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Entre a tripulação estão o cidadão brasileiro Thiago Ávila e a ambientalista sueca Greta Thunberg

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota pedindo a Israel que liberte os tripulantes detidos pela marinha do país nesta segunda-feira (9). A embarcação que transportava 12 ativistas, incluindo o cidadão brasileiro Thiago Ávila e a ambientalista sueca Greta Thunberg, foi interceptada ainda na madrugada, ao tentar chegar à Faixa de Gaza, onde se dirigia com a missão de levar itens básicos de ajuda humanitária para moradores da região.

“Ao recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, o Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos”, diz a nota.

Segundo matéria do InfoMoney, no comunicado, o Brasil também faz um apelo para que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária no território palestino, cumprindo assim com suas obrigações como potência ocupante da região. Na nota, a pasta também pontua que todas as embaixadas brasileiras na região estão sob alerta para, caso necessário, prestar a assistência consular cabível, em consonância com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares.

O barco interceptado pelas autoridades israelenses, nomeado de Madleen, com bandeira britânica e operado pela FFC, partiu da ilha da Sicília, na Itália, na última sexta-feira (6), com previsão de chegada à Gaza na madrugada desta segunda, justamente quando ocorreu a interceptação, informou o grupo em sua conta na rede social Telegram.

Pouco antes da declaração da FFC, o Ministério das Relações Exteriores de Israel já havia publicado um vídeo, na rede social X, que mostrava a Marinha israelense se comunicando com o Madleen por meio de um alto-falante instruindo-o a mudar de rota.

“A zona marítima ao largo da costa de Gaza está fechada ao tráfego naval como parte de um bloqueio naval legal”, disse um soldado. “Se você deseja entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, pode fazê-lo através do porto (israelense) de Ashdod”, complementou.


Órgão atende a um pedido feito pelo PSOL

Lançamento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares Foto: Marcos Corrêa/PR

O Comitê de Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou ao Brasil que impeça a criação de mais escolas cívico-militares no país, de acordo com Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A medida tem relação direta com o processo de Revisão Periódica Universal, um ciclo periódico de avaliação que aprecia as condições dos países membros da ONU no âmbito dos direitos humanos, que ocorre a cada quatro anos e meio.

O órgão alerta para denúncia feita por membros do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de São Paulo, Celso Giannazi e Carlos Giannazi, que condenam a expansão das escolas cívico-militares no estado durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo (Seduc-SP) anunciou, em abril, a conversão de cem escolas da rede pública do estado para o modelo cívico-militar a partir de agosto.

Esta reformulação na educação de São Paulo, que inicialmente estava prevista para 2026, acabou sendo antecipada após uma decisão favorável do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando a criação dessas escolas.

A fim de garantir o máximo de transparência neste processo, o estado realizou consultas públicas, onde participaram mães, pais ou responsáveis pelos alunos menores de 16 anos, além de estudantes maiores de 16 anos e, claro, profissionais da educação.

Para ser aprovada, seria necessário um quórum mínimo de 50% mais um dos votos válidos. Mais de 106 mil votos foram computados, sendo 87% a favor do modelo cívico-militar. Em três escolas, houve 100% de aprovação deste formato.

Informações Pleno News


Um manifestante agita uma bandeira mexicana no topo de um veículo em chamas durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia - 8/6/2025 | Foto: David Ryder/Reuters
Um manifestante agita uma bandeira mexicana no topo de um veículo em chamas durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia – 8/6/2025 | Foto: David Ryder/Reuters

Os protestos em Los Angeles se intensificaram neste domingo, 8, depois da chegada de tropas da Guarda Nacional enviadas pelo presidente Donald Trump. Milhares foram às ruas, bloquearam vias expressas, incendiaram veículos e enfrentaram as forças de segurança em uma nova onda de manifestações contra as políticas migratórias do governo federal.

