Baixista do Ultraje a Rigor foi transferido neste domingo (3) de Paraty (RJ) para São Paulo, onde passou pelo procedimento. Filha pede orações para fãs e amigos.

Filha do baixista Mingau diz que o estado do pai é delicado
Baixista do Ultraje a Rigor , Rinaldo Oliveira Amaral, mais conhecido como Mingau, passou por cirurgia de emergência na cabeça depois de dar entrada em hospital de São Paulo. Ele estava internado em Paraty, no Rio de Janeiro, depois de ter baleado na noite de sábado (2).
Em nota, o Hospital São Luiz do Itaim afirmou que Rinaldo passou por um procedimento intracraniano, realizado pelo neurocirurgião Manoel Jacobsen Teixeira.
“O procedimento durou cerca de 3h30. O quadro clínico é grave, e o paciente seguirá aos cuidados da Unidade de Terapia Intensiva, sedado e mantido sob ventilação mecânica”, diz o hospital.
Isabella Aglio, filha do baixista afirmou em uma publicação no Instagram neste domingo (3) que o estado do pai dela é delicado e pediu para fãs e amigos rezarem.
Em seu vídeo, Isabella apareceu emocionada e falou sobre a transferência do pai “Meu pai foi baleado na cabeça ontem, em Paraty. Na hora que eu soube, eu e minha família fomos para lá, tentamos trazer ele para São Paulo, e conseguimos trazer agora em uma UTI aérea. Ele está em um hospital qualificado, com uma equipe qualificada, ele está muito bem atendido”, disse ela.
Depois de dizer que o estado de Mingau é delicado, Isabella pede para que as pessoas orem por ele “para que ele volte, que ele fique sem sequelas, rezem e olhem pelo meu pai, independente do que vocês acreditam”.
No fim, ela agradece o apoio de pessoas que se mobilizaram para que Mingau pudesse ser transferido para São Paulo.
Mingau chegou ao hospital, localizado na Zona Sul de São Paulo por volta de 14h. Ele foi transferido em uma UTI móvel de Paraty para São Paulo por um helicóptero dos bombeiros do Rio de Janeiro.

Delegado diz que área onde o baixista da banda Ultraje a Rigor foi baleado é dominada pelo tráfico
A troca de hospital ocorreu porque não havia neurocirurgião na unidade em que ele estava, no Rio. Em nota, o Hospital Municipal Hugo Miranda informou que o paciente deu entrada às 22h39 de sábado (2), com caso grave de ferimento por projétil de arma de fogo no crânio.
Durante a madrugada, a família e conhecidos fizeram buscas por aeronaves com UTI móvel para o transporte e não tinham conseguido.
Mingau foi baleado na cabeça quando passava de carro perto da Praça do Ovo, na Ilha das Cobras, em Paraty, no Rio de Janeiro.
Um amigo de Rinaldo Oliveira contou à Polícia Civil que os dois estavam indo fazer um lanche, quando o carro em que estavam foi alvo de disparos (leia abaixo).
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Depoimento do amigo de Mingau para a Polícia Civil — Foto: Reprodução
À Polícia Militar, o acompanhante de Mingau deu outra versão: a de que ambos estavam indo comprar drogas, segundo o registro da ocorrência.
Segundo o delegado Marcelo Russo, da 167º DP, responsável pelas investigações, a região é dominada pelo tráfico e um conhecido ponto de venda de drogas. Após o ocorrido, o baixista foi levado ao hospital municipal Hugo Miranda.
De acordo com o site da banda, Mingau faz aniversário neste domingo. Rinaldo Amaral está no Ultraje desde 1999. A banda, no entanto, surgiu na década de 1980. Durante a carreira, o grupo emplacou diversos sucessos no cenário musical brasileiro, como “Inútil”, “Ciúme” e “Nós vamos invadir sua praia”.
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baixista do Ultraje a Rigor, no programa do SBT — Foto: REPRODUÇÃO REDES SOCIAIS
Informações G1

