
O candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto, voltou a criticar a ausência do candidato do PT baiano nos debates do segundo turno. Neto afirmou que Jerônimo foge para tentar esconder o legado deixado por ele nos cargos públicos que ocupou. “Como é que, numa eleição em segundo turno onde temos apenas dois candidatos, um deles é desafiado a debater e não tem coragem de aparecer?”, perguntou o ex-prefeito de Salvador durante evento em Cruz das Almas.
Nesta terça-feira (25), em entrevista à rádio Sociedade, o ex-prefeito de Salvador voltou a criticar o seu oponente. “Se ele está se escondendo agora para não debater comigo, imaginem como ele seria se tivesse a oportunidade de ser governador, na hora de encarar os problemas de violência, os problemas da regulação na saúde pública, do número de desempregados e de pessoas vivendo abaixo da linha da extrema pobreza na Bahia?”, apontou.
Em discurso em Cruz das Almas, Neto lembrou que durante as passagens de Jerônimo Rodrigues pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, o candidato do PT foi o responsável por validar a extinção da EBDA, uma das agências mais importantes no apoio ao micro e pequeno produtor rural do estado.
“Aqui em Cruz das Almas nós temos uma zona rural forte, no Recôncavo nós temos milhares de famílias que vivem da agricultura familiar e o que fez Jerônimo? Ele, que é agrônomo, virou as costas para o pequeno produtor e acabou com a EBDA”, disse. “Ele também é professor. Foi Secretário de Educação e o resultado do trabalho dele foi deixar a Bahia em penúltimo lugar na qualidade de ensino do Brasil. Uma vergonha”, acrescentou.
Outra situação mencionada pelo candidato do União Brasil foi o tratamento dado por Jerônimo aos alunos da rede pública de ensino da Bahia durante a pandemia. Enquanto em Salvador o ex-prefeito organizou a estrutura municipal para garantir entrega de cestas básicas para as famílias, seu adversário precisou ser obrigado pela Justiça a garantir a merenda escolar para as crianças e jovens que não podiam frequentar as salas de aula.
“Além de tudo isso, Jerônimo foi secretário na cidade onde ele nasceu, em Aiquara. À época, o prefeito da cidade, que ele apoiava e fazia parte da gestão, foi cassado. A gestão que ele participou ficou oito meses sem pagar os funcionários”, salientou durante discurso aos presentes.
ACM Neto também fez questão de citar o dado alarmante que mostra que apenas este ano, em Feira de Santana, 339 pessoas morreram na fila da regulação enquanto esperavam atendimento médico na Bahia.
“E eles ainda têm coragem de dizer que defendem os pobres. Como é que defende o pobre deixando o pobre morrer sem ter atendimento de saúde? Deixando o pobre sem segurança, deixando as fábricas fecharem os empregos, irem embora e fazendo da Bahia a campeã do desemprego? Como defendem os pobres deixando a nossa juventude sem oportunidade de estudar para conseguir um lugar no mercado de trabalho ou para fazer o seu curso superior?”, ponderou.
“Esse é o resultado do trabalho de Jerônimo Rodrigues. Na propaganda eles sabem mentir, mas, quando chega na realidade, a vida mostra que a coisa é bem diferente”, acrescentou Neto.
Na cidade de Cruz das Almas o candidato ACM Neto foi recebido por diversas lideranças políticas da região. O prefeito Ednaldo Ribeiro (Republicanos), que declarou apoio ao projeto político de Neto ao Governo da Bahia no segundo turno, acompanhou o ex-prefeito durante toda a carreata e durante o comício.
“Do lado de cá, com muito orgulho, eu falo da minha história. Falo dos mais de 20 anos que tenho na vida pública. Lembro, inclusive, que com o apoio do povo de Cruz das Almas fui três vezes o deputado mais votado da Bahia. Duas vezes prefeito de Salvador. Jerônimo foi testado e reprovado. Eu fui testado e considerado pelos soteropolitanos o melhor prefeito do Brasil por oito vezes. Saí com mais de 80% de aprovação da prefeitura. Essa é a comparação que os baianos precisam fazer”, defendeu.
Também estiveram presentes vereadores e os deputados Elmar Nascimento (União Brasil), Sandro Régis (União Brasil); os prefeitos de Governador Mangabeira, Marcelo Pedreira (PP), a prefeita de Nazaré, Eunice (União Brasil), de Maragogipe, Valdir, e o prefeito de São Félix, Alex (União Brasil).
