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Cão foi torturado por adolescentes e morreu em Santa Catarina

Foto: © Letycia Bond/ Agência Brasil

Manifestantes foram neste domingo (1º) à Avenida Paulista para pressionar as autoridades a punir os adolescentes que torturaram o cão vira-lata Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina. O animal, que ficava sob cuidados de uma comunidade local, foi torturado no dia 4 de janeiro e morreu um dia depois, sacrificado por eutanásia depois de ficar muito debilitado pelos graves ferimentos decorrentes da violência sofrida.

Os participantes do ato vestiram, em grande número, roupas pretas e também camisetas com uma imagem do cão e frases como “Não foi só um latido, foi um chamado por justiça!”. Adesivos com mensagens semelhantes foram distribuídos entre o público, composto por pessoas de todas as idades, algumas levando seus animais.

Iniciado às 10h, em frente do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), o protesto ainda permanecia ativo às 13h, sustentado por palavras de ordem como “Não são crianças, são assassinos!” e “Não vai cair no esquecimento!”. Placas pedindo a redução da maioridade penal eram vistas ocasionalmente.

A psicóloga Luana Ramos se declara a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A pauta voltou a ser foco no Congresso Nacional – mais especificamente, na Câmara dos Deputados. A medida vale para crimes violentos, como os hediondos, o homicídio doloso (quando há intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

“Se fossem quatro meninos pretos, teriam sido linchados. Já teriam feito justiça com as próprias mãos, enquanto os quatro meninos brancos, ricos, estão indo à Disney. Isso não pode mais acontecer”, diz Luana

“Erro não é isso. Erro dá para consertar. Isso não dá para consertar, não tem como voltar atrás. Foi assassinato, crueldade”, acrescenta, reagindo à tentativa dos pais dos autores do crime de atenuar a seriedade do ato que cometeram. Post que circula na internet mostra a mãe de um deles afirmando que tudo não passou de um erro.

Além disso, pais de dois deles e um tio tentaram coagir testemunhas para impedi-las de depor. Os garotos são investigados por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.

A advogada Carmen Aires levou à Paulista seus dois cachorros adotados, junto com a filha, para expressar indignação diante da morte de Orelha, que teria sido a segunda vítima dos jovens catarinenses. A outra é um cachorro que quase morreu por afogamento. 

Para Carmen, adolescentes de 15 anos já deveriam responder criminalmente. Ela avalia como amenas demais as penalidades cumpridas por quem pratica violências contra animais. “São muito brandas, praticamente não existem. Não resolveram nada, tanto é que continuam acontecendo. A lei é recente, mas deve ser revista, porque atrocidades estão sendo feitas e a gente não aceita mais isso, ver o noticiário, as redes sociais”, afirma. 

A instituição Ampara Animal disponibiliza em seu site diversos materiais capazes de auxiliar no processo de reeducação da sociedade. Um dos alertas é a de haver relação entre a violência que vitima animais e a praticada contra mulheres.

O casal Thayná Coelho e Almir Lemos, de Belém, passeava pelos cartões-postais da capital paulista, sem saber da manifestação, à qual aderiu, também movido pelo sentimento de revolta e impunidade. Perguntados sobre uma possível ligação entre a cor dos jovens e o modo como se comportaram, sem remorso, responderam, ao mesmo tempo: “Com certeza.”

“A cor, a classe social. Acharam que tinham o direito e simplesmente foram e fizeram. Acharam que estavam no direito deles. As filmagens são muito claras. Eles não fizeram como se fosse um crime, como se fosse alguma coisa errada. Não, eles fazem como se estivesse dentro do direito deles”, disse o publicitário, criticando os familiares empenhados em abafar o caso. “Foi muito sádico o ato, chocante. Hoje foi um cachorro. E amanhã? Eles acham que as vidas pertencem a eles, que têm direito de tirar as vidas?”

“Tem muito a ver também com o que é prometido a eles. O branco, principalmente o homem branco, classe média, classe média alta. É prometido a eles um privilégio. Eles sabem que têm esse privilégio. Acham que o mundo é deles, que podem matar. Não só um cachorro, mas mulheres”, completa a psicóloga. “Imagine as namoradas deles.”

“A gente está vendo, por esse caso do Orelha, que é apenas a ponta do iceberg, mas que há maus-tratos todos os dias, a cada minuto e nada é feito. As organizações não governamentais (ONGs) é que, com muito sacrifício, com protetores independentes, conseguem minimizar o sofrimento desses animais.”

