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O governador Rui Costa (PT) anunciou hoje (23) o nome do ex-juiz federal de Pernambuco Ricardo Mandarino como novo secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Ele vai ocupar o lugar deixado por Maurício Barbosa, que foi afastado do cargo no âmbito da Operação Faroeste. O cargo estava sendo ocupado de forma interina por Ary Pereira de Oliveira.

Ricardo Mandarino é formado em Direito pela Universidade Católica de Salvador e foi delegado de Polícia na capital baiana entre 1974 e 1978, além de procurador da Fazenda da Bahia de 1978 a 1991. Como juiz federal substituto da 5ª região, Mandarino ocupou a magistratura em Aracaju-SE e Recife-PE até 2011, quando se aposentou.

Também foi anunciado o novo subsecretário da SSP-BA: Hélio Jorge, que já foi delegado-geral da Polícia Civil e estava como responsável pela segurança do Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras.

Rui anunciou ainda que a delegada Heloísa Brito vai ocupar a função de delegada-geral da Polícia Civil, cargo ocupado pela primeira vez por uma mulher.

Informações: Metro1
Foto: Elói Corrêa/GOVBA


Haverá uma substancial restrição de participação presencial na posse do prefeito reeleito Colbert Martins, dia 1º de janeiro, às 16 horas, na Prefeitura Municipal de Feira de Santana. A cerimônia vai ser transmitida, ao vivo, pelos canais da Secretaria de Comunicação na internet, inclusive uma entrevista coletiva.

“Lamento e peço desculpas, pois imagino quantas pessoas não gostariam de estar presentes na solenidade. Mas o momento que estamos vivendo, como todos sabem, não permite que os eventos sejam realizados de maneira a ocasionar aglomerações”, lembra o prefeito.

A cerimônia será restrita ao prefeito e à primeira-dama, ao vice-prefeito Fernando de Fabinho e esposa, ao Procurador Geral Carlos Alberto Moura Pinho e esposa, ao presidente da Câmara, José Carneiro, e esposa, bem como aos secretários de Comunicação, Edson Felloni Borges, e de Governo, Denilton Brito.

A transmissão ao vivo será feita por meio do www.feiradesantana.ba.gov.br , https://www.instagram.com/prefeituradefeira/ https://www.facebook.com/prefeituradefeiradesantana

A entrevista coletiva encerrará a solenidade.

Informações: Secom


Com capacidade para atender a uma demanda de 13.300 pessoas, o Posto de Saúde da Família Dr. Wilton José Tavares Lima, inaugurado na manhã desta quarta-feira, 23, pelo prefeito Colbert Martins da Silva Filho, no bairro Jardim Cruzeiro, também vai atender aos moradores da Rua Nova e da Barroquinha.

O equipamento de Saúde vai contar com três equipes de profissionais qualificados, cada uma composta por um médico, enfermeiro, e técnico em enfermagem.

O PSF conta ainda com uma equipe do NASF (Núcleo Ampliado de Saúde da Família), formada por psicólogo, assistente social e educador físico. Voltado à atenção básica, inicialmente o PSF estará aberto ao público de 7H às 17H, com atendimento agendado, bem como a demanda espontânea.

As dependências do Posto estão divididas em salas de atendimento, farmácia, almoxarifado, acolhimento, consultórios médicos e de enfermaria, curativos; salas de vacinação, de reuniões e Educação em Saúde.

Uma homenagem póstuma

A placa inaugural do equipamento (construído com recursos repassados à Prefeitura pelo Governo Federal, ao custou de R$ 683.238,85), foi descerrada por familiares do médico Wilton José Tavares Lima, falecido em 2013, tendo atuação marcante na UBS do bairro Caseb, Sindicato do Comércio, hospitais Cleriston Andrade e Dom Pedro de Alcântara.

Acompanhada de filhos e neto, Arlete Andrade Lima, viúva do patrono do PSF, agradeceu a homenagem ao afirmar que “ onde o espírito de Wilton se encontrar ele estará feliz com esta homenagem”, disse.

O prefeito Colbert Filho ressaltou que “ esta unidade de saúde vai prestar um importante serviço a esta região e, a exemplo de outros PSFs, terá o seu horário de funcionamento estendido até as 21h, e será utilizado como posto de vacinação contra a Covid-19, assim que contarmos com esta vacina”.

