A Justiça Eleitoral está investigando candidatos que não tiveram nenhum voto, nas últimas eleições para vereador, informa Cadmiel Pereira (DEM). Em debate nesta segunda (14) com vários colegas sobre as denúncias que circulam sobre possíveis irregularidades no último pleito em Feira de Santana, ele defendeu uma rigorosa apuração sobre supostos “laranjas” – suspeita que recai sobre concorrentes que, ao final da contagem nas urnas, apresentaram zero voto.
“Como pode o candidato não receber nem o próprio voto? Isso é digno de ação judicial, pois é uma fraude”, disse ele. Cadmiel, que não obteve a reeleição para o seu segundo mandato, reforçou pronunciamentos de vereadores que reclamam do fim da coligação proporcional, medida implantada pela Câmara Federal e colocada em prática na recente eleição – cada partido teve chapa própria, sendo impedido de fazer aliança na disputa por vaga no Legislativo.
“Essa mudança prejudicou a todos, mas principalmente aos vereadores candidatos à reeleição que têm trabalho.”
Bem votado na eleição de 2016 nas seções que funcionam no Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand, o vereador Alberto Nery (PT) vê como suspeito o resultado do pleito realizado em 15 de novembro último, a partir dos números de sua candidatura naquela região do bairro Sobradinho.
Na disputa de quatro anos atrás, ele diz, foi votado em praticamente todas as urnas abertas no colégio. “Os relatórios estão aí para quem quiser comprovar. Eu tive entre 18 a 20 votos em cada seção. Agora, na eleição recente, curiosamente teve urna em que não obtive ali um voto sequer”. Este fato, diz Nery, lhe chamou a atenção para a possibilidade de ocorrência de fraudes.
Adverte o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para a necessidade de que “providências sejam adotadas diante das suspeitas de diversas irregularidades”. Conforme o vereador, “realmente teve algo estranho”, pois mais de cinco mil cidades no país teriam ingressado com pedidos de recontagem de votos, após as últimas eleições.
Neste domingo (13), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresente as datas de início e término da campanha de vacinação contra a Covid-19. Ele ainda pediu que seja informado a previsão de duração de cada uma das fases do plano.
A medida ocorre após o governo federal apresentar o plano nacional de imunização ao Supremo. O texto prevê a vacinação de 51,4 milhões de pessoas no primeiro semestre de 2021. No entanto, o documento não traz a data para o início dos trabalhos.
Em seu despacho, o ministro intimou “o senhor ministro de Estado da Saúde para que esclareça, em 48 (quarenta e oito) horas, qual a previsão de início e término do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, inclusive de suas distintas fases”. O documento também foi endereçado à Advocacia-Geral da União (AGU).
Neste sábado (12), Lewandowski também pediu ao presidente do STF, ministro Luiz Fux, a retirada de pauta de duas ações que tratam de vacinas da Covid-19. O pedido foi atendido.
Informações: Pleno News
Um eclipse solar poderá ser parcialmente visto hoje (14) no Brasil. O evento começa a partir do meio-dia e se encerra por volta das 15h. As informações são da Agência Brasil.
De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse solar de hoje poderá ser visto em boa parte da Região Centro-Oeste e em uma pequena parte das regiões Norte e Nordeste, mas será visível em todo Sul e Sudeste brasileiro, desde que o céu não esteja encoberto.
O professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e coordenador do projeto Astro&Física, Marcelo Schappo, alerta que a observação não deve ser feita nem a olho nu, nem com óculos escuros, chapas de Raio X ou filmes fotográficos, já que a claridade e o calor do Sol podem danificar seriamente a retina dos observadores.
“Quem quiser fazer a observação deve procurar, em lojas de ferragens ou de materiais de construção, o chamado vidro de solda, e a tonalidade desse vidro deve ser, no mínimo, 14. É esse vidro que deve ser colocado na frente dos olhos para fazer a observação do Sol”, sugere Schappo.
Informações: Metro1
Foto: ESA / CESAR
Uma aglomeração com centenas de pessoas foi registrada na tarde de ontem (13) no terminal marítimo de Barra Grande, distrito de Maraú/Ba. O local é famoso por receber muitos turistas.
