Em participação no UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto classificou como questionável a estratégia do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em atacar a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) às vésperas das eleições de 2022.
Ambos trocaram farpas nas redes sociais hoje após o ex-governador do Ceará afirmar, em entrevista ao podcast “Estadão Noticias”, estar seguro de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “conspirou” para a concretização do impeachment de Dilma.
Em resposta, a petista disse que o pedetista estaria “tentando de todas as formas reagir à sua baixa aprovação” e, mais tarde, o comparou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Para Sakamoto, as declarações de Ciro Gomes visam o seu posicionamento como a “terceira via” para o pleito do ano que vem. “A menos que ele saiba de alguma coisa que a gente não sabe, é meio duvidoso o que ele está fazendo”, avaliou. “Ele está tentando atirar em Lula e no PT para se firmar como nome antipetista e de oposição ao partido.”
O colunista disse que o pedetista sabe que não vai conseguir tirar Lula do segundo turno das eleições, por isso, ele mira em “ocupar o lugar” que hoje é de Bolsonaro no segundo turno.
“Ele está tentando mostrar, assim como outros candidatos, que é o melhor nome para enfrentar Lula e desde já tenta tirar votos”, analisou. “O problema é que Ciro Gomes está à esquerda de outros pretendentes da chamada terceira via: João Doria, Eduardo Leite, Mandetta e Datena.”
Sakamoto explicou que, apesar de tentar um descolamento de partidos de esquerda, para muitos eleitores de direita a estratégia de Gomes não funciona. “Ou seja, ele está numa situação bastante complicada e precisa atacar.”
“É um tanto quanto questionável, não sabemos quanto essa estratégia vai funcionar. Num hipotético segundo turno ano que vem entre Lula e Bolsonaro, quem é que Ciro Gomes vai apoiar?”, questiona o jornalista.
Para o pedetista, Lula também impulsionou a eleição de Bolsonaro
Ciro apontou aproximação de Lula com Renan Calheiros e Eunício Oliveira Foto: PR/Ricardo Stuckert
Pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes alfinetou seu antigo companheiro político, Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao Estado de S. Paulo. De acordo com o ex-ministro da Integração Nacional, durante o governo de Lula, o petista teria conspirado pelo impeachment de Dilma Rousseff.
– Estou seguro [de] que o Lula conspirou pelo impeachment da Dilma. Estou seguro disso por tudo que eu tinha visto lá dentro, nas tratativas para impedir o impeachment, e eu não compreendia – afirmou.
Para o pedetista, ao apoiar Dilma como sucessora, Lula impulsionou a eleição do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Ele afirmou que a gestão da petista “destruiu a economia brasileira” como “ninguém no passado histórico brasileiro”.
– Será que [a eleição] do Bolsonaro aconteceu por acaso? Não foi não. Quem produziu Bolsonaro foi a irresponsabilidade criminosa e corrupta do senhor Lula – apontou.
Ciro criticou ainda a relação mantida entre Lula e Renan Calheiros, atual relator da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid e presidente do Senado à época do impeachment de Dilma.
– Eu atuei contra o impeachment, e quem fez o golpe foi o Senado federal. Quem presidiu o Senado? Renan Calheiros. Quem liderou o MDB nessa investida? O Eunício Oliveira. Com quem o Lula está hoje? – apontou Ciro.
Ele também afirmou que, agora, Lula e Renan são “amigos do peito”.
Ciro relatou que seu irmão, Cid Gomes, já havia desconfiado da postura de Lula e que, hoje, está “seguro” da cumplicidade pelo impeachment.
– O meu irmão, que também estava lutando [contra o impeachment], me chamou e falou assim: “Será que esses caras querem impedir o impeachment?” Agora estou seguro [de] que eles estavam colaborando pelo impeachment da Dilma porque, nas eleições de 2018, o Lula estava com o Renan Calheiros e queria que eu me envolvesse nisso. Eu que fui para as ruas, [sabendo que] era muito impopular defender a Dilma – completou.
