Valor máximo do imóvel passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões

© Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (10), o novo modelo de crédito imobiliário do país, que reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito, especialmente para a classe média. Lula participou do evento Incorpora 2025, em São Paulo (SP), um dos maiores do setor.

Após um período de transição, o total dos recursos depositados na caderneta de poupança será referência para uso no setor habitacional, com o fim dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC).
Além disso, o valor máximo do imóvel financiado no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Hoje, famílias com renda até R$ 12 mil são atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, com juros menores, e, desde o início do seu terceiro mandato, Lula defende alternativa de financiamento para a classe média.
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A previsão é que, com essa mudança, a Caixa Econômica Federal financie mais 80 mil novas moradias até 2026.
Atualmente, 65% dos recursos da poupança captados pelos bancos precisam ser direcionados ao crédito imobiliário; 15% estão livres para operações mais rentáveis e 20% ficam com o Banco Central na forma de depósito compulsório.
Os financiamentos via SFH vinham perdendo espaço no mercado em meio a saques da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para crédito habitacional no país
Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Em 2025, caderneta já tem resgate líquido de R$ 78,5 bilhões.
Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.
A reforma anunciada hoje “moderniza as regras” de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de maximizar a poupança como fonte de financiamento.
“Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, explicou o governo, em comunicado.
Após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança acabará e os depósitos compulsórios no Banco Central referentes a esse tipo de aplicação também.
O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH e do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
Quando estiver plenamente implementado o novo modelo, se uma instituição captar no mercado, por exemplo, R$ 1 milhão e direcionar integralmente esse montante para financiamento imobiliário, ela poderá usar a mesma quantia captada na poupança, que tem custo mais baixo, para aplicações livres por um período predeterminado.
Para isso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão ser feitos pelas regras do SFH, que têm juros limitados a 12% ao ano.
“O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.
A transição será gradual, iniciando ainda este ano. O novo modelo deverá ter plena vigência a partir de janeiro de 2027.
Até lá, fica valendo o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para operações de crédito habitacional.
Dos 35% restantes, pelas regras atuais, 20% são recolhidos ao Banco Central a título de depósito compulsório e 15% vão para operações livres.
Durante a transição, o volume dos compulsórios será reduzido para 15% e os 5% serão aplicados no novo regime.
Com informações da Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10) que vai impor uma tarifa adicional de 100% sobre importações da China, o que elevaria o patamar total para 130%.

Além de elevar tarifa sobre produtos chineses para 130% a partir de novembro, Trump anunciou que vai impor controles de exportação a softwares críticos (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)
O mandatário americano fez o anúncio na rede Truth Social, horas após ter acusado Pequim na mesma plataforma de “hostilidade comercial” por, segundo ele, “impor controles de exportação” sobre terras raras. Na publicação inicial, Trump já havia falado na possibilidade de um “aumento massivo” nas tarifas sobre produtos chineses.
No novo post, o mandatário republicano disse que a China enviou “uma carta extremamente hostil ao mundo, afirmando que, a partir de 1º de novembro de 2025, imporia controles de exportação em larga escala a praticamente todos os produtos que fabrica, e alguns nem mesmo fabricados por ela”.
“Considerando que a China assumiu essa posição sem precedentes, e falando apenas pelos EUA, e não por outras nações que foram ameaçadas de forma semelhante, a partir de 1º de novembro de 2025 (ou antes, dependendo de quaisquer outras ações ou mudanças tomadas pela China), os Estados Unidos da América imporão uma tarifa de 100% à China, além de qualquer tarifa que eles estejam pagando atualmente. Também em 1º de novembro, imporemos controles de exportação a todo e qualquer software crítico”, escreveu o presidente americano, no final da tarde desta sexta-feira.
“É impossível acreditar que a China teria tomado tal ação, mas eles tomaram, e o resto é história. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, acrescentou Trump.
No seu primeiro mandato (2017-2021), Trump iniciou uma guerra tarifária com a China, que foi mantida pelo seu sucessor, Joe Biden (2021-2025), e intensificada quando o republicano voltou à Casa Branca, em janeiro deste ano.
Após o governo Trump impor tarifas extras sobre importações da China, Pequim retaliou, o que levou a uma escalada nas taxas. Os Estados Unidos elevaram para 145% as tarifas sobre as compras que fazem da China, enquanto os chineses aplicaram 125% sobre produtos americanos.
Em maio, após um encontro entre representantes dos dois países em Genebra, as duas maiores economias do mundo informaram que chegaram a um acordo no qual as taxas americanas sobre importações da China foram reduzidas para 30% durante 90 dias, enquanto Pequim baixou suas taxas sobre produtos americanos para 10%.
Em agosto, a “trégua” foi renovada por mais 90 dias, mas agora foi interrompida.
Fonte: Gazeta do Povo
Moraes alega que as defesas de Martins e Marcelo Câmara não haviam apresentado as alegações finais no processo sobre a tentativa de golpe de Estado como manobra para adiar o julgamento

