
foto: Reprodução
A visita de Lula e Janja ainda está repercutindo muito pelas gafes e deslizes do presidente e sua esposa.
Desta vez Rosângela “ a Janja” perguntou ao presidente de Portugual, que é casado, se ela estava bonita.
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também foi criticada por André Ventura, deputado português do partido Chega, por ter recebido a ordem honorífica portuguesa. A mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) foi condecorada pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem Infante D. Henrique durante visita ao Palácio de Belém, sede da Presidência do país, no sábado (22.abr.2023).
“A nossa idiotice e subserviência não têm limites! Atribuir uma das ordens honoríficas mais importantes à mulher do presidente brasileiro só porque sim?”, questionou o deputado da direita portuguesa em seu perfil no Twitter, nesta 2ª feira (24.abr.2023).
Informações TBN

Foto: Arisson Marinho/ Correio
Quem nunca ouviu falar da ‘Terça da Benção’ no Pelourinho? A tradição, que tinha o costume de encher as ruas do Centro Histórico de Salvador mesmo em dia de semana, agora está esvaziada. Esse esvaziamento de um dos maiores símbolos de movimentação cultural da área engrossa o caldo de um fenômeno mais amplo, e os motivos apontados pelos comerciantes são a falta de segurança e a ausência de agenda permanente de eventos fora da alta estação.
Sem gente, quem trabalha no Pelô vê as contas irem de mal a pior, precisa demitir boa parte dos funcionários e até fechar o estabelecimento. “Não tem gente, lojas estão fechadas, bares também”, descreve Paulo Rogério Nunes, que é empresário no Pelô.
O caso mais recente de violência foi o assalto a dois turistas da Romênia no sábado (22) agredidos enquanto visitavam o Centro Histórico. Depois do episódio, o ator baiano Érico Brás lamentou a situação do local, onde mantém o restaurante Ó Paí Ó: “Chorei pelo estado que está esse lugar chamado Pelourinho. Largado, abandonado, sujo, sem segurança e vítima da ausência absoluta da PM e da vontade política de resolver os problemas desse Centro Histórico tão benquisto pelo Brasil”, escreveu ele, no Instagram.
Leonardo Régis é proprietário do Casarão 17, empreendimento também localizado no Terreiro de Jesus. Ele não sabe dizer quantos, mas explica que diversos pontos comerciais da área fecharam por conta do problema. Além disso, Leonardo diz que é um dos que precisaram fazer adaptações para seguir funcionando no Pelourinho.
“A gente precisou reduzir o quadro de funcionários em 40%, assim como também o tempo de funcionamento. Antes, íamos até as 23h, agora só até as 17h. Não tem uma movimentação econômica que sustente uma equipe maior. A gente segura no braço quem permanece, porque não é fácil”, fala ele.
Descaso
Além da falta de movimentação, deixar o ponto aberto até mais tarde não é negócio, porque representa um risco. Um empresário que coordena duas lojas no local e prefere não se identificar diz que, antes, fechava às 21h. Pelos episódios de furtos e assaltos que viu até contra seus colaboradores, precisou ir reduzindo até chegar às 18h.
“Os furtos são constantes, e a segurança também é falha. Tem dias que só tem um policial em certos horários e, às vezes, nenhum. Funcionários são ameaçados dentro do estabelecimento, roubados nos pontos de ônibus, onde não existe nenhuma segurança”, afirma ele, que reclama também das abordagens, muitas vezes agressivas, de pintores tribais e ambulantes.
Protesto
Presidente da Associação do Centro Histórico Empreendedor (Ache), José Iglesias Garcia, proprietário do Restaurante Cuco e da pousada Solar dos Deuses, diz que não há vontade política para mudar a situação. Por isso, moradores, colaboradores e empresários organizam um ato pacífico para protestar contra o descaso com o Pelô no dia 8 de maio.
“Não é normal. Estamos falando do principal atrativo que essa cidade tem. Há uma quantidade enorme de problemas que a gente precisa lidar, seja de segurança, de eventos, de abertura de pontos importantes como o Elevador Lacerda que fecha cedo e os funcionários não conseguem pegar”, fala o empresário.
A ausência de agenda permanente e o funcionamento dos equipamentos culturais também é uma questão para os empresários.
