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Projeto que cumpre muitas das promessas de campanha do presidente americano foi aprovada na Câmara dos Deputados do país

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O dólar à vista opera com leve alta ante o real nas primeiras negociações desta quinta-feira (22), enquanto investidores reagem à aprovação da legislação tributária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Câmara dos Deputados americana, e aguardam o Relatório de Receitas e Despesas do Brasil.

Segundo matéria do InfoMoney, o projeto tributário aprovado cumpre muitas das promessas de campanha de Trump, como a concessão de novas isenções fiscais sobre gorjetas e empréstimos para automóveis, além do aumento nos os gastos com as Forças Armadas e o controle das fronteiras.

A legislação acrescentará cerca de US$ 3,8 trilhões à dívida de US$ 36,2 trilhões do governo federal na próxima década, de acordo com o independente Escritório de Orçamento do Congresso.

No Brasil, a divulgação do relatório bimestral será seguida por uma coletiva de imprensa que contará com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, entre outros.

Qual a cotação do dólar hoje?

Às 9h11, o dólar à vista BRBY subia 0,38%, a R$ 5,665 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento DOLc1 tinha baixa de 0,04%, a 5.674. Na quarta-feira (21), o dólar à vista fechou em baixa de 0,47%, a R$5,6413.

Informações Bahia.ba


Proposta do governo Lula abre caminho para novas carreiras federais e aumento de despesas públicas até 2027

Plenário da Câmara
Tramitação ocorre em regime de urgência constitucional, o que exige que cada Casa legislativa examine a matéria em até 45 dias | Foto: Reprodução/Flickr/Conselho Nacional de Justiça 

Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 21, o Projeto de Lei 1.466, de 2025, que autoriza a criação de cargos e o reajuste salarial para servidores do governo federal.

Enviado pelo Executivo em abril, a medida deve custar R$ 18 bilhões aos cofres públicos somente neste ano. O texto segue agora para análise do Senado.

Aprovado por ampla maioria, o projeto recebeu 388 votos favoráveis e 43 contrários. Apenas o partido Novo orientou sua bancada a votar contra a proposta.

A tramitação ocorreu em regime de urgência constitucional, o que exige que cada Casa legislativa examine a matéria em até 45 dias.

O projeto substitui uma medida provisória (MP)anterior que travou no Congresso depois dos desentendimentos sobre o rito de votação entre Câmara e Senado.

A MP perderia validade em 2 de junho, o que levou o governo a propor o novo texto para garantir a continuidade das alterações.

Como resultado, a proposta aprovada contempla a criação de novas carreiras federais, como a de Desenvolvimento Socioeconômico, a de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa, e a de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários.

Além disso, reajusta os salários de servidores e empregados públicos que atuam na administração direta, em autarquias e fundações do Executivo federal.

O texto também aumenta as remunerações de cargos em comissão, funções de confiança e gratificações.

Relator da proposta na Câmara nega impacto orçamentário imediato 

O impacto financeiro do projeto tende a crescer nos próximos anos. De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação, o custo estimado será de R$ 17,99 bilhões em 2025, R$ 26,76 bilhões em 2026 e R$ 29,17 bilhões em 2027.

Apesar disso, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), relator da proposta, afirmou que a criação de novas carreiras e a transformação de cargos não acarretam impacto orçamentário imediato.

Segundo ele, a efetivação das mudanças depende de regulamentação específica por meio de decreto para cada órgão ou carreira.

O texto estabelece ainda que os reajustes salariais ocorrerão em duas etapas. A segunda e última fase de aumento está prevista para 1º de abril de 2026.

Informações Revista Oeste


Associações usaram brechas e ferramentas próprias para realizar cobranças sem autorização dos segurados, segundo apuração do Jornal Nacional

Fachada do INSS em Brasília - 2.11.2023 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Fachada do INSS em Brasília – 2.11.2023 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma série de documentos obtidos pelo Jornal Nacional revelou que o INSS ignorou as próprias normas internas e permitiu descontos em massa nos benefícios, mesmo sob denúncias e investigação. O instituto autorizou o uso de sistemas paralelos que driblam regras criadas para proteger os segurados.

No mês de julho de 2024, o próprio INSS havia estabelecido que qualquer autorização para descontos exigiria assinatura eletrônica avançada. A norma também incluía a obrigatoriedade de biometria vinculada aos sistemas oficiais do governo.

Mesmo sem histórico de realizar esse tipo de operação, a ANDDAP (Associação Nacional de Defesa do Direito dos Aposentados e Pensionistas) conseguiu, naquele período, filiar mais de 184 mil pessoas. A entidade utilizou uma brecha aberta pelo próprio INSS e aplicou um site de assinatura virtual simplificada, criado exclusivamente para ela.