© Getty
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nesta sexta-feira (10) prazo de 24 horas para a defesa do ex-assessor da Presidência Filipe Martins apresentar as alegações finais no processo sobre a trama golpista.
Caso a defesa não protocole o documento até o início da tarde de sábado (11), a defesa será destituída do caso, com a convocação da DPU (Defensoria Pública da União) para advogar por Martins.
O imbróglio surgiu na quinta (9). Moraes disse que as defesas de Martins e Marcelo Câmara não haviam apresentado as alegações finais no processo sobre a tentativa de golpe de Estado como manobra para adiar o julgamento.
O advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, disse que a ação de Moraes era arbitrária e ilegal. O ex-assessor enviou um pedido escrito à mão para protestar contra a saída do advogado.
“A destituição, realizada sem minha oitiva e sem prévio contraditório, é abusiva e viola frontalmente meus direitos inalienáveis, em especial o direito de escolher livremente o defensor de minha confiança, garantia elementar em um regime democrático”, afirma o ex-assessor.
Os advogados haviam pedido mais prazo para as alegações, justificando que a Procuradoria-Geral da República acrescentou novos elementos à acusação. Moraes entendeu que se tratou de uma manobra protelatória e determinou o afastamento.
Ainda não há definição sobre a situação de Marcelo Câmara.
Com informações de Notícias ao Minuto
Promovido pela Neoenergia Coelba, evento contou com a participação da Climatempo e das defesas civis de Salvador e da Bahia