“Precisa de um plano que apoie o funcionamento do Pelourinho também na baixa estação, seja em eventos, seguranças e até a execução de eventos das secretarias no Centro Histórico. Por que fazer isso no Rio Vermelho, Barra e Pituba? São bairros que já têm movimento. O Pelourinho pode receber, tem espaços para isso”, sugere Paulo Rogério Nunes.
Potencial desperdiçado
Paulo pede também que exista um plano concentrado em fazer do Pelourinho não só um local movimentado na alta estação, no verão da cidade onde há um fluxo intenso de turistas na cidade. “Precisa pensar o Centro Histórico o ano todo. Dá para pensar eventos culturais, gastronômicos e musicais para movimentar e fazer disso aqui algo produtivo o ano inteiro. Há potencial para isso no Pelourinho”, fala ele.
Quem corrobora com o discurso é Leonardo Régis. Ele explica que há uma série de ‘players’ e marcas que poderiam ocupar o Pelourinho e fazer dele um espaço atrativo durante dia e noite fora da alta estação. “Muitas marcas grandes vêem de forma positiva a entrada no Centro Histórico se ele de fato funcionasse da maneira que deveria”, afirma Régis.
“Com ordenamento, organização e segurança, muitos querem se instalar na área. Poderia ser um dos maiores planos de desenvolvimento econômico da cidade por seus museus, seus espaços e os empreendimento que ali funcionassem”, completa o empresário, que vê no Pelourinho uma possibilidade de ser exemplo para o mundo.
José Iglesias compartilha do pensamento Régis em relação ao potencial que o Pelourinho guarda para atrair pessoas tanto ao longo do dia como durante a noite. Ele, porém, entende que a mudança de tratamento de episódios de furto e roubos precisam ser tratados de maneira diferente.
“A gente tem um potencial enorme, pode ser muito melhor e não é complicado. O poder público precisa olhar de forma mais atenta. Na questão de segurança, por exemplo, existem dezenas de meliantes que cometem furtos, roubos e são pegos. Porém, são liberados e voltam a fazer a mesma coisa aqui. Isso precisa mudar”, finaliza o empresário.
Respostas
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que o Pelourinho e o Centro Histórico de Salvador possuem um grande aparato de forças policiais. O órgão salientou a existência do 18° Batalhão da Polícia Militar na região, com efetivos distribuídos a pé e também em viaturas (Bases Móveis do tipo van, carros convencionais e motocicletas), além da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur).
A pasta afirmou também que os principais pontos contam com o Sistema de Reconhecimento Facial, que impede a circulação de criminosos foragidos da Justiça. E, por fim, destacou que “ações diárias são realizadas na região, resultando, na maioria delas, em apreensões de adolescentes que cometem furtos e roubos. Os menores, ao serem liberados, como determina a legislação, retornam à região”.
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) explicou que a sua atuação se dá na dinamização dos espaços culturais do estado localizados no Pelourinho. Na nota, disse ainda que os largos, museus e ações culturais são apoiados pela SecultBa, como os largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água, estão funcionando plenamente, com a realização de atividades semanais. A Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult) também foi procurada para responder sobre o assunto, mas não retornou até a publicação desta reportagem.
A Polícia Militar da Bahia reforçou que “o patrulhamento no Pelourinho/Centro Histórico de Salvador é desempenhado pelo 18º Batalhão de Polícia Militar, que emprega policiais, base móvel e viaturas, com o reforço de guarnições da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT) Rondesp BTS e de unidades especializadas da PM, a exemplo do Batalhão Especializado de Polícia Turística (Beptur)”.
A PM informou ainda que realiza rondas de caráter preventivo, que levam em consideração o número de acionamentos e ocorrências registradas em cada localidade.
Sobre os ambulantes da área, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) já promoveu uma ação com o objetivo de coibir abusos contra visitantes e moradores do município por ambulantes sem cadastramento. Também fez o ordenamento dos trabalhadores do mercado informal no Centro Histórico de Salvador.
Informações Correio

As doze maiores e mais caras atrações contratadas para a Micareta de Feira de Santana, somadas, vão receber R$ 2.580.000 (dois milhões, quinhentos e oitenta mil reais). A mais cara foi Bell, com cachê de R$ 450 mil, seguido de Leo Santana, com R$ 350 mil e Cláudia Leite, R$ 300 mil.