Segundo o parlamentar, a demora na sabatina de Mendonça é uma retaliação ao presidente
Senador Jorge Kajuru Foto: Agência Senado/Roque de Sá
O senador Jorge Kajuru (Podemos) disse que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, Davi Alcolumbre(DEM), deixou claro que não marca a sabatina de André Mendonça ao STF como uma retaliação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
– Davi [Alcolumbre] me disse que precisamos mostrar que o Bolsonaro não manda no Senado – afirmou o parlamentar em entrevista ao site O Antagonista.
Para Kajuru, o senador é ressentido com o chefe do Executivo por não ter tido mais espaço no governo desde que deixou a presidência do Senado.
– Eu até concordo com o Davi que precisamos mostrar ao Bolsonaro que ele não manda aqui. Mas é óbvio demais que a jogada ensaiada do Davi é naufragar o nome de André Mendonça e colocar na disputa o Augusto Aras – completou Kajuru.
Cabe ao presidente da CCJ marcar a votação do indicado pelo presidente da República ao STF no colegiado. A espera pela sabatina do ex-advogado geral da União já dura mais de 90 dias.
Para o senador Roberto Rocha (PSDB), Alcolumbre “tem a obrigação de dizer ao Brasil” porque está travando a votação.
– Todos precisam saber, especialmente os senadores – argumentou.
Já foram aplicadas 249,7 milhões de doses na população
O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas com o ciclo vacinal contra a covid-19 completo – as duas doses ou a dose única no caso da vacina da Janssen.
Apesar da marca, o país não imunizou mais da metade da população, atingindo 47% da população totalmente vacinadas.
No total, foram aplicadas 249,7 milhões de doses na população, sendo que 149,7 milhões receberam a primeira dose, e 100 milhões tiveram a aplicação das duas doses ou dose única.
No quadro internacional, o Brasil ocupa a 62ª posição no ranking de países na vacinação contra a covid-19 em relação à população de cada nação, segundo a Universidade Johns Hopkins, com sede nos Estados Unidos.
O país, no entanto, está acima da média mundial, de pouco mais de 35%. Quando considerados os números absolutos, o Brasil fica na quarta posição como país com mais doses aplicadas, atrás de Estados Unidos (187,7 milhões), Índia (272,6 milhões) e China (1,047 bilhão).
Nesta quarta-feira (13), Feira de Santana registrou 15 casos positivos da Covid-19 e atingiu a marca de 47.740 curados da doença, índice que representa 94,2% dos casos confirmados. Enquanto isso, mais 133 exames foram negativos. Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 08 de setembro e 11 de outubro que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 21 pacientes internados no município. O informativo também confirma mais uma morte, ocorrida em 16 de agosto. As informações são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 13 de outubro de 2021
Casos confirmados no dia: 15 Pacientes recuperados no dia: 92 Resultados negativos no dia: 133 Total de pacientes hospitalizados no município: 21 Óbito comunicado no dia: 1 Data do óbito: 16/08
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 141 (Dados da Sesab) Total de casos confirmados no município: 50.635 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de outubro 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.879 Total de recuperados no município: 47.740 Total de exames negativos: 75.387 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de outubro de 2021) Aguardando resultado do exame: 56 Total de óbitos: 995
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 26.080 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de outubro de 2021) Resultado positivo: 5.041 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de outubro de 2021) Em isolamento domiciliar: 3 Resultado negativo: 21.039 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de outubro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse nesta quarta-feira (13), durante evento no bairro de Mussurunga, em Salvador, que a culpa do ‘péssimo desempenho’ do estado na educação é dos prefeitos. De acordo com os dados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a educação na Bahia é a terceira pior do país. Ainda no evento, o governador afirmou que é preciso ter uma base forte para que os alunos cheguem no Ensino Médio bem preparados.
“Precisamos perguntar em que lugar cada um largou na corrida. Teve treinamento? Alimentação adequada? Teve preparação física ou não? Ou a gente só quer olhar os resultados? Os nossos jovens tiveram creches quando na idade infantil? A Bahia ainda tem o maior número de analfabetos. Quem é responsável pela alfabetização? É o estado ou o município? A alfabetização é o município. Então essa resposta não é o governador que tem que dar, essa resposta quem tem que dar é o prefeito”, disse Rui.
