A data reforça a importância da prevenção, combate ao estigma e acesso ao tratamento multidisciplinar
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, 31% dos adultos brasileiros vivem com obesidade e 68% apresentam excesso de peso. Um estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024 apontou que até 2044, quase metade da população adulta (48%) viverá com obesidade e outros 27% com sobrepeso, o que significa que três quartos dos adultos brasileiros terão obesidade ou sobrepeso nas próximas décadas. Esses números reforçam a importância do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, que busca promover conscientização, combater o preconceito e estimular políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento adequado da doença.
Segundo a psicóloga Andrea Levy, cofundadora da ONG Obesidade Brasil, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Ela explica que a obesidade é uma doença complexa, multifatorial e que não pode ser reduzida à força de vontade. Para Andrea, o sofrimento psicológico, a pressão estética e a culpa imposta às pessoas com obesidade são parte de um contexto de exclusão que agrava ainda mais a condição clínica e emocional desses pacientes. “A saúde mental tem papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento, já que muitos pacientes buscam ajuda apenas quando o sofrimento se torna insustentável, e é nesse momento que o acolhimento psicológico é determinante” diz ela.

Foto: divulgação
A nutróloga Dra. Andrea Pereira, também cofundadora da ONG, ressalta que a prevenção deve ir muito além de dietas restritivas. “Não se trata apenas de comer menos ou se exercitar mais, mas de mudar o ambiente alimentar e oferecer acesso a alimentos saudáveis e educação nutricional desde a infância. Além disso, fatores como sono inadequado, estresse, uso de medicamentos, aspectos genéticos e hormonais também influenciam diretamente no ganho de peso”, explica a médica. Para Andrea Pereira, a obesidade é e deve ser encarada como uma doença que requer acompanhamento médico, nutricional e psicológico contínuo.

O cirurgião bariátrico Dr. Carlos Schiavon, presidente do Instituto Obesidade Brasil, reforça que a obesidade deve ser tratada com a mesma seriedade que outras doenças crônicas. Ele lembra que a cirurgia bariátrica é um recurso seguro e eficaz para casos graves, mas precisa estar inserida em um contexto de acompanhamento multidisciplinar. “Não é uma solução estética, e sim uma ferramenta médica que pode salvar vidas”, explica. O médico destaca ainda que o Brasil precisa avançar no acesso ao tratamento, pois apesar dos números alarmantes, ainda há poucos centros públicos especializados e uma carência enorme de políticas que garantam tratamento digno e contínuo aos pacientes.

Ainda segundo o estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade (ICO) 2024, diante do cenário de tendência atual, a obesidade e o sobrepeso poderão ser responsáveis por 1,2 milhão de mortes e 10,9 milhões de novos casos de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e doença renal crônica. Além disso, o impacto econômico também é expressivo: pesquisas estimam que o custo global anual para tratar complicações relacionadas à obesidade pode superar US$ 4 trilhões em 2035.
Cirurgião Bariátrico Carlos Schiavon
Presidente e cofundador da ONG Obesidade Brasil;
Médico Especialista em Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
Formado em 1987 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo;
Doutor Cirurgião pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – São Paulo, SP;
Especialista em Cirurgia Bariátrica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;
Coordenador de Ensino e Pesquisa do Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo;
Investigador principal do Trial GATEWAY – Gastric Bypass to Treat Obese Patients With Steady Hypertension.
SOBRE O INSTITUTO OBESIDADE BRASIL
O Instituto Obesidade Brasil é a primeira organização sem fins lucrativos do mundo direcionada a pessoas com obesidade e surge com o objetivo de conscientizar e trazer informações claras e objetivas, sempre com mentoria científica, com linguagem acessível sobre obesidade, prevenção, diagnóstico, tratamento, novas tecnologias e direcionamento aos centros públicos e gratuitos de atendimento, ajudando da melhor forma possível.
Ele foi fundado em fevereiro de 2020 para conscientizar pessoas de que a obesidade é uma doença multifatorial e crônica e conta com um Conselho Científico composto por especialistas colaboradores de todo o território brasileiro, de perfil multidisciplinar, que adota o conceito de saúde universal e trabalha para que todos tenham acesso à ajuda médica especializada.
Com informações da assessoria de Comunicação.
O equipamento, oferecido pela Prefeitura, foi inaugurado pelo prefeito José Ronaldo e o comandante do CPRL, coronel Muller

