ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Polícia

65ªCIPM apreende drogas no bairro Viveiros

Foto: Assessoria de Comunicação da 65ª CIPM Na noite de sexta-feira (03), uma guarnição do PETO da 65ªCIPM, durante o...
LEIA MAIS

Política & Economia
Contrato de R$ 129 milhões era ponte para Moraes, admite Vorcaro
Brasil Notícias Polícia

Contrato de R$ 129 milhões era ponte para Moraes, admite Vorcaro

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 36 milhões nesta quinta-feira
Economia

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 36 milhões nesta quinta-feira

Desenrola 2.0: bancos têm 30 dias para limpar nome de quem deve até R$ 100
Economia

Desenrola 2.0: bancos têm 30 dias para limpar nome de quem deve até R$ 100

Cantor “Zau O Pássaro” morre após acidente na BR-116
Bahia Notícias Polícia

Cantor “Zau O Pássaro” morre após acidente na BR-116

Mercado projeta alta da inflação em 2026 e queda do PIB em 2027
Economia

Mercado projeta alta da inflação em 2026 e queda do PIB em 2027

Mega-Sena sorteia R$ 115 milhões nesta terça
Economia

Mega-Sena sorteia R$ 115 milhões nesta terça

Prévia da inflação em abril é a maior para o mês em 4 anos
Economia

Prévia da inflação em abril é a maior para o mês em 4 anos

Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste
Economia

Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste

Pagamento de novo lote do PIS/Pasep começa nesta segunda
Brasil Economia Notícias

Pagamento de novo lote do PIS/Pasep começa nesta segunda

Placo apresenta projeto de expansão com investimento e nova estrutura industrial
Economia Feira de Santana Notícias

Placo apresenta projeto de expansão com investimento e nova estrutura industrial


Crédito: Evandro Veiga/Correio

O governo do prefeito José Ronaldo de Carvalho tem aprovação de 72,5% nos primeiros seis meses de gestão, conforme aponta levantamento realizado pelo instituto Economic Consultoria & Pesquisas, contratado pelo site Bahia na Política. A pesquisa avaliou a percepção da população sobre o início da atual administração municipal.

De acordo com os dados, 10,4% dos entrevistados consideram o governo ótimo, 23,3% avaliam como bom, 38,8% como regular, 7,8% como ruim e 13% como péssimo. Outros 6,7% não souberam ou não quiseram opinar.

O estudo também identificou as áreas que, segundo os entrevistados, necessitam de mais atenção por parte da gestão municipal. A saúde foi apontada como prioridade por 40,63% dos participantes, seguida de estradas e educação, ambas com 16,2%, saneamento (7,79%), transporte (6,13%), tudo (4,91%), limpeza (4,82%) e iluminação pública (1,57%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de julho, com a participação de mil pessoas. Do total, 875 entrevistas foram feitas na sede do município, abrangendo 37 bairros, e outras 125 na zona rural, distribuídas em quatro distritos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os resultados refletem o desempenho positivo da atual gestão e o compromisso em dialogar com a população, priorizando as áreas mais sensíveis apontadas pela comunidade.


A luta contra o celular nas salas de aula: proibição da prática é uma arma contra uma realidade que vem gerando uma epidemia de ansiedade

Foto colorida de adolescente mexendo no celular em um querto escuro. Foto ilustrtiva - Metrópoles

*O artigo foi escrito pela doutoranda em educação Andriessa Santos e pela pedagoga e pesquisadora em comunicação Patrícia Leite, ambas do Instituto Singularidades, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.

Nunca, na história da civilização, nossa atenção foi tão disputada. Redes sociais, aplicativos e empresas de tecnologia competem para nos manter conectados usando sistemas que capturam nosso tempo para gerar lucro. Essa sobrecarga afeta a memória, a aprendizagem e a saúde mental.

A crise de atenção, muitas vezes confundida com lapsos de memória, revela um modelo de vida exaustivo, com estímulos constantes e sem pausas. Enfrentá-la exige intenção e ambientes que favoreçam o foco, o silêncio e o pensamento crítico. Em tempos de dispersão, refletir sobre o papel da atenção no cotidiano e na aprendizagem é essencial para recuperar a concentração, o bem-estar e a capacidade de aprender de maneira significativa.

A hiperconexão acelerou nosso ritmo, causando ansiedade e adoecimento. O filósofo e urbanista francês Paul Virilio (1932-2018) chamou essa urgência de “Dromologia”, ou o impacto da velocidade nas nossas vidas. Virilio é autor de diversos livros sobre as tecnologias da comunicação.

