
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) recebe, nos dias 2 e 3 de dezembro, a oitava edição do Colóquio Regional de Linguística Aplicada, evento que reúne estudantes, pesquisadores e professores para discutir temas ligados à inclusão, diversidade e democratização do conhecimento. A atividade acontecerá no Módulo 2 da instituição, com programação distribuída entre o anfiteatro, salas de aula e o prédio da pós-graduação de Letras, Educação e Artes.
Em entrevista ao Rotativo News FM, Érika Ramos de Lima Aureliano, professora do Departamento de Educação da UEFS e presidenta da comissão organizadora, destacou que o encontro busca fortalecer os diálogos entre a Linguística Aplicada e outras áreas do conhecimento.
Segundo Érika, o colóquio é voltado para graduandos, mestrandos, doutorandos, pesquisadores, professores da educação básica e do ensino superior, além de interessados em temáticas relacionadas à linguagem. O objetivo é aproximar diferentes públicos e promover trocas sobre práticas docentes, políticas linguísticas, relações étnico-raciais, gênero, multiletramentos, acessibilidade, internacionalização, currículo e materiais didáticos.
O tema desta edição “Linguística Aplicada: diálogos para inclusão, diversidade e democratização do conhecimento” orienta as mesas, apresentações e discussões. A professora enfatiza que o evento pretende ampliar reflexões que vão além da produção científica, alcançando também o cotidiano das salas de aula e as demandas contemporâneas da educação. Entre os temas previstos, estão comunicação oral, visual, digital e debates sobre o uso de inteligência artificial no ensino.
O colóquio é totalmente gratuito, com inscrições abertas antecipadamente e também disponíveis presencialmente nos dias do evento. A organização reforça que pessoas surdas também são bem-vindas, com atenção à inclusão e acessibilidade.
Durante a entrevista, Érika celebrou o fato de a UEFS ser a única universidade do Nordeste e da Bahia selecionada, por meio de edital, para sediar a iniciativa. “É um orgulho para a instituição e para a cidade. Feira de Santana tem avançado e a universidade acompanha esse movimento”, afirmou. Ela também agradeceu à Rádio Sociedade pela parceria na divulgação e pelo apoio à promoção do conhecimento científico.
Da Redação do Rotativo News
No fim do Novembro Azul, o urologista Rodrigo Braz alerta para o aumento dos diagnósticos tardios e reforça que a prevenção continua sendo a única arma realmente eficaz contra o câncer de próstata

foto: divulgação
O Novembro Azul termina com um dado alarmante: 44% dos homens brasileiros jamais consultaram um urologista, segundo levantamento de entidades médicas nacionais. E o cenário de 2025 é ainda mais preocupante. De acordo com o urologista brasiliense Dr. Rodrigo Braz, referência em cirurgia robótica, o número de pacientes que chegam ao consultório já com sintomas avançados da doença aumentou em relação aos anos anteriores — justamente quando o câncer de próstata costuma ser mais agressivo e difícil de tratar.
“A maior tecnologia do mundo não vence o maior inimigo da saúde masculina: o atraso. Estamos recebendo mais pacientes com tumores avançados, mesmo com informação disponível e mesmo com exames menos invasivos. Isso mostra que o tabu continua matando”, afirma o especialista.
O toque retal é um exame inofensivo, indolor, dura menos de 10 segundos — e mesmo assim os homens evitam o consultório
Dr. Rodrigo Braz explica que, com os avanços diagnósticos, o exame de toque retal deixou de ser uma obrigatoriedade universal. Testes laboratoriais mais sensíveis, como o PSA de alta precisão, aliados à ressonância multiparamétrica, permitem identificar quem realmente precisa do exame físico.
“Hoje conseguimos rastrear com muito mais conforto e precisão. Mesmo assim, muitos homens acreditam que são ‘saudáveis demais’ para ir ao urologista ou sentem vergonha. Quando chegam, chegam tarde. E sintoma em câncer de próstata quase sempre significa doença avançada”, destaca.