Já os pagodeiros mais badalados no momento, O Polêmico e O Kanalha, tiveram cachês mais modestos, com R$ 55 mil e R$ 40 mil, respectivamente. Igor Kannário veio para a maior festa do interior baiano com cachê de R$ 80 mil.
O governo municipal divulgou, através do Diário Oficial, todos os valores das atrações contratadas, das megas estrelas aos artistas locais. Bandas e cantores que se apresentaram em todos os palcos da festa.
Chama a atenção o cantor feirense Libu do Reggae, por exemplo, que tem cachê estipulado em R$ 30 mil, quase o mesmo cobrado pelo famoso bloco afro Ilê Ayê, com R$ 40 mil, e bem mais que os conhecidos cantores Paulo Bindá e Galeguinho SPA, que tiveram cachê de R$ 20 mil. O desconhecido Luziel Júnior, com cachê de R$ 25 mil, também chama a atenção, pois é o mesmo valor que será pago ao conhecidíssimo Djalma Ferreira, por exemplo.
A seguir, confira todos os valores cobrados pelos artistas para a Micareta 2023:
Bell, R$ 450 mil; Kannário, R$ 80 mil; Papazoni, R$ 60 mil; Tayrone, R$ 150 mil; Viola de Doze, R$ 25 mil; Adão Negro, R$ 35 mil; Asas Livres, R$ 22 mil; Banda Cativeiro, R$ 30 mil; Filhos de Jorge, R$ 30 mil; Libu do Reggae, R$ 30 mil; Quixabeira da Matinha, R$ 20 mil; Sinho Ferraby, R$ 40 mil; Galeguinho SPA, R$ 20 mil; Paulo Bindá, R$ 20 mil; Edson Gomes, R$ 100 mil; Cláudia Leite, R$ 300 mil; Leo Santana, R$ 350 mil; Pagode do Segredo, R$ 35 mil; Cia do Pagode, R$ 40 mil; Neto de Ghandy, R$ 7 mil; Orquestra Mambo, R$ 17 mil; Banda Clã, R$ 15 mil; Rosana Dias, R$ 15 mil; Rixô Elétrico, R$ 26 mil; Cecília Castelo, R$ 15 mil; Dilma Ferreira, R$ 13 mil; Babado Novo, R$ 120 mil; Parangolé, R$ 150 mil; Dionorina, R$ 50 mil; Mazinho Venturiny, R$ 15 mil; Tonho Matéria, R$ 90 mil; Tambores Urbanos, R$ 8 mil; Dançarino Luciano Melo, R$ 10 mil; Duo Campos, R$ 8 mil; Brisa Star, R$ 80 mil; Márcia Porto, R$ 15 mil; O Kanalha, R$ 40 mil; Africânia, R$ 15 mil; Allan Emanuel, R$ 8 mil; Luziel Júnior, R$ 25 mil; Joven Dex, R$ 22 mil; Katrina, R$ 25 mil; Filipe Skandurras, R$ 70 mil; Klessinha, R$ 40 mil; Lincoln, R$ 60 mil; Ilê Ayê, R$ 40 mil; Guig Gueto, R$ 50 mil; Thalita Costa, R$ 10 mil; Projeto Prata da Casa, R$ 50 mil; DJ Nega Lu, R$ 30 mil; Kaelsinho, R$ 30 mil; Solange Almeida, R$ 150 mil; Karas e Bokas, R$ 20 mil; Edy Vox, R$ 20 mil; Luiz Caldas, R$ 120 mil; Moyses Almeida, R$ 20 mil; Ninha, R$ 70 mil; Silvano Sales, R$ 150 mil; Cristian Bell, R$ 70 mil; Buk Jones, R$ 50 mil; Djalma Ferreira, R$ 25 mil; Durval Lelys, R$ 250 mil; Xandy Harmonia, R$ 250 mil; Audácia, Pura, R$ 15 mil; O Polêmico, R$ 55 mil; Olodum, R$ 140 mil; Jau, R$ 60 mil; Muzenza, R$ 50 mil; Andrew Tosh, R$ 70 mil; Tom Brown, R$ 20 mil; Banda Chicana, R$ 50 mil; Nairê, R$ 20 mil; Rian Matos, R$ 12 mil; Dissidência, R$ 20 mil; Turma do Juquinha, R$ 12 mil; Banda TH, R$ 25 mil; Diogo Dourado, R$ 25 mil; Paulo Raio, R$ 25 mil; Ana Castello, R$ 12 mil; Gang do Samba, R$ 35 mil; Gabriela Moraes, R$ 20 mil; Timbalada, R$ 150 mil; e Jean Santana, R$ 12.500.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu mais três áreas de terras nas mobilizações do chamado “Abril Vermelho”, todas na Bahia. As novas invasões foram feitas na madrugada do domingo 23, mesmo depois de o movimento ter negociado com o governo, obtido cargos e promessa de verbas. O movimento havia informado que iria suspender as invasões programadas para este mês.