Com o tempo propício para um banho de mar em tempos normais, centenas de pessoas ignoraram as exigências da pandemia do coronavírus, como o distanciamento social e medidas de proteção para controlá-la, e ficaram quase todas juntas e sem máscara nas praias do município baiano.
A Secretaria de Turismo e Lazer da prefeitura de Maraú divulgou uma nota informando que o número de fiscais da prefeitura que se encontravam no local para vigiar as normas de saúde estabelecidas foi insuficiente para evitar as aglomerações. E diz acreditar que a situação ocorreu por conta da grande quantidade de embarcações que realizam passeios turísticos pelas ilhas da região.
A prefeitura afirmou que fará uma fiscalização mais rígida na cidade para evitar que o quadro se repita e impedir o avanço do número de infecções pela Covid-19.
Informações: Metro1
Foto: Barra Grande 24h / Marivaldo
O ex-prefeito de Feira de Santana (BA), José Ronaldo (DEM), afirmou que vai participar do processo político em 2022. Ele não detalhou, contudo, se vai ou não compor com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que quer lançar uma candidatura ao Governo da Bahia.
O feirense afirmou que isto depende somente do entendimento político de partido e passa por algumas conversas. “Vou afirmar pela primeira vez. Eu vou participar desse processo em 2022”, pontuou.
O ex-gestor, que teve papel fundamental para a reeleição de Colbert Martins (MDB) em 2020, defendeu o nome do herdeiro carlista para representar o grupo e reafirmou que tem ótima relação com o soteropolitano. “Tenho uma relação extremamente respeitosa com ACM Neto, eu acho que Neto é um bom candidato para ser governador da Bahia. Agora eu se possível quero participar da chapa majoritária”, salientou.
Ronaldo afirmou ainda que também terá a tarefa de eleger deputados para compor cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara Federal. “Deputado hoje na Câmara Federal tem muito prestígio, para poder ajudar o município, quando eu sonhei em ser governador, eu sonhava em construir um grande hospital em Feira de Santana, um hospital com 200 a 250 leitos e isso só era possível sendo governador, eu sonhava em acabar com esse sofrimento desse anel de contorno de Feira”, lembrou. Ele também rebateu comentários de adversários que davam conta sobre uma suposta “morte política” dele após deixar a prefeitura.
“Quando eu era prefeito e Paulo Souto perdeu a eleição, quem era oposição dizia: ‘José Ronaldo está morto, acabou, por que era Paulo Souto que ajudava ele a ser prefeito de Feira, José Ronaldo nesses dois anos que faltam como prefeito vai se aniquilar, se acabar’”. Quando escutei aquilo, reuni meu secretariado, tomamos decisões firmes, duras. Com essas decisões surgiram os viadutos da cidade, a gente foi para cima e Tarcízio ganhou a eleição. E disseram que eu estava morto. O povo me conduziu melhor ainda. A verdade é que eu sobrevivi a tudo isso e sou extremamente grato a essa terra, essa terra é a minha vida, essa terra eu vivo por ela, eu amo essa terra”, concluiu.
Informações: Tribuna da Bahia
Foto: Tácio Moreira
O quadro de funcionários do Hospital de Campanha de Feira de Santana nunca foi reduzido, desde a sua implantação. O esclarecimento é da S3 Gestão em Saúde, instituição contratada pela Prefeitura de Feira de Santana para administrar a unidade hospitalar. A quantidade de funcionários é dimensionada de acordo com o número de leitos, atendendo, inclusive, às recomendações dos Conselhos Regionais de Enfermagem da Bahia (COREN).
Atualmente o Hospital de Campanha de Feira de Santana conta com um total de 275 colaboradores, entre eles celetistas, médicos e terceirizados, acima do contratualizado, garantindo a segurança de todos os processos assistenciais.
A S3 informa ainda que a unidade nunca parou suas atividades. No mês de outubro, por conta da baixa nos casos de infecção, houve apenas uma redução de 8 leitos de UTI ofertados na unidade. “Leitos esses que não estavam na proposta inicial do hospital e que foram abertos após inauguração, para reforçar o atendimento aos pacientes e evitar o colapso no município”, explica o diretor médico do Hospital da Campanha, Francisco Mota.
