O governo federal está estudando a possibilidade de estender o auxílio emergencial até dezembro deste ano. No entanto, o valor do benefício deve ser inferior aos atuais R$ 600.
Por causa do rombo no orçamento, o Ministério da Economia trabalha com a possibilidade de pagar mais três parcelas de R$ 200, totalizando R$ 600. Os valores seriam repassados nos meses de outubro, novembro e dezembro. R$ 200 é o valor médio do Bolsa Família.
Ainda assim, para que o valor do auxílio possa ser reduzido, o Congresso Nacional precisa aprovar a medida. O governo federal poderia prorrogar o benefício por conta própria se o valor de R$ 600 mensais fosse mantido.
Inicialmente, o auxílio emergencial seria pago durante três meses, gerando um impacto de R$ 151,5 bilhões nos cofres públicos. No entanto, o agravamento da pandemia e a perda de postos de trabalho obrigaram o governo a estender o benefício por mais dois meses, a um custo adicional de R$ 51 bilhões. Até o momento, a medida já exigiu cerca de R$ 203 bilhões.
A expectativa é que o médium baiano Divaldo Franco, 93 anos, receba alta nesta segunda-feira, 3. Divaldo está internado desde a última quarta-feira, 29 de julho, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após passar por uma cirurgia para correção de três hérnias de disco.
De acordo com publicação nas redes sociais da Mansão do Caminho, instituição espírita fundada por ele, Divaldo “está bem, satisfeito, e teve um domingo bastante proveitoso, com fisioterapia e caminhadas pela manhã e à tarde”.
A publicação também informa que o médium está grato pelas “preces e vibrações de saúde e paz” e que “deseja muita paz a todos”.
As novas especificações para a gasolina vendida no Brasil começam a valer a partir desta segunda-feira (3). Com isso, os padrões de qualidade para o combustível foram alterados e agora ficam mais próximos do praticado na Europa. O impacto será sentido tanto no modelo comum quanto no premium.
Entre as mudanças que entram em vigor nesta segunda, estão a massa específica de gasolina, que agora deverá ser de 715 kg/m3, ou seja, cada litro de gasolina devera pesar ao menos 715 gramas. Antes da nova regra, não havia limite fixado.
Outra alteração promovida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é a fixação dos limites para a octanagem, item que já existe nas especificações da gasolina comercializada em outros países. A definição desse parâmetro, segundo a ANP, acontece devido às novas tecnologias dos motores, o que trará um melhor desempenho aos veículos.
A iniciativa de mudar o padrão da gasolina foi resultado da realização de estudos e pesquisas dos padrões de qualidade, considerando o acompanhamento das especificações e harmonizações internacionais, além de debates com os agentes econômicos do mercado de combustíveis.
O recesso do Supremo Tribunal Federal (STF) e as férias no Superior Tribunal de Justiça (STJ) deste ano foram diferentes dos anos anteriores, por causa da pandemia. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época.
De acordo com a publicação, muitos ministros preferiram trabalhar para tirar o acúmulo de processos dos gabinetes
O efeito disso é que a partir desta semana virá uma enxurrada de decisões monocráticas em processos que estavam parados há tempos.
Neste domingo (2), o cantor Gusttavo Lima promoveu mais um show live e, junto com artistas convidados, aproveitou a oportunidade para parabenizar o presidente Jair Bolsonaro.
Durante a programação, ele, a dupla Matheus e Kauan e Cuiabano Lima falaram sobre a conclusão de parte da obra de Transposição do São Francisco na região Nordeste.
– Tem muita gente que fica com medo de falar. Parabéns, Bolsonaro, você tirou 10! Levou água a milhões de pessoas. Começar uma obra é fácil, agora terminar é difícil – afirmou Gusttavo Lima.
O colega sertanejo continuou, declarando que a ação do presidente “ajudou muita gente” e que é preciso elogiar quando o governante faz coisas certas.
O trecho da live foi divulgado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e pelo senador Flávio Bolsonaro e rapidamente viralizou na internet.