Policiais a cavalo e unidades com armamento antimotim trabalharam ao lado das tropas federais para proteger prédios públicos, como o Centro de Detenção Metropolitana, no centro da cidade. O edifício abriga dezenas de imigrantes detidos recentemente.

Os atos marcam o terceiro dia consecutivo de protestos na região. O envio das tropas é uma resposta direta de Trump à escalada da manifestação, que o presidente atribuiu à inação do governador democrata Gavin Newsom e de autoridades estaduais diante da revolta popular.

Os protestos em Los Angeles

Ao meio-dia, centenas de pessoas se reuniram em frente ao centro de detenção, entoando gritos como “vergonha” e “fora!”, dirigidos aos militares posicionados em frente ao prédio. O clima rapidamente se deteriorou quando um grupo de manifestantes rompeu o cordão de isolamento. Agentes federais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e, pouco depois, a polícia de Los Angeles lançou munições não letais para dispersar a multidão.

Parte dos manifestantes deslocou-se para a Rodovia 101 e paralisou o tráfego até o fim da tarde. Equipes da Polícia Rodoviária Estadual intervieram para liberar a via.

Oficiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP) guardam uma rodovia durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia - 8/6/2025 | Foto: Barbara Davidson/Reuters
Oficiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP) guardam uma rodovia durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia – 8/6/2025 | Foto: Barbara Davidson/Reuters

O envio de tropas por Trump

A decisão de Trump de mobilizar cerca de 300 soldados da Guarda Nacional para Los Angeles — sem solicitação do governo estadual — acentuou o conflito institucional. Desde a sexta-feira 6, manifestações vinham ganhando força na cidade. No sábado, expandiram-se para bairros periféricos, como Paramount, de maioria latina, e Compton, reduto historicamente engajado em “lutas sociais”.

No sábado 7, manifestantes tentaram impedir o avanço de veículos da Patrulha de Fronteira em Paramount, ao lançar pedras e pedaços de concreto contra os agentes. Em resposta, as forças federais utilizaram gás, granadas de efeito moral e projéteis de pimenta para dispersar os ativistas.

O governador Gavin Newsom repudiou a ação, ao classificar o envio das tropas como “exagerado e teatral”. Em carta oficial, solicitou a revogação imediata da ordem presidencial, alegando que o gesto representava uma violação grave à autonomia do Estado. “Não havia crise até Trump decidir intervir”, afirmou, em publicação nas redes sociais.

Desde 1965, quando Lyndon B. Johnson mobilizou a Guarda Nacional sem autorização local para proteger manifestantes pelos direitos civis no Alabama, não se via uma ação federal semelhante em território norte-americano.

Reforço militar

Em um agravamento do cenário, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que tropas regulares dos Fuzileiros Navais poderiam ser enviadas a Los Angeles caso a violência persistisse. Segundo o Comando Norte dos EUA, cerca de 500 militares da base de Twentynine Palms estavam em estado de prontidão para possível deslocamento.

No sábado, Trump assinou uma diretriz que autoriza o envio de até 2 mil integrantes da Guarda Nacional, com base em dispositivo legal que prevê o uso de forças federais em caso de insurreição contra o governo.

Ao embarcar no Air Force One, neste domingo, Trump foi taxativo: “Há pessoas violentas em Los Angeles, e elas não ficarão impunes”. Indagado se considerava ampliar o envio de tropas, o presidente respondeu: “Teremos soldados onde for necessário. Não vamos deixar que nosso país seja destruído como aconteceu sob Biden”.

Trump também ameaçou processar autoridades locais que dificultarem operações de deportação. Ele citou o caso de uma juíza em Wisconsin, recentemente detida sob a acusação de auxiliar um imigrante ilegal a escapar da detenção. “Se bloquearem a lei e a ordem, enfrentarão consequências legais”, afirmou.

Informações Revista Oeste


Equipe econômica estuda medidas compensatórias para manter arrecadação em 2025 e 2026

Haddad e Hugo Motta
A revisão da cobrança sobre o chamado ‘risco sacado’ também entrou na pauta | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Flickr 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cedeu à pressão do Congresso e aceitou rever o decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão foi tomada depois da reunião com líderes partidários na noite deste domingo, 8.

