
Segue até esta quinta-feira (12) o prazo de inscrição para o concurso público da Prefeitura de Feira de Santana que oferece 567 vagas para cargos da administração municipal. Interessados devem efetuar a inscrição exclusivamente pela internet, através do site www.ibfc.org.br. A data para realização das provas discursiva e objetiva é no dia 20 de outubro.
Os candidatos devem preencher o formulário eletrônico, transmitir os dados pela internet e efetuar o pagamento da taxa de inscrição até esta sexta-feira (13 de setembro). O valor da taxa de inscrição é de R$ 65 para os cargos de Nível Médio/Técnico e R$ 75 para os cargos de Nível Superior.
O concurso oferece vagas para diversos níveis de escolaridade, desde o ensino médio até o superior. As oportunidades abrangem funções como agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, assistentes administrativos, técnicos em diversas áreas e cargos de nível superior, como engenheiros, advogados e professores.
Entre as vagas de nível médio, destacam-se Agente Comunitário de Saúde com 60 vagas, Agente de Combate a Endemias com 60 vagas e assistente administrativo com 56 vagas. Para os cargos de nível superior, destacam-se professor com 150 vagas e enfermeiro 25. De nível técnico, 20 vagas para técnico de enfermagem.
A distribuição das vagas segue critérios de ampla concorrência, com reservas específicas para pessoas com deficiência, afrodescendentes e indígenas, e alunos oriundos de escolas públicas ou bolsistas de escolas particulares, conforme as legislações municipais e federais vigentes.
A banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), recomenda a leitura do edital na íntegra – incluindo as retificações – onde o candidato encontra todas as informações sobre o concurso público, os cargos e unidades da Prefeitura de Feira de Santana que o candidato deseja concorrer. Dúvidas e outras informações poderão ser esclarecidas por meio do Serviço de Atendimento ao Candidato do IBFC: (11) 4788-1430, de segunda a sexta-feira úteis, das 9h às 17h (observado horário de Brasília – DF).

Um candidato a vereador de Itabuna, no sul da Bahia, teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. A decisão tomada na terça-feira (10) atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou a condenação do homem por estupro de vulnerável. Ele afirma que é inocente.
De acordo com o MP-BA, o médico Antonio Teobaldo Magalhaes Andrade foi condenado a 12 anos de prisão pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC). A instituição não especificou quando a sentença foi dada, mas lembra que o crime é motivo de inelegibilidade.
Filiado ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), o político pretendia concorrer como “Tenente Médico Teobaldo”. Atualmente com 68 anos e filiado ao PMB, ele não declarou nenhum bem no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (Divulgacand) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Essa é pelo menos a segunda vez que Teobaldo disputa uma eleição — a última foi em 2012, quando tentou um cargo na Câmara Municipal de Itabuna pelo Progressistas (PP). Na ocasião, ele terminou o pleito como suplente.
Procurado pelo g1, o candidato disse que enviará um vídeo com seu pronunciamento. Em mensagem de áudio, ele declarou sua inocência e adiantou que passou a ser vítima de uma injustiça após expor supostas fraudes na administração da Prefeitura de Joinville, cidade de Santa Catarina.
Fonte: G1

Nesta terça-feira, dia 10, ocorreu a segunda entrevista com os candidatos a prefeito de Feira de Santana. Desta vez, o candidato entrevistado foi o deputado federal licenciado Zé Neto (PT). Em entrevista ao jornalista Joilton Freitas, no programa Rotativo News da Rádio Sociedade News FM, o candidato teve a oportunidade de compartilhar seus planos para Feira de Santana. Entre os assuntos abordados, estavam a saúde, onde o candidato falou sobre a questão da regulação. Educação e segurança também foram temas discutidos.