Com informações da Agência Brasil.


Timão marca um gol em cada tempo do jogo e faz 2 a 0 nos cariocas

Foto: © REUTERS/Adriano Machado – Reprodução proibida

O Corinthians é campeão da Supercopa Rei. A conquista foi confirmada com a vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo no estádio Mané Garrincha, em Brasília, na tarde deste domingo (1º). A equipe de São Paulo conquistou o bicampeonato do torneio.

A primeira taça havia sido obtida em 1991 também sobre o Flamengo. Em 2026, o Corinthians participou da Supercopa por ter sido o campeão da Copa do Brasil de 2025. O Flamengo, por ter sido o campeão nacional da temporada passada.

A final dessa temporada começou a ser decidida com o gol do zagueiro Gabriel Paulista aos 25 minutos de jogo.

Após cobrança de escanteio, Matheuzinho cruzou, Gustavo Henrique desviou e Gabriel Paulista completou de primeira. Depois, teve expulsão de Carrascal, após checagem do VAR.

Bola na trave do goleiro Hugo Souza, do Corinthians, em cabeça de Pulgar. Gol anulado de Memphis Depay. Até que o centroavante Yuri Alberto definiu o jogo aos 52 minutos da etapa final.

O artilheiro driblou o goleiro Rossi em um lindo lance e finalizou para o gol vazio.

A conquista do Corinthians foi presenciada por 71.244 torcedores no Mané Garrincha. O público é um novo recorde da arena.

Com informações da Agência Brasil.


A ação de segurança contará com Delegacia Especial de Área e atuação de unidades especializadas no Rio Vermelho, em Salvador

A Polícia Civil inicia, neste domingo (1º), e segue até a segunda-feira (2), uma operação especial para a Festa de Iemanjá 2026. O plano de ação mobiliza um efetivo reforçado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, com foco no atendimento especializado e na repressão a crimes patrimoniais e de intolerância, do evento religioso que acontece na orla do local.

Para garantir a agilidade no registro de ocorrências, a estrutura conta com o suporte da 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho e a instalação de uma Delegacia Especial de Área (DEA), localizada na Rua Guedes Cabral, próximo à Casa de Iemanjá e à Paróquia de Sant’Ana. A operação será supervisionada pela Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ). O Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) proverá apoio ostensivo tático, assegurando a cobertura e a proteção operacional das equipes veladas durante incursões, diligências e abordagens em campo.

A estratégia operacional inclui a atuação de equipes veladas do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) e do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO). Os agentes atuarão infiltrados para identificar e coibir furtos e roubos em meio à multidão.

O Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) manterá equipes para o acolhimento de grupos vulneráveis e o combate a qualquer forma de discriminação. Policiais da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN), da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e ao Adolescente (DERCCA) estarão de prontidão para atendimento de ocorrências relacionadas às suas áreas de competência.

Pedro Moraes / Ascom PCBA


Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

Foto: © Agência Câmara

Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem utilizado a influência política que conseguiu após anos de construção de alianças na direita internacional para tentar impulsionar a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

A princípio, Flávio informou ao Senado que se afastaria do Brasil em missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro e custearia a viagem com dinheiro público. Depois, o senador postergou a volta por mais cinco dias e afirmou que pagaria suas despesas com recursos próprios.

Os irmãos já visitaram Israel e Bahrein e planejam seguir para os Emirados Árabes Unidos e para o Catar. Avaliam ainda viajar pela Europa, mas os países ainda não estão definidos. No início de janeiro, Flávio Bolsonaro também foi aos Estados Unidos, onde o irmão mora desde março de 2025.

Ainda que tenha sido cassado no final do ano por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro continua sendo apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.

Sem mandato e após sofrer derrotas recentes na relação com Donald Trump, que depois de diálogo com Lula diminuiu o impacto das tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro agora foca em apresentar o irmão a lideranças internacionais da direita com foco em sua pré-candidatura ao Planalto.

“Senhoras e senhores, eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil”, afirmou Flávio em discurso na conferência em Israel, na última terça-feira (27).
Disse ainda que os Estados Unidos ajudaram a “construir um novo modelo de cooperação internacional” e uma nova fase para a América Latina.

Em Israel, os irmãos se encontraram o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu; o presidente, Isaac Herzog; e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, com quem gravaram um vídeo no qual Eduardo chama integrantes do Hamas de “selvagens”.

