Jake Sullivan acredita que a única forma de haver uma investigação com base científica é tendo acesso a todos os dados
Pompeo anuncia que embaixador americano na China deixará cargo Foto: Reprodução
O assessor de segurança do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, Jake Sullivan, garantiu neste domingo (21) que a China não forneceu dados suficientes sobre a origem e a posterior propagação do novo coronavírus.
– Estão a ponto de publicar um informe sobre as origens da pandemia em Wuhan, sobre o qual temos perguntas, porque não acreditamos que a China tenha colocado à disposição suficientes dados originais sobre como começou a se propagar essa pandemia tanto na China como em todo o mundo – afirmou o assessor, em entrevista à emissora americana CBS News.
Em 9 de fevereiro, a missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) que fez investigação no país asiático descartou a possibilidade de que o SARS-CoV-2 tenha sido criado em laboratório, ao mesmo tempo que considerou possível que o patógeno tenha chegado à China, vindo de outros países, por meio da cadeia de alimentos congelados.
O diretor de Emergências da OMS, Mike Ryan, chegou a afirmar nesta semana que o objetivo da missão não era “investigar a China, mas sim obter lições para o futuro”, podendo, assim, evitar outras pandemias.
Sullivan, no entanto, afirmou hoje que a única forma de acontecer uma investigação com base científica é tendo acesso a todos os dados, embora admita que não tenha respostas sobre o desenrolar da crise, evitando, assim, fazer qualquer tipo de acusação.
– Não estou em condições de dizer como chegou a Covid-19 a este mundo. Tudo o que tenho condições [de fazer] é pedir à OMS que faça seu trabalho da melhor maneira possível – disse o assessor.
Sullivan ainda deixou claro que toda a busca de informações deve ficar a cargo de cientistas e especialistas, “sem nenhuma interferência por parte de qualquer governo”.
O assessor de segurança ainda deu detalhes sobre a conversa de cerca de duas horas que Biden teve com o presidente da China, Xi Jingping, no último dia 10.
– O presidente Biden levantou a questão da Covid-19 e da necessidade de todos os países assumirem a responsabilidade de ajudar a proteger o mundo, inclusive a China – revelou Sullivan.
Defesa do ex-presidente alega que decisão do STJ de devolver processo ao TRF-4 afronta direito de defesa
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Reprodução
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lulada Silva entregou, no domingo (21), habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) que solicita a anulação de decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Felix Fischer, proferida no último dia 9, que determinou a devolução dos autos do caso do triplex do Guarujá ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
Na decisão, Fischer considerou que a defesa de Lula tentava “protelar” o curso regular do processo com apresentação de recursos. Os advogados do ex-presidente negam e ponderam que os referidos recursos foram protocolados no princípio do julgamento ao TRF-4 e que eles estariam pendentes na Corte originária.
Os advogados do ex-presidente também questionam a ordem do ministro do STJ de considerar os recursos pendentes já apreciados e ponderam que ela afronta o direito de plena defesa. Os advogados lembram que o ex-presidente foi impedido de fazer sustentação oral sobre supostos erros materiais que teriam ocorrido durante a tramitação do processo.
Em 2017, o então juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. A sentença foi confirmada pelo TRF-4, que aumentou a pena para 12 anos, e, posteriormente, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reduziu o tempo de reclusão para 8 anos.
Sustenta-se no pedido de habeas corpus que a decisão do ministro do STJ pode impossibilitar a interposição de eventuais recursos extraordinários e comprometer os direitos ao contraditório e à ampla defesa. Dessa forma, além da anulação da decisão de Fischer, é solicitado que os recursos sejam encaminhados para apreciação do STF.
Segundo o Inpe, novo satélite possibilitará o monitoramento da região costeira, de reservatórios de água e de florestas
O Brasil está prestes a colocar em órbita o primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo país. O lançamento do Amazonia-1 será à 1h54 (horário de Brasília) do dia 28 de fevereiro, na missão PSLV-C51, da agência espacial indiana Indian Space Research Organisation (ISRO).
