
O uso do crédito rotativo do cartão, considerado o mais caro do mercado, disparou após a pandemia de Covid-19 e se aproximou de R$ 400 bilhões em 2025, segundo o Banco Central do Brasil. A modalidade é apontada como um dos principais fatores do alto endividamento no país.
Atualmente, cerca de 101 milhões de brasileiros utilizam cartão de crédito, e aproximadamente 40 milhões estavam com dívidas no rotativo em janeiro. A inadimplência é elevada: 63,5% dos valores não foram pagos, enquanto os juros chegaram a 436% ao ano em fevereiro, muito acima de outras linhas de crédito.
O rotativo é acionado quando o consumidor não paga o valor total da fatura. Especialistas recomendam evitar essa modalidade e quitar o valor integral sempre que possível. Em 2024, governo e Congresso limitaram a dívida: o total a pagar não pode ultrapassar o dobro do valor original.
Após o fim do Auxílio Emergencial e com a alta da inflação, o uso do rotativo cresceu significativamente. O governo busca alternativas para reduzir o endividamento e ampliar o acesso a crédito mais barato, como o consignado para trabalhadores do setor privado, enquanto discute novas medidas para tornar o sistema mais sustentável.
Informações Metro1

Documentos do Imposto de Renda do Banco Master enviados à CPI do Crime Organizado, no Senado, registram pagamentos feitos pela instituição a empresas e escritórios ligados a ex-ministros, dirigentes partidários e até ao ex-presidente Michel Temer (MDB). Segundo os dados, os repasses somam R$ 65 milhões entre 2023 e 2025.
Entre os beneficiários está o escritório de Temer, que aparece com R$ 10 milhões recebidos no período. Em nota, o ex-presidente confirmou que seu escritório prestou serviços ao Banco Master, mas afirmou que o valor do contrato foi menor, de R$ 7,5 milhões, que teriam sido pagos por uma “atividade jurídica de mediação”.
As empresas dos ex-ministros da Fazenda Henrique Meirelles e Guido Mantega também aparecem nos registros. A empresa de Meirelles recebeu R$ 18,5 milhões, enquanto a de Mantega recebeu R$ 14 milhões. Mantega informou que prestou consultoria econômica e financeira ao Banco Master em 2024 e durante parte de 2025.
– Quando firmei o contrato não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade eventualmente cometida por essa instituição financeira – afirmou.
Meirelles igualmente confirmou a relação comercial.
– Mantive um contrato de serviços de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro com o Banco Master, em caráter opinativo, entre março de 2024 e julho de 2025 – disse.
Os documentos também apontam o pagamento de R$ 5,4 milhões a uma empresa de consultoria ligada ao ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). Em nota, ele afirmou que os serviços prestados foram lícitos e que nenhum dos sócios da empresa ocupava cargo público na época do contrato. Ele não comentou os valores.
– Imperativo relembrar que foi apresentada petição à PGR e ao STF na qual a A&M [empresa de ACM] se coloca à disposição para prestar eventuais esclarecimentos e detalhes dos serviços prestados, assim como requereu que se apurasse o vazamento de dados fiscais sigilosos – informou.
Outro pagamento identificado foi de R$ 6,1 milhões a um escritório utilizado por familiares do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. A equipe de Lewandowski afirmou que, após deixar o STF em abril de 2023, ele voltou a atuar na advocacia e prestou consultoria jurídica ao Banco Master.
Também há registro de R$ 6,4 milhões pagos ao escritório de Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. A defesa de Rueda declarou que não confirma informações baseadas em dados fiscais “supostamente vazados”, mas afirmou que todos os serviços prestados foram legais. Segundo a nota, os trabalhos incluíram pareceres, reuniões, audiências, manifestações em processos e acordos judiciais.
– Os serviços jurídicos prestados ao conglomerado Master tiveram caráter estritamente técnico, com atuação relevante e devidamente documentada – afirmou.
Informações Pleno News

A Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) abriu, nesta quarta-feira (08), as inscrições para o Exame de Seleção de candidatos ao Programa de Estágio de Pós-Graduação, conforme o Edital nº 001/2026. O processo seletivo será conduzido pelo Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE) e visa preencher as vagas existentes, além de formar cadastro de reserva para atuação em diversas áreas estratégicas da instituição.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site do IBADE (www.ibade.org.br), com acesso também disponível no portal institucional da PGE-BA (ba.gov.br/pge). Todo o acompanhamento do processo seletivo, incluindo edital, resultados, comunicados e eventuais atualizações, será feito pelos mesmos canais oficiais.
O exame será composto por duas etapas: prova objetiva e prova de redação, ambas de caráter eliminatório e classificatório. As avaliações serão aplicadas em Salvador e em cidades do interior do estado, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Barreiras, Teixeira de Freitas e Ilhéus.
Podem participar candidatos com diploma de nível superior e que estejam regularmente matriculados em curso de pós-graduação reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A duração do estágio será de até um ano, podendo ser prorrogada por igual período, conforme interesse da Administração.
Os estagiários selecionados receberão bolsa mensal no valor de R$ 1.300,00, além de oportunidade de atuação prática em áreas estratégicas da Administração Pública.
O edital também prevê políticas de inclusão e reserva de vagas, com percentuais destinados a candidatos hipossuficientes, pessoas com deficiência, negros e indígenas, reforçando o compromisso com a diversidade e a equidade no acesso às oportunidades.
Entre as áreas contempladas estão Direito, Gestão Pública com ênfase em Gestão Jurídica (incluindo Administração, Ciências Contábeis, Economia), Comunicação Social e Tecnologia da Informação, ampliando o alcance do programa e fortalecendo a atuação multidisciplinar da PGE-BA.
Com validade de dois anos, podendo ser prorrogado, o processo seletivo permitirá à Procuradoria formar um banco de talentos qualificados para contribuir com suas atividades institucionais, alinhadas à defesa do interesse público e ao fortalecimento da gestão estadual.
Com informações da assessoria de Comunicação.

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Norte) e da 6ª Promotoria de Justiça de Juazeiro, deflagrou nesta quarta-feira, dia 9, a quarta fase da ‘Operação Premium Mandatum’, quando foram cumpridos seis mandados de prisão temporária nos Municípios de Juazeiro, na Bahia, e em Petrolina, no estado de Pernambuco. Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Juazeiro e Petrolina. Além disso, está sendo cumprido um mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão no Rio de Janeiro.
De acordo com promotores de Justiça do Gaeco Norte, o grupo está sendo investigado por tráfico de drogas e lavagem de capitais, com atuação nos municípios de Juazeiro, na Bahia, e em Petrolina, no estado de Pernambuco. As investigações apontam ainda que a organização possuía estrutura hierarquizada, com divisão de funções entre núcleos. Um grupo de comando, composto por lideranças custodiadas em unidades prisionais, era responsável por determinar as ações criminosas, que eram executadas por um núcleo operacional. Já o núcleo financeiro atuava na ocultação e movimentação de recursos ilícitos, garantindo a manutenção das atividades.
Durante as diligências também foram apreendidos seis aparelhos celulares, uma balança de precisão e R$ 14.781,00 em espécie. O material será analisado para subsidiar o aprofundamento das investigações.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro. A operação contou com o apoio de forças de segurança da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, incluindo unidades do Gaeco, da Polícia Militar e da Polícia Penal da Bahia.
Nas fases anteriores da Operação Premium Mandatum, o MPBA ofereceu denúncia contra 48 pessoas e obteve o bloqueio judicial de R$ 44 milhões, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão contra 84 investigados.