Os dois também estiveram com outras autoridades, como o ex-primeiro-ministro da Áustria Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish. A foto que postaram com o embaixador foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

Os irmãos ainda publicaram fotos com ao menos seis deputados do Parlamento Europeu, como os espanhóis Hermann Tertsch e Jorge Buxadé, do partido Vox, o português Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, e o polonês Dominik Tarczynski. Após o encontro, Tarczynski fez uma publicação em que defende a eleição de Flávio em 2026.

Em Bahrein, estiveram com o primeiro-ministro e príncipe herdeiro, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, com o príncipe Sheikh Khalid bin Hamad Al Khalifa, e com o parlamentar Hassan Ibrahim Hassan. De acordo com o senador, os compromissos são voltados “ao diálogo institucional, à cooperação internacional e à troca de experiências em temas estratégicos”.

A aproximação de Flávio Bolsonaro com as articulações internacionais de Eduardo marca uma virada na trajetória política do senador, que não participou das principais comitivas parlamentares lideradas por Eduardo desde 2024 para denunciar a suposta existência de uma “ditadura” no país e pedir por sanções contra o país.

Depois que Jair Bolsonaro (PL) deixou a Presidência, o senador fez apenas três viagens internacionais em missão oficial: foi a um seminário promovido por bolsonaristas na Espanha e a uma conferência na Itália e visitou prisões em El Salvador.

O senador não integrou, por exemplo, a comitiva bolsonarista a Washington que envolveu ao menos 15 parlamentares em abril passado. Entre eles, estiveram os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que agora acompanham os irmãos na viagem ao Oriente Médio.

Eduardo foi denunciado em setembro passado sob a acusação de tentar intervir nos processos do ex-presidente. Em novembro, Moraes determinou o cancelamento do passaporte diplomático dele.

“A articulação internacional é central para a extrema direita e para o bolsonarismo, porque a ascensão da ultradireita é um fenômeno global”, afirma o professor de relações internacionais e coordenador do Observatório da Extrema Direita, David Magalhães.

Ele avalia que o respaldo que Flávio busca com as autoridades estrangeiras pode beneficiá-lo tanto internacionalmente, ao “reduzir o custo político” de posições radicais, quanto nacionalmente, ao construir uma “imagem de pertencimento a um campo político global” para os apoiadores mais ideológicos.

Nesse processo, o professor considera que Eduardo é essencial, em função do “capital político que ele acumulou ao longo dos últimos anos”. “O que se observa agora é uma tentativa de transferir parte desse capital político, dessas conexões e dessa legitimidade internacional para Flávio Bolsonaro, apresentando-o como herdeiro e continuidade dessa articulação internacional já consolidada”, finaliza.

Fonte: notícias ao minuto


Novidade vai permitir o rastreio do dinheiro em múltiplas camadas; entenda

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A partir desta segunda-feira (2), entra em vigor a obrigatoriedade de novas normas do Banco Central para o Pix, com o objetivo de frear a criminalidade financeira. A principal mudança foca no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite o rastreio do dinheiro em múltiplas camadas.

Até então, o bloqueio era ineficaz se o golpista transferisse o valor rapidamente para outras contas; agora, o sistema consegue “perseguir” o montante em diferentes instituições até que ele seja localizado e bloqueado.

Atualmente, a taxa de recuperação de valores em casos de fraude é inferior a 10%, justamente pela velocidade com que os criminosos pulverizam o dinheiro em “contas laranjas”. Com a atualização, os bancos passam a ter ferramentas para alcançar os destinos subsequentes do recurso, aumentando as chances de estorno para a vítima.

Como funciona o fluxo do MED 2.0:

O processo de recuperação segue um rito rigoroso para garantir a segurança tanto da vítima quanto da análise bancária:

1. Notificação Imediata: A vítima deve registrar a contestação no aplicativo do banco no momento em que perceber o golpe.
2. Bloqueio em Camadas: O sistema rastreia o caminho do Pix e bloqueia o valor na conta onde ele estiver estacionado, mesmo que não seja a conta original do golpista.
3. Análise de 7 dias: A conta receptora fica sob investigação por uma semana.
4. Devolução do Recurso: Caso a fraude seja confirmada, o dinheiro é devolvido à conta de origem em até quatro dias úteis.

Apesar do avanço tecnológico, especialistas alertam que a rapidez da comunicação ainda é o fator determinante. Se o valor for convertido em criptoativos ou enviado para plataformas fora do sistema bancário tradicional, a recuperação torna-se quase impossível.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já sinalizou que apoia a medida, mas defende que o próximo passo deve ser o bloqueio de CPFs vinculados a contas fraudulentas para impedir a reincidência de “laranjas”.