Com 6 quilômetros de fios e 14 mil conexões elétricas, o satélite integra a Missão Amazônia, que tem, por objetivo, “fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica”, além de monitorar a agricultura no país.
Trata-se de um satélite de órbita Sol síncrona (polar), que vai gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Sob demanda, poderá fornecer dados de um ponto específico em 2 dias – o que, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ajudará na fiscalização de áreas que estejam sendo desmatadas, bem como na captura de imagens onde haja maior ocorrência de nuvens.
De acordo com o instituto, o novo satélite possibilitará também o monitoramento da região costeira, de reservatórios de água e de florestas (naturais e cultivadas). Há, ainda, a possibilidade de uso para observações de possíveis desastres ambientais.
“Os dados estarão disponíveis tanto para comunidade científica e órgãos governamentais quanto para usuários interessados em uma melhor compreensão do ambiente terrestre”, informa o Inpe. O Amazonia-1 será o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação. Os dois primeiros são o CBERS-4 e o CBERS-4A.
A Missão Amazônia pretende lançar, em data a ser definida, mais dois satélites de sensoriamento remoto: o Amazônia-1B e o Amazônia-2. “Os satélites da série Amazonia serão formados por dois módulos independentes: um módulo de serviço – que é a Plataforma Multimissão (PMM) – e um módulo de carga útil, que abriga câmeras e equipamentos de gravação e transmissão de dados de imagens”, detalha o Inpe.
Plataforma multimissão
Além de ajudar no monitoramento do meio ambiente, a missão ajudará na validação da Plataforma Multimissão como base modular para diversos tipos de satélites. Essa plataforma representa, segundo o Inpe, “um conceito moderno de arquitetura de satélites, que tem o propósito de reunir em uma única plataforma todos os equipamentos que desempenham funções necessárias à sobrevivência de um satélite, independentemente do tipo de órbita.”
Entre as funções executadas pela plataforma estão as de geração de energia, controle térmico, gerenciamento de dados e telecomunicação de serviço – o que possibilitará a adaptação a diferentes cargas úteis, além de reduzir custos e prazos no desenvolvimento de novas missões.
“Essa competência global em engenharia de sistemas e em gerenciamento de projetos coloca o país em um novo patamar científico e tecnológico para missões espaciais. A partir do lançamento do satélite Amazonia-1 e da validação em voo da PMM, o Brasil terá dominado o ciclo de vida de fabricação de sistemas espaciais para satélites estabilizados em três eixos”, informa o Inpe.
Entre os ganhos tecnológicos que a missão deverá render ao país, o Inpe destaca, além da validação da PMM, a consolidação do conhecimento do país no ciclo completo de desenvolvimento de satélites; o desenvolvimento da indústria nacional dos mecanismos de abertura de painéis solares, o desenvolvimento da propulsão do subsistema de controle de atitude e órbita na indústria nacional e a consolidação de conhecimentos na campanha de lançamento de satélites de maior complexidade.
Não sei quem é. O texto não é sobre ela. Ou, talvez, seja sobre todos.
Na verdade, eu só queria refletir a respeito do interessante fenômeno social decorrente do BBB: as pessoas começaram a ver que a lacração é chata.
Lacrar não é normal. Era bonitinho para ganhar aplausos e receber um pouquinho de aceitação social que resolvia sua carência, mas não é o modo normal de viver.
A vida cobra suas contas e seus boletos. Ela exige resultados reais da mesma forma como possui problemas reais.
Não existe uma dívida cósmica com você: na verdade, a maior parte das pessoas no mundo, sua quase totalidade, sequer sabe que você existe.
Quando a lacração trazia seguidores, curtidas e carinho afetivo, ela era interessante.
Mas esse BBB teve um mérito: mostrou como seria uma comunidade de pessoas lacradoras vivendo juntas.
E ninguém agüentou.
Há coisas que as pessoas só compreendem depois que vêem, porque, então, podem imaginá-las.
