Candidato à Vice-Presidência da República disse que o julgamento do petista foi ‘parcial’

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato à Vice-Presidência da República nas eleições de outubro, usou as redes sociais nesta sexta-feira, 9, para dizer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi preso “injustamente”, em um julgamento “parcial”.
Em vídeo publicado no Twitter, Alckmin diz que antigas declarações suas estão sendo instrumentalizadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). “Muito cuidado”, alertou o ex-tucano. “Nesta eleição, antigas falas minhas estão sendo usadas por Bolsonaro para confundir o povo. Naquela época, muitos de nós fomos iludidos por um julgamento que a própria Justiça anulou, porque foi parcial e suspeito. Hoje, está provado que Lula foi preso injustamente.”
Alckmin disse que, agora, é Bolsonaro que precisa “explicar” a compra de 51 imóveis com “dinheiro vivo”.
Na quarta-feira 7, o ex-governador protocolou, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ação que visa a proibir Bolsonaro de mencionar suas antigas declarações contra Lula. Em discurso no 7 de Setembro, o chefe do Executivo disse que o PT quer “voltar à cena do crime”, repetindo uma afirmação de Alckmin em uma convenção do PSDB realizada em 2017.
Informações Revista Oeste

Em petição sigilosa de 17 páginas endereçada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no dia 29 de agosto, o Twitter Brasil apontou a possibilidade de ocorrência de censura no bloqueio de contas determinado por ele na operação contra empresários bolsonaristas flagrados em uma reportagem do portal Metrópoles debatendo a possibilidade de um golpe de estado no Brasil.
“No respeitoso entendimento do Twitter Brasil, o bloqueio integral da conta @lucianohang assim como em relação a conta @lucianohang_hang, como demonstrado em outras oportunidades, poderia violar dispositivos constitucionais e a própria legislação infraconstitucional relativa a matéria, considerando a possibilidade de caracterização de censura de conteúdo lícito existente nos milhares de twitters postado pelo usuário, e também de censura prévia de conteúdo futuro lícito , não necessariamente vinculado ao objeto do inquérito em curso”, diz a plataforma em petição assinada pelo escritório Pinheiro Neto, um dos maiores de São Paulo.
Na sequência, ela pede “a reforma da decisão determinando a remoção apenas do conteúdo específico identificado através de sua respectiva URL e tido como potencialmente tipificado com ilícitos penais, revogando a ordem de bloqueio integral da conta”.
Dentre as medidas autorizadas por Moraes em sua decisão do dia 19 de agosto estão o bloqueio de contas do empresário Luciano Hang ao Facebook, Instagram, Tiktok, Twitter e Youtube. Ele também pediu o bloqueio da conta do empresário José Khoury no Instagram.
Procurado, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou. O Twitter disse que “o processo corre sob sigilo” e que “dessa forma, o Twitter vai se manifestar sobre o caso somente nos autos”.
Informações TBN

Nem o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem o PL do candidato à reeleição Jair Bolsonaro. O partido com mais candidatos a governo em primeiro lugar nos estados é o União Brasil, criado no início deste ano após a fusão do DEM e do PSL. São sete no topo das pesquisas —considerando estados em que há empate técnico.
Na sequência, vem o MDB, com quatro estados, e PP e PSB empatados em terceiro, com três unidades federativas cada um. PT e PL —os partidos dos dois nomes principais nas pesquisas presidenciais— não estão nem entre os três primeiros colocados.
O levantamento feito pelo UOL levou em consideração as últimas pesquisas feitas pelo Ipecem cada estado e no Distro Federal. Essas pesquisas foram divulgadas entre 24 agosto até 6 de setembro.
Liderança do União Brasil. Se o cenário das pesquisas de intenção de voto se mantiver dessa forma, o União Brasil vai destronar o PT —nas eleições de 2018, o partido de Lula elegeu quatro governadores e ficou na liderança.
A Bahia é um dos estados que o União aparece com ampla vantagem —segundo a última pesquisa Ipec no estado, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto tem 56% das intenções de voto. No Piauí, Silvio Mendes tem 38%.
Buscando a reeleição em Goiás, Ronaldo Caiado também aparece na liderança, com 48% dos votos. Além do partido em comum, tanto ele como ACM Neto não participaram de debates.