Mais de 6,5 milhões de pessoas serão beneficiadas com água de qualidade com a transposição do Rio São Francisco. O projeto vai levar água para 220 cidades do CE, PB e RN.
Agência Brasil – Após cerca de quatro meses com as aulas suspensas, estados começam a sinalizar a volta às aulas presenciais nas escolas. De um lado, melhor equipadas, de maneira geral, que as escolas públicas, as escolas particulares defendem que estão prontas para uma retomada com segurança. Do outro, há professores e funcionários que não se sentem seguros com o retorno e dizem que a permanência nas salas de aula e uma maior circulação de pessoas nas cidades podem aumentar os casos de infecção por coronavírus. O estado da Bahia ainda segue sem previsão para o retorno.
De acordo com o Mapa de Retorno das Atividades Educacionais presencial no Brasil, elaborado diariamente pela Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), até sexta-feira (31), havia, no país, um estado com a reabertura autorizada das escolas, Amazonas. Outros nove estados e o Distrito Federal têm propostas de data para retornar às atividades presenciais. São eles: Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. As demais unidades da federação estão sem data definida, de acordo com a Agência Brasil.
A questão foi levada para o Ministério Público e para a Justiça em algumas unidades da federação.
O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a manhã deste domingo (2) para ir a uma farmácia no Lago Norte, em Brasília. Ele perguntou ao atendente se tinha hidroxicloroquina à venda e se espantou ao ouvir que a caixinha com 6 unidades custa R$ 17.
– Olha aí, barato, viu.
O farmacêutico explicou que o baixo preço da hidroxicloroquina se deve à alta procura e que os médicos têm receitado o medicamento contra a Covid-19. Antes de ir à farmácia, Bolsonaro tomou café em uma padaria, onde conversou com apoiadores, e fez um passeio de moto.
Ministério da Justiça & Segurança Pública
Bolsonaro (sem partido) deixou uma indireta neste domingo, em seu Twitter, ao ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, seu antigo aliado que virou desafeto após a saída polêmica da pasta, em abril.
“Com a troca do Ministro da Justiça, como por um passe de mágica, várias e diversificadas operações foram executadas. A @PRFBrasil, por sua vez, quase triplicou a apreensão de drogas com o novo ministro”, escreveu.
“Qualquer operação, de combate à corrupção ou não, deve ser conduzida nos limites da lei, e assim tem sido feito em meu Governo”, acrescentou.
Após a saída de Moro, André Mendonça foi nomeado por Bolsonaro como ministro.
A saída de Moro se deu sob acusações de tentativa de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. À época, Mauricio Valeixo foi exonerado da diretoria-geral da corporação.
O escolhido para o cargo foi Alexandre Ramagem. Contudo, após polêmicas, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a nomeação . Logo depois, o presidente da República tornou sem efeito a escolha de Ramagem, que teria tido identificada com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente . Com a revogação, ele foi deslocado para a Agência Brasileira de Inteligência. Rolando Alexandre de Souza ficou com o comando da PF.
Na publicação no Twitter, Bolsonaro ainda voltou a fazer críticas à imprensa. Por mim, o chefe de Estado disse que a Polícia Federal “goza de total liberdade em sua missão”.
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), afirmou em depoimento ao Ministério Público, que Fabrício Queiroz continuaria como seu assessor, caso “não tivesse acontecido nada de anormal”.
Os novos trechos do depoimento prestado no último dia 20 de julho foram divulgados pelo jornal ‘O Globo’ e pela TV Globo no último sábado (1). Queiroz, que foi detido em junho, está sendo investigado na Operação Furna da Onça, que foca na prática de rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
“Expectativa era que ele viesse comigo mesmo. Sempre foi uma pessoa da minha confiança. Então, se não tivesse acontecido nada de anormal como aconteceu, ele provavelmente estaria aqui comigo hoje. Então foi assim as coisas foram acontecendo nesse cronograma, e, quando explodiu essa situação dele em dezembro, no dia 6 de dezembro, obviamente que não tinha mais clima ele vir trabalhar comigo”, disse Flávio Bolsonaro.
