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Ação da Câmara dos Deputados pediu a prisão do humorista por comentário feito nas redes sociais

Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: STF/Carlos Moura

Nesta quinta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre uma ação da Câmara dos Deputados que pede a prisão do humorista Danilo Gentili.

Moraes é relator da ação por decisão do presidente do STF, o ministro Luz Fux. Moraes seguiu o entendimento da Coordenadoria de Processamento Judicial do STF, que considerou que o pedido de prisão tem relação com o caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

Em sua manifestação, Moraes lembrou que “o requerido Danilo Gentili Júnior não possui prerrogativa de foro perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; entretanto, em face da alegada conexão processual com os fatos apurados no Inquérito nº 4781/DF, encaminhe-se ao douto Procurador-Geral da República para manifestação”.

A Câmara decidiu pedir a prisão de Gentili após o humorista sugerir, em sua conta do Twitter, que a população fosse ao Congresso “e socasse todo deputado”. O comentário foi feito no final de fevereiro pelo humorista após a Câmara discutir a PEC da Imunidade.

A ação contra Gentili foi movida pelo deputado Luis Tibé (Avante-MG) e teve o apoio de líderes partidários e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ao jornal O Globo, Tibé falou sobre o pedido.

– Não podemos ter uma sociedade e uma democracia com [dois] pesos e duas medidas. Se o Supremo Tribunal Federal sabiamente estabeleceu um limite para a livre manifestação do pensamento, que é o respeito à integridade das instituições democráticas [princípio que a Câmara dos Deputados acolheu com margem de 364 votos], a Justiça brasileira não pode permitir que ninguém faça a incitação de “socar” deputados – explicou.

Danilo Gentili também comentou a medida adotada pela Câmara em suas redes sociais.

– Eu fiz um tuíte que foi alvo de justas críticas por alguns deputados. Quem me segue sabe que sempre defendi as instituições. Aliás, minha briga com bolsonaristas foi justamente pelo fato de eu ser contrário aos pedidos criminosos de fechamento do STF e do Congresso – explicou Danilo.

Informações Pleno News


Foto: Washington Nery

Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 24.752 pacientes recuperados, índice que representa 93,7% dos casos confirmados. Enquanto isso, 240 exames foram negativos e 149 positivos.


O boletim epidemiológico contabiliza ainda 106 pacientes internados no município e 1.189 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta sexta-feira (05).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA SEXTA-FEIRA
05 de março de 2021

Casos confirmados no dia: 149
Pacientes recuperados no dia: 65
Resultados negativos no dia: 240
Total de pacientes hospitalizados no município: 106
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 1.189
Total de casos confirmados no município: 26.410 (Período de 06 de março de 2020 a 05 de março de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.083
Total de recuperados no município: 24.752
Total de exames negativos: 37.921 (Período de 06 de março de 2020 a 05 de março de 2021)
Aguardando resultado do exame: 793
Total de óbitos: 469

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 22.190 (Período de 06 de março de 2020 a 05 de março de 2021)
Resultado positivo: 4.220 (Período de 06 de março de 2020 a 05 de março de 2021)
Em isolamento domiciliar: 10
Resultado negativo: 17.970 (Período de 06 de março de 2020 a 05 de março de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Foto: ACM

Quatro variantes já identificadas no município

Em coletiva nesta manhã, 5, a médica infectologista e coordenadora do Comitê de Combate ao Coronavírus, Melissa Falcão, alerta para o aumento da taxa de contágio das novas variantes da Covid-19 que circulam em Feira de Santana.

No total, quatro cepas identificadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), duas delas do Reino Unido e de Manaus (AM) já em transmissão comunitária no Estado. Outras duas cepas no município têm origem da Nigéria, na África, denominada B1525, e uma variante brasileira B1133 (presente desde dezembro), ambas responsáveis pelo agravamento da doença.

