
Com César Oliveira
Tema: O preço do dólar
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O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, destacou, nesta segunda-feira (2), que Jair Bolsonaro é “o plano A, B e C” do partido para as eleições presidenciais de 2026. O dirigente, inclusive, falou a respeito da mais recente pesquisa do Instituto Paraná que põe o ex-mandatário à frente do atual presidente, Lula (PT), mesmo após a divulgação de inquéritos da Polícia Federal que citam uma suposta tentativa de golpe de Estado.
“O episódio do inquérito mostra à população Bolsonaro perseguido”, afirmou João Roma, em entrevista à Rádio BandNews FM. Roma complementou: “nunca vi tanto inquérito com Alexandre de Moraes; só não tem ritos nem liturgia judicial, mas inquérito tem demais”. O presidente estadual do PL diz que a perseguição não refletiu no apoio a Bolsonaro: “a pesquisa da Paraná coloca Bolsonaro à frente de Lula, mesmo tendo ido a campo depois que eclodiu toda essa movimentação, que Alexandre de Moraes mandou prender mais pessoas, que houve todas essas divulgações aí sobre esses episódios”, avaliou o ex-ministro.
João Roma também crê que Bolsonaro seja candidato a presidente em 2026, apesar da condição atual de inelegibilidade. “São muitos elementos que fazem todos os partidários dele acreditarem na aptidão para a eleição daqui a dois anos. Fica difícil explicar porque um presidente que fez reunião com embaixadores não pode disputar uma eleição, se Dilma foi impeachmada e pode disputar uma eleição, Lula foi condenado e ser eleito”, comparou Roma. Ele salientou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “também engrossa as fileiras para ter Jair Bolsonaro candidato a presidente do Brasil”.
Roma garantiu que não partiu de Bolsonaro nenhum plano golpista. “O que se viu naquele momento foram pessoas com ânimos acirrados, mas tenho total confiança que não partiu do presidente Bolsonaro nenhuma manifestação nesse sentido. Eu vi o presidente repreendendo comentários aleatórios que surgiam, de pessoas nas ruas de que não iria admitir isso ou aquilo sobre golpe”, comentou Roma.
João Roma reiterou que é pré-candidato a governador da Bahia em 2026. “Durante esse ano de 2025, farei uma série de eventos e visitas pela Bahia para levantar nossas bandeiras. Precisaremos ter muitas interlocuções nessa Bahia, pois o que ocorrerá aqui no estado será um reflexo do que ocorre no Brasil. E aqui o caminho do PL é reforçar a eleição do presidente Bolsonaro”, salientou.
O dirigente partidário pontuou que buscará construir unidade na oposição ao PT no estado. “Eu sempre busco convergir as forças: fiz isso nas eleições municipais aqui na Bahia. Nesse aspecto, buscamos até sacrificar candidaturas que iríamos colocar”, disse ele, ao citar cidades como Feira de Santana, Salvador, Vitória da Conquista e Ilhéus. “São movimentos convergentes buscando sentido antagônico ao do PT. Não serei um dificultador, mas um construtor para que a gente possa sim criar um novo horizonte para a Bahia”, declarou João Roma
O presidente estadual do PL disse que há um clima favorável à mudança na Bahia. “Há um grupo massivo de pessoas que se incomodam com o aumento de impostos, com a derrocada da nossa economia, com os programas sociais cada vez mais sendo atacados por aqueles que dizem que os defendem”, apontou.

A produtora de conteúdo Vivianne Miranda, 32, passou por um grande susto. Seu DIU perfurou a parede do útero duas vezes em dois anos. Mesmo fazendo a colocação sedada e no centro cirúrgico, ela conta que teve problemas com o método contraceptivo. A VivaBem, Miranda contou sua história.
“Eu tomava pílula anticoncepcional e não estava me fazendo bem, então a endócrino recomentou que eu parasse e sugeriu que eu tentasse o DIU.
