Terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2026, o escritor Augusto Cury (Avante) conversou com Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (8/10) e decidiu apoiar o senador no segundo turno.
Segundo apurou a coluna, Flávio e Cury conversaram por chamada de videochamada. Na conversa, o escritor pediu ao senador para assumir alguns compromissos por escrito, o que Flávio topou.
Na carta assinada por Flávio, o presidenciável do PL se comprometeu com temas como o fim da reeleição para presidente da República, a proteção às mulheres e pela pacificação nacional.
Ao todo foram oito compromissos assumidos. A maioria deles com a promessa do candidato em defender “revoluções” em áreas como a telemedicina, na agricultura e produção de alimentos, e no cooperativismo.
O anúncio oficial, segundo apurou a coluna, deve acontecer por meio de um vídeo a ser gravado por Cury nas próximas horas. O escritor, como noticiou a coluna, está em viagem para a Europa.
Logo após o primeiro turno, Augusto Cury evitou anunciar apoio. Em entrevista à imprensa na noite do domingo (4/10), o escritor disse que silenciaria sobre o segundo turno
“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso”, disse no domingo. Augusto Cury obteve 3.448.569 votos no primeiro turno, o equivalente a apenas 2,89% dos votos válidos. Com isso, ficou em terceiro, atrás de Lula e de Flávio Bolsonaro.
A primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais apontou que Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Flávio ficou 1,88 ponto percentual à frente do petista. Agora, sem os demais concorrentes, o candidato do PL chegou a 3,12 pontos percentuais.
No levantamento realizado pelo instituto Veritá, Flávio foi citado por 51,56% dos eleitores ouvidos, enquanto Lula foi o escolhido por 48,44%. A empresa ouviu 40.500 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal. O resultado foi divulgado por meio das redes sociais da empresa.
O levantamento foi publicado inicialmente na noite de segunda-feira (5), um dia após o primeiro turno, mas, em poucos minutos, a publicação saiu do ar. A Veritá disse que não foi informada sobre o motivo da retirada temporária do conteúdo das redes.
— As duas publicações previstas para as 20 horas foram postadas, mas permaneceram visíveis ao público por apenas alguns minutos, passando depois a aparecer somente para os administradores do perfil. (…) Nesse curto período, os informativos alcançaram cerca de meio milhão de visualizações em menos de dez minutos. Ainda não sabemos o motivo da restrição — disse.
O instituto alcançou o melhor nível de acerto do primeiro turno entre as demais pesquisadoras. A Veritá apontava que Flávio teria 47% e Lula, 45%, praticamente cravando o resultado. Gerp e Futura/100% Cidades também obtiveram excelentes índices.
A pesquisa divulgada nesta semana ouviu os 40.500 eleitores entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro. As margens de erro variam entre 2 e 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa consta no TSE sob os seguintes registros: BR-02268, BR-09649, BR-08027, BR-05342, BR-029816, BR-08782, BR-08274, BR-01346, BR-05946, BR-01770, BR-09434, BR-02068, BR-06095, BR-09847, BR-03172, BR-06091, BR-02454, BR-01993, BR-00437, BR-05406, BR-02958, BR-09126, BR-01717, BR-00261, BR-04355, BR-01487 e BR-09668/2026.
Nesta terça-feira (6), o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), eleito senador, questionou nas redes sociais decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que não haverá anistia para o que chamou de “corrupto de toga”.
– Alexandre de Moraes ficou bonzinho de repente? Que curioso… só digo uma coisa: pra corrupto de toga, SEM ANISTIA! – declarou Van Hattem.
O parlamentar também citou uma decisão que permitiu à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, passar a cumprir a pena em regime semiaberto. Ela havia sido condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
– Quero ver se o Alexandre de Moraes agora vai também autorizar minha visita ao Filipe Martins, que ele proibiu antes das eleições. Bora, Alexandre de Moraes? Ah, quero saber também se o PGR vai cancelar a denúncia que fez contra mim ao STF por discurso na tribuna. Bora, Gonet? – acrescentou.
Na mesma data, Moraes arquivou um inquérito que investigava o senador Marcos do Val (Avante-ES) e os influenciadores Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed Raposo. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação apurava uma suposta campanha de exposição e intimidação virtual contra delegados da Polícia Federal envolvidos em apurações sob relatoria de Moraes. A PF havia pedido o indiciamento dos investigados.