E elas começaram a imaginar: “e se isso fosse a regra geral?”
Houve um embrulho inconsciente no estômago.
E o sentimento foi descarregado nos participantes: “ei, isso não legal; isso não é a vida verdadeira e ninguém aqui vive assim”.
O resultado foi que até os companheiros de lacradas aqui fora começaram a negar os antigos parceiros: “eles não nos representam”.
Mas não representavam até ontem?
Os aplausos da lacração são ilusórios até nisso: não são sinceros.
Carência louva carência e retira o seu louvor tão rápido quanto o gozo passa.
E os participantes? Esses são os mais perdidos nisso tudo.
Eles estavam acostumados a fazer aquilo e a ser louvados em seus próprios perfis.
Era seu mundo: seu único mundo, onde eles definiam as regras e recebiam os aplausos por isso.
Então, foram convidados para outro ambiente de glamour e atenção. Pensaram: “qual o problema? É só continuar a fazer o que já fazíamos”.
Mas não era, porque, enquanto cada um criava seu mundinho artificial, ali todas essas artificialidades se chocaram e não puderam subsistir.
Glamour, aplausos, lacração: tudo é fugaz.
Tão fugaz que eles mesmos ficam sem entender depois que voltam para cá.
Para nós, pelo menos, isso serve como uma lição prática.
Nesta edição, programa oferece bolsas para 13.117 cursos em todo país
Foto: Marcello Casal Jr
Termina nesta quarta-feira (24) o prazo para que os candidatos pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni), compareçam às instituições de ensino para confirmar as informações declaradas na inscrição e fazer a matrícula no primeiro semestre deste ano
Nesta edição, o programa oferece bolsas para 13.117 cursos em 1.031 instituições de ensino, em todos os estados e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 162 mil bolsas foram ofertadas. Destas, 52.839 são para cursos na modalidade de educação à distância.
A lista de selecionados e o cronograma do programa estão disponíveis no site do Prouni.
Quem não foi selecionado nas chamadas regulares tem ainda a oportunidade de participar da lista de espera. Para isso, o estudante deve manifestar essa intenção pelo site nos dias 1º e 2 de março. A divulgação do resultado da lista de espera sai em 5 de março e as matrículas deverão ser realizadas entre 8 e 12 de março.
O programa
O Prouni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa.
É necessário também que o estudante tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada, na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa e, nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido aos demais candidatos.
É preciso que o candidato tenha feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio, tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não tenha tirado zero na redação. Excepcionalmente neste ano, os estudantes serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019, uma vez que as provas do Enem 2020 foram adiadas em razão da pandemia da covid-19.
Chegada a São Paulo está prevista para as 6h55 de amanhã
Um avião da companhia Emirates, com remessa de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 decolou na madrugada de hoje (22) de Mumbai, na Índia, e deve chegar a São Paulo às 6h55 desta terça-feira.
A aeronave deixou a cidade indiana por volta das 10h30 da manhã (horário local), o que equivale a 2h da madrugada de hoje no horário de Brasília. A carga fará escala em Dubai, nos Emirados Árabes, de onde decolará para São Paulo às 22h40 (horário local) – 15h40 de hoje (horário de Brasília).
O voo chegará a São Paulo amanhã de manhã e as vacinas seguirão para o Rio de Janeiro, onde serão levadas para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).
As doses foram produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia e maior produtor mundial de vacinas. Mesmo prontas, as vacinas precisarão passar primeiro por Bio-Manguinhos para que possam ser rotuladas antes de serem distribuídas ao Programa Nacional de Imunizações.
A importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz. Para acelerar a disponibilidade de vacinas à população, 2 milhões de doses já foram trazidas da Índia em janeiro e está previsto um total de 10 milhões de doses prontas a serem importadas. Além dos 2 milhões que chegam amanhã ao país, mais 8 milhões estão previstas para os próximos dois meses.
