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[Diretores da Qualirede, empresa que gere o Plaserv na Bahia, são presos em operação da PF e Receita]
Foto: Reprodução

Nos bastidores da política é grande a presãso para que o governo se manifeste sobre a prisão de diretores da Qualirede, empresa responsável pela gestão do Planserv na Bahia. Os dirigentes estavam entre os alvos da Operação Hemorragia, realizada em Santa Catarina pela Polícia Federal e pela Receita. 

A força-tarefa ocorreu na semana passada e teve como objetivo combater organização criminosa especializada na prática de diversos crimes em Santa Catarina, entre eles corrupção, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro. Naquele estado, a Qualirede gerencia o SC Saúde, plano dos servidores públicos, que atua da mesma forma que o Planserv na Bahia. 

O Planserv é o maior plano de saúde da Bahia, com mais de 500 mil usuários, e por isso a preocupação com relação à sua gestão.

Sobre a operação, a Qualirede informou ao BNews que “os integrantes da diretoria citados em processo que investiga supostas irregularidades em contratos firmados com o governo do Estado de Santa Catarina foram afastados de suas funções. Desde o último dia 21 de janeiro, a executiva Carolina Leticia Bairrão é a nova CEO da empresa, apoiada integralmente pela equipe executiva”.

Ainda em nota, a Qualirede afirmou que “tem total convicção da correção de sua conduta com todos os entes públicos e, desde que tomou conhecimento das investigações em Santa Catarina, está colaborando com as autoridades, além de agilizar as providências cabíveis para o esclarecimento dos fatos no decorrer do processo”.

O Planserv também foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou sobre os questionamentos. 

Informações B News


Foto: Divulgação

Nas últimas 24h, Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19. Até agora são exatamente 21.932 pacientes recuperados curados, índice que representa 94,6% dos casos confirmados. Enquanto isso, 80 exames foram negativos e 44 positivos.


O boletim epidemiológico contabiliza ainda 48 pacientes internados no município e 825 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste sábado (30)

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE SÁBADO
30 de janeiro de 2021

Casos confirmados no dia: 44
Pacientes recuperados no dia: 35
Resultados negativos no dia: 80
Total de pacientes hospitalizados no município: 48
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 825
Total de casos confirmados no município: 23.180 (Período de 06 de março de 2020 a 30 de janeiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 777
Total de recuperados no município: 21.932
Total de exames negativos: 33.051 (Período de 06 de março de 2020 a 30 de janeiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 335
Total de óbitos: 417

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.114 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021)
Resultado positivo: 3.753 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 16
Resultado negativo: 17.361 (Período de 06 de março de 2020 a 29 de janeiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana


Foto: Divulgação/ Secom Gov Ba

A Bahia vacinou 167.563 pessoas contra Covid-19 até as 17h58 deste sábado, segundo dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Deste total, receberam a primeira dose do imunizante 146.894 profissionais de saúde da linha de frente de combate à doença. 

Dentre as 100.268 doses aplicadas até o momento, 38.100 foram aplicadas em Salvador, o município baiano que mais vacinou até agora. No entanto, os dados da pasta estão atualizados, já que a prefeitura  registrou, até as 18h deste sábado, 46.599 vacinados.

Informações Bahia Notícias


Saídas e entradas só poderão acontecer caso exista um “motivo imperioso”

Paris, França
Paris, França Foto: Reprodução

Pleno News- A França adotará a partir do próximo domingo (31), medidas drásticas que restringirão ainda mais as possibilidades de entrar no país, de modo a evitar um terceiro confinamento.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou na sexta-feira (29) uma série de medidas para tentar conter a propagação do coronavírus Sars-Cov-2, causador da covid-19, principalmente as novas variantes, entre elas o fechamento de centros comerciais com mais de 20 mil metros quadrados.

Castex, que falou ao término de um Conselho de Defesa convocado no Palácio do Eliseu pelo presidente francês, Emmanuel Macron, insistiu que, dada a situação sanitária, é real a possibilidade de um novo confinamento, mas que ainda acredita ser possível evitar a medida.

A partir da meia-noite de sábado (30) para domingo, será proibido viajar à França saindo de um país de fora da União Europeia (UE) ou fazer o sentido contrário, a menos que haja um “motivo imperioso”, segundo o primeiro-ministro. Até agora, podiam entrar na França os franceses ou estrangeiros com residência no país.

Quanto às viagens de outro país da UE, será obrigatório apresentar um exame de PCR negativo. Os únicos isentos serão as pessoas que trabalham cruzando a fronteira. Os deslocamentos entre a França metropolitana e seus territórios ultramarinos nos dois sentidos se limitarão igualmente aos que puderem justificar “motivos imperiosos”.

