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Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, foi espancado e morreu no Paraná

Foto: © Deivison Andrade de Lima/Facebook

O jovem Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, morreu na última segunda (26), em Ponta Grossa, no Paraná, uma semana depois de ter sido alvo de um linchamento.

Ele foi acusado injustamente do assassinato de Kelly Cristine Ferreira de Quadros, de 42 anos. Kelly foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, com sinais de agressão, e o responsável pelo crime foi preso e confessou o assassinato um dia após a agressão ao rapaz. 

Deivison chegou a ser socorrido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ponta Grossa, mas não resistiu aos ferimentos causados pelo espancamento.

Em entrevista à TVCI, emissora de televisão local, a mãe do jovem, Viviane Andrade, disse que ouviu do próprio filho que ele havia sido confundido com outra pessoa. Ela conta que, na noite do dia 18 de janeiro, recebeu uma ligação da UPA porque seu filho estava lá.

“Quando eu cheguei, o meu filho ainda estava consciente e falou que três homens colocaram ele dentro de um carro e estavam levando ele para o matagal. E, na caminhada, eles falavam que ‘iam fazer com ele exatamente o que ele teria feito com essa moça’”

Um dia depois do linchamento, um homem de 43 anos foi preso em flagrante pelo assassinato e confessou que teria matado a mulher com uma pedrada em função de um desentendimento. Os dois teriam feito uso de drogas.  

Segundo o delegado que investiga o caso, Luis Timossi, o jovem não teve qualquer envolvimento com o homicídio

“Deivison não teve envolvimento com a morte da mulher. Inclusive, no caso da Kelly, um outro suspeito foi preso pela prática deste homicídio e acabou por confessar o crime”, explicou Timossi. 

A polícia abriu um inquérito para investigar a morte de Deivison, mas não confirma se já identificou os supeitos de envolvimento no linchamento, nem quantas pessoas participaram das agressões.  

“Eu espero que a justiça encontre os culpados e que eles paguem na justiça o que eles fizeram para o meu filho. Que isso não fique impune”, pede Viviane.

Com informações da Agência Brasil.


As apresentações destacam o trabalho operacional dos cães policiais

Imagens: Rafael Rodrigues e Ascom PCBA

O Canil da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil da Bahia, está participando da Expo Segurança 2026, realizada no Shopping da Bahia, entre os dias 29 e 31 de janeiro. A exposição tem como objetivo aproximar e informar a sociedade sobre a rotina e o trabalho do Canil em ações policiais.

Os K9s, de nomes Laika e Abutre, das raças labrador e pastor alemão, respectivamente, estiveram no evento e interagiram com as pessoas que prestigiaram a Expo Segurança. Durante o evento, os animais passam por avaliação do treinador responsável, que verifica as condições físicas, o nível de estímulo e a adequação ao ambiente.

O público também recebe orientações sobre o papel do Canil em ações especializadas e sobre a importância do manejo responsável. A aproximação com os visitantes ocorre de forma supervisionada, com protocolos de segurança.

Guilherme Santos / Ascom PCBA


Declaração foi dada no âmbito de inquérito do STF

Foto: © Lula Marques/ Agência Brasil

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, disse à Polícia Federal (PF) que o Banco Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação decretada em novembro do ano passado pela autarquia. 

Aquino foi ouvido pela PF e representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 30 de dezembro de 2025 no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga as fraudes no banco.

O diretor do BC disse que o Master era considerado um banco de médio porte e tinha cerca de R$ 80 bilhões em títulos de crédito. Segundo Aquino, um banco desse porte tem entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres para negociação, montante que demonstra a liquidez de uma instituição financeira. Contudo, o Master tinha somente R$ 4 milhões.

“Para pontuar isso claramente, um banco de R$ 80 bilhões [em ativos] tem liquidez de R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões em títulos livres. O Master, antes da liquidação, tinha R$ 4 milhões em caixa”, afirmou.

O diretor de Fiscalização do BC também citou problemas de liquidez com o Will Bank, outra instituição ligada ao Master e que também foi liquidada

“Estava com muita dificuldade o pagamento. O acompanhamento era por causa de crise de liquidez, se fechava ou não fechava o caixa”, disse.

As investigações sobre as fraudes no Banco Master tramitam no STF e estão sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Em dezembro do ano passado, o ministro decidiu que a investigação deveria ter andamento na Corte, e não na Justiça Federal em Brasília. A medida foi tomada diante da citação de um deputado federal nas investigações. Parlamentares têm foro privilegiado no STF.

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. 

Com informações da Agência Brasil.