*Bahia.ba

Após deflação de 0,37% em setembro e de 0,73% em agosto, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), a prévia da inflação oficial do país, teve alta de 0,16% em outubro. Esse resultado foi influenciado novamente pela queda no grupo dos Transportes, de -0,64%, que contribuiu com -0,13 p.p. (ponto percentual) no índice do mês. Dos 367 subitens pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a gasolina foi o que teve o impacto negativo mais intenso, de -0,29 p.p.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,8% e, em 12 meses, de 6,85%, abaixo dos 7,96% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2021, a taxa foi de 1,2%.
No período de referência do índice, os combustíveis tiveram redução de 6,14% nos preços: etanol (-9,47%), gasolina (-5,92%), óleo diesel (-3,52%) e gás veicular (-1,33%). Houve queda também na tarifa de ônibus urbano (-0,6%), com o recuo no preço da passagem aos domingos em Salvador (-6,38%), a partir de 11 de setembro.
Ainda em transportes, foram registradas altas nas passagens aéreas (28,17%), cujos preços aceleraram em relação a setembro (8,2%). Em ônibus intermunicipal (0,42%), houve reajuste de 12% em Fortaleza (7,52%), a partir de 1º de setembro, e de 5% em Porto Alegre (2,39%), a partir de 4 de outubro. Outros subitens importantes, como emplacamento e licença (1,72%) e conserto de automóvel (0,64%), continuaram em alta.
Assim como no mês anterior, somente três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços. Além de transportes, as maiores retrações de outubro foram observadas em comunicação (-0,42%) e artigos de residência (-0,35%).
Os demais grupos ficaram entre o 0,19% de educação e o 0,57% de despesas pessoais. A queda em comunicação foi influenciada pela redução nos pacotes de acesso à internet (-1,69%), nos planos de telefonia móvel (-1,35%) e nos preços dos aparelhos telefônicos (-0,87%).
Em alta
As maiores altas ficaram por conta dos grupos vestuário (1,43%), saúde e cuidados pessoais (0,8%), alimentação e bebidas (0,21%) e habitação (0,28%).
Vestuário desacelerou em relação a setembro (1,66%), e saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto positivo (0,10 p.p.) no índice do mês. Após registrar queda de 0,47% em setembro, alimentação e bebidas subiu 0,21% em outubro.
Em vestuário, aceleraram em relação a setembro os preços dos calçados e acessórios (1,82%), das roupas infantis (1,71%) e das joias e bijuterias (1%). Já as roupas masculinas (1,54%) e femininas (0,98%) tiveram altas menos intensas que as do mês anterior (1,78% e 1,83%, respectivamente).
O destaque em saúde e cuidados pessoais foi o reajuste no item plano de saúde (1,44%), autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para os planos contratados antes da lei nº 9.656/98, com vigência retroativa a partir de julho. Os itens de higiene pessoal subiram 1,1% e contribuíram com 0,04 p.p. no IPCA-15 de outubro.
O grupo alimentação e bebidas, que havia registrado queda de 0,47% em setembro, teve alta de 0,21% em outubro, puxada pela alimentação no domicílio (0,14%), cujo resultado havia sido de -0,86% no mês anterior. Contribuíram para isso a elevação dos preços das frutas (4,61%), da batata-inglesa (20,11%), do tomate (6,25%) e da cebola (5,86%). Por outro lado, continuaram em queda o leite longa vida (-9,91%), o óleo de soja (-3,71%) e as carnes (-0,56%).
A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,37% em outubro. Enquanto a refeição (0,44%) teve variação superior à do mês anterior (0,36%), o lanche desacelerou de 0,94% para 0,23%.
*R7

Em artigo exclusivo para O Antagonista, o cientista político Leonardo Barreto, diretor da Vector Research, defende o uso dos recortes estaduais das pesquisas presidenciais para se aproximar da real intenção de voto do eleitor. Ao calcular a média ponderada desses índices no segundo turno, Barreto diz que Lula e Jair Bolsonaro “estão mais próximos do que o registrado nas pesquisas nacionais, com possibilidade de o atual presidente já estar na frente”.
Segundo ele, o diagnóstico sugere que a abstenção terá papel fundamental no resultado do dia 30.
Leia a íntegra:
“As empresas nacionais de pesquisa convergiram recentemente para um cenário de empate técnico com uma ligeira vantagem de Lula sobre Jair Bolsonaro (52 x 48). É sabido, no entanto, que houve muita dificuldade de captar o voto bolsonarista no primeiro turno e o mesmo fenômeno pode se repetir no próximo domingo.