Ele acrescenta ainda que devido ao aumento de pacientes hospitalizados nas últimas semanas, a unidade vem reativando gradualmente esses leitos. “Na data de hoje [Domingo, 13 de dezembro de 2020] o hospital está com 22 pacientes internados na enfermaria e 16 pacientes internados na UTI”, completa.
Informações: Secom
O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, foi afastado do cargo por um ano. Além disso, ele está proibido de frequentar as dependências da pasta e de manter contato com funcionários do órgão.
As medidas foram determinadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, no âmbito das 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, deflagradas nesta segunda-feira pela Polícia Federal. Barbosa é alvo de mandados de busca e apreensão nesta manhã . A casa e o gabinete dele na SSP receberam a visita de seus colegas de corporação – o secretário é delegado licenciado da PF.
Além de Barbosa, também foi afastada das funções a delegada Gabriela Macedo, chefe de gabinete do secretário. Ela é suspeita de vazar informações sigilosas antes de operações policiais que tinham como alvos investigados na Faroeste. Um dos beneficiados por ela foi o quase cônsul da Guiné-Bissau Adailton Maturino, considerado chefe do esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano, desbaratado pela Faroeste. Além disso, Gabriela seria responsável pelo transporte de jóias de Carlos Rodeiro, também alvo das investigados.
Conhecido da alta sociedade baiana, o joalheiro é suspeito de auxiliar a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, no crime de lavagem de dinheiro, por meio da venda de joias para ela.
Artigo publicado na Tribuna da Bahia, edição de 10.12.2020.
Ponto de vista
Mutirão para soerguer a Bahia
Joaci Góes
Ao velho e querido amigo, Senador Otto Alencar!
A verdade que exala por todos os poros é que a Bahia vai muito mal, em praticamente todos os domínios relacionados ao seu bem-estar geral, aferido pelo baixo nível do seu IDH. Basta ver que, conforme publicado na Gazeta Bahia, 42 das 100 piores cidades brasileiras, para se viver, estão na Terra de Castro Alves e Ruy Barbosa, segundo levantamento realizado pela FIRJAN, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. A partir de sua representatividade demográfica, para ficar na média, ou seja, na mediocridade, a Bahia, com 7,5% da população brasileira, deveria ter entre 7 e 8 cidades em estado tão precário. Desgraçadamente, está entre 500 e 600% acima do que seria razoável. Um triste recorde que não será ultrapassado.
De fato, os indicadores sociais baianos, tais como emprego e renda, educação, saúde e segurança pública, estão entre os piores do País. Basta ver que em matéria de educação, o mais importante fator para o desenvolvimento dos povos, estamos no último lugar entre as 27 unidades da Federação. Sem saneamento básico, cerca de 60% da população baiana é prisioneira de doenças crônicas e condenada a uma curta longevidade. Mal, matematicamente, muito mais grave do que dez Covid 19 juntas. Com 7.110 homicídios em 2019, a Bahia é o Estado onde mais se mata no Brasil, acima do Rio de Janeiro, com 6.262 mortes, São Paulo, com 4.925 e Minas Gerais, com 4.348 mortes. Não obstante essa liderança macabra, a Bahia tem, apenas, 17.000 detentos, entre os mais de 700.000 em todo o Brasil, quando, estatisticamente, deveria ter mais de 50.000, números que demonstram de modo inequívoco nosso baixo padrão de punibilidade ou elevado padrão de leniência com o crime. Enquanto isso, candidamente, confiantes na proteção do Senhor do Bonfim e Irmã Dulce, os baianos se horrorizam com as balas perdidas de outras paragens, minimizando a espada de Dâmocles que impende sobre suas cabeças. A sociedade civil não pode continuar omissa diante de dados inquestionáveis que nos empurram despenhadeiro abaixo de uma história que já foi briosa.
Para compor esse cenário de acelerada decadência, assistimos o desmonte da Universidade Federal da Bahia, vítima do populismo ideológico que vem comprometendo a solidez de seus alicerces, de que é prova a perda de quatro posições, em apenas um ano, no ranking classificatório das universidades federais, quando caímos da 14ª para a 18ª posição, ficando abaixo, no Nordeste, de Alagoas, Ceará e Sergipe. Há, no entanto, um clima de saudável reação a esse descalabro, no Campus da UFBA. No último dia 30/11, aconteceu uma reunião considerada histórica, quando a Comissão de Normas e Recursos (CNR – CONSUNI), de modo terminativo, seguindo o Art. 13, Parágrafo Terceiro do Regimento Interno, acatou, por 9 votos a 1, o parecer do relator, professor José Maurício, pela nulidade da escolha antidemocrática pela HUPES do diretor, ocorrida em dezembro de 2018, em face de inúmeras irregularidades praticadas. Em regozijo coletivo, o grupo proclamou: “Vitória de todos aqueles que lutam por uma Universidade verdadeiramente democrática, justa e inclusiva. Este registro ficará, para sempre, nos anais da UFBA, como uma advertência para que não se repitam atos nefastos, como os ocorridos nesta denúncia. De Parabéns, a NOSSA UFBA! “O mundo pertence aos que se erguem e lutam, e não apenas sonham com um melhor amanhã!”
Três dias depois, a TV Record exibiu o protesto de médicos e residentes do Hospital das Clínicas, clamando contra o estado de abandono em que se encontra aquele que já foi o mais importante centro de pesquisas médicas do Nordeste Brasileiro, onde hoje, como dizia o cartaz: “Falta tudo: luvas, máscaras, lençóis, limpeza, segurança, transparência!”
É imperioso que cada um dos cidadãos estadistas cobre dos órgãos vivos da sociedade uma restauração moralizadora da administração pública. Não se trata, portanto, de um movimento contra ninguém, mas em favor da Bahia. Afinal de contas, como é possível silenciar quando se vê nossa alma mater, a querida Universidade Federal da Bahia, transformada em comitê de um partido político que deixou de representar a grande massa dos oprimidos para se transformar em instrumento garantidor da impunidade dos ladrões do dinheiro público?
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, anunciou neste domingo (13) a aprovação da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. A imunização deve começar nesta segunda-feira (14).
Em nota, o diretor do CDC, Robert R. Redfield, comemora a aprovação do imunizante em momento crítico, de nova alta de casos do novo coronavírus nos EUA. Neste sábado, o país registrou 3.309 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas.
“Ontem à noite, tive o orgulho de assinar a recomendação do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização para usar a vacina Covid-19 da Pfizer em pessoas com 16 anos ou mais. Esta recomendação oficial do CDC segue a decisão da FDA de sexta-feira de autorizar o uso emergencial da vacina”, diz Redfield.
E prossegue: “Como os casos de Covid-19 continuam a aumentar em todos os EUA, a recomendação do CDC chega em um momento crítico. A vacinação inicial está programada para começar na segunda-feira, e esta é a próxima etapa em nossos esforços para proteger os americanos, reduzir o impacto da pandemia e ajudar a restaurar a normalidade em nossas vidas e em nosso país.”
Na avaliação do órgão, publicada neste domingo, a vacina da Pfizer tem alta eficácia em todas as faixas de idade, sexo, raça, etnia e entre pessoas com “condições médicas subjacentes”, bem como entre participantes com evidência de infecção anterior pelo Sars-CoV-2.
“Embora números de hospitalizações e mortes observadas foram baixas, os dados eram consistentes com risco reduzido para esses desfechos graves entre as pessoas vacinadas em comparação com o placebo”, diz nota do CDC.
Fonte: G1
Mesmo com a crise da Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manteve sua melhor aprovação desde o início do mantado. É o que aponta o levantamento do Datafolha, divulgado neste domingo (13) pelo jornal Folha de S. Paulo.
O chefe de Estado manteve o patamar registrado na última pesquisa, realizada em agosto. Acham o presidente ótimo ou bom 37% dos brasileiros, mesmo nível da rodada de 29 e 30 de agosto. Aqueles que o veem como ruim ou péssimo oscilaram negativamente de 34% para 32%, os que avaliam como regular são 29% – eram 27%.
A pesquisa ouviu 2.016 pessoas, por telefone, entre 8 e 10 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
Mesmo com a avaliação em alta, Bolsonaro segue como o segundo presidente com pior avaliação em primeiro mandato no período pós-redemocratização. Ele só fica atrás do ex-presidente Fernando Collor, que governou o país entre 1990 e 1992, e sofreu impeachment.