Registros de infecção humana, porém, têm se concentrado apenas no sul e no sudeste da Ásia

Aeroporto na Tailândia em alerta contra o vírus Nipah Foto: EFE/EPA/AIRPORTS OF THAILAND

Considerado uma ameaça relevante à saúde pública internacional, o vírus Nipah permanece sob vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao seu alto potencial de letalidade e à ausência de tratamentos específicos. Em casos confirmados, a taxa de mortalidade pode chegar até 75%, colocando o patógeno entre os mais perigosos da atualidade.

Os registros de infecção humana se concentram no sul e no sudeste da Ásia, especialmente em Bangladesh e na Índia, onde surtos continuam sendo relatados de forma recorrente. Apesar de o vírus já ter sido detectado em morcegos em outras regiões da Ásia e também na África, não há confirmação de transmissão humana fora do eixo asiático até o momento.

A preocupação das autoridades sanitárias se intensifica porque o Nipah não possui vacina nem antiviral específico. O atendimento médico limita-se ao suporte intensivo, voltado ao controle de complicações respiratórias e neurológicas, o que aumenta o risco de desfechos graves.

O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, após um surto envolvendo criadores de suínos na Malásia. Desde então, pesquisas apontaram os morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas), principalmente do gênero Pteropus, como hospedeiros naturais do vírus, capazes de transmiti-lo direta ou indiretamente aos seres humanos.

A infecção pode ocorrer por diferentes caminhos. O contato com animais infectados ou com suas secreções é uma das principais formas de transmissão. Também há risco no consumo de alimentos contaminados. Além disso, o vírus pode ser transmitido entre pessoas por meio do contato com fluidos corporais.

Um dos fatores que dificultam o controle da doença é o longo e variável período de incubação, que geralmente vai de quatro a 21 dias, mas pode se estender por até 45 dias em situações raras.

Nos estágios iniciais, os sintomas costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de uma virose comum, com febre, dores no corpo e vômitos. Em parte dos pacientes, porém, o quadro evolui de forma agressiva, levando a insuficiência respiratória e encefalite aguda.

Quando há comprometimento neurológico, surgem sinais como sonolência, tontura, confusão mental e convulsões, podendo ocorrer coma em menos de dois dias. Entre os sobreviventes, cerca de 20% ainda enfrentam sequelas neurológicas permanentes ou recaídas tardias meses após a infecção inicial.

Sem medicamentos específicos disponíveis, a prevenção segue como a estratégia mais eficaz contra o vírus. As recomendações incluem evitar o consumo de suco de tâmara cru, lavar e descascar frutas antes do consumo e descartar alimentos que apresentem marcas de mordidas de animais.

Informações Pleno News


Destaque do dado divulgado pelo Banco Central, nesta sexta-feira, 30, é o aumento das despesas do governo federal sobre as receitas

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Déficit fiscal do Brasil bate recorde em 2025 | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central divulgou, nesta sexta-feira, 30, a evolução do déficit fiscal do Brasil em 2025, que ganhou destaque por causa do aumento das despesas do governo federal sobre as receitas. 

O setor público consolidado, que abrange União, Estados, municípios e empresas estatais, apresentou déficit primário de mais de R$ 55 bilhões no ano. Este número representa 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O resultado negativo de 2025 ficou acima do registrado em 2024, quando o déficit primário foi de R$ 47,5 bilhões, equivalente a 0,4% do PIB. Apesar disso, em dezembro de 2025, o setor público teve superávit de R$ 6,25 bilhões, conforme as Estatísticas Fiscais do Banco Central.

Perda primária e desempenho do governo 

Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília, em alusão à nota sobre o déficit do setor público
Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O conceito de déficit primário refere-se ao saldo negativo entre despesas e receitas do setor público, sem considerar o pagamento dos juros da dívida. O Governo Central teve déficit de R$ 58,7 bilhões em 2025, maior que os R$ 45,3 bilhões do ano anterior. Já o Tesouro Nacional apresentou um déficit de R$ 61,7 bilhões, diferença explicada por metodologias distintas.

O Tesouro atribuiu o aumento do déficit à elevação das despesas obrigatórias, como Previdência Social e BPC. Ainda assim, a arrecadação recorde em 2025 evitou um resultado mais negativo. Houve aumento real de 2,8% na receita líquida, ou R$ 64,3 bilhões, enquanto os gastos cresceram 3,4%, o que equivale a R$ 79,1 bilhões.

Governos estaduais e municipais ajudaram a conter o déficit com superávit de R$ 9,5 bilhões em 2025, acima dos R$ 5,9 bilhões registrados em 2024. Já as empresas estatais, excluindo Petrobras e Eletrobras, tiveram déficit de R$ 5,9 milhões em agosto, mas o valor foi menor que os R$ 8,0 bilhões do ano anterior.