Fotos: Washington Nery
A comunidade do distrito da Matinha comemorou, na noite desta sexta-feira (10), a conquista da nova sede do 4° Pelotão da 67ª Companhia da Polícia Militar. O equipamento, oferecido pela Prefeitura de Feira de Santana, foi inaugurado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o comandante do Comando de Policiamento Regional Leste, coronel Muller.

A iniciativa de oferecer instalações mais amplas e modernas para centralizar os trabalhos da PM no distrito e povoados de Matinha reforça o compromisso do Governo Municipal em colaborar com o combate à criminalidade. “É uma satisfação esta parceria com o Batalhão da PM. A gente sabe o quanto é importante esta iniciativa porque fazemos pesquisas e a segurança pública é sempre um desejo da população”, destacou.
O comandante da CPRL, coronel Muller, agradeceu ao prefeito José Ronaldo pelo apoio e observou que a presença da PM na comunidade transmite a sensação de segurança. “Somos muito gratos ao senhor por oferecer essas condições de dignidade aos policiais”, afirmou.

O major Reis, comandante da 67ª CPM, observou que agora só faltam melhorias na unidade da PM no distrito de Humildes. “O que os policiais podem fazer em retribuição é trabalho”, destacou.
Durante o evento, o secretário de Prevenção à Violência e coronel da reserva Uziel Andrade foi homenageado em reconhecimento pelos serviços prestados pelos veteranos.
Também estiveram presentes o chefe de Gabinete, Mário Borges; o secretário de Agricultura, Silvaney Araújo; os vereadores Valdemir Santos e Lulinha da Conceição; e o subcomandante da CPRL, tenente-coronel Ivan Antônio.
Com informações da Secretária Municipal de Comunicação ( SECOM).

Foto: Lineia Fernandes
O projeto “Cuidar Até o Fim”, desenvolvido pela Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, conquistou o Benchmarking da FESFBA, federação que representa os hospitais e as instituições filantrópicas da Bahia. A entrega do prêmio aconteceu nesta quinta-feira (9), durante o III Congresso Cearense de Hospitais e Entidades Filantrópicas, em Fortaleza.
Apresentado pela provedora da instituição, a médica Fernanda Reis, o projeto foi considerado o mais relevante da categoria Humanização, despertando a emoção do público e do júri que aplaudiu a iniciativa e a destacou como uma das mais surpreendentes da edição 2025 do Benchmarking. O evento reuniu cases de sucesso de entidades filantrópicas da Bahia e do Ceará.
De iniciativa da própria provedora, uma estudiosa dos Cuidados Paliativos, o projeto Cuidar Até o Fim nasceu com o propósito de levar acolhimento, afeto e dignidade aos pacientes que estão em tratamento de doenças graves ou limitantes, transformando o modo como o cuidado é oferecido nos momentos mais delicados da vida. Desde então, o projeto tem promovido experiências que resgatam o sentido de presença, amor e espiritualidade, tanto para os pacientes assistidos pelo Hospital Dom Pedro de Alcântara, que é mantido pela Santa Casa, quanto para seus familiares e cuidadores.
Entre as ações recentes realizadas no âmbito do projeto destaque para o “Jantar do Amor”, um encontro especial realizado na própria Santa Casa, com música, evangelização e um ambiente de profunda emoção e empatia. Participaram pacientes, acompanhantes e profissionais de diversos setores do hospital;
A provedora cita também a visita à Expofeira deste ano, momento em que a equipe se mobilizou para promover o passeio de alguns pacientes em cuidados paliativos para que pudessem vivenciar momentos de alegria e diversão.