Fui à ginecologista e conversei sobre a possibilidade. Ela topou e marcamos de colocá-lo no centro cirúrgico em julho de 2022. Tinha medo de sentir dor e, como o convênio cobria o procedimento com anestesia, preferi fazer dessa forma.
Achei também que seria mais seguro, já que o médico teria acesso a aparelhos de vídeo, algo que não existe no consultório. Quando acordei, estava com muita dor. Tomei remédios fortes e não melhorava, eu nem conseguia entender o motivo.
Os dias foram passando e a dor diminuiu até sumir.
Passados 30 dias, fiz o exame de imagem e ele mostrou que o DIU estava no lugar. Eu sentia cólica, mas, como estava acostumada, não pensei que poderia ter alguma coisa a ver com meu método contraceptivo.
Seis meses após a colocação do DIU, fiz outro exame de imagem. Desta vez, o resultado mostrava que existia uma perfuração no meu útero. A médica do ultrassom chegou a me perguntar se eu estava sentindo muita dor. Eu expliquei que não, só uma cólica. Eu não tinha me ligado, mas, como não menstruava mais, não deveria sentir cólica.”
Como a médica que colocou meu DIU parou de atender pelo convênio, procurei outro profissional. Ele olhou meus exames e disse que não precisávamos tirar o DIU, bastava reposicioná-lo. Fui mais uma vez para o centro cirúrgico. Ele foi reposicionado e segui a vida.
Quando fui fazer meus exames de rotina, no ano seguinte, mais uma vez o técnico do ultrassom me disse que o DIU estava perfurando a parede do meu útero. Era a segunda vez. Não estava entendendo o que acontecia comigo.
Procurei uma terceira ginecologista —isso em um intervalo de dois anos. A médica me explicou que isso podia ter acontecido por um erro, mas não dava para afirmar com certeza.
Dessa vez, eu precisaria retirar o DIU, esperar que a laceração cicatrizasse para depois pensar em colocá-lo novamente. Então, fui mais uma vez para o centro cirúrgico fazer a retirada. Foi muito rápido. Em cerca de 20 minutos, estava de volta ao quarto.
A ginecologista me explicou que não corro o risco de ter sequelas. Basta cicatrizar o machucado que está tudo bem. Que eu poderia tentar colocá-lo novamente em alguns meses.”
Não tenho coragem de colocar de novo porque tenho medo de passar pelo mesmo que passei.”
Perfurações não são consideradas erros médicos, diz a ginecologista e obstetra Larissa Cassiano. “São complicações possíveis de acontecer durante a inserção do DIU. Nós, médicos, estamos vendo um aumento de mulheres que usam esse método e, por consequência, também um aumento de histórias de perfurações”, explica.
A especialista explica que esse tipo de lesão é mais comum quando o DIU é hormonal. “O insertor faz uma certa pressão na hora da colocação e isso pode favorecer a perfuração.”
A hora da colocação é a mais perigosa, avalia o ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Rogerio Felizi. “O músculo do útero é um tecido frágil. Com excesso de força ou colocação inadequada essa lesão pode aparecer.”
Além da força na colocação, a anatomia da paciente pode ser outro fator “Como aconteceu duas vezes, com profissionais diferentes, diria que tem mais chances de ser uma questão do corpo do que de um erro médico”, diz Cassiano.
Há ainda uma terceira possibilidade que pode levar à perfuração. “É bem raro, mas o DIU pode migrar dentro das tubas uterinas. Já vimos acontecer, mas é muito difícil”, diz Felizi.
No Brasil, há aumento na busca por esse método. Cassiano explica que, há oito anos, um hospital podia chegar a colocar 10 DIUs por mês. Hoje, coloca-se esse número em um único dia. “Por isso vemos mais perfurações.” Apesar de problemas eventuais, como o que aconteceu com Miranda, é bom lembrar que, de um modo geral, o DIU é extremamente seguro e eficaz, tem algumas vantagens sobre outros métodos, como as pílulas, e ainda permite que a mulher passe vários anos sem se preocupar com a contracepção.