Juros da dívida e impacto no déficit nominal

Os gastos com juros atingiram R$ 1 trilhão em 2025, o maior valor já registrado. Em 2024, o montante foi de R$ 950,4 bilhões. O porcentual desses gastos em relação ao PIB caiu para 7,91% em 2025, ante 8,07% no ano anterior, em razão do crescimento mais acelerado do PIB nominal.

As variações nas despesas com juros costumam ser pequenas, pois são apropriadas mensalmente. O aumento da Selic, atualmente em 15% ao ano, também impactou esses custos. Segundo o BC, operações de swap cambial em 2025 geraram ganhos de R$ 105,9 bilhões, reduzindo a conta de juros, enquanto em 2024 houve perdas de R$ 115,9 bilhões.

Combinando resultado primário e despesas com juros, o déficit nominal das contas públicas subiu para R$ 1,062 trilhão em 2025, frente aos R$ 997,976 bilhões de 2024. Esse dado serve como referência para agências de risco e investidores ao avaliar o endividamento do país.

*Com informações da Agência Brasil


Ex-presidente da República cumpre pena na Papudinha, em Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, em registro de 14/9/2025, quando deixou o Hospital DF Star; neste sábado, 22, ele foi alvo de mais uma decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nesta sexta-feira, 30, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o ex-presidente receber os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS), assim como os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Bruno Bierrenbach Bonetti (PL-RJ).

Bolsonaro cumpre pena de quase 30 anos de prisão na Papudinha, em Brasília. Anteriormente, ele estava na Superintendência da Polícia Federal.

No ano passado, a 1ª Turma da Corte condenou Bolsonaro, em virtude de suposta tentativa de golpe de Estado.

Depois de uma reunião entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ministros do STF, espera-se que o regime seja convertido para domiciliar.

Ontem, Moraes negou a solicitação de visita do presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-RS).

Moraes justificou o ato ao mencionar que Costa Neto está sendo investigado em procedimentos correlatos a Bolsonaro.

Já em relação a Malta, seria em razão de suposta desobediência a ordens do próprio STF.

Michelle chama Nikolas Ferreira de filho “06” de Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante almoço com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto — 12/3/2025 | Foto: Ton Molina/Foroarena/Estadão Conteúdo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante almoço com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto — 12/3/2025 | Foto: Ton Molina/Foroarena/Estadão Conteúdo

No começo desta semana, Michelle chamou Ferreira de “filho 06” de Bolsonaro.

O post da ex-primeira-dama foi publicado depois da Caminhada pela Liberdade, liderada por Ferreira.

“O Brasil acordou, 06 — lembra que o Jair te adotou em Minas Gerais?”, escreveu Michelle no Instagram.

Informações Revista Oeste


O bairro Conceição está ganhando a pavimentação asfáltica em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) das ruas Gameleira e Colina de Goiás, que ligam a rua Calamar à avenida Iguatemi. O início das obras, com recursos próprios da Prefeitura, da ordem de R$ 920 mil, foi autorizado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho na manhã desta sexta-feira (30), durante visita ao local.

Segunda mais extensa rua do bairro Mangabeira e um dos principais corredores do transporte coletivo, a rua Gameleira faz junção com a rua Colina de Goiás, ligando dois importantes bairros da cidade e garantindo também o acesso ao centro da cidade.

Ao acompanhar o início das obras, com o vai-e-vem de máquinas pesadas despejando o asfalto na via pública, diante do olhar de satisfação da comunidade, o prefeito José Ronaldo observou a importância das intervenções. Destacou que as ruas Gameleira e Colina de Goiás ligam outras duas importantes vias, a rua Calamar, principal do bairro Conceição, à avenida Iguatemi, no bairro Mangabeira.

O diretor de Obras da Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA) da Prefeitura, Ianco Pinho, observou que a rua Gameleira possui 1.400 metros de extensão e largura de 8m. Ao todo estão sendo urbanizados 11.200 metros quadrados desta via pública. Já a rua Colina de Goiás possui 320 metros de extensão e 7,5 metros de largura.

A execução das obras está sendo acompanhada atenta pela comunidade. A adolescente Maria Clara Peixoto foi ao local comemorar a conquista e não conteve a emoção ao ouvir do prefeito José Ronaldo o compromisso de que a rua será totalmente pavimentada.

Durante o início das obras também estiveram presentes o secretário de Comunicação, Joilton Freitas, e os vereadores Lulinha da Conceição, José Carneiro e Jorge Oliveira.

*Secom


Nesta sexta-feira, 30 de janeiro, o Hospital Inácia Pinto dos Santos — Hospital da Mulher — celebra 34 anos de serviços prestados à saúde da população de Feira de Santana e região, consolidando-se como uma das principais referências do atendimento materno-infantil e especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia.