De acordo com o premiê, “a situação sanitária está melhor controlada na França do que em muitos vizinhos, o que é preocupante”.

– A progressão das chamadas variantes inglesa e sul-africana (do vírus) representa um grave risco de aceleração da pandemia – completou Castex.

*EFE


Foto: ACM

No périodo de 02 a 28 de janeiro foram trocadas 2.293 lâmpadas de iluminação pública em Feira de Santana. Desse total 1.442 foram em 106 bairros da zona urbana e 851 nos oito distritos. A informação é da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SESP).

De acordo com o chefe do Departamento de Iluminação Pública, Jairo Torres, as trocas são sempre motivadas por vandalismo, tempo de vida útil ou por picos e quedas de tensão da energia, queimando a lâmpada – este último sendo o principal fator. 

Além deste serviço, o órgão se manteve empenhado realizando revisões em pontos apagados em avenidas, ruas, praças, residenciais, bairros, além de distritos, comunidades, povoados, conjuntos e viadutos. 

“Toda a nossa equipe se manteve empenhada para realizar os serviços”, ressalta o secretário interino, João Falcão, acrescentando que as solicitações ao órgão podem ser feitas através do aplicativo Fala Feira 156. 

Outros serviços como instalação de torres e braços de luz também foram realizados no período.


Presidente negou mudança em membros do governo federal

Presidente conversou com a imprensa durante visita em loja de motos neste sábado Foto: Reprodução/CNN

O presidente Jair Bolsonaro disse, neste sábado (30), que só existe uma vaga aberta nos ministérios de seu governo, o da Secretaria-Geral. A vaga é interinamente ocupada por Pedro Sousa. Ao dar a declaração, o presidente negou que vá promover uma reforma ministerial.

– Não tem nada de mudança nos ministérios. Só tem a vaga do Pedro, da Secretaria-Geral – disse.

O presidente comentou um vídeo divulgado na sexta-feira (29), em que o mandatário havia sugerido que poderia recriar as pastas da Cultura, do Esporte e da Pesca, caso isso ajudasse a destravar pautas do seu interesse na Câmara dos Deputados.

– Eu disse que os três [Marcelo Magalhães (Esportes), Mário Frias (Cultura) e Jorge Seif (Pesca)] mereciam ser ministros, mas não está previsto. Não é fácil criar ministério. Tem burocracia, aumento de gastos – afirmou.

Questionado sobre uma possível volta de Onyx Lorenzoni ao Planalto para ocupar a Secretaria-Geral, o presidente preferiu não responder diretamente, mas disse que o deputado era “um coringa”.

– Conheço o Onyx há muito tempo e confio nele para ocupar qualquer posição – declarou

Informações Pleno News


vacina Oxford,AstraZeneca

Agência Brasil- O Ministério da Saúde informou hoje (30) que deve receber em meados de fevereiro entre 10 e 14 milhões doses da vacina produzida pela AstraZeneca-Oxford contra a covid-19. A pasta recebeu uma carta do consórcio internacional Covax Facility com as informações sobre o repasse de doses. O grupo faz parte de uma aliança global da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir acesso ao imunizante.

O Brasil é um dos 191 países que fazem parte da Covax Facility. Em setembro do ano passado, duas medidas provisórias editadas pelo presidente Jair Bolsonaro garantiram os recursos para que o país participasse do consórcio.

O governo federal também possui parceria direta com o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford para produção de vacinas, por meio da Fundação Osvaldo Cruz, e com o Instituto Butantan, responsável pela CoronaVac.


Declarações foram dadas em uma rede social

Embaixador da Índia elogiou parceria com o Brasil Foto: Isac Nóbrega/PR

Por meio de uma rede social, na noite desta sexta-feira (29), o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, elogiou a parceria entre os países. A mensagem foi escrita como resposta a uma publicação de Filipe Martins, assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Jair Bolsonaro.

– Obrigado Filipe G. Martins por compartilhar seus pensamentos sobre a parceria entre a Índia e o Brasil. O sentimento e a crença de que esta será uma das parcerias definidoras deste século é totalmente reciproco – declarou Reddy.

Publicação do embaixador da Índia Foto: Reprodução

No Twitter, Martins tinha reforçado o bom relacionamento entre Brasil e Índia. Suas declarações aconteceram após recentes especulações de setores da imprensa de que não há proximidade entre os dois países

Nas palavras de Filipe, nem mesmo a pandemia foi capaz de frear a aproximação entre os dois países.