ACM Neto, diferente de muitos candidatos, tem preferido manter uma posição neutra e escolheu não dividir palanque com o presidente Jair Bolsonaro (PL) nem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No Amazonas, no Ceará e em Rondônia, o partido registra empate com outros candidatos.
Na vice-liderança. O MDB tem hoje quatro nomes à frente das pesquisas. O partido, que já governou por anos o maior número de estados do país, lidera em:
Em 2018, o MDB conseguiu eleger governadores em quase todos os estados citados acima —menos em Mato Grosso do Sul. Com relação à Câmara, a legenda, uma das mais tradicionais da política brasileira, deixará pela primeira vez desde a redemocratização de ter candidatos a deputado federal em todos os estados, algo inédito em sua história.
Reportagem do UOL mostrou que o partido é o que concentra mais candidaturas de super-ricos, ou seja, de pessoas com patrimônio maior que R$ 10 milhões.
É um grupo heterogêneo. Em Alagoas, Dantas, alçado pelos Calheiros à sucessão de Renan Filho, faz parte do núcleo duro do MDB que apoia Lula. Ele chegou ao cargo por eleição indireta na Alal (Assembleia Legislativa de Alagoas) em maio e subiu para o primeiro lugar nas pesquisas depois da visita do presidenciável petista em junho.
No DF, Ibaneis voltou a fechar palanque com o presidente Bolsonaro, após a desistência de candidato próprio do PL, enquanto Pucinelli, em Mato Grosso do Sul, se apoia em oito anos de governo (2007-2015) e esta junto da presidenciável Simone Tebet (MDB-MS), que foi sua vice no segundo mandato.
Com popularidade em alta, Barbalho, no Pará, tem fugido da disputa nacional ao se juntar com Lula e Tebet. O governador participou de eventos junto aos dois presidenciáveis em dias seguidos na semana passada.
Partido de Bolsonaro. O PL está na liderança de apenas dois estados: Sergipe e Rio de Janeiro.
Único bolsonarista do Nordeste à frente das pesquisas, Valmir de Francisquinho recebeu 29% das intenções de voto na pesquisa mais recente. Na última quinta-feira (8), no entanto, sua candidatura foi contestada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral do Estado) —a campanha afirma que vai recorrer da decisão.
Já no estado do Sudeste, a última pesquisa Ipec apontou o crescimento do candidato à reeleição Cláudio Castro. Ele apareceu em primeiro lugar da corrida eleitoral com 37% das intenções de voto.
Castro continua crescendo nas pesquisas mesmo após vir a público o escândalo dos cargos secretos da Fundação Ceperj e da Uerj, revelado pelo UOL, e da operação da Polícia Federal contra Washington Reis (MDB), seu candidato a vice. O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) chegou a negar o registro de candidatura de Reis, obrigando o governador a escolher um novo candidato a vice.
Apesar da timidez no ranking para governar os estados, o partido de Bolsonaro triplicou o número de candidaturas a deputado federal nas eleições deste ano. De 164 candidatos em 2018, o PL agora registrou 502.
E o PT? O partido do melhor colocado nas pesquisas presidenciais comanda hoje três estados: Bahia com Rui Costa, Piauí com Regina Sousa (ex-vice de Wellington Dias) e Rio Grande do Norte com Fátima Bezerra.
O PT governava ainda o Ceará, com Camilo Santana —como Dias, ele deixou o cargo para concorrer ao Senado. A vice Izolda Cela (sem partido) assumiu o governo cearense.
Entre eles, só Bezerra está à frente das pesquisas, com indicação de vitória no primeiro turno.
Na Bahia, Costa já está em segundo mandato e, até então, não conseguiu emplacar seu ex-secretário Jerônimo Rodrigues (PT) como sucessor, com indicação de vitória do ACM Neto.
No Piauí, Sousa não foi alçada à reeleição. Rafael Fonteneles, nome de Dias, está em segundo lugar nas pesquisas, com indicação de crescimento —mas 15 pontos atrás de Silvio Mendes, do União Brasil.