Para marcar a data, a Fundação Hospitalar de Feira de Santana, autarquia municipal que administra a unidade, promove um almoço comemorativo em homenagem aos funcionários e colaboradores, em um momento de celebração e reconhecimento. A cerimônia contará ainda com a presença de profissionais hoje aposentados, que ao longo dessas mais de três décadas dedicaram sua trajetória ao fortalecimento do Hospital da Mulher.

De acordo com a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, o aniversário de 34 anos representa um marco importante dos avanços conquistados na saúde pública do município.

“O Hospital da Mulher é um equipamento que vem contribuindo de forma decisiva para a promoção da saúde e do bem-estar da família. Somente em 2025, de janeiro a dezembro, foram realizados 50.660 atendimentos de urgência. Além disso, investimos na reestruturação da emergência e na ampliação do centro obstétrico, alcançando um marco histórico com mais de 7 mil partos realizados, consolidando o Hospital da Mulher como um importante equipamento de saúde da Bahia, com atendimento aos usuários do SUS”, destacou Gilberte Lucas.

A gestora também ressaltou a descentralização da assistência à saúde da mulher, estratégia que tem contribuído para reduzir o fluxo de atendimentos na unidade e fortalecer o protagonismo feminino no momento do nascimento, por meio de serviços como a Casa de Parto Natural.

Números que reforçam a importância do Hospital da Mulher

Entre os principais destaques de 2025 está a Casa de Parto Natural, que realizou 1.124 atendimentos e 198 partos naturais, fortalecendo o modelo de atenção humanizada ao parto.

O Ambulatório de Pediatria também apresentou resultados expressivos, com 63.389 atendimentos pediátricos, sendo 15.042 consultas pediátricas gerais e 3.421 sessões de fisioterapia, voltadas à reabilitação e ao desenvolvimento motor das crianças.

No Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), foram realizados 684.987 exames, reforçando o papel fundamental do diagnóstico rápido e preciso no cuidado com a saúde da população.

Os Centros Municipais de Diagnóstico e Prevenção ao Câncer também registraram avanços significativos, comprovando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce:

CMDI I, na Avenida Maria Quitéria: 56.156 atendimentos
CMDI II, no bairro Baraúnas: 86.336 atendimentos
CMPC – Centro Municipal de Prevenção ao Câncer: 65.332 procedimentos, entre consultas e exames
Os atendimentos especializados — como cardiologia, urologia, mastologia, infectologia, ginecologia, pediatria, entre outras especialidades — beneficiaram cerca de 200 mil pessoas, ampliando o acesso a serviços essenciais de média complexidade.

Pioneirismo e serviços gratuitos

Além do atendimento materno-infantil, o Hospital da Mulher é pioneiro no Programa de Planejamento Familiar e no acompanhamento de gestantes de alto risco, oferecendo de forma gratuita serviços laboratoriais e atendimentos especializados à população, reafirmando seu compromisso com a saúde pública e a equidade no acesso aos cuidados.

O Hospital Inácia Pinto dos Santos — Hospital da Mulher — está localizado na Rua da Barra, nº 705, bairro Jardim Cruzeiro.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (75) 3602-7100 ou (75) 3602-7124.

*Secom


O pastor Silas Malafaia apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua defesa prévia no processo em que é acusado pelos crimes de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A manifestação foi protocolada após notificação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

No documento, a defesa pede a rejeição da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou, alternativamente, o reconhecimento da incompetência do STF para julgar o processo, com o envio do caso à primeira instância.

A denúncia teve origem em discurso feito por Malafaia durante uma manifestação realizada em 6 de abril de 2025, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, o pastor criticou integrantes do Alto Comando do Exército após a prisão do general Walter Braga Netto, utilizando expressões como “frouxos”, “covardes” e “omissos”.

– Cadê esses generais de quatro estrelas do alto comando do Exército? Cambada de frouxos. Cambada de covardes. Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, é para marcar posição – afirmou Malafaia no ato.

Na defesa apresentada ao Supremo, o pastor sustenta que não citou nominalmente o general Tomás Paiva nem qualquer outro oficial específico, o que afastaria, segundo os advogados, a configuração dos crimes contra a honra. O documento afirma que as declarações foram genéricas e proferidas no exercício do direito de crítica e da liberdade de expressão.

Os advogados também argumentam que o comandante do Exército não possui foro por prerrogativa de função no STF e que não há previsão constitucional para que uma pessoa sem cargo público seja processada originariamente na Corte apenas por ter como suposta vítima uma autoridade militar.