Crianças e adolescentes estão cada vez mais cansados, dormem mal e se sentem sozinhos. Em seu best-seller A Geração Ansiosa (Ed. Companhia das Letras), o filósofo e psicólogo social Jonathan Haidt revela que a “infância baseada no celular” rouba tempo livre, imaginação e o brincar. Meninas enfrentam pressão por validação; meninos buscam refúgio em videogames e pornografia. O resultado é uma geração fragilizada, que precisa de cuidado, calma e foco.

Em seus estudos, Haidt aponta que, entre 2010 e 2015, com a popularização dos smartphones, a depressão entre meninas nos Estados Unidos dobrou e a automutilação quase triplicou. Adolescentes que passam mais de três horas diárias nas redes têm o dobro do risco de ansiedade e depressão, agravado pelo uso precoce, que expõe o cérebro vulnerável à dependência da validação social.

A minissérie Adolescência (Netflix) também mostra essa realidade: Jamie, 13 anos, sofre bullying e cyberbullying, tem o sono interrompido por notificações e vive disperso, isolado mesmo em família. Isso evidencia a urgência de resgatar espaços de calma, escuta e presença, para evitar perder tempo de qualidade, capacidade de sonhar e vínculos verdadeiros.

A lógica dos feeds infinitos e das microrecompensas bloqueia o foco profundo, a reflexão e o pensamento crítico. O cérebro fragmentado fica mais suscetível à manipulação e menos capaz de fazer análises complexas.

Em síntese, expostos à vulnerabilidade das comparações digitais e sujeitos à captura contínua da atenção pelos dispositivos eletrônicos, crianças e jovens estão ansiosos e acelerados, em uma sobrecarga que nenhum cérebro aguenta.

Porta de entrada da aprendizagem

A atenção vai além da simples concentração; é cuidado, respeito e presença, um gesto de afeto e zelo. A palavra vem do latim attendere, que significa “estar presente”, e está historicamente ligada ao foco em algo importante, como o conhecimento ou Deus.

Já no século 19, para o filósofo e psicólogo americano William James, “focalização, concentração da consciência são sua essência”. Implica o afastamento de algumas coisas para ocupar-se efetivamente de outras; uma seleção crucial para o aprendizado, porque sem atenção o cérebro não filtra estímulos nem cria memórias duradouras.

Em 1971, o economista Herbert Simon alertou que “uma riqueza de informação cria uma pobreza de atenção”. O excesso de dados disputa nossa limitada capacidade de foco, tornando vital saber para onde direcioná-la. De fato, ela pode ser guiada por professores, contextos ou perguntas instigantes, ativando os processos cerebrais que consolidam novas conexões.

Héctor Ruiz Martín, psicólogo cognitivo, reforça que a atenção ativa fortalece as conexões cerebrais e facilita a memória de longo prazo. Assim, a qualidade do nosso foco é preponderante para o quanto aprendemos e aplicamos.

Ambientes propícios

Cultivar a atenção, portanto, é a porta de entrada para qualquer processo de aprendizagem. E isso exige cuidado, intencionalidade e escolhas pedagógicas. A médica, educadora e cientista italiana, Maria Montessori, pioneira na pedagogia moderna, já compreendia esse princípio quando criou os “ambientes preparados”: espaços organizados com materiais sensoriais e mobiliário acessível, que convidam à exploração livre e favorecem o foco sustentado. Nesse cenário, a criança desenvolve os circuitos neurais responsáveis pelo controle atencional, aprendendo a dirigir sua própria curiosidade com a mediação sensível do educador.

Não por acaso, para o neurocientista francês Stanislas Dehaene, atenção é o primeiro dos quatro pilares da aprendizagem, a porta de entrada do conhecimento que determina o que será processado profundamente. Ela se soma ao engajamento ativo, o feedback de erros e a consolidação.

Esses pilares operam de forma interdependente. Sem atenção, nada é registrado. É ela que abre para o engajamento, que transforma o ato de aprender em uma construção ativa. O feedback de erros, por sua vez, fortalece as conexões quando há retorno da aprendizagem durante o próprio processo. E tudo isso só se consolida quando o cérebro descansa, no sono ou em pausas, fixando o que foi construído.

Como afirmou Haidt no best-seller já mencionado, o mundo digital vem comprometendo seriamente esse ciclo. Notificações constantes rompem o foco, substituem o engajamento profundo por respostas rápidas e superficiais, e ainda prejudicam o sono, etapa essencial para consolidar qualquer aprendizagem. O resultado é um cérebro hiperestimulado, mas desconectado dos processos que sustentam o aprendizado.

