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Ex-presidente afirma que a classe política também deseja destruir os valores ocidentais

Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Bolsonaro alerta para ameaça ao futuro do Brasil

Além disso, o ex-presidente usou a relação do governo brasileiro com países sob regimes ditatoriais como exemplo para afirmar que o futuro e a cultura do Ocidente estão em perigo.

“O enredo é cristalino”, afirmou o ex-presidente. “Sou o principal obstáculo entre eles e o que realmente desejam: o controle absoluto sobre a sua vida. Por isso, mentem, censuram, prendem, distorcem, caluniam, perseguem, agridem, sempre com a mesma narrativa. Pela democracia. Mas qual democracia permite apenas um lado falar, pensar e existir?”

Bolsonaro ainda criticou os esforços para censurar jornalistas e políticos brasileiros. “Se não podem calar com censura, tentam com ameaças, com inquéritos, com prisão ou com morte”, afirmou. “Não se enganem. Se hoje fazem comigo, amanhã será com você.”

O ex-presidente prometeu lutar “pela maioria esmagadora dos brasileiros que não se curvaram” ao sistema que, segundo Bolsonaro, “é sustentado por uma imprensa comprada”.

“Enquanto Deus me der vida, estarei aqui”, escreveu o ex-chefe do Executivo. “Em pé. Falando a verdade. Lembrando que o Brasil não pertence ao sistema. Pertence ao povo brasileiro.”

Ex-presidente cita ações de seu governo

Bolsonaro também lembrou algumas ações que executou durante seu governo. Ele deu o exemplo do Porto de Santos, que tinha um prejuízo de cerca de R$ 500 milhões por ano antes de ele ser presidente. No fim de seu mandato, em dezembro de 2022, a estatal registrou lucro de R$ 500 milhões.

Segundo o ex-presidente, o lucro nas estatais durante seu mandato desagradou muita gente. Bolsonaro criticou o fato de hoje as diretorias dessas empresas estarem sob domínio de partidos políticos.

Informações Revista Oeste


Cesar

Com César Oliveira
Tema: O tarifaço de Trump

Ouça o Podcast completo:


Manu Pilger – Foto Divulgação

Na Bahia, onde o rádio ainda ecoa como um dos principais meios de comunicação, especialmente na cobertura esportiva, uma história até então invisível começa a ganhar voz. É o que revela a pesquisa de mestrado da radialista e agora mestre em Comunicação, Emanueli Marques Pilger, defendida em abril na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O estudo é o primeiro no estado a investigar e documentar a presença feminina no radiojornalismo esportivo baiano.

Radialista há 25 anos, Emanueli se debruçou sobre um campo ainda pouco explorado pela academia. Com orientação da professora doutora Hérica Lene (UFRB) e coorientação do professor doutor Francisco Alves Júnior (UFBA), ela enfrentou a escassez de registros formais e recorreu à história oral para resgatar a memória de mulheres que ousaram ocupar um espaço historicamente reservado aos homens.

“Comecei no rádio em 1999 e sempre percebi o jornalismo esportivo como um território masculino. Durante muito tempo, parecia que só os homens tinham legitimidade para falar sobre futebol. Faltavam referências femininas e, mais ainda, registros sobre elas”, afirma Emanueli.

Primeiros nomes, primeiros silêncios

A pesquisa identificou figuras pioneiras como Isaura Maria, primeira mulher a atuar como repórter de campo em uma emissora FM em Salvador, nos anos 1980. Isaura chegou a entrevistar jogadores nos vestiários — prática comum na época, mas ainda incomum para mulheres — e enfrentou restrições até na vestimenta para trabalhar nos estádios.

Isaura Maria (Direita) junto a Casagrande (Camisa do Corinthians) e outros jogadores – Foto: Divulgação

Outros nomes lembrados foram Heloísa Braga, Selma Reis e uma narradora identificada como Lala Moreira, que, segundo relatos, teria atuado no interior do estado, mas cuja história permanece envolta de incertezas.

“Não havia arquivos, fichas ou registros nas rádios. Em muitos casos, era como se essas mulheres nunca tivessem existido. Foi preciso recorrer a entrevistas com veteranos do rádio para chegar até elas”, explica a pesquisadora.