Informações UOL

Pela primeira vez na história, o dólar comercialfechou a R$ 6,001, uma alta de 0,19% na semana passada, após ter chegado ao pico de R$ 6,11. O turismo teve valorização de 0,31%, para R$ 6,242. A alta foi resposta ao anúncio das mudanças na isenção do Imposto de Renda e o pacote de ajuste fiscal, que não agradaram o mercado.
Para especialistas ouvidos pelo UOL, dezembro promete ser um mês marcado por incertezas, com inflação e juros altos. No entanto, ainda é muito difícil prever os rumos do dólar a partir de agora.
A decepção com as medidas do Executivo transferiram boa parte do calor para o Congresso e para o Banco Central. Mas para entender a trajetória do dólar neste final de ano, as atenções estão voltadas para a próxima reunião do Copom. O mercado vai cobrar não apenas um aumento de no mínimo 0,75 ponto percentual na Selic, mas também um comunicado que renove de forma incisiva o compromisso de trazer a inflação para a meta, além da decisão unânime [entre os diretores do BC]. Voltar para R$ 5,50 já ficou distante. Qualquer sinal de que inflação acima da meta será tolerada pela nova diretoria do Bacen pode abrir caminho para a busca dos R$ 6,50.
Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad
Elevado nível de incerteza. Para André Galhardo, consultor econômico da plataforma de transferências internacionais Remessa Online, “há muitas incerteza em tudo o que está em jogo. É difícil fazer uma previsão sobre o câmbio”.
Moeda deve continuar em alta. Essa é a expectativa de Galhardo e de Juliana Inhaz, professora de macroeconomia e macroeconometria e coordenadora da graduação em Economia no Insper. “Tenho a impressão de que o dólar deve continuar elevado, com possibilidade de alta. Até a votação do pacote de ajuste fiscal haverá uma certa demora, o que é normal, e a instabilidade e desconfiança seguem.”
Expectativa com decisões do Copom que podem valorizar o real a longo prazo. “Acho que algumas coisas vão acabar influenciando a moeda brasileira. Uma delas, que joga a favor, é a possibilidade de um aumento mais contundente da taxa de juros na próxima reunião do Copom este mês”, diz Inhaz. A reunião está prevista para os dias 10 e 11 de dezembro.
Até lá, o mercado deve “digerir” as propostas do pacote de ajuste fiscal. “O mercado vai digerir com um pouco mais de calma, de serenidade, as informações sobre o pacote fiscal”, diz Inhaz. “Em alguma medida, vai levar em consideração o fato de que essas mudanças no Imposto de Renda virão mais adiante, quando nós tivermos mais informações a respeito da execução do pacote de corte de gastos.”
Desvalorização do real deve seguir por um tempo. “Não vejo movimento de valorização do real imediato porque do outro lado da balança há Donald Trump, que afirmou estar inclinado a aumentar as tarifas aos países do Brics como resposta à iniciativa de criar uma moeda comum do bloco. Quando há um alívio das questões domésticas não podemos esquecer que o pano de fundo internacional, como no caso Trump, joga contra os países em desenvolvimento”, conclui a professora.
O dólar disparou após anúncio do pacote de ajuste fiscal. A leitura feita pelo mercado foi de que o pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não foi suficiente para retomar o equilíbrio fiscal do país, o que gera preocupação com o aumento da inflação e taxa de juros.
O anúncio do pacote fiscal veio na contramão do que se esperava. Como explica Inhaz: “O compromisso com o arcabouço fiscal está muito frágil e isso eleva o risco. O aumento do risco faz sair dinheiro do país. E assim o dólar subiu”.
Agentes do mercado avaliam que pacote é “paliativo”. O diagnóstico de especialistas em contas públicas é que o pacote não contém alterações estruturais no lado das despesas e que não será suficiente para impedir o aumento da dívida de forma sustentável, servindo apenas para dar um alívio e facilitar o atingimento das metas fiscais até 2026.