Em parecer, a PGR afirmou que houve ataques à atuação dos policiais, mas avaliou que as provas não eram suficientes para caracterizar os crimes investigados.
– Embora a PF tenha optado pelos indiciamentos por embaraço à investigação de organização criminosa e incitação ao crime, não há substrato probatório suficiente para inserir os fatos apurados sob as molduras destes tipos penais – opinou a PGR.
No caso de Débora, Moraes considerou o tempo de trabalho e os estudos realizados por ela para calcular a redução da pena. Foram 108 dias pelo trabalho, 100 dias pela aprovação no Enem e mais quatro dias pela leitura de um livro.
A mudança de regime ocorreu após manifestação favorável da PGR. Débora estava em prisão domiciliar desde março de 2025 e havia sido condenada por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro.
As decisões recentes também ocorrem após a eleição de uma bancada de direita no Senado com número suficiente para alterar a correlação de forças na Casa. O resultado pode favorecer a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF, incluindo Moraes, caso haja apoio político para isso.
*Pleno.News Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
O ex-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) declarou, nesta terça-feira (6), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante um encontro em Goiânia, que também reuniu o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Caiado justificou o apoio como uma questão de coerência com sua trajetória política e de oposição ao PT. “Eu estou aqui para fazer o que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT em uma eleição e tem 40 anos que faço isso”, declarou. Antes de anunciar a decisão, ele também relembrou sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o apoio a Flávio seria o desejo do ex-presidente.
A manifestação de Caiado ocorreu depois do apoio declarado por Tarcísio. Também participaram do encontro o senador eleito Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União Brasil), senadora eleita. Gracinha também declarou apoio a Flávio e afirmou: “Vemos no primeiro turno que cada um defendeu o que acreditava. Agora estamos no segundo turno, onde nossas diferenças são bem menores do que o que nos une”.
Após a votação do primeiro turno, Caiado havia afirmado que discutiria seu posicionamento com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Os votos válidos obtidos pelo ex-candidato ficaram próximos da diferença registrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no primeiro turno, de cerca de 2,3 milhões de votos.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), fechou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República no segundo turno das eleições. A aliança foi decidida nesta terça-feira (6), em Brasília, em uma reunião que contou com a participação de lideranças da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
No primeiro turno, Neto declarou apoio à candidatura do amigo Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás. A ideia do então candidato ao governo da Bahia era se afastar de Flávio, para garantir votos de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após ver sua estratégia ser derrotada nas urnas, Neto sinalizou, na noite de domingo (4), que sua próxima missão seria ajudar a derrotar Lula no segundo turno. “Temos a convicção de que, para mudar a Bahia, vai ser preciso primeiro mudar o Brasil”, declarou naquela oportunidade.
Agora, ACM Neto deve oferecer sua estrutura partidária e econômica para realizar a campanha de Flávio Bolsonaro na Bahia. O grupo já trabalha, inclusive, para receber o candidato do PL para um ato eleitoral em Salvador.
Primeiro turno mostrou força do PT na Bahia No último domingo, o resultado eleitoral da Bahia mostrou a força do PT entre os baianos. Além da vitória do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno, com 55,8% dos votos válidos, o partido também emplacou a eleição dos senadores Rui Costa (30,07%) e Jaques Wagner (27,65%), e garantiu 66,17% dos votos válidos para Lula.
Na disputa proporcional, o PT também se destacou como a maior legenda do estado, elegendo 7 integrantes para a Câmara dos Deputados e 14 para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Considerando a Federação Brasil da Esperança, que os petistas formam ao lado de PCdoB e PV, o número sobe para 10 deputados federais e 20 deputados estaduais.
O União Brasil de ACM Neto, por sua vez, elegeu 6 para a Câmara e 5 para a ALBA, enquanto o PL ficou com 4 deputados federais e 7 deputados estaduais.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu prazo de dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestar sobre o pedido do candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) para desistir de um recurso apresentado à Corte. Após receber o parecer da procuradoria, o ministro vai decidir a questão.