O mesmo modelo também foi adotado por outras entidades. A Amar Brasil ABCB, em dezembro de 2024, adicionou 39 mil beneficiários. A Masterprev, em julho, inseriu mais 15 mil filiados por meio desse sistema.

Dados oficiais apontam que mais de 99% das contestações confirmam que os segurados não deram permissão para qualquer tipo de desconto

Cresceram na internet as reclamações contra essas associações. Centenas de beneficiários relataram nunca ter autorizado os descontos. Além dos protestos online, surgiram também ações judiciais. Dados oficiais do INSS apontam que mais de 99% das contestações confirmam que os segurados não deram permissão para qualquer tipo de desconto.

Mesmo diante de denúncias, além de investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), o INSS manteve brechas operacionais. No mês de março de 2024, editou uma norma exigindo assinatura eletrônica avançada. Também determinou a suspensão de novos descontos por seis meses, enquanto aguardava a finalização do sistema oficial de biometria da Dataprev.

No entanto, em junho, Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS, cedeu aos pedidos das associações. Ele autorizou novos descontos com base em uma biometria paralela, realizada diretamente pelas entidades, sem conexão com sistemas oficiais de reconhecimento facial.

Em setembro, a Dataprev entregou ao governo o sistema de biometria oficial. Apesar disso, Stefanutto prorrogou, por duas vezes, o uso da biometria paralela. Primeiro até dezembro, alegando que o sistema precisava de ajustes. Depois, estendeu até janeiro de 2025, mesmo com o sistema da Dataprev em funcionamento.

As auditorias da CGU e as investigações da Polícia Federal colocaram quatro dessas entidades sob suspeita. O número anormal de novos associados levantou alerta nas autoridades. Apesar disso, essas organizações não aparecem na lista das doze que já enfrentam processos com bloqueio de bens na Justiça.

Informações Revista Oeste


Homem com bandeira de Israel perto de onde funcionários foram mortos Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

Na noite desta quarta-feira (22), dois funcionários da Embaixada de Israel foram mortos a tiros nas imediações do Museu Judaico em Washington, D.C., onde ocorria um evento do Comitê Judaico Americano (AJC). As vítimas, um homem e uma mulher, estavam fora do prédio no momento em que foram atacadas.

A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kristi Noem, confirmou o ocorrido por meio das redes sociais:

“Dois funcionários da embaixada de Israel foram assassinados sem razão esta noite perto do Museu Judaico em Washington, D.C. (…) Estamos investigando ativamente e trabalhando para reunir mais informações para compartilhar com vocês.”

A polícia local orientou a população a evitar a área do ataque, que fica próxima à sede regional do FBI, e informou que está colaborando com a Embaixada de Israel nas investigações. O diretor do FBI, Kash Patel, também declarou que a agência federal está em contato com a Polícia Metropolitana para reunir mais dados.

Segundo veículos da imprensa americana, o suspeito do atentado teria gritado “Palestina livre” ao ser detido pela polícia. Uma das vítimas chegou a ser levada a um hospital em estado grave, mas acabou não resistindo.

O FBI, por meio de uma postagem nas redes sociais, assegurou que “não há nenhuma ameaça à segurança pública” na área neste momento.

O porta-voz da embaixada israelense, Tal Naim Cohen, confirmou em sua conta oficial que os dois funcionários “foram baleados à queima-roupa”.

Já o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, classificou o episódio como um ato de ódio:

“Prejudicar a comunidade judaica é cruzar uma linha vermelha. Confiamos que as autoridades americanas tomarão medidas enérgicas contra os responsáveis por este ato criminoso. Israel continuará a agir de forma decisiva para proteger seus cidadãos e representantes em todo o mundo.”

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que esteve no local do crime junto com a procuradora-assistente Jeanine Ferris Pirro. Em publicação no X, Bondi declarou:

“Rezamos pelas vítimas desta violência enquanto trabalhamos para entender melhor o que aconteceu.”

O evento promovido pelo AJC tinha como público-alvo jovens profissionais judeus entre 22 e 45 anos e buscava aproximá-los da comunidade diplomática. O diretor executivo da entidade, Ted Deutch, lamentou o ocorrido:

“Estamos devastados pelo ato hediondo de violência que ocorreu fora do campus.”

O Museu Judaico da Capital, onde tudo aconteceu, é reconhecido como o único da região dedicado à história da comunidade judaica em Washington, com o objetivo de “construir uma comunidade e inspirar ação social”, segundo sua própria definição institucional.