Outro ponto da manifestação é a contestação da tese da PGR de que haveria conexão entre o caso e os inquéritos das fake news e das milícias digitais, ambos relatados por Moraes. Segundo a defesa, não é possível atrair a competência do Supremo com base apenas na existência de inquéritos, sem vínculo direto entre os fatos investigados.

Malafaia também afirma que não houve imputação de crime militar ao comandante do Exército, rebatendo a acusação de calúnia. De acordo com a defesa, as falas não atribuíram condutas típicas como prevaricação ou cobardia (infração especificamente militar), previstas no Código Penal Militar, mas expressaram opinião pessoal sobre a postura de oficiais os quais ele não citou nominalmente.

No Código Penal Militar, o crime de prevaricação ocorre quando o agente deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício ou o realiza contra a lei para satisfazer interesse pessoal. Já o crime de cobardia é caracterizado quando o militar, por temor, se omite no cumprimento do dever diante de situação que exige atuação funcional.

Para a PGR, ao classificar integrantes do Alto Comando como “covardes” e “omissos” em razão da prisão de um general, Malafaia teria atribuído, ainda que de forma indireta, condutas que poderiam ser interpretadas como crimes previstos na legislação castrense.

No documento, o pastor apresenta ainda retratação formal, afirmando que não teve intenção de ofender a honra do general Tomás Paiva nem de imputar a ele qualquer prática criminosa, o que, segundo a legislação, pode afastar eventual punição antes da sentença.

*Pleno.News
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE; Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia Oficial


Formulário de resposta está disponível na Plataforma Sucupira

Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Censo da Pós-Graduação stricto sensu referente ao ano de 2025 está aberto até 26 de fevereiro. É a primeira vez que ocorre a coleta de dados estatísticos sobre os programas de pós-graduação (mestrado / doutorado) no Brasil.

Realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mapeamento tem o objetivo de orientar políticas públicas voltadas à melhoria da pós-graduação no país, correspondentes à sua realidade.

O preenchimento dos dados é individual e obrigatório. Os participantes devem realizar por meio da Plataforma Sucupira. Devem preencher o formulário eletrônico: 

• pós-graduandos matriculados (curso de mestrado e doutorado);
• professores (permanentes e colaboradores);
• pesquisadores em estágio pós-doutoral que não atuam como docentes; e
• coordenadores de programas de Pós-Graduação (PPGs), em exercício.

A Capes explica que os questionários são adequados a cada perfil de entrevistado, composto por perguntas de múltipla escolha com definições e orientações para garantir a correta interpretação.

Os pró-reitores e coordenadores de PPGs devem acompanhar e garantir a adesão dos integrantes de seu programa dentro do prazo.

Veja o tutorial de preenchimento.

A divulgação dos resultados está prevista para 16 de novembro de 2026.

Entrevista

A  Agência Brasil entrevistou a presidente da Capes e professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, sobre a iniciativa inédita, que será feita anualmente

Agência Brasil: em 2025, a pós-graduação brasileira completou 60 anos de institucionalização. Passadas seis décadas, o primeiro censo da pós-graduação chega para o governo brasileiro saber os detalhes do que ocorre com essa importante etapa do ensino no país?
Denise Pires de Carvalho: toda forma de censo é muito relevante para a definição de políticas públicas. A pós-graduação leva luz, conhecimento e desenvolvimento para os diferentes territórios do país. Mas quem são os pós-graduandos? Quem são os docentes? Quem está trabalhando nesse ambiente tão importante para o desenvolvimento de uma nação? Infelizmente, não temos esses dados e os detalhes, por exemplo quantas mulheres, homens, quantos pardos, indígenas, brancos, nas diferentes regiões do país, quantas pessoas em vulnerabilidade socioeconômica?

Agência Brasil: este levantamento tem caráter declaratório, por meio da coleta descentralizada de dados. O censo traz questões adaptadas ao perfil de cada um dos públicos que deve respondê-lo e às suas atividades acadêmicas. Dessa forma, a senhora acredita que as estatísticas produzidas serão mais confiáveis e detalhadas?
Denise Pires de Carvalho: quando os docentes respondem é bem diferente das respostas dos estudantes. Na verdade, temos formas de acessar o perfil dos docentes. Porque a maior parte deles é servidor público das nossas universidades. No caso dos pós-graduandos, temos mais dúvidas e precisamos coletar muito mais detalhes.