Para reduzir o impacto do recuo, Haddad propôs um pacote de medidas que inclui o corte de isenções fiscais, a taxação de títulos até então isentos e o aumento de tributos sobre apostas esportivas. A equipe econômica quer preservar parte da arrecadação prevista com o decreto original.

O governo planeja reduzir em média 65% da alíquota do IOF. Com isso, a receita gerada cairá para cerca de um terço do valor inicialmente estimado. A Fazenda pretende compensar essa perda com uma nova medida provisória e projetos de lei.

Entre os pontos do plano, estão a tributação de juros sobre capital próprio e a criação de uma alíquota de 5% no Imposto de Renda sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito Agrícola (LCA), atualmente isentas.

Congresso pressionou Haddad pela revisão do decreto

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a ameaçar colocar em votação um projeto para derrubar o decreto. O aviso foi feito em um evento com empresários, aumentando a tensão entre o Legislativo e o Planalto.

A revisão da cobrança sobre o chamado “risco sacado”, um dos pontos mais polêmicos do decreto, também entrou na pauta. Haddad concordou com a necessidade de ajustes e prometeu apresentar uma nova proposta dentro de dez dias.

O pacote discutido com os parlamentares inclui ainda mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação, cortes em deduções médicas no IR e maior taxação sobre fintechs. As propostas enfrentam resistência de lobbies e setores influentes do Congresso.

Na tentativa de fechar o novo desenho, o ministro se reuniu com a equipe econômica antes do encontro com os líderes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve discutir os detalhes com Haddad nesta terça-feira, 10.

Plano prevê PEC, MP e novo projeto de lei

A solução final deve envolver diferentes instrumentos legislativos: uma proposta de emenda à Constituição, um projeto de lei complementar e, possivelmente, uma medida provisória. A Fazenda insiste na necessidade de manter a arrecadação prevista para os anos seguintes.

Durante os encontros com os presidentes da Câmara e do Senado, Haddad reforçou que a compensação precisa ser integral. O objetivo é evitar que o recuo no IOF comprometa o equilíbrio fiscal projetado para 2025 e 2026.

Informações Revista Oeste


Foto: Cau Preto

O Arraiá do Comércio, montado na praça Bernardino Bahia, lotou na abertura da sua programação musical, na noite deste sábado, 7. O evento abre os festejos juninos no município, um dos mais longos e intensos da Bahia. O fole roncou forte, bem como os atabaques do samba de roda foram ouvidos longe.

Foi o prefeito José Ronaldo de Carvalho, admirador da cultura e da música nordestina e dançador de forró, que declarou estar aberta a edição do Arraiá do Comércio. “É uma festa que mostra toda a alegria típica do período e que motiva a vinda das pessoas ao centro comercial”.

A praça lotada, bem como a grande presença de público em todos os espaços do arraiá, como as bancas onde estão sendo oferecidas comidas e bebidas típicas do período, confirma a importância do espaço e do forró para os feirenses. O evento é realizado em parceria com a Prefeitura de Feira de Santana, o Sesc e entidades representativas do comércio.

A festa vai continuar nos próximos dias, com apresentações de quadrilhas juninas e outras manifestações culturais relacionadas ao período mais alegre para os sertanejos. Para Wanderson Brito, que representou a direção do Sesc do estado, o evento traz desenvolvimento e fortalece o comércio local.

Estiveram presentes secretários municipais, como os titulares da Settdec, Márcia Ferreira; da Secom, Joilton Freitas; e o vereador Jurandy de Carvalho.


Foto: Cau Preto

Moderna, aconchegante e funcional, a Praça Arlindo Pereira Rodrigues, localizada na rua D do loteamento Renato Costa, foi oficialmente entregue aos moradores do distrito de Jaíba na noite deste sábado, 7, pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.