Melissa reforça que, após a confirmação da presença de novas variantes, o momento requer da comunidade cuidados redobrados, como o uso de máscaras, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

“A mudança do perfil nos atendimentos, superlotando os leitos de terapia intensiva [UTI] e a necessidade de ventilação mecânica nos pacientes, reforça que temos uma mutação viral com maior intensidade”, explica.

O prefeito Colbert Filho ressaltou que o Governo Municipal, em parceria com a UEFS e a Fiocruz, realizará testes de Covid com estudo genômico em indivíduos assintomáticos, em áreas de grande circulação de pessoas.

Segundo Edval Gomes, secretário de Saúde, o estudo permite o rastreamento das novas mutações virais decorrentes da expansão global da pandemia.

“A ideia é entender as relações entre os tipos de coronavírus conhecidos, como eles reagem a diferentes ambientes e até mesmo como se dá o processo de mutações”.

Atualmente, os 18 leitos de UTI do Hospital de Campanha continuam funcionando em sua capacidade máxima, e os de enfermaria 90% ocupados –  31 dos 35 leitos. “Temos uma média de 6 a 8 casos novos por dia precisando de internamento”, alerta Francisco Mota, diretor da unidade hospitalar.


Presidente fez críticas à decisão do governo do Texas de retirar a obrigatoriedade do acessório contra a Covid-19

Presidente dos Estados Unidos Joe Biden tenta reaproximação com a OMS Foto: EFE/EPA/Shawn Thew

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez nesta quarta-feira (3) duras críticas à decisão do Texas e do Mississippi de suspender a obrigação do uso máscaraspara proteger contra o coronavírus.

– Eu acho que é um grande erro. Espero que todos percebam agora que essas máscaras fazem a diferença – declarou Biden a repórteres na Casa Branca, quando perguntado sobre a decisão dos governadores do Texas, Greg Abbott, do Mississippi, Tate Reeves, de revogar a ordem de uso de máscaras nesses estados.

– Conseguimos avançar. Tudo para que, até o final de maio, haja o suficiente para que todo americano adulto possa receber uma dose de vacina [contra a Covid]. A última coisa que precisamos é o pensamento Neanderthal que, enquanto isso, diz: “Tudo bem, tirem suas máscaras”. Esqueça isso – bradou o chefe de governo antes de uma reunião com integrantes do Congresso sobre a luta contra o câncer.

O presidente repetiu até quatro vezes a palavra “vital” para ressaltar que os líderes estatais devem seguir as recomendações dos cientistas, tais como lavar as mãos, usar máscara facial e manter distanciamento social.

Os governadores justificaram a decisão de suspender a obrigatoriedade do uso de proteção facial pela queda no número de casos e de internações por Covid-19 e pelo ritmo das vacinações contra a doença, que eles consideram bom.

Informações Pleno News


Caso ocorre porque o estúdio tem lançado suas produções nos cinemas e em sua plataforma de streaming ao mesmo tempo

Raya e o Último Dragão filme disney
Raya e o o Último Dragão traz a cultura do sudeste asiático para sua narrativa Foto: Walt Disney Germany

Redes consagradas de cinema como Cinépolis e Cinemark decidiram boicotar o novo lançamento da Disney, Raya e o Último Dragão, e não exibi-lo em suas sessões. O caso ocorre porque o estúdio tem lançado seus filmes nos cinemas e nas plataformas digitais ao mesmo tempo. A estratégia, que favorece o sistema de streaming Disney Plus, tem desagradado as exibidoras.

– No ambiente operacional atual, estamos tomando decisões de reserva de curto prazo em uma base discreta, filme por filme, com foco no benefício de longo prazo dos expositores, estúdios e espectadores. Enquanto estamos conversando com a The Walt Disney Company, ainda não chegamos aos termos de janela aceitáveis ​​para Raya e o Último Dragão. À medida que continuamos a trabalhar com nossos parceiros de estúdio, continuamos otimistas de que chegaremos a termos mutuamente benéficos que fornecerão a cinéfilos a oportunidade de ver a emocionante programação de filmes em nossos cinemas – disse um representante da Cinemark.