Fora o Rio Grande do Norte, o partido lidera ainda em São Paulo, com o ex-ministro Fernando Haddad. Ex-prefeito da capital, ele aparece em primeiro lugar com 35% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 21%, e do governador Rodrigo Garcia (PSDB), com 14%.
Informações UOL

Contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, o novo levantamento Datafolha, divulgado nesta sexta-feira (9), apontou que o candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 45% das intenções de voto no primeiro turno contra o atual presidente do País, Jair Bolsonaro (PL), que conta com 34%. Essa é a primeira pesquisa realizada após o dia 7 de setembro, data em que se comemorou o bicentenário da Independência do Brasil.
O candidato Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro lugar, com 7% das intenções de voto, seguido de Simone Tebet, que tem 5%.
Na comparação com a última pesquisa, realizada em 1° de setembro, o ex-presidente Lula se manteve estável. Já Bolsonaro subiu dois pontos percentuais, foi de 32% para 34%. Ciro Gomes caiu de 9% para 7%. Simone Tebet se manteve igual, e Soraya Thronicke (União Brasil) continua com 1%.
Vale ressaltar que Lula está 11 pontos na frente do seu principal adversário, Jair Bolsonaro. De acordo com o Datafolha, essa é a menor distância entre os dois candidatos desde maio deste ano, quando o percentual era 48% a 27%, uma diferença de 21 pontos na época.
Informações TBN

A fronteira de 2,2 mil quilômetros entre a Colômbia e a Venezuela, fechada desde 2019, deve ser reaberta no próximo dia 26, de acordo com comunicado dos dois países nesta sexta-feira, 9. Desde 2015, a fronteira foi completamente fechada. Em 2021, foi parcialmente reaberta — apenas para pedestres. Muitos venezuelanos vão à Colômbia para comprar itens básicos de alimentação, em falta no país de Nicolás Maduro.
Com a reabertura, o transporte de cargas e de passageiros serão retomados. Os voos entre os dois países também voltarão a ser operados a partir de 26 de setembro.
“Em 26 de setembro abriremos a fronteira entre Colômbia e Venezuela. Como primeiro passo, reiniciaremos as conexões aéreas e o transporte de carga entre nossos dois países. Afirmamos o compromisso do governo de restabelecer relações fraternas”, disse Petro, em seu perfil no Twitter.
Em 28 de agosto, os dois países trocaram embaixadores, oficializando a retomada das relações diplomáticas.
As relações entre os dois países foram rompidas em 2019, quando o governo de direita de Ivan Duque reconheceu Juan Guaidó, principal líder da oposição a Maduro, como presidente da Venezuela. Com a posse do esquerdista Gustavo Petro, em agosto, o novo governo colombiano, que tem afinidade ideológica com o ditador venezuelano, começou a reaproximação.
Antes de Petro, a Colômbia também havia acusado Maduro de abrigar terroristas e criminosos colombianos, acusações que o presidente venezuelano negou.
Informações TBN

A produção de veículos em agosto registrou volume recorde do ano, com 238 mil unidades, uma alta de 43,9% na comparação com o mesmo mês de 2021. Foi o melhor mês desde novembro de 2020 e o melhor resultado para o mês de agosto desde 2019.
Uma parte desse salto na produção se deve ao fato de o Brasil ter tomado proveito das férias de verão no hemisfério norte, que reduziu a demanda por semicondutores nas fábricas de veículos da Europa. Isso já era esperado pelos dirigentes do setor.
“Estamos com otimismo moderado”, disse, ao divulgar os resultados, nesta sexta-feira (09), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite. Apesar dos bons resultados, o setor sabe que precisará acelerar a produção nos próximos meses para alcançar as projeções.
A Anfavea estima a venda de 2,140 milhões de veículos no Brasil este ano. No acumulado do ano, a produção acumula 1,54 milhão de veículos, uma alta de 4,7%.
Informações TBN

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje (9) por confirmar sua decisão liminar (provisória) que suspendeu a lei que criou o piso nacional da enfermagem.
O caso começou a ser julgado no plenário virtual do Supremo nesta sexta-feira (9), em sessão marcada para durar até 16 de setembro. Até o momento, Barroso, que é o relator do tema, foi o único a votar.