Informações Bahia.ba


Retomada do ano legislativo reacende pressão da oposição e amplia disputa política em torno do STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Divulgação/STF
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Divulgação/STF

O Congresso retoma seus trabalhos nesta segunda-feira, 2. O retorno chega marcado por uma pilha de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alexandre de Moraes é o maior alvo das solicitações. Atualmente, a Casa mantém 45 pedidos de impeachment direcionados ao magistrado.

O volume pode crescer em curto prazo. Grupos de oposição preparam um novo requerimento, articulado fora do Senado, que deve ser protocolado nos próximos dias. A estratégia busca ampliar o impacto político, mesmo sem exigência formal de assinaturas mínimas.

Impeachment domina o debate político

Além de Moraes, os textos incluem outros integrantes do STF. Ainda assim, o ministro aparece de forma recorrente como foco central das críticas. Grande parte das representações permanece parada há anos. Os pedidos mais antigos datam de 2021. Nunca avançaram para análise efetiva. Durante esse período, o Senado rejeitou formalmente mais de uma dezena de requerimentos semelhantes.

A insatisfação da oposição ganhou força depois de decisões judiciais relacionadas a investigações de atos antidemocráticos. Parlamentares acusam Moraes de extrapolar funções ao conduzir inquéritos sensíveis, principalmente aqueles que envolvem lideranças políticas nacionais.

A articulação mais recente começou ainda no fim do ano passado. O grupo responsável pretende reunir amplo apoio para reforçar o discurso político, mesmo sabendo que a decisão final depende do comando do Senado.

Entre os pontos citados no novo pedido estão questionamentos sobre a conduta institucional do ministro. Em meio ao caso Master, também surgem referências a contatos com autoridades do sistema financeiro. Moraes confirmou diálogo com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas negou qualquer vínculo com temas ligados a bancos.

No comparativo interno do STF, Moraes lidera com folga o número de pedidos. Luís Roberto Barroso, que se aposentou, aparece em segundo lugar, com cerca de 20 representações. Gilmar Mendes surge na sequência, com pouco mais de uma dezena.

Os números englobam pedidos individuais e ações conjuntas contra mais de um ministro. Apesar da pressão crescente, analistas avaliam que a abertura de um processo de impeachment segue improvável. Ainda assim, o acúmulo de requerimentos mantém o tema vivo e aprofunda o embate entre Congresso e Supremo.

Informações Revista Oeste


Autoridade sanitária britânica aponta casos graves e mortes associadas a medicamentos usados para diabetes e emagrecimento

Reino Unido faz alerta sobre uso de canetas emagrecedoras | Foto: Reprodução/X
Reino Unido faz alerta sobre uso de canetas emagrecedoras | Foto: Reprodução/X

Autoridades de saúde do Reino Unido emitiram um alerta sobre o risco de pancreatite em razão do uso de medicamentos como Mounjaro e Wegovy. O aviso foi direcionado a médicos e pacientes depois do registro de casos graves da doença, alguns deles com desfecho fatal.

Os dois medicamentos pertencem a uma classe usada no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, no controle do peso. Com a ampliação do uso, o sistema britânico de farmacovigilância passou a identificar eventos adversos mais severos, o que levou à atualização das orientações médicas.

Risco de pancreatite entra no radar

O alerta destaca que a pancreatite, embora considerada um efeito adverso raro, pode evoluir rapidamente para quadros graves. Em situações extremas, a inflamação do pâncreas tende a levar à falência de órgãos e à morte.

Dados reunidos ao longo de vários anos indicam centenas de notificações de pancreatite associadas a medicamentos dessa classe. Entre esses registros, há relatos de pancreatite necrosante, forma mais agressiva da doença, que destrói tecidos do órgão.

As autoridades reforçam que a relação direta ainda está em investigação. Mesmo assim, o volume de notificações levou à recomendação de maior cautela no acompanhamento dos pacientes. A agência reguladora orienta profissionais de saúde a monitorar sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas e vômitos. Esses sinais podem indicar inflamação do pâncreas e exigem avaliação médica imediata.

Pacientes em uso de Mounjaro ou Wegovy devem ser informados sobre os riscos e instruídos a procurar atendimento ao primeiro sinal de agravamento. A interrupção do tratamento pode ser necessária caso haja suspeita clínica de pancreatite.