O lançamento do longa estava previsto para ocorrer no dia 5 de março, tanto nos cinemas quanto na Disney Plus, por um custo adicional de US$ 30 dólares.

Apesar da decisão do Cinépolis e do Cinemark, o Kinoplex optou por exibir a produção, já que o boicote pode trazer prejuízos. Por outro lado, a Disney também sai prejudicada pela jogada, já que planejava a estreia do filme em mais de 2000 salas apenas nos Estados Unidos.

Trazendo a cultura do sudeste asiático para sua narrativa, Raya e o Último Dragão vem agradando os críticos. A animação conta a história de um reino que vivia em harmonia com dragões, venerando seus poderes e sua sabedoria. Após o desaparecimento da espécie, uma força obscura ameaça a terra, e a guerreira solitária Raya parte em uma aventura para encontrar o último dragão e salvar o seu mundo.

Raya e o Último Dragão filme disney
Animação conta as aventuras da guerreira Raya em busca do dragão que poderá salvar seu mundo Foto: Walt Disney Germany

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Campo Grande e Brasília tiveram as maiores quedas

Supermercados de São Paulo ainda enfrentam desabastecimento  de frutas, verduras e legumes após as fortes chuvas desta semana

Agência Braisl|O custo da cesta básica caiu em fevereiro em 12 das 17 capitais brasileiras analisadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas demais cinco capitais, o preço da cesta aumentou.

As maiores reduções foram registradas em Campo Grande (-4,67%), Brasília (-3,72%), Belo Horizonte (-3,16%), Vitória (-2,46%) e Goiânia (-2,45%).

Já a capital onde ocorreu a maior alta no mês foi João Pessoa (2,69%), seguida por Curitiba (2,33%), Natal (2,19%), Belém (1,11%) e Porto Alegre (1,03%).

A cesta básica mais cara do país é a de Florianópolis, com custo médio de R$ 639,81. A mais barata é a de Aracaju, com custo médio de R$ 445,90.

Com base na cesta mais cara, a de Florianópolis, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência seria de R$ 5.375,05, o que corresponde a 4,89 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.100.


Primeiros pacientes começam a chegar no Hospital da Arena Fonte Nova
Foto: Ascom Sesab

Agência Brasil|Reaberto ontem (4), o hospital de campanha que o governo da Bahia montou no estádio de futebol Arena Fonte Nova, em Salvador, já recebeu 20 dos 80 pacientes com a covid-19 previstos para serem atendidos até sexta-feira (12), quando mais leitos deverão estar disponíveis.

Transferidos de unidades de Pronto Atendimento (UPA) da capital soteropolitana, os primeiros pacientes chegaram ao local por volta das 20h desta quinta-feira (4). Segundo a Secretaria estadual de Saúde, dez deles estão em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), e dez em vagas clínicas.

O hospital de campanha tem capacidade para 200 leitos, que deverão ser abertos gradualmente nas próximas semanas. Nesta primeira etapa de funcionamento, prevista para durar até sexta-feira, foram habilitados 50 leitos de UTI e 30 leitos clínicos.

Administrado, a convite do governo estadual, pela instituição filantrópica Obras Sociais Irmã Dulce, o local teve que ser equipado pelo governo baiano com ventiladores pulmonares, máquinas para hemodiálise, equipamentos para eletrocardiograma, tomógrafo, aparelhos de raio-x móvel, além de todos os outros itens hospitalares necessários, e de uma área administrativa e de espaço para acolher os acompanhantes dos pacientes. Além dos profissionais de saúde e administrativos que já estão trabalhando no local, outros 430 estão em processo de contratação pela instituição filantrópica.

No ano passado, a Arena Fonte Nova sediou um hospital de campanha que funcionou por três meses, entre o início de julho e 16 de outubro. O hospital chegou a ter 240 leitos, dos quais 100 eram de UTI. Na ocasião, a Secretaria de Saúde anunciou que os equipamentos instalados, como respiradores e tomógrafo, seriam redistribuídos para outras unidades de saúde da rede estadual. 