Anúncio simultâneo com a proposta de reforma do IR não agradou. O mercado torceu o nariz quando Haddad anunciou uma possível isenção para quem recebe até R$ 5 mil. A medida, conforme o governo, não teria impacto fiscal por ser compensada por um aumento da alíquota de quem recebe acima de R$ 50 mil. Para os especialistas, o anúncio em conjunto foi interpretado como fragilidade das pastas econômicas emcom relação ao núcleo político do governo.
Dólar chegou a ser cotado a R$ 6,11 durante o último dia 29. A cotação da moeda americana oscilou e só caiu após falas de líderes do Congresso.
Declarações de Rodrigo Pacheco que mexeram com o câmbio foram divulgadas em nota. Nela, o presidente do Senado afirma que o Congresso tem de apoiar, também, medidas de corte de gastos, ainda que não sejam populares. A ampliação da isenção do Imposto de Renda, no entanto, não é pauta para agora e dependerá de condições fiscais para se concretizar.
Arthur Lira reiterou o compromisso do Congresso com o arcabouço fiscal em postagem no X (antigo Twitter). O presidente do Congresso frisou que haverá celeridade na análise de propostas para ajuste das contas, mas que outras iniciativas, que implicam em renúncia fiscal, serão avaliadas com lupa. “Toda medida de corte de gastos que se faça necessária para o ajuste das contas públicas contará com todo esforço, celeridade e boa vontade da Casa, que está disposta a contribuir e aprimorar”, escreveu Lira.
O real pode ganhar um pouco de força à medida que o mercado compreenda a dimensão das medidas fiscais anunciadas, mas o governo precisará fazer um pouco mais. O Congresso mostrando disposição, como no fim da semana passada, pode ajudar também. A questão é endereçar mais fortemente uma solução ao problema fiscal. Não será rápido.”Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e colunista do UOL
Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, promete uma política econômica protecionista. O republicano defende cortes agressivos de impostos e aumentos contundentes de tarifas de importação. Medidas que podem aquecer a economia americana e levar o Fed a aumentar os juros.
Tarifas mais altas para produtos da China, México e Canadá. Trump ameaçou impor novas e abrangentes tarifas de importação sobre todos os produtos do México e Canadá, além de criar taxas adicionais sobre as importações chinesas. A medida foi anunciada pela Truth Social e seria parte dos projetos do presidente americano de combater a imigração ilegal e o tráfico de drogas através das fronteiras americanas.Continua após a publicidade
As tarifas, se implementadas, poderão potencialmente resultar num aumento dos preços para os consumidores americanos numa ampla variedade de itens, desde a gasolina até produtos agrícolas.
Em 20 de janeiro, como uma das minhas muitas primeiras ordens executivas, assinarei todos os documentos necessários para cobrar do México e Canadá uma tarifa de 25% em todos os produtos que entram nos Estados Unidos.
Donald Trump, presidente eleito dos EUA
Juros americanos altos tornam os Treasuries mais atrativos. O investimento mais seguro do mundo é o Tesouro americano. Se os juros dos EUA sobem, além de seguro, ele se torna muito rentável. Desta maneira, investidores do mundo todo tiram o dinheiro de aplicações mais arriscadas em países emergentes — e vão para os Treasuries. Resultado, um real mais desvalorizado.
O Banco Central pode atuar para segurar o câmbio. A autarquia tem poder para colocar dólar no mercado e segurar a desvalorização do real.
Para isso, o BC faz leilões da moeda americana. Os principais instrumentos para isso são o leilão de dólar à vista, que é a venda da moeda diretamente, e o leilão de swap cambial, que permite que o investidor ganhe com a valorização do dólar sem ter que comprar a moeda, o que, na prática, reduz a pressão no câmbio.
Especialistas acreditam que medida seria “enxugar gelo”. Analistas de mercado ouvidos pelo UOL afirmam que mais do que uma intervenção do Banco Central, é preciso que o governo melhore sua comunicação com o mercado e demonstre sua preocupação com o ajuste fiscal.
Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central, afirmou que autoridade monetária só irá intervir no câmbio se notar alguma disfuncionalidade no mercado. Galípolo conversou na sexta-feira com o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, e defende o câmbio flutuante.
O câmbio flutuante é uma ferramenta muito importante dentro do que é a matriz da política econômica brasileira para poder absorver choques como esse que estamos assistindo. O Banco Central está sempre acompanhando para entender se existe algum tipo de disfuncionalidade, mas não mira qualquer tipo de nível de câmbio.
Gabriel Galípolo, futuro presidente do BC
Ele também sinalizou que alta na inflação pode manter o patamar dos juros. Além da desvalorização do real, que pressiona a inflação, o mercado de trabalho também está aquecido, o que tende a aumentar o consumo e pressionar os preços. “Eventualmente (o BC) terá que ter o pé um pouco mais pesado no freio para não permitir um aquecimento da economia a ponto de pressionar a inflação”. As declarações foram dadas durante almoço oferecido pela Febraban a autoridades monetárias.
*Com Agência Estado e Reuters

O gás de cozinha sofreu mais um aumento em novembro, com reajuste de 9,47% que passou a valer a partir de domingo (1º). A Acelen confirmou que o nono reajuste do ano já está em vigor nesta segunda-feira (2).
O valor médio do botijão no estado da Bahia subiu de R$ 147 para R$ 154, refletindo em um acréscimo de R$ 7 para o consumidor final.
Segundo a Acelen, o aumento foi decidido com base em variáveis do mercado, como o preço do petróleo no mercado internacional, a cotação do dólar e os custos de frete. A refinaria de Mataripe ressaltou que os preços podem continuar a oscilar, tanto para cima quanto para baixo, de acordo com essas flutuações.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindgás) informou que apenas nos meses de abril e junho houve uma redução no preço do produto. Entre junho e novembro, o valor do gás subiu em cerca de R$ 19 para o consumidor final, impactando ainda mais o orçamento das famílias baianas.
Informações Bahia.ba
Presidente dos EUA disse que acusação contra o filho foi ‘politicamente motivada’ e um ‘erro judicial’. Anteriormente, Biden havia afirmado que não daria o perdão. Hunter Biden agradeceu o perdão e disse que ‘nunca subestimará o alívio que lhe foi concedido’.
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Presidente Joe Biden discursa na Casa Branca durante uma cerimônia sobre o Dia Mundial da AIDS com sobreviventes, suas famílias e defensores, neste domingo (1º) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP
O presidente dos EUA, Joe Biden, concedeu perdão “total e incondicional” ao seu filho, Hunter Biden, na noite deste domingo (1º), evitando uma possível sentença de prisão por condenações federais sobre a compra ilegal de arma e pela sonegação de US$ 1,4 milhão em impostos.
“Hoje, assinei um perdão para meu filho Hunter”, declarou Biden neste domingo, alegando que a acusação contra ele foi motivada politicamente e um “erro judicial”.
O perdão significa que Hunter não será sentenciado por seus crime e evita que ela seja preso. O presidente eleito Donald Trump não pode revogar o perdão.
O perdão representa uma mudança de postura de Biden sobre o caso. Na época da condenação de Hunter, ele havia prometido que não iria usar os poderes extraordinários da presidência para beneficiar membros da família.
“As acusações nesses casos surgiram apenas após vários de meus oponentes políticos no Congresso as instigarem para me atacar e se oporem à minha eleição”, afirmou Biden. “Nenhuma pessoa razoável que analise os fatos dos casos de Hunter pode chegar a outra conclusão além de que ele foi alvo apenas porque é meu filho.”
O presidente democrata havia declarado anteriormente que não perdoaria ou comutaria a sentença de seu filho após as condenações nos casos em Delaware e Califórnia.