Confira o podcast completo:

AGENDA DE JOSÉ RONALDO
12 DE SETEMBRO (QUINTA-FEIRA)
Pela Manhã:
7H30 – Entrevista no programa Bom Dia Feira
8h às 11h30 – Grava Programa Eleitoral
12h – Entrevista no Jornal do Meio dia com Bianchi
Pela Tarde:
14h30 – Reunião com apoiadores
16h – Entrevista na Rádio Cidade
17h – Reunião com apoiadores na Asa Branca
Pela Noite:
18h30 – Reunião com ex-deputado Pastor Tom nos Olhos d’Água das Moças
19h – Caminhada no Tomba
ASCOM/JOSÉ RONALDO

A União Médica está realizando, de 09 a 13 de setembro, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) na empresa Sirtec, uma terceirizada da Coelba que atua no setor de energia elétrica, realizando operações de ligação, religação e implantação de novas redes no interior da Bahia. Com mais de 1.000 colaboradores distribuídos nas cidades de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itapetinga, Brumado e Jequié, a Sirtec conta com o apoio da União Médica, por meio do seu setor comercial, para promover ações voltadas à segurança e à saúde no ambiente de trabalho.
Leticia Rodrigues, coordenadora do setor comercial da União Médica, destaca a relevância de iniciativas como essa dentro das empresas, especialmente em atividades de risco elevado, como as desempenhadas pela Sirtec. “A SIPAT é essencial para reduzir os índices de acidentes, principalmente porque a atividade da Sirtec é classificada como de risco 4, o que demanda uma conscientização constante sobre segurança no trabalho”, explica Letícia. Ela ressalta que a parceria com a Sirtec permite à União Médica promover não apenas a segurança, mas também hábitos saudáveis, como a importância de uma boa alimentação e cuidados diários que impactam diretamente a saúde dos colaboradores.
A programação da SIPAT inclui palestras, workshops, ginástica laboral, aferição de pressão arterial, massoterapia, e a “Feira de Saúde”, um momento em que a operadora se aproxima diretamente dos colaboradores. “Esse ano inovamos com a ginástica laboral e continuamos com nossas ações tradicionais, como a aferição de pressão e a massoterapia. Esses momentos são importantes para criar uma conexão direta entre a operadora e os beneficiários, algo que geralmente é mediado apenas pelo RH”, complementa Leticia.

Além de promover a saúde e segurança no ambiente de trabalho, a União Médica utiliza esses eventos para identificar possíveis patologias entre os colaboradores, encaminhando-os diretamente para os especialistas apropriados. “Nossa participação nas SIPATs e eventos de saúde já ocorre há muito tempo, sempre com o foco em melhorar a qualidade de vida do colaborador e criar uma interação efetiva entre operadora e beneficiário. Isso tem nos dado resultados muito positivos, pois identificamos precocemente algumas condições, como pressão arterial ou glicemia alteradas, e direcionamos esses colaboradores para tratamento especifico”, afirma Leticia.
Ela ainda destaca a importância da rastreabilidade dos beneficiários crônicos. “Promover saúde é também um trabalho social, principalmente ao fazermos a rastreabilidade dos beneficiários crônicos, direcionando-os para o serviço social. Eles recebem um olhar mais cuidadoso e um tratamento mais específico para a doença que estão desenvolvendo”, finaliza Letícia Rodrigues.
Fonte: Assessoria de Comunicação
União Médica

(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 11 de setembro de 2024)
Mais cedo ou mais tarde, para o bem de todos e a felicidade geral da nação, a vida política brasileira precisará sair do ponto morto em que está hoje e fazer uma tentativa de andar para frente. Do jeito que está a coisa, não adianta nada ficar todo mundo querendo pisar no acelerador. O motor faz muito barulho, mas o carro não sai do lugar — e o lugar onde ele está é ruim. Como pode estar bem uma democracia em que o presidente da República chama o povo para a rua, e não vai ninguém? Pior: só vai tanque de guerra, polícia e os picaretas que vivem em palanque de governo.
Para complicar, o político que o governo descreve como a maior ameaça para a democracia que jamais apareceu neste país enche a rua, mais uma vez, com o seu próprio comício. Como se explica uma coisa dessas? Deveria ser o contrário. A praça de Lula (e do ministro Alexandre de Moraes) teria de estar dura de gente para defender a democracia que foi exibida naquele palanque. A praça de Jair Bolsonaro, que segundo as classes pró-governo quer impor uma ditadura, teria de estar vazia.