O caso também envolve a possibilidade de o candidato Douglas Ruas (PL) ser declarado eleito no primeiro turno para comandar o governo estadual.
Na sexta-feira (2), antes da votação, o ministro entendeu que os votos de Garotinho não poderiam ser considerados válidos e deveriam constar como anulados sub judice. Conforme decisão da Justiça Eleitoral do Rio, Garotinho está inelegível por ter sido condenado por ato doloso de improbidade administrativa em 2018. As informações são da Agência Brasil.
No início da tarde de hoje, a defesa de Garotinho desistiu do recurso protocolado contra a decisão do ministro.
A partir de agora, caberá a Marques analisar o pedido de desistência ou levar o caso para deliberação definitiva do plenário do TSE. Se a solicitação for aceita, os votos de Garotinho poderem anulados definitivamente.
Dessa forma, uma nova totalização dos votos será determinada, e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) poderá proclamar que Ruas foi ser eleito no primeiro turno.
Com a nova contagem, Ruas passará a obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos, regra principal para que um candidato seja declarado vencedor no primeiro turno.
Douglas Ruas obteve 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD) conseguiu 3.706.984 votos válidos (42,76%). Garotinho recebeu 274.411 votos (3,17%), mas já estava com candidatura barrada.
O nome continuou na urna porque a decisão do TRE-RJ que barrou o candidato foi tomada após o fechamento do sistema da urna eletrônica.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize uma visita de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai antes do encerramento da restrição atualmente em vigor.
O pedido ocorre após Flávio Bolsonaro conquistar uma vaga no segundo turno da eleição para a Presidência da República. O senador enfrentará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima etapa da disputa.
Os advogados também solicitaram a revogação da medida que suspendeu as visitas de Flávio ao ex-presidente. Segundo a defesa, o período determinado para a restrição já está próximo do fim e não teriam surgido novos fatos que justificassem a continuidade da proibição.
Medida foi estabelecida por 90 dias A suspensão das visitas foi determinada por Moraes em julho e tem duração prevista de 90 dias, com término marcado para 11 de outubro.
Na decisão que estabeleceu a medida, o ministro apontou que Flávio teria sido utilizado para divulgar uma manifestação de Bolsonaro com conteúdo relacionado à política e às eleições.
Agora, a defesa argumenta que o cenário que levou à restrição deve ser reavaliado. O pedido principal é pelo fim antecipado da suspensão, permitindo que as visitas voltem a seguir as regras que estavam valendo anteriormente.
Defesa apresenta alternativa caso pedido seja negado Os advogados também incluíram uma segunda possibilidade no pedido encaminhado ao STF. Caso Moraes não autorize a retomada das visitas de imediato, a defesa quer que seja permitido ao menos um encontro entre Flávio e Bolsonaro antes de 11 de outubro.
A intenção, segundo os advogados, seria realizar uma visita de caráter exclusivamente familiar. O encontro seria previamente combinado com o local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, incluindo a definição de data e horário.
Os senadores eleitos Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) registraram vantagem sobre os demais candidatos em algumas das principais cidades da Bahia nas eleições de 2026. Apesar da predominância da dupla petista em municípios importantes, João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) também conquistaram resultados expressivos em algumas das maiores cidades do estado.
O site Bahia Notícias, que realizou um levantamento com os resultados da disputa pelo Senado em alguns dos principais municípios baianos para identificar onde os candidatos foram mais votados e onde acabaram superados pelos adversários.
Em Salvador, maior colégio eleitoral do estado, Rui Costa liderou a votação. O petista recebeu 639.827 votos válidos, correspondentes a 26,9% do total. Jaques Wagner apareceu na sequência, com 572.163 votos (24,1%). João Roma ficou em terceiro lugar na capital baiana, com 531.955 votos (22,4%), enquanto Angelo Coronel registrou 501.636 votos (21,1%).
O cenário foi diferente em Feira de Santana. Na segunda maior cidade da Bahia, João Roma e Angelo Coronel superaram os dois candidatos petistas. Roma recebeu 149.681 votos (26%), enquanto Coronel teve 142.308 (24,7%). Rui Costa ficou com 137.932 votos (24%), seguido por Jaques Wagner, com 127.109 (22,1%).