Divulgação assessoria Neoenergia
A influência das mudanças climáticas está sendo refletida no dia a dia dos baianos. As temperaturas estão cada vez mais elevadas e temporais extremos são registrados com maior frequência em toda a Bahia. Para debater sobre o novo cenário e o seu impacto no fornecimento e consumo de energia, a Neoenergia Coelba promoveu o 2º Fórum Desafios Climáticos na Bahia. O evento, realizado nesta sexta-feira (10), contou com a participação da empresa especializada em meteorologia, Climatempo e as defesas civis de Salvador e do estado.
Durante a sua apresentação, Vitor Hassan, Head da Climatempo, fez o alerta de que a La Niña deve atingir a Bahia com maior intensidade durante o Verão. Com o fenômeno climático, o calor intenso deve se estender até o início de 2026, com picos em dezembro e janeiro. A partir de fevereiro, estão previstas chuvas mais volumosas, com maior incidência de raios e vendavais.
Ana Mascarenhas, superintendente de Eficiência Energética da Neoenergia, abordou sobre como estas projeções podem afetar o consumo de energia. Temperaturas mais elevadas tendem a aumentar a utilização de equipamentos de refrigeração, que possuem maior potência e impactam diretamente no consumo de energia. Ainda durante a sua apresentação, a superintendente explicou sobre as chamadas públicas da Neoenergia Coelba para a eficientização energética e como elas podem beneficiar instituições, empresas e indústrias, contribuindo para o uso sustentável da energia e redução da pegada de carbono. Esses projetos fazem parte do Programa de Eficiência Energética da distribuidora, regulado pela ANEEL.
“O objetivo das chamadas públicas é chamar os consumidores para participar do Programa de Eficiência Energética, estimulando o uso mais eficiente de energia, com práticas sustentáveis que façam frente às mudanças climáticas. Quanto mais energia consumida, há maior emissão de gases de efeito estufa (GEE). Por isso, é fundamental que a sociedade como um todo faça um uso consciente da eletricidade”, destacou a superintendente de Eficiência Energética da Neoenergia, Ana Christina Mascarenhas.
Plano para contingências da Neoenergia Coelba
No evento, a Neoenergia Coelba apresentou o seu plano de investimentos e preparação para períodos de adversidade climática. De 2024 até o primeiro semestre de 2025, a distribuidora investiu R$ 4,7 bilhões em obras de reforço da rede elétrica e implantação de novas tecnologias, aumentando a resiliência do sistema. Entre os destaques, estão a construção/ampliação de 22 subestações e a implementação de tecnologias no dia a dia da operação.
“Uma das principais novidades deste ano é a aquisição de baterias para armazenamento de energia. Este equipamento possui tecnologia de ponta, possibilitando uma melhor qualidade no fornecimento de energia e maior satisfação dos nossos clientes. Também adquirimos 359 novas antenas Starlink, que garantem que a comunicação entre os eletricistas e o Centro de Operações Integradas aconteça mesmo em locais isolados e sob forte chuvas”, explicou o superintendente Técnico da Neoenergia Coelba, Thiago Martins.
O executivo também destacou o plano da distribuidora durante contingências. Neste ano, a Neoenergia Coelba realizou 310 mil podas, volume 22% superior quando comparado ao mesmo período de 2024. Esta ação mitiga uma das principais causas para ocorrências em temporais: a queda de árvores sobre a rede elétrica. O planejamento contempla, ainda, o acompanhamento constante do clima, análise de cenários, definição dos níveis de emergência e a possibilidade de triplicar a quantidade de equipes em campo durante contingências.
Roda de debate com a Defesa Civil da Bahia e Salvador
O evento foi finalizado com uma roda de conversa com representantes do Corpo de Bombeiros e defesas civis do Estado e da Bahia. Cada instituição trouxe a preparação e monitoramento para as adversidades climáticas, além das ações que adotam durante as contingências – incluindo a comunicação com os cidadãos.
A Defesa Civil de Salvador foi representada pelo diretor-geral Sosthenes Macedo; pela Defesa Civil da Bahia, o representante foi o superintendente Heber Santana.
O 2º Fórum Desafios Climáticos na Bahia foi realizado por meio do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia Coelba, regulado pela Aneel. O evento contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas e integra o plano de ação da Neoenergia Coelba para mitigar os efeitos das mudanças climáticas para a população baiana, demonstrando o compromisso da empresa com os seus consumidores.