Conforme o boletim que a Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia divulgou ontem (4), o número de casos de infecção pelo novo coronavírus (covid-19) registrados no estado desde que a doença chegou ao país é de 700.768. Desses, 12.251 foram a óbito. Apenas nas 24 horas anteriores à divulgação do boletim, foram registrados 5.985 novos casos da covid-19, o que representa um aumento de 0,9% em relação ao resultado anterior e 111 mortes em todo o estado.

Para evitar o colapso no sistema de saúde baiano, além de reabrir o hospital de campanha em Salvador, o governo estadual anunciou a criação de novas vagas em estabelecimentos de saúde. Ontem, o governador Rui Costa anunciou, nas redes sociais, a abertura de 100 novos leitos clínicos para atender a pacientes com a covid-19 no Hospital Riverside, em Lauro de Freitas, município da região metropolitana de Salvador.

Na terça-feira (2), o governador já tinha autorizado a secretaria estadual de Saúde a realizar licitação emergencial para definir uma organização social capaz de abrir e administrar o Hospital Metropolitano, também de Lauro de Freitas. A expectativa do governo é que, após o lançamento da licitação emergencial, o hospital esteja apto a funcionar em três semanas, inicialmente, com 40 leitos de UTI e 30 leitos clínicos.

Ontem, Rui Costa declarou que a abertura de leitos não é a solução para o combate à pandemia do novo coronavírus. “A abertura de novos leitos é uma tentativa de evitar um colapso total no nosso sistema de saúde. É importante esclarecer para a população que, ao abrir os 100 leitos de UTI na Arena Fonte Nova e mais 100 de UTI no Hospital Metropolitano, o estado da Bahia chega ao seu limite de abertura de novos leitos. É preciso que todos tomem consciência ou, daqui a duas semanas, precisaremos de mais mil leitos. É uma situação impossível porque nós não teríamos nem equipes de profissionais suficientes para uma demanda tão grande”, alertou o governador.


Foto: Nara Gentil/ CORREIO

Jornal Correio|Em meio ao aumento do número de mortes por covid-19 na Bahia, as fabricantes de urnas funerárias do estado passam por dificuldades com a produção de caixões devido à escassez e aos reajustes de preço das matérias-primas. Algumas fábricas caminham para o encerramento das atividades. O problema é nacional, como informa a Associação dos Fabricantes de Urnas do Brasil (AFUB) em comunicado enviado ao mercado funerário. No texto, a entidade anuncia de “forma geral que deverá haver novamente a restrição de modelos de urnas por parte dos nossos associados e que o fornecimento é incerto”.

No comunicado, o presidente da AFUB, Antonio Marinho, afirma que o setor acreditava no início da regularização no abastecimento dos insumos, mas vê um cenário crítico e pior que o do ano passado. “As matérias-primas oriundas de commodities são tratadas como ‘jóias raras’. A especulação faz com que tenhamos aumentos sucessivos e sem garantia de fornecimento, principalmente quando falamos de Aço, Madeira, MDF e produtos químicos. Estes vêm sofrendo reajustes massivos e o seu abastecimento é incerto”, informa Marinho.

O presidente ainda alerta que a maioria dos fabricantes estão com a capacidade comprometida pela falta de matéria-prima, o que pode fazer com que haja atraso nas entregas ou até o não fornecimento. “Os reajustes estão sendo constantes e, por vezes, impraticáveis. Como o mercado caminha, poderá haver desabastecimento de urna a nível nacional, o que geraria um sério problema a todos, visto que estamos falando de um item essencial na cadeia do serviço funerário”.

