
Foi iniciada nesta segunda-feira, 12, e segue até o próximo dia 19 deste mês uma ampla programação alusiva ao aniversário de 189 anos de emancipação política de Feira de Santana. Para comemorar a data, celebrada no próximo dia 18 de setembro, a Prefeitura promoverá inaugurações e lançamentos de obras, serviços para a população na cidade e na zona rural, atividades culturais e esportivas, dentre várias outras ações. A programação está sendo iniciada hoje com a abertura da Exposição de Fotos Antigas de Feira de Santana, no Mercado de Arte Popular, que reúne registros do saudoso fotógrafo Antônio Magalhães.
Nesta segunda-feira, dentro da programação de Aniversário da Cidade, o prefeito Colbert Martins Filho realizou o lançamento de obras de reforma e ampliação de seis escolas municipais. Já na terça-feira, 13, será realizado o Seminário de Inovação e Sustentabilidade, organizado pela Secretaria Municipal de Educação. A tarde o prefeito realiza a entrega de um veículo 0Km ao Conselho Tutelar, em ato que acontece no prédio da Prefeitura, o Paço Municipal Maria Quitéria.
No dia 14 será realizada uma ação ambiental na praça do conjunto Jomafa, com plantio de árvores, limpeza e poda. Na Escola Muncipal Acioly da Silva, no bairro Muchila, haverá plantio de árvores a partir das 9h. No mesmo dia o prefeito também reinaugura escolas municipais que passaram por obras de reforma e ampliação. No dia 15 a programação será voltada aos consumidores feirenses, com atendimento realizado pelo Procon na rua Sales Barbosa, um dos principais pontos do comércio da cidade. Na oportunidade também será distribuído material educativo, tanto a consumidores como também para lojistas.
O projeto Aprender Brincando será lançado no dia 16, às 10h, no Centro de Convivência Juiz Walter Ribeiro, dentro da programação do Aniversário da Cidade. A iniciativa é resultado de parceria entre a Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, com a empresa Pirelli e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. No mesmo dia também acontece reinauguração de escolas municipais, além da ordem de serviço para reforma de mais seis unidades de ensino. Com foco na saúde da mulher, será realizada uma ação na Praça do distrito de Bonfim de Feira, promovida pela Secretaria de Saúde (SMS) e Secretaria da Mulher.
Ainda no dia 16 o Procon estará com stand montado no Shopping Boulevard para atendimento ao público e distribuição de material educativo para consumidores e lojistas – ação que se estende até o dia seguinte. No Mercado de Arte Popular (MAP) será realizado no Sarau Maria Quitéria, evento multi-cultural com a presença de diversos artistas e escritores feirenses.
No dia 17, véspera do aniversário de emancipação política da cidade, a programação estará ainda mais intensificada. Às 12h, um grupo de idosos assistidos pelo Centro de Convivência Dona Zazinha realiza uma apresentação cultural no Mercado de Arte Popular (MAP). Serviços de saúde também serão ampliados para a população com a realização de mutirões de atendimentos no Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI) e no Centro Municipal de Prevenção ao Câncer (CMPC). No Mercado de Arte acontece a apresnetação do grupo As Baianas.
18 de setembro
No dia que marca o aniversário de 189 anos de emancipação política de Feira de Santana, 18 de setembro, a programação será iniciada às 07h, com missa na Catedral Metropolitana de Senhora Santana, conhecida como Igreja da Matriz. Em seguida o prefeito Colbert Martins conduz o ato de hasteamento da bandeira. Uma programação de lazer também será realizada na avenida Noide Cerqueira, paralelamente ao Projeto Arte de Viver, na avenida Getúlio Vargas.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM) realiza mais uma edição da Pesca Solidária, no Parque Radialista Erivaldo Cerqueira, das 8h às 13h. Os peixes serão doados para o Lar do Irmão Velho, Associação de Proteção à Pessoa com Câncer e o Dispensário Santana.
No mesmo dia acontece a Copa Master de Futebol, em parceria com a Liga Feirense de Desportos. Dentro da programação esportiva também será realizada a Corrida Pela Vida, na avenida Noide Cerqueira, organizada pela Secretaria da Mulher.
No distrito Maria Quitéria será realizada uma ação de saúde, na praça de São José, sob coordenação da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria da Mulher.
A população do distrito de Jaguara também ganhará um importante presente: o posto avançado do CRAS. O equipamento será aberto à comunidade no dia 19, facilitando o acesso da população local a diversos serviços e benefícios sociais. Encerrando a programação alusiva ao aniversário da cidade, a Secretaria da Mulher promove um curso de confeitaria destinado ao público atendido pelo Centro de Referência Maria Quitéria, órgão que acolhe mulheres vítimas de violência. O curso é resultado de uma parceria com o Senai.