De acordo com nota do MST, as três áreas invadidas na Bahia são a fazenda Mata Verde, em Guaratinga, no extremo sul do Estado; a Fazenda Jerusalém, em Jaguaquara, no meio sul baiano; e uma área de 4 mil hectares na região de Salitre, em Juazeiro, norte do Estado. A Fazenda Mata Verde tinha sido invadida em abril do ano passado, mas a Justiça mandou retirar os invasores.
Ao todo, 500 famílias estão nas três áreas, segundo o MST. O movimento também alega que as áreas são improdutivas. “O Movimento Sem Terra na Bahia reivindica as áreas ocupadas para fins de reforma agrária. As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária”, disse o movimento, em nota.
A invasão ocorreu de maneira praticamente simultânea à desocupação de uma área da Embrapa, invadida desde o último domingo 16, em Petrolina, sul de Pernambuco. A saída dos invasores havia sido determinada na quarta-feira 19 pela Justiça de Petrolina.
Na quinta-feira 20, ao fazer um balanço da jornada, o MST havia dado sinais de que não haveria novas invasões neste mês. “Esta jornada serviu para reafirmarmos nosso compromisso com a luta como uma forma de negociação. E o apoio ao governo, ao presidente Lula, à democracia e às lutas pelo programa de mudanças sociais que venceu esta eleição”, disse Ceres Hadich, da direção nacional do MST.
No mesmo dia, depois de ser recebido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo, o coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, disse que não havia motivos para o MST criar “constrangimento com o governo Lula”, como são as invasões. “O MST é parceiro do governo”, afirmou.
Com críticas dos agricultores e até mesmo do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o governo tem tentado diminuir as ações dos invasores de terra. Foram nomeados 19 superintendentes regionais do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com pessoas indicadas ou simpáticas ao MST. Também já se comprometeu a aumentar as verbas destinadas à arrecadação de terras para a reforma agrária.
Informações Revista Oeste

Os analistas de mercado projetam nova alta da inflação para 2023, que deve fechar o ano em 6,04%, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo Banco Central.
É a quarta semana seguida de alta depois de uma única previsão de queda. Nas 11 primeiras semanas do governo Lula, todas as projeções foram de alta.
Para 2024 e 2025, os analistas mantiveram a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação, da semana passada, de 4,18% e 4% respectivamente.
A previsão do mercado também é de crescimento maior da economia em 2023, de 0,96% ante 0,9% na semana anterior. Para 2024, também houve projeção de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,41% ante 1,4% na semana passada. Para 2025, a projeção é de queda para 1,7% ante 1,72% há uma semana.
Os analistas mantiveram a projeção para a taxa básica de juros em 12,5%, a mesma da semana passada. Foi a primeira queda depois de mais de dez semanas de estabilidade da projeção (em 12,75%). Atualmente a Selic está em 13,75%.
A taxa de câmbio teve a segunda queda seguida. Neste relatório, os analistas projetam que o dólar fechará 2023 custando R$ 5,20. Na semana passada, a cotação era de R$ 5,24.
Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.
Informações Revista Oeste
O montante milionário se refere a IPVAs de modelos das marcas Bentley, Lamborghini e Rolls-Royce, que deixaram de ser pagos

O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor selou um novo acordo com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de São Paulo para quitar uma dívida milionária envolvendo parcelas atrasadas do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de três carros de luxo. A tratativa foi realiza através de uma empresa aberta em nome de Collor, segundo informações da coluna de Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com a coluna, o débito total, estimado em mais de R$ 1,5 milhão, foi parcelado em 60 vezes. A primeira prestação já teria sido paga, de acordo com servidores do órgão —para isso, foram desembolsados cerca de R$ 62 mil.