Foto: Ascom Neoenergia

Foto: Ascom/ HGCA
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, realizou na manhã desta sexta-feira (10) uma caminhada alusiva à campanha Outubro Rosa, reunindo cerca de 100 profissionais da unidade. O evento, organizado pelo Serviço Integrado de Atenção à Saúde do Trabalhador (Siast), contou com o apoio do Núcleo de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (Nugtes) e do Grupo de Trabalho Humanizado (GTH). A animação ficou por conta de Nenem do Acordeon, que embalou os participantes com o autêntico forró nordestino.
A ação teve como objetivo reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, além de promover momentos de integração e cuidado com a saúde mental dos colaboradores do hospital. Durante o percurso, servidores vestiram rosa, levaram balões e participaram com entusiasmo da atividade, que simbolizou união e compromisso com a vida.
De acordo com Daiana Santana, coordenadora interina do Siast, a caminhada foi pensada como um gesto de autocuidado e valorização dos profissionais que diariamente se dedicam à assistência hospitalar.
“Essa caminhada representa um momento de pausa para olhar para nós mesmos, refletir sobre a importância de cuidar da saúde física e também da saúde mental. No dia a dia, lidamos com muitas demandas e pressões, e é essencial criar espaços que nos permitam respirar, conversar e fortalecer nossos laços enquanto equipe. O Siast tem buscado oferecer esse tipo de acolhimento, levando atividades e atendimentos a todos os setores do hospital, inclusive aos profissionais da higienização, que têm participado com muita receptividade”, destacou.
A coordenadora interina também comentou sobre a ornamentação do espaço com uma borboleta rosa, símbolo do Outubro Rosa, confeccionada de forma colaborativa pelos próprios servidores.
“Foi uma construção coletiva, feita com criatividade e carinho. Cada um trouxe algo de casa para montar a borboleta, que acabou se tornando um ponto de encontro e de afeto entre os profissionais. Esse tipo de envolvimento reforça o espírito de união que queremos cultivar no HGCA”, acrescentou.
Para Débora Valois, coordenadora do Serviço de Psicologia do HGCA, o Outubro Rosa é um momento de reflexão sobre o cuidado integral com a mulher e a importância do suporte emocional em todas as fases do enfrentamento ao câncer.
“Quando falamos de prevenção ao câncer de mama, precisamos ampliar o olhar para os impactos emocionais do diagnóstico e do tratamento. O medo, as mudanças no corpo e as incertezas sobre o futuro podem gerar grande sofrimento. Por isso, o apoio psicológico é essencial em todas as etapas, da prevenção ao pós-tratamento”, afirmou.
Débora destacou ainda que, neste 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, a integração entre as temáticas reforça a necessidade de um cuidado completo e contínuo.
“Oferecer suporte emocional é tão importante quanto garantir o acesso aos exames. Criar espaços de escuta e diálogo faz parte do compromisso do hospital com a humanização do atendimento. Caminhar juntos, como fizemos hoje, é também uma forma de promover saúde, fortalecer vínculos e preparar o corpo e a mente para enfrentar qualquer desafio”, completou.
A caminhada encerrou-se em clima de alegria e união, reafirmando o compromisso do HGCA com a promoção da saúde, a valorização da vida e o cuidado humanizado com seus profissionais e pacientes.
Ministro do STF e ex-esposa vão receber R$ 1,2 milhão

Flávio Dino e o filho Marcelo Dino Crédito: Fellipe Sampaio/STF e Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, e a ex-esposa, Deane Fonseca, venceram uma batalha judicial que levou mais de 13 anos e vão receber uma indenização de R$ 1,2 milhão do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, pela morte do filho do casal Marcelo Dino, em 2012.
A ação movida pelo casal apontou “erro médico” do hospital. “Depois de 13 anos e 6 meses de tramitação, a ação judicial que movemos contra o citado hospital Santa Lúcia resultou na sua condenação, com trânsito em julgado”, revelou Dino, em uma postagem no Instagram.
Segundo o ministro, ele e a ex-esposa vão doar o valor. “A “indenização” que foi paga por essa gente não nos interessa e será integralmente doada. O que importa é o reconhecimento da culpa do hospital. Espero que essa decretação de responsabilidade tenha resultado no fim dos péssimos procedimentos do hospital Santa Lúcia, que levaram à trágica e evitável morte de uma criança de 13 anos”, acrescentou.
Ele também destacou que a decisão pode ajudar outras famílias. “Conto essa triste história para que outras famílias, também vítimas de negligências profissionais e empresariais, não deixem de mover os processos cabíveis. Nada resolve para nós próprios, mas as ações judiciais podem salvar outras vidas”, disse.
Marcelo Dino deu entrada no Hospital Santa Lúcia em 13 fevereiro de 2012, com uma crise asma. O menino, que tinha 13 anos na época, morreu menos de 24 horas, às 7h do dia 14 de fevereiro.
De acordo com uma nota divulgada pelo hospital na época, a criança foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo estabilizada, mas relatou dificuldade para respirar durante a madrugada. Ainda segundo a unidade de saúde, as equipes tentaram reverter a crise, mas o garoto acabou não resistindo e morreu.
Os pais do menino processaram o hospital e alegaram que a médica plantonista da UTI pediátrica tinha abandonado o posto, o que resultou na demora no atendimento adequado ao adolescente.
Fonte : agência Brasil
O contrato do Finisa foi assinado na presença do presidente da Caixa Econômica Federal em Maragogipe.