O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro André Mendonça, barrou o envio de informações sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, à CPI do Crime Organizado. A solicitação envolvia também dados de investigações da Polícia Federal sobre fraudes no Banco Master, instituição associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Em resposta formal encaminhada ao senador Fabiano Contarato (PT), presidente da CPI, Mendonça explicou que os dados requisitados permanecem sob sigilo, pois as diligências policiais ligadas aos dois casos seguem em andamento. O ministro destacou que o compartilhamento das informações dependerá da conclusão das investigações conduzidas pela PF.
“Nada obstante a superlativa relevância que possui a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar e investigar a estrutura, o funcionamento e a expansão de organizações criminosas em território nacional, considerando que os pedidos contidos nos Requerimentos nº 211 e nº 237, de 2026, aprovados no âmbito do colegiado legislativo investigativo, buscam o compartilhamento de dados e elementos informativos colhidos nos processos judiciais em trâmite neste Supremo Tribunal Federal, sob minha relatoria, atinentes à Operação Compliance Zero, e, de modo mais específico, quanto às investigações promovidas sobre o Banco Master S.A., e o óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão”, afirmou André Mendonça.
O magistrado acrescentou que, “em relação a ambos os fatos remanescem diligências instrutórias pendentes, estando ainda em curso as respectivas investigações, resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos, sem prejuízo de que, em momento ulterior, com o exaurimento das medidas instrutórias ainda em andamento, seja possível promover a reanálise da solicitação de Suas Excelências”.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado Sicário, havia sido preso pela Polícia Federal no início de março. Ele tentou tirar a própria vida enquanto estava custodiado na Superintendência da PF em Minas Gerais e veio a falecer dois dias depois do ocorrido.
As investigações apontam Sicário como membro da chamada “A Turma”, de Daniel Vorcaro, grupo que seria responsável por ameaças e intimidações contra opositores do banqueiro, segundo apuração policial.
Informações Revista Oeste

Ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador da Bahia, Zé Cocá Crédito: Divulgação
Anunciado como pré-candidato na chapa liderada por ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia em março, Zé Cocá (PP) não quer ser um vice decorativo. Para isso, possui um objetivo claro: aproximar ainda mais o interior durante a campanha eleitoral e garantir que todas as regiões sejam priorizadas se for eleito. Em entrevista ao CORREIO, o ex-prefeito de Jequié abriu o jogo sobre o rompimento com o grupo governista, criticou a falta de planejamento de Jerônimo Rodrigues (PT) e disse acreditar que a eleição será definida em primeiro turno.
Zé Cocá foi prefeito de Lafaiete Coutinho, cidade baiana de 4 mil habitantes, em 2008, tendo sido reeleito quatro anos depois. Se elegeu deputado estadual e permaneceu no cargo até 2020, quando venceu a eleição para a prefeitura de Jequié. Em 2024, foi reeleito com 92% dos votos válidos. A trajetória política consolidada aliada à presença no interior foram alguns dos fatores determinantes para compor a chapa oposicionista.
O ex-prefeito de Jequié se afastou da base governista após constatar a quebra de promessas feitas durante a última campanha. Ainda entrevista, ele defende o combate rápido e eficaz ao crime organizado.
Em declarações passadas, o senhor afirmou que decidiu aderir à oposição após o descumprimento de promessas do grupo governista. Em que medida isso pesou para o seu ingresso na chapa de oposição ao PT?
A gestão pública é muito dinâmica. O governador fez vários compromissos com a nossa região e não vemos essas coisas acontecendo. Não tem como construir uma aliança quando isso acontece. Quando eu falei com Neto vi, além da determinação, uma pessoa altamente focada e planejada. E não se faz gestão pública sem planejamento. O que vemos no governo de Jerônimo é uma total falta de planejamento, uma desorganização, e quem perde é a população que está na ponta.
O interior do estado tem sido priorizado na atual gestão?
Creio que não. As ações no interior foram muito pequenas. Qual foi a grande obra estruturante de Jerônimo Rodrigues nesses quatro anos? Você não vê uma. Só vê pequenas obras em poucos lugares, muitas que já eram da gestão passada e não do governo dele. Então, o governador ganhou a eleição por conta do interior, perdeu nas grandes cidades e ganhou nas pequenas, mas não há planejamento para melhorar a vida das pessoas.
Recentemente, o senhor criticou o atraso das obras da ponte Salvador-Itaparica. Na sua visão, há relação com a falta de planejamento?
Para mim, quem fica com a maior responsabilidade é Jerônimo. Há quatro anos atrás, ele disse que ele e Lula iriam trazer a ponte, caso Lula ganhasse. Ele se escondeu atrás da chapa majoritária nacional, dizendo que se Lula ganhasse, a Bahia iria mudar. Mas eu me pergunto, o que mudou na Bahia nos últimos quatro anos? A ponte não saiu, a ferrovia Oeste-Leste também não. Não vemos obras estruturantes que melhorem a vida das pessoas sendo feitas em parceria com o governo federal.
Qual deve ser o impacto do cenário nacional nas eleições deste ano?
Essa polarização só é interessante para Jerônimo porque ele vai querer novamente se esconder atrás de Lula de novo. Mas dessa vez não tem como porque ele governou nos últimos quatro anos e precisa dizer o que fez no mandato. Na última eleição, ele era uma promessa, mas agora é realidade. Eu acho que a polarização é real, e a gente precisa discutir isso com muita sabedoria, com muita paciência para ver quem é o melhor candidato para a Bahia.
Um dos principais temas que devem ser debatidos nas eleições deste ano é a segurança pública. Por que o governo não consegue solucionar esse problema, na sua avaliação?
É uma questão de falta de planejamento e eficiência na gestão. Se o governo não tem um plano de gerenciamento de crise, não vai acontecer nunca. O governo, hoje, vive de tapar buracos. O que vemos nos presídios é falta de estrutura e segurança, além de indicações políticas, em sua maioria. Desse jeito, não tem como funcionar.
A Polícia Militar está querendo trabalhar, mas sem condições porque o Estado não tem um projeto de segurança arrojado e equilibrado. Então, os policiais sentem medo. Há uma perseguição mais aos policiais do que aos bandidos. Isso tudo deixa a polícia desmobilizada e desacreditada. Então, precisa de um projeto de governo bem organizado, ordenado, rápido e eficiente para gerenciar a crise. Goiás, por exemplo, fez isso, mas a Bahia, infelizmente, até hoje não conseguiu fazer.
Qual deverá ser o seu papel como vice-governador, caso seja eleito?
Quero participar com mérito, atraindo principalmente o interior para mais perto da gestão. Aquelas pessoas que mais precisam, que não tiveram acesso a emprego, renda, educação e à segurança pública de qualidade. Então, é aproximar de fato, para gerar riqueza para essas pessoas que não conseguem evoluir devido à distância das políticas públicas. Vamos mostrar, em um futuro próximo, que a gestão de Neto chegou em todos os quatro cantos da Bahia.
Nesta semana, o Novo, partido presidido no estado pelo ex-deputado federal José Carlos Aleluia, declarou apoio à pré-candidatura do grupo de oposição. Como avalia a ampliação da base de apoio?
É uma pauta muito importante. Aleluia vinha pontuando em todas as pesquisas, e a candidatura dele, polarizando entre o PT e a oposição, poderia fazer com que tivéssemos segundo turno, assim como aconteceu com (João) Roma na eleição passada. Ele foi muito responsável quando se sentou com a gente e discutiu para que a gente faça uma eleição competitiva, que seja de um único turno.
O senhor prevê, então, que a eleição seja decidida em primeiro turno? Por quê?
Sim. Essa eleição será definida em um único turno porque ficaram dois candidatos, além do candidato do PSOL, que na passada teve 0,5% dos votos. Não desmerecendo o candidato, mas não estamos vendo muita possibilidade de crescimento. Se na eleição passada tivesse sido (ACM) Neto, Jerônimo e o candidato do PSOL, teria terminado em primeiro turno. Então, a soma da oposição, todo mundo falando a mesma língua, cristaliza e fortalece ainda mais o voto a ACM Neto na Bahia.
Por Maysa Polcri / Correio da Bahia
Serviço será disponibilizado em 12 estados nos dias 11 e 12 de abril

Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil
O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) farão, nos dias 11 e 12 de abril, um mutirão de perícias médicas em diversas cidades localizadas em 12 estados. A expectativa é fazer mais de 13 mil tanto para benefícios por incapacidade como assistenciais.