Levantamento feito pela Vector Research, empresa de risco político localizada em Brasília, listou as últimas pesquisas estaduais com perguntas para presidente em 15 estados (ver tabela).
Os dados sugerem que Lula e Bolsonaro estão mais próximos do que o registrado nas pesquisas nacionais, com possibilidade de o atual presidente já estar na frente. Na média ponderada, considerando o peso de cada estado sobre o total de votos, Bolsonaro cresceu dez vezes mais do que Lula (7,81 x 0,78), dando força à hipótese de que o estoque de votos petistas chegou perto o limite no primeiro turno. O critério para a escolha do estudo é sempre o último relatório divulgado, sem discriminação de autor.
A questão, no entanto, é: o crescimento é o suficiente para uma virada? Os resultados dos estados com pesquisa disponível foram agregados aos dos estados sem pesquisa. Nesse caso, repetimos a votação do primeiro turno na simulação. O placar passou a ser de 49,05 x 49,00. Empate absoluto.
Lembrando que, nos 12 estados restantes onde não há pesquisa disponível, Bolsonaro e Lula venceram em 6 cada um.
O modelo acima tem limites óbvios. Mas não é de todo inútil, pois indica uma valência muito positiva para Bolsonaro no quesito de transferência de votos.
Essa situação reforça o diagnóstico de que a abstenção terá um papel central no resultado, algo que nunca foi considerado como variável importante em todas as eleições anteriores realizadas desde 1989. Ou seja, o eleitorado que quiser mais, o mais mobilizado, com maior comparecimento, é o que deve ganhar a eleição.”

*Leonardo Barreto é doutor em Ciência Política (UnB) e diretor da Vector Research
Informações TBN

O plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu sustar temporariamente os efeitos da Resolução 2.324/2022, que estabelecia regras para a prescrição de medicamentos à base do canabidiol, um derivado da Cannabis. A decisão foi tomada na manhã de ontem (24) em reunião plenária extraordinária e publicada hoje (25) no Diário Oficial da União (DOU).
Com a nova resolução, ficam suspensos os efeitos da norma publicada no último dia 14 e a decisão pela indicação do uso do canabidiol volta a ser de responsabilidade do médico, de acordo com regras já estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Também nesta segunda-feira, o CFM abriu uma consulta pública para receber contribuições sobre o tema. Os interessados têm 60 dias, até 23 de dezembro, para apresentar suas sugestões por meio de uma plataforma eletrônica. As informações vão servir de subsídio e serão tratadas sob os critérios de sigilo e anonimato, segundo o conselho.
A norma agora suspensa foi publicada no último dia 14, restringindo a prescrição do canabidiol apenas para o tratamento de epilepsia refratária em crianças e adolescentes com síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut ou complexo de esclerose tuberosa. Para os demais tipos de epilepsia, a substância não poderia mais ser prescrita.
Dessa forma, pessoas adultas e doenças como depressão, ansiedade, dores crônicas, Alzheimer e Parkinson não estavam cobertas pela resolução. A medida também proibia médicos de darem palestras e cursos fora do ambiente científico sobre o uso do canabidiol e de outros produtos derivados da Cannabis, bem como de fazer divulgação publicitária das substâncias.
De acordo com dados da própria Anvisa, estima-se que mais de 100 mil pacientes façam algum tipo de tratamento usando a chamada Cannabis mediinal. Além disso, mais de 66 mil medicamentos à base da planta foram importados em 2021. Atualmente, cerca de 50 países já regulamentaram o uso medicinal e industrial da Cannabis e do Cânhamo.
Na última segunda-feira (17), o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento preparatóriopara apurar a legalidade da primeira resolução do CFM. Como primeiras providências, o MPF requisitou à Anvisa documentos que mostrem as evidências científicas que sustentam as atuais autorizações para uso medicinal da Cannabis no Brasil.
O procurador da República requisitou ao CFM documentos que demonstrem evidências científicas que sustentam a resolução de 14 de outubro. Também foi requisitado ao Ministério da Saúde informações sobre as repercussões administrativas, financeiras e técnicas no Sistema Único de Saúde (SUS) das resoluções da Anvisa e do CFM. O prazo para as respostas é de 15 dias.
Na última sexta-feira (21), pacientes e representantes de associações de cultivo protestaram na sede do CFM pedindo a revogação do texto.