Em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, João Roma também apareceu à frente, com 87.636 votos (25,4%). Rui Costa ficou em segundo, com 84.937 votos (24,6%). Angelo Coronel registrou 83.699 votos, enquanto Jaques Wagner teve 77.558 votos.
Já em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Rui Costa e Jaques Wagner lideraram a disputa. Os petistas registraram 28,1% e 26,8% dos votos, respectivamente. João Roma ficou com 21,7%, seguido por Angelo Coronel, com 20,8%.
Em Juazeiro, no Norte do estado, Rui Costa também ficou à frente, com 68.714 votos, seguido por Jaques Wagner, com 65.578. Na cidade, os dois petistas superaram os demais candidatos. Em Lauro de Freitas, por outro lado, o resultado foi favorável a João Roma e Angelo Coronel. Roma recebeu 55.992 votos, enquanto Coronel registrou 50.195 votos válidos, superando Rui Costa e Jaques Wagner no município da RMS.
CIDADES ONDE OS CANDIDATOS FORAM MAIS FORTES E MAIS FRACOS Além do levantamento sobre as principais cidades, o Bahia Notícias também analisou os resultados registrados no Mapa Eleitoral para identificar os municípios onde os quatro principais candidatos tiveram seus maiores e menores percentuais de votação.
Entre os candidatos, Angelo Coronel apresentou seus melhores resultados em Acajutiba, com 42% dos votos, Ipecaetá, com 41,1%, e Formosa do Rio Preto, com 41%. Já os menores percentuais foram registrados em Itaguaçu, com 6%, além de Caetanos e Santa Brígida.
João Roma teve seu melhor desempenho em Luís Eduardo Magalhães, onde alcançou 36,5% dos votos. Itamaraju e Caldeirão Grande também aparecem entre os municípios onde o candidato apresentou percentuais mais altos. Por outro lado, Roma registrou resultados mais baixos em Itaguaçu (6,3%), Ribeira do Amparo (6,5%) e Andorinha (7,3%).
Rui Costa teve seus maiores percentuais em Itaguaçu, com 45%, Ribeira do Amparo, com 44%, e Mansidão, com 43,3%. Os menores resultados do petista foram registrados em Luís Eduardo Magalhães, com 13,3%, além de Presidente Jânio Quadros e Itamaraju.
Jaques Wagner, por sua vez, teve seu melhor desempenho em Itaguaçu, com 42,3%, seguido por Presidente Dutra, com 41,8%, e Caetanos, com 41,5%. Os menores percentuais foram registrados em Acajutiba (7,6%), Formosa do Rio Preto (8,2%) e Ipecaetá (8,3%).
A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das eleições municipais de 2024, que costumam registrar uma ausência maior que as eleições nacionais. Há dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a 21,68% do eleitorado total.
O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. De cada dez eleitores, dois não foram às urnas. Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais.
Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o que representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que representou 2,93% do total de votos válidos. Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado.
*Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial já repercute nos mercados financeiros antes mesmo da abertura dos negócios no Brasil. Fundos negociados no exterior e ligados ao desempenho da bolsa brasileira registraram fortes altas na noite deste domingo (4).
Nos Estados Unidos, o EWZ, fundo que acompanha ações de empresas brasileiras, avançou 9,98% no after-hours da Bolsa de Nova Iorque. Às 23h50, no horário de Brasília, o ativo era negociado a 42 dólares (R$ 218,98). No pregão regular, havia encerrado o dia cotado a 38,19 dólares (R$ 199,12), com alta de 2,83%.
O movimento também foi observado no mercado asiático. Em Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa abriu o dia com valorização de 9,40%, sendo negociado a 322 ienes (R$ 10,63).
A reação dos ativos no exterior antecipa as expectativas dos investidores para a abertura dos mercados brasileiros nesta segunda-feira (5). A avaliação é de que o resultado do primeiro turno aumentou as chances de uma mudança no comando do país e, consequentemente, elevou as apostas sobre possíveis alterações na condução da economia.
Entre os cenários considerados pelos investidores está uma política econômica com maior ênfase no ajuste fiscal, ou seja, no esforço para equilibrar as contas públicas. Nesse contexto, as projeções apontam para valorização das ações, queda do dólar e recuo dos juros futuros.