– Em 2020, obtivemos rápida liberação e remessa de insumos e medicamentos para combater a Covid-19 e, agora, em 2021, recebemos com prioridade um volume expressivo de doses da vacina produzida na Índia – relatou.

O assessor complementou, afirmando aos seus mais de 300 mil seguidores que a parceria Brasil-Índia é uma fórmula de sucesso e ainda trará grandes benefícios e mudanças positivas ao sistema internacional.

– Em 2021, se as condições sanitárias permitirem, voltaremos à Índia para a Cúpula do BRICS e avançaremos ainda mais nessa parceria – concluiu Martins.

Informações Pleno News


Decisão foi tomada pela Agência Nacional de Energia Elétrica

Lâmpadas fluorescentes  (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A bandeira tarifária das contas de luz permanecerá na cor amarela em fevereiro, informou nesta sexta-feira (29) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, o preço da energia fica em R$ 1,34 para cada 100 quilowatts consumidos por hora. O valor é o mesmo que havia sido estabelecido para janeiro

Segundo a agência, apesar de fevereiro ser um mês tipicamente mais chuvoso, os reservatórios das hidrelétricas seguem em recuperação lenta, o que demanda maior contenção do consumo.  

“A combinação de reservatórios baixos com a perspectiva de chuvas abaixo da média histórica sinaliza patamar desfavorável de produção de energia pelas hidrelétricas, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF)”, informou a Aneel. 

O sistema de bandeiras é utilizado para gerir o valor cobrado aos consumidores a partir das condições de geração de energia. Quando o quadro piora, a bandeira pode ser alterada em uma escala que vai de verde (sem taxa extra) para amarela (taxa extra de R$ 1,34 por 100 Kw/h) e, no pior cenário, para a vermelha (R$ 6,2 por 100 Kw/h). 

Informações Agência Brasil


Foto: Reprodução

Amanda Palma/Correio- De quantas vídeochamadas você participou este ano? E o seu WhatsApp? Você ainda consegue acompanhar todas as conversas e todos os grupos ativamente? Seu e-mail está cheio de promoções de cursos e mil atividades? Eu gostaria de dizer que seus problemas acabaram, mas, na verdade, digo que você faz parte do bonde dos exaustos. Exaustos da vida digital.

Neste ano de pandemia, a vida social e de trabalho de muitas pessoas por um longo período teve que se resumir ao mundo virtual e logo surgiu a fadiga digital. Como dar conta de tudo e participar de tantas vídeochamadas: trabalho, família, amigos?

“Durante esse período os limites que existiam entre o online e o offline, a vida profissional e a vida pessoal, o ambiente de trabalho e o ambiente doméstico, com certeza ficaram mais tênues, em alguns casos quase invisíveis. Agora, mais que nunca, é essencial que estejamos dispostos a repensar essa relação”, pontua Daniela Arrais, administradora da página Contente.vc, que propõe um uso mais consciente da internet.

Com o home office, as telas se tornaram essenciais neste ano, mas também acabaram ampliando essa sensação de dependência virtual. “Observamos que houve um aumento da ‘fadiga virtual’ e do sentimento de exaustão relacionado ao uso das telas, das redes sociais e da internet no geral. Bonde dos exaustos, né? Todo mundo compartilhando tweets e memes sobre isso. Um destaque especial para essa sobrecarga é quando falamos de trabalho – devido ao home office – e ao uso do digital como meio quase universal de interação e busca por entretenimento”, analisa Daniela. 

“É como se as pessoas quisessem deixar as telas, mas se sentissem mais do que nunca presas a elas”, completa Daniela.

Por isso que quando o celular da produtora Jô Stella quebrou, logo no começo de abril, no início do isolamento social, ela se desesperou. “Logo que aconteceu eu fiquei bem estressada, porque o celular era uma ferramenta de trabalho e meu principal meio de comunicação, e eu fiquei pensando como iria fazer para falar com minha família em outras cidades e estados, e também como iria trabalhar, pois não poderia assumir um parcelamento naquele momento e não tinha como comprar um celular à vista”, conta.

Mas o detox forçado de celular acabou trazendo boas consequências para a vida de Jô. “Lógico que no início rolou aquele desespero, mas estar fora de grupos de WhatsApp é maravilhoso, livre de fake news. As pessoas perdem a noção de tempo, enviam mensagens em horários inadequados e exigem urgência nas respostas. É uma rede social muito útil mas também muito viciante, eu acho mais complicada de lidar”, afirma a produtora.