Como pode haver um regime democrático no Brasil se o povo faz o oposto do que os especialistas em democracia esperam que ele faça? Eleição, nesse caso, vira perigo de morte: os eleitores podem escolher os governantes antidemocráticos, e aí o que se vai fazer? A Venezuela, por exemplo, tem uma reposta pronta para isso: proíbe que os candidatos “errados” disputem a eleição, e se mesmo assim o povo escolher algum indesejável, o STF lá deles diz que foi o governo quem ganhou, com “ata” ou sem “ata”. Quem quer ver os números da votação é “golpista”.
É um caminho, sem dúvida. Pode ser um pouco “desagradável”, como diz o presidente Lula — mas resolve, e ele mesmo, mais muita gente boa, achava até outro dia que a Venezuela tinha democracia “até demais”. Mesmo agora, depois do roubo da eleição, acha que que não há uma ditadura por lá. É só “um rolo”, diz ele, e por conta dessa avaliação não há nada de realmente errado com a Venezuela, levando-se em conta que tudo o que está enrolado sempre pode se desenrolar um dia.
Se esta opção não for disponível para Lula, o Supremo e quem mais acredita neles, é possível pensar em outras — a começar pela possibilidade de se fazer eleições livres, com urnas que produzam as “atas” escritas tão desejadas por Lula na Venezuela e com o entendimento que o candidato mais votado vai para o governo. Caso o eleitorado escolha o pior de todos, nada de pânico. Se ele fizer um governo ruim, é só eleger um nome que seja o seu oposto na próxima eleição. Se ele fizer um governo bom, então talvez não fosse tão ruim assim.
Esta e qualquer outra solução para desatar a trava atual da política tem de se fundamentar num acordo coerente entre a maioria dos responsáveis pela condução da vida pública brasileira; ou faz sentido, ou nem sai do lugar. O norte deste acordo, como acontece nas democracias sérias, é a decisão de voltar à racionalidade. A ideia mais prática, aí, é ter o máximo de consenso em relação ao que não deve ser feito. Se não tem lógica, não se faz. O resultado mais provável é que o Brasil vai economizar um monte do tempo que está perdendo hoje com crenças irracionais.
Não é lógico, por exemplo, dizer que todos os cidadãos que discordam do governo, da conduta do STF e das “pautas” que ambos defendem são “bolsonaristas”. Não faz nexo, da mesma forma, dividir a população brasileira em duas classes de pessoas — os bons, que acreditam estar no “campo progressista”, e os que são réus do crime de “bolsonarismo” e, nessa condição, não têm direito de desfrutar a proteção da lei. Também é incompreensível sustentar que as urnas eletrônicas são um objeto mágico e, portanto, não podem receber nenhum tipo de aperfeiçoamento.
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É difícil sair do lugar quando dezenas de milhões de brasileiros são excluídos da cidadania por “golpismo” e “bolsonarismo”, sendo que jamais lhes passou pela cabeça defender golpe nenhum — e nem gostar de Bolsonaro. Não faz sentido achar que um projeto de anistia para crimes não cometidos, e sobretudo não provados, como o de “golpe de Estado” e o de “abolição violenta do Estado de Direito”, seja um “ato antidemocrático” e “fascista” — só porque pode, eventualmente, beneficiar Bolsonaro.
Mais que tudo, há a evidência de que enquanto Jair Bolsonaro continuar a ser tratado como o problema mais importante que já apareceu na vida política do Brasil, o carro não pega — é óbvio que ele continuará sendo apenas um problema sem solução. Lula, a esquerda, os comunicadores e outros tantos poderiam ter contribuído para o Brasil passar à fase seguinte se deixassem Bolsonaro para trás. Mas fizeram contrário. Não passam um dia sem dizer que ele vai acabar com o país — e aí o ex-presidente continua sendo o centro de tudo, mesmo porque pelo menos metade da população não acredita que ele vai acabar com nada.