Para o governador, a lei é clara ao dizer que a atribuição de oferecer creche é exclusiva dos municípios. Rui Costa disse, ainda, que os outros municípios garantem “creches com programas de investimentos em educação”. “Recebemos alunos que mal conseguem ler um parágrafo completo. Isso acontece porque foram mal alfabetizados, tiveram escolas precárias”, afirmou.
Pré-candidato ao governo do estado em 2022, ACM Neto (UB) tem se movimentado, nos bastidores, para garantir a candidatura de Zé Ronaldo ao Senado em sua chapa em 2022. A informação é o portal Políticos do Sul da Bahia, na coluna Mel de Cacau com Veneno Político.
De acordo com a publicação, uma fonte teria informado da intenção de Neto em escolher o ex-prefeito de Feira de Santana para o posto. A escolha seria, segundo a coluna, uma forma de “premiar” José Ronaldo pelo sacrifício feito em 2018, quando renunciou seu mandato à frente da segunda maior cidade do estado para concorrer ao governo, quando ACM Neto recuou de sua renúncia e preferiu não disputar contra Rui Costa (PT).
Para isso, a expectativa é que Zé Ronaldo deixe o União Brasil para um outro partido da base. Nos últimos meses, o político tem sido cogitado em partidos como PL e PDT.
Em vídeo nas redes sociais, ex-prefeito de Salvador afirmou ainda que a violência está tomando conta da Bahia
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil/ Democratas) afirmou nesta quarta-feira (13) que a violência está tomando conta da Bahia e que a questão da segurança pública está fora de controle das autoridades do estado, ao comentar sobre ocorrências registradas neste feriadão. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ele recordou que a Bahia é responsável por 14% dos homicídios do país.
Em Salvador, mais um homicídio ocorreu no Porto da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital, e, no Uruguai, um ataque armado matou seis pessoas e deixou outras 12 feridas em uma festa. Em Canarana, um estudante foi morto a facadas em uma praça da cidade. “O que aconteceu nesse último final de semana e nesse feriado na Bahia, infelizmente, apenas comprova que a violência está tomando conta do nosso estado, que a questão de segurança pública está fora de controle das nossas autoridades”, afirmou ele.
“Não é à toa que a Bahia é líder nacional, primeiro lugar do Brasil, em número em número de homicídios. Enquanto do ano passado para cá, o número de homicídios no país caiu, na Bahia cresceu. Somente o nosso estado é responsável por 14% do número de homicídios. E eu pergunto: o que as autoridades estão fazendo? Onde está a atuação mais efetiva em relação à segurança pública? Nós sabemos que hoje as pessoas se sentem inseguras andando na rua, seja nas grandes cidades ou mesmo nos pequenos municípios”, acrescentou.
Ele voltou a afirmar que tem ouvido de prefeitos e lideranças do interior que há apenas um policial para cobrir seus respectivos municípios. “Então, é um faz de conta. E nós não estamos apenas nessa onda de violência em relação aos homicídios. A gente vai ver, por exemplo, sobre as agências bancárias. Somente esse ano, 40 agências bancárias já foram atacadas em todo o nosso estado. Isso é mais do que os episódios que aconteceram em 2019 e 2020 juntos. São muitas coisas, roubo de carro, roubo de apartamento, em Salvador e no interior, enfim, são os bandidos tomando conta”, criticou.
Ele ressaltou ainda que a questão da segurança pública é indelegável. “Não adianta procurar responsabilidade em terceiro. Não adianta procurar desculpa. O governador tem que se envolver, tem que encarar o problema, tem que procurar trazer a solução. É isso que a gente deseja para o futuro da Bahia, um estado mais seguro, em que as pessoas se sintam à vontade para andar na rua. Um estado onde os bandidos não se criem, onde os bandidos estejam na cadeia. Ou então, se mudem para outro lugar do país”, afirmou.
O ator John Travolta homenageou a esposa, Kelly Preston, nesta quarta-feira (13), dia em que a atriz completaria 58 anos de idade. Ela faleceu em julho de 2020 após uma longa batalha contra o câncer de mama.