Robótica salva — mas só para quem chega a tempo
Mesmo com o avanço da cirurgia robótica, que oferece precisão milimétrica, menos dor, menor risco de incontinência urinária e preservação da função sexual, muitos pacientes ainda não conseguem ser operados no tempo ideal.
“A robótica revolucionou a urologia. Porém, ela é mais eficaz quando o tumor está limitado à próstata. Se o paciente chega tarde, perdemos a chance da cirurgia como arma curativa. A tecnologia está aqui — mas não trabalha sozinha”, explica Dr. Rodrigo.
Fim do Novembro Azul é um chamado à ação
Para Dr. Rodrigo Braz, a conclusão da campanha Novembro Azul deveria ser vista como um início — e não um encerramento.
“O mês acaba, mas os riscos não. O maior ato de coragem de um homem é cuidar de si. Uma consulta por ano muda destinos, salva vidas e preserva famílias. A prevenção é simples; as consequências do atraso, não”.
Sobre o especialista
Dr. Rodrigo Braz de Queiroz é médico urologista com mais de 15 anos de atuação em Brasília, reconhecido por sua prática atualizada e pelo foco em técnicas que aumentam a precisão e reduzem o desconforto dos pacientes. Pioneiro em cirurgia robótica no DF, possui pós-graduação no Hospital Albert Einstein e certificação internacional pela Intuitive Surgical Training DaVinci, na Colômbia. Atuou em instituições públicas e nos principais hospitais privados da capital, sempre pautado por ética, inovação e cuidado humanizado. Atualmente, atende homens e mulheres em tratamentos clínicos e cirúrgicos, com abordagem integral voltada à prevenção, tecnologia e bem-estar.
Com informações da assessoria de comunicação.

Foto: divulgação
A Praça da Matinha se transformou em palco de celebração da cultura afro-brasileira no sábado (29), durante o encerramento da terceira edição do Concurso Miss e Mister Quilombola 2025. O público acompanhou, ao longo da tarde, uma programação marcada por manifestações artísticas e pela valorização das comunidades quilombolas da cidade.
As atividades começaram com apresentações de poesia, dança e teatro, reunindo artistas e moradores em um ambiente de integração cultural. Na sequência, representantes da Pastoral Afro-Brasileira realizaram uma fala destacando a importância da identidade e da tradição quilombola.
O evento prosseguiu com um desfile livre, seguido pela apresentação oficial dos finalistas do concurso. A noite ganhou ainda mais brilho com a coroação dos vencedores da edição deste ano, que foram aplaudidos pelo público presente.
Para fechar a programação, uma roda de samba animou o espaço e marcou o encerramento do encontro em clima de celebração, reforçando a força e a representatividade quilombola em Feira de Santana.

O Bahia garantiu vaga antecipada na Libertadores de 2026 após o São Paulo escorregar contra o Fluminense nesta quinta-feira (27). Assim, o clube vai disputar a competição continental pelo segundo ano seguido, algo inédito em sua história.
O Triocolor de Aço está em sexto lugar, com 56 pontos, e precisava apenas que o São Paulo, com 48 pontos, não vencesse seu jogo. Como isso aconteceu, o time baiano já assegura ao menos uma vaga na fase prévia da Libertadores.
Agora, o objetivo é melhorar a posição na tabela para tentar uma vaga direta na fase de grupos. Atualmente, esse acesso é garantido aos cinco primeiros colocados, podendo incluir o sexto dependendo de quem vencer a Copa do Brasil.
O Bahia vive sua melhor campanha na era dos pontos corridos, marca confirmada após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco no último domingo (23). O time de Rogério Ceni já havia garantido outros dois feitos: seu melhor primeiro turno e seu melhor desempenho como mandante no campeonato.
Informações Metro1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (27) que seu governo realizará uma “pausa permanente” na imigração de todos os “países do Terceiro Mundo”, após o ataque nas proximidades da Casa Branca, que acabou matando um membro da Guarda Nacional americana. As informações são da agência britânica Reuters e do portal InfoMoney.
As declarações marcam uma nova escalada nas medidas anti-imigração da gestão de Trump, motivado pelas especulações de que o tiroteio de quarta-feira (26) teria sido iniciado por um cidadão afegão que entrou nos EUA em 2021, sob um programa de reassentamento.