O MP investiga se houve vazamento da operação e por isso Queiroz foi demitido do gabinete de Flávio Bolsonaro.
O filho do presidente nega ter recebido qualquer informação vazada, porém Flávio participou de uma reunião no dia 6 de dezembro na casa do empresário Paulo Marinho, dias depois da divulgação o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz.
“Quando ele [Queiroz] pediu para sair ele falou pra mim duas coisas: ‘chefe, eu vou, eu tenho que fazer meu processo de passagem para a reserva da polícia militar’. Ele parece que tinha […], quando estava à disposição na assembleia, ele tinha que retornar à corporação . Aí ele aproveitava pra cuidar da saúde dele”, disse Flavio Bolsonaro durante depoimento.
O senador disse que procurava um advogado para ele e não para Queiroz. O empresário Paulo Marinho é o suplente de Flávio Bolsonaro no Senado.
AFP – Quando o marido de Priscila Tomás da Silva perdeu o emprego de carregador de caminhões por causa da paralisação das atividades para conter o novo coronavírus em São Paulo, o casal enfrentou uma escolha difícil: pagar o aluguel ou alimentar os seis filhos.
Eles, então, construíram um barraco em uma nova favela na periferia norte da cidade, um símbolo da devastação que a pandemia provoca no Brasil.
A comunidade, no bairro Jardim Julieta, surgiu em um estacionamento informal para caminhões.
Há quatro meses, um grupo de novos sem-teto começou a transformá-lo em uma favela em expansão, como consequência da devastação que a COVID-19 causa no Brasil, o segundo país do mundo mais castigado pela pandemia, atrás dos Estados Unidos.
Agora, cerca de 700 famílias vivem ali. A cada dia, mais pessoas parecem chegar, carregando móveis sobre as cabeças nos becos sem pavimentação, tendo ao fundo o ruído de martelos e furadeiras, o som da construção de novos barracos feitos de madeirite, placa de compensado de madeira.
A maioria das casas ainda não tem banheiro e muitas têm lonas de plástico como telhados improvisados.
As condições são de aglomeração, a higiene é um desafio e o distanciamento social, praticamente inexistente, enfatizando a vulnerabilidade das favelas ao vírus.
Mas as pessoas se esforçam para transformá-las em lar.
Dentro de um barraco, um amontoado de tábuas cortadas com uma cama feita de pallets de madeira, Priscila, de 35 anos, carrega o filho pequeno, enquanto explica como sua família de oito pessoas se viu incapaz de pagar o aluguel de R$ 500 por mês.
“Devido à pandemia, meu marido, que é o único que trabalha, foi mandado embora. A gente não tem como pagar o aluguel porque tem seis filhos também… Ficou difícil e aí a gente veio pra cá”, relata à AFP.
‘Ele ia nos matar’ –
Os efeitos econômicos da pandemia são sentidos com mais força entre os mais pobres no estado de São Paulo, epicentro na doença no país, com quase 25% das 91.263 mortes registradas no Brasil.
Muitas pessoas com trabalhos informais, como diaristas, ajudantes de pedreiro e empregadas – cerca de 40% da força de trabalho na maior economia da América Latina – praticamente perderam toda a sua renda quando as medidas de quarentena as impediram de trabalhar.
Muitos países suspenderam os despejos de inquilinos nestes casos.
Mas no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro vetou uma lei similar em junho.
Na favela de Jardim Julieta, muitos moradores dizem ter ficado se opções.
Joyce Pinto, de 27 anos, perdeu o trabalho informal em uma gráfica quando São Paulo entrou em quarentena, deixando-a sem creche para a filha de dois anos.
“E tive que ficar em casa. Foi faltando o dinheiro do aluguel”, contou Joyce.
“Ele (o proprietário da casa antiga) tava me ameaçando”, relata seu marido, Gilmar Chaves, de 29 anos, que vivia de bicos e está sem trabalho.