Um acidente provocou grande retenção no trânsito no sentindo Tomba – Centro na manhã desta segunda-feira (4). Um veiculo modelo Corsa Classic capotou na trincheira da Avenida João Durval. O acidente, que chamou a atenção de transeuntes e motoristas que passavam pelo local, ocorreu por volta das 7 horas da manhã.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde dos ocupantes do veículo. A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada pelas autoridades.
Para garantir a segurança e a fluidez do tráfego na região, agentes da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) estão no local realizando o trabalho de sinalização. A área do acidente foi isolada e desviada, a fim de evitar congestionamentos e prevenir novos incidentes.
*De Olho Na Cidade
Excluindo os MEIs, saldo negativo chega a 750 mil empresas desde o 4º trimestre de 2021. De lá para cá, mais de 2 milhões de companhias foram abertas enquanto 2,8 milhões fecharam.
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Comércio fechado na região central da cidade de São Paulo durante a manhã deste sábado (6), início da fase vermelha em todo o estado devido ao aumento de casos de covid-19 — Foto: Miguel Schincariol/AFP
Nos seis primeiros meses de 2023, o Brasil “perdeu” um total de 427.934 empresas entre micro, pequeno, médio e grande porte. Trata-se de um saldo negativo entre empresas abertas e fechadas no país, excluindo da conta os Microempreendedores Individuais (MEIs).
O levantamento foi feito e cedido ao g1 pela Contabilizei, com base em registros do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJs), da Receita Federal.
Em relação a anos anteriores, o fechamento de empresas tem sido mais frequente do que as inaugurações desde o 4º trimestre de 2021. De lá para cá, o saldo mostra que mais de 750 mil empresas foram eliminadas da economia brasileira.
Nesse intervalo foram abertas 2,08 milhões de empresas enquanto 2,83 milhões foram fechadas.
A situação é mais dramática na indústria, por mais que ela tenha o menor peso quantitativo no levantamento. Ainda assim, os números chamam atenção quando colocados em proporção.
A saber: foram fechadas três vezes mais empresas industriais do que abriram no 2º trimestre deste ano. No período, foram inauguradas 7.810 empresas industriais, mas 25.151 foram encerradas.
Além disso, a indústria vem com saldo negativo há mais tempo, desde o 3º trimestre de 2021. O comércio passou a ter saldo negativo no 4º trimestre de 2021, enquanto os serviços só passaram para o campo negativo no 3º trimestre de 2022.
Em números absolutos, o comércio tem o pior desempenho. Foram fechadas 129.515 empresas no 2º trimestre de 2023, contra 61.685 aberturas. Isso significa que aproximadamente duas companhias fecharam para cada uma que abriu.
Os serviços, em comparação, fecharam 196.651 empresas e abriram outras 133.836 no 2º trimestre deste ano. Também na relação percentual, 1,5 empresa fechou para cada uma que abriu.
“Foi um período que trouxe várias dificuldades impostas à gestão financeira das empresas, além de um alto nível de endividamento da população. Até o reaquecimento do mercado de trabalho formal faz empreendedores voltarem ao trabalho assalariado”, diz Guilherme Soares, vice-presidente de aquisição e receita da Contabilizei.
Por outro lado, um levantamento recente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que, mesmo em um cenário mais desafiador, as micro e pequenas empresas criaram quase 710 mil vagas de trabalho no primeiro semestre e impulsionam a criação de empregos formais no país.
O número corresponde a cerca de 70% do total de vagas com carteira assinada geradas no período. Segundo o Sebrae, o quadro é semelhante ao que já havia sido registrado nos primeiros semestres de 2021 e 2022.
Mas o g1 também mostrou em julho mais um sinal de desaceleração econômica: os pedidos de seguro-desemprego chegaram a quase 7 milhões na janela de 12 meses terminados em junho, a maior quantidade desde o meio da pandemia de Covid-19 e ultrapassando a média observada entre 2018 e 2019.

‘Estou propondo a criação do Ministério da Pequena e Média Empresa’, diz Lula
O g1 decidiu excluir os CNPJs de Microempreendedores Individuais da conta inicial porque a dinâmica de um MEI é bastante diferente de uma empresa formada.
Há uma grande diferença no nível de comprometimento daquele CNPJ em cada um dos casos. Primeiro porque a abertura de um MEI é bastante facilitada e as taxas de manutenção são relativamente baratas.
Além disso, mesmo em caso de inadimplência por parte do MEI, as consequências são brandas, com multas pequenas sobre a contribuição mensal.
Já ao formatar uma Microempresa (ME) são necessários mais passos burocráticos, mais documentos apresentados e a contratação de um contador.
“O MEI é mais suscetível ao cenário econômico de curto prazo. Na pandemia, muita gente teve que prestar serviços à distância ou mesmo pela questão da perda de emprego”, diz Soares, da Contabilizei.
As baixas de MEI também são mais raras. Com custos baixos para manter a empresa aberta, muitos empreendedores podem manter a empresa aberta sem uma operação em curso. No levantamento foram detectados meses de baixa elevada, mas boa parte em virtude de ações do governo de limpa de cadastro.
Mas há setores dentro dos MEIs e MEs que ganharam gás mesmo no pós-pandemia, por um aumento da prestação de serviços próprios e remotos.
Soares explica que há tanto o movimento de quem “se emancipa” do mercado corporativo e passa a trabalhar por conta, como um reforço de setores como o de tecnologia, que passaram a trabalhar para empregadores estrangeiros.
Pelo lado das empresas, a conexão com fornecedores maiores também forçou formalizações. É o caso de e-commerces, que se vincularam a grandes marketplaces comandados pelas varejistas. Para operações nas principais plataformas, os empreendedores precisaram emitir notas fiscais dos produtos.
“Muitos profissionais qualificados não querem voltar nunca mais para o trabalho presencial, por exemplo. E isso deve continuar aumentando o número de aberturas de MEIs e MEs”, diz Soares.
Informações G1