Avanço nas TVs vs resistência em rádios

A presença feminina na narração esportiva evoluiu de forma lenta, mas notável, especialmente na televisão. Emanueli lembra que a primeira mulher a narrar futebol no Brasil foi Zuleide Ranieri, ainda na década de 1970, seguida por Luciana Mariano, que se tornou a primeira a narrar uma partida na TV brasileira em 1990 — incentivada por seu marido, o lendário narrador Luciano do Valle.

Mais recentemente, Renata Silveira entrou para a história como a primeira mulher a narrar um jogo de Copa do Mundo na televisão brasileira, em 2020 — marco que só veio após mais de 50 anos de transmissões. Desde então, outras vozes femininas, como Natália Lara e Manuela Vena, vêm ocupando espaço na mídia esportiva televisiva.

Renata Silveira – Foto: Divulgação

“O rádio ainda é um terreno marcado por rejeição. Muitas vezes, a justificativa para a ausência de mulheres nas narrações é a de que os patrocinadores não querem investir em vozes femininas, por acreditarem que a audiência prefere ouvir vozes masculinas. Há também um preconceito com o tom de voz feminino — por ser mais agudo — e até a velha ideia de que mulher ‘não entende de futebol”, aponta Emanueli.

Representatividade ainda é exceção

A pesquisadora também chama atenção para o recorte racial, destacando que a maioria das mulheres que romperam essas barreiras são brancas. Apenas recentemente a Globo contratou sua primeira narradora negra, Letícia Pinho, o que representa um avanço, mas ainda longe do ideal.

Letícia Pinho – Foto: Divulgação

E na Bahia, o contraste é gritante: há apenas uma mulher narrando futebol atualmente no estado.

“Na comparação com Rio e São Paulo, os números são muito baixos. E como professora, vejo alunas com potencial enorme que nem sequer tentam entrar nesse mercado — porque não enxergam espaço. Se não há primeiras chances, não há estímulo”, lamenta.

Da dissertação para o livro — e para o futuro

A dissertação de Emanueli será transformada em livro, com previsão de publicação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A banca avaliadora contou com a professora Valcia Zuccolotto, maior pesquisadora de rádio do Brasil, o que fortalece ainda mais o reconhecimento do trabalho. A autora também planeja seguir no doutorado, aprofundando o tema.

“Quero que essa pesquisa sirva como ponto de partida para outras, que não seja mais tão difícil pesquisar sobre o rádio esportivo da Bahia. Precisamos romper com essa tradição inventada de que só homens podem comentar futebol. As vozes femininas precisam ser ouvidas — e reconhecidas”, afirmou Emanuelli.


Aconteceu neste domingo, dia 13 de julho de 2025, a terceira edição do Bye Bye São João no distrito de Maria Quitéria, em sua sede, em São José. O evento reuniu milhares de pessoas numa vasta programação com nove grandes atrações musicais que começou ao meio dia e foi até a meia noite. Nove atrações deram o tom da festa com bandas como Unha Pintada, Edson Gomes, Robyssão, Seresta do Rasta, entre outras.

Denominado de [a ressaca do São João], por ser o último evento junino em Feira de Santana, foi uma oportunidade de grande participação popular e de ação social, já que houve arrecadação de alimentos para pessoas carentes. Cada participante, de livre iniciativa, poderia trazer alimentos que foram arrecadados pela Comissão Organizadora e serão distribuídos nos bairros periféricos da cidade.

O deputado estadual Binho Galinha, o grande incentivador e apoiador do evento, disse estar feliz com a participação do povo que lotou a praça de São José durante todo o domingo. Foi a maior participação do povo de suas edições. “Fico feliz porque foi só festa, sem violência, onde todos puderam brincar e curtir os shows musicais. Agora é agradecer a Deus e começar a pensar no ano que vem”, declarou Binho Galinha, que aproveitou para agradecer as presenças do: Prefeito José Ronaldo, deputado Raimundo da JR, Ronaldo Carlleto, presidente estadual do Avante, vereador Gean Caverna (Pode), secretários municipais, Deyvid Bacelar (FUP), como também a Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros pelo apoio à festa.

FOTO ILUSTRAÇÃO: Praça de São José em Maria Quitéria –em Feira de Santana


Foto: Divulgação

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de junho de 2025, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima, para a safra 2025, uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 12,7 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 11,3% na comparação com a safra de 2024.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por sua vez, também projeta expectativas positivas na produção, na área plantada e na produtividade dos grãos para o ciclo 2024/2025. Soja e algodão destacam-se na produção desse novo ciclo.