Dificuldade de compra

Dono da Urnas Fênix, localizada em Lauro de Freitas, Álvaro Pereira tem sentido essa dificuldade para encontrar matéria-prima para a fabricação das urnas. Além da escassez de produtos, os valores dos itens aumentou bastante. Segundo ele, o preço da madeira pinus registrou crescimento de 25% desde o final de 2020.

No começo da pandemia, o maior problema foi com a compra do TNT, usado para forrar os caixões. A saída foi substituir o produto. De acordo com Álvaro, o metro do tecido saltou de R$ 0,60 para R$ 1,60 em março – um aumento de 166,7%.

O fornecimento de MDF também foi uma dor de cabeça para Álvaro, que não recebeu o produto entre agosto e novembro. Desde que a venda foi regularizada, segundo o dono da fábrica, o preço da chapa cresceu 86,7%, passando de R$ 30 para R$ 56.

“No ano passado, trabalhei cerca de dois meses com o MDF que tinha estocado. Depois, tive que comprar no mercado da cidade para não faltar”, explica.

A fábrica consegue atender os pedidos feitos pelas funerárias, mas tem trabalhado com o estoque de caixões quase zerado. Com o aumento das mortes pelo coronavírus em fevereiro, a demanda cresceu novamente.

A Urnas Fênix possui um foco em caixões populares e atende os estados do Nordeste. Apenas em Salvador, a empresa registrou um crescimento no volume de pedidos de 15% desde janeiro. 

Fechamento

Localizada em Ubaitaba, a Urnas Faisqueira caminha para o fechamento das portas. Segundo o funcionário da empresa, Fabrício Cestaro, a fábrica só consegue manter a atividade por mais dois meses caso o cenário não melhore. Em caso de encerramento da produção, a Bahia e os outros estados atendidos pela companhia deixam de receber as cerca de 1,4 mil urnas populares produzidas por mês no local.

Fabrício afirma que o MDF teve um aumento de 36% desde janeiro e a madeira pinus subiu 23% no mesmo período. Outros produtos, como combustível e EPIs, também estão mais caros.

“O MDF está em falta e ele é muito importante porque é usado agregado com a madeira. É usado para fazer o fundo, a tampa e o reforço para o interior do caixão. Quando conseguimos um material na rua, ele está pelo triplo do valor”, afirma Fabrício. 

A representante de vendas da Urnas São Matheus, Eliane Silva, diz que a fábrica de Lauro de Freitas passa por uma dificuldade para comprar madeira pinus. “Antes da pandemia, pagamos R$ 70 reais no kit de madeira. Hoje, o kit sai por R$ 95”, avisa.

Se os problemas com matéria-prima continuarem, Eliane acredita que não vai ter como continuar fabricando os caixões. Na fábrica, a urna mais procurada é a popular, a mesma que é mais usada em casos de morte por coronavírus. Ela diz que a demanda por caixões desse tipo quase dobrou com a pandemia.

Na Urnas Castro, a situação é mais tranquila. Localizada em Castro Alves, a empresa tem um estoque de matéria-prima para os próximos 5 meses, segundo o proprietário Luciano Castro. “A gente vive problemas pontuais de matéria-prima, mas nada que venha comprometer”, diz Luciano.

Segundo o presidente do Sindicato de Empresas Funerárias do estado da Bahia (Sindef), Carlos Brandão, as funerárias da Bahia não estão sofrendo com a restrição de modelos ou com a falta de caixões. “Não existe dificuldade para comprar urnas na Bahia”.

Atraso nas entregas
Clientes das fábricas de caixão, as funerárias reclamam de atrasos nas entregas e aumento dos preços das urnas. De acordo com o presidente do Sindef, o prazo de entrega passou de 3 para 15 dias.

Dono da funerária Pax Campo da Saudade, Nelson Pitanga, afirma que seus pedidos de caixão tem demorado até um mês para serem entregues, o que, antes da pandemia, ocorrida na mesma semana. “Da forma como as coisas estão evoluindo, o sistema vai sim entrar em colapso se nada mudar”, alerta o empresário.