Transformar esse cenário é urgente. Pensadores importantes para a educação, como Paulo Freire e John Dewey, reforçam que o interesse do estudante é o motor para a construção de conhecimento, o que passa por redesenhar o cotidiano escolar e criar ambientes que promovam o diálogo, pilar estruturante da obra freireana.

Além disso, podemos considerar as pausas para respiração consciente, estações com materiais manipuláveis, interações com feedback imediato e, sobretudo, espaços sem telas, com descanso e integração e trocas do que foi vivido como práticas que contribuem para o processo atencional.

O cérebro é plástico. Ele se adapta ao ambiente que encontra. Nesse sentido, contextos que equilibram liberdade e estrutura, ação e pausa, concentração e descanso, oferecem o terreno fértil para que a curiosidade se transforme em reflexão e a reflexão, em aprendizagem relevante.

Como favorecer a atenção

Apesar dos avanços da neurociência, faltam pesquisas que relacionem diretamente atenção e aprendizagem em contextos diversos do Brasil. Ainda assim, professores criam, na prática, pequenos laboratórios em sala de aula, onde observam, testam e revisitam estratégias que alimentam seu saber e melhoram a atenção dos alunos.

A atenção é uma habilidade aprendida, construída nas relações e no sentido de pertencimento que a escola oferece. Fanny Sznelwar Minerbo, especialista em Desenvolvimento de Metodologias e Projetos, e Beatriz Peres Rios, professora de Projetos de Humanidades, ambas da Educação Básica, defendem que desenvolver o foco exige práticas intencionais: rotina clara, ambientes organizados, materiais acessíveis e estratégias que acolhem diferentes perfis, como o uso de mensagens (post-its) para reforçar etapas.

Propõem também preparar o cérebro com respiração guiada, música calma, pausas e utilização de blocos de atenção, a exemplo do método Pomodoro. E valorizam Rotinas do Pensamento (Project Zero – Harvard) como práticas que ajudam a organizar o raciocínio, aprofundar a atenção e favorecer a construção do pensamento crítico.

A atenção não surge do comando, mas de um ciclo que envolve organização, relações, regulação emocional e construção de sentido. Portanto, promover a atenção é criar experiências que combinem vínculo, participação e sentido, fundamentos indispensáveis para uma aprendizagem viva e significativa.

Informações Metrópoles


Em jogo de alto nível, a Seleção Brasileira derrotou a Argentina por 3 sets a 1

Brasil x argentina vnl - Metrópoles

A Seleção Brasileira venceu a Argentina, na madrugada desta quarta-feira (16/7), por 3 sets a 1, com parciais de 25 x 21, 25 x 23, 24 x 26 e 25 x 18. O jogo foi válido pela terceira semana da Liga das Nações Masculina de Vôlei, disputada em Chiba, no Japão.

Com o resultado, o time comandado por Bernadinho se manteve na liderança da fase preliminar com 23 pontos. O maior pontuador do jogo foi Alan, com 20 pontos.

A agenda da Canarinho segue cheia. Na sexta-feira (18/7), às 7h20, o Brasil enfrenta o Japão. No sábado (19/7), pega a Turquia às 3h30. E, no domingo (20/7), às 2h30, joga contra a Alemanha.

Informações Metrópoles


Impasse entre Executivo e Legislativo permanece em relação ao aumento da alíquota do imposto

Foto: Antonio Augusto/STF

A audiência promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre representantes do governo federal e do Legislativo sobre os decretos das Operações Financeiras (IOF) terminou sem acordo. A reunião aconteceu nesta terça-feira (15).

Com isso, o impasse na adoção das medidas que aumentavam as alíquotas do imposto segue.

A audiência contou com a participação do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, representantes do Ministério Público Federal, do Ministério da Fazenda, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Partido Liberal (PL) e do Partido Socialismo e Liberdade (Psol).

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moras perguntou se “seriam possíveis concessões recíprocas que pudessem resultar na conciliação”. E ouviu a resposta negativa das duas partes, que preferem “aguardar a decisão judicial”.

A audiência foi solicitada no início do mês por Alexandre Moraes para uma negociação após o Legislativo rejeitar a proposta do Executivo sobre a rearranjo tributário.

