “Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental”. O documento traz orientações para a atuação de deputados, senadores, assessores e corpo técnico nos próximos oito anos. São iniciativas legislativas, articulações políticas e mobilização social.

A crise climática está no centro das atenções e o texto propõe o fortalecimento de políticas ambientais com foco em temas como transição energética, defesa de biomas estratégicos, Justiça climática, orçamento e governança.

“Mais do que um diagnóstico, este mapa oferece ações concretas para popularizar a pauta climática, combater a desinformação e garantir que o desenvolvimento do Brasil seja guiado pela preservação da biodiversidade e pela inclusão de jovens, indígenas e periferias”, diz a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), coordenadora da FPMA no Senado.

O texto, produzido em parceria com a ONG Legisla Brasil, sugere a aprovação de propostas em tramitação como a PEC da Água (PEC 06/2021) e o projeto que cria a Política Nacional de Proteção de Rios (PL 2842/2024). O texto também defende o fortalecimento de mecanismos de financiamento, como o Fundo Clima e o Fundo Nacional de Meio Ambiente.

“O mapa é mais que um documento técnico, é um direcionamento para o Parlamento que será eleito nas urnas em outubro. Precisamos fortalecer a pauta socioambiental dentro do Congresso Nacional, temos muito trabalho a ser feito e essa agenda não pode ser tratada como periférica. É uma pauta central no debate dos rumos do Brasil nos próximos anos”, diz o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da FPMA na Câmara dos Deputados.

Estratégias

O documento destaca a importância de construir narrativas que enfrentam a oposição entre crescimento econômico e proteção ambiental. E orienta a traduzir o debate acadêmico para o cotidiano da população, ao trazer questões como insegurança alimentar, saúde e moradia. A elaboração das diretrizes contou com apoio de organizações da sociedade civil como a NOSSAS e a Engajamundo.

 “A mobilização real ocorre quando os territórios detêm ferramentas para criar suas próprias narrativas, rompendo estereótipos e discursos hegemônicos por meio do combate à desinformação. Nesse processo, a comunicação deixa de ser apenas difusão e passa a ser infraestrutura de participação”, diz um trecho do documento.

As estratégias incluem ainda a integração entre mobilização digital e articulação institucional. O objetivo é produzir pressão sobre os parlamentares, para influenciar tomadas de decisão.

“Quando milhares ou milhões de pessoas se posicionam de forma coordenada, ignorar essa pressão passa a ter um preço”, diz o texto, que cita as campanhas pelo fim da escala 6×1 e “Criança não é mãe” como exemplos recentes de mobilizações bem estruturadas que conseguiram influenciar o processo legislativo.

Além do Legislativo, o Mapa do Caminho é apresentado como uma ferramenta estratégica para a sociedade civil e o setor acadêmico.


Nesta quarta-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele seja investigado pela Polícia Federal.

Por meio de uma nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o parlamentar disse receber “com profunda estranheza a decisão do ministro”.

O comunicado aponta que “a medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”.

O pedido de inquérito foi motivado por uma publicação de Flávio nas redes sociais em janeiro deste ano. O senador expressava esperança de que o presidente Lula (PT) seria delatado pelo ditador da Venezuela Nicolás Maduro, que havia sido capturado pelo governo dos Estados Unidos.

– Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas – escreveu o parlamentar à época.

Para Flávio, a abertura do inquérito “configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar”.

Confira a nota na íntegra:

O Senador Flávio Bolsonaro recebe com profunda estranheza a decisão do Ministro Alexandre de Moraes que determinou a instauração de inquérito para apurar suposta calúnia contra o Presidente da República. A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal. Na postagem em questão, o Senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva.

A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como “descondenado” para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então Presidente Jair Bolsonaro.

Chama atenção que a distribuição da ação tenha ocorrido justamente ao Ministro Alexandre de Moraes, personagem central do desequilíbrio democrático recente. Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição. O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros.

Assessoria de Comunicação
Senador Flávio Bolsonaro
Brasília, 15 de abril de 2026.

*Pleno.News
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), os MCs Ryan SP e Poze do Rodo durante uma grande operação que apura um esquema de lavagem de dinheiro que ultrapassaria R$ 1,6 bilhão. Chamada de Operação Narcofluxo, a ação ocorre simultaneamente em diversos estados, com foco principal em São Paulo e Rio de Janeiro. O influenciador Chrys Dias também está entre os alvos da investigação.

De acordo com as apurações, MC Ryan SP foi detido em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, após agentes cumprirem mandados nas primeiras horas do dia. Já Poze foi preso em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, o mesmo local onde, no mês passado, o cantor disse ter sido vítima de um assalto.