Agência Brasil: e sobre metodologia da pesquisa?
Denise Pires de Carvalho: o importante mesmo é que, nas novas fichas de avaliação dos programas de pós-graduação, a Capes se distancia dessa análise mais quantitativa, que foi da era da cientometria [que mede o progresso científico] e passa a fazer uma análise quali-quantitativa. Nós não abandonamos o quantitativo, mas introduzimos os chamados casos de impacto. Então, independentemente do número de artigos produzidos, queremos saber qual é a qualidade desses artigos, o quanto eles impactaram e mudaram políticas públicas, no caso de uma área do conhecimento, ou mudaram um tratamento, no caso de outra área do conhecimento, ou deram origem a um processo ou produto. Com isso, fundamentalmente, a Capes passa a avaliar os cursos também do ponto de vista da interação com a sociedade.

Agência Brasil: o questionário deste primeiro censo nacional incorpora perguntas sobre parentalidade. Esse eixo no censo ajuda a mapear como a parentalidade impacta na progressão nos cursos, a permanência acadêmica e a trajetória de alunos e docentes dentro dos programas?
Denise Pires de Carvalho: a parentalidade é um exemplo excelente de política pública que leva à igualdade. E, para isso. a gente precisa de políticas de equidade. É muito mais difícil para alguém que passa pela maternidade ou paternidade, dependendo da situação, no primeiro, no segundo ano [do curso], produzir conhecimento igual a alguém que não tem uma criança pequena para cuidar.

Agência Brasil: a partir da identificação das desigualdades – que poderiam ser invisíveis por falta de dados ou historicamente eram tratadas como assunto individual, o que o governo federal pode fazer?
Denise Pires de Carvalho: um exemplo: para um docente ser credenciado para orientar na pós-graduação, precisa produzir conhecimento em sua área de atuação. A parentalidade já está incluída nas fichas de avaliação [do censo]. Com isso, a gente pretende que os programas, em vez de avaliarem esse professor em determinado intervalo de tempo, tenham um tempo maior a ser analisado porque está passando por um período de cuidado de outra pessoa. Essa questão fundamental nos humaniza. Então, tentamos ajustar o tempo de avaliação desse docente. Já para o estudante que ganha uma bolsa, agora é lei: a Capes deve prorrogar o período da bolsa, quando solicitado. Quando ingressei no doutorado, eu era coordenadora de curso e fui mãe. Ainda assim, tive que atender a todos os requisitos, como se eu não tivesse uma criança para cuidar.  Por mais ajuda que a mãe tenha, a criança depende muito dela, principalmente, nesses primeiros anos. Nos meses de aleitamento, temos a licença, mas aquele período de licença contava para minha produção intelectual. Agora, não conta mais.

Agência Brasil: esse olhar do poder público pode aumentar o número de mulheres no ambiente acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: é um estímulo maior. Muitas mulheres sequer ingressam no ambiente da orientação porque estão cuidando dos filhos. Em dados gerais, sabemos que as mulheres são maioria entre mestres e doutores desde 1997. E elas são a maioria de doutores há mais de 20 anos, desde 2005. Mas quando olhamos o corpo docente da pós-graduação, esse é majoritariamente masculino. O que é alarmante. Obviamente, há impedimentos, seja por viés implícito – quando escolhem um homem e não uma mulher – seja por falta de igualdade de condições ou ainda porque as mulheres sequer se candidatam para concorrer nos concursos. Há um crivo, às vezes, é prévio. Entendo que não há nenhum motivo para uma maioria masculina, quando as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação. E isso não se reflete na maioria do corpo docente. O que tem impedido as mulheres de seguirem? Com certeza, a maternidade é um dos fatores.

Agência Brasil: sobre as diferenças regionais, o censo pode ajudar a identificar onde estão os lugares com maiores carências na pós graduação do país?
Denise Pires de Carvalho: sem dúvida nenhuma. Uma pergunta é: o percentual de bolsas de pós-graduação deve ser igual entre as diferentes regiões? O percentual deve ser igual entre as diferentes áreas do conhecimento? Sair desse eixo sul, sudeste sobretudo, né? Muito importante a nova diretoria de informação científica que vai analisar os dados do censo, junto com o Plano Nacional de Pós-Graduação, com a agenda, e definir os caminhos para o desenvolvimento do país, para que a gente possa reduzir definitivamente a desigualdade social.

Agência Brasil: o que se sabe sobre a inclusão de estudantes pretos, pardos, indígenas e quilombolas e de pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação stricto sensu, prevista na revisão da Lei de Cotas (nº 14.723/2023)? Denise Pires de Carvalho: é importante dizer que no término da graduação ainda há diferenças, infelizmente, porque elas vêm de base. Para uma reparação histórica dessas diferenças, é necessário que haja cota também no ambiente da pós-graduação.Mas é um processo. O que nós fizemos [na revisão da Lei de Cotas] foi incluir a pós-graduação e deixar que cada programa de pós-graduação decida. Pois, a pós-graduação é muito diversa. Então, a inclusão não pode ser obrigatória. Todas essas questões precisam ser discutidas e implementadas no bojo da autonomia das universidades. No processo de avaliação, aqueles programas que tiverem políticas afirmativas terão uma avaliação melhor. Então, é muito importante que a Capes saiba se esse programa com uma política de ação afirmativa, efetivamente, está incluindo os estudantes. Nós saberemos sobre isso por meio do censo. Porque uma coisa é ter a política afirmativa na norma, outra é a política ser efetivada. Quem vai dizer o que ocorre é o estudante. O censo é autodeclaratório.