O proprietário da funerária Pax Regional, em Valença, Marcos Lafeta, comenta que o momento é de incertezas. Entretanto, ele pontua que a única opção para as funerárias é comprar os caixões, apesar dos preços mais altos. 

“A gente não consegue passar o aumento para a família da vítima, ainda mais porque as mortes por coronavírus não podem ter velório”, afirma Marcos. Brandão diz que as empresas do setor têm segurado o repasse dos aumentos no preço dos caixões e dos EPIs, mas que o valor do serviço funerário subiu entre 25% a 30%.

Por meio da sua assessoria de imprensa, a Associação dos Fabricantes e Fornecedores de Artigos Funerários (AFFAF), informa que não deve faltar caixão no país. A entidade aponta ainda que o aumento do prazo de entrega dos itens é compreensível em meio a uma pandemia e que o reajuste nos valores das urnas é reflexo dos gastos dos fabricantes. Ainda de acordo com a associação, não foi recebida nenhuma reclamação oficial quanto aos valores dos caixões.

O presidente da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), Lourival Panhozzi, afirma compreender os reajustes repassados pelas fabricantes de urnas devido à falta de matéria-prima. Entretanto, a entidade optou por não fazer o reajuste na sua tabela de preços.

“Existem atrasos pontuais de entrega, mas nós podemos suportar. Temos estoque regulador. Quando precisa suprir mais uma região, pode ocorrer um atraso em outra”, ressalta Panhozzi.

Caixões ficam até 45% mais caro desde abril
A dificuldade para comprar matéria prima e os recorrentes reajustes no preço desses produtos refletem no valor dos caixões. Segundo o presidente do Sindef, o valor de venda das urnas funerárias pelas fábricas aumentou, em média, 45% desde abril de 2020. “Recebemos um comunicado que vai aumentar ainda mais”, completa.

Os caixões da Urnas Castro encareceram entre 35% e 45% desde abril, segundo o proprietário da empresa. “Antes, ficávamos um ano sem fazer reajuste. Agora, estamos no 3º aumento de preço. Não colocamos sobrecarga nos valores, apenas repassamos os reajustes da matéria-prima”, explica Castro.

Na Urnas Fênix, o valor de venda dos caixões teve que subir entre 25% e 30% desde o começo da pandemia. “Todo mês, eu tenho que refazer meus custos para encaixar os novos aumentos no valor dos meus produtos”, afirma Álvaro.

Os aumentos variam a depender dos fabricantes. A Urnas São Matheus subiu o preço médio de venda dos caixões em cerca de 20% no último ano para repassar os custos com os materiais. No período, uma urna simples passou de R$ 190 para R$ 220.

Nas empresas Urnasul e Urnas Faisqueira, que trabalham com caixões populares, o reajuste foi de 10%. Na primeira fabricante, o aumento só ocorreu a partir de janeiro porque a fábrica utilizou um estoque de matéria-prima em 2020. Segundo a Urnas Faisqueira, o mercado não tem aceitado aumentos acima dos 10%.

“O material começou a aumentar desde a 1ª semana de pandemia, mas consegui segurar o reajuste das minhas urnas para dezembro”, afirma o proprietário da Urnasul.

O presidente da Abredif diz não existir um parâmetro uniforme de reajuste dos preços dos caixões pelos fabricantes, mas um aumento dentro da realidade nacional é de 20% durante a pandemia. Entretanto, ele pontua não ter experimentado um crescimento de 45% no valor do produto.