De acordo com o IBGE, a área plantada dos grãos para 2025 está estimada em 3,67 milhões de hectares (ha), com crescimento de 3,5% em relação à safra de 2024. Com isso, o rendimento médio (3,45 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia será de 7,6% acima da safra anterior.

O volume de soja colhido está estimado em 8,61 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 14,3% sobre o verificado em 2024. A área plantada com a oleaginosa no estado é de aproximadamente 2,14 milhões de ha. O rendimento médio de 4,01 toneladas/ha tem relevância nesse desempenho positivo, com aumento de 8,3% em relação à safra anterior.

As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, devem alcançar 2,50 milhões de toneladas, o que representa aumento de 8,0% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 0,7% em relação à estimativa da safra anterior, de 605 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,74 milhão de toneladas, 12,2% acima do que foi observado em 2024. Já para a segunda safra, é esperado um recuo de 0,5% em relação à colheita anterior, com expectativa de 763 mil toneladas.

Outro importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), tem produção estimada em 1,86 milhão de toneladas, o que representa aumento de 5,1% em relação ao ano de 2024. A estimativa evidencia que a Bahia se mantém como o maior produtor da Região Nordeste e o segundo maior do Brasil, responsável por 19,9% da safra nacional, atrás apenas do Mato Grosso (70,6% da safra nacional). A área plantada com a fibra aumentou 5,3%, alcançando 400 mil ha em relação à safra de 2024.

Para a lavoura do feijão, a estimativa é de uma safra menor em 4,2%, na comparação com a safra 2024, totalizando 213 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 375 mil ha plantados, 1,3% menor que a safra anterior. A primeira safra da leguminosa (122 mil toneladas) foi 11,0% inferior à de 2024, e a estimativa da segunda safra (91 mil toneladas) prevê uma variação positiva de 6,7% na mesma base de comparação.

Em relação ao café, está prevista a colheita de 281 mil toneladas em 2025, 12,9% acima do observado no ano anterior. A safra do tipo arábica foi de 110 mil toneladas, com variação anual de 5,9%. Por sua vez, a safra do tipo canéfora foi de 171 mil toneladas, 18,0% acima da colheita do ano anterior.

Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estima produção de 5,49 milhões de toneladas, revelando decréscimo de 1,0% em relação à safra de 2024. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou em 119 mil toneladas, apontando um avanço de 7,0% na comparação com a do ano anterior.

Na fruticultura, destacam-se as estimativas das lavouras de banana (906 mil toneladas), laranja (632 mil toneladas) e uva (61 mil toneladas), que registraram, respectivamente, variações de 4,8%, 0,3% e 10,0% em relação à safra anterior.

O levantamento ainda indica uma produção de 907 mil toneladas de mandioca, 14,7% a mais que a de 2024. A produção de batata-inglesa, estimada em 340 mil toneladas, indica acréscimo de 1,7%; e a do tomate, estimada em 183 mil toneladas, aponta queda de 48,4% na comparação com a do ano anterior.

No décimo levantamento do ciclo 2024/2025, a Conab estima safra de 13,8 milhões de toneladas de grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu décimo levantamento de 2024/2025, estimou uma produção de 13,8 milhões de toneladas de grãos – o que representa um avanço de 10,8% em relação ao ciclo 2023/2024.

Com relação à área plantada, observa-se uma ampliação de 6,1% na mesma base de comparação, o que alcança uma área de 4,0 milhões de ha. Destaca-se a expansão da área plantada de soja (+156 mil ha) e algodão (+67 mil ha). Assim, o rendimento médio do conjunto das lavouras pesquisadas deverá ficar em torno de 3,43 toneladas/ha, o que corresponde a um crescimento de 4,4% em relação ao ciclo anterior.

A soja, segundo dados da Conab, deve apresentar um novo ciclo de alta, com aumento da área plantada – crescimento de 7,9% em relação à temporada anterior –, alcançando um total de 2,14 milhões de ha. Por sua vez, a produção deve avançar em 16,5%, para 8,71 milhões de toneladas na atual temporada, em comparação com o ciclo anterior. Com isso, a produtividade estimada é de 4,08 toneladas/ha, representando aumento de 7,9% em relação à safra anterior.