O que dizem os fabricantes

Os fabricantes afirmam que os medicamentos são seguros quando utilizados conforme indicação médica. Segundo as empresas, os benefícios superam os riscos para a maioria dos pacientes, desde que haja prescrição adequada e acompanhamento regular.

Apesar do alerta, o Reino Unido reforça que o risco absoluto permanece baixo. Ainda assim, a recomendação é de vigilância contínua, especialmente diante do crescimento acelerado do uso desses medicamentos para emagrecimento.

Informações Revista Oeste


Adolescente agredido por Pedro Turra está internado em estado de coma

Foto: © Reprodução/Instagram

A Justiça do Distrito Federal decidiu neste sábado (31) manter a prisão do empresário e piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, após audiência de custódia. A decisão foi confirmada pela defesa do acusado.

Turra foi preso nesta sexta-feira (30) pela Polícia Civil por lesão corporal grave. Ele é acusado de agredir um adolescente de 16 anos, durante uma briga ocorrida na semana passada, no bairro de Vicente Pires, na capital federal.

O desentendimento ocorreu por causa de um chiclete arremessado em um amigo da vítima, que está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Águas Claras, onde segue em estado de coma.

Na decisão, a juíza responsável pela audiência também determinou que a corregedoria da Polícia Civil seja comunicada sobre o possível descumprimento dos deveres funcionais pelos policiais que realizaram a prisão do piloto.

Defesa

Em nota enviada à Agência Brasil, o advogado Eder Fior disse que o acusado relatou durante a audiência que está sendo alvo de ameaças de morte e acusou os policiais que efetuaram a prisão de descumprirem o dever legal de proteção.

Além disso, a defesa acusou a polícia de promover a “espetacularização” do caso.

 “A defesa registra estarrecimento diante da espetacularização indevida promovida por delegado e agentes policiais, que, em conduta frontalmente incompatível com o Estado de Direito, teriam desrespeitado decisão judicial expressa que determinava a preservação da imagem do custodiado, expondo-o de forma degradante e potencializando riscos concretos à sua segurança e dignidade”, afirmou o advogado.

Nova prisão 

Turra chegou a ser preso um dia após a agressão, mas pagou fiança de R$ 24 mil e passou a ser responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade.

A nova prisão foi autorizada pela Justiça após a polícia apresentar provas de que o empresário está envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.  Além disso, um homem compareceu à delegacia para informar que também foi agredido pelo piloto em junho do ano passado. 

Após o episódio, Turra também foi desligado da Fórmula Delta, competição de automobilismo na qual atuava como piloto. 

Com informações da Agência Brasil.


Nenhum apostador acertou as seis dezenas

Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil

O prêmio do concurso 2.967 da Mega-Sena acumulou neste sábado (31). Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 01 – 06 – 38 – 47 – 56 – 60. 

A estimativa de prêmio do próximo concurso, que corre dia 3 de fevereiro, é de R$ 130 milhões. 

Setenta e duas apostas ganharam a quinta, cada uma no valor de R$ 59 mil. 

Outras 6.741 apostas levaram a quadra, alcançando R$ 1.039,98 cada.

Com informações da Agência Brasil.


Sumiço de meninas lidera casos de desaparecimento infantojuvenil

Foto: © Instituto do Câncer Infantil/Divulgação

Três em cada dez casos de desaparecimento registrados no Brasil, durante o ano de 2025, envolveram crianças e adolescentes. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), das 84.760 ocorrências gerais, 23.919, ou 28% do total, envolviam vítimas com menos de 18 anos de idade.

O resultado também significa que, em média, as delegacias de polícia de todo o país registraram, diariamente, 66 boletins de ocorrência sobre o sumiço de crianças e adolescentes. Um aumento de 8% em comparação aos 22.092 desaparecimentos notificados às Polícias Civis em 2024. Percentual duas vezes superior aos 4% de aumento dos casos gerais, que saltaram de 81.406 para 84.760 no mesmo período.

Comparado às 27.730 ocorrências de 2019, ano em que a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas entrou em vigor, o total de casos do último ano é quase 14% inferior, mas mantém a curva de crescimento gradual iniciada em 2023 (20.445 denúncias).

Outro fato que chama a atenção é que, enquanto os homens representam 64% do total de pessoas desaparecidas, entre o público infantojuvenil, a maioria (62%) das ocorrências envolve meninas.

Desde 2019, a legislação brasileira reconhece como desaparecido qualquer “ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento, até que sua recuperação e identificação tenham sido confirmadas por vias físicas ou científicas”.