“Farei uma pausa permanente na migração de todos os países do Terceiro Mundo para permitir que o sistema dos EUA se recupere totalmente, encerrarei todas as milhares de admissões ilegais de Biden, (…) e removerei qualquer pessoa que não contribua para os EUA”, disse ele em sua plataforma de mídia social, Truth Social.
Trump ainda afirmou que acabará com todos os benefícios e subsídios federais para “não cidadãos” e que vai desnaturalizar os “imigrantes que prejudicam a tranquilidade doméstica” dos EUA. O republicano ainda prometeu deportar qualquer estrangeiro considerado um gasto público, um risco à segurança ou “incompatível com a civilização ocidental”.
A Casa Branca e os Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.
Antes mesmo do episódio de quarta, autoridades do Departamento de Segurança Interna já haviam divulgado que Trump havia ordenado uma ampla revisão dos casos de asilo aprovados durante o governo de Biden e dos Green Cards emitidos para cidadãos de 19 países.
O suposto atirador, identificado pelas autoridades como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, recebeu asilo este ano sob Trump, de acordo com um arquivo do governo dos EUA visto pela Reuters.
Ele entrou nos EUA em um programa de reassentamento criado por Biden após a retirada militar dos EUA do Afeganistão em agosto de 2021, que levou ao rápido colapso do governo afegão e à retomada do país pelo Taliban.
Em uma postagem separada antes de seu anúncio de “pausa permanente” da entrada de imigrantes, Trump alegou que centenas de milhares de pessoas entraram nos EUA totalmente “sem verificação e sem controle” durante o que ele descreveu como a “horrenda” ponte aérea do Afeganistão.
Na quarta, os Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA interromperam o processamento de todas as solicitações de imigração relacionadas a cidadãos afegãos por tempo indeterminado.
Informações Bahia.ba

A dívida bruta do Brasil atingiu 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em outubro, alcançando um saldo de 9,9 trilhões, é o que apontam dados do Banco Central (BC), divulgados nesta sexta-feira (28), que apontam que houve um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
A comparação é feita em relação ao PIB para mostrar se a dívida do governo é sustentável. A trajetória da dívida bruta é hoje um dos focos de preocupação do mercado financeiro.
Em outubro, a dívida líquida (que desconta os ativos do governo) registrou alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior e avançou para 65% do PIB, com saldo de R$ 8,1 trilhões.
Ainda de acordo com dados do BC, o setor público consolidado do Brasil registrou um superávit primário de R$ 32,4 bilhões em outubro, ante resultado superavitário de R$ 36,9 bilhões no mesmo mês do ano passado. O montante agrupa resultados do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social), governos estaduais e municipais, além de empresas estatais (exceto Petrobras e bancos públicos).
O resultado positivo foi puxado pelo governo central, que registrou superávit de R$ 36,2 bilhões. Houve déficits de R$ 3,6 bilhões nos estados e municípios e de R$ 149 milhões nas empresas estatais.
A dívida bruta (que compreende governo federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e governos estaduais e municipais) é considerado um dos principais indicadores econômicos do país, sendo bastante acompanhado por investidores que avaliam a saúde das contas públicas do Brasil.
Informações Bahia.ba

O Congresso Nacional confirmou nesta quinta-feira, 27, que o voto registrado por Eduardo Bolsonaro na análise dos vetos à Lei de Licenciamento Ambiental não será contabilizado. A medida ocorreu depois de a Mesa Diretora concluir que o deputado atuou de fora do país sem integrar missão autorizada.
Davi Alcolumbre, que preside o Congresso, declarou que a participação de Eduardo contrariou o regimento, que limita votações remotas para casos em que o parlamentar cumpre função oficial. “Esta presidência declara a nulidade do referido registro de votação e determina a retificação de seu resultado”, disse. A retificação corrigiu o painel da sessão que também tratou do programa de apoio a Estados com dívida elevada.