Fotos: Lineia Fernandes
O Benchmarking da FESFBA, que premiou seis categorias — Inovação e Tecnologia, Governança Corporativa, Pesquisa Assistencial, Humanização, Gestão de Custos e Socioambiental — reconheceu três vencedores da Bahia e três do Ceará. Na categoria Humanização, o case da Santa Casa de Feira de Santana destacou-se pela profundidade e pela forma como reafirma o valor da empatia no cuidado em saúde.
“Estamos felizes por contar com o empenho da nossa equipe neste projeto que reforça o sentido de humanização numa instituição de caráter filantrópico e por vivenciar com tanta ênfase os princípios dos cuidados paliativos. Sem humanização e empatia, o nosso trabalho não teria o menor sentido. Além disso, reforçamos o propósito da Santa Casa de Feira de Santana, que é cuidar de vidas e nutrir esperança”, ressaltou a doutora Fernanda Reis.
Com informações da assessoria de Comunicação.

[Edicase]Bife acebolado com arroz, feijão, salada e farofa (Imagem: Luciano Ohya | Shutterstock) Crédito: Imagem: Luciano Ohya | Shutterstock
O número de brasileiros que vivem em domicílios com insegurança alimentar grave – situação em que a falta de alimentos é uma experiência diária para toda a família – caiu 23,5% em 2024, passando de 8,47 milhões em 2023 para 6,48 milhões. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, essa redução representa cerca de dois milhões de brasileiros que superaram a fome no último ano.
Apesar do recuo, 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, um número que representa uma redução de 2,2 milhões de lares em relação a 2023. A parcela de domicílios em insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2%, enquanto a proporção de domicílios em segurança alimentar aumentou de 72,4% para 75,8%. A insegurança alimentar moderada – caracterizada pela falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos apenas entre adultos – atingiu 9,795 milhões de pessoas em 2024, ante 11,662 milhões no ano anterior.
Por regiões, a situação é mais grave no Norte e Nordeste, onde 37,7% e 34,8% dos lares estão em insegurança alimentar, sendo que o nível grave chega a 6,3% e 4,8%, respectivamente. No Sul, o índice é de 13,5%, enquanto Sudeste, Centro-Oeste e demais regiões apresentam taxas intermediárias.
Em números absolutos, o Nordeste concentra 7,2 milhões de domicílios afetados, seguido pelo Sudeste (6,6 milhões), Norte (2,2 milhões), Sul (1,6 milhão) e Centro-Oeste (1,3 milhão). Entre 2023 e 2024, a maioria dos estados apresentou melhora na insegurança alimentar, com exceção de Roraima, Distrito Federal, Amapá e Tocantins, que registraram aumento. Nove estados tiveram menos de 20% dos domicílios nessa condição.
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Por Flavia Azevedo com agências/ Correio da Bahia
Pelo menos uma pessoa morreu na madrugada desta sexta para sábado, e sete ficaram feridas no sul do Líbano devido a ataques aéreos de Israel, anunciou o Ministério da Saúde libanês.