No voto, Barroso voltou a afirmar que há risco de insolvência pelos estados e municípios, que empregam a grande maioria dos enfermeiros do serviço público. O ministro também justificou a decisão com o risco de demissões em massa e de redução de leitos com o encolhimento do quadro de enfermeiros e técnicos.
Barroso afirmou que a liminar será reconsiderada após a apresentação, no prazo de 60 dias, de mais informações pelos entes estatais e órgãos públicos competentes, bem como das entidades representativas das categorias e setores afetados pela lei.
“De um lado, encontra-se o legítimo objetivo do legislador de valorizar os profissionais de saúde, que, durante um longo período de pandemia, foram exigidos até o limite de suas forças. De outro lado, estão os riscos à autonomia e higidez financeira dos entes federativos, os impactos sobre a empregabilidade no setor e, por conseguinte, sobre a própria prestação dos serviços de saúde”, escreveu o relator.
Ele voltou a afirmar que a lei do piso foi aprovada e sancionada sem que Legislativo e Executivo tomassem providências para sua execução. Para o ministro, ambos os Poderes “teriam querido ter o bônus da benesse sem o ônus do aumento das próprias despesas, terceirizando a conta”.
Além disso, Barroso levantou questões sobre a legalidade da tramitação e vícios de iniciativa do projeto aprovado no Congresso. Para ele, tais questões só poderão ser resolvidas quando do julgamento de mérito da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) sobre o assunto. Até lá, o princípio da cautela impõe a suspensão da aplicação do piso, afirmou o relator.
Ao suspender o piso salarial da enfermagem, Barroso atendeu a pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde).
A lei que criou o piso salarial de enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras foi aprovado em 4 de maio pela Câmara dos Deputados, após passar pelo Senado. O valor estabelecido foi de R$ 4.750 para enfermeiros do setor público ou privado. Para técnicos, o valor corresponde a 70% do piso, enquanto auxiliares e parteiras tem direito a 50%, conforme o texto.
No mesmo dia de aprovação da lei, o Congresso começou a apreciar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para inserir na Constituição a previsão do piso salarial para enfermeiros, a ser regulamentado por lei geral. A lei do piso da enfermagem foi enviada para sanção presidencial apenas após a aprovação da PEC, em julho.
De acordo com o grupo de trabalho que tratou do assunto na Câmara, o impacto da medida sobre o setor privado hospitalar é de R$ 10,5 bilhões, considerando as entidades com e sem fins lucrativos. A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) estimou o impacto em R$ 6,3 bilhões sobre o setor filantrópico.
No caso do setor público, o incremento financeiro necessário para cumprir os pisos foi estimado em R$ 4,4 bilhões ao ano para os municípios, R$ 1,3 bilhão ao ano para estados e R$ 53 milhões ao ano para a União.
Em manifestações enviadas ao Supremo no caso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinaram contra a suspensão da lei que criou o piso da enfermagem.
Para a AGU, a nova legislação não possui vícios formais e “se coaduna com o princípio constitucional de valorização dos profissionais de saúde e com as regras constitucionais que disciplinam o orçamento público”.
O parecer da PGR, por sua vez, diz que a “instituição de piso salarial aos enfermeiros, aos auxiliares e técnicos de enfermagem e às parteiras consolida política pública de valorização dos profissionais da saúde e de saneamento de desigualdades remuneratórias regionais, havendo previsão constitucional expressa de sua previsão por lei federal, após a promulgação da EC 124/2022, a refutar alegação de vício de iniciativa”.
A Câmara dos Deputados e o Senado também se manifestaram contra a suspensão da lei, que disseram ter tido tramitação regular. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chegou a se reunir com Barroso na terça-feira para debater o assunto.
Após o encontro, o Supremo divulgou nota segundo a qual o ministro e o senador debateram possibilidades para que o piso nacional da enfermagem possa ser aplicado.