A produção de algodão está estimada em 1,96 milhão de toneladas, sendo plantada em 413 mil ha, o que representa um crescimento de produção de 16,3% em relação ao ciclo 2023/2024. De acordo com a Conab, a expectativa de aumento de área (19,4%) em relação à safra anterior deve-se aos bons resultados alcançados em 2024. A expectativa é de aumento na produtividade graças à regularidade hídrica e ao manejo das culturas.

Uma das expectativas negativas está associada à produção de milho. A Conab estima que a safra atual totalize 2,74 milhões de toneladas. As principais contribuições provêm da primeira (1,28 milhão de toneladas) e da terceira (1,26 milhão de toneladas) safra do cereal. Em seu conjunto, a produção de milho, no estado, apresenta previsão de queda de 7,5% em relação ao período anterior, atribuída às adversidades climáticas. De acordo com análise da Conab, há uma expectativa da redução da área de cultivo (-2,6%) devido à baixa rentabilidade do cereal. Apenas no oeste baiano, o clima foi favorável, com chuvas regulares.

Também a safra de feijão tem estimativas negativas, pois a escassez e até a ausência de chuvas, principalmente nas áreas centrais do estado, não apenas limitaram a realização do plantio como prejudicaram a evolução fenológica das lavouras, reduzindo drasticamente o potencial produtivo. As áreas mais ao oeste do estado apresentaram melhores resultados, já que o regime pluviométrico ali foi mais favorável. O volume estimado é de 325 mil toneladas (plantado em 434 mil ha) e representa uma redução de 8,2% em relação ao ciclo 2023/2024. Esse recuo deve ser verificado na primeira safra de produção do grão, que tem estimativa de registrar queda de 42,2%, em relação à primeira safra do ciclo 2023/2024.

Foto: Divulgação/AIBA

Assessoria de Comunicação


Ministro da Casa Civil do governo Lula havia afirmado que vídeo do filho de Jair Bolsonaro sobre tarifa de Trump ‘parecia de sequestrador’

flávio bolsonaro
O presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP), senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

As sanções tarifárias impostas pelos Estados Unidos abriram um novo capítulo de embates entre integrantes do governo federal e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, trocaram críticas depois de declarações sobre as novas tarifas de 50%, anunciadas na semana passada pelo presidente Donald Trump.

Durante compromisso oficial neste domingo, 13, Rui Costa comparou vídeos dos filhos de Bolsonaro a cenas de sequestro. “Eu vi os vídeos dos filhos dele [Jair Bolsonaro]”, disse o ministro. “Parece aqueles vídeos de filmes de sequestradores (…) Agora a gente está vendo coisa até pior, uma postura de sequestrador por parte da família deles.” 

Em resposta, Flávio Bolsonaro classificou como amadora a conduta do integrante do governo Lula e criticou a condução da política externa da gestão petista. “Fico impressionado com o amadorismo de Rui Costa”, afirmou o senador, à CNN Brasil. “Está mais preocupado em culpar alguém do que resolver a grave situação que o Brasil se encontra, em parte por causa da catastrófica política externa de Lula.” 

Flávio Bolsonaro pede apoio ao Congresso

Rui Costa
Ministro criticou a postura da família Bolsonaro ao tratar da taxação norte-americana | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O filho de Jair Bolsonaro acusou Rui Costa de não buscar alternativas para solucionar o impasse comercial com os EUA. “Prefere ver o Brasil ser taxado em 200% do que sentar como adulto na sala”, disse Flávio. 

Ele defendeu ainda a aprovação de uma anistia no Congresso como medida para evitar as tarifas. “Espero contar com os votos do PT no Congresso para aprovar, o mais rápido possível, a anistia ampla, geral e irrestrita”, disse o senador. “Esse é o primeiro passo para a taxação de 50% não entrar em vigor já agora no dia 1º de agosto. Quem for contra a anistia é contra o Brasil!”

Reações internacionais e resposta do governo Lula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reuters/Ken Cedeno

O presidente Donald Trump anunciou a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros na quarta-feira 9. Como justificativa, Trump alegou perseguição de autoridades brasileiras a Jair Bolsonaro, que é réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado, depois das eleições de 2022.

Em resposta à medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o país não aceitará imposições externas e prometeu aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica. “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça Brasileira”, disse Lula, em nota. “Portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.”