Ao todo, a operação mobiliza mais de 200 policiais federais, que atuam no cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e estão sendo executadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava uma estrutura organizada para ocultar e dissimular recursos de origem suspeita, com uso de empresas e até operações com criptoativos. As investigações também apontam para movimentações financeiras no Brasil e no exterior, além do transporte de grandes quantias em dinheiro em espécie.

Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos veículos, valores em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos que devem contribuir para o avanço das investigações. Também foram determinadas ações de bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro.

Os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal não detalhou, até o momento, a participação individual de cada investigado.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/ Redes sociais/Arquivo Pessoal


Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), anunciou nesta quarta-feira (15), durante reunião do colegiado, que a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi adiantada do dia 29 para o dia 28 deste mês. 

A mudança de data foi feita por Otto Alencar em atendimento a um pedido do senador Weverton (PDT-MA), relator da indicação de Messias. Weverton alegou que o feriado dia 1º de maio poderia esvaziar o quórum na comissão e no plenário.


“Nós estamos falando de uma semana do feriado, do dia 1º, logo em seguida. Então, seria só para avaliar se isso não prejudicaria o calendário do dia 29 por conta da questão do quórum, já que a sessão do Congresso é remota”, disse o senador, quando apresentou a Otto Alencar o pedido para mudança de data.

O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), disse logo em seguida que também tinha sido procurado por colegas com a mesma preocupação de um eventual esvaziamento do Senado por conta do feriado do Dia do Trabalhador. “Como sexta-feira é um feriado e a sessão do Congresso é híbrida, é virtual, a gente poderia puxar para terça, porque o pessoal vai querer se liberar para trabalhar”, disse Wagner. 

Diante das ponderações, Otto Alencar então fixou a data da sabatina no dia 28 na CCJ, uma terça-feira, com possibilidade de a indicação ser votada também no plenário do Senado no mesmo dia.

Ainda na reunião desta quarta, o senador Weverton leu o seu relatório favorável à indicação de Jorge Messias para o STF, na vaga aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Após a leitura do relatório, o senador Otto Alencar concedeu vista coletiva.

O senador Weverton destacou que o papel do relatório se limitava à tarefa de fornecer ampla informação sobre a indicação e, especialmente, sobre o indicado, Jorge Messias.

“Como Advogado-Geral da União, a atuação de Jorge Messias se destaca pelo perfil conciliador e de diálogo com os diferentes setores. Sob sua liderança, a AGU posicionou a conciliação como uma política de Estado, priorizando a segurança jurídica por meio da realização de acordos judiciais e extrajudiciais”, disse o senador.


A Choquei ganhou fama com fofocas de celebridades e publicidade de famosos e já esteve no centro de um escândalo

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Grandes marcas ganham com engajamento do Choquei | Foto: Reprodução/Redes sociais | Foto: Reprodução/Redes sociais 

Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 15, uma operação para desarticular um grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão de forma ilícita em menos de dois anos. O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, figura como um dos alvos principais. A Justiça autorizou o pedido de prisão temporária de Raphael e de outros 38 investigados.

Os agentes federais também prenderam os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo logo que a ação começou. O influenciador Chrys Dias é outro nome que aparece na lista de investigados. Ao todo, mais de 200 policiais cumprem 45 mandados de busca e 39 de prisão em nove Estados e no Distrito Federal. Ao portal 51, o advogado de Raphael informou que o publicitário presta depoimento na sede da PF em Goiânia.

O grupo utilizava uma rede de empresas e terceiros para esconder a origem do dinheiro. A investigação aponta que os criminosos realizavam transações com criptoativos e movimentavam grandes quantias em espécie, tanto no Brasil quanto no exterior. Raphael Sousa Oliveira administra perfis que somam mais de 30 milhões de seguidores, mas a polícia ainda apura qual o papel exato dele na estrutura financeira.

Histórico de polêmicas

A Choquei ganhou fama com fofocas de celebridades e publicidade de famosos. O negócio, que começou como passatempo em 2014, transformou o antigo vendedor em um dos nomes mais influentes da internet brasileira. A página, porém, acumula um histórico de polêmicas e acusações de sensacionalismo.

O nome de Raphael Sousa Oliveira já havia aparecido em investigações policiais com a morte da jovem Jéssica Canedo. A página publicou notícias falsas sobre um suposto romance entre ela e o humorista Whindersson Nunes. Jéssica tirou a própria vida logo que as mensagens se espalharam pela internet. Na época, o proprietário prestou depoimento, mas não houve indiciamento pelo caso. A conclusão foi a de que a própria vítima forjou o texto disseminado pela Choquei.

Agora, o foco da Polícia Federal é o rastro do dinheiro. Os mandados abrangem cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão, entre outras. A defesa de Raphael deve se manifestar publicamente logo que tiver acesso total aos autos do processo de lavagem de dinheiro.

