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Com Frei Jorge Rocha

Tema: Proparoxítona

Confira:


Números são da pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira

Lula aparece empatado com Michelle e Jair Bolsonaro, e também com Tarcísio Fotos: PR/Ricardo Stuckert // VINCENT BOSSON/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO // Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Em um momento em que vê sua popularidade continuar a derreter, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece tecnicamente empatado com diversos nomes da oposição em cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Os números são da pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (5).

De acordo com o levantamento, Lula estaria em igualdade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com nomes como da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); e dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).

No cenário entre Lula e Jair Bolsonaro, ambos aparecem com 41% das intenções de voto. Lula havia marcado 44% em abril, mês do levantamento anterior, enquanto Bolsonaro tinha 40%. Os indecisos somam atualmente 5%, e outros 13% afirmam que votariam em branco, nulo ou que não votariam.

Contra Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Lula tem 41% e Freitas marca 40%, o que indica um empate dentro da margem de erro. Em abril, o petista registrava 43%, e Tarcísio, 37%. Indecisos são 5%, e 14% votariam em branco, nulo ou não votariam.

Na disputa com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 43% e Michelle com 39%. Em abril, Lula tinha 44% e Michelle 38%. Indecisos somam 4%, e os que declaram voto em branco, nulo ou ausência total chegam a 14%.

Contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, o presidente marca 40% e o chefe do Executivo paranaense, 38%. Os indecisos são 5%, e os brancos, nulos ou que não votariam totalizam 17%.

Já no confronto com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Lula também empata tecnicamente. Enquanto o petista registra 40% das intenções de voto, Leite aparece com 36%. Outros 5% estão indecisos, e 19% afirmam que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 29 de maio e 1° de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Informações Pleno News


Decisão judicial foi de 8 anos de prisão em regime fechado

Leo Lins Foto: YouTube Pânico Jovem Pan

O humorista Léo Lins foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por falas consideradas criminosas no show Perturbador, realizado em 2022, em São Paulo. A Justiça entendeu que ele ultrapassou os limites da liberdade de expressão e cometeu crime de discurso de ódio.

Entre as piadas que motivaram a condenação, estão falas contra negros, indígenas e judeus. Ele disse coisas como:

  • “Coisa terrível é usar o negro como escravo, graças a Deus isso acabou e agora usam os bolivianos.”
  • “Se o dia da consciência negra é feriado pelos negros, quarta-feira de cinzas devia ser judeu.”
  • “O preconceito, para mim, é uma coisa primitiva que não devia mais existir. Que nem o índio. Chega! Não precisa mais.”
  • “O uísque para mim tem que ser igual à mulher. Puro e com 12 anos.”
  • “Sou totalmente contra a pedofilia, sou mais a favor do incesto, se for abusar de uma criança, abusa do seu filho, ele vai fazer o quê? Contar para o pai?”
  • “Uma vez eu vi uma enquete na internet escritas assim: ‘O que vocês falam quando terminam de transar?’ Aí eu fui lá e escrevi: Não conta para sua mãe que eu te dou uma boneca. Me xingaram muito… esse dia eu fiquei mal. Eu só fiquei melhor no dia seguinte, quando eu fui no parquinho olhar as crianças.”

A juíza Bárbara de Lima Iseppi afirmou na sentença que “o humor não pode ser usado como passe-livre para cometer crimes” e que as falas atingiram grupos vulneráveis.

Além da prisão, Léo Lins foi condenado a pagar multa de R$ 1,4 milhão e indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos. A defesa pode recorrer. As informações são do Terra.

Informações Pleno News


Ordem limita vistos e reforça controle migratório depois de ataque no Colorado

Trump
Durante o mandato anterior, Trump havia decretado a suspensão de entrada para cidadãos de sete países | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um novo decreto que impede a entrada de pessoas de 12 países em solo norte-americano.  

A medida, que começa a valer na segunda-feira 9, reativa uma política de seu primeiro mandato, suspensa no governo de Joe Biden.

Como resultado, a lista inclui Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.

Cidadãos desses países não poderão entrar nos EUA nem obter vistos de residência, turismo ou estudo. A decisão surge dias depois de um ataque cometido por um egípcio no Colorado, durante uma vigília em apoio a reféns em Gaza.