Agência Brasil: sabemos que as cotas na graduação receberam muitas críticas no passado. E as cotas na pós-graduação recebem também?
Denise Pires de Carvalho: para chegar na cota da pós-graduação, a gente precisa de várias ações que antecedem o ingresso nessa etapa. Para muitos, o estudante preto e pardo que ingressou na graduação já teria se igualado ao branco, o que não é verdade, por conta do racismo estrutural e das condições socioeconômicas do país. Explico que a nota de corte para um curso da graduação é determinada pelo ensino básico. Em uma escola de elite, sabemos que é, ainda, diferente do ensino público básico. Eu espero que o ensino público básico tenha a mesma qualidade das universidades públicas, que são as melhores do país. Na verdade, isso sim é igualar. Mas, como igualar o que há em casa? Há o ambiente familiar e de estudos, além de outros determinantes sociais que fazem com que uma parcela da população tenha mais dificuldades de acesso à educação superior. Eu acompanhei a implantação da Lei de Cotas (nº 12.711/2012) e vi os cursos superiores em instituições públicas continuarem de excelência. À época, diziam que o ingresso de estudantes pretos e pardos pela lei diminuiria a qualidade. O que não ocorreu. Hoje, quando olhamos para a pós-graduação, temos estudantes que vêm dos laboratórios, das bancadas, desde a graduação. É natural que um estudante ingresse em um programa de iniciação científica, independentemente da sua cor. Mas nós tínhamos uma maioria de brancos nos programas de iniciação científica. Hoje, vejo negros, pretos recebendo premiações de iniciação científica. Isso demonstra que a política pública está no caminho certo. É uma política inclusiva que está não apenas incluindo, mas dando acesso e permanência, por meio da concessão de bolsas e de oportunidades.

Agência Brasil: como o censo pode ajudar a Capes a prevenir a evasão de pós-graduandos causada, sobretudo, por questões de saúde mental. Eles são impactados pelas atividades acadêmicas e prazos?
Denise Pires de Carvalho: o aprender é sair da sua zona de conforto e ter que adquirir conhecimento. A questão da saúde mental é multifatorial e há um percentual da população, seja no nível da educação básica ou da educação superior, que terá questões de saúde mental, independentemente de estar nesse ambiente estressante. Nesse contexto, o indivíduo gradua, pega o diploma, alguns seguem os estudos, outros param e se questionam: ‘Sou capaz de exercer essa profissão? Para onde vou?’. Todo esse conjunto gera um estresse natural no indivíduo, o que, muitas vezes, faz com que ele adoeça. Quem ingressa no mestrado, no doutorado, já tem algum tipo de estresse, o que pode deflagrar questões de saúde mental mais ou menos graves. São gatilhos, reconheço. Porém, a pós-graduação é o ambiente da educação com o menor nível de evasão. Não chega perto do abandono da graduação, que é de mais 40% e até mais de 50% em alguns cursos, mesmo considerando as instituições públicas, onde não há pagamento de anuidade ou mensalidade. Então, sabemos que a pós-graduação é ambiente estressante. Porém, não é mais do que outros. Na pós-graduação, há uma história de sucesso, porque há menos de 10% de evasão no doutorado ou no mestrado. Na verdade, dependendo do dado e como se analisa, é em torno de 4% a 5%. Até esse percentual de 5% é esperado. Porque a evasão pode ser daquele estudante que mudou a trajetória por não querer mais o curso ou que não se adaptou àquele ambiente estressante. Sabemos que as questões de saúde mental são um motivo de evasão. Então, devemos melhorar o ambiente da pós-graduação para que seja menos estressante. Só não podemos fazer isso em detrimento da qualidade dos cursos.