O ato contou com as presenças dos secretários Denise Mascarenhas (Saúde), Edson Borges (Comunicação), Paulo Aquino(Chefe de Gabinete), Gilbert Lucas (Presidente da Fundação Hospitalar), e os vereadores Marcos Lima, Correia Zezito e Pastor Valdemir.

Informações: Secom


Assim que deixou o hospital depois de quase um mês de internação por covid-19, a dentista e atleta de crossfit Raquel Trevisi, de 38 anos, decidiu postar sua rotina de recuperação em seu perfil no Instagram. “Cada obstáculo que eu passo, eu mostro. Recebo muitas mensagens e isso me ajuda. É uma troca”. Isso além do apoio que recebeu da família, segundo ela, ajudou a evitar a depressão após a doença, embora não tenha escapado da ansiedade. Os seguidores saltaram de 14 para quase 38 mil, sinal de que o assunto é algo que interessa e afeta a muitos, sobretudo nesse momento de um novo aumento dos casos da doença no Brasil.

O caso de Raquel não é único. Um estudo da Universidade de Oxford, publicado recentemente na revista Lancet Psychiatry, observou que pessoas que tiveram covid-19 correm um risco maior de receber um diagnóstico de transtornos psiquiátricos como ansiedade, depressão, insônia e demência de 14 até 90 dias após a doença.

Mesmo com todo o histórico de atleta, Raquel, passou por maus momentos. Precisou ser intubada e hoje, passado três meses, ainda segue em recuperação para recuperar movimentos finos, algo fundamental em sua profissão. Moradora de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, decidiu montar o Projeto Com.Vida para ajudar outras pessoas que também tiveram a doença, com voluntários médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, além de distribuir cestas básicas e kits de higiene.

“Graças a Deus eu tenho um suporte financeiro para me recuperar em casa, pagar médicos, tomar suplementos. Ainda no hospital, eu pensava em quem não têm condições financeiras. Como mandam uma pessoa para casa nessas condições?”, diz. “Ajudar o próximo tem me feito muito bem”, completa.

Enxergar a saída é algo fundamental, mesmo que em meio a pandemia ela pareça nebulosa. É esse trabalho que o psicólogo Felipe Giraldi, um dos idealizadores do Dr. Psico, plataforma que conecta profissionais e pacientes – que no começo da pandemia ofereceu atendimento on-line gratuito -tem feito com seus pacientes que, segundo ele, cresceram quase 100% desde que a vida e a rotina das pessoas foram diretamente afetadas pelo temor da covid-19. A ansiedade é uma queixa constante – tanto para quem teve e para quem não foi acometido pela doença. “Tínhamos nossas vidas e, em um piscar de olhos, tudo mudou. Ninguém se preparou para isso. Essa sensação de medo constante invadiu o psicológico das pessoas”, explica.

Para Giraldi, é importante deixar claro para a população a ideia de um futuro possível. “Ele é um dia de sol que vai chegar e se abrir de uma forma bonita depois de uma tempestade. Seremos novamente donos daquela alegria e liberdade de antes, mas será preciso atenção e cuidados, conosco e com os outros. Mostraremos para nossos filhos e netos que passamos por um momento difícil, mas de afeto e união”, diz.

A dona de casa Rica Todeschini, de 47 anos, foi diagnosticada há cerca de um mês com covid-19. Ela não precisou de internação, mas o marido sim, com 45% dos pulmões comprometidos. No hospital, enquanto esperava atendimento, viu muita gente se desesperar com o diagnóstico, mas tentou manter a calma. Em meio ao sentimento de incerteza, recebeu um abraço de uma enfermeira. “O clima é muito ruim, mas eu não tinha muito o que fazer se não tentar amenizar o medo, conversar com as outras pessoas que estavam lá”, diz.

Portadora de ansiedade há anos, Rica se sentiu insegura quando voltou para casa. As crises se confundiram com uma possível piora da doença. “Meu filho (13 anos) estava em casa e eu tinha medo de passar para ele. Ele estava inseguro, e eu não podia abraça-lo. Foi difícil”, conta.

Para ela o que funcionou foi um velho hobby: a costura. “Tenho um ateliê em casa. Comecei a costurar e, da janela desse quarto, conseguia conversar com o meu filho que estava no dele. Foi o que me acalmou”, conta, sobre os dias em que precisou ficar isolada.