Trump, em carta enviada a Lula, chamou de “vergonha internacional” o julgamento de Bolsonaro e classificou a situação como uma “caça às bruxas” que deveria ser encerrada “imediatamente”.

Informações Revista Oeste


Dados de 51 auditorias mostraram que as principais irregularidades estão no Maranhão

Fachada do Ministério da Saúde
As investigações apontam que diversas cidades receberam valores superiores ao permitido para emendas, por conta de registros artificiais de procedimentos do SUS | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil 

Após identificar possíveis desvios em emendas parlamentares destinadas à saúde, o governo federal exige que municípios devolvam mais de R$ 140 milhões.

Dados de 51 auditorias do DenaSUS, órgão do Ministério da Saúde, mostraram que as principais irregularidades estão no Maranhão, onde cerca de R$ 120 milhões estão sob cobrança.

As investigações revelam que diversas cidades receberam valores superiores ao permitido para emendas, por conta de registros artificiais de procedimentos do SUS.

O cálculo do limite de recursos para cada município leva em conta esses dados, o que favoreceu o recebimento indevido.

Foco em Vitorino Freire e a Operação Hygeia

O município de Vitorino Freire (MA), administrado por aliados do deputado federal Juscelino Filho (União Brasil-MA), concentra a maior cobrança: R$ 13,4 milhões. 

Segundo auditoria, a prefeitura não comprovou mais de 800 mil consultas informadas em 2021, embora tenha população de cerca de 30 mil habitantes.

Esse montante equivale a quase metade dos R$ 27 milhões repassados à cidade em 2024, incluindo emendas parlamentares. 

A Polícia Federal investiga se houve crime na gestão desses recursos e se houve desvio de parte do dinheiro, referente a emendas de Juscelino Filho, para uma empresa sem comprovação de serviços, por meio da Operação Hygeia.

As auditorias constataram ainda que senhas de acesso ao sistema de registro do SUS foram repassadas a terceiros, inclusive pessoas sem vínculo com as prefeituras. 

Em Bom Lugar (MA), o ex-secretário de Saúde relatou ter solicitado ajuda de Roberto Rodrigues Lima por não dominar o sistema, já que ele era “conhecido da administração anterior”.

Roberto Lima foi alvo de operação da PF em 2022, suspeito de inserir informações falsas no sistema do SUS para justificar repasses a municípios. 

No mesmo período, ele aparece como autor de pedidos de distribuição de R$ 36,2 milhões em emendas para cidades do Maranhão, segundo registros do Congresso.

Outros municípios e novas suspeitas

A segunda maior cobrança, de R$ 10,3 milhões, recai sobre Paulo Ramos (MA). As suspeitas incluem repasse sem justificativa à empresa Center Med.

A Polícia Federal investiga a Center Med após interceptações que indicam negociação de emendas com suposto sócio oculto e o deputado federal Cleber Verde (MDB-MA).

“Apresentei ao STF as informações que acredito serem esclarecedoras sobre as emendas mencionadas”, afirmou o deputado ao jornal Folha de S.Paulo

O deputado ainda declarou que as emendas ajudaram” no atendimento e na ampliação das ações de saúde nos municípios mencionados”.

A Center Med negou qualquer irregularidade, declarou não participar do registro de dados do SUS e afirmou ter sido contratada regularmente para fornecimento de materiais. 

O Ministério da Saúde informou que concentrou as auditorias no Maranhão, após solicitação do Ministério Público Federal (MPF), que passou a investigar o tema depois de reportagens publicadas em 2022.

Informações Revista Oeste


O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indica se defende a absolvição ou a condenação de 7 réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro

Paulo Gonet | Gonet foi indicado por Lula em 27 de novembro, preenchendo a vaga deixada depois do término do mandato de Augusto Aras na PGR | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O procurador-geral da República, Paulo Gonet | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresenta, nesta segunda-feira, 14, as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo sobre a suposta tentativa de golpe, em ação que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados. Nessa fase, a PGR indica se defende a absolvição ou a condenação dos réus.

Depois da entrega dessas alegações, abre-se um prazo de 15 dias para que os acusados também enviem suas manifestações finais. O primeiro a se pronunciar será o tenente-coronel Mauro Cid, em razão do acordo de delação premiada firmado por ele. Em seguida, os demais réus terão igual prazo coletivo para protocolar suas defesas.