O montante milionário se refere a IPVAs de modelos das marcas Bentley, Lamborghini e Rolls-Royce, que deixaram de ser pagos à Fazenda paulista nos últimos anos. Todos eles estão em nome da empresa Água Branca Participações, que é integrada por Collor e por seu filho Fernando James Braz Collor de Mello.
Informações Bahia.ba

O maior e mais moderno satélite de telecomunicações deve ser enviado ao espaço na noite desta quarta-feira (26).
Chamado Visat-3 Américas, cobrirá todo nosso continente com internet de banda larga, incluindo o Brasil.
Ele será transportado pelo foguete mais potente em operação comercial, o Falcon Heavy, da SpaceX, de Elon Musk.
O lançamento acontecerá do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, e está previsto para as 20h24 (horário de Brasília).
Tilt estará na Flórida (EUA) para acompanhar ao vivo e de perto.
Este é o primeiro de três satélites da rede ViaSat-3, de banda Ka de ultra capacidade. O segundo deve ser lançado ainda este ano, para servir Europa, Oriente Médio e África (Emea), e o terceiro em 2024, para a região da Ásia-Pacífico(Apac).
Parece pouco comparado com os números da “constelação” da Starlink (que já soma 3.700 satélites em órbita e cresce a cada mês), da SpaceX, de Elon Musk. Contudo, serão capazes de cobrir todos os continentes e as principais rotas aéreas e marítimas do globo.
São tecnologias bem diferentes.
Viasat: usa satélites chamados geostacionários, enormes e que ficam muito altos, a mais de 35.000 km de altitude, em órbita geossíncrona (GEO, de geosynchronous equatorial orbit). Por isso, conseguem cobrir grandes áreas.
SpaceX: pequenos satélites da Starlink exploram a chamada órbita baixa terrestre (LEO, do inglês low earth orbit), a cerca de 500 km. Precisa de milhares de equipamentos para fazer o mesmo serviço.
Na imagem abaixo é possível ter uma ideia do tamanho do satélite em comparação com pessoas.
Cada um dos três novos satélites da Viasat tem capacidade de transferência de dados de mais de 1 terabit por segundo (Tbps), o equivalente ao dobro de toda a frota atual da empresa — juntos, o ViaSat-1 e o ViaSat-2, focados nos Estados Unidos, alcançam menos de 500 gigabits por segundo (Gbps).
Quando completa, a rede terá 3 Tbps, o que representa uma evolução de 500%. “Cobriremos mais de 90% da área habitada do planeta. Cada um será responsável por quase um terço do globo. Só os polos ficam de fora”, explica Leandro Gaunszer, diretor-geral da Viasat Brasil.
“Com isso, poderemos melhorar os serviços já existentes, além de alcançar novos territórios e levar conectividade a regiões remotas”, acrescenta.
O projeto, que sofreu atrasos e adiamentos desde 2019, promete aumentar a largura de banda da empresa, permitindo uma conexão com mais qualidade e velocidade, em uma inédita cobertura global, essencial para enfrentar a Starlink em uma corrida cada vez mais acirrada pela internet espacial.
No ano que vem, a Amazon também deve entrar no páreo com um projeto semelhante ao da SpaceX, a rede Kuiper, projetada para ter 3.236 satélites.
Uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva identificou que 33,9 milhões de brasileiros não têm nenhum acesso à internet, e outros 86,6 milhões não conseguem se conectar todos os dias.
De modo geral, os satélites não são a solução direta para tirar famílias de baixa renda da exclusão digital, devido ao custo da mensalidade. Contudo, tecnologias do tipo já são usadas por iniciativas de governo de democratização do acesso, como o uso de conexão satelital em pontos de wi-fi comunitário, dentro do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
A Viasat opera no Brasil desde 2018, por meio de uma parceria com a estatal Telebras. Ela usa 58% da capacidade do nosso SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Terrestres) para oferecer seus serviços de banda larga para empresas e residências por todo o país, além de wi-fi a bordo — um de seus principais negócios no mundo — nos aviões da Azul Linhas Aéreas.
Em troca, viabiliza mais de 25 mil pontos de conexão de interesse público. Por exemplo, em unidades de saúde e de educação, postos de fronteira, instalações militares e comunidades indígenas. “Cerca de 19 mil escolas rurais que não tinham acesso agora estão conectadas”, diz Gaunszer.