Tipos de desaparecimentos

Para alguns especialistas, seria importante diferenciar as circunstâncias em que o sumiço ocorre, havendo aqueles que propõem haver ao menos três distintas categorias: o desaparecimento voluntário; o involuntário, no qual não há emprego de violência, e o forçado.

“Eu ainda trabalho com outra categoria, não muito usual, que é a do que chamamos de desaparecimento estratégico, para se referir à pessoa que desaparece para sobreviver. Caso de uma mulher que foge de um marido abusivo e de uma criança vítima de maus-tratos”, disse à Agência Brasil, a coordenadora do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (ObDes), da Universidade de Brasília (UnB), Simone Rodrigues, explicando que as causas do problema são “complexas e diversas”.

Dados do Mapa dos Desaparecidos no Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que a maior parte dos desaparecimentos acontecem entre sexta-feira e domingo.

Caso do jovem I.S.B, 10 anos, que deixou a casa do pai, o pintor Leandro Barboza, em Curitiba (PR), no dia 27 de dezembro do ano passado. O garoto foi localizado três dias depois, não muito distante, por um idoso que viu nas redes sociais o alerta de desaparecimento. Ele levou o menino para sua casa e acionou a polícia.

Segundo o pai, o menino disse ter saído para brincar com outras crianças da vizinhança. Entretido, afastou-se de casa, passou o dia todo na rua e, ao ver que já era noite, ficou com receio de apanhar.

“Isso foi o que ele me contou depois, mas a verdade é que a gente nunca sabe o que de fato se passou na cabeça da pessoa, ainda mais de uma criança”, contou Leandro à reportagem da Agência Brasil, revelando que o menino já tinha “dado um susto” semelhante na família pouco tempo antes.

“Desta vez ele disse que chegou a vir até a nossa rua mais de uma vez, mas teve medo de castigo e foi ficando pela rua. A primeira noite ele diz que dormiu sobre um papelão, atrás de um carro, não muito longe de casa. Enquanto eu estava o procurando pelo bairro, batendo de porta em porta; indo à delegacia registrar o desaparecimento”, acrescentou o pintor, lamentando o desencontro.

Ao lembrar dos dias perambulando em busca do filho, Leandro disse “não desejar isso para nenhuma mãe ou pai”.

“É uma agonia que só quem passa dá conta de dizer. Eu pensava o pior: que alguém tinha raptado meu filho; que tinham matado ele; que eu nunca mais ia vê-lo. Na primeira noite, eu tinha chegado do trabalho cansado, no fim da tarde, e fiquei quase a madrugada inteira o procurando. Só parei quando o corpo já não aguentava mais e eu não sabia mais onde procurar”.

Com o menino já seguro, em casa, ouvindo-o conceder esta entrevista, Leandro admitiu temer que o filho volte a lhe dar um novo susto. “Eu alerto sobre os riscos, digo que há crianças que, ao contrário dele, são levadas [sequestradas] e nunca mais são vistas, o aconselho a não dar ouvido às ideias erradas e digo que ele não tem motivos para fazer isso, mas, sabe como é”, explicou o pai. Ele conta que enquanto ele passa o dia trabalhando fora, a esposa (que é madrasta do menino), se desdobra para cuidar dos outros dois filhos do casal – um deles diagnosticado com autismo – e dos afazeres domésticos.

“A gente se desdobra para dar aos filhos aquilo que podemos. Cuidamos deles e procuramos os ensinar o melhor. Aí acontece algo assim e você vê nas redes sociais muita gente te criticando; chamando os pais de irresponsáveis; dizendo que você não cuida, não dá atenção”, queixou-se Leandro, concordando com a máxima popular de que se há muitos para julgar, existem poucos para ajudar.

“Até na delegacia, um policial me disse que eu e minha esposa poderíamos ser responsabilizados pelo sumiço do meu filho. Sendo que eu estava ali fazendo a ocorrência, pedindo ajuda para encontrá-lo depois de um dia inteiro trabalhando e o procurando”, lembrou Leandro, acrescentando que, de forma geral, foi bem atendido na delegacia.

Ele acrescenta que seria importante às famílias que passam pelo desaparecimento de um filho receberem o apoio de um especialista, como um psicólogo, para saber como conversar e orientar pais e filhos. O pintor disse que, por enquanto, o menino o acompanha enquanto ele trabalha.

Com informações da Agência Brasil.