Informações Bahia.ba


Gestão do presidente Javier Milei bate recordes e aponta um recuo de 41,7% na taxa comparada com os últimos governos de esquerda

Além da queda na inflação e acordo tarifário favorável com os EUA, Javier Milei pode comemorar uma das menores taxas de pobreza os últimos anos na Argentina | Foto: Reprodução/Twitter/X
Além da queda na inflação e do acordo tarifário favorável com os EUA, Milei pode comemorar a menor taxa de pobreza dos últimos sete anos | Foto: Reprodução/Twitter/X

O nível de pobreza na Argentina atingiu 31,6% no primeiro semestre de 2025. Este o resultado mais baixo desde 2018, quando o então presidente Mauricio Macri enfrentava uma série de desafios em razão de uma crise cambial. Os dados são da Universidade Torcuato Di Tella (UTDT). A instituição divulgou os números nesta terça-feira, 15, em Buenos Aires.

O índice representa do mesmo modo o melhor desempenho desde a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023. O balanço indica um recuo de 21,3 pontos porcentuais em comparação ao pico de pobreza, que alcançou 52,9% no primeiro semestre de 2024. 

Pobreza é bem menor em relação ao governo Kirchner

O recuo também representa uma diminuição considerável no segundo semestre de 2024, quando o índice apontou uma taxa na ordem de 38,1%. O resultado sob a gestão de Milei demonstra uma redução no nível de pobreza de 41,7% em comparação ao final dos governos de Alberto Fernández e Cristina Kirchner (2019-2023), líderes de esquerda que antecederam Milei.

Os estudos, sob responsabilidade de dois economistas da UTDT, apontam para a possibilidade de a Argentina, enfim, estar se livrando de um ciclo de pobreza acentuada. Conforme os pesquisadores, um dos grandes fatores de influência na redução da pobreza é o aumento do poder aquisitivo da população, que, enfim, está conseguindo se equiparar ou superar os índices inflacionários. 

Em junho deste ano, por exemplo, a inflação, pelo segundo mês consecutivo, ficou abaixo dos 2%,em um movimento inédito desde 2020. Conforme os dados mais recentes da Secretaria de Emprego do governo federal, o valor do salário médio observado em maio de 2025 foi 10,4% acima do verificado em dezembro de 2023.

Informações Revista Oeste


O documento, elaborado pelo Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR), avalia questões que envolvem comércio eletrônico, tecnologia, taxas de importação e desmatamento

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr

Um relatório recente do governo dos Estados Unidos destacou preocupações relacionadas a práticas comerciais do Brasil, incluindo o uso do Pix e a pirataria, como possíveis ameaças à competitividade de empresas norte-americanas. O documento, elaborado pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR), avalia questões que envolvem comércio eletrônico, tecnologia, taxas de importação e desmatamento no Brasil, conforme divulgado nesta terça-feira, 15.

Entre os pontos levantados, há críticas ao incentivo do governo brasileiro ao Pix, serviço de pagamento eletrônico desenvolvido pelo Banco Central. O relatório afirma que “o Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, segundo o USTR.

Pirataria e proteção à propriedade intelectual

O texto menciona ainda a Rua 25 de Março, localizada no centro de São Paulo, como símbolo das dificuldades do país para combater a pirataria e proteger efetivamente os direitos de propriedade intelectual. Para os responsáveis pelo relatório, a 25 de Março se mantém há décadas como um dos maiores centros de venda de produtos falsificados, mesmo com ações policiais específicas para a região.

Outro trecho do documento ressalta que “o Brasil não conseguiu abordar de forma eficaz a importação, a distribuição, a venda e o uso generalizado de produtos falsificados, consoles de jogos modificados, dispositivos de streamingilícitos e outros dispositivos de violação”, apontando que a falsificação continua prevalente por falta de punições consideradas suficientes e ações de longo prazo para erradicar essas práticas ilícitas.

Segundo o USTR, as deficiências no combate à pirataria dificultam a expansão de canais legais para a distribuição de conteúdo digital. O relatório destaca que “a falha do Brasil em abordar essas questões prejudica os trabalhadores norte-americanos cujos meios de subsistência estão ligados aos setores dos EUA impulsionados pela inovação e pela criatividade”.

Outros pontos de tensão comercial com os EUA

A investigação, anunciada por Jamieson Greer, representante dos EUA para o comércio, inclui ainda questões como tarifas consideradas injustas, ausência de políticas eficazes de combate à corrupção, barreiras ao acesso ao mercado de etanol e alegações de discriminação a empresas norte-americanas. A possível adoção de sanções comerciais pode trazer impactos negativos relevantes para a economia do Brasil, sendo o processo de difícil reversão.

Informações Revista Oeste


Deputado do PL de Minas Gerais afirma que o presidente da República cometeu crime de responsabilidade na condução da política externa

nikolas ferreira pede impeachmet de lula
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em discurso na tribuna da Câmara; ele integra a oposição ao governo Lula | Foto: Reprodução/Facebook/@nikolasferreiradm

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou um novo pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação foi entregue à mesa diretora da Câmara nesta terça-feira, 15.

De acordo com o congressista mineiro, o petista cometeu crime de responsabilidade. No pedido de impeachment, que conta com a chancela de outros 72 deputados, Nikolas reclama, sobretudo, do trabalho de relações externas do Poder Executivo federal.

“O Brasil não pode ser conduzido com base em interesses ideológicos ou revanchismos pessoais”, argumenta o deputado do PL. “A política externa deve servir aos brasileiros, e não à conveniência de regimes autoritários ou agendas antiocidentais.”

O requerimento de Nikolas contra Lula ocorre em meio às discussões tributárias entre o Brasil e os Estados Unidos. Na última quarta-feira, 9, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou taxa de 50% sobre a exportação de quaisquer produtos e serviços brasileiros. Num primeiro momento, o petista chegou a fazer piada e a falar que “levaria jabuticaba” para o republicano (vídeo abaixo). Depois, contudo, assinou o decreto que regula a Lei da Reciprocidade Econômica no país.

Os argumentos de Nikolas ao pedir o impeachment de Lula

No pedido desta terça-feira, Nikolas lista o que considera como quatro motivos para a abertura de um processo de impeachment contra Lula.

  1. aproximação com regimes autoritários, como o Irã, incluindo a permissão para atracação de navios de guerra iranianos no território nacional;
  2. recusa do governo brasileiro em classificar o PCC como grupo terrorista, mesmo diante de pedidos formais dos Estados Unidos;
  3. campanha aberta pela desdolarização do comércio internacional no âmbito do Brics, com discurso de enfrentamento ao dólar norte-americano; e
  4. declarações públicas que ironizam e ofendem líderes de nações parceiras, como o presidente Donald Trump, o que teria contribuído para o acirramento da crise diplomática entre Brasil e EUA.

Conforme o deputado, tais atitudes do petista ferem a lei orçamentária do Brasil, o que configura em crime de responsabilidade (artigo 85 da Constituição Federal). O parlamentar também se baseia nos artigos 5º, item 6, e 9º, item 7, da Lei 1.079/1950. Respectivamente, as regras abordam a celebração de “tratados, convenções ou ajustes que comprometam a dignidade da nação” e “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decôro do cargo”.

Informações Revista Oeste


Após uma década, cidade retoma espaço de diálogo e construção coletiva em defesa dos direitos das mulheres, com foco em mais democracia, igualdade e conquistas.

No próximo dia 16 de julho, das 08h às 17h, será realizada a 3ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, no Colégio de Tempo Integral Georgina de Melo, no bairro Olhos D’água.

Com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade e Mais Conquista para Todas”, o encontro marca o retorno de um importante espaço de escuta e mobilização popular. A última conferência havia ocorrido em 2015, e esta nova edição representa um marco na agenda pública local voltada às pautas femininas.

Maria Josailma, diretora do Departamento de Promoção da Igualdade de Gênero, da Igualdade Racial e Juventude, reforça o papel estratégico do evento:

“A conferência é um espaço de escuta e participação coletiva, onde vamos construir propostas que visem o fortalecimento das políticas públicas voltadas para as mulheres. É hora de avançar. Mais direitos, mais igualdade e mais democracia. Precisamos garantir que as mulheres sejam protagonistas da sua própria história.”

O evento é aberto ao público e direcionado especialmente às mulheres da comunidade, que são convidadas a participar ativamente da construção de propostas e diretrizes para os próximos anos.

“Estendo esse convite a todas as mulheres da nossa cidade: venham participar desse espaço de diálogo e construção. Nossa voz importa, nossa presença é indispensável”, finaliza Josailma.


Foto: Rotativo News

Manu Pilger
Mestra em Comunicação pela UFRB

Estava na fila do supermercado, como em qualquer dia comum. Já com os itens no carrinho, me dei conta de que havia pego algo de que não precisava mais. Pedi licença à moça do caixa, disse que voltaria rapidinho e fui até a prateleira devolver o produto ao lugar de onde o havia tirado.
Quando retornei, ela me olhou com um sorriso sincero e disse:

— Parabéns.
Claro que me espantei. Perguntei se era pelo simples fato de ter desejado boa tarde. Ela respondeu:

— Também. Mas, principalmente, por ter levado o item de volta à prateleira. Isso é raro. 99% das pessoas deixam os produtos aqui no caixa, mesmo quando são carnes, iogurtes, manteiga… coisas que precisam de refrigeração. Abandonam como se não tivessem valor ou consequência.