Agentes foram descobertos com identidades falsas, trabalhando em diferentes áreas

Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/ALEXANDER KAZAKOV/SPUTNIK/KREMLIN/POOL

O jornal The New York Times publicou, nesta quarta-feira (21), que a Rússia enviou espiões para o Brasil com a intenção de criar identidades, laços e negócios no país para depois usá-los para operações ilegais nos Estados Unidos, na Europa e até no Oriente Médio.

Esses espiões teriam como função se infiltrar para poder atuar em ofensivas de interesse do governo russo sem chamar atenção. Como prova, o jornal identificou Artem Shmyrev, membro da inteligência russa, que criou uma empresa de impressões 3D no Rio de Janeiro.

Com um relacionamento com uma brasileira, o espião russo usava uma identidade falsa, tendo inclusive uma certidão de nascimento e passaporte com o nome de Gerhard Daniel Campos Wittich, que seria um “brasileiro” de 34 anos.

Ainda segundo a reportagem, Shmyrev teria uma esposa na Rússia que também é espiã e ele vivia essa vida dupla no Brasil há seis anos, esperando o momento para entrar em ação. Em uma troca de mensagens entre o casal, o russo teria afirmado à esposa que “ninguém quer se sentir como um perdedor” e continuava “trabalhando e com esperança”.

Mas este não era o único agente russo que está no Brasil aguardando ordens. O jornal diz que a Rússia usou o Brasil para abrigar uma linha de montagem de espiões, através de operadores de elite, considerados até mesmo ilegais. Outro agente russo teria atuado em venda de joias e uma agente atuava como modelo.

Agentes de contra-inteligência do Brasil teriam descoberto esses disfarces e cada um dos espiões foram encontrados nos últimos três anos. A Polícia Federal teria deflagrado a Operação Leste, prendendo duas pessoas e encontrando, ao todo, nove russos que estavam em operação no Brasil.

A investigação brasileira foi estendida para oito países, contando com a colaboração das inteligências dos Estados Unidos, Israel, Holanda e Uruguai.

Informações Pleno News


Ele e os demais integrantes devem ser apresentado de forma oficial na próxima segunda-feira (26)

Foto: Reprodução/X @MrAncelotti

Novo treinador da Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti já definiu sua comissão técnica para comandar o time canarinho, mas não terá nenhuma integrante brasileiro.

Junto com Ancelotti virão: seu filho Davide, o genro Beniamino Fulco, além dos compatriotas Francesco Mauri e Simone Montanero, e o inglês Paul Clement. Ele e os demais integrantes devem ser apresentado de forma oficial na próxima segunda-feira (26).

Havia a expectativa pela presença de ex-jogadores campeões do mundo na comissão do treinador, como foi ventilado o nome de Kaká, mas Ancelotti entendeu que nesse primeiro momento contará com a estrutura profissional da CBF.

Informação Bahia.ba


O Bahia avança de fase se empatar a partida, por ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0

Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Bahia e Paysandu estão escalados para o confronto decisivo das 19h30, nesta quarta-feira (21), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador. O duelo válido pela 3ª fase da Copa do Brasil vale vaga nas oitavas de final do certame nacional.

A missão é mais complicada para o Papão da Curuzu: a derrota por 1 a 0 no jogo de ida no Mangueirão, obrigará o time paraense a vencer por um gol para levar a disputa para os pênaltis, ou mais gols de diferença para se classificar direto. Ao Bahia, basta um empate por qualquer placar que estará na próxima fase.

Em campo, o técnico Rogério Ceni montou uma equipe mesclada. O Tricolor começa o jogo com Marcos Felipe; Erick, Gabriel Xavier, Fredi, Iago Borduchi; Acevedo, Jean Lucas, Rodrigo Nestor e Michel Araújo; Kayky e Willian José.

Já o bicolor paraense, treinado por Luizinho Lopes, vem a Salvador com Matheus Nogueira; Edílson, Luan Freitas, Maurício e PK; Leandro Vilela, André Lima e Matheus Vargas; Bryan, Reverson e Jorge Benítez.

Informações Bahia.ba


Marco Rubio, o secretário de Estado dos EUA Imagem: Jim WATSON / AFP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, está sob possível investigação para sofrer sanções por parte do governo dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo senador Marco Rubio, atual secretário de Estado na gestão de Donald Trump.

Durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, Rubio declarou que o caso está sendo avaliado e que há uma “grande possibilidade” de sanções serem impostas a Moraes. Essa é a primeira vez que um integrante do alto escalão do governo norte-americano menciona de forma tão direta essa possibilidade.

A pressão por medidas contra o ministro brasileiro vem ganhando força entre críticos que apontam supostas violações de direitos humanos em suas decisões judiciais. Eles pedem a aplicação da Lei Magnitsky, um instrumento jurídico adotado pelos EUA que permite punições unilaterais a estrangeiros envolvidos em corrupção grave ou abusos sistemáticos contra os direitos humanos.