Informações Agência Brasil

Rishi Sunak é oficialmente o novo primeiro-ministro do Reino Unido após encontro com o rei Charles 3º. Ele aceitou o convite do monarca para formar um novo governo, a cerimônia foi marcada por um aperto de mãos.
Sunak, de 42 anos, será o premiê mais jovem em dois séculos e o terceiro a assumir o cargo em 2022. O principal desafio do novo governo é restabelecer a estabilidade econômico e política do Reino Unido.
Em seu primeiro discurso, Rishi Sunak apontou erros cometidos pela sua antecessora, Liz Truss, e disse que decisões difíceis precisarão ser tomadas.
“Colocarei a estabilidade econômica e a confiança no centro da agenda deste governo. Isso significará decisões difíceis por vir”, disse o novo premiê.
“Você me viu durante o covid fazendo tudo o que podia para proteger as pessoas. Eu prometo a você: trarei a mesma compaixão para os desafios que enfrentamos hoje”, acrescentou Sunak, que é membro do Parlamento britânico desde 2015.
Sobre Liz Truss, ele afirmou que os erros “não nasceram da má vontade ou de más intenções, muito pelo contrário”.
Ela não estava errada em querer melhorar o crescimento neste país. É um objetivo nobre e eu admirava sua inquietação em criar mudanças. Mas alguns erros foram cometidos.
Rishi Sunak comenta mandato de Liz Truss
Durante sua fala, Rishi Sunak também rebateu os apelos por uma eleição geral. “Vou unir nosso país, não com palavras, mas com ação. Este governo terá integridade, profissionalismo e responsabilidade em todos os níveis”.
A declaração é uma tentativa de se distanciar do ex-primeiro-ministro Boris Johnson, que foi derrubado após repetidos escândalos. “A confiança é conquistada, e eu ganharei a sua”, disse Sunak.
“Entendo também que tenho trabalho a fazer para restaurar a confiança depois de tudo o que aconteceu.”
25.out.22 – O novo primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Rishi Sunak, chega para fazer um discurso do lado de fora da Downing Street, número 10, em Londres, Grã-BretanhaImagem: HANNAH MCKAY/REUTERS
Sunak vai herdar o cargo de Liz Truss, que ocupou a posição por menos de 45 dias e renunciou após um pacote fiscal controverso causar agitação nos mercados. Rishi Sunak nasceu no Reino Unido, é filho de imigrantes indianos e será a primeira pessoa não branca a assumir a chefia do governo britânico.
Multimilionário e ex-executivo do setor bancário, o novo premiê deve anunciar cortes de gastos para tentar reconstruir a reputação fiscal do Reino Unido, que escorrega para uma recessão, puxada pela disparada dos preços da energia e dos alimentos.
Ex-ministro das Finanças, Sunak terá como desafio buscar unidade entre os conservadores, o que não se vê desde o Brexit, e enfrentar a disparada do custo de vida, com a maior alta da inflação dos últimos 42 anos.
Inicialmente, a previsão era a de que o resultado da disputa seria anunciado na próxima sexta-feira (28), mas o partido tem pressa para mostrar uma frente unida ao país.
O futuro da legenda vai depender do desempenho do novo premiê, já que eleições gerais estão previstas, em princípio, para 2024.
A oposição trabalhista defendeu a convocação de novas eleições desde a renúncia de Liz Truss, argumentando que os adversários estão em caos absoluto e que sairiam vencedores se o pleito acontecesse hoje.
Informações UOL
Fotos: Fátima Brandão
Palestras foram promovidas na última quinta-feira
A importância do pré-natal, alimentação saudável para as mães – antes, durante e depois do parto – e orientações sobre a amamentação correta. Esses foram alguns dos temas abordados no Curso para Gestantes promovido pelo Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher). A iniciativa da Fundação Hospitalar de Feira de Santana tem o objetivo de orientar as mulheres que fazem o pré natal nas unidades de saúde do município. As palestras foram promovidas na última quinta-feira, 20, no auditório do hospital.
Em consequência dos protocolos sanitários do período da pandemia, o curso não era realizado há dois anos. A diretora presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, ressalta que a participação foi satisfatória.
“O retorno do curso presencial teve a adesão de 30 gestantes e muitas delas serão em breve mães pela primeira vez. Vamos sempre incentivar esse tipo de ação”, destacou.
A coordenadora do Curso para Gestantes, a enfermeira obstetra Vanessa Edyane da Silva Pereira, observa que uma das principais propostas é também estabelecer um vínculo entre a gestante e o local do parto. “Além das palestras e orientações, também realizamos uma visita ao centro cirúrgico e uma confraternização entre as futuras mães e a equipe organizadora do curso”, explicou.