A decisão ocorre semanas antes de Hunter Biden receber sua sentença no caso de armas e de sua confissão de culpa nas acusações fiscais, e menos de dois meses antes de Donald Trump, presidente eleito, retornar à Casa Branca.
Trump passou anos atacando Hunter Biden por seus problemas legais e pessoais como parte de uma série de ataques contra a família do presidente Biden.
O jornal americano “The New York Times” afirma que não é a primeira vez que um presidente usa seu poder executivo para perdoar ou atenuar a pena de um familiar. Em seu último dia no cargo, o ex-presidente Bill Clinton perdoou seu irmão Roger Clinton por antigas acusações de uso de cocaína. Um mês antes de deixar o cargo, o então presidente Donald Trump perdoou o pai de seu genro Jared Kushner, Charles Kushner, por sonegação fiscal e outros crimes.
Contudo, o jornal aponta que tanto Roger Clinton quanto Kushner já tinha cumprido as penas de prisão quando o perdão foi concedido.
Joe Biden concede perdão total ao filho, Hunter, condenado por crimes ligados a compra de arma em 2018
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Joe Biden com o filho Hunter, em junho de 2024 — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP
Hunter revelou publicamente estar sob investigação federal em dezembro de 2020, um mês após a vitória do pai nas eleições de 2020.
Em junho deste ano, Biden afirmou que não perdoaria ou faria algo para reduzir a pena de seu filho: “respeito a decisão do júri. Farei isso e não vou perdoá-lo.”
Em 8 de novembro, dias após a vitória de Trump nas eleições presidenciais, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, descartou um perdão ou clemência para Hunter Biden: “já nos fizeram essa pergunta várias vezes. Nossa resposta permanece a mesma, que é não.”
Biden ainda disse que espera que os americanos entendam o motivo de um pai e um presidente “tomarem essa decisão”. O presidente passou o feriado de Ação de Graças em Nantucket, Massachusetts, com Hunter e sua família.
Hunter foi condenado em junho em um tribunal federal de Delaware por três crimes relacionados à compra de uma arma em 2018, quando, segundo os promotores, ele mentiu em um formulário federal ao declarar que não usava drogas ilegalmente nem era viciado.
Ele deveria ir a julgamento em setembro no caso da Califórnia, acusado de não pagar pelo menos US$ 1,4 milhão em impostos. No entanto, concordou em se declarar culpado de acusações de contravenção e crime em um movimento surpresa horas antes do início da seleção do júri.
Hunter Biden afirmou que se declarou culpado nesse caso para poupar sua família de mais dor e constrangimento após o julgamento de armas expor detalhes sensacionalistas sobre sua luta contra o vício em crack.
As acusações fiscais previam até 17 anos de prisão, enquanto as acusações de armas poderiam resultar em até 25 anos de prisão, embora as diretrizes federais de sentença previssem penas bem mais brandas, sendo possível que ele evitasse a prisão completamente.

Filho de Joe Biden chega a tribunal na Califórnia para ser julgado por evasão fiscal
Em comunicado por e-mail, Hunter Biden disse que “nunca subestimará o alívio que lhe foi concedido” e prometeu dedicar a vida que reconstruiu “a ajudar aqueles que ainda estão doentes e sofrendo”.
“Admiti e assumi a responsabilidade por meus erros nos dias mais sombrios do meu vício – erros que foram explorados para me humilhar publicamente e envergonhar a mim e à minha família por motivos políticos.”
Informações G1

Apurações que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu entorno têm sido marcadas por prisões preventivas decretadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Desde 2020, Moraes já expediu pelo menos 64 ordens de prisão preventiva. O levantamento foi feito pelo jornal Folha de S.Paulo. O número de prisões preventivas até agora não inclui as detenções relacionadas aos atos do 8 de janeiro.
Neste mês, quatro militares e um policial federal foram presos preventivamente sob a suspeita de planejar um golpe de Estado que incluía o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Além da suposta fraude no cartão de vacinação e do suposto plano golpista, as prisões preventivas contabilizadas incluem possíveis casos de ataques contra instituições e o uso político da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conhecido como “Abin paralela”.