Foto: redes sociais
Durante a visita oficial do presidente Lula à Bahia, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, assinou um contrato de financiamento de R$ 200 milhões com a Caixa Econômica Federal. O valor será destinado a obras de infraestrutura urbana no município, por meio do programa Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento).
O processo para obtenção do financiamento passou por várias etapas: primeiro, o projeto foi aprovado na Câmara Municipal; em seguida, submetido à Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), ligada ao Ministério da Fazenda, para análise da capacidade de endividamento do município. Posteriormente, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) verificou a regularidade fiscal de Feira de Santana, autorizando o aval final para a assinatura do contrato, concedido há cerca de 50 dias.
O ato formal aconteceu em Maragogipe, aproveitando a presença do presidente da República em eventos na região. A cerimônia contou ainda com a participação do presidente da Caixa Econômica Federal.
Com o financiamento assegurado, a prefeitura já iniciou os preparativos para as licitações das obras, que incluem reformas em praças e escolas, como a revitalização da Praça Fróes da Mota e da Escola Maria Quitéria. O pagamento do empréstimo terá um ano de carência, seguido de 108 meses para quitação, com o primeiro ano sem juros. José Ronaldo espera que as obras comecem no primeiro semestre de 2026, após a conclusão dos processos licitatórios.
Por Manu Pilger – Rotativo News
Marcos Susskind, que vive há dez anos na periferia de Tel Aviv, fala ao Rotativo News sobre o impacto do acordo de paz, a desinformação durante o conflito e a esperança de estabilidade após dois anos de tensão.
Por Emanueli Pilger
Depois de dois anos de intensos confrontos entre Israel e o grupo Hamas, o anúncio de um acordo de paz trouxe alívio e esperança à população israelense. Para o brasileiro Marcos Susskind, que vive há dez anos em Holon, na periferia de Tel Aviv, o momento representa “uma explosão de alegria” e o início de um possível recomeço, após um período marcado por medo, perdas e desinformação, ressaltou o brasileiro em entrevista ao Rotativo News nesta sexta-feira (10).
Susskind se mudou para Israel em busca de uma vida mais tranquila e de uma conexão mais próxima com a cultura e a história do povo judeu. Segundo ele, a escolha foi motivada tanto por razões espirituais quanto por um sentimento de pertencimento.

Arquivo Pessoal/Marcos
“Vim para cá em busca de paz interior e de uma vida com mais sentido. Israel é um país que, mesmo com todos os conflitos, tem uma energia de reconstrução e de fé que me inspira todos os dias”, frisou.
“A gente não sentia a guerra nas cidades, ela se concentrava nas fronteiras. Mas havia uma tristeza profunda pela dor dos soldados, dos feridos e dos sequestrados. De repente, essa tristeza foi substituída por uma euforia imensa. As ruas se encheram de bandeiras e sorrisos”, contou Susskind
Desinformação e ajuda humanitária
Susskind destacou a importância de combater a desinformação sobre o conflito, especialmente em relação à crise humanitária na Faixa de Gaza. Segundo ele, “muitas das imagens de crianças famintas que circulam nas redes não são de Gaza, mas do Iêmen”.
De acordo com o brasileiro, mesmo nos momentos mais críticos da guerra, a região recebeu caminhões com mantimentos e medicamentos.
“Nos piores dias, entravam 75 carretas diárias com ajuda humanitária. Nas últimas semanas, esse número chegou a 300 carretas por dia. Entraram também tendas, equipamentos médicos e suprimentos básicos. Infelizmente, o Hamas dificultava a distribuição, criando pontos de risco para os voluntários”, lamentou.
As marcas da guerra
Marcos Susskind relatou que a guerra deixou cicatrizes profundas em Israel. Estima-se que cerca de 5 mil israelenses morreram e mais de 16 mil ficaram feridos, muitos com sequelas permanentes. Além disso, aproximadamente 600 mil pessoas convivem com traumas psicológicos.
“Todo prédio em Israel tem um quarto antibombas. Cada supermercado, farmácia ou loja possui abrigos antiaéreos. Isso faz parte da vida aqui. O país tenta proteger ao máximo seus cidadãos, mas o impacto emocional é devastador”, relatou.
Reféns e futuro incerto
Sobre a libertação dos reféns, Susskind afirmou que, até o momento da entrevista, nenhum havia sido libertado, apesar do cessar-fogo firmado.
“O acordo prevê que, em até 72 horas, os 20 reféns vivos sejam devolvidos. Os corpos dos assassinados serão entregues aos poucos, conforme forem encontrados”, explicou.
Israel propôs a criação de um grupo internacional com participação dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para auxiliar na localização dos corpos.