Agência Brasil: há ainda os fatores socioeconômicos no país, pelo fato de as pessoas precisarem trabalhar para o próprio sustento ou de sua família? Por isso, como avalia a importância das bolsas de estudo?
Denise Pires de Carvalho: na verdade, a bolsa de estudo sustenta o indivíduo na pós-graduação. Porque ele não teria como continuar na pós-graduação se tivesse que trabalhar. Nós estamos financiando um profissional que vai fazer a diferença para o Brasil. O maior estresse é essa questão da falta da bolsa. Por isso, o governo federal atual trabalha para ampliar as vagas na pós-graduação e o número de bolsas. Porque estamos longe de ter 100% de bolsistas na pós-graduação. Não! É minoria em termos percentuais, com bolsas da Capes. É importante que o país saiba disso, porque muitos acham que todos os mestrandos e doutorandos têm bolsas.

Agência Brasil: por que uma nação precisa de doutores?
Denise Pires de Carvalho: um país que tem um número maior de mestres e de doutores é mais desenvolvido. O Brasil passa por muitas fases para chegar ao desenvolvimento. Nesses 60 anos, conseguimos construir o sistema nacional de pós-graduação consolidado e forte. Para isso, as nossas universidades precisaram ampliar o número de professores doutores. Então, grande parte dos doutores formados na pós-graduação é, hoje, docente na pós-graduação. O que quer dizer que os doutores que formamos antes, atualmente, formam doutores. O Brasil precisa de doutores. Nas últimas duas décadas, as presidências anteriores da Capes implantaram um estágio obrigatório na docência para bolsistas da instituição. E um indivíduo que está no ambiente da pós-graduação, que entra em uma sala de aula, vai ministrar um curso sob supervisão. Se tem aptidão, esse indivíduo acaba ficando naquele ambiente. Isso dá retorno. E esse estágio obrigatório fez com que nós tenhamos hoje algumas universidades federais com 100% de professores doutores. A Federal do ABC [UFABC/Santo André, SP] não tem nenhum professor que não seja doutor. A maior parte das universidades federais tem acima de 80% a 85% de doutores no seu corpo docente. As federais são as melhores universidades do país e têm os melhores cursos porque têm professores qualificados. Os melhores cursos estão onde há o corpo docente mais qualificado. É assim em todo lugar do mundo. Não seria diferente no Brasil.

Agência Brasil: é importante dar continuidade a esse movimento de formação de doutores para o ambiente acadêmico ou é hora de focar na formação de doutores para o setor produtivo não acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: um professor vocacionado para docência e para produção de conhecimento no ambiente acadêmico continuará sendo necessário, porque o corpo docente da pós-graduação envelheceu. Então, precisamos renovar esse professorado. Só que não pode ser mais exclusivamente, porque nenhum país do mundo se desenvolveu também sem a interação universidade e empresa, sem o chamado ambiente da inovação que acontece no ambiente empresarial.

Agência Brasil: as universidades brasileiras estão direcionadas a formar mais doutores para interagir com o setor produtivo não acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: sim. Nós precisamos desenvolvê-lo e é o que o governo [federal] tem feito, com o plano Nova Indústria Brasil. No ano passado, a Capes permitiu que o estágio obrigatório seja prestado em qualquer ambiente, inclusive o empresarial. Estamos em nova fase do país, na qual os doutores, durante o doutoramento, podem se aproximar das empresas e da sociedade civil organizada. A Capes abriu os programas de pós-graduação para todo tipo de interação, em áreas vinculadas ao conhecimento. A determinação é do orientador do curso e do pós-graduando.

Agência Brasil: com isso, a Capes passa a avaliar os cursos do ponto de vista da interação com a sociedade?
Denise Pires de Carvalho: nas fichas de avaliação, olhamos quais são os impactos regionais, locais, nacionais e até internacionais dessa virada de página do simples estágio na docência. Porque, agora, o estágio pode ser feito na sociedade civil organizada, incluindo empresas. Temos o estágio obrigatório do bolsista da Capes associado à inovação, que é o Programa DAI [de Doutorado Acadêmico para Inovação] do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Temos um acordo de cooperação técnica com a Embrapii [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial]. Estamos desenhando o primeiro acordo de cooperação técnica com a Finep [(Financiadora de Estudos e Projetos]. Veja que a Capes se aproxima do setor produtivo não acadêmico por meio de várias ações.

Agência Brasil: considerando que o censo da Capes para os Programas de Pós-Graduação possui um universo de 504 mil participantes e está aberto há dois meses, quais estratégias devem ser adotadas para garantir o engajamento total das universidades até o prazo final de 26 de fevereiro, assegurando assim a representatividade dos dados?
Denise Pires de Carvalho: neste momento, nós já temos quase 70% do público contribuinte para o censo. Sendo que mais de 150 Programas de Pós-Graduação já tem 100% dos formulários preenchidos. Muitos outros cursos têm 98%.
Nós queremos terminar o censo o mais rápido possível para que possamos analisar os dados e para que a sociedade brasileira conheça o retrato da pós-graduação.

Fonte: Agência Brasil