Jô trabalha com gerenciamento de redes sociais de um site, então, ela não se desconectou totalmente da vida virtual, mas conseguiu uma melhor qualidade vida pessoal. “Eu consegui produzir mais e melhor no trabalho, nos meus projetos e estudos. O dia rende mais quando você não fica horas assistindo stories no Instagram. Eu continuo assistindo aliás, mas passo muito menos tempo fazendo isso no meu dia do que antes”, revela.

Para Daniela Arrais, essa é uma expectativa para o futuro do mundo virtual no pós-pandemia. “Existe muita gente disposta a rever a relação com o uso das redes sociais, sobretudo depois de um período em que elas se tornaram cada vez mais parte do nosso dia a dia: desde a febre de lives até os grupos de trabalho no Whatsapp que ficaram ainda mais frenéticos. Talvez essa mudança não seja percebida a curto prazo, mas sem dúvida será transformadora e significativa para quem se dispõe a enxergar – e vivenciar – uma internet mais humana, com mais conexão e, quem sabe até, menos protagonista do nosso tempo”.

Dependência
“As pessoas devem sempre ficar atentas ao uso “tóxico”, e equilibrar a vida off-line e on-line. Percebe-se que o tempo gasto conectado chegou a um nível de dependência quando a qualidade de vida do indivíduo encontra-se prejudicada e o espectro de prazer fica diminuído levando o indivíduo a permanecer na rede por longos períodos”, o alerta é das psicólogas Cornelia Belliero Martini  e Carla Cavalheiro Moura, do Ambulatório de Dependências Tecnológicas da Universidade de São Paulo (USP).

Apesar do uso excessivo de telas por causa da pandemia, elas explicam que ainda não há um registro no aumento de dependentes tecnológicos, mas os usuários devem ficar atentos ao próprio comportamento. “”Os sintomas indicativos de que uma pessoa se tornou dependente tecnológico aponta para uma preocupação excessiva com internet, ou seja, o indivíduo pensa nas atividades virtuais realizadas anteriormente e fica antecipando quando ocorrerá a próxima conexão”.

Detox antes da pandemia
Mas esse movimento de saída ou de descanso das redes sociais não veio apenas com esse desgaste emocional provocado pela pandemia. Estar off-line já era uma realidade para algumas pessoas. “Eu saturei de vez”. Foi assim que o advogado Sérgio Gustavo Sampaio deixou o Facebook e Instagram há três anos. O boom das discussões políticas desgastou a relação dele com essas redes sociais.

Ele não conseguiu se adaptar ao Instagram e quase não consumia nada na rede social. “Eu devo ter tido Instagram entre 2014 e 2016, quando estava mais em alta. E tive por causa disso, por causa da divulgação. Fiz, mas nunca me cativou, nunca usei tão frequentemente, e depois cansei. Quando desativei o meu Instagram já deveria ter muitos meses que mal entrava. Me passava uma coisa muito superficial”, lembra.

Foi o Facebook que começou a despertar sensações ruins no advogado. “Eu entrava no Facebook e ia descendo a barra de rolagem e só via coisas que me agrediam, pouca coisa que me distraía. Também aplico isso [o comportamento] a mim mesmo. O estopim foi a situação política. Mas também percebi que estava usando o Facebook para extravasar minhas frustrações. Estava destilando coisas ruins”, explica Sérgio. Por isso, optou por desativar suas contas.

De acordo com a pesquisa da consultoria App Annie, divulgada em janeiro, o Brasil é o 3º país onde as pessoas passam mais tempo em aplicativos.  A média é de 3 horas e 45 minutos por dia. A lista de apps mais baixados no Brasil é formada por Whatsapp, Status Saver, Snapchat, Telegram e Hago.

Na opinião do psicólogo André Dória, o “detox digital” significa mais um sintoma do que uma saída para sair da dependência. “Se a gente vai para o detox, reconhece que está intoxicado. Mas depois, quando acaba o detox, uma rehab de internet, de WhatsApp, e depois disso, como fica o dia a dia?”, questiona.

Fazer detox ou não?
A escolha por deixar as redes sociais é individual, para o psicólogo André Dória. Segundo ele, não tem como aconselhar alguém a se afastar ou não das redes porque cada caso é um caso e é necessário que o próprio usuário faça uma autocrítica sobre sua atuação virtual. “A gente está de fato intoxicado de hiperconectividade, mas não sei e é possível fazer um detox e se isso vai ser eficaz. Será que é possível mensurar e barrar um pouco dessa ‘invasão’ que vem do outro, da família, do Instagram, do Facebook?”, questiona.