Enquanto negocia a chegada das doses prontas, a Fiocruz trabalha na produção local das vacinas Oxford/AstraZeneca. Segundo o acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz vai produzir 100,4 milhões de doses de vacinas até julho, a partir de um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. A primeira remessa desse insumo já chegou ao Bio-Manguinhos e o primeiro milhão de doses produzido na Fiocruz tem entrega prevista para o período de 15 a 19 de março.
De acordo com a fundação, os dois primeiros lotes estarão liberados internamente nos próximos dias. Esses lotes são destinados a testes para o estabelecimento dos parâmetros de produção.
“Com esses resultados, a instituição produzirá os três lotes de validação, cuja documentação será submetida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses lotes somarão cerca de 1 milhão de doses e seus resultados serão enviados à Anvisa até meados de março”.
Também está em andamento na Fiocruz o processo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil, o que tornará a fundação autossuficiente na produção das vacinas. A previsão é que as primeiras doses com IFA nacional sejam entregues ao Ministério da Saúde em agosto, e, até o fim de 2021, seja possível entregar 110 milhões de doses, elevando o total produzido no ano pela Fiocruz para 210,4 milhões.
O terceiro dia do Toque de Recolher, em Feira de Santana, resultou em 55 estabelecimentos fechados; um encerramento de festa com paredão; 40 atendimentos de ocorrências por descumprimento ao decreto vigente e 399 orientações ao público.
Ainda neste domingo, 21, a fiscalização composta de prepostos da Prefeitura Municipal e do Governo do Estado fechou a feirinha de animais, na Getúlio Vargas, por constatar aglomerações de pessoas no local.
Vale lembrar que a restrição para circulação de pessoas, a partir desta segunda-feira, 22, é das 20h às 5h. O novo decreto estadual estabelece ainda que o funcionamento do delivery de alimentos é até 23h, e em bares e restaurantes o atendimento presencial encerra às 18h.
O transporte público urbano circula até 20h30, e aos domingos e feriados com último balão às 20h. O decreto se estende até o dia 28 de fevereiro.
CNN Brasil- Era final de maio. O mundo assistia impotente à pandemia de Covid-19 que avançava desgovernada, país após país, no que mais tarde seria chamado de “a primeira onda” de infecções. Depois que China, Itália e Reino Unido se tornaram os epicentros da pandemia, vieram as cidades dos Estados Unidos, especialmente Nova York. Daí, no final do outono, o coronavírus se espalhou pela América do Sul.
Em 27 de maio, o Chile, junto com o Peru, tinha atingido as maiores taxas de infecção per capita do mundo em uma média móvel de sete dias, de acordo com a Our World in Data (OWID), um site de estatísticas independente com sede na Universidade de Oxford. O Chile estava se aproximando rapidamente de 80 mil infecções e mais de 800 pessoas já haviam morrido até então.
Avance nove meses e o Chile estará em uma categoria totalmente diferente. Enquanto alguns países latino-americanos (como a Nicarágua) ainda não receberam nenhuma vacina, a nação andina de 19 milhões de habitantes já havia aplicado mais de um milhão de doses da vacina até 9 de fevereiro. Eram dois milhões na segunda-feira (15) e o ritmo de vacinação continua acelerado.
Com 12,43 vacinados para cada 100 pessoas, o Chile agora tem o quinto melhor índice de vacinação per capita no mundo depois de Israel (79,48), Emirados Árabes Unidos (53,43), Reino Unido (24,3) e Estados Unidos (17).
O país está se saindo ainda melhor que a União Europeia (5,19) e a China (2,82) e sua taxa é quatro vezes melhor que a do Brasil, que tem a segunda melhor taxa da América Latina (2,77), segundo dados da base de dados OWID de Oxford.
Como o Chile conseguiu mudar as coisas de forma tão radical?
Primeiro, o governo chileno decidiu muito cedo não poupar esforços para adquirir uma vacina – qualquer vacina – e providenciou a compra de 35,7 milhões de doses até agora, o que significa que terá a capacidade de vacinar mais de 90% de sua população.