Formar uma rede de apoio – assim como Raquel fez ao dividir sua história com seus seguidores, ou Rica, que buscou a companhia do filho, mesmo separada por uma janela – é essencial.

Ajudar um familiar ou um amigo que ficou testou positivo para a covid não é uma tarefa simples, porém, necessária. Se ele estiver em casa, ou, se internado, o contato for possível, mesmo que via chamadas de vídeo ou telefônica, tente levar alívio ao doente, tire o peso e a culpa – sim, contrair covid pode gerar esse sentimento.

“Converse sobre o tema com informações positivas e de qualidade. Seja um ponto de escuta do paciente que está em sofrimento. Coloque-se ao lado e no lugar dele. Diga ‘olha, estou fazendo tudo por você e tenho certeza que você faria o mesmo por mim’. Aproprie o familiar que essa unidade é sólida”, aconselha Giraldi.

Ao estabelecer esse elo, quem cuida poderá perceber se algum transtorno mental se instalou no doente que, a partir desse momento, precisará de ajuda especializada. “Deixe o familiar falar dos seus anseios, medos e dores na forma de um caminho aberto, livre. Não pergunte em excesso, pois isso pode gerar um stress desnecessário e pode se transformar em uma realidade psíquica dele se sentir que está muito mal. Crie um ambiente no qual o diálogo pode acontecer que tudo vem de forma mais natural”, diz o psicólogo.

Quarta onda

O levantamento da Universidade de Oxford analisou os prontuários médicos de mais de 69 milhões de pacientes nos Estados Unidos. Quase um em cada cinco dos recuperados (18%) sofreu algum psiquiátrico. Esse número é quase o dobro de pacientes com outras doenças, como gripes, infecções do trato respiratório e dermatológicas, pedras nos rins e na vesícula e grandes fraturas ósseas.

De acordo com os resultados do estudo, que, embora preliminares, como alerta seus autores, traz as implicações nos serviços clínicos, os distúrbios podem aparecer em função de um efeito direto no sistema nervoso central – a covid-19 tem sido vista com uma doença sistêmica -, do uso de medicações, do impacto psicológico com as consequências da infecção, do trauma de, eventualmente, ter que ficar em uma UTI, além de preocupações mais amplas com os desdobramentos da pandemia.

O psiquiatra Ary Gadelha, da Universidade Federal De São Paulo (Unifesp), é um dos coordenadores do Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia Mental no Brasil, do Instituto de Ciências Integradas (INI), que aponta uma “pandemia paralela” que traz o aumento do sofrimento psicológico.

O documento divide as consequências da pandemia de covid-19 em quatro ondas: a primeira está relacionada à sobrecarga do sistema de saúde; a segunda aponta a diminuição dos recursos da saúde para o tratamento de outras doenças; a terceira fala na interrupção do tratamento de doenças crônicas; por fim, a quarta indica o aumento de transtornos mentais e trauma psicológico provocados diretamente pela doença, que vão persistir ainda por um bom tempo após a pandemia.

“Estamos em alerta para essa onda de transtornos mentais que envolve tanto a ação do vírus no sistema nervoso quanto o impacto psicológico das implicações da doença. Pedimos que as pessoas cuidem de sua saúde mental. E as que tiveram covid, tão logo se sintam mais tristes ou ansiosas, busquem a orientação de um psiquiatra ou psicólogo para que o caso seja avaliado”, diz o médico.

Gadelha também é um dos colaboradores do inquérito Coh-Fit, uma investigação sobre os efeitos do isolamento social associado à covid-19 na saúde física e mental que está sendo aplicado em 148 países, incluindo o Brasil. “É um questionário extenso que vai avaliar o quanto as pessoas percebem que a experiência da pandemia mudou seu estado mental. Um relatório preliminar – e outros estudos nacionais e internacionais apontam na mesma direção – mostra um impacto grande na saúde mental e isso só tende a aumentar, já que a mudança de hábito, a rotina interrompida e as implicações sociais e econômicas colocam as pessoas em risco”, diz.

Conforme já explicou o psiquiatra Ary Gadelha, a tristeza e ansiedade não podem ser ignoradas e, se persistentes, é preciso buscar ajuda médica. Porém, é importante que as pessoas cuidem de sua saúde mental ao longo da vida (veja dicas abaixo), comportamento que pode ser determinante nesse momento de pandemia. “Obviamente há sempre o que não controlamos. Mas, se as pessoas fizerem aquilo que está à disposição delas, é possível prevenir ou evitar um transtorno mental pós-covid”, diz Gadelha.