Já o psicólogo e diretor da Clínica Fênix, Joaquim Moura, acredita que o detox pode ser um caminho a ser seguido por aquelas pessoas que já percebem uma influência intensa do uso das redes na sua vida real.  “Com certeza, para saúde mental é essencial se afastar um pouco e ter isso como uma dieta que faça parte da sua vida. Não se afastar apenas por um período, mas fazer uma reeducação, assim como a gente faz uma reeducação alimentar”, completa o psicólogo.

Mas, como perceber que é necessário esse afastamento? “De forma geral, se a pessoa perceber que está atrapalhando a sua vida normal, sua produtividade está baixando, ou seu comportamento normal está mudando, já é um grande sinal”, pontua Moura.

Uma vida virtual equilibrada
A Contente.vc, administrada por Daniela Arrais e Luiza Voll, faz reflexões sobre o uso consciente da internet e das redes sociais. Elas se conheceram na internet há 10 anos e criaram a empresa Contente, para criar projetos que “agregassem valor” ao uso da internet. Um dos primeiros projetos foi o @instamission, no Instagram, que propunha ações dentro do Instagram. Depois, surgiu o perfil Contente.vc. 

“O perfil @contente.vc nasceu mais ativamente em junho de 2019. E desde então tem sido o espaço onde convidamos as pessoas a construírem coletivamente #ainternetqueagentequer, um espaço de consciência sobre o uso do digital. A Contente existe exatamente pra isso: pra resgatar nosso tempo, pra entender porque passamos tanto tempo conectados, pra entendermos como podemos fazer isso de uma maneira cada vez mais positiva”, explica Daniela.  

Daniela Arrais e Luiza Voll administram a página Contente.vc, que traz reflexões sobre o bom uso da internet
(Foto: Divulgação)

Os posts dão dicas de como fazer pausas nas redes e também faz questionamentos sobre o comportamento dos usuários. “Os assuntos surgem muito da nossa investigação sobre os impactos da internet e de tanta conexão na nossa vida. Às vezes, é a leitura de um livro que inspira um especial de conteúdo, às vezes é uma conversa. Em outras, pegamos como gancho um assunto que está sendo bem comentado no momento”, completa Daniela. A empresa também faz parcerias com grandes marcas.

Mas como é a relação de uma pessoa que usa as redes sociais para dar dicas de detox digital? Daniela fala da sua experiência: “Vivo tentando encontrar uma maneira melhor de usar a internet e a redes sociais. Adoro fazer experimentos. Já fiz alguns detoxes digitais. O mais ousado foi quando fiz uma viagem de férias de 15 dias e escolhi não ter conexão. Estava acompanhada, então conseguia ter acesso a mapas. Mas, de resto, fiquei 15 dias sem olhar nada, nem redes sociais nem notícia. Foi super bom, li um monte, repensei meu uso”.

Daniela pontua que as pausas são importantes, mas não são a solução para um uso mais saudável. “Pra mim a solução está em trazer a reflexão sobre internet para o dia a dia, analisando sempre como a gente tem passado nosso tempo”.  

Se você se interessou em fazer um detox das redes, veja algumas dicas de Daniela Arrais, da Contente.vc:

– Não fazer das telas a primeira coisa do seu dia, resguardando as primeiras horas das manhãs para as tarefas rotineiras e para o autocuidado. Uma hora sem telefone ao acordar já ajuda muito!; 

– Manter atividades, sobretudo de entretenimento ou que aguçem a criatividade, um pouco fora das telas: leitura, exercícios físicos, meditação para os adeptos… Não concentrar tudo nas telas; 

– Respeitar os limites do próprio corpo: agora que usamos as telas para trabalhar, estudar e para manter contato com quem estamos distantes é necessário ter uma hora pra dar “boa noite” ao telefone, caso contrário entramos em um looping perigoso. Tenha hora para finalizar o trabalho, o estudo, as interações virtuais. Deixar o telefone em modo avião uma hora antes de dormir é benéfico.

– Não ter notificações nas redes sociais. Você sabia que nosso cérebro demora cerca de 15 minutos para voltar ao estado de concentração em que estava depois de ser interrompido? Imagina isso acontecendo a cada vez que você recebe uma mensagem no Whatsapp?

– Não levar o celular para o quarto (nem que você tenha que comprar um despertador). Isso te ajuda a fazer com que checar o celular não seja a primeira coisa que você faz quando abre os olhos.

– Modo avião. Assim você não é interrompido, e tem grandes chances de terminar suas tarefas mais importantes em menos tempo. Enquanto vivemos na economia da atenção, onde a moeda de troca é o nosso tempo, precisamos adotar certas estratégias para ter um uso mais saudável de internet