*Secom
A Secretaria de Desenvolvimento Social, por meio do Conselho Municipal da Juventude, promove nesta quinta-feira, 15, roda de conversa com o tema “A juventude é o presente, não o futuro”. O encontro será na Casa dos Conselhos, localizada na rua Domingos Barbosa de Araújo, nº 195, Centro.
Jovens entre 14 e 29 anos que tiverem interesse em participar devem realizar a inscrição no site da Prefeitura, acessando a página da Sedeso.
No dia do evento serão recebidos a partir das 8h20 com rodas de capoeira. Às 9h10 terá a primeira rodada de conversa sobre educação financeira e empreendedorismo com Cleiton Silva, doutor em Economia.
Na sequência, às 9h30, a discussão será em torno do consumo de álcool e outras drogas com palestra da enfermeira e técnica referência do CAPS Ad, Adriely Silva. Às 10h10 a assistente social Noélia da Silva vai abordar políticas públicas para a juventude.
A mediação das rodas de conversas ficará por conta de Robert Danilo Fonseca, graduado em Gestão de Recursos Humanos e coordenador do Creas Ruth Gusmão Ribeiro. Já a plenária está prevista para começar 10h30.
*Secom

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados no primeiro turno, segundo mostra o levantamento do Instituto Paraná divulgado nesta terça-feira (13). O petista aparece com 39,6% das intenções de voto, e o chefe do Executivo com 36,5%.
Na última pesquisa do instituto, na semana passada, Lula estava 40,2% e Bolsonaro com 36,4%, mostrando uma queda maior para o petista nesta semana.
Outro empate técnico foi configurado entre os candidatos Ciro Gomes (PDT), com 7,4%, e Simone Tebet (MDB), com 4,7%. Os demais candidatos têm menos de 1%. Brancos e nulos somam 6%, enquanto os que não sabem ou não responderam representam 4%.
A pesquisa atual ouviu 2.020 eleitores entre 8 a 12 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05388/2022. A pesquisa custou R$ 50.000,00 e foi paga com recursos próprios.
*Pleno.News
Por J. R. Guzzo
De desvario em desvario, transformaram a campanha eleitoral de 2022 numa eleição de ditadura

(Artigo de J. R. Guzzo publicado no jornal Gazeta do Povo em 12 de setembro de 2022)
A justiça eleitoral brasileira se transformou num monstro. Deveria ser uma repartição pública que cuida da organização das eleições e garante a honestidade das apurações, unicamente isso — como em qualquer democracia séria do mundo. Aqui, por força da invasão da vida política por parte do STF, e da vassalagem que o judiciário impôs aos dois outros poderes, passou a mandar na eleição. É uma deformação — os brasileiros foram expulsos do processo eleitoral. Quem decide tudo, hoje, são o TSE, os 27 TREs e o resto do brontossauro burocrático que passou a dar ordens aos partidos, aos candidatos e aos eleitores. De desvario em desvario, transformaram a campanha eleitoral de 2022 numa eleição de ditadura. Seu golpe mais recente foi proibir que o presidente da República mostre em seu programa de televisão as imagens das manifestações-gigante do dia Sete de Setembro em que foram comemorados os 200 anos de independência do Brasil — e nas quais possivelmente mais de 1 milhão de pessoas, em todo o país, foram às ruas prestar apoio à sua candidatura à reeleição.
É a pior agressão imposta até agora pelo TSE à liberdade, à igualdade e à limpeza das eleições de outubro; não há sinais de que seja a última. Os novos comissários-gerais da ordem política brasileira, simplesmente, decidiram que o presidente não tem o direito de mostrar, nos programas do horário político, os vídeos de manifestações públicas feitas em seu próprio favor — em atenção, mais uma vez, às exigências feitas pelo candidato adversário. A alegação é demente: a população foi para a praça pública festejar a independência do Brasil, e as imagens de sua maciça presença nas ruas não podem ser usadas para se fazer “propaganda eleitoral”. Mas as pessoas que saíram de casa no Sete de Setembro, com bandeiras do Brasil e vestidas de verde-amarelo, foram às comemorações com a expressa e óbvia intenção de dizer que vão votar em Jair Bolsonaro para um novo mandato. Como, agora, proibir que se mostre isso — algo perfeitamente legal e já visto por milhões de pessoas? É direito constitucional dos cidadãos brasileiros votarem em quem quiserem e expressarem publicamente a sua preferência — por que, então, o TSE proíbe a exibição de imagens que comprovam a existência de multidões dispostas a votar no presidente?