Fique atento aos sinais
O psiquiatra Ary Gadelha diz que é preciso ficar atento a determinados sinais para identificar os transtornos – em si mesmo ou em um familiar:

Ficar triste é normal, mas a tristeza persistente e intensa indica que algo está errado
Muitas pessoas deprimidas não ficam tristes, e sim irritadas
Ansiedade é um sinal de alerta
Cuide da sua saúde mental
O psicólogo Felipe Giraldi dá dicas para manter a saúde mental em dia, mesmo em tempos difíceis.

Preocupar-se é inerente ao ser humano. Aceite esse sentimento como parte de sua vida
Entenda o que você pode ou não controlar
Converse com as pessoas próximas sobre o que está acontecendo com você
Cuide o seu sono, da higiene e da alimentação
Não troque o dia pela noite
Evite o excesso de exposição a notícias
Converse com amigos e família por chamada de vídeo e não apenas por mensagens
Exercite-se
Faça meditação
Arrume a cama e tire o pijama, mesmo se for ficar em casa
Dedique-se a atividades que te tragam gratificação pessoal
Evite o consumo de álcool em excesso. É fácil perder o controle
Não faça a automedicação. Use ansiolíticos apenas com prescrição médica
Respeite a retomada das atividades, não exija demais de si mesmo. Cada um tem seu tempo

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/coronavirus/


Frei voluntário de testes da vacina da Pfizer relata experiência em participar de pesquisa

O frei Jorge Rocha, da Ordem dos Frades Capuchinhos, doutor em teologia e superintendente das rádios Princesa FM e Sociedade News FM em Feira de Santana, é um dos voluntários dos testes para a vacina da Pfizer contra a covid-19. Ele concedeu uma entrevista na manhã desta terça-feira (22), ao Acorda Cidade, durante a programação da ‘Jornada Contra o Coronavírus’ (onde toda a programação da Rádio Sociedade News é voltada para informar e discutir sobre o tema), e contou como se sente em ser um dos voluntários. O frei de refletiu ainda sobre as lições trazidas pela pandemia e a importância da fé e da ciência.

Frei Jorge Rocha relatou que recebeu uma ligação de uma médica, lhe convidando para ser voluntário para tomar a vacina. No início ele não acreditou, mas após confirmar a veracidade do telefonema, prontamente aceitou o convite. Em seguida compareceu até o Hospital Santo Antônio em Salvador, das Obras Sociais Irmã Dulce, onde assinou um termo de compromisso para participar das fases da vacina.

“Eu sou professor universitário, sou cientista, um pesquisador e não poderia dizer não à ciência. Seria uma contradição de toda a minha vida acadêmica, de formar novos profissionais e inclusive eu ensino no curso de biomedicina, enfermagem, curso de fisioterapia e não poderia dizer não. De pronto eu disse sim, fui até o hospital, fiz os exames necessários, assinei o termo de compromisso, termo de consentimento livre e esclarecido para realizar as fases. As fases são V1, V2 e V3. A V1 foi a entrevista e a primeira dose, a V2 foi a análise de como foi a primeira dose e a recebi a segunda dose. A V3 foi o exame clínico e todas as vezes fiz o RT-PCR. Já fiz esse teste 8 vezes e todos deram não reagentes”, relatou. 

O frei afirmou que devido ao trâmites de ética da pesquisa, não tem a informação se tomou a vacina feita pela Pfizer contra a covid-19, ou o placebo, que é uma aplicação de efeito neutro e faz parte do protocolo da pesquisa. Mas, ele declarou que desconfia que realmente recebeu o imunizante contra a covid e segundo ele, apresentou leves reações. 

“A gente tem um diário que responde semanalmente e às vezes duas vezes na semana. A gente vai indicando as reações que tivemos neste diário eletrônico, que é através de um aplicativo. Eu tive reações leves, enrijecimento no local da vacina e uma sensação de malemolência. Tudo rápido, nada que me impedisse de trabalhar ou de sair. Inclusive a gente recebe um termômetro sublingual para qualquer coisa medir a temperatura e informar imediatamente aos pesquisadores. Temos quatro telefones disponíveis 24h, e qualquer coisa, qualquer sintoma podemos entrar em contato”, declarou. 