A decisão segue orientação publicada na terça-feira 25 pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. O despacho surgiu diante do caso de Alexandre Ramagem, que deixou o Brasil em setembro, depois de condenado no Supremo Tribunal Federal, e teve o acesso ao sistema remoto bloqueado. Ramagem pertence ao grupo classificado como “núcleo 1” dos condenados relacionados à suposta tentativa de ruptura institucional.
Eduardo está nos Estados Unidos desde o começo do ano. O Supremo agravou sua situação na quarta-feira 26 ao formalizar a abertura da ação penal que o acusa de ajudar a bloquear etapas da trama que, supostamente, tentou subverter a ordem democrática. A restrição ao voto remoto alcança todos os deputados que se encontram fora do país sem autorização oficial, o que inclui os dois parlamentares.
Informações Revista Oeste

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados concedeu um parecer favorável ao Projeto de Decreto Legislativo n° 31/2024, que suspende a vacinação obrigatória de bebês e crianças contra covid-19. A votação ocorreu na quarta-feira 26, e o placar foi de 23 a 7.
O PDL, de autoria de seis deputados, susta parcialmente uma instrução normativa do Ministério da Saúde de 2024 que incluiu a vacina contra covid no Calendário Nacional de Vacinação para crianças com idade entre 6 meses e 5 anos.
Com a medida, o governo Lula passou a obrigar que bebês e crianças pequenas fossem vacinados com o imunizante da Pfizer, que usa a tecnologia de RNA mensageiro.
Agora, com parecer favorável da Comissão de Saúde, a proposta deve ir ao plenário da Câmara. Se aprovada, vai ao Senado.
Apesar de não haver lei que determine a obrigatoriedade da vacinação, a apresentação do cartão de vacinas costuma ser exigida em matrículas de escolas e creches. Se aprovado, o projeto pode alterar essa prática para a faixa etária em questão.
O PDL é assinado pelos deputados Dr. Frederico (PRD-MG), Bia Kicis (PL-DF), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Júlia Zanatta (PL-SC), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Ramagem (PL-RJ). Eles sustentam que a norma do Ministério da Saúde ultrapassa o limite regulatório e não apresenta critérios de “eficácia, segurança e custo-efetividade” previstos no SUS.
Na justificativa, eles argumentam que não há base científica suficiente para tornar a vacinação obrigatória nessa faixa etária e lembram que o imunizante Pfizer baby foi retirado de circulação nos Estados Unidos em setembro de 2023.
A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA equivale à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e “não mais permite a utilização das vacinas originais da Pfizer”. “Uma das razões para a retirada de autorização é a completa desatualização da vacina, que tem base na cepa original, que está ultrapassada por mais de 3,5 mil mutações. Fica mais uma vez confirmada a ausência dos requisitos legais de eficácia e custo-efetividade”, explicaram os deputados.
Os parlamentares afirmam, ainda, que a incorporação da vacina contra covid-19 no Programa Nacional de Imunização “viola o direito fundamental básico previsto no art. 5º, II, da Constituição Federal, que estabelece que ‘ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei’”.
O deputado Allan Garcês (PP-MA), que é médico, explicou que a obrigatoriedade da vacina não é justificável nesse momento, em que não existe nenhuma emergência em saúde, a cepa que a vacina protege já não está mais em circulação. “O fato de colocar a vacinação obrigatória para pais que não têm a convicção íntima de que a vacina vai beneficiar seu filho é um crime que está sendo instituído nesse país. Deixem que os pais decidirem”, declarou.
Ele seguiu com algumas perguntas: “Por que que a gente vai obrigar a se vacinar se a gente não está numa pandemia? A cepa hoje é outra, não é daquela época. Hoje nós já temos imunidade de rebanho. Nós já temos imunidade provocada pela própria vacina e a covid também”.
Por fim, o parlamentar disse não entender a razão da insistência da esquerda em manter a vacinação obrigatória de crianças contra a covid. “Eu queria entender por que a esquerda tanto quer essa obrigação. O que está acontecendo? Quem está se beneficiando com essa obrigação? Porque beneficiar esse público infantil a partir de 6 meses, eu não acredito: cientificamente os 13 artigos que embasaram essa instrução, nenhum deles foi feito em crianças a partir de 6 meses. Tudo em adulto”, finalizou o médico e deputado Allan Garcês.