Foto: Jornal Maariv, com crédito da Roiters
Entre a dor e a esperança
Mesmo diante das incertezas, o sentimento predominante, segundo Susskind, é o de esperança.

Foto: canal de TV Kan News
“Depois de tanta dor, esse acordo representa a possibilidade de respirar novamente. Que essa paz, ainda que frágil, consiga durar”, afirmou.
🎧 Ouça a entrevista completa com Marcos Susskind no podcast do Rotativo News.

A Casa Branca afirmou, nesta sexta-feira (10), que o comitê do Nobel “provou que eles colocam a política acima da paz” ao conceder o prêmio da paz à líder da oposição venezuelana María Corina, em detrimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala foi proferida por intermédio do porta-voz Steven Cheung, em postagem no X.
– O presidente Trump continuará fazendo acordos de paz, acabando com guerras e salvando vidas. Ele tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, que pode mover montanhas com a força de sua vontade. O comitê do Nobel provou que eles colocam a política acima da paz – declarou Cheung.
É de conhecimento público que Donald Trump gostaria de ganhar o prêmio em razão de sua atuação na resolução de conflitos mundiais, incluindo no recente acordo de paz firmado entre Israel e Hamas, que fez cessar a guerra de dois anos na Faixa de Gaza e permitirá a libertação dos reféns israelenses na próxima segunda-feira (13).
O Nobel, contudo, optou por premiar María Corina “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Ela foi elogiada por ser uma “figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida – uma oposição que encontrou um ponto comum na demanda por eleições livres e governo representativo”.
*Pleno.News
Foto: Pixabay

A Prefeitura de Feira de Santana está concluindo as obras de reforma realizadas simultaneamente em diversos setores do Centro de Abastecimento. As intervenções contemplam os Galpões de Laranja, de Cereais e também o de Peixes.
O secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural (Seagri), Silvaney Araújo, ressalta a importância das melhorias visando revitalizar o entreposto comercial e garantir mais conforto e segurança aos comerciantes e clientes. “São frutos de compromisso assumido pelo prefeito José Ronaldo que estão sendo cumpridos”, frisou.
No Galpão de Laranja, foi realizada reforma completa, com manutenção das instalações elétricas, melhoria da iluminação, pintura geral, manutenção no telhado e drenagem de águas pluviais. O serviço está em fase de conclusão para o galpão ser entregue nos próximos dias.
Já no Galpão de Peixes, a Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, realizou a manutenção com implantação do sistema de drenagem. Os serviços também já foram concluídos e o equipamento será entregue nos próximos dias.
As intervenções também foram realizadas no Galpão de Cereais, onde técnicos da Prefeitura implantaram uma rampa para facilitar o acesso pela rua Juvêncio Erudilho, diminuindo assim a distância percorrida pelos pedestres para entrar no entreposto comercial.
*Secom