Essas conexões que não dependem de cabos também foram usadas durante desastres e crises humanitárias, como em Brumadinho, no litoral Norte de São Paulo e na Terra Indígena Yanomami. “Em momentos assim, em que as redes ficam fora do ar, os satélites continuam funcionando e têm papel fundamental para a comunicação e os resgates”, completa.

Parcerias com o governo brasileiro também são de interesse da SpaceX. Em maio do ano passado, o empresário Elon Musk esteve no Brasil para oficializar acordo com a Starlink. A promessa foi de usar a rede de satélites para conectar 19 mil escolas brasileiras e monitorar a Amazônia (como desmatamentos e incêndios).
O Viasat-3 Américas será o primeiro satélite próprio da empresa a operar no país. O diretor, porém, não revelou quanto da capacidade total será dedicada ao Brasil, mas garante que a maior parte da nossa cota (cerca de 80%) será focada nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde estão as áreas rurais com menor penetração de banda larga.
“Para mais da metade dos que contratam nosso serviço, é a primeira banda larga deles. Vai desde pequenas empresas, como um veterinário ou um comércio local, até fazendas do agronegócio, além de casas de campo isoladas”, destaca Gaunszer. “Mas nossos clientes ainda estão mais concentrados no Sudeste e no Nordeste.”
O plano mais barato da ViaSat no Brasil, voltado ao cliente residencial, hoje custa R$ 179 ao mês, com velocidade de download de 10 Mbps e franquia de dados de 25 GB. Com a nova frota, espera-se que a velocidade por usuário ultrapasse 100 Mbps, o que pode tornar o produto mais atrativo.
Informações UOL

Foto: Reprodução/ TV Globo
O Estadão publicou um editorial no domingo (23) criticando o governo Lula e questionando qual Brasil voltou com o retorno do petista ao comando do Executivo. Segundo o jornal, os brasileiros fundamentais para a apertada vitória do petista em 2022 foram descartados por Lula cedo demais, e o presidente tem conduzido o país por um caminho perigoso.
O texto aponta que o governo Lula tem destruído marcos republicanos, como a lei das estatais, o marco legal do saneamento e a reforma do ensino médio, entre outros. Além disso, destaca o fisiologismo desbragado na relação entre Executivo e Legislativo, e a tolerância à invasão de terras pelos companheiros do MST.
O jornal defende que o Brasil que tantos anseiam por ver de volta é o país que, unido, soube superar a ditadura militar, consolidar a democracia e derrotar a inflação e a instabilidade econômica. Com Lula, ao que parece, esse Brasil não voltará tão cedo.
Informações TBN

Um homem que estava importunando sexualmente mulheres em um camarote, localizado na Micareta de Feira de Santana, foi preso em flagrante na noite de sábado (22), por policiais civis que estavam realizando uma diligência no local. Ele foi encaminhado para o Posto Serviço Especializado de Respeito a Grupos Vulnerabilizados e Vítimas de Intolerância e Racismo (Servvir), que está pela primeira vez integrando a festa.
Duas vítimas relataram que foram tocadas pelo homem, sem que permitisse o ato, além de tentar beijá-las a força. “As duas mulheres, que foram assediadas, dentre elas uma funcionária do camarote, informaram que o homem vinha importunando outras que estavam presentes no local. Rapidamente a guarnição identificou o suspeito e o conduziu para o posto”, explixou o delegado que lavrou o flagrante, Thiago Costa.
Participaram da diligência policiais da Coordenação de Apoio Técnico à Investigação (Cati) do Departamento de Polícia do Interior (Depin), Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e Assessoria Técnica do GDG. O acusado foi autuado pelo crime de importunação sexual e está custodiado no Complexo de Delegacias de Feira de Santana à disposição da Justiça.

Equipes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) desarticularam, no sábado (22), um esquema de receptação e tráfico de drogas, na Micareta de Feira de Santana. As investigações levaram os policiais a uma pousada da região, onde uma travesti recebia produtos roubados no circuito da festa em troca dos entorpecentes.
Com a suspeita, os policiais apreenderam porções de uma droga sintética, além de cocaína, crack, maconha e recipientes para acondicionar os entorpecentes. Também encontraram dois aparelhos celulares, duas máquinas para transações com cartões, relógios, joias, semijoias, duas facas e uma tesoura.
A suspeita, que já tem passagem pela polícia, foi autuada em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e receptação. Ela segue à disposição da Justiça.