“Feliz aniversário, Kelly. Nós sentimos sua falta e te amamos muito”, escreveu John na legenda.
Os dois se casaram em 1991 e tiveram Ella, de 21 anos de idade, e Benjamin, de 10 anos. O casal também teve Jett, que morreu aos 16 anos.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes disse hoje (13) que pediu ajuda ao presidente Jair Bolsonaro para a recomposição dos recursos no orçamento da pasta que sofreram cortes de mais de R$ 600 milhões. A informação foi dada pelo ministro durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
Na ocasião, Pontes disse aos deputados que não sabia da previsão de corte e voltou a afirmar que foi pego de surpresa. Ele informou que mandou ofícios aos ministérios da Economia, Casa Civil e Secretaria de Governo pedindo a recomposição do orçamento e que, ao tratar do tema com Bolsonaro, o presidente também demonstrou surpresa.
“Como já coloquei publicamente, eu fui pego de surpresa, falei até com o presidente [da República] sobre isso; ele também foi pego de surpresa. Eu pedi ajuda para recuperação desses recursos, e ele prometeu que vai ajudar”, afirmou o ministro.
Na quinta-feira (7), o Congresso Nacional aprovou, a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, projeto de lei (PL) que retira cerca de R$ 600 milhões do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O montante foi destinado a outras áreas do governo.
Após a aprovação do projeto, que cortou em 90% os recursos previstos para ciência e tecnologia, Marcos Pontes manifestou surpresa e disse que o corte foi aplicado “sem ouvir a comunidade científica”.
O ministro disse que não sabia nem mesmo que o PL podia ser modificado de última hora de ofício, pelo governo, e citou outro projeto, aprovado no mesmo dia, que contingenciou cerca de 90% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT)
O fundo é destinado a apoiar programas, projetos e atividades de ciência, tecnologia e inovação, a exemplo da pesquisa básica ou aplicada, transferência e desenvolvimento de novas tecnologias de produtos e de serviços, capacitação de recursos humanos, intercâmbio científico e tecnológico e implementação de infraestrutura de pesquisa.
Segundo o ministro, o contingenciamento desrespeita o que determina a legislação sobre o tema, sancionada em janeiro deste ano. A Lei 177/2021 diz que os recursos do FNDCT não serão objeto de limitação nas despesas. “[Com a aprovação do projeto] a gente volta para trás, e isso é uma coisa que precisa ser revista também”, afirmou Pontes.
Deputados criticam Os cortes na área e o fato de o ministro não ter sido avisado sobre eles foram criticados pelos deputados. Para Erika Kokay (PT-DF), a medida atinge políticas estruturais da pasta e paralisa a pesquisa no país.
“É extremamente assustador o fato de o ministro da Ciência e Tecnologia dizer que não sabia que ia ter um corte de quase 90% do orçamento do ministério e que isso provocaria um apagão em uma serie de iniciativas fundamentais”, disse Erika Kokay.
Otoni de Paula (PSC-RJ) também criticou o fato de o ministro ter dito que não foi procurado pelos ministérios da Economia, da Casa Civil e da Secretaria de Governo para tratar dos cortes e disse que falta coordenação entre as áreas do governo.
“Quero lamentar a falta de diálogo interno do governo. Digo isso porque discussões internas estão sendo discutidas externamente. Quando Vossa Excelência vem a público como ministro do governo e se diz traído pelo próprio governo, isso, na minha opinião é algo gravíssimo e mostra uma falta de sintonia interna do governo do presidente Bolsonaro”, afirmou.
Pontes reconheceu que os cortes vão afetar diretamente a pesquisa no pais. De acordo com o ministro, serão afetados o Edital Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), considerado um dos principais instrumentos de fomento à ciência brasileira, da iniciação científica ao pós-doutorado; o Centro Nacional de Vacinas (CNV), ligado à Universidade Federal de Minas Gerais; o Centro de Energias Renováveis, ligado à Universidade Federal de Pernambuco: o projeto Sirius; o acelerador de partículas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais e o supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).