© Lusa
Mais uma vez, o sul do Líbano é alvo de uma odiosa agressão israelense contra instalações civis. Sem justificativa nem pretexto. Mas o mais grave deste ataque é o fato de acontecer após o acordo de cessar-fogo em Gaza”, declarou o presidente libanês, Joseph Aoun.
Os ataques aéreos na vila de Msayleh atingiram um local que vendia máquinas pesadas, destruindo um grande número de veículos.
Um veículo carregado de vegetais, que passava pelo local no momento dos bombardeios, foi atingido, matando uma pessoa e ferindo outra, de acordo com a TV Al-Manar, do Hezbollah.
O Ministério da Saúde informou mais tarde que a vítima fatal era um cidadão sírio, enquanto os feridos eram um sírio e seis libaneses, incluindo duas mulheres.
O exército israelense afirmou que o alvo foi um local onde havia maquinário armazenado para ser usado na reconstrução da infraestrutura do Hezbollah.
“A presença desses veículos e as atividades do Hezbollah naquela área constituem uma violação dos acordos firmados entre Israel e o Líbano”, acrescentou o exército.
Apesar do cessar-fogo de 27 de novembro de 2024, que pôs fim a mais de um ano de conflito entre Israel e o Hezbollah, o exército israelense continua realizando ataques quase diários no Líbano, alegando ter como alvo membros do movimento apoiado pelo Irã e acusando-o de tentar reconstituir suas forças.
A ONU informou, no início de outubro, que 103 civis foram mortos no Líbano desde a entrada em vigor da trégua.
Fonte: notícias ao Minuto

Foto: Renata Leite
A Vigilância Sanitária interditou, na manhã da última quinta-feira (9), uma fábrica de gelo situada no em Feira de Santana, após constatar diversas irregularidades nas instalações. A medida tem caráter preventivo e tem como objetivo garantir a segurança sanitária e a saúde da população.
De acordo com o órgão de saúde, a empresa está irregular desde 2012 e já havia recebido diversas notificações ao longo dos anos para corrigir falhas estruturais e documentais, mas não realizou as adequações exigidas.
Na última vistoria, realizada no dia 6 de outubro, os fiscais da Vigilância Sanitária encontraram grande quantidade de materiais em desuso no fundo do imóvel, embalagens plásticas inadequadas e reutilizadas para acondicionamento de gelo, além de ambientes com equipamentos e estruturas de produção ainda instalados, mesmo após o proprietário afirmar que o local não estava em funcionamento.
Na manhã da quarta-feira ao retornar ao local com o termo de interdição, a equipe da Vigilância Sanitária, mais uma vez, encontrou sacos plásticos reutilizados que estavam amontoados na área do fundo do estabelecimento, onde também havia acúmulo de equipamentos em desuso e enferrujados, além de ser local insalubre.
O proprietário justificou que “está com irregularidade com o pagamento do IPTU e, por isso, não se adequou as normas sanitárias”.
Com informações da Secretária Municipal de Comunicação Social (SECOM)
Cooperação fortalece pesquisa na área de saúde

Fernando Frazão/Agência Brasil
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) firmaram uma cooperação para expandir o atual Centro Nacional de Vacinas (CN Vacinas), sediado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).

Criado em 2016, o CN Vacinas é parte de uma estratégia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) que transformou o antigo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG em um local de pesquisas em biotecnologia e inovação em imunobiológicos.
O acordo com a Fiocruz visa potencializar o atendimento às demandas de autonomia e soberania nacional em tecnologia, testagem e produção de vacinas, além do desenvolvimento de kits de diagnósticos e fármacos, contribuindo para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
O presidente da Fiocruz, Mário Moreira, explicou que esse não é um plano só da Fiocruz ou da UFMG, mas “um projeto de autonomia e de soberania no tempo em que se discute a redução da vulnerabilidade com relação a tecnologias e produtos desenvolvidos no exterior”.
“A covid-19 mostrou que precisamos ter mais altivez na discussão e elaboração de políticas públicas”, disse.
A reitora da UFMG, Sandra Goulart de Almeida, ressaltou que a cooperação com a Fiocruz é extremamente relevante para a instituição e para pesquisa na área de saúde.
“Esse é um projeto de Estado. A ideia é atender o país em uma área extremamente necessária, que a pandemia comprovou”, avaliou.
Fonte: agência Brasil
Mês das Crianças reforça a importância da prevenção e do papel da endoscopia em casos de ingestão acidental