Artigo: O mecanismo
5 de Março de 2021

Por Joilton Freitas

O Brasil viveu períodos de ditaduras no século XX: Estado Novo, com Getúlio Vargas e a Ditadura Militar. Foram tempos difíceis. A livre expressão do pensamento era reprimida com prisão, tortura e até a morte. A partir dos anos 80, o Brasil voltou a ser um país democrático. Tivemos vários governos eleitos pelo povo. Esses governos enfrentaram uma oposição dura e combativa. Uma imprensa que passou a ser mais vigilante e mais crítica. Mas tanto a imprensa, como a oposição, tinham uma certa ética e um certo glamour. E mesmo os presidentes que foram afastados dos seus cargos tiveram uma vida fácil depois de perderem o poder, veja como é a vida de Collor e Dilma. Por que para tudo era encontrado um feliz meio termo? Porque o mecanismo estava satisfeito. Empreiteiros, banqueiros, imprensa, centrais sindicais, intelectuais, ONGs e artistas sugavam os recursos do Estado e fechavam os olhos para a corrupção que quase destruiu a nação.


Eis que chega ao poder Jair Messias Bolsonaro. Um deputado do “baixo clero”, sem meias palavras e com uma proposta conservadora/liberal e de combate à corrupção. Essa foi e continua sendo a agenda do presidente. Ninguém pode dizer que nos últimos dois anos teve corrupção no governo. As reformas estão caminhando e não avançaram mais por conta do Congresso Nacional.


Mas nenhum presidente enfrentou ataques tão ferozes como Bolsonaro. Por que? Voltamos a ele: O mecanismo. Quando Bolsonaro trancou as portas do cofre, ele fez um inimigo poderoso. Entranhado nas estruturas do país há tanto tempo, o mecanismo tem reagido de forma a derrubar o governo legitimamente eleito.
Os ataques diuturnos por parte da grande mídia, dos intelectuais e artistas servem como caixas de ressonância do sistema.


Com a pandemia, os abutres agradeceram a Deus pela tempestade perfeita. Passaram a culpar o presidente por tudo, até pela existência do vírus. STF, governadores, a grande mídia e a oposição se juntaram para o golpe final. O problema é que Bolsonaro tem o couro duro. Não se curva. Continua indo para cima. Mesmo com os constantes ataques, a sua popularidade sofreu poucos arranhões. Prova disto, é que a pesquisa do Instituto Paraná divulgada na última quinta-feira (04) mostra ele como favorito para 2022. A vacina está chegando, em breve, a vida voltará ao normal e o mecanismo vai continuar agonizando!


Caminhoneiros manifestam contra Fase Vermelha em SP

Jovem Pan| Caminhoneiros protestaram nesta sexta-feira, 5, contra as medidas adotadas pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria. A manifestação aconteceu em pelo menos dois pontos da cidade. Na Marginal Tietê, sentido da Rodovia Ayrton Senna, que chegou a apresentar 10 km de congestionamento e na Zona Sul da capital paulista, no Terminal Varginha. Os manifestantes reclamam do retorno da Fase Vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva. As novas restrições no Estado entram em vigor neste sábado, 6, com o objetivo de frear a transmissão do coronavírus e reduzir o número de internações, casos e óbitos pela Covid-19. Por volta das 11h30, os carros circulavam na Marginal Tietê com um tráfego melhor e liberação das vias. Agora, os caminhoneiros seguem em direção à Petrobras, na Rodovia Castello Branco, para decidir os próximos passos, mas com um número menor de manifestantes. Segundo apurou a reportagem da Jovem Pan, alguns motoristas disseram que foram pegos de surpresa pelo protesto na Marginal Tietê e que não estavam participando por vontade própria.

As manifestações causaram congestionamento em todo o entorno da Marginal, principalmente na altura da Ponte dos Remédios, principal foco da manifestação. Desde as primeiras horas da manhã, apenas carros conseguiam passar por uma das faixas liberadas — enquanto caminhões eram impedidos de seguir viagem. As manifestações causaram, ainda, reflexos em outras estradas que ligam o interior do Estado à capital paulista. O principal reflexo aconteceu na Rodovia Castello Branco, onde o trânsito começou antes do pedágio de Alphaville. Considerando a situação, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos em São Paulo. Segundo o órgão, além da Marginal Tietê, outoas corredores principais, como a Radial Leste, também registraram congestionamento e enfrentam reflexos da paralisação.