Sensação em ser voluntário

Colaborar com a ciência é um dos motivos que levaram o Frei Jorge Rocha a participar dos testes da vacina. Ele frisou que a sensação em ser voluntário é de colaboração com a vida das pessoas. Como se fosse parte integrante da família das pessoas, do choro e das suas vitórias. O frei da Ordem dos Capuchinhos, salientou que tem ciência que está sujeito às consequências de participar do processo de testes, mas de acordo com ele, nada suplanta o sentimento de colaborar com a humanidade.

“Depois de me tornar sacerdote, este é o acontecimento mais importante da minha vida”, pontuou. 

Sobre as lições que a pandemia trouxe, o frei, listou três que ele considera importantes: Dar valor as coisas simples, valorizar o ser humano e a confiança em um Deus de misericórdia.

Para ele, a pandemia é um fato que além de ensinar, também renovou a fé das pessoas.

“Nunca tivemos tanta fé como agora e essa fé não pode aparecer somente em situações de emergência, tragédia e quando nos sentimos sós. Mas é uma fé que precisa ser professada e proclamada no cotidiano na glória, na ação de graças, na alegria e não apenas no pranto e na dor”, comentou. 

O frei encerrou a entrevista afirmando que acredita que o mundo terá um novo tipo de ser humano após a covid-19. Na opinião dele, um ser humano mais humano. 

“Se assim não for, a gente vai sucumbir de novo. A ciência já venceu, a inteligência é um dom de Deus que foi dado. Precisamos ter fé na ciência e em Deus. Os cientistas são as pessoas certas a fazendo a coisa certa para que vivamos bem”, concluiu.

(Acorda Cidade)


Opinião | J.R. Guzzo | Jovem Pan

A obsessão de legislar sobre a Covid-19 e sobre todos os seus aspectos, uma espécie de ideia fixa cada vez mais próxima do estágio clínico, está levando o Brasil (vamos deixar de fora o resto do mundo; o Brasil já chega) a descer de olhos fechados em direção à uma tirania meia-boca, medíocre e ignorante, envenenada pela superstição com o carimbo de ciência e comandada por uma multidão miúda de pequenos governadores, pequenos prefeitos e pequenos mandarins com estabilidade perpétua no emprego, aposentadoria com salário integral e nenhum risco de pagar pelos desastres que provocam. A Covid-19, atiçada pelo pânico sem precedentes que provocou desde o seu início, entregou a essa gente toda um poder que nunca imaginaram ter, nem os eleitos, nem os burocratas, inclusive a ventura de fazer compras sem licitação — e agora eles não querem mais largar o osso. Contam, para cumprir suas decisões ilegais e seus chiliques de despotismo subdesenvolvido, com a cumplicidade amedrontada da Justiça — sobretudo desembargadores e ministros dos tribunais superiores e do STF, que disputam entre si para ver quem obedece mais rápido às neuroses legalóides dos políticos. Aceitam tudo, validam tudo e, até agora, ao longo de dez meses inteiros de epidemia, não foram capazes de frear uma única ordem anticonstitucional baixada em nome da “preservação da vida”.

Da mesma forma, o Ministério Público, que entra em transe a cada vez que imagina ter diante de si a mínima contestação aos direitos de quilombolas, mendigos ou viciados em crack, não deu um pio, até agora, diante de violações flagrantes dos direitos individuais e das liberdades públicas cometidas para “combater a Covid” e “seguir as recomendações da ciência”. Governadores e prefeitos estabelecem a Lei Seca, violam o direito de ir e vir, obrigam os cidadãos a fazer coisas não previstas em nenhuma lei e envolvem-se o tempo todo em episódios de corrupção — e o MP, quando não abaixa a cabeça ou apoia esses disparates, faz de conta que isso tudo está acontecendo no Congo Belga, e não no Brasil. A maioria dos integrantes do Poder Legislativo engole com casca e tudo a ação dessa tirania de quintal — ou, então, se amontoam uns sobre os outros para embarcar no mesmo bonde, com projetos sem nexo algum e palavrório de apoio maciço aos atos mais agressivos de desrespeito às leis e à Constituição. As classes intelectuais, os que estão recebendo salário sem ir ao trabalho e as fatias superiores da sociedade engrossam essa sopa. Para completar, os veículos de comunicação agem como se fossem editados por uma cabeça só. Dedicam-se à defesa da “quarentena” como quem cumpre uma obrigação religiosa — publicam ou deixam de publicar informações e pontos de vista não em obediência a critérios jornalísticos, mas baseados na fé, ou, então, como militantes de um centro acadêmico. É uma espécie de morte cerebral.