“Três pontos foram colocados como possibilidades: a correção da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), a desoneração da folha de pagamentos do setor e a compensação da dívida dos estados com a União”, informou o STF.(ABr)
Informações TBN
Candidato a governador ainda se comprometeu a implantar um hospital para atender a região, que carece de atendimento

O candidato a governador ACM Neto encheu a Praça Duque de Caxias nesta sexta-feira (9), em Euclides da Cunha, e afirmou que esse apoio espontâneo mostra como a sua campanha não pertence a um partido ou grupo político, mas sim aos baianos que desejam mudança. O ex-prefeito de Salvador se comprometeu, caso seja eleito, em implantar um hospital regional, já que o território carece de um melhor atendimento.
“Vejam que esse sonho não é mais apenas meu, é um sonho nosso. A expressão que Euclides da Cunha nos dá hoje é um exemplo disso. Muitos diziam que não poderíamos vir aqui, porque não teríamos sequer quem nos recebesse. Estamos mostrando que nossa caminhada ultrapassa bandeiras da política, não pertence a um partido ou a um grupo. Pertence, sim, ao povo da Bahia, que tem demonstrado o seu apoio de forma espontânea e que quer mudança”, discursou.
ACM Neto e Cacá Leão (PP), candidato a senador na chapa, foram recebidos pelo vice-prefeito de Euclides da Cunha, Rubenilson Campos (PL), e por sete vereadores da cidade. Entre eles, os três últimos presidentes da Câmara Municipal: Tita da Água, atualmente no cargo, Bolivar Francisco Alves e Ireno Barreto (todos do PDT).
As pessoas encheram as ruas de Euclides da Cunha para receber a comitiva da coligação Pra Mudar a Bahia. A carreata percorreu mais de 2 km das principais vias da cidade, com os moradores seguindo a pé ou de carro. Mas a demonstração clara veio na Praça Duque de Caxias. Mesmo sob chuva, Neto realizou um comício que fez o forte comércio do local parar por alguns minutos para que os lojistas e clientes se juntassem ao público. Ao final, obviamente, teve o famoso ‘piseiro’, com o candidato no meio do povo.
O vice-prefeito destacou o apoio de forma espontânea: “Apesar de toda a pressão que o povo sofreu para que não estivesse aqui, inclusive os nossos vereadores sofreram, a praça está aqui, cheia de gente. Porque quando o povo quer é assim, não tem jeito. E o povo quer Neto. Porque o povo não aguenta mais essa saúde, não aguenta mais essa educação e está preocupado com a segurança dos nossos filhos. A Bahia precisa de um novo movimento e Neto representa isso”.
Em seu discurso, Rubenilson destacou a necessidade da região receber um hospital regional, já que muitas vezes os pacientes precisam ser deslocados para cidades distantes como Juazeiro e Feira de Santana em busca de uma vaga de internamento.
Neto lembrou que a longa espera na fila da regulação é um problema relatado a ele em suas visitas por toda a Bahia. “Esse, infelizmente, é um problema mais grave ainda aqui na região de Euclides da Cunha. Então, eu pergunto: quem pode resolver isso? Eles, que estão aí há 16 anos e não resolveram, ou acreditar num caminho novo? Não tenho dúvida que é optando pelo caminho da mudança”, disse.
O candidato a governador se comprometeu com a implantação da unidade de saúde para atender a região. “Fica aqui o meu compromisso de assegurar a implantação de um hospital regional para que todo o povo da região seja tratado com respeito e tenha as suas questões de saúde resolvidas por quem tem que resolver para elas, que é o poder público e o governo do estado da Bahia”, completou.
Além de Euclides da Cunha, ACM Neto realizou nesta sexta-feira carreatas em Uauá, no território do Sertão do São Francisco, e Itiúba, na região do Sisal. A agenda ainda tem um evento político em Senhor do Bonfim, à noite.
Experiência
ACM Neto pediu aos eleitores que, antes de votarem em outubro, comparem a história, a experiência e as realizações de cada candidato ao governo da Bahia. Da sua parte, destacou a trajetória por 10 anos como deputado federal e por oito anos como prefeito de Salvador, quando foi oito vezes eleito o melhor prefeito do Brasil.
“Eu não sou fruto do acaso, não sou fruto de uma decisão partidária tomada porque outros indicados não quiseram. E a pergunta que faço é: será que nossos adversários, quando analisados, também terão resultados positivos para mostrar? Eu sabia que, para ser governador, tinha que conquistar a confiança de milhões de baianos. Foi o que busquei construir em mais de 20 anos de vida pública, foi o que corri atrás ao longo de todo esse tempo. Eu posso mostrar o que fiz”, afirmou.