Informações Revista Oeste


A pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Na simulação direta entre os dois, Flávio registra 48% das intenções de voto, contra 42,6% de Lula.

Nos cenários de primeiro turno, Lula aparece à frente na maioria das simulações, mas com vantagem reduzida. Em um cenário com a presença do ex-governador Romeu Zema (Novo), o petista soma 39,8% contra 37,3% de Flávio Bolsonaro. Em outro, sem Zema, há praticamente um empate, com 38,4% para Lula e 38,2% para o senador.

Em um cenário de primeira rodada no qual Lula é substituído pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), Flávio lidera com folga, anotando 38,4% contra 21,3% do representante do PT. Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) pontuam em patamares menores, e registram, respectivamente, 7,4% e 4%.

Outras simulações de segundo turno também foram testadas. Quando Flávio Bolsonaro enfrenta Fernando Haddad, o senador tem larga vantagem, com 48,3% contra 34,8%. Já no embate entre Lula e Romeu Zema, o petista venceria por 44,8% a 38%. Ao enfrentar Ronaldo Caiado, o atual presidente também lidera, com 43,9% a 38,8%.

Em um confronto entre Haddad e Caiado, há uma diferença milimétrica, com 36,8% para o petista e 36,5% para o ex-governador. Já contra Zema, Haddad aparece numericamente à frente, com 38,4% contra 35,6%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 11 de abril, com 2 mil eleitores em 895 cidades brasileiras. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08282/2026.

*Pleno.News
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado // PR/Ricardo Stuckert


Alianças de Lula mudam estratégia diante de giro nas intenções de voto

Presidente Lula (PT) – Foto: Ricardo Stuckert | PR

A pesquisa do Datafolha publicada no fim de semana acendeu o pisca-alerta dos aliados de Lula, que aparece com 39% a 35%, mas no 2º turno dá Flávio Bolsonaro 46% e Lula 45%. O detalhe: todas as pesquisas mostram a oposição crescendo.

O pessoal da comunicação de Lula reuniu-se no fim de semana e decidiu mudar o tom. Vai mostrar com mais intensidade a herança maldita que veio da era Bolsonaro e o que isso gerou de problema, além de dizer o que fez, apesar dos pesares.

Claro que a herança maldita de Bolsonaro é vasta. Ele, que sempre combateu o toma lá dá cá, não sabia que isso é do jogo político. E, como não sabia jogar o jogo, mas precisava, se arreganhou todo, botando as emendas parlamentares de R$ 5 milhões para R$ 50 milhões por ano.

Com informações do Jornal A Tarde.


Documento apresentado por Alessandro Vieira aponta indícios de crimes de responsabilidade e será votado nesta terça-feira

CPI do Crime Organizado (CPICRIME) Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento será votado na manhã desta terça-feira (14) pelos integrantes da comissão.

Segundo o relator, há indícios de crimes de responsabilidade relacionados à atuação das autoridades em processos ligados ao Banco Master. O texto afirma que os ministros citados deveriam ter se declarado impedidos de julgar o caso por supostas relações de proximidade com investigados, especialmente com o banqueiro Daniel Vorcaro.

No relatório, o senador afirma que a CPI enfrentou “flagrante limitação de recursos”, além de “enormes barreiras políticas e institucionais” durante as investigações. Para ele, por esse motivo, a apuração se concentrou em fatos e autoridades que poderiam ser enquadrados por crime de responsabilidade.

Entre os argumentos apresentados contra o ministro Dias Toffoli estão a participação societária em empresa da família que manteve negócios com fundo ligado ao Banco Master e uma viagem ao Peru, para acompanhar a final da Libertadores, realizada no mesmo jatinho privado utilizado por um advogado da defesa de Vorcaro. O documento também menciona um convite feito pelo ministro ao banqueiro para sua festa de aniversário, informação citada em relatório da Polícia Federal.

“A conexão, portanto, não é remota nem indireta: trata-se de relação negocial entre empresa do magistrado relator e fundo de investimento controlado por pessoa investigada e presa no mesmo inquérito que o magistrado relatava”, afirma o relatório. Em outro trecho, o senador acrescenta que “a existência desses laços de amizade íntima e a demonstração de um interesse pessoal na causa configuram causas objetivas de suspeição”.

O relatório também aponta que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli teriam atuado em processos nos quais deveriam se declarar suspeitos, enquanto Gilmar Mendes é citado por julgamento em situação semelhante. Já o procurador-geral Paulo Gonet é mencionado por suposta omissão no exercício de suas funções.

Caso seja aprovado pela maioria da CPI, o relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal, responsável por avaliar a apresentação de eventual denúncia ao STF. Procurado, o Supremo não respondeu até o momento, e a Procuradoria-Geral da República informou que não vai se manifestar.

Fonte: Correio da Bahia

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