Informações Revista Oeste

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (27), no Annual Meeting realizado pela XP Asset Management, que o anúncio do nome que irá concorrer às eleições presidenciais do próximo ano deverá acontecer no início do próximo ano.
– Eu acredito que saberemos no início do ano que vem – respondeu ao mediador que questionou quem será o candidato da direita no próximo ano.
E prosseguiu:
– Precisamos ter um pouco de calma. O mercado é muito ansioso mesmo. O mercado gosta de precificar tudo muito rapidamente – disse.
Durante sua fala, Tarcísio expressou compreensão pela preocupação do mercado e reconheceu a justificativa para tal preocupação.
– O mercado está preocupado e tem razão para estar preocupado – afirmou.
Neste momento, ele citou que, em caso de reeleição do PT, o partido teria de fazer reformas ou o Brasil vai quebrar
– Qual a alternativa que essa turma (PT) tem a oferecer para o Brasil? – questionou o governador de São Paulo, ressaltando que, se tiver mudança política ano que vem, entrará uma turma que “sabe exatamente o que fazer”.
Sobre possíveis nomes da direita em 2026, Tarcísio disse que “não tem ninguém com essa ânsia de ser protagonista”.
– Não vamos entrar divididos, vamos estar unidos e seremos fortes – afirmou o governador.
Perguntado sobre a prisão de Jair Bolsonaro, Tarcísio disse é preciso resolver a situação do ex-presidente para pacificar o país.
– Precisamos ajudar a grande liderança da direita que é Jair Bolsonaro para 2026 – afirmou.
Congresso está disposto a entregar um projeto interessante
No evento, Tarcísio de Freitas afirmou que o atual Congresso é absolutamente reformista e disposto a entregar um projeto interessante para o país e que poucos presidentes tiveram habilidade de tornar o Congresso sócio das realizações.
Tarcísio também comentou que será fundamental que o próximo presidente governe com o Congresso. Além disso, ele ressaltou que o Brasil necessita de reforma orçamentária, que vai precisar desvincular receita e que a agenda que deve ser tocada pelo próximo mandatário precisa ser conhecida por todos.
O governador, durante a sua fala, disse ainda que uma eventual vitória da direita significa apreciação de câmbio, queda de inflação e juros. Segundo ele, a agenda que precisa ser tocada é conhecida, já que houve quatro anos de Paulo Guedes como ministro da Economia.
*AE

O Partido Liberal (PL) anunciou a suspensão do salário e das atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, segundo a legenda, resulta da perda dos direitos políticos conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Como presidente de honra do PL, o líder conservador recebia R$ 42 mil mensais.
A decisão, acrescenta a sigla, segue as exigências da Lei dos Partidos Políticos. Em nota, o partido declarou que “infelizmente, por decorrência da lei e em razão da suspensão dos direitos políticos do nosso presidente de honra, Jair Bolsonaro, as respectivas atividades partidárias de nosso líder estarão igualmente suspensas, inclusive a sua remuneração, enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório”.
Em seu perfil na plataforma X, o PL homenageou nesta quinta-feira, 27, o político, que se filiou ao PL em 2021. Na época, o líder se desligou do PSL, que posteriormente se fundiu ao Democratas e originou o União Brasil. Desde então, consolidou-se como principal liderança eleitoral da sigla, que manteve forte identificação com sua base política.
O ex-presidente está preso desde o último sábado, 21, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele cumpre pena imposta pelo STF. Sua condenação é de 27 anos e três meses de prisão por supostos crimes de liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
A decisão integra um conjunto mais amplo de processos que envolvem a atuação de Bolsonaro antes, durante e depois das eleições de 2022. Além da condenação criminal, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou, em 2023, o ex-presidente como inelegível. A Corte o acusou de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada.
Com a condenação no STF e a consequente perda de direitos políticos, Bolsonaro não pode desempenhar qualquer função partidária. O PL, por sua vez, tenta administrar o impacto político e simbólico da ausência de seu principal líder. Ao mesmo tempo, reforça que seguirá “estritamente o que determina a legislação vigente”.
Informações Revista Oeste