A lista de municípios com vagas para agendamento pode ser acessada no site do MPS.
Segundo o ministério, os mutirões visam garantir mais agilidade na análise dos benefícios, reduzindo o tempo de espera dos cidadãos.
“As perícias serão realizadas por meio de atendimentos presenciais e de Perícia Conectada – modalidade de teleatendimento que amplia o acesso da população à perícia médica, especialmente em regiões com escassez de profissionais peritos”, justificou o ministério ao reiterar que a medida evita a necessidade de segurados terem de se deslocar por longas distâncias para conseguir atendimento.
Mais informações sobre o serviço podem ser obtidas por meio do telefone 135, de segunda a sábado, das 7 às 22h; ou pelo Meu INSS (aplicativo ou site). Esses canais podem ser usado para remarcações ou antecipações de perícias.
“Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados. Quem não conseguiu participar dos últimos mutirões pode ficar atento e se programar, já que a ação acontece de 15 em 15 dias, com atendimentos em todo o pais”, informou o ministério.
Estão previstos mutirões também para os dias 25 e 26 de abril.
Fonte: agência brasil
Preço da cesta básica subiu em 27 capitais

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45.

Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800.
Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado.
“Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento.
Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos.
O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina.
O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento.
“Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).
Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano.
“Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados.
O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.
“Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.
A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos.
O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo necessário seria de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.
Com informações da agência Brasil

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira, 8, que os Estados Unidos rejeitaram o plano de dez pontos apresentado pelo Irã para um acordo de paz. Segundo ela, Washington considerou a proposta “inaceitável”.
Leavitt declarou que, depois da recusa, Teerã apresentou uma versão mais enxuta. As partes devem discutir essa nova proposta em Islamabad, com mediação do Paquistão. A Casa Branca não divulgou o conteúdo e informou que os encontros ocorrerão de forma reservada.
O governo iraniano não respondeu diretamente às declarações. Ainda assim, indicou que mantém a proposta inicial como base válida. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, reforçou essa posição em comunicado oficial.

No texto, Ghalibaf citou declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, que teria classificado a proposta como uma “base fiável para se negociar”. O documento sustenta a validade dos termos apresentados por Teerã.
Segundo a agência estatal Mehr, o plano reúne dez medidas: não agressão; permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz; aceitação do enriquecimento de urânio pelo país; suspensão de todas as sanções primárias ao Irã; suspensão de todas as sanções secundárias ao Irã; revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU; revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA; pagamento de indenização ao Irã; retirada das forças de combate dos Estados Unidos da região; cessação da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Não há clareza sobre o momento de aplicação das medidas, se vinculadas ao cessar-fogo ou à assinatura de um acordo definitivo. Ghalibaf afirmou que Estados Unidos e Israel descumpriram compromissos de não agressão e mencionou violação do espaço aéreo iraniano com uso de drone.
Trump já declarou que o fim do programa nuclear iraniano é condição para encerrar o conflito. Nesta quarta-feira, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz.
Informações Revista Oeste

Recém-lançado pré-candidato à Presidência da República, o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) já definiu o responsável por sua estratégia de comunicação. O marqueteiro será Sergio Lima, que até março deste ano integrava a equipe digital da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Lima também colaborou nas campanhas presidenciais de Jair Bolsonaro em 2018 e 2022, com atuação voltada principalmente aos meios digitais. Ele integrou ainda o grupo que tentou viabilizar, em 2019, a criação do partido Aliança pelo Brasil, projeto patrocinado pelo então presidente, mas que acabou não saindo do papel por falta de assinaturas para o registro.
Além disso, o marqueteiro trabalhou em campanhas de outras legendas e projetos políticos, com foco na produção de conteúdo para redes sociais e posicionamento digital de candidatos. A partir de agora, ele deve iniciar a elaboração do material da pré-campanha de Cury, com prioridade para vídeos, peças gráficas e estratégias de engajamento online.

O objetivo inicial será apresentar o escritor a um público mais amplo do que o formado por seus leitores habituais. Aliados avaliam que o alcance já consolidado nas redes sociais pode servir como ponto de partida relevante para a campanha. Apenas no Instagram, o autor de best-sellers de autoajuda soma mais de 8 milhões de seguidores.
No YouTube, considerada a plataforma de maior penetração para conteúdos mais densos e explicativos, Cury reúne mais de 1,5 milhão de pessoas inscritas. No canal, o agora pré-candidato se apresenta como “fundador da escola da inteligência, programa educacional para gestão emocional, com mais de 400 mil alunos”.
Informações Revista Oeste