Para se ter uma ideia, a imprensa passou a admirar qualquer decisão do governador João Doria, que até dez meses atrás era tido como um demônio só comparável ao presidente Jair Bolsonaro — chegou, até mesmo, a mostrar “compreensão” com o governador Wilson Witzel, escorraçado do palácio de governo do Rio de Janeiro sob acusações de roubalheira extrema. Mudou o sinal por um motivo só: Doria e Witzel passaram a ser aceitos como campeões nacionais da repressão em favor do “distanciamento social”. Na verdade, qualquer político esperto percebeu em dois tempos que o melhor jeito de se dar bem com a mídia, hoje em dia, é dizer que está de olho no vírus, botar uma máscara e sair por aí.

Todos os mencionados acima contam, enfim, com o apoio mais decisivo de todos: a passividade praticamente absoluta da maioria da população diante do furto de seus direitos. Aceita-se o “distanciamento social”, os acessos de tirania marca barbante e a safadeza das “autoridades locais” como um muçulmano aceita o Alcorão — parece que estamos diante de uma espécie de “queda no sistema”, em que as pessoas abriram mão da capacidade de pensar e passaram a ouvir apenas os ruídos produzidos dentro de suas próprias cabeças. É uma paralisação de anestesia geral, em que as vítimas se acreditam protegidas pelos reizinhos de esquina que lhes batem a carteira; estão vendendo sua liberdade a preço de banana, prontos a engolir qualquer coisa que venha da “autoridade” e dos seus médicos de rebanho.

Um dos efeitos mais perversos dessa trapaça em escala mundial tem sido a desordem que contaminou a palavra “ciência” — hoje uma das mais baratas de todo o vocabulário, pois qualquer um passou a encher a boca com ela a cada vez que pretende tirar proveito das oportunidades trazidas pela epidemia. “Estou a favor da ciência”, dizem autoridades, médicos e pesquisadores que pensam exatamente o oposto em torno de qualquer coisa relativa à Covid-19, da estrutura molecular do vírus ao uso da cloroquina. A ciência deixou de ser o universo dos fatos e passou a ser uma questão de opinião — e, a partir daí, ficou liberada para o primeiro passante a utilização da palavra “ciência” na defesa de suas crenças ou de suas agendas pessoais. Quando um médico diz que o vírus não pode fisicamente se transmitir a um toque no botão do elevador, por exemplo, e outro médico, no consultório ao lado, diz o contrário, ambos autorizam o paciente leigo a ter, ele, também a sua própria opinião. Por que não? Se os médicos deram para dizer “eu acho”, e passaram a ouvir lições de infectologia dadas por repórteres de televisão portando máscaras design — bem, aí não dá para reclamar que o Zé Mané também diga o que acha sobre a Covid, a mutação de átomos ou a eficácia relativa das vacinas da Pfizer, de Oxford ou a chinesa “do Doria”. Os políticos e ministros do STF, do seu lado, ganham direito a legislar sobre ciência, os eclipses solares e a área do triângulo. É para onde a Covid-19, sob aplausos gerais, acabou nos trazendo.


Reincorporação imediata do Jogador Juan Pablo Ramírez

A acusação de Gerson (jogador do Clube de Regatas do Flamengo) é grave e deve ser apurada, a fala da vítima sempre deve ter força, mas o contexto a seguir nos leva a crer que o Bahia não pode ser punido antecipadamente com a falta do jogador Ramírez em um momento tão importante.

1- Gerson tem histórico de Xenofobia
2- Não há provas de áudio e vídeo que confirme o ato.
3- Contexto do jogo: Bruno Henrique, Gerson e todo o time do Flamengo buscava a expulsão de um jogador para igualar o jogo. Ambos estavam exaltados e foram arrogantes com os jogadores do Bahia.
4- RAMIREZ é estrangeiro e o Bahia deve assegurar a sua ampla defesa.

Só pra ressaltar, ainda não temos a conclusão do caso. Caso comprovado o ato de racismo por parte do jogador defenderemos sua imediata punição, com multa, afastamento e o cumprimento de ações sociais.