Em vídeo, Trump afirma que o ataque “ressaltou os perigos extremos que a entrada de estrangeiros, sem a devida verificação, representa” à segurança nacional. Segundo ele, a Suprema Corte já confirmou a legalidade da medida.

“Restauraremos a proibição de viagens, que algumas pessoas chamam de proibição de viagens de Trump, e manteremos os terroristas islâmicos radicais fora do nosso país, o que foi confirmado pela Suprema Corte”, disse o republicano.

Além da proibição direta, cidadãos de outros oito países — como Venezuela, Cuba e Turcomenistão, por exemplo — devem enfrentar restrições severas para entrada, inclusive para viagens temporárias.

No caso da Venezuela, a Casa Branca alega ausência de autoridade central confiável para emitir documentos e falta de cooperação diplomática.

Por outro lado, os EUA classificam Cuba como “patrocinadora do terrorismo”. Ambos os países também teriam histórico de recusa em aceitar deportações de seus nacionais.

Trump solicitou relatório para embasar novo decreto 

A medida integra um pacote mais amplo de endurecimento das regras migratórias, que inclui propostas de deportações em massa, eliminação do direito à cidadania por nascimento e a suspensão da entrada de refugiados.

O próprio presidente pediu a elaboração do relatório que embasou o decreto atual, com foco em países considerados hostis aos EUA. Durante o mandato anterior, Trump já havia decretado a suspensão de entrada para cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

A decisão provocou protestos internacionais. Com o tempo, o texto foi modificado até que uma versão fosse mantida pela Suprema Corte, em 2018.

Na época, a medida ficou conhecida como “proibição muçulmana” e afetou viajantes de Irã, Síria, Iêmen, Somália e Líbia, além de funcionários do governo da Coreia do Norte e da Venezuela.

O ex-presidente Joe Biden revogou a política assim que assumiu o cargo em 2021, classificando-a como discriminatória. Trump, no entanto, sempre alegou tratar-se de uma questão de segurança nacional — e agora promete restabelecer as barreiras com ainda mais rigor.

Informações Revista Oeste


1ª Turma agendou para esta sexta-feira, 6, o julgamento da deputada

Carla Zambelli saiu do Brasil no fim de maio pela fronteira com a Argentina, onde não há obrigatoriedade de controle pela Polícia Federal | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Carla Zambelli saiu do Brasil no fim de maio pela fronteira com a Argentina, onde não há obrigatoriedade de controle pela Polícia Federal | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para esta sexta-feira, 6, um recurso da deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a condenação a dez anos de prisão pelo ataque ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

A sessão será realizada de forma virtual, das 11h às 23h59, conforme agendado pelo presidente da 1ª Turma, ministro Cristiano Zanin, que atendeu à solicitação do relator, Alexandre de Moraes.

A sessão extraordinária foi marcada depois que Zambelli anunciou, nesta terça-feira, 3, que estava fora do Brasil, e que pretendia denunciar os excessos do STF. Ela está nos Estados Unidos e pode partir para a Europa. 

Depois disso, Moraes decretou a prisão preventiva da deputada, pediu para incluir seu nome na lista de procurados da Interpolbloqueou as redes sociais de todos os membros da família de Zambelli e abriu um novo inquérito contra ela. Deputados da base do governo Lula querem sua cassação imediata. 

O recurso de Zambelli contra a condenação pelo STF

No último dia 23, de forma unânime, o colegiado condenou Zambelli à prisão em regime fechado, cassação do mandato e multa de R$ 2 milhões por danos materiais e morais. Em resposta, a defesa protocolou embargos de declaração, nos quais alegou cerceamento de defesa devido à ausência de acesso integral às provas. 

Os advogados solicitaram que o STF reconheça essa limitação, permita consulta completa aos documentos e absolva a parlamentar. O hacker Walter Delgatti Neto também foi condenado no processo a que respondeu Zambelli.

Sessão da Primeira Turma do STF
Sessão da Primeira Turma do STF | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Os embargos de declaração não necessariamente alteram a decisão, mas servem para esclarecer possíveis contradições ou omissões presentes no acórdão. 

Caso o recurso seja rejeitado por unanimidade, o processo será definitivamente encerrado, e a execução da pena poderá ser determinada pelo relator. Segundo o regimento interno do STF, se a decisão não for unânime, existe a possibilidade de apresentação de embargos infringentes, recurso que permite reanálise do mérito da condenação, desde que haja voto favorável à parte recorrente. Porém, a admissibilidade desse recurso depende de julgamento pelo colegiado.

Fazem parte da 1ª Turma, além de Moraes e Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Informações Revista Oeste


Partida acontece nesta quinta-feira (5), às 20h no horário de Brasília, em Guayaquil, pela 15ª rodada das eliminatórias da Copa de 2026

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasil dá o pontapé inicial para a era Carlo Ancelotti no comando. A estreia oficial do treinador italiano será no jogo na visita do Brasil ao Equador, nesta quinta-feira (5), às 20h no horário de Brasília, no Monumental de Guayaquil, pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O time Canarinho está no G-6 que garante vaga direta no Mundial, ocupando o quarto lugar com 21 pontos na tabela. Com dois a mais, o selecionado equatoriano é o vice-líder, atrás da Argentina, isolada no topo com 31. No primeiro turno do certame, os brasileiros levaram a melhor vencendo por 1 a 0, no Couto Pereira, com gol de Rodrygo, que está lesionado e não foi convocado.

Para o debute na Seleção, Ancelotti não poderá contar com o atacante Raphinha que cumpre suspensão. Fora das convocações desde 2023, o atacante Richarlison voltou a ser chamado na primeira lista do italiano e deve começar entre os titulares formando o trio ofensivo com Estêvão e Vini Jr. Outro que vai vestir a Amarelinha novamente é o volante Casemiro, outro que vai iniciar a partida entre os onze.

Equador
Vice-líder das eliminatórias, o técnico Sebastián Beccacece tem problemas para escalar o Equador. O atacante Gonzalo Plata, do Flamengo, foi cortado por conta de uma lesão no joelho. Enquanto Enner Valencia, do Inter, se recupera de um problema muscular e deve começar como opção no banco de reservas.

FICHA TÉCNICA
Equador x Brasil
Eliminatórias da Copa do Mundo – 15ª rodada
Local: Monumental de Guayaquil, Guayaquil (EQU)
Data: 05/06/2025 (quinta-feira)
Horário: 20h no horário de Brasília
Árbitro: Piero Maza (CHI)
Assistentes: Cláudio Urrutia e Alejandro Molina (ambos do CHI)
VAR: José Cabero (CHI)
Transmissão: TV Globo

Equador: Hernán Galíndez; Angelo Preciado, Willian Pacho, Piero Hincapié, Pervis Estupiñán; Alan Franco, Moisés Caicedo, Pedro Vite, John Yeboah, Alan Minda; Kevin Rodríguez. Técnico:Sebastián Beccacece.

Brasil: Alisson, Vanderson, Marquinhos, Alex e Alexsandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Gérson; Estêvão, Vini Jr e Richarlison. Técnico: Carlo Ancelotti.

Informações Bahia.ba


Aprovação à candidatura do petista recua e atinge 32%

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira (5) aponta que 66% dos brasileiros acham que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria se candidatar à reeleição em 2026.

O percentual representa um aumento de quatro pontos em relação à pesquisa de março deste ano, quando 62% defendiam que o petista não tentasse um novo mandato.

Por outro lado, 32% afirmam que Lula deveria disputar a Presidência novamente — três pontos a menos do que os 35% registrados na rodada anterior. Outros 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente, entre os dias 29 de maio e 1º de junho, em todos os estados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento reflete um cenário em que cresce a resistência à continuidade de Lula no Palácio do Planalto após 2026, enquanto o apoio à sua candidatura tem recuado de forma gradual desde o início do ano.

Informações Bahia.ba


Foto: Jorge Magalhães

A Prefeitura de Feira de Santana está concedendo incentivos fiscais para novas indústrias se instalarem na nova área industrial Norte da cidade. A iniciativa foi anunciada para a classe empresarial e dirigentes do sistema “S” pelo prefeito José Ronaldo, na manhã desta quarta-feira (04), durante a abertura do 2º Simpósio da Indústria do Sertão, que reúne lideranças do setor produtivo no auditório do SESI, no Alto do Cruzeiro.