“Respeitado por todos os moradores e respeitador de todos os conterrâneos, a memória do seu Roxo (como o antigo juiz de paz do distrito era conhecido) é digna de todas as homenagens”, afirmou o prefeito, no ato do descerramento da placa fixada na praça, acompanhado por familiares de Roxo.

Recordou que o compromisso assumido com os moradores do distrito, de que o lixo e entulhos do local seriam substituídos por uma bonita praça, aconteceu há cerca de quatro meses. “E assim foi feito. Espero que todos usufruam desta praça com carinho e cuidados na sua manutenção.”

Ele agradeceu o empenho e a dedicação da equipe de Parques e Jardins, da Secretaria de Serviços Públicos, pela elaboração do projeto estrutural e sua execução. A praça é dotada de parque infantil, bancos, acessibilidade, entre outros itens que vão favorecer a integração dos moradores do distrito.

As donas de casa Lindinalva Alves e Maria das Virgens elogiaram a construção da praça. “Mudou tudo para melhor, porque tinha muito mato”, disse Lindinalva. “Aqui virou um paraíso. Tudo limpo e seguro”, afirmou Maria.

Vários secretários municipais – o titular da Sesp, Justiniano França; de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lobo; da Secom, Joilton Freitas; o titular da Soma, João Vianey; o PGM, Guga Leal; o chefe de Gabinete, Mário Borges; o vereador Lulinha da Conceição; diretores de departamentos e moradores do distrito prestigiaram o evento.


Homicídio em Maria Quitéria

Foto: Reprodução

Renildo Santana dos Santos, 43 anos de idade, foi assassinado a tiros na madrugada deste domingo (8), dentro da própria residência, localizado no distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana.

Segundo informações apuradas pela reportagem do Acorda Cidade, junto à polícia, a vítima estava dormindo, quando teve a casa invadida.

Homicídio em Maria Quitéria
Foto: Redes Sociais

Ainda não há informações sobre autoria nem motivação do crime.

A vítima era natural da capital baiana, Salvador.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade


Tricolor e Timbu se enfrentam neste sábado (7), às 17h30, pela sétima rodada

Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Bahia e Náutico se enfrentam neste sábado (7), logo mais às 17h30, pela sétima rodada da Copa do Nordeste. A partida acontece na Arena Fonte Nova.

Mandante da partida, o Esquadrão de Aço, dirigido pelo técnico Rogério Ceni, está escalado com: Ronaldo; Santiago Arias, Gabriel Xavier, Fredi e Zé Guilherme; Acevedo, Rodrigo Nestor e Michel Araujo; Cauly, Kayky e Tiago.

Já o visitante Timbu, comandado pelo treinador Hélio dos Anjos, está montado com: Muriel; Marcos Ytalo, Índio, Carlinhos e Igor Fernandes; Igor Pereira, Auremir e Marco Antônio; Vinícius, Kelvin e Bruno Mezenga.

Já classificado para as quartas de final, o Bahia é o líder isolado do Grupo B com 13 pontos, três a mais do que o CSA, que é o segundo. Com oito, o Náutico está fora do G-4 ocupando o quinto lugar. Para assegurar a primeira posição da chave, o Tricolor precisa de um empate, mas caso vença a partida avança para a próxima fase com a melhor campanha da fase de grupos e terá a vantagem de decidir em casa no mata-mata.

Informações Bahia.ba


Moraes STF
De acordo com as empresas, as ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF, ferem a Constituição americana | Foto: Rosinei Coutinho/STF 

A Truth Social, rede social do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a plataforma de vídeo Rumble adicionaram novas informações a uma ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em um tribunal federal da Flórida.

No documento, os advogados pedem a responsabilização civil de Moraes e querem que a Justiça norte-americana obrigue o ministro a compensar os danos causados às empresas por suas decisões.

A compensação pedida pelas empresas inclui reparação por “danos à reputação, receita perdida e oportunidades de negócios perdidas resultantes da interferência do ministro”.