O Código de Processo Penal prevê que a prisão preventiva pode ser decretada durante uma investigação para garantir a ordem pública, assegurar a instrução criminal ou evitar a fuga do investigado, desde que haja indícios suficientes da autoria do crime.

Especialistas ouvidos pela Folha ressaltam que essa é a medida cautelar mais severa e deve ser usada apenas quando alternativas como proibição de contato com outros suspeitos ou restrição de circulação forem insuficientes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), por outro lado, tem apoiado as decisões de prisão preventiva em todos os inquéritos conduzidos por Moraes até o momento.
Presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Renato Vieira afirma ao jornal que a prisão preventiva não pode ser vista como “antecipação da pena” e, para fazer uso do instrumento, é necessário observar a “contemporaneidade” dos motivos que levaram a ela — destacando que é uma medida excepcional.
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Vieira afirma que é questionável, por exemplo, que se aplique o requisito na investigação sobre o suposto plano de golpe de 2022. “Agora a ordem pública está controlada”, diz.
Nas últimas cinco prisões relacionadas ao suposto golpe, a Polícia Federal argumentou que os suspeitos poderiam interferir nas investigações ou ameaçar a ordem pública devido ao “perfil e gravidade” de suas ações.
Os investigadores também destacaram que o grupo tentou apagar e criptografar documentos durante a tentativa de impedir a posse de Lula. Moraes aceitou os pedidos de prisão, sob a alegação de que a PF demonstrou a presença dos requisitos necessários.
Um dos detidos, o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, já havia sido alvo de uma medida cautelar em fevereiro.
Outro caso emblemático é o do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que teve duas prisões preventivas decretadas por Moraes. A primeira, em maio de 2023, foi motivada pela suspeita de fraude no cartão de vacinação, com indicação de risco de “reiteração criminosa” e obstrução da investigação pela PF.
Solto em setembro depois de firmar um acordo de delação premiada, Cid voltou a ser preso em 2024, devido à divulgação de áudios sobre sua colaboração com a Polícia Federal.
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Em algumas situações, a prisão preventiva se estendeu por mais de um ano. O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime Barreto, responsável pelo plano de segurança para evitar os atos do 8 de janeiro, ficou detido por 15 meses.
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), também permaneceu preso preventivamente por um ano. Ele era investigado por supostamente utilizar a PRF para favorecer eleitores de Bolsonaro nas eleições de 2022. Ao revogar a prisão, Moraes argumentou que as razões iniciais para mantê-lo detido já não se aplicavam.
Especialistas disseram à Folha que a prisão preventiva deve seguir critérios rigorosos. O advogado Enzo Fachini destaca que essa medida deve ser aplicada apenas quando há risco concreto de o investigado cometer novos crimes ou atrapalhar as investigações.
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Acacio Miranda, doutor em Direito Constitucional e mestre em Direito Penal Internacional pela Universidade de Granada, avalia que decisões como essas têm sido influenciadas pelo “fator midiático” e pela “polarização”, ao adotar prisões preventivas. “Isso está acontecendo agora, mas vimos no Mensalão, na Lava Jato”, diz.
Renato Vieira, do IBCCrim, também manifestou preocupação com o uso da delação premiada “como abreviação das investigações” e forma de antecipar a soltura. “Não é um vício do Moraes, do Sergio Moro”, disse. “É uma patologia que vem de longa data.”
Outro efeito preocupante, segundo os especialistas, é que decisões do STF acabam influenciando juízes de instâncias inferiores. “Infelizmente, essas decisões midiáticas mais notórias acabam criando jurisprudência para que os juízes de piso se sintam estimulados a fazerem o mesmo”, afirma Miranda.

O corpo de uma idosa foi encontrado na tarde deste domingo (1º) em Feira de Santana. A vítima foi identificada como Marluce Rodrigues dos Santos, de 65 anos. O corpo foi localizado dentro de uma residência na Rua Pau Brasil, bairro Calumbi.