Acusação falsa de racismo, gera um prejuízo tão grande a causa, quanto o ato racista em si. Racismo tem que ser punido no rigor da lei. Acusação falsa, idem.

Até lá, e diante desses fatos expostos defendemos a imediata reincorporacão do atleta ao elenco de futebol profissional do Esporte Clube Bahia até que que haja algo concreto contra o mesmo.

Participe: https://secure.avaaz.org/community_petitions/po/esporte_clube_bahia_reincorporacao_imediata_do_jogador_juan_pablo_ramirez/


Um dos destaques do cenário gospel brasileiro, o cantor Brendo Azevedo, gravou na última semana o clipe da música “O Tempo”, que será lançada em todas as plataformas digitais no dia 25 de dezembro.

O clipe foi gravado no litoral baiano, na Praia do Forte e Vilas do Atlântico, e traz um estilo próprio mostrando uma identidade nova.

A música “O Tempo” faz parte do EP Epifania, composto por 5 faixas inéditas, totalmente autoral, trazendo músicas que falam de amor, graça e esperança.

“Neste novo trabalho estou mostrando o meu lado autor, com músicas que foram mensagens de Deus em meu coração que se transforma em canções para adoração e toca os corações, mostrando que um ano novo, traz esperança de dias melhores”, conta Brendo.

O título foi escolhido pelo cantor por significar “adoração, personificação, representação e manifestação de Deus”.

“Escolhi lança o EP e o clipe no dia 25 de dezembro pois é uma data especial para todos os cristãos, o nascimento de Jesus Cristo é um sinal de esperança para todos e as músicas retratam esse momento”, diz.

O clipe estará disponível no canal do cantor no YouTube e as músicas do EP nas plataformas de streamings.


A população de Feira de Santana contará em breve com mais canal aberto de televisão. Através da Portaria Nº 1.646, o ministro de estado das Comunicações, Fábio Faria, consignou à Empresa Brasil de Comunicação S.A. – EBC o canal 18 (dezoito), classe A, do Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital – PBTVD, no município de Feira de Santana, para execução do Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens, em tecnologia digital (TVD).

O canal vai ser gerido pela Secretaria Municipal de Comunicação Social. A emissora terá a finalidade de propiciar à comunidade um veículo que possa divulgar não apenas os assuntos governamentais de interesse público, mas também a cultura, o esporte e tudo o que diz respeito a sociedade local.

O prefeito Colber Martins Filho considera um passo muito importante para Feira de Santana. “Não é apenas um canal para difusão de atos do Governo, mas que terá também um viés educativo, informativo, da forma mais abrangente possível para a nossa população”, destaca Colbert.

O secretário de Comunicação Social, Edson Boges, reforça que o canal vai além da comunicação oficial do Governo. “Será uma programação muito mais ampla”, reitera.

SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – SECOM


PREFEITURA DE FEIRA DE SANTANA
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 476 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 16.584 pessoas livres da doença desde o início da epidemia, índice que representa 87,5% dos casos confirmados. Enquanto isso, 231 exames foram negativos e 119 positivos.
Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 11 e 15 de dezembro que estavam aguardando resultado do laboratório.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 78 pacientes internados no município e 2.024 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também registra mais dez mortes por Covid-19.
Os óbitos incluídos no boletim são de datas antigas e ocorreram em Salvador. A VIEP só foi comunicada dessas mortes hoje. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (22).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA
22 de dezembro de 2020

Casos confirmados no dia: 119
Pacientes recuperados no dia: 476
Resultados negativos no dia: 231
Alta hospitalar no dia: 0
Óbitos comunicados no dia: 10
Datas dos óbitos: 30/06, 28/07, 21/08, 13/09, 07/11, 11/11, 13/11, 15/11, 08/12 e 19/12
*OBS.: Os óbitos incluídos no boletim com datas antigas ocorreram em Salvador e a Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana só foi comunicada desses óbitos hoje.

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 2.024
Total de casos confirmados no município: 18.944 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.946
Total de pacientes hospitalizados no município: 78
Total de recuperados no município: 16.584
Total de exames negativos: 24.100 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020)
Aguardando resultado do exame: 1.696
Total de óbitos: 336

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 19.351 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020)
Resultado positivo: 3.468 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020)
Em isolamento domiciliar: 13
Resultado negativo: 15.883 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana