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Foto: Valdenir Lima

A vacina antirrábica é considerada a melhor forma de prevenir e manter os pets saudáveis. A Prefeitura de Feira de Santana, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vacinou 51.791 animais contra a raiva no ano passado. Foram 35.459 cães e 16.332 gatos imunizados. A raiva é uma infecção viral aguda considerada uma zoonose que pode atingir animais e seres humanos. A doença pode ser transmitida a uma pessoa por meio de mordida de animais infectados. Para aqueles que não conseguiram vacinar seus pets durante a Campanha de Vacinação Antirrábica, podem levá-los à sede do CCZ, localizada na avenida Eduardo Fróes da Mota, S/N. O atendimento de segunda a sexta-feira é das 8h às 15h.

Podem ser imunizados os pets a partir dos três meses de idade. Os felinos devem ser transportados em caixas apropriadas, enquanto os cães em coleiras ou correntes. A orientação é levar o cartão de vacina, caso o animal possua.

“Feira de Santana não registra um caso de raiva humana desde 2001. Sempre reforçamos os pedidos para que a população compareça e vacine seus pets, pois assim podemos ter o maior controle da transmissão da doença”, assegura a médica veterinária e coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro.

Ainda conforme a médica veterinária, qualquer mamífero, principalmente, cães, gatos e morcegos infectados pelo vírus podem transmitir a raiva. Caso sofra qualquer tipo de agressão animal, a pessoa deve procurar imediatamente o Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE) que é referência para atender os casos de acidentes humanos envolvendo animais.Os casos de acidentes envolvendo bovinos, equinos, porcos e animais silvestres também devem ser reportados para que seja avaliada a necessidade de realizar tratamento.

Fonte: SECOM Feira


Foto: Foto: Mário Neto/Ascom CMFS

O orçamento para o exercício 2023 do poder executivo ainda não foi aprovado na Câmara Municipal de Feira de Santana.Em entrevista ao Acorda Cidade, a presidente da Câmara, vereadora Eremita Mota (PSDB) informou que o processo de votação passa por alguns ‘ritos’, e pelo fato do valor ser alto, não pode ser aprovado de qualquer maneira.

“Nós tivemos um compromisso de pautar o orçamento em meu mandado, mas é importante esclarecer que o orçamento tem um rito especial. Eu procurei ter uma conversa institucional com o prefeito, nós tivemos esta conversa, uma ver que o orçamento tem aproximadamente 60 emendas, não poderia ser passado de qualquer jeito. Então desta forma, conversei com técnicos da própria prefeitura, eu enquanto presidente, também disponibilizei técnicos da Câmara e precisamos ter um zelo por este orçamento, um cuidado que a cidade merece, sobretudo na área da Educação e da Saúde. São 2 bilhões de reais, não é qualquer quantia. Então estamos aqui acompanhando mês a mês, e quando for necessário, chamar a atenção do poder executivo, para que problemas como aconteceram no passado, não venham se repetir”, disse.

A expectativa é que até o final da semana, a votação entre em pauta na Casa da Cidadania.

“Eu acho que a depender da discussão no dia de amanhã, com todo esforço que for feito, possa ser que a gente ainda vote neste semana. Não é uma garantia, mas sim, uma previsão. São cerca de 60 emendas, e estou aqui já no meu quinto mandato e o orçamento nunca passava por algumas emendas, mas nessa legislatura passada que veio a acontecer algumas coisas, então decidimos dar continuidade. Então foi necessário passar por estas emendas, e claro, dar uma satisfação à população”, concluiu.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade


Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) retirou os prismas da lateral da trincheira do viaduto Carlos Alberto Kruchewsky, localizado entre a Avenida João Durval Carneiro e a Avenida Presidente Dutra, em Feira de Santana.

Os equipamentos, conhecidos popularmente como ‘gelos baianos’, foram instalados com o objetivo de sinalizar a divisão de faixas e evitar engarrafamentos.

No entanto, com frequência, condutores desatentos ou que desejavam passar de um lado a outro da pista, tanto para seguir sentido à Presidente Dutra quanto para fazer o retorno no viaduto, rumo à Getúlio Vargas, colidiam nos equipamentos, danificando-os.

Segundo o superintendente da SMT, Cleudson Almeida, diante do alto número de incidentes no local, o órgão resolver fazer a retirada dos prismas e está analisando a substituição do material por outro modelo.

“Nós colocamos prismas ali, o chamado gelo baiano, justamente para ampliar a sinalização de divisão de faixas, porque existiam pessoas que intencionavam pegar a Presidente Dutra, sentido Salvador, e estavam na faixa do retorno, causando um conflito naquele local. Então, nós intensificamos a sinalização com os prismas. Mas também passou a acontecer que condutores desatentos com essa sinalização passaram a colidir com os equipamentos, danificando-os. Então diante dessa situação, nós retiramos em toda a sua totalidade e a equipe técnica da SMT já está estudando a implantação de outros equipamentos para a gente manter a segregação da faixa do retorno no viaduto da João Durval com a Presidente Dutra”, esclareceu Cleudson Almeida.

Ele destacou que foi instalado também mais um conjunto semafórico no cruzamento, que possibilita um tempo a mais de acesso da João Durval para a Presidente Dutra, facilitando a trafegabilidade no local e diminuindo o tempo de retenção do trânsito.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade


Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

A Polícia Civil juntamente com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) realizaram uma reunião na manhã desta terça-feira (17), no auditório do Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho, para discutirem o alto índice de criminalidade em Feira de Santana.

Participaram do encontro o coordenador regional de Polícia Civil, delegado Roberto Leal, Deivid Lopes, delegado titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), Rodolfo Faro, delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH), além dos promotores do MP, Rafael Carvalho, Marina Miranda, Mirela Brito, Francisco Mascarenhas, Sumaya Queiroz e Livia Sampaio.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o coordenador de Polícia Civil, Roberto Leal informou que um dos grande objetivos de ambos os órgãos, é ter uma resposta eficaz com relação aos últimos casos de violência que estão acontecendo na cidade.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

“Essas reuniões são corriqueiras e também são realizadas para estreitar os laços entre a Polícia Civil e o Ministério Público, justamente para que a gente consiga aqui fazer um combate efetivo contra a criminalidade, pois é o interesse de ambas as instituições. Que a gente consiga dar uma resposta efetiva e eficaz com relação a estes últimos acontecimentos que ocorreram aqui na cidade de Feira de Santana, e por isso, participaram diversos promotores, delegados pra que a gente consiga mapear o que está acontecendo e planejar ações aqui no curso deste ano de 2023”, afirmou.

De acordo com o delegado, desde o segundo semestre de 2022, que a Polícia Civil percebeu o aumento de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).

“Nós percebemos que desde o segundo semestre de 2022, já houve um aumento significativo com relação às CVLI, e isso nos preocupou bastante, e estamos desencadeando algumas ações neste ano. Já aconteceram algumas ações também por parte da Polícia Militar, mas o que já se evidenciou é que existe um racha interno entre estas organizações criminosas, e estas lideranças acabam entrando em rota de confronto e ocasionou esses diversos crimes em Feira de Santana. A gente sabe que a motivação é o tráfico de drogas, então por isso a participação do Dr. Deivid e do Dr. Rodolfo Faro, porque envolvem estas duas unidades policiais”, afirmou.

Com informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade


Ex-global expõe bizarrices festa de diretor da Globo: “Todo mundo chapado”

Conhecida por não ter a língua presa, Maria Zilda Bethlem relembrou mais uma história de quando fez parte do quadro de funcionários da TV Globo. Segundo a atriz, ela e os colegas de elenco na novela “Hipertensão” (1986) participaram de uma festa promovida por Wolf Maya, diretor do folhetim, em que todos ficaram “chapados”.

“A gente alugou um barco, fomos todos para Angra dos Reis e ficamos numa casa maravilhosa. Tinha um horário de saída, mas todo mundo tomou um porre maravilhoso na véspera. No dia que tinha que sair, tava todo mundo desacordado lá”, relembrou a atriz no podcast “Papagaio Falante”.

“De repente chega o caseiro e pergunta: ‘quem é o senhor Wolf?’. Aí a gente apontou e ele disse que o dono tava chegando, que precisava todo mundo sair. Todo mundo chapado…”, ainda disse Maria Zilda. “Todo mundo caído, mas saímos batidos.”

“Não é teste do sofá, é do c*”

Essa não é a primeira vez que Maria Zilda Bethlem dá alguma declaração polêmica sobre a Globo. Em 2020, a atriz realizou uma live com o também ator Oscar Magrini e eles revelaram que, para entrar na emissora, era preciso passar pelo “teste do c*”, insinuando que era preciso fazer sexo anal em troca de uma oportunidade:

“Entrei na Globo em 1975. Você não vai dizer para mim que eu não sei como aquilo funciona. Até porque eu fui casada com diretor. Então, eu sei muito bem como aquilo funcionava. Não é o teste do sofá. É o teste do c*”, afirmou Maria Zilda na ocasião.

Magrini concordou com a colega, mas explicou: “Isso acontecia muito. Hoje em dia, sabe o que é? Mesmo se o cara for dar o rabo e colocar o garotão lá, e o garotão for uma merda. Ferrou (…). Sabe como funciona a rádio-peão: ‘Esse cara aqui quem colocou?’, ‘Fulano. É amiguinho de fulano’. Pronto! Já queimou a vida do cara”.

Informações TBN


URGENTE: Ministério da Saúde revoga norma que dificultava aborto

Portaria da gestão de Pazuello exigia que médicos acionassem a polícia em casos de aborto por estupro

O Ministério da Saúde iniciou, nesta segunda-feira, a revogação de portarias e notas técnicas adotadas na gestão do governo de Jair Bolsonaro. O ato havia sido prometido no discurso de posse de Nísia Trindade. Entre as primeiras seis normas anuladas, está uma que exigia que médicos acionassem a polícia em casos de aborto por estupro.

A portaria foi assinada pelo então ministro Eduardo Pazuello, em setembro de 2020 e modificava as regras, inclusive, para abortos permitidos na legislação. Alvo de críticas quando autorizada, a norma recuou em alguns pontos após a ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma das exigências alteradas pelo Supremo obrigava os profissionais de saúde a oferecer às mulheres vítimas de violência sexual exames de ultrassom para ver o feto ou embrião antes de fazer o aborto legal. A lei não exigia o registro de ocorrência pela vítima e também não colocava a denúncia como compulsória, “em respeito à autonomia da mulher”.

Ao tomar posse, Nísia afirmou que irá revogar todas as leis que “ofendem a ciência, os direitos humanos e os direitos sexuais reprodutivos”. Questionada, a ministra deu como exemplo a nota técnica que autoriza a prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. A análise de atos da antiga gestão é um trabalho realizado por um grupo em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Também foram revogadas as portarias 4.809, de 30 de dezembro de 2022, que institui o Fórum Permanente de Articulação com a Sociedade Civil; 1.079, de 11 de maio de 2022, que formaliza e institui programas nacionais de prevenção e detecção precoce de câncer, na Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer; 3.473, de 12 de setembro de 2022, que dispõe sobre a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, e dá outras providências; 715, de 4 de abril de 2022, que institui a Rede de Atenção Materna e Infantil (RAMI); e a portaria 2.228, de 1º de julho de 2022, que dispões sobre a habilitação e o financiamento da RAMI.

Em comunicado, a pasta afirma que “todas essas ações anuladas não haviam sido pactuadas com representantes ” de ambos os conselhos das secretarias de Saúde. “A falta de transparência, diálogo e definições conjuntas entre União, estados e municípios é totalmente contrária aos preceitos básicos do SUS, que determinam uma gestão compartilhada do sistema de saúde brasileiro”, continua.

O ministério diz ainda que as revogações seguem sugestões feitas pelo grupo de trabalho da saúde, estabelecido no final do ano passado durante a transição entre os governos. Em coletiva de imprensa na última terça-feira, a titular da pasta, Nísia Trindade, afirmou que as decisões seriam debatidas para que nenhuma anulação deixe um “vazio”.

O Globo


Marcos do Val revelou informação em entrevista ao Oeste Sem Filtro, programa da Revista Oeste

Devido ao ataque contra as instituições públicas, os policiais tiveram de fazer um esquema de 'rede', puxando inocentes e culpados, para estancar a crise, segundo o senador

O presidente Lula sabia do risco de ataques na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A afirmação é do senador Marcos do Val (Podemos-ES), em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, exibido nesta segunda-feira, 16. O vandalismo contra os Três Poderes ocorreu em 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

“O presidente da República, Lula, ciente da situação, deixou Brasília para que a tragédia ocorresse, podendo levar ao risco de pessoas morrerem”, revelou Do Val. “Ele queria que a oposição se autodestruísse.”

Segundo o parlamentar, o petista soube da possibilidade de ataque por meio de mensagens no WhatsApp, no sábado 7, um dia antes da invasão. “O que estaria fazendo um ministro da Justiça sozinho, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em um domingo à tarde, durante o recesso do Congresso?”, interpelou Do Val, ao afirmar que Dino, ministro da pasta, também sabia da possibilidade dos ataques. “Dino disse que abriu a janela, viu a bagunça que estava acontecendo e fez um ofício para o governador.”

O senador pediu ao Gabinete de Segurança Institucional uma cópia dos documentos que comprovariam que Lula e Dino já sabiam da possibilidade da invasão. Agora, o parlamentar vai pedir o afastamento e a prisão de Dino. Na semana passada, a Agência Brasileira de Inteligência informou que avisou o governo, dias antes, do risco dos atos que ocorreram na Esplanada.

“Em ofício enviado por Dino ao governador do DF, Ibaneis Rocha [MDB], o ministro assegura que, caso precisasse, ele acionaria a Força Nacional”, explicou Do Val. “No entanto, depois que tudo aconteceu, Dino diz para alguns repórteres que só poderia acionar a Força Nacional caso acontecesse uma intervenção federal.”

“Janela quebrada”

Durante a entrevista, o senador citou um estudo chamado “Os efeitos da janela quebrada”, de um policial norte-americano, para explicar o que houve em 8 de janeiro. “Quando escutamos o som de uma janela quebrada, temos a sensação de que não há ninguém em determinado local e que ele está abandonado”, disse Do Val. “Desse modo, entendemos que podemos quebrar as janelas. Isso é o efeito manada. Todos fazem as mesmas coisas.”

De acordo com o parlamentar, havia dois grupos entre as pessoas que depredaram os Três Poderes: os que filmavam de “forma inocente” e os que ficaram na grama, “sem entender o que estava acontecendo”.

“Não dá para dizer que toda a direita é anarquista”, disse o senador. “Já foi identificado que foi um número pequeno de pessoas que, de fato, praticaram os atos de vandalismo.” O parlamentar deseja pedir o impeachment de Lula pelo crime de prevaricação — quando um funcionário público retarda ou deixa de praticar ato de ofício em benefício próprio.

O 8 de janeiro

Em razão do ataque contra às instituições públicas, os policiais tiveram de fazer um esquema de “rede”, puxando inocentes e culpados, para estancar a crise, segundo o senador. “Os agentes colocaram todos dentro de alguns ônibus e começaram a procurar um lugar para fazer a separação do ‘joio e do trigo’”, contou Do Val. “Então, os policiais passaram em frente ao quartel-general e colocaram os manifestantes que estavam no local para entrar no ônibus. Essas pessoas foram de forma inocente, pensando que seriam levadas para a rodoviária.”

Nesse momento, de acordo com o senador, os agentes lembraram que a academia da Polícia Federal era o único local que teria capacidade para desembarcar os manifestantes e fazer a “separação” em algumas horas. Contudo, isso não aconteceu. Mas os agentes, conforme o parlamentar, pediram ajuda dos próprios familiares para o envio de colchões para os detidos.

O leitor pode acompanhar a entrevista completa através deste link.

Informações Revista Oeste


Evair Vieira de Melo quer saber se Dino prevaricou | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES) propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a possível responsabilidade do Ministro de Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, nos atos que ocorreram em Brasília, no domingo 8.

O parlamentar acredita que Dino sabia antecipadamente dos atos de vandalismo que ocorreriam no Distrito Federal, já que o ministro tem informações privilegiadas do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Segundo Vieira de Melo, a Abin encaminhou a Dino uma notificação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A mensagem informava que havia um volume incomum de ônibus sendo fretados com destino a Brasília — o que suscitaria maior atenção das autoridades. Conforme o texto encaminhado pela ANTT, havia um total de 105 ônibus, com cerca de 3,9 mil passageiros.

Com exclusividade, o congressista disse a Oeste que há indícios graves de que o ministro tinha informações privilegiadas e prevaricou. Vieira pondera que a forma como o Supremo Tribunal Federal (STF) está agindo em relação ao governador afastado do DF, Ibaneis Rocha, é exagerado e não tem amparo legal.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Por que o senhor propôs essa CPI? 

Estou usando uma prerrogativa legal e exercendo o pleno direito do mandato. Fiscalizar o Executivo é nosso dever. Temos indícios graves de que o ministro tinha informações privilegiadas e prevaricou: as falas dele, em inúmeras entrevistas, também vão na mesma direção. Ele deixa rastros, que precisam ser investigados pelo Parlamento.

Mais pessoas serão responsabilizadas? 

Todas as pessoas que tinham informações e não atuaram para mitigar precisam ser investigas. O STF está agindo em relação ao governo de Brasília, a nosso juízo, de forma exagerada e sem amparo legal. Entendemos que todos devem ter o mesmo tratamento.

A CPI também vai investigar o presidente Lula?

Temos informações de que o presidente Lula está trabalhando nos bastidores para impedir a CPI. Ele sabe que pode ser a ponta do iceberg e pode chegar até ele. A ida dele a Sorocaba está sob investigação. Todos os nossos requerimentos de informações da viagem ainda não foram respondidos.

O senhor teme alguma reação do ministro do STF Alexandre de Moraes? 

Caso o ministro Alexandre interfira nesse processo da CPI, o que não acredito, seria o que chamamos de “pá de cal”. Seria a declaração de parcialidade. Ele não tem essa prerrogativa legal.

O senhor defende uma punição para os envolvidos, sejam eles civis, sejam autoridades?

Precisamos de punição exemplar para os atores do vandalismo. E, no mesmo nível, para todos que poderiam ter agido com suas competências e não as exerceram.

Informações Revista Oeste


Eles são homicidas e traficantes que, em alguns casos, respondem por mais de uma dessas qualificações e ainda fazem parte de facções criminosas que aterrorizam a Bahia. São os 10 mais perigosos da polícia baiana e por isso os mais procurados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP/BA). Seus rostos estampam as principais cartas do Baralho do Crime, ferramenta do governo que reúne os homens e mulheres mais violentos do estado com mandados de prisão em aberto. 

Segundo a SSP/BA, o Baralho do Crime conta com 350 cartar, das quais têm as fotos dos criminosos exibidas de acordo com o grau de periculosidade apontado pela Polícia Civil, responsável pelas investigações. Às vezes, o procurado por fazer parte de uma organização criminosa participou indiretamente de mais homicídios, de tráfico de armas e de drogas e por isso é considerado um bandido muito perigoso, logo encaixado em uma carta mais alta.

A última atualização da ferramenta foi em dezembro último. E o primeiro do ranking dos 10 mais procurados pelas forças de segurança da Bahia é o traficante Alan Santos Fonseca, conhecido como Júnior Pial ou JP. Ele é representado no Baralho do Crime pela carta “Ás de Paus”, após não retornar ao Conjunto Penal de Lauro de Freitas em julho de 2020, quando foi ser beneficiado por uma saída temporária. Integrante da facção Katiara, ele é investigado por tráfico de drogas e atuante nos bairros de Águas Claras e Valéria, em Salvador, além de Nazaré e Maragogipe, cidades do Recôncavo Baiano.

Júnior Pial e o comparsa, Fernando de Jesus Lima, o Ojuara, foram presos em dezembro de 2014 depois de terem sido apontados como os responsáveis pelos ataques aos ônibus incendiados no bairro de Valéria. Na ocasião, a polícia apurou que os dois comandaram os ataques depois que um comparsa teria sido morto numa troca de tiros com policiais dias antes no bairro. Eles receberam a ordem do líder da Katiara, Adilson Souza Lima, o Roceirinho, que cumpria pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura, após ter sido preso 2012 em um hotel de luxo em Ondina, com R$ 168 mil.

Junior Pial é da facção Katiara e ordenou ataques a ônibus no bairro de Valéria (Foto: divulgação)

A segunda carta mais cobiçada pela polícia baiana é o “Ás de Copas”, que estampa o rosto de Sidmar Soares dos Santos, o Bolota. Ele entrou no baralho desde junho de 2019, passado a ser procurado por tráfico de drogas e de armas, além de homicídios. De acordo com as investigações, Bolota atua no município de Jequié e outras cidades da região sul do estado. Uma de suas condenações, a 18 anos de prisão, foi pelo assassinato do comerciante Juvenal Nonato de Oliveira, ocorrido em 17 de maio de 2009. A vítima foi morta por engano quando voltava de uma montaria em Itabuna.   

Apelidado de Gordo Paloso, Manoaldo Falcão Costa Júnior é o “Rei de Paus”, a terceira carta mais importante do jogo da SSP/BA no combate à criminalidade no estado. Ele também entrou no baralho em junho de 2019, após a Justiça expedir mandados de prisão por homicídio e tráfico de drogas por crimes cometidos em Itabuna. Em junho de 2010, Gordo Paloso foi preso junto com uma mulher – o casal estava com certa quantidade de drogas. Na ocasião, ele era procurado por fazer ameaças a um policial. 

Reincidente também na ferramenta, Celso Gomes Carvalho Filho, o Pito, integra, pela segunda vez, à ferramenta, após a primeira inserção em abril de 2017 como o “Cinco de Espadas”. Com mandados de prisão vigentes em agosto de 2020 por homicídio e tráfico de drogas, Pito ocupa hoje uma carta mais forte: “Às de Ouros”. Isso se deve pelo seu envolvimento com a facção que atua no bairro de Pernambués – a região vive hoje uma guerra entre o Bonde do Maluco (BDM), que vem resistindo a ofensiva do Comando Vermelho (CV) do complexo do Nordeste de Amaralina. 

O “Rei de Copas” está foragido desde agostos de 2021. O traficante Edson Silva de Santana, o Jegue, chegou a ser preso numa operação em abril de 2018 na megaoperação Cangalha da Polícia Civil que resultou na detenção de 13 pessoas nos estados da Bahia, São Paulo e Sergipe. Ele e o comparsa, Cléber Santos da Silva, o Kel, foram surpreendidos em seus apartamentos no Morumbi, quando Kel estava a caminho do próprio casamento. Os dois baianos eram líderes de um braço do BDM na capital paulistana, que também ordenava de lá as ações em Salvador e nos municípios baianos de Simões Filhos, São Sebastião do Passé, Cruz das Almas e Ubaíra.

Bolota, Gordo Paloso e Jegue formam o trio dos bandidos mais perigosos na Bahia (Foto: divulgação)

Irmãos
Se o personagem dos quadrinhos e do cinema é um herói, o da vida real (baiano) é totalmente o oposto. Na sexta posição da lista dos procurados pela SSP/BA está o Wolverine, apelido do traficante Daniel dos Santos Silva. Ele é o “Valete de Copas” e está há quatro anos no baralho. Conhecido também como Vovô Urso, o criminoso é procurado por homicídio em Lauro de Freitas e Mata de São João. 

Ainda sobre o naipe de “Copas”, a carta de número “Oito” é o Ronaldo Santos Carvalho, conhecido como Nal ou Nado. O bandido possui mandado de prisão por organização criminosa e tráfico de drogas. De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP/BA), Ronaldo atua com o irmão, o também traficante Pito, que é o Rei de Ouros no Baralho do Crime. Nal e outros dois comparsas foram surpreendidos pela polícia em Pernambués.

Constam também na lista dos criminosos mais perigosos da Bahia, o traficante Fábio dos Santos Nascimento, o Fabão ou Jiboia, o “Oito de Espadas”, que atua nos bairros de Vila Canária, Castelo Branco e Valéria; o “Três de Paus”, Adeilton dos Santos Souza, conhecido como Adeilton Negrão, Jogador ou Samurai, procurado por homicídio em Feira de Santana; e Pablo Carvalho dos Santos, apelidado de Messi ou Camisa 10, procurado pela polícia por tráfico de drogas no bairro de Brotas. 

Os irmãos Nal e Pito são unidos também na bandidagem e estão no Baralho do Crime (Foto: divulgação)

Polícia Civil
Em relação aos bandidos procurados, a Polícia Civil informou que realiza constantes operações para cumprir mandados de prisão de suspeitos de crimes contra a vida, contra o patrimônio e tráfico de drogas, a exemplo da Unum Corpus, que retirou de circulação 121 criminosos, apenas durante a 7ª fase da ação, realizada no dia 30 de novembro do ano passado em centenas de municípios da Bahia. 

“Diligências em campo, ações estratégicas e de inteligência, com o uso de ferramentas tecnológicas de domínio policial são empregadas e alinhadas com o Poder Judiciário, até a deflagração das operações”, diz nota enviada ao CORREIO. A PC disse ainda que não disponibiliza recorte mensal de prisões de procurados.

Mais de 300 criminosos no Baralho do Crime já foram capturados 

  Desde a sua implantação em 2011, o Baralho do Crime teve mais 300 cartas atualizadas –  152 foragidos acabaram presos, 64 mortos e 92 foram retirados. Segundo a SSP/BA, as fotos dos criminosos são exibidas nas cartas de acordo com o grau de periculosidade apontado pela Polícia Civil.

A carta mais recente inserida ao Baralho do Crime é o “Quatro de Copas”, Pablo Ricardo de Assis Gomes Oliveira, o Pablo ou Escobar, no último mês de dezembro. 

Pablo tem mandado de prisão pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas. Sua área de atuação é no bairro de Valéria, em Salvador, nas localidades conhecidas como Penacho Verde, Rua das Palmeiras, Lagoa da Paixão e B13.  

De acordo com as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Policia Civil, ele também é apontado como autor e mandante de diversos homicídios que aconteceram no bairro nos últimos anos, e foi um dos principais alvos da Operação Araitak, deflagrada pelo DHPP, em setembro deste ano.  

Pablo, o “Quatro de Copas”, é o bandido mais recente acrescentado ao Baralho do Crime (Foto: divulgação)

A população pode conferir as 52 cartas do Baralho do Crime, através do site disquedenuncia.com. Quem reconhecer e tiver informações sobre os procurados pode entrar em contato com o Disque Denúncia por meio do número 181. O denunciante não precisa se identificar.

Veja a relação dos 10 mais procurados pela SSP/BA


Em Feira de Santana, 29 pessoas aguardam por transferência para uma unidade hospitalar até esta segunda-feira (16). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado. Os pacientes estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais.

Na policlínica do Tomba, um paciente de 21 anos está há três dias esperando transferência para tratar pancreatite. Na UPA Queimadinha, uma mulher de 23 anos aguarda há dois dias regulação para receber o atendimento necessário para problemas decorrentes de uma crise asmática. 

Do total, 15 pacientes aguardam regulação na UPA Queimadinha e outros 14 distribuídos nas policlínicas municipais: Feira X (4), Tomba (4), George Américo (2), Parque Ipê (2), São José (1) e Rua Nova (1).

REGULAÇÃO ESTADUAL

O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.

Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.

Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.