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A derrota de Jorge Messias na tentativa de assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo componente político após vir à tona a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em um jantar realizado na casa do ministro Alexandre de Moraes, em Brasília, na véspera da votação que rejeitou o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, o encontro entre o magistrado e o parlamentar deixou Lula “indignado e possesso” após a derrota do aliado, segundo relatos de autoridades que estavam com o petista após o resultado da votação da indicação de Messias.

A indicação do chefe da Advocacia-Geral da União já enfrentava resistência no Senado desde o anúncio feito por Lula. Alcolumbre, que defendia nos bastidores o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga, vinha demonstrando insatisfação com a escolha presidencial.

Apesar da revolta de Lula, convidados apontam que o jantar não teria sido marcado para discutir a situação de Messias, mas para homenagear o procurador Mário Luiz Sarrubbo, ex-secretário Nacional de Justiça e antigo colega de Alexandre de Moraes no Ministério Público de São Paulo.

Além de Alcolumbre, estiveram presentes nomes ligados tanto ao Judiciário quanto ao governo, como os ministros do STF Gilmar Mendes e Cristiano Zanin; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e o ex-ministro Ricardo Lewandowski. Parte dos convidados, como Zanin e Mendes, teria permanecido pouco tempo no local. O próprio Rodrigo Pacheco, nome preferido de Alcolumbre, esteve no evento.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que a rejeição de Messias já era dada como provável antes mesmo do encontro. Ainda assim, relatos indicam que Alcolumbre teria comentado, em conversas reservadas durante o evento, que possuía votos suficientes para derrotar a indicação do governo.

A rejeição de Jorge Messias representou uma derrota política expressiva para Lula, que agora precisará reiniciar o processo e indicar um novo nome para a vaga aberta no Supremo. Pela Constituição, a nova indicação deverá passar novamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e por votação no plenário do Senado, onde será necessário apoio mínimo de 41 parlamentares.

*Pleno.News
Foto: Evaristo Sa/AFP

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