A mesma justiça eleitoral, no tempo do regime militar, não deixava os candidatos dizerem nada no programa político da televisão; só podiam mostrar um retratinho de si próprios, dentro dos exatos centímetros e milímetros fixados pelas autoridades, mais o seu número e partido, e fim de conversa. O povo não tinha nada de ficar sabendo o que o candidato tinha a dizer — como TSE de hoje acha que o povo não tem nada de ficar olhando para imagens que os comissários não gostam. No regime militar, ao menos, havia mais igualdade — o retratinho era igual para todo mundo. Hoje só o presidente é proibido de fazer isso e aquilo, e mais isso e mais aquilo; a cada cinco minutos os advogados do seu principal, ou único competidor, exigem que Bolsonaro se cale, enquanto ele próprio continua dizendo e mostrando tudo o que quer, com a plena aprovação do TSE. Neste último episódio, lembram os métodos da antiga ditadura comunista da Rússia, que mandava apagar todas as imagens que não aprovava – apagar fisicamente, raspando fotografias e filmes. Agora, estão apagando imagens que todo mundo já viu.
O ex-presidente Lula, num dos mais rancorosos insultos que já dirigiu à toda a população brasileira que não vota nele, disse que as manifestações do Sete de Setembro pareciam uma reunião da Ku Klux Klan, a sociedade secreta que se tornou símbolo mundial do racismo. O ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, disse que a presença do povo na rua serviria para se calcular quantos fascistas existem no Brasil; o apoio ao presidente, para ele, é um crime político. Das ofensas, agora, passa-se à pior das hipocrisias. Se tudo não passou de uma reunião racista de fascistas da KKK, porque toda a ânsia enraivecida, então, em proibir que esse fracasso da candidatura Bolsonaro apareça no programa eleitoral? Porque esconder algo que, segundo a candidatura Lula, deu errado para o adversário? Se deu errado, e é coisa do mal, a manifestação em seu favor teria de ser exibida ao máximo, não é mesmo? É claro que não se trata de nada disso. Lula, que não consegue juntar ninguém a seu favor para uma demonstração de massas, quer esconder o sucesso do presidente no Sete de Setembro — e o TSE, ao aceitar essa nova imposição, parece fazer mais um esforço para dar a impressão de que não vai agir com limpeza na eleição de outubro.
Informações Revista Oeste

O preço médio da gasolina nos postos do país caiu mais 2,5% pela 11ª semana consecutiva. O valor passou de R$ 5,17 para R$ 5,04, de acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveia), realizado na semana de 4 a 10 de setembro e divulgado nesta segunda-feira (12). O valor é o menor desde fevereiro de 2021.
Mas a maior queda na última semana foi do etanol, de R$ 3,71 para R$ 3,53 (4,8%). Já o diesel registrou leve redução de 0,2%, passando de R$ 6,90 para R$ 6,88.
O recuo da gasolina é motivado pela isenção da alíquota do ICMS sobre a gasolina e pelas reduções do valor nas refinarias autorizadas pela Petrobras. O quarto corte no preço em um mês e meio goi no último 2 de setembro, com recuo de 7,08, após os reajustes realizados nos dias 20 (-4,9%) e 29 de julho (-3,88%) e 16 de agosto (-4,85%).
Desde a semana de 19 a 25 de junho, quando o litro do combustível atingiu o valor recorde de R$ 7,39, o preço já caiu 31,7%, ficando R$ 2,35 mais baixo.
O preço médio da gasolina mais baixo registrado nesta semana foi em Passo Fundo (RS), R$ 4,33 o litro. O valor mais alto foi encontrado em Tefé (AM), R$ 6,76 por litro.
O resultado da queda dos combustíveis já se reflete na economia: provocou a maior deflação desde 1980 e deve causar um novo recuo de preços neste mês de setembro. Em julho, a redução de 0,68% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi guiada, justamente, pelos valores dos combustíveis (-14,15%).
Em agosto, a redução do preço dos combustíveis (-10,82%) resultou em uma deflação de 0,36%, a menor variação para o mês desde 1998 (-0,51%).
Com a segunda deflação consecutiva, o IPCA acumula alta de 8,73% nos últimos 12 meses, patamar abaixo dos dois dígitos pela primeira vez desde setembro do ano passado. No ano, o índice tem alta de 4,39%.