Elisângela Santos dos Reis, de 36 anos, está no quinto mês de gestação. Terá seu segundo filho, mas pela primeira vez teve a oportunidade de participar de um curso de gestantes.
“Após 15 anos do meu primeiro filho, agora vem uma menina e me sinto mais tranquila e preparada para uma gestação saudável, depois das orientações do curso para gestante”, pontuou.
As palestrantes foram a enfermeira obstetra Sheyla Coutinho; a nutricionista Luzimara da Silva Medeiros; a enfermeira e coordenadora do Banco de Leite Humano, Nadja Vieira; além de Vanessa Edyane, que é enfermeira obstetra e responsável pelo centro obstétrico cirúrgico do Complexo Materno Infantil do Hospital da Mulher.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, determinou que em 24 horas a coligação do presidente Jair Bolsonaro(PL) apresente provas da acusação de que houve fraudes nas inserções da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em emissoras de rádio.
“Os fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados de qualquer prova e/ou documento sério, limitando-se o representante a juntar um suposto e apócrifo “relatório de veiculações em Rádio”, que teria sido gerado pela empresa “Audiency Brasil Tecnologia””, escreveu Moraes.
Na noite desta segunda-feira (24), o ministro das Comunicações, Fabio Faria, convocou a imprensa para acompanhar o que classificou de “exposição de um fato grave na frente do Palácio da Alvorada” e anunciou que a campanha de Bolsonaro entrou com uma ação no TSE para suspender a propaganda de rádio da coligação Brasil da Esperança, do ex-presidente Lula (PT). O ministro, porém, não soube mencionar o nome das empresas contratadas pela campanha de Bolsonaro que fizeram os levantamentos de supostas fraudes.
Segundo Moraes, nem a petição inicial, nem o citado relatório apócrifo indicam eventuais rádios, dias ou horários em que não teriam sido veiculadas as inserções de rádio para a Coligação requerente; nem tampouco a indicação de metodologia ou fundamentação de como se chegou a determinada conclusão.
“Tal fato é extremamente grave, pois a coligação requerente aponta suposta fraude eleitoral sem base documental alguma, o que, em tese, poderá caracterizar crime eleitoral dos autores, se constatada a motivação de tumultuar o pleito eleitoral em sua última semana”, escreveu Moraes.
Segundo apurou a coluna, o ministro Alexandre de Moraes conversou com integrantes do governo agora à noite e reforçou a gravidade das acusações, dizendo que elas podem até mesmo levar a uma cassação de chapa.
Moraes reclamou da ausência de assinatura na petição apontando os responsáveis pelo relatório e a falta do nome das rádios que teriam cometido fraude e ouviu de integrantes do governo que as respostas serão enviadas até amanhã (25), antes mesmo do prazo de 24 horas.
Apesar disso, integrantes da campanha de Bolsonaro afirmaram à coluna que ainda trabalham para finalizar os documentos. De acordo com um auxiliar de Bolsonaro, eles pretendem enviar a lista de todas as rádios e os levantamentos que teriam sido feitos por empresas que medem audiência.
Informações UOL

Levantamento da empresa Paraná Pesquisasdivulgado nesta 3ª feira (25.out.2022) mostra empate técnico na disputa pela presidência da República. Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 50,2% das intenções de votos válidos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 49,8%.
É a menor diferença entre os 2 registradas pela Paraná Pesquisas: 0,4 p.p., quando se considera os votos válidos.
O resultado em votos válidos inclui só as intenções atribuídas a um candidato, excluindo-se os votos brancos e nulos. É assim que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgará os resultados em 30 de outubro.
O levantamento ouviu 2.020 eleitores de 20 a 24 de outubro de 2022. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%. Custou R$ 50.000, pagos com recursos próprios do Paraná Pesquisas. Está registrado no TSE sob o número BR-00525/2022. Eis a íntegra(494 KB).
Na pesquisa anterior, realizada de 15 a 19 de outubro, Lula e Bolsonaro também estavam tecnicamente empatados. O petista tinha 51,3% dos votos válidos e o chefe do Executivo, 48,7%.
Pesquisa PoderData realizada de 16 a 18 de outubro de 2022 mostra Lula com 52% das intenções de votos válidos no 2º turno da disputa pela Presidência da República, contra 48% de Bolsonaro. O cenário está congelado há duas semanas. Nas rodadas realizadas em 3 a 5 de outubro e de 9 a 11 de outubro, os 2 candidatos registravam as mesmas taxas de agora.