Aprovada inicialmente em 2012 e ampliada em 2016, essa legislação autoriza o congelamento de bens e contas bancárias, além de proibir a entrada dessas pessoas em território norte-americano. As sanções podem ser aplicadas sem necessidade de processo judicial, desde que fundamentadas em relatórios de organizações internacionais, reportagens ou testemunhos confiáveis.

Entre os atos considerados passíveis de punição estão execuções extrajudiciais, tortura, prisões arbitrárias e repressão a jornalistas ou ativistas. Para que a lei seja aplicada, é necessário que as violações sejam sistemáticas e bem documentadas.

Nos últimos meses, o nome de Moraes tem sido associado a medidas que causaram desconforto em setores do governo dos EUA, especialmente após decisões que afetaram plataformas digitais com sede no país. Em fevereiro, por exemplo, o Departamento de Estado norte-americano criticou a ordem de remoção de contas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a liberdade de expressão deve ser preservada e que a soberania entre nações deve ser respeitada mutuamente.

Paralelamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem atuado junto a aliados de Donald Trump e membros do Congresso americano para pressionar pela inclusão de Moraes na lista de sancionados. O empresário Elon Musk e o blogueiro Paulo Figueiredo, também investigado por Moraes, mencionaram o tema em conversas públicas.

Embora o STF negue que Moraes tenha contas bancárias nos Estados Unidos, especialistas afirmam que eventuais sanções poderiam afetar recursos vinculados a bancos brasileiros que operam no sistema financeiro norte-americano, além de impactar o uso de cartões de crédito com bandeiras internacionais.


A normativa foi elaborada de forma conjunta pela Anvisa e pelos ministérios da Saúde, da Justiça, e da Agricultura e Desenvolvimento Agrário

Foto: Reprodução/Twitter

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um projeto interministerial que visa regulamentar o uso medicinal da cannabis no Brasil. A proposta foi protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) em resposta à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a regulamentação do cultivo e da produção nacional de medicamentos feitos à base da planta, ainda em novembro de 2024.

Segundo matéria do InfoMoney, a normativa foi elaborada de forma conjunta pela Anvisa e pelos ministérios da Saúde, da Justiça, e da Agricultura e Desenvolvimento Agrário. O texto deve ser publicado até setembro e conterá as regras para todas as etapas, do cultivo à distribuição, destacando a urgência em ampliar o acesso aos tratamentos.

O uso de medicamentos à base de cannabis é autorizado no Brasil desde 2015, tendo sido liberado inicialmente apenas o uso por importação. Já em 2019, a Anvisa regulamentou a comercialização no Brasil, mas apenas com insumos estrangeiros. Atualmente, a maioria dos pacientes precisa recorrer à Justiça para obter acesso.

“O alto custo dos produtos medicinais à base de canabidiol no Brasil produz graves iniquidades no acesso aos tratamentos, já que a obrigatoriedade de importar os insumos encarece a produção e os preços”, aponta o plano entregue pela AGU.

De acordo com dados do governo Federal, mais de 670 mil brasileiros utilizam do canabidiol para o tratamento de condições como epilepsia refratária, dor crônica e esclerose múltipla. Desde 2022, o Ministério da Saúde recebeu 820 ordens judiciais exigindo fornecimento dos medicamentos.

Informações Bahia.ba


Medida passou a ser válida após o Parlamento italiano aprovar uma lei que concede apenas aos filhos e netos de italianos nascidos no exterior o direito automático à cidadania

Foto: Pixabay

O Parlamento da Itália aprovou, por 137 votos a favor, 83 contrários e duas abstenções, um projeto que torna definitiva as restrições ao acesso à cidadania italiana por descendência. A decisão foi proferida na terça-feira (20). 

Com a mudança, apenas filhos e netos de italianos nascidos no exterior continuarão com o direito automático à cidadania. Gerações mais distantes como bisnetos e trinetos perderam o direito.

Com a nova regra é necessário que o ascendente tenha, ou tenha tido até a morte, exclusivamente a cidadania italiana. A norma, que deve atingir 95% dos brasileiros que antes tinham direito à cidadania, busca impedir que estrangeiros reivindiquem o direito com base em laços familiares distantes. 

Processos iniciados até 27 de março de 2025 não serão impactados pelas novas regras. 

O objetivo é conter o uso excessivo da cidadania como meio para conseguir o passaporte europeu, especialmente na América do Sul. A Embaixada da Itália calcula que 32 milhões de descendentes de italianos vivem no Brasil.

Informações Bahia.ba