Joyce o interrompe.
“Ele ia matar ele (o marido) e minha filha”, conta, com os olhos cheios de medo.
Então, eles pegaram dinheiro emprestado com a mãe dela para a madeirite e construíram o barraco.
Epidemia, favela e despejo se repetem –
Desde que a pandemia começou, os novos sem-teto também começaram a invadir um prédio abandonado no centro da cidade de São Paulo.
De fato, ao longo do tempo, epidemias e pestes têm empurrado os pobres no Brasil a residir em favelas e outros assentamentos informais, afirma o arquiteto Lino Teixeira, coordenador de políticas urbanas do Observatório das Favelas, um grupo de pesquisas e defesa da moradia na região metropolitana de São Paulo.
“Historicamente, as pandemias estão ligadas à formação das favelas e à formação de políticas de remoção. No Rio de Janeiro, a própria formação da favela está ligada a um conjunto de epidemias urbanas, desde a febre amarela até a gripe espanhola, a varíola, depois o sarampo”, relata.
Frequentemente, os pobres são novamente despejados de seu território recém-reivindicado. E 2020 não é uma exceção.
“O que a gente tem visto é um ciclo vicioso. O agravamento da crise econômica, que já vinha acontecendo, se agrava agora com a pandemia. Aí a pessoa não consegue arcar com os custos do aluguel, acaba sendo despejada, e acaba ocupando algum espaço, que provavelmente é ambientalmente frágil, e logo em seguida vem a remoção”, explica Talita Gonzales, pesquisadora do Observatório de Remoções, um grupo de defesa do direito à moradia.
Em São Paulo, a maior cidade da América do Sul, mais de 2.500 famílias foram despejadas ou ameaçadas de despejo durante a pandemia, mesmo com as recomendações do governo para que todos permaneçam em casa, segundo o grupo.
As autoridades já emitiram ordens de despejo para os moradores da favela do Jardim Julieta. O prazo vence em 7 de agosto.
Mas muitos não têm aonde ir.
“Aqui a gente ainda tem uma cobertura, né? Mesmo que de madeirite, telha simples, mas estamos cobertos”, diz Luciene dos Santos, de 42 anos, auxiliar de cabeleireira desempregada.
“Se não ficarmos aqui, vamos pra onde? Viver embaixo da ponte como muitos aí?”, questiona.
Capital político do petista, outrora dominante no Nordeste, vai desaparecendo com o avanço do bolsonarismo na região:
Veja como os ventos mudaram, Jair Bolsonaro passou pelo Nordeste, região onde já foi muito rejeitado e onde agora se apoia na popularidade do auxílio emergencial. Cavalgando o novo Bolsa Familia, que será rebatizado de Renda Brasil, o presidente Jair pretende se apropriar de vez da tecnologia petista que garantiu seguidos mandatos a lula e Dilma Rousseff.
Na esteira desse fenômeno, o petista – que poderá ser condenado pela terceira vez no Lava jato como revela a coluna Radar – vai virando passado no seu antigo reduto eleitoral. Veja o exemplo de Maceió, terra outrora aliado incondicional Renan Calheiros.
Os principais candidatos nessa corrida ainda pré eleitoral são o deputado federal JHC(PSB), apoiado pelo senador Rodrigo Cunha(PSDB), Alfredo Gaspar ligado a clã Calheiros e Davi Davino(PP) apoiado pelo deputado federal Arthur Lira.
Embora adversários, os três têm uma coisa em comum: a rejeição a usar Lula como padrinho político em Maceió. Jair Bolsonaro tornou-se padrinho eleitoral de Gaspar, que faz campanha com a bandeira de repressão, à criminalidade, e, claro, de Davino, que já que seu padrinho do centrão virou líder informal do governo no Congresso Nacional.
Maceió é apenas um exemplo de como o poderio de Lula vai desaparecendo. A situação se repete em, outras capitais importante do país.