Segundo apurações da reportagem do Acorda Cidade, uma guarnição da polícia foi acionada por uma ex-cunhada da vítima, que foi a responsável por encontrar o corpo. Testemunhas informaram que a idosa fazia acompanhamento médico e havia perdido o esposo recentemente.
O corpo não apresentava hematomas, e não foram encontrados remédios ou armas próximos à vítima.
*Acorda Cidade

Com a aproximação das festas de fim de ano, o comércio de Feira de Santana se prepara para um dos períodos mais aguardados do ano: o Natal. Marco Silva, presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana, compartilhou suas expectativas para a temporada de vendas, destacando a importância da data para o varejo.
“Ao entrarmos na época mais importante do ano para o varejo brasileiro, é essencial lembrar que o nosso Natal é a data mais significativa. Saímos da Black Friday, que hoje já é uma extensão do Natal, com características diferentes, mas ainda com o objetivo de oferecer ao consumidor boas oportunidades de compra.” Afirmou.
Ele explicou que, enquanto a Black Friday é mais voltada para liquidações e produtos das coleções anteriores, o Natal traz um clima de celebração, e o comércio de Feira de Santana está se preparando para oferecer uma experiência diferenciada aos consumidores.

“As lojas estão arrumadas, as equipes estão preparadas, e Feira de Santana estima a contratação de dois mil temporários para atender à demanda. Esse período vai exigir estoquistas, vendedores, supervisores e crediaristas, todos focados em promover boas vendas”, destacou.
O clima natalino é outro ponto que tem chamado a atenção na cidade. “Há uma competição saudável entre os empresários, que estão se destacando com vitrines e decorações para criar um ambiente mágico. Isso é muito importante, porque a decoração e as músicas de Natal fazem toda a diferença na experiência de compra”, disse o presidente do sindicato.
Além do apelo comercial, Marco Silva também ressaltou o aspecto simbólico da data. “O Natal é um momento para nos lembrarmos do nosso cristianismo, refletirmos sobre o verdadeiro significado da data. Não é apenas sobre vendas, mas sobre a importância de compartilhar bons sentimentos e gestos de solidariedade”, acrescentou.
Em relação às projeções de vendas, a expectativa é positiva. “De acordo com os estudos da Fecomércio, a previsão é de um crescimento de 10% nas vendas deste Natal, o que se deve ao baixo índice de desemprego, o menor da história desde a reforma trabalhista. O crescimento da renda também é um fator importante”, explicou Marco Silva. “Se conseguirmos fechar a convenção coletiva do comércio antes do Natal, o reajuste no 13º salário será um incentivo adicional, o que é muito bom para o comércio e para todos os envolvidos.”
Com um desempenho historicamente superior à média da Bahia e do Brasil, Feira de Santana tem a confiança de que o crescimento pode superar os 10% previstos.
“Estamos otimistas. Feira de Santana tem mostrado resultados muito bons, e com o trabalho conjunto entre os empresários, funcionários e a imprensa, acreditamos que este será um Natal de sucesso”, finalizou Marco Silva, desejando saúde e prosperidade a todos.
*De Olho Na Cidade

A Polícia Militar (PM) fez a apreensão de um simulacro de arma de fogo e substâncias análogas a drogas neste domingo (1º) em Feira de Santana. O material foi encontrado em posse de três homens no bairro Asa Branca. Os suspeitos não tiveram as identidades divulgadas.
Segundo apurações da reportagem do Acorda Cidade, durante rondas pelo condomínio Asa Branca 5, em cumprimento à Operação Saturação, a guarnição avistou três homens em atitude suspeita. Após realizar o procedimento de abordagem, foi encontrado o material.
Todos os objetos e os envolvidos foram conduzidos e apresentados no plantão central na Delegacia do Sobradinho.
*Acorda Cidade