De acordo com o ministro da Saúde do Chile, doutor Enrique Paris, o país adquiriu ou está recebendo 10 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech e mais 10 milhões da Sinovac. Posteriormente, o Chile fechou acordos com Covax (OMS), Johnson & Johnson e Astrazeneca para chegar ao total de 35,7 milhões de doses.
O doutor Elmer Hurta, médico colaborador da CNN en Español e especialista em saúde pública e política de saúde na América Latina, diz que essa estratégia multifacetada tem sido muito bem-sucedida.
“O Chile não hesitou em fechar contratos com Sinovac, Pfizer ou AstraZeneca. O importante é que, desde muito cedo, o país percebeu que era necessário fechar vários acordos com fabricantes de vacinas. Na América Latina, o Chile é um dos países mais bem posicionados para fazer negócios e isso tem lhe dado uma vantagem”, afirmou Huerta.
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Além disso, as autoridades chilenas aderiram aos esforços, transformando qualquer espaço público viável em um centro de vacinação. A CNN visitou recentemente um pátio no campus da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago. O espaço que normalmente estaria preenchido por estudantes universitários foi convertido em uma clínica altamente organizada e eficiente. O local é um dos muitos centros de vacinação Covid-19 em todo o país.
Gabriela Valderrama, uma moradora de Santiago que tomou a vacina no campus da faculdade, descreveu o processo como “fantástico” e muito bem organizado. “É fenomenal que eles tenham dias separados para grupos de diferentes idades”, opinou.
Além de escolas e prédios do governo, as autoridades de saúde abriram postos de vacinação em todo o país em locais como shoppings e estádios de futebol.
“Uma coisa é comprar uma vacina e tê-la disponível e outra totalmente diferente é injetá-la no braço das pessoas. E isso é logística. O Chile teve ótima distribuição e vacinação. Abriu centros de vacinação em locais estratégicos próximos e convenientes à população, ao contrário dos Estados Unidos, onde começamos a vacinar as pessoas em hospitais e grandes locais onde as pessoas se aglomeraram rapidamente”, comparou o doutor Huerta.
Edgardo Cruz, um morador de Santiago de 71 anos que tomou sua primeira dose na Pontifícia Universidade Católica do Chile, diz que está orgulhoso do esforço feito até agora.
“Somos um modelo internacional agora. Acho que comprar vacinas e investir [na aquisição] desde maio foi um esforço que valeu a pena”, disse.
Uma mensagem unificada sobre o distanciamento social vinda do governo e o uso de máscaras também ajudaram.
O próprio presidente Sebastián Piñera, que tem 71 anos e, portanto, era elegível para receber a vacina na semana passada, aproveitou a oportunidade para demonstrar sua posição usando máscara.
“Gostaria que meus compatriotas soubessem que esta vacina é segura, eficaz e que fizemos um enorme esforço para inocular todos os chilenos, todos os cidadãos de nosso país”, declarou após receber a primeira injeção da chinesa Sinovac. A segunda dose será aplicada em 15 de março.
“O Chile também deixou a política de lado. Os políticos do país perceberam que Covid-19 era o inimigo e reduziram as tensões entre os partidos políticos, trabalhando juntos para o objetivo unificado de controlar a pandemia”, disse o doutor Huerta.
Enquanto outros países lutam para decidir quem deve tomar a vacina após os trabalhadores da linha de frente, as autoridades chilenas sugeriram um calendário de vacinação que está sendo seguido à risca.
Depois dos profissionais de saúde, o foco foram os idosos. A partir de segunda-feira (15), professores, farmacêuticos e policiais se tornaram elegíveis.
Com menos de 19 milhões de habitantes, o tamanho relativamente pequeno da população do Chile também é uma vantagem. Isso significa que cada vacina vai mais longe em direção à meta nacional de imunidade de rebanho, especialmente quando comparada com populações maiores como as do Brasil, China ou União Europeia.
O objetivo do Ministério da Saúde é vacinar cinco milhões de pessoas até o final de março e quatro em cada cinco chilenos antes do final do primeiro semestre de 2021.