Segundo dados da prévia da inflação de agosto, o IPCA-15, os combustíveis registraram queda de 15,33%. A gasolina ficou 16,80% mais barata e foi a principal responsável por puxar o índice para baixo.
Informações TBN

Muitos apoios, caminhadas, paradas para selfies e claro, pé na estrada. Assim pode ser resumido o final de semana do candidato a deputado federal do União Brasil, Zé Chico (4470).
No sábado (10), em uma grande demonstração de apoio ao postulante à Câmara dos Deputados, uma carreata foi realizada na avenida Artêmia Pires, no Sim, um dos grandes vetores de crescimento de Feira de Santana nos últimos anos. Entre as inúmeras autoridades presentes, estavam o vereador José Carneiro (MDB) e o vice-prefeito de Feira, Fernando de Fabinho.
Ainda no sábado, Zé Chico realizou uma visita no Feiraguay, importante entreposto comercial da segunda maior cidade da Bahia. Participou de uma grande reunião promovida pelo suplente de vereador Hildo Santos. E pra fechar a noite, viajou para a cidade de Tanquinho onde marcou presença num encontro de apoiadores.
Já no domingo (11), o candidato a deputado federal iniciou a sua maratona de agendas logo cedo, no bairro Sobradinho. Zé Chico e toda a sua comitiva de lideranças e apoiadores estiveram na zona rural de Feira, no distrito de Bonfim de Feira, onde realizaram uma caminhada.
“São muitos os apoios que nós estamos recebendo da população, do homem do campo, das pessoas das cidades”, comemorou o candidato pelo União Brasil.

Após negar um acordo com os militares por uma apuração paralela nas eleições deste ano, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, suspendeu um encontro que teria com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a reação do TSE gerou um mal-estar entre os militares.
O encontro entre Moraes e Paulo Sérgio Nogueira estava previsto para ocorrer nesta terça-feira (13).
Mais cedo, a Corte emitiu uma nota para negar que tenha firmado um acordo com as Forças Armadas para fiscalização, em tempo real, dos dados enviados para a totalização do pleito eleitoral pelos TREs. A medida foi uma resposta à notícia que os militares pretendiam realizar uma apuração com 358 urnas eletrônicas.
De acordo com a Folha, representantes das Forças Armadas apontaram um receio de que o presidente do TSE recuse a principal proposta dos militares para as eleições deste ano, que é a reformulação de uma parte do teste de integridade das urnas.
Apesar da medida, os militares ainda pretendem manter a apuração paralela.
Informações Pleno News

A campanha do ex-presidente e ex-presidiário Lula (PT), candidato à Presidência, não vai fazer um ‘megacomício’, ao menos neste 1º turno, para tentar superar o do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 7 de Setembro. A informação é do jornal O Globo.
A Presidência da República projetou em mais de 1 milhão de pessoas o público que esteve na Esplanada dos Ministérios.
A Polícia Militar do Distrito Federal não pretende divulgar as estimativas de público nos eventos realizados no 7 de Setembro.
Já de acordo com o site Poder360, a manifestação no Rio de Janeiro reuniu cerca de 111 mil pessoas na orla de Copacabana.
Informações TBN

Apostando na “memória curta dos feirenses”, que ao longo dos últimos quase 16 anos foram ignorados nos constantes pedidos ao Governo do Estado para ativação de linhas aéreas no Aeroporto Governador João Durval Carneiro, algo inusitado acaba de acontecer, fruto do milagre da véspera de eleição: o aeroporto passa a operar cinco novos voos semanais, a partir desta próxima terça-feira (13).
Os voos autorizados pelo governador Rui Costa (PT) é visto pelos analistas políticos como uma tentativa desesperadora para eleger seu sucessor, o ex-secretário de Educação Jerônimo Rodrigues (PT) como governador, Os voos passam a operar já nesta semana, partindo de Recife (PE), através da Companhia Aviação Azul Linhas Aéreas.
Os voos serão realizados todas as segundas-feiras, quartas-feiras, sextas-feiras, sábados e domingos. E as passagens já podem ser adquiridas, a partir da próxima terça-feira (13), através do site www.voeazul.com.br.
Informações Sem Censura

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata a deputada federal Marina Silva (Rede) confirmou hoje seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, um posicionamento articulado nos últimos meses por interlocutores de ambos.
O endosso da ex-ministra, que já assumiu posturas contra o PT no passado e concorreu contra Dilma Rousseff (PT) e Fernando Haddad (PT) nas eleições presidenciais de 2014 e 2018, respectivamente, veio com a justificativa de que Lula reunia as maiores chances de derrotar Jair Bolsonaro (PL) e o “bolsonarismo que está se implementando no seio da nossa sociedade”.