Bolsonaro só vai sair de cena se disputar uma eleição efetivamente limpa — não eleição tipo Maduro — e perder. O que paralisa a política do Brasil de hoje não são os vícios e as virtudes do ex-presidente. É o medo de que ele ganhe. Porque não se considera, nunca, que Bolsonaro possa disputar a eleição presidencial e perder? Quer dizer, então, que ele já ganhou? Não há democracia de verdade com esse tipo de neura. Se o maior risco do regime é a vitória do candidato preferido pela maioria dos eleitores, nada vai funcionar.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, orientou, nesta quarta-feira, 11, que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite duas ações que tentam anular a suspensão da rede social Twitter/X no Brasil. As ações foram apresentadas pelo partido Novo e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A decisão de suspender o Twitter/X foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes e confirmada por unanimidade pelos ministros da Primeira Turma do STF. O Partido Novo alega que a suspensão é desproporcional e afronta a liberdade de expressão, além de afetar o debate público nas eleições de 2024.
O Novo também sustenta que a decisão beneficia o ministro Moraes ao suavizar narrativas de grupos políticos contrários a ele. A OAB solicita que o STF anule a multa de R$ 50 mil para aqueles que utilizarem “subterfúgios tecnológicos” como VPN para acessar o Twitter/X.
A PGR já havia concordado previamente com a suspensão do Twitter/X, considerando a medida adequada. Agora, a Procuradoria reitera que a ADPF não é o mecanismo correto para contestar uma decisão do STF ou de seu colegiado.
“Se contra a decisão judicial do STF a ordem processual admite algum recurso, este há de ser o procedimento cabível para que o próprio STF reveja a sua deliberação. Não havendo mais recurso, a decisão se torna definitiva, como decisão da Corte, suficiente em si para expressar a posição do STF para todos os fins devidos”, declarou Gonet.
Procurador-geral da República acrescentou que “nem sequer em tese é admissível a arguição de descumprimento de preceito fundamental contra decisão judicial do Supremo Tribunal Federal. Sendo essa a conclusão, as arguições em epígrafes merecem o mesmo desfecho do não conhecimento, cabendo a extinção dos feitos sem exame de mérito, com prejuízo do pedido de liminar”.
Informações Revista Oeste

No cenário político brasileiro, a recente nomeação de Macaé Evaristo como ministra dos Direitos Humanos e Cidadania tem gerado debates acalorados. O deputado Leonardo Siqueira (Novo-SP) protocolou uma ação na Justiça para contestar a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra responde a um processo judicial que levanta questões sérias sobre sua idoneidade para ocupar o cargo.
Paralelamente, o deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP) encaminhou indagações ao Ministério dos Direitos Humanos, solicitando esclarecimentos sobre a nova ministra. Ambos os deputados defendem que a ocupação do cargo de ministra por Evaristo, enquanto há processos de improbidade administrativa não esclarecidos, é inaceitável.
Leonardo Siqueira subiu o tom ao entrar na Justiça para anular a nomeação de Macaé Evaristo como ministra dos Direitos Humanos e Cidadania. Em sua ação, protocolada no dia 11 de setembro de 2024, o deputado alega que a indicação fere princípios constitucionais fundamentais, como moralidade, impessoalidade e probidade administrativa.
Siqueira destacou que Macaé Evaristo responde a uma acusação de superfaturamento na compra de uniformes escolares em 2011, quando era secretária de Educação de Belo Horizonte. Esse processo, que tramita na Justiça de Minas Gerais, envolve um prejuízo estimado em R$ 6,5 milhões devido a práticas administrativas irregulares.
A questão da improbidade administrativa e seu impacto nas nomeações de cargos públicos são temas sempre delicados. Quando figuras públicas nomeadas para cargos de destaque estão envolvidas em processos desse tipo, a confiança da população nas instituições é posta à prova. No caso de Macaé Evaristo, o debate se torna ainda mais relevante por se tratar de um cargo ligado diretamente à promoção dos direitos humanos e cidadania.