Considerando o conjunto total dos eleitores, o petista tem 48% das intenções de voto, e o atual chefe do Executivo, 44%. Pretendem votar em branco ou nulo 5% dos eleitores, e 3% indicaram não saber.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 5.000 entrevistas em 351 municípios nas 27 unidades da Federação de 16 a 18 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-08917/2022. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto. A divulgação dos resultados é feita em parceria editorial com a TV Cultura.
Informações Poder 360
Candidato reforçou que estará pronto para governar com Lula ou Bolsonaro: “posso trazer essa palavra de absoluta segurança”

O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) questionou nesta segunda-feira (24) se seu adversário neste segundo turno, Jerônimo Rodrigues (PT) estará preparado para governar a Bahia com o presidente Jair Bolsonaro caso ambos sejam eleitos no próximo dia 30 de outubro. Em entrevista à rádio Metrópole, o ex-prefeito de Salvador reforçou que, ao contrário do rival, estará pronto para governar com Lula ou Bolsonaro.
“Não sei se Jerônimo estará preparado como eu estou. Essa é uma pergunta que tem que ficar no ar e precisa de resposta. Eu posso trazer essa palavra de absoluta segurança. Agora, como fica a Bahia com Jerônimo? Essa é a questão”, afirmou Neto, ao reafirmar que irá procurar o presidente da República eleito pelos brasileiros antes mesmo da posse.
“O presidente que for eleito eu vou procurar antes da posse. Eu vou pedir uma audiência, seja com Lula ou Bolsonaro, antes da posse. Vou chegar lá e dizer: presidente da República, eu estou aqui para trabalhar com você. E o que importa é isso, é que os baianos poderão ter um governador que vai estar pronto para governar com Lula ou com Bolsonaro, aquele que o Brasil escolher no dia 30”, frisou.
ACM Neto ainda salientou que sua posição de equilíbrio, de defender o diálogo, evita que a Bahia se torne palco de qualquer “ressaca da disputa eleitoral”. “Sou o único candidato que disputa o segundo turno na Bahia que pode permitir que o palanque seja desfeito após as eleições. Exatamente pela minha postura, pela minha história. Porque eu dialogo com todo mundo. Eu acho que o meu adversário não tem a mesma condição”, salientou o candidato.

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) por tentativas de quatro homicídios. A informação foi confirmada por Oeste. No domingo 23, durante uma operação da Polícia Federal (PF), o ex-parlamentar resistiu por oito horas a um mandado de prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atirando com um fuzil e jogando granada contra quatro agentes da polícia federal. Dois ficaram feridos.
Na ocasião, Jefferson estava na própria residência, no Rio de Janeiro. Conforme a PF, os policiais passaram por atendimento médico, foram liberados e passam bem. São eles o delegado Marcelo Vilella e a policial Karina Lino Miranda de Oliveira.
Os agentes chegaram à residência do ex-deputado cerca de 11 horas da manhã. Os policiais cumpriam uma determinação de Moraes, do sábado 22, que ordenou o restabelecimento da prisão preventiva de Jefferson.
“Na decisão, o magistrado argumentou que Jefferson descumpriu as medidas cautelares que o STF impôs a ele.
Desde janeiro deste ano, o ex-deputado estava em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Na madrugada desta segunda-feira, 24, contudo, Jefferson foi transferido para o Presídio de Benfica, depois de negociar sua rendição com a Polícia Federal”.
“Diante do exposto, em face do reiterado desrespeito às medidas restritivas estabelecidas, restabeleço a prisão de Roberto Jefferson Monteiro Francisco, a ser efetivada pela Polícia Federal”, decidiu Moraes. “Ele deve ser recolhido, imediatamente, ao estabelecimento prisional.” O ministro ainda ordenou a busca e apreensão na casa de Jefferson.
De acordo com Moraes, em diversas ocasiões Jefferson descumpriu as medidas cautelares impostas pela Justiça durante o cumprimento da prisão domiciliar. “Ele recebeu visitas, passou orientações aos dirigentes do PTB, concedeu entrevistas ao canal Jovem Pan, compartilhou notícias fraudulentas”, entre outros pontos elencados pelo magistrado.
A decisão também citou o vídeo do ex-deputado com ofensas à ministra Cármen Lúcia. “O vídeo contém agressões abjetas em face da ministra Cármen Lúcia com teor, machista, misógino e criminoso”, comunicou o ministro.
Informações Revista Oeste