Os prazos da PGR, e réus envolvidos

Julgamento do 8 de janeiro no STF | Foto: REUTERS/Diego Herculano

O prazo para a manifestação da PGR foi utilizado integralmente e começou a contar em 27 de junho, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar do recesso do Judiciário em julho, o período não foi interrompido, já que um dos réus, o ex-ministro Walter Braga Netto, permanece preso.

Além de Bolsonaro, Mauro Cid e Braga Netto, também respondem ao processo o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os ex-ministros Augusto Heleno, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira. Segundo a PGR, esse grupo integra o “núcleo crucial” da suposta organização criminosa envolvida no caso.

Outras 23 pessoas, distribuídas em diferentes núcleos da organização, também respondem a processos relacionados, mas em outras ações penais. Depois de todas as manifestações finais, Alexandre de Moraes vai elaborar seu voto e vai liberar o processo para julgamento na 1ª Turma do STF. O grupo tem, além do relator, os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Além de expectativa de integrantes da Corte e da PGR, os bastidores de Brasília esperam que o Supremo Tribunal Federal inicie o julgamento até setembro, uma vez que os trâmites processuais para o caso estarão concluídos nesse período.

Informações Revista Oeste


‘Os exportadores brasileiros sofrerão grande impacto. Empresas que vendem para os EUA podem enfrentar enormes perdas’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O presidente dos EUA, Donald Trump; republicano determinou aplicação de taxa de 50% sobre os produtos exportados pelo Brasil | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

Eduardo Berbigier*

A recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas de 50% em produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto, é uma medida drástica com sérias implicações. Vai além da questão comercial.

A decisão do republicano reflete a percepção de Washington de um afastamento do Brasil de sua esfera de influência, com aproximação de China, Rússia e demais países-membros do Brics. Essa postura de Trump provavelmente deriva também das constantes manifestações e ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ele e seu governo.

Em carta a Lula, Trump justificou as tarifas como resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O norte-americano citou que ordens judiciais do Supremo Tribunal Federal “censuram” redes sociais norte-americanas, inibindo a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA, entre outros inúmeros motivos.

A reação do governo brasileiro, defendendo a soberania do país e prometendo corresponder a iniciativa com base na Lei Brasileira de Reciprocidade Econômica, pode elevar a tensão.

Contudo, é importante que o público compreenda o que significa uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. Na prática, nossos produtos se tornam proibitivamente caros para o consumidor norte-americano, aniquilando sua competitividade.

Lula Brics tarifas Trump
O presidente Lula, em discurso na edição 2025 da reunião da cúpula do Brics, que ocorreu neste mês no Rio de Janeiro | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Situação de exportadores diante da nova tarifa

Os exportadores brasileiros sofrerão grande impacto. Empresas que vendem para os EUA podem enfrentar enormes perdas. Essas corporação terão que reavaliar imediatamente suas estratégias: buscar novos mercados, otimizar custos para tentar absorver parte da tarifa ou, em um horizonte mais longo, considerar a transferência de produção para dentro dos EUA.

Produtos como café, suco de laranja, aço e petróleo, nos quais o Brasil é um fornecedor-chave, terão seus preços inflacionados nos EUA. Isso forçará os norte-americanos a buscarem outros fornecedores, o que pode gerar desafios logísticos e de custo para eles.

Investidores devem estar cientes de que a volatilidade do mercado financeiro tende a aumentar, com provável queda do real e das ações de empresas brasileiras com exposição aos EUA. Será o reflexo direto das incertezas.

A inflação do café atingiu mais de 85% de junho de 1994 a maio de 1995, influenciada pelo último mês antes da nova moeda | Foto: KamranAydinov/Freepik
Com novas tarifas, o cafézinho brasileiro ficará mais caro para os consumidores norte-americanos | Foto: KamranAydinov/Freepik

Algumas sugestões

Seguem, abaixo, algumas sugestões básicas para que empresários, produtores rurais, exportadores e cidadãos naveguem por esse momento em que a informação e a preparação são as melhores ferramentas.

  • Volatilidade

A volatilidade é natural em momentos de incerteza. Então, a primeira recomendação é evitar decisões precipitadas baseadas no medo, pois essas tendem a causar prejuízos.