A ação de Leonardo Siqueira, protocolada na Justiça Federal de São Paulo, busca justamente preservar a integridade e confiabilidade do serviço público, exigindo que apenas pessoas com um passado administrativo irrepreensível assumam tais responsabilidades.
Guto Zacarias também chamou atenção ao protocolar um pedido de informações ao Ministério dos Direitos Humanos. Ele requisitou detalhes sobre o andamento dos processos de improbidade administrativa e inquéritos civis que envolvem Macaé Evaristo. Para Zacarias, a posse de uma ministra com pendências judiciais representa um risco para a moralidade pública.
“Não podemos aceitar que a Esplanada dos Ministérios tenha uma liderança cuja reputação é duvidosa antes mesmo de assumir o cargo”, declarou Zacarias. “O Brasil não aguenta mais escândalos do governo federal.”
As acusações contra Macaé Evaristo remontam a 2011, quando era secretária de Educação em Belo Horizonte. Naquele ano, a aquisição de kits de uniformes escolares teria sido realizada a preços inflacionados, gerando um prejuízo de R$ 6,5 milhões ao estado, conforme estimativas do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Essas irregularidades foram identificadas durante a gestão do então prefeito Márcio Lacerda. O processo ainda está em curso, mas suscita questionamentos sobre a lisura da nomeação de Evaristo para um cargo tão crucial no governo federal.
Informações TBN


Informações UOL
O republicano Donald Trump e a democrata Kamala Harris se enfrentaram em um dos debates mais esperados da história política dos EUA

Donald Trump e Kamala Harris fizeram, nesta terça-feira (10/9), um dos debates presidenciais mais esperados da história dos Estados Unidos. Republicano e democrata estiveram frente a frente em um momento determinante da corrida pela Casa Branca. O debate foi promovido pela rede ABC News, na Filadélfia, Pensilvânia.
Ambos os candidatos começaram o debate mirando os votos da classe média. A democrata prometeu conceder desconto anual de US$ 50 mil por ano para essa faixa da população e acusou o oponente de cortar impostos para bilionários.
Trump rebateu dizendo que a economia está um “desastre”. “Temos uma economia em péssimo estado porque a inflação arrasa o país. Temos uma inflação jamais vista”, disse, em alusão à gestão do presidente democrata Joe Biden.
Na sequência, Kamala afirmou que Trump não tem planos econômicos definidos.
“Donald Trump não tem planos para você. As propostas dele são diminuir impostos para os mais ricos. O plano de Donald Trump vai explodir o déficit do país, vai aumentar a crise de empregos, vai nos levar para uma situação econômica pior que da Grande Recessão. Eu tenho um plano para o país, Donald Trump não”, disparou.
Como resposta, Trump chamou Kamala de marxista, citando o pai da democrata, que era um professor de economia, e afirmou que “ela não tem um plano, ela copiou o plano de Joe Biden”.
Aborto foi o segundo tema do debate. O republicano defendeu a decisão da Suprema Corte do país que designou aos estados o poder de decisão, afirmando que é direito de cada uma das pessoas dessas localidades decidirem se querem ou não realizar o aborto.
Kamala Harris afirmou que, se Trump fosse eleito, ele iria assinar uma lei que baniria o direito de aborto para todas as mulheres e em qualquer situação. A democrata também relembrou casos de mulheres estupradas e com gravidez de risco que não podem abortar em determinados estados.
Enquanto Kamala Harris mirou nas falhas de Donald Trump ao longo da administração, o republicano afirmou que os imigrantes são um perigo para os Estados Unidos e que estão comendo animais de estimação.
“Muitas cidades não querem falar das invasões de imigrantes. Em Springfield, os imigrantes estão comendo cachorros e gatos”, disse Trump.
Trump reafirmou que os imigrantes são criminosos que cometem crimes violentos e destroem a economia do país.
“Eles permitem que criminosos entrem no país. Ele permite que pessoas da Venezuela entrem nos EUA para matar os cidadãos. Os crimes na Venezuela estão diminuindo, porque eles estão mandando os criminosos para ela receber. Os imigrantes estão destruindo a economia e as indústrias do país”, disse o ex-presidente.