Confesso que a fala dela ficou ressoando dentro de mim. Não pela atitude em si, que considero natural, mas pelo espanto que ela teve ao ver algo que deveria ser básico: educação e empatia. Na mesma hora, me lembrei da minha mãe. Cresci ouvindo dela a seguinte frase:

“Sou pobre, mas sou educada. Posso não ter muito, mas sei entrar e sair de um ambiente. ”

Era o jeito dela de nos ensinar que educação não tem a ver com dinheiro, com classe social ou com aparência. Tem a ver com consciência e respeito. Hoje, o que vejo com frequência é o contrário: um ar de superioridade pairando sobre as relações cotidianas. Um silêncio frio no caixa do mercado, no balcão da farmácia, na recepção do consultório. As pessoas não dizem “bom dia”, não agradecem, não olham nos olhos. Quando não são ríspidas, são indiferentes o que, sinceramente, às vezes dói até mais.

É como se muitos acreditassem que serem atendidos os coloca automaticamente em posição de comando. Como se educação fosse algo que se exige, mas não se oferece.

Não é culpa da funcionária do supermercado se um item está caro, se o valor ultrapassou o limite do cartão, se no fim do mês a conta apertou. Mas, por alguma razão, ela acaba sendo o alvo do estresse de muitos. Deixam o produto ali, largado, como se não fosse nada e esquecem que alguém vai ter que recolher, organizar, cuidar.

Essa experiência me fez pensar o quanto ainda é revolucionário ser gentil. Que devolver um produto ao lugar pode dizer muito mais sobre você do que você imagina. Todo mundo quer sujar a rua para dar trabalho ao gari. Mas morrer para dar trabalho ao coveiro, ninguém quer. Consciência, empatia, educação essas coisas, que já deviam estar enraizadas, parecem ter virado item de luxo.

E eu sigo tentando, dia após dia, fazer jus aos ensinamentos de minha mãe.


Estudo da Sociedade Brasileira de Cefaleia alerta: remédios usados sem prescrição podem piorar as crises e gerar cefaleia crônica diária

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) acende o alerta sobre os riscos do uso frequente e sem orientação médica de analgésicos para dores de cabeça. De acordo com a entidade, até 70% dos pacientes com enxaqueca fazem automedicação e, entre eles, uma parte significativa evolui para um quadro de cefaleia crônica diária por abuso de medicamentos — condição caracterizada por dor em mais de 15 dias por mês, por três meses consecutivos ou mais.

A médica neurologista Patrícia Schettini, especialista em medicina interativa e longevidade, reforça a preocupação. “Falar com você, mulher, mãe, que acumula múltiplas tarefas e convive com dores de cabeça frequentes, é um chamado à conscientização. Tenho acompanhado casos em que, por adiar o diagnóstico, essas dores impactam diretamente a vida profissional, familiar e até matrimonial das pacientes”, relata.

Segundo a especialista, o uso diário e contínuo de analgésicos sem acompanhamento adequado pode agravar a situação. “Esse abuso pode, paradoxalmente, intensificar a frequência e a intensidade da dor, transformando-a em uma doença de difícil controle”, afirma. Ela cita como exemplo o caso de uma paciente que, após anos de automedicação, desenvolveu cefaleia crônica diária. “Mas nem tudo estava perdido. Com o diagnóstico correto e uso de terapias injetáveis, conseguimos reverter o quadro. Hoje, essa paciente tem crises esporádicas e voltou a ter uma vida plena.”

A médica ressalta que o tratamento adequado exige orientação especializada e, em muitos casos, vai além dos medicamentos tradicionais. “Terapias como bloqueios, toxina botulínica e ajustes no estilo de vida fazem parte do plano terapêutico. Dor de cabeça frequente não é normal. E o uso excessivo de remédios, além de ineficaz, pode ser perigoso”, reforça.

A recomendação é clara: diante de dores recorrentes, o mais seguro é procurar ajuda médica. Somente o acompanhamento com especialista pode garantir um diagnóstico preciso e o controle efetivo da enxaqueca — antes que ela se torne uma condição crônica e incapacitante.

Fonte: Assessoria de comunicação