Na petição, as empresas classificam as decisões do magistrado como “ordens da mordaça” e o acusam de censura.

As empresas protocolaram a ação em fevereiro deste ano. A Truth Social e o Rumble pedem que a Justiça declare como inexequíveis nos Estados Unidos as ordens de Moraes contra as duas plataformas.

Os advogados das empresas também pedem que a Justiça norte-americana impeça Moraes de obrigar a remoção dos aplicativos da Truth Social e do Rumble de lojas de outras empresas, como a Apple.

Ordem de Moraes contra Allan dos Santos motivou reação 

A ação apresentada em fevereiro pelas empresas gira em torno, principalmente, de uma decisão em que Moraes manda o Rumble banir a conta do jornalista Allan dos Santos. O ministro também manda a plataforma impedir a criação de novos perfis.

A ordem não se restringe ao Brasil. Moraes ordenou o banimento da conta do jornalista na plataforma para o mundo inteiro.

Como o Rumble não cumpriu a decisão, Moraes ordenou a suspensão da plataforma de vídeo no Brasil. No despacho, o magistrado ainda impôs uma multa diária de R$ 50 mil enquanto o Rumble não cumprir as ordens. 

Na nova petição da sexta-feira 6, as empresas não informam o valor que esperam receber do ministro. O montante deverá ser discutido na próxima fase do processo em que será formado um júri para o julgamento, conforme solicitação do Ramble. 

De acordo com a plataforma de vídeo, as decisões de Moraes ferem os dispositivos da Constituição norte-americana que tratam sobre liberdade de expressão.

Moraes enviou as ordens sigilosas às plataformas por e-mail, sem passar pelos caminhos legais.

Informações Revista Oeste


A quantia permanece penhorada em execução fiscal de 2014, movida contra a TV Gazeta, afiliada da Globo em Alagoas

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Collor cumpre pena domiciliar em Maceió | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado 

Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional(PGFN) pediu à Justiça que mantenha bloqueados R$ 2,1 milhões requisitados pela Organização Arnon de Mello (OAM), grupo de comunicação controlado pelo ex-presidente Fernando Collor. A solicitação ocorreu no processo de recuperação judicial da empresa, que inclui rádios, TVs, portais, jornal e gráfica.

Segundo a PGFN, a quantia permanece penhorada em execução fiscal de 2014, movida contra a TV Gazeta, afiliada da Globo na região. O valor serve como garantia caso a OAM não cumpra os acordos de parcelamento de dívidas com a União. O órgão alega também que o montante busca recompor perdas causadas por um erro judicial que permitiu liberação superior a R$ 5 milhões acima do autorizado à emissora em 2023.

O órgão, que integra a Advocacia-Geral da União e administra a dívida ativa da União e do FGTS, formalizou o pedido em 29 de maio. Trata-se de uma resposta à solicitação da OAM ao juiz Erick Costa de Oliveira Filho, da 10ª Vara Cível da Capital. O grupo pretendia acessar os valores de aluguéis pagos pelo Tribunal Regional Eleitoral pelo uso do prédio entre outubro de 2023 e novembro de 2024, com a finalidade de quitar dívidas trabalhistas.

A justificativa para bloquear o dinheiro de Fernando Collor

A OAM alegou, em novembro de 2024, que os R$ 2,1 milhões seriam destinados ao pagamento de 250 credores trabalhistas que aderiram a acordos de transação homologados pela Justiça, fora do plano principal de recuperação judicial. A Justiça chegou a aprovar a liberação dos recursos em 7 de maio, depois de pareceres favoráveis do Ministério Público de Alagoas e do administrador judicial José Luiz Lindoso, sob condição de comprovação dos pagamentos.

Integrantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas promoveram uma manifestação contra o ex-presidente Fernando Collor, em 2022 | Foto: Divulgação/Sindicato dos Jornalistas de Alagoas
Integrantes do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas promoveram uma manifestação contra o ex-presidente Fernando Collor, em 2022 | Foto: Divulgação/Sindicato dos Jornalistas de Alagoas

No entanto, dez dias depois, a decisão foi revertida pelo mesmo juiz depois da manifestação de credores trabalhistas que questionaram a permanência de Collor e do diretor-executivo Luís Amorim na gestão da OAM. O grupo também pediu a revisão da decisão que autorizava o acesso aos valores.

O ex-presidente, condenado a oito anos e dez meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro entre 2010 e 2014, no caso que envolve a BR Distribuidora, cumpre pena domiciliar em Maceió. As condenações motivaram novo pedido dos credores para barrar a liberação do montante.

“Collor vai no Brasil uma grande Maceió”, disse o jornalista Augusto Nunes, em participação no podcast OesteCast. “Quando Collor ia para o cabaré com os amigos, gastava dinheiro e justificava o gasto como se estivesse ido ao posto ao lado do Palácio da Prefeitura.”

Processos trabalhistas

Para a PGFN, a quantia deve continuar bloqueada para recompor a penhora, já que houve liberação indevida de valores por falha processual, e não pode ser liberada para outros fins. Em maio de 2021, decisão no processo de recuperação judicial permitiu o desbloqueio de aluguéis retidos até então, no valor de R$ 2,5 milhões, com substituição da garantia pelo imóvel da OAM.

No entanto, segundo os autos, uma falha resultou na liberação de aluguéis até setembro de 2023, totalizando R$ 8 milhões — cerca de R$ 5 milhões a mais do que o autorizado. O saldo do débito, conforme a Justiça Federal, estava em aproximadamente R$ 15 milhões até 30 de dezembro de 2024, enquanto o depósito em juízo era menor, cerca de R$ 12 milhões, segundo decisão de fevereiro do juiz Sérgio de Abreu Brito, da 5ª Vara Federal de Alagoas.

Uma falha resultou na liberação de aluguéis até setembro de 2023, totalizando R$ 8 milhões — cerca de R$ 5 milhões a mais do que o autorizado | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Uma falha resultou na liberação de aluguéis até setembro de 2023, totalizando R$ 8 milhões — cerca de R$ 5 milhões a mais do que o autorizado | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

A PGFN também critica a liberação inicial dos recursos sem sua notificação prévia, ao alegar descumprimento do acordo firmado em dezembro de 2022 para parcelamento das dívidas da OAM com a União. O acordo excluiu apenas os débitos ligados ao FGTS, que somam mais de R$ 30 milhões, segundo a lista de devedores da PGFN.

Os procuradores destacam que o acerto de 2022 obriga a manutenção de todas as garantias já formalizadas nas execuções fiscais até a quitação total dos valores negociados. Alegam ainda que aluguéis penhorados não são bens de capital e só podem ser liberados caso haja substituição adequada das garantias.

A penhora de bens de Collor

O imóvel do TRE, segundo a PGFN, já foi alvo de outras penhoras fiscais e não representa garantia real para eventual inadimplência da OAM. As dificuldades financeiras da organização se intensificaram desde que entrou em recuperação judicial, em 2019, para negociar um passivo de R$ 64 milhões.

Apesar de o plano de recuperação ter sido aprovado pelos credores em julho de 2022, suspeitas de crimes falimentares, como possíveis práticas de “compra de votos”, motivaram o envio do caso à polícia. Ex-funcionários recorreram à Justiça do Trabalho para cobrar direitos, o que levou à despersonalização da pessoa jurídica e bloqueio de bens de Collor e da mulher dele, Caroline Serejo.

Em julho do ano passado, Caroline teve quase R$ 500 mil retirados de sua conta para quitar dívida com uma jornalista acometida por câncer e que não recebeu verbas trabalhistas da TV Gazeta. Imóveis de alto padrão de Collor, incluindo uma cobertura em Maceió e uma chácara em Campos do Jordão (SP), também sofreram penhora judicial.

Informações Revista Oeste