O jornalista Nicolás Cortés Guerrero colaborou em Santiago.
(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).
Estadão- Há dias venho pesando e trabalhando muito esse tema, no eu acusador que temos dentro de nós em maior ou menor grau. Sei que para muitos é muito estranho pensar sobre isso, mas é importante entender exatamente como e quando agimos dessa forma.
Sinto que nesse momento todas as nossas emoções estão exacerbadas, fomos engolidos por uma realidade bem desafiadora e acabamos ficando irritados, mal-humorados e nem percebemos o quanto reagimos com rispidez, impaciência e acusações. Estamos tão contaminados pela pressão que enfrentamos diariamente que nem nos damos conta de quanto acabamos projetando as nossas frustrações no outro, e quanto maior a intimidade, mais fácil de perdermos o bom senso.
Pare um pouquinho para relembrar da última vez que passou por isso, conseguiu lembrar? Percebeu que o seu eu acusador surgiu como uma forma de colocar os seus monstros para fora, a raiva, a insatisfação, o medo, o perfeccionista em você que te maltrata e aos outros também? Sabe, nem sempre é fácil olharmos para nós mesmos, estamos tão acostumados a colocar o outro a responsabilidade da nossa felicidade e também da nossa tristeza que nem conseguimos visualizar a possibilidade de estarmos errados.
Interpretamos diversas situações a partir do que nos incomoda e reagimos instintivamente sem avaliarmos com mais cuidado, o nosso ego grita muito na tentativa de se defender e querer estar certo. Tem uma frase famosa que vemos por aí nas mídias que fala sobre estar certo ou ser feliz, e essa é uma questão realmente importante, qual das duas opções você quer tomar como caminho na sua vida, pense.
A internet é um meio fantástico de acessarmos conteúdos, interagir com pessoas, mas sabemos que também é um canal que dá abertura a comentários ácidos, agressivos e na maioria das vezes o fato nem foi lido e é interpretado erroneamente. Esse é um bom exemplo de como acabamos agindo reativamente e acusando pessoas sem motivo algum, mas extravasando e usando o outro como depósito das nossas dores emocionais.
Sabemos que passar por essa experiência na terra é bem desafiadora, não temos controle sobre a nossa vida a não ser imaginariamente, pois a qualquer momento podemos ser surpreendidos com um tombo. Alguns tombos são mais leves e outros bem pesados, sendo fundamental nos prepararmos para esses momentos desenvolvendo a nossa resiliência, e podemos fazer isso lendo, estudando, meditando, passando por processos de autoconhecimento, pois são os meios que nos ajudam a tirar os véus de nossos olhos e a partir disso vamos entendendo e transitando pela vida de forma mais leve e menos equivocada.
Desta forma vamos aprendendo a nos colocar no lugar do outro desenvolvendo a empatia e desta forma o eu acusador vai perdendo as forças, passamos a ter mais responsabilidade pela nossa vida, pela nossa felicidade ou infelicidade, deixando de usar a estratégia de acusação para liberarmos os nossos problemas. Quando cada pessoa aprender a olhar para si mesmo e parar de olhar para os defeitos que acredita enxergar no outro, mudaremos a nossa vida impactando o todo.
Orientações estão no portal da Secretaria de Previdência e Trabalho
A Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia disponibilizou em seu portal, na última semana, uma cartilha com informações de educação financeira para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A iniciativa visa a auxiliar esse público na tomada de decisões mais conscientes com relação ao uso de seus recursos financeiros e contribuir para evitar o endividamento. Elaborada em linguagem simples, a cartilha trata das formas de acesso a benefícios, às modalidades de crédito, a prevenção a golpes e fraudes, além de informações adicionais sobre direitos das pessoas idosas.
O documento “Educação Financeira para Pessoas Idosas – Guia para aposentados e pensionistas do INSS” foi lançado no final do ano passado e aperfeiçoado após apresentação ao Conselho de Nacional de Previdência Social e sugestões dos seus membros.