Brinquedos espalhados pela casa, embalagens coloridas de produtos de limpeza ao alcance das mãos e aquela curiosidade típica da infância: esse cenário, comum em muitos lares brasileiros, pode esconder riscos sérios à saúde das crianças. Em alusão ao Mês das Crianças, especialistas alertam para a importância da prevenção contra acidentes domésticos envolvendo ingestão de corpos estranhos e substâncias cáusticas, que podem ter consequências graves e, muitas vezes, irreversíveis.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), mais de 110 mil casos de intoxicação exógena em crianças de 0 a 14 anos foram registrados no Brasil entre 2010 e 2020, sendo os produtos de uso doméstico os principais vilões. O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz) também aponta que mais de 40% dos casos de intoxicação ocorrem em crianças, principalmente até os 5 anos de idade. Os dados reforçam um cenário que poderia ser amplamente evitado com medidas simples de prevenção.
No Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana (BA), os números também refletem a realidade desses riscos. Apenas entre 2024 e 2025, foram registrados 26 atendimentos relacionados à ingestão de substâncias e objetos perigosos: 12 por intoxicação e 14 por ingestão de corpos estranhos.
“Infelizmente, como endoscopista, vejo esses casos com frequência, e o que mais preocupa é que muitos poderiam ser evitados com atitudes simples no dia a dia”, afirma o Dr. Victor Galvão, médico endoscopista intervencionista e referência em endoscopia pediátrica.

Riscos comuns, consequências graves
Produtos de limpeza armazenados em garrafas reaproveitadas, como as de refrigerante, representam uma das situações mais perigosas. “A criança vê uma garrafa e associa à bebida. A ingestão de soda cáustica, por exemplo, pode causar queimaduras severas no esôfago e no estômago, levando a internações prolongadas, cirurgias e até óbito”, explica o Dr. Victor.
Outro risco crescente é a ingestão de baterias tipo “botão” – aquelas pequenas e brilhantes, presentes em brinquedos, controles e relógios. “Quando ingeridas, essas baterias podem liberar substâncias tóxicas e causar perfuração do trato digestivo em poucas horas. É um tipo de emergência médica”, alerta o especialista.
A endoscopia como aliada na emergência
Quando a prevenção falha, a rapidez no atendimento é essencial para evitar complicações. “A endoscopia é uma ferramenta fundamental nesses casos. Utilizando um tubo flexível com câmera, conseguimos visualizar o esôfago, estômago e duodeno, localizar o objeto ou avaliar a extensão da lesão causada pelo produto ingerido e realizar a retirada com segurança”, explica Dr. Victor Galvão.
No entanto, ele reforça que a remoção por endoscopia deve ser feita por um profissional experiente e em ambiente hospitalar preparado. “Cada minuto conta. Em casos de ingestão suspeita, os pais devem buscar imediatamente um serviço de emergência. Não se deve provocar vômito nem oferecer líquidos sem orientação médica.”
Prevenção que salva vidas
Pequenas atitudes podem fazer toda a diferença na prevenção desses acidentes. A seguir, algumas orientações simples e eficazes recomendadas por especialistas:
• Armazene produtos de limpeza em locais trancados e fora do alcance das crianças.
• Nunca reutilize garrafas de água ou refrigerante para armazenar produtos químicos.
• Descarte corretamente baterias e pilhas. Ímãs e objetos pequenos devem ser mantidos longe de crianças pequenas.
• Eduque as crianças sobre o perigo de colocar objetos na boca – mesmo em idade precoce, a repetição e o exemplo contam.
“Educação e prevenção fazem toda a diferença. Cuidar da segurança do ambiente onde a criança vive é um ato de amor e responsabilidade”, reforça Dr. Victor.
Neste mês das crianças, mais do que presentes e brincadeiras, a reflexão sobre o cuidado cotidiano com os pequenos pode ser o melhor presente para garantir uma infância mais segura, feliz e saudável.
Cristiane Melo
Assessoria de Imprensa – Viver Mais Comunicação*
Segundo Ministério da Saúde, 12 óbitos estão sob investigação

Sandro Araújo/Agência Saúde DF
O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (10), que o Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. São cinco pessoas a mais do que na última quarta (8). 