Em resposta irônica sobre as acusações, Kamala disse que “chega a ser engraçado uma pessoa condenada, que responde por crimes fiscais e crimes sexuais, falar sobre aumento de crimes nos EUA”.
A vice-presidente destacou que Trump teve a oportunidade de ajudar a aprovar a lei que aumentaria o orçamento para defesa nas fronteiras, mas ele operou com parlamentares para que a lei não passasse no Congresso.
Trump foi questionado se manteria o programa conhecido como “Obama Care”, que facilita o acesso à saúde para as pessoas mais pobres. O ex-presidente tentou dar fim à iniciativa quando esteve na Casa Branca.
Ele explicou que, se tiver algo para melhorar, vai fazer, mas não iria retirar o “Obama Care” de imediato. Indagado se teria um plano para a questão, respondeu: “Tenho conceitos, mas ainda não sou presidente”.
Outro tema do debate foi a invasão do Congresso dos EUA por apoiadores do ex-presidente Donald Trump em 2020.
Donald Trump negou a participação, dizendo que não incentivou a invasão e que não era responsabilidade dele impedir a violência.
“Isso nunca aconteceria se Nancy Pelosi [presidente do Congresso à época] e a prefeita de Washington tivessem a capacidade de conter as invasões. Eu não era responsável pelas seguranças”, disse Trump.
Como resposta, Kamala Harris afirmou que Trump não só incentivou os seus apoiadores a invadirem como também não fez nada para interromper os ataques violentos.
“O que o presidente da época fez? Disse que eram pessoas boas que estavam lá. Nós não vamos voltar a isso. Trump já disse que, se o resultado dessas eleições não forem o que ele quer, ele vai agir da mesma forma novamente”, disse a vice presidente.
Enquanto Kamala fez questão de defender que está ao lado de Israel, mas que é importante pensar nas vidas perdidas na Faixa de Gaza, Trump afirmou que a democrata odeia Israel.
“Agora, Israel tem o direito de se defender, e como faz isso importa. Muitos palestinos inocentes foram mortos, crianças, mães. O que sabemos é que essa guerra deve acabar. Também entendendo que devemos traçar um curso para uma solução de dois estados, e nessa solução deve haver segurança para o povo israelense e Israel, e uma medida igual para os palestinos”.
Trump afirmou que Biden não teve capacidade de acabar com as guerras e pontuou que esses conflitos irão culminar em uma terceira guerra mundial.
“Se eu fosse presidente, isso nunca teria começado. Se eu fosse presidente, a Rússia nunca, nunca, eu conheço Putin muito bem. Ele nunca teria começado. Não havia ameaça disso também. Quero que a guerra pare. Quero salvar vidas que estão sendo inutilmente perdidas. Pessoas sendo mortas aos milhões. São os milhões. É muito pior do que os números que você está recebendo, que são números falsos”, afirmou Trump.
Sobre Israel, o ex-presidente adicionou: “Sempre darei a Israel a capacidade de se defender, em particular, no que se refere ao Irã, e qualquer ameaça que o Irã e seus representantes representem a Israel”.
Trump afirmou que os democratas não são respeitados pelo presidente russo, Vladmir Putin. A vice-presidente respondeu ironicamente. “O senhor gosta de homens fortes, em vez de se importar com a democracia.”
Sobre o Afeganistão, Kamala Harris defendeu a retirada das tropas realizadas por Joe Biden, durante a qual um ataque terrorista matou 13 soldados.
Trump afirmou que durante sua gestão negociou uma retirada pacífica, e que o resultado trágico da retirada era o exemplo da incompetência da administração Biden-Harris.
Os mediadores perguntaram a Trump sobre o comentário que ele fez questionando a identidade racial de Kamala. “Eu não me importo com o que ela diz ser, ela pode escolher qual cor é. O que eu falei foi sobre algo que eu tinha lido. Ela disse que era indiana”, respondeu o ex-presidente.
A vice-presidente ressaltou que acha tal debate uma “tragédia” que promove a segregação.
Informações Metrópoles