  • Diagnóstico urgente de impacto

Empresas exportadoras devem realizar um cálculo imediato do impacto da tarifa de 50% em seus custos, preços e margens de lucro. É fundamental saber qual será o novo custo do seu produto no mercado americano.

  • Análise da cadeia de suprimentos

Verificar se seus fornecedores ou insumos são afetados indiretamente por essa tarifa. Preparar-se para buscar alternativas ou renegociar contratos, se necessário.

  • Diversificação de mercados

Esta é a oportunidade, ou a necessidade, de acelerar a busca por novos mercados consumidores: países do Brics, da América Latina, da Europa e da Ásia podem se tornar destinos ainda mais estratégicos para exportações.

  • Revisão de contratos

Analisar cuidadosamente seus contratos de exportação e importação, verificando a existência de cláusulas de força maior ou de revisão de preços que possam ser acionadas diante dessa mudança drástica nas condições comerciais.

  • Diálogo com órgãos e associações

Manter um canal aberto com associações setoriais (agronegócio, indústria e comércio) e órgãos governamentais (Ministério das Relações Exteriores e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), que são os principais centros de informação e de articulação para medidas de apoio ou contrapartida.

  • Monitoramento contínuo

A situação é extremamente fluida e dominada pela política. Mudanças podem ocorrer a qualquer momento. Acompanhar o noticiário por fontes confiáveis e consultar especialistas regularmente.

  • Preparação legal

As empresas podem precisar de assessoria jurídica especializada para contestar a aplicação de tarifas (se houver base legal) ou para navegar por processos aduaneiros e de comércio exterior mais complexos que possam surgir.

  • Racionalidade

É um momento de ação estratégica, planejamento cuidadoso e busca por orientação qualificada para mitigar riscos e, quem sabe, identificar novas oportunidades que possam surgir desse cenário adverso.

Em suma, a imposição de tarifas por Trump é um desafio complexo para o Brasil. Isso exige uma reorientação estratégica por parte do governo e do setor privado.


Tribunal não reage às acusações infundadas do petista contra governo anterior

Bolsonaro
Lula tem feito acusações graves contra o governo anterior, sem apresentar provas, e não sofre qualquer consequência institucional | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

ex-presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais neste sábado, 12, para questionar a omissão do Supremo Tribunal Federal (STF) diante de ataques e declarações falsas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Bolsonaro, as instituições que antes reagiam com inquéritos, censura e prisões a qualquer crítica ao Judiciário agora se mantêm em silêncio diante das falas do petista.

“É possível que, todos os dias, uma pessoa minta, ataque instituições e destile ódio contra estruturas democraticamente constituídas – e absolutamente nada aconteça?”, escreveu Bolsonaro. “Hoje, diante de alguém que insiste em propagar inverdades continuamente, impera o silêncio.”

Durante o mandato de Bolsonaro, ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral moveram dezenas de ações contra ele, sob a justificativa de combater a desinformação.

Uma simples crítica ao sistema eleitoral ou às decisões da Corte era suficiente para motivar abertura de inquérito e até prisão de apoiadores. Agora, no entanto, o cenário se inverteu.

Lula tem feito acusações graves contra o governo anterior, sem apresentar provas, e não sofre qualquer consequência institucional. O presidente chegou a afirmar, inclusive, que “quadrilhas montadas no governo passado” promoveram descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Lula mente, favorece aliados e não sofre reação institucional

A fala de Lula, feita em rede nacional, não se sustenta. Segundo auditoria do Tribunal de Contas da União, o próprio governo petista foi responsável por um recorde de denúncias em 2023.

Naquele ano, cerca de 35 mil aposentados procuraram canais oficiais do INSS para relatar descontos indevidos em empréstimos consignados que não solicitaram.

Também em 2023, o volume movimentado em operações de crédito consignado dentro do INSS chegou a R$ 90 bilhões. A gestão petista também tem sido acusada de blindar aliados.

A Advocacia-Geral da União retirou da lista de bloqueio de bens um sindicato investigado por irregularidades, presidido pelo irmão de Lula, o sindicalista conhecido como Frei Chico. Apesar disso, o Judiciário permanece inerte. Nenhum inquérito foi aberto contra Lula por disseminação de informações falsas ou por ataques ao governo anterior.

Informações Revista Oeste