Dos 29 casos confirmados, 25 foram registrados em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Ao todo, há 217 notificações em investigação, um número menor do que no último balanço (quando havia 235 suspeitas).
Segundo o balanço, cresceu também o número de casos suspeitos descartados. Agora são 249. Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com casos confirmados por esse tipo de intoxicação.
O estado de São Paulo investiga, neste momento, 160 notificações, o que representa 73,73% do total. Em seguida, aparecem Pernambuco com 31 suspeitas, Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (1), Minas Gerais (1), Rio Grande do Norte (1) e Rondônia (1).
O balanço do Ministério da Saúde informou que não houve outra confirmação de morte causada pela ingestão de metanol desde a última quarta-feira (8). As cinco pessoas que morreram eram do estado de São Paulo.
No entanto, 12 óbitos estão sob investigação (um caso a mais do que na última quarta). Os casos suspeitos são no Ceará (1), em Minas Gerais (1), no Mato Grosso do Sul (1), em Pernambuco (3) e em São Paulo (6).
Com informações da agência Brasil
Bolsa cai 0,73% e recua quase 4% em outubro

© Valter Campanato/Agência Brasil
Em um dia de turbulência no mercado doméstico e externo, o dólar teve uma disparada, superando a barreira de R$ 5,50 pela primeira vez desde o início de agosto. A bolsa de valores recuou pelo segundo dia seguido e acumula queda de quase 4% em outubro, em meio a novas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e preocupações com as contas públicas brasileiras.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (10) vendido a R$ 5,503, com alta de R$ 0,128 (+2,38%) em apenas um dia. A cotação chegou a abrir o dia em queda, recuando para R$ 5,36, mas inverteu o movimento nos primeiros minutos de negociação. Na máxima do dia, pouco depois das 14h, chegou a R$ 5,51.
A moeda norte-americana está no maior nível desde 5 de agosto. Com o desempenho desta sexta-feira, a divisa subiu 3,13% na semana e acumula valorização de 3,39% em outubro. Em 2025, o dólar cai 10,95%.
O dia também foi turbulento no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 140.680 pontos, com recuo de 0,73%. No menor nível desde 3 de setembro, o indicador perdeu 2,44% na semana. No mês, registra perda de 3,8%.
A combinação entre a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e o aumento das preocupações com o quadro fiscal brasileiro pressionou o real, que teve o pior desempenho entre as moedas emergentes.
No cenário internacional, a nova ofensiva comercial de Washington contra Pequim pressionou os mercados globais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na plataforma Truth Social que o governo “está calculando um grande aumento de tarifas sobre produtos da China”, em retaliação à decisão chinesa de ampliar os controles de exportação sobre terras raras, insumo estratégico para a indústria de tecnologia.
No início da noite desta sexta (10), Trump anunciou a imposição de uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses. A decisão deve pressionar ainda mais o mercado financeiro internacional na segunda-feira (13).
Os preços do petróleo recuaram mais de 4%, atingindo o menor nível em cinco meses. A cotação do barril do Tipo Brent, usado nas negociações internacionais, encerrou o dia em US$ 62,73, com queda de 3,82%.
As bolsas dos Estados Unidos também fecharam em forte queda. O S&P 500, das 500 maiores empresas, caiu 2,71%; o Nasdaq, das empresas de tecnologia, recuou 3,56%; e o Dow Jones, das empresas industriais, perdeu 1,88%. Diante do aumento da incerteza, investidores buscaram proteção em ativos considerados seguros, como ouro e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
No Brasil, a turbulência externa se somou a novos receios sobre as contas públicas em 2026. A derrubada da medida provisória (MP) que pretendia aumentar a tributação de investimentos trouxe um rombo de R$ 17 bilhões para as contas do governo no próximo ano, que terá eleições. Na próxima semana, o governo discutirá alternativas para compensar a perda de validade da MP.
Agência Brasil com informações da Reuters