“Vejam que esse sonho pertence também ao povo de Euclides da Cunha, que está aqui fazendo essa grande festa. Assim como ao longo de todo o trajeto da carreata, através de grandes manifestações de carinho. Vocês mostraram a confiança que essa cidade tem na nossa luta e na nossa vitória em outubro”, agradeceu o candidato.

Alvo de críticas por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, as pesquisas de intenções de voto têm mostrado resultados contraditórios nos últimos dias, servindo de combustível para questionamentos de alguns grupos sobre a eficácia desse tipo de levantamento. Ao passo que o primeiro turno das eleições gerais vão se aproximando – faltam 23 dias – , dois dos principais institutos, Genial/Quaest e Ipec (ex-Ibope), divergiram em quase 20 pontos percentuais num período de 72 horas.
A diferença entre os principais postulantes ao Palácio do Planalto chamou atenção no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Em levantamento do Ipec, divulgado na segunda-feira (5), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia na liderança, com 44%, ante 28% do presidente Jair Bolsonaro (PL). Isto é, uma vantagem de 16 pontos percentuais a favor do petista.
Na quarta-feira (7), ou seja, dois dias depois, a estimativa do Genial/Quaest apontou um empate técnico, mas com o candidato à reeleição numericamente na frente, com 37%, frente a 36% do petista. Os dois resultados fazem parte do cenário estimulado, em que o entrevistador apresenta uma lista de candidatos ao eleitor, e se contrapõem em 17 pontos.
Ipec e Genial/Quaest utilizam metodologia semelhante, com entrevistas presenciais. Outra semelhança entre ambos foi o período quase igual em que foram a campo. Encomendada pela Globo, a pesquisa Ipec realizou a sondagem de 3 a 5 de setembro. A Genial/Quaest, de 2 a 5 de setembro. Ambas foram realizadas, portanto, antes dos atos pela Independência, no dia 7.
O QUE EXPLICA?
Procurado pelo site Metrópoles, o instituto de pesquisa Quaest enviou uma declaração sobre a metodologia utilizada nas pesquisas. No documento, a empresa frisa que “diferentes institutos têm diferentes metodologias. Cada uma das maneiras de coleta tem vantagens e desvantagens”.
Já o Ipec informou, por meio de nota, “que isso ocorre em função da metodologia aplicada, do período de campo e também do questionário adotado”.
*Pleno.News

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o petista comparar os atos pró-governo do 7 de Setembro a uma “reunião do Ku Klux Klan”, grupo norte-americano que prega a supremacia racial. O chefe do Executivo chamou o petista de “ex-presidiário” e disse que seu adversário nas urnas deve ter se sentido “excluído” da data cívica.
O argumento de Lula para comparar a manifestação ao Ku Klux Klan foi que não havia “negro, pardo, pobre e trabalhador” nos atos. O manifestante que aparece no vídeo publicado por Bolsonaro para criticar o petista é negro, embora o presidente não tenha destacado isso.
– [Bolsonaro] roubou o direito do povo brasileiro de comemorar o Dia da Independência. Fez de uma festa do pais, uma festa pessoal. O ato do Bolsonaro parecia uma reunião da Ku Klux Klan. Só faltou o capuz. Não tinha negro, pardo, pobre, trabalhador… – afirmou Lula na quinta-feira (8), em comício em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chamou Lula de “pai da mentira” e o comparou ao diabo.
– O ex-presidiário chamou de enforcador e assassino de negros quem foi às ruas no 7 de Setembro! É assim que ele enxerga quem é patriota, acredita em Deus, defende a família e a liberdade! – publicou.
Nas eleições de 2018, o ex-líder do Ku Klux Klan nos Estados Unidos citou o então candidato Jair Bolsonaro em seu próprio programa de rádio. Ao falar do brasileiro, David Duke comemorou o fato de o candidato ser um nacionalista: “Ele soa como nós.”
Em resposta, naquela ocasião, o Bolsonaro disse recusar “qualquer tipo de apoio proveniente de grupos supremacistas”.
*AE