Marina ainda afirmou que seu apoio era feito de forma independente, e, no dia anterior à declaração pública, entregou a Lula documentos que tratam de um programa visado para a política ambiental, sua principal bandeira política — e o motivo inicial do rompimento entre ambos há 14 anos.
Marina assumiu o Ministério do Meio Ambiente em 2003, no primeiro mandato de Lula, e se manteve no cargo até 2008, quando alegou que os temas de sua pasta não eram prioridade no governo petista. Ela assumiu então uma vaga no Senado e, em 2010, começou a concorrer à Presidência.
A ex-ministra rachou definitivamente com o PT durante a disputa eleitoral de 2014 após as investidas das propagandas da campanha de Dilma Rousseff contra ela. Fora do segundo turno, apoiou Aécio Neves (PSDB) e cortou de vez os laços com o governo. Desde então, Marina tem avaliado as posturas do PT a fim de cobrar uma postura mais ativa do partido por uma “autocrítica”.
Dilma e PT foram “inventores das fake news”. Marina Silva defende a hipótese, embora sem provas concretas, de que Dilma Rousseff e seu então coordenador de campanha, João Santana, divulgaram que ela daria mais poder aos banqueiros e que isso, de alguma forma, impactaria nos empregos e na renda da população.
“Quando ela [Dilma] foi para a Casa Civil, tivemos divergências, mas nada mais do que isso. Tivemos um debate civilizado. Mas em 2014, a campanha da DIlma inaugurou as fake news. Eles tiveram algo similar ao ‘gabinete do ódio’. Quem inaugurou as fake news foram Dilma e João Santana. Isso está mais do que comprovado”, afirmou Marina ao UOLem 2020.
Impeachment de Dilma Rousseff. Após apoiar Aécio Neves no segundo turno das eleições de 2014, Marina disse ser favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na época, ela era senadora e defendia a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“Partido que não reconhece erros”. Em mais de uma ocasião, um dos principais apontamentos de Marina Silva sobre o partido que integrou por quase 30 anos é a falta do reconhecimento de erros do passado, especialmente aqueles envolvendo esquemas de corrupção.
“É um partido que não reconhece erros — que diz que não houve corrupção, que não houve crimes. Nenhuma autocrítica aos erros gravíssimos. O PT foi uma espécie de chocadeira desse governo que está aí”, afirmou Marina em um debate em 2019, quando avaliou os primeiros 100 dias do governo Bolsonaro.
Aproximação de Lula com ruralistas é “amarra com atraso”. Após divulgação de articulações de Lula com nomes grandes do agronegócio, a ex-ministra condenou o movimento caso ele fosse feito sem pré-requisitos de defesa do meio ambiente por parte dos ruralistas.
“Não há escolha que não tenha consequência. Aliar-se àqueles que lideram a articulação dos PLs [projetos de lei] da destruição é criar amarras com o atraso, estimular vetos internacionais ao agronegócio do Brasil e manter o país na condição de pária ambiental, é uma das grandes conquistas do governo Bolsonaro”, disse a candidata ao Painel da Folha de S.Paulo.
Marina defende Lula após xingamentos de bolsonaristas. Em maio deste ano, bolsonaristas protestaram contra Lula na saída de um condomínio onde o ex-presidente esteve para almoçar. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes gritando “Lula ladrão”. Marina Silva saiu em defesa de Lula no episódio na época, quando já era esperada uma reaproximação
“Isso não é política. É um ato de covardia. Me solidarizo com o pré-candidato @lulaoficial. Não se pode permitir que a violência política integre o processo eleitoral como tática para chegar ao poder”, escreveu a ex-ministra no Twitter.
Houve “reencontro político e programático” com Lula. Anos depois do afastamento, o partido de Lula vinha tentado uma reaproximação com a candidata a deputada e, para as eleições deste ano, ela foi cotada como vice-governadora na chapa com o Fernando Haddad para o governo de SP. Ela acabou não aceitando e concorrendo à Câmara na intenção de puxar votos para a Rede.
Esse é um momento muito importante da nossa trajetória. Estamos vivendo um reencontro político e programático. Do ponto de vista de nossas relações pessoais, tanto eu quanto o presidente Lula nunca deixamos de estar próximos. Nosso reencontro se dá diante de um quadro da história política, econômica, social e ambiental Temos a ameaça das ameaças: ameaça à nossa democracia, com a corrosão do tecido social. Marina Silva
Informações UOL