José Ronaldo informou que o Governo Municipal está implantando um novo centro industrial na região Norte da cidade, no trecho a partir da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) até a divisa com o município de Santa Bárbara. Lembrou que o local dispõe de todas as condições necessárias para a implantação de novas indústrias.

O evento, que comemora o Dia da Indústria, foi aberto pelo presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, que agradeceu ao prefeito José Ronaldo pelo apoio de seu governo às indústrias. Ele também ressaltou a importância da indústria para o desenvolvimento do país e citou como exemplo a guerra tarifária entre Estados Unidos e China que, em sua avaliação, tem como propósito estimular a reindustrialização do país norte-americano.

Na abertura do evento, foi realizada uma palestra sobre “Liderança para a nova indústria”, com Mateus Couto. Em seguida, houve um painel sobre “NR1 – Casos práticos para gestão dos riscos psicossociais”, depois outro painel sobre “Formação profissional e o emprego do futuro” e “Tecnologias inovadoras para a nova indústria e a manufatura aditiva”.

As atividades prosseguem no período da tarde, com Rodada de Negócios das 14h às 18h. No mesmo período, também ocorre a oficina “Lean Game – Treinamento imersivo”, a partir das 14h; “O papel do líder na promoção de ambientes saudáveis”, a partir das 15h; “O progresso que vem da indústria: histórias de desenvolvimento no interior baiano – Região Centro (FS)”, às 16h; e “Conectando fábricas: a revolução da indústria 4.0”.

O prefeito José Ronaldo participou do evento acompanhado dos secretários de Comunicação, Joilton Freitas, e de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Cristina Ferreira.

Com informações da SECOM


Foto: Rotativo News

Manu Pilger
Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Nas últimas semanas, manchetes nacionais voltaram a colocar Feira de Santana entre as cidades mais violentas do Brasil e do mundo. Embora os dados sejam importantes para orientar políticas públicas, é igualmente necessário olhar com sensibilidade para o que esses números não dizem ou, pior, para o que eles silenciam.

Feira de Santana é cidade com uma história rica, um povo trabalhador e um papel vital no desenvolvimento do interior do estado. E, como toda cidade que pulsa, tem problemas, mas também tem força, tem vida, tem potência E abriga algumas das principais instituições de ensino superior da Bahia, como a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), além de centros universitários e faculdades privadas que atraem estudantes de toda a região. É um polo acadêmico que forma médicos, professores, engenheiros, artistas, cientistas e empreendedores.

Também é uma cidade de cultura viva, festas populares, feiras livres, teatro, música e tradições. É ponto de passagem, de encontro e de permanência. Estima-se que, durante a semana, a população de Feira chegue a 1 milhão de pessoas, com trabalhadores que vêm de cidades vizinhas para buscar sustento e oportunidade. Isso a torna um grande centro econômico e social do interior baiano e que emprega mais de 25 mil trabalhadores registrados com carteira assinada segundo o Sindicato do Comércio que fiz questão de buscar.

Eu mesma não nasci em Feira de Santana, mas vivo aqui há 15 anos. Quando cheguei, meu sonho era conquistar minha casa própria e foi aqui que isso aconteceu. Foi essa cidade que me deu chão, que me deu estabilidade e segurança para construir minha vida. Por isso, sou grata. Por isso, quero que outras pessoas vejam a Feira que eu conheço: a cidade que acolhe, que gera renda, que constrói histórias.

Encher as ruas de viaturas da polícia ou da guarda municipal em cada esquina pode até transmitir uma sensação momentânea de segurança, mas, infelizmente, não resolve, por si só, o problema da violência. Os fatores que alimentam a criminalidade são muito mais profundos. Eles nascem, muitas vezes, da ausência de estrutura familiar, da falta de oportunidades reais e da carência de políticas que trabalhem a base: educação, cultura, esporte, trabalho e dignidade.

A violência se combate, também, com planejamento familiar, com o resgate da educação moral e ética, com o fortalecimento dos vínculos afetivos e com a formação da personalidade, que começa, e deveria ser cultivada, dentro de casa. Quando olhamos para os dados da população carcerária no Brasil, vemos um quadro preocupante:

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN):
• O Brasil tem cerca de 852 mil pessoas presas em regimes diversos (dados de 2024).
• 86% são homens, 72% têm até 30 anos, e 69% são negros.
• Aproximadamente 60% da população carcerária tem entre 18 e 34 anos.
• Cerca de 50% dos presos não completaram o ensino fundamental, e apenas 3% têm ensino superior.

Esses jovens muitos deles negros, de baixa escolaridade e sem oportunidades, poderiam estar estudando, trabalhando, cursando o ensino superior, mas acabam entrando cedo no mundo do crime, não apenas por falta de oportunidades, mas, principalmente, por falta de orientação, apoio e políticas públicas eficazes. Claro que precisamos enfrentar os desafios da segurança pública com seriedade. Mas reduzir Feira de Santana à violência é injusto e, mais do que isso, é prejudicial. Afasta investimentos. Espanta turistas. Diminui a autoestima de quem vive aqui. E ignora uma cidade viva, trabalhadora e cheia de possibilidades.

Feira precisa, sim, de atenção. Mas também precisa de visibilidade positiva. De uma população que valorize o que tem. De lideranças que se orgulhem de contar o que há de bom na Princesa do Sertão. Feira de Santana não é perfeita. Mas é forte. E merece mais do que estatísticas frias. Merece ser contada pelas histórias de quem constrói seus dias aqui. Como eu. Como tantos. Como você, que talvez esteja lendo este texto de dentro de um ônibus a caminho do trabalho ou em casa, sonhando com uma vida melhor que pode, sim, começar por aqui. Eu Amo Fêra.

Confira o podcast:


Parceria permite o serviço gratuito em mais de cinco mil agências em todo o país

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Desde 30 de maio, aposentados e pensionistas do Brasil todo passaram a contar com a opção de atendimento presencial para tratar de descontos associativos não autorizados em seus benefícios. Agora, é possível consultar, contestar e acompanhar a análise de descontos indevidos diretamente nas agências dos Correios.

Na Bahia, são 325 agências dos Correios habilitadas para acolher os beneficiários e atender os 417 municípios do estado. A cidade baiana com maior número de agências é a capital, Salvador, com 13 pontos de atendimento.

Na sequência, com três agências, aparece Feira de Santana e, com duas cada, as cidades de Lauro de Freitas, Mucuri, Nova Viçosa e Porto Seguro.

Abrangência nacional

São mais de cinco mil agências participantes em todo o território nacional. O serviço foi concebido especialmente para quem tem dificuldade com atendimento pelos canais digitais, como o aplicativo Meu INSS ou a Central 135.

A iniciativa amplia de forma significativa a rede de atendimento presencial para beneficiários do INSS, especialmente em localidades sem unidades próprias do INSS. Além disso, fortalece o papel dos Correios como braço do Governo Federal no enfrentamento às fraudes que prejudicaram idosos.

“Queremos alcançar justamente quem mais precisa: pessoas que não conseguiram resolver as situações pelo aplicativo ou pelo telefone 135”, afirma o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

“Nosso objetivo é garantir que ninguém fique de fora. Por isso, a parceria com os Correios é estratégica. É esse atendimento mais humano e próximo que o nosso público merece e precisa”.

Locais sem agência habilitada

Para regiões ainda não atendidas pelas agências habilitadas, ações itinerantes e mutirões de atendimento estão sendo planejadas. O objetivo é garantir a universalização do serviço.

Segurança

A parceria prevê protocolos rigorosos de segurança, com atendimento feito exclusivamente por profissionais treinados em unidades próprias dos Correios. Todos os dados dos beneficiários são tratados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo confidencialidade e rastreabilidade.

Nas agências, aposentados e pensionistas podem:

– Consultar se houve algum desconto em seu benefício;
– Contestar descontos não autorizados;
– Confirmar se algum desconto foi autorizado;
– Acompanhar o resultado da contestação (após 15 dias úteis);
– Analisar documentos enviados por associações;
– Receber protocolo de atendimento com orientações para continuar pelo 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.

Golpes

Ninguém do INSS ou dos Correios está autorizado a ir até sua casa para oferecer esse serviço. O atendimento é feito apenas pelo aplicativo, pelo site do INSS, pela Central 135 e, agora, presencialmente nas agências dos Correios.