O governo do presidente Lula já gastou mais de R$ 3 milhões na contratação da empresa que vai fazer a montagem e a organização do desfile do 7 de Setembro, valor que é 150% superior ao despendido por Jair Bolsonaro em seu primeiro ano de mandato.
Em 2019, o governo pagou R$ 971 mil (o que corresponde a R$ 1,2 milhão com a correção da inflação) à vencedora da licitação que realizou o primeiro desfile cívico-militar, a MM Faleiros Montagens e Eventos. Agora, Lula pagará à mesma empresa, que ganhou a licitação novamente, R$ 1,8 milhão a mais do que ela recebeu há quatro anos.publicidade
O Estado de S. Paulo informa que o valor desembolsado por Lula pode ser ainda maior, já que o Palácio do Planalto chegou a estimar o gasto de R$ 6,8 milhões somente com a contratação do serviço de montagem de arquibancadas, instalação de banheiros químicos e outros itens do evento.
Além do pagamento pela estrutura, o governo ainda vai gastar com o pagamento de diárias aos militares. Segundo o Estadão, no 7 de Setembro do ano passado, somente o Ministério da Defesa gastou R$ 8,4 milhões.

A intenção de Lula ao turbinar os gastos com o desfile é tentar desvincular a data de Bolsonaro, que reuniu milhões de apoiadores não apenas em Brasília, mas em manifestações em diversas cidades brasileiras.
Neste ano, assessores de Lula afirmam que o presidente quer “ressignificar” a data. A organização do desfile cívico-militar deste ano está sob a coordenação do ministro da Secom, Paulo Pimenta.
Segundo o Estadão, a ordem que circula no Palácio do Planalto é de transformar o 7 de Setembro deste ano em um “ato de resgate das cores da bandeira e dos símbolos patrióticos”, que ficaram associados a Bolsonaro e seus apoiadores.
O governo estima que 30 mil pessoas vão comparecer à Esplanada para ver a passagem de efetivos militares, blindados e o voo da esquadrilha da fumaça. O governo também prepara um esquema de segurança semelhante ao da posse de Lula, para impedir a proximidade da população ao presidente.
Informações Revista Oeste

O Primeiro Comando da Capital, o PCC, alcançou faturamento de R$ 4,9 bilhões por ano, segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo. O crescimento e a sofisticação dos negócios da maior organização criminosa do país têm preocupado autoridades inclusive do outro lado do Atlântico.
O PCC fatura desde 2020 cerca de US$ 1 bilhão ao ano — o que equivale a mais de R$ 4,9 bilhões, na cotação atual, segundo o promotor de Justiça do Gaeco, Lincoln Gakiya. A arrecadação se refere ao tráfico de drogas em São Paulo e ao lucro, sobretudo, da cocaína comercializada para países da Europa.
Dois terços do faturamento do PCC são exclusivamente do tráfico internacional, de acordo com as investigações. O setor da organização criminosa responsável pela atividade ficou conhecido como “Tomate”. Isso porque, segundo o promotor, a cocaína saía do país por meio de carregamentos de tomates.
O restante do lucro é obtido com o comércio de drogas em São Paulo — a arrecadação em outros estados permanece nos locais e não entra nessa conta. “Não há um caixa único do PCC no país. Os integrantes de São Paulo mandam dinheiro para os estados que têm interesse”, afirma Gakiya.
O volume de cocaína que sai dos portos do país aumentou nos últimos anos. Segundo o promotor, em 2016 e 2017, de 200 kg a 300 kg de droga eram colocados em cargas para deixar o país por mês. Já em 2021, as investigações demonstravam que a facção despachava, mensalmente, no mínimo uma tonelada de cocaína.
A facção se tornou tema de preocupação em diversos países europeus. Na medida em que eles se consorciaram com as organizações mafiosas do leste europeu, passaram a lavar dinheiro e ganharam sofisticação.
Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Gaeco, do MP-SP
Hoje, outras formas de arrecadação financeira utilizadas pela facção criminosa acabaram perdendo força, segundo autoridades que investigam a organização.
Desde 2002 — e com mais intensidade a partir de 2008 —, o PCC arrecadava R$ 5 milhões por ano. O dinheiro era proveniente do setor chamado “Progresso”, responsável pelo tráfico de drogas, das rifas e da “cebola”, a mensalidade cobrada de integrantes em liberdade.
A partir de 2018, o PCC aboliu a rifa, a mensalidade e outras formas de obtenção de lucro em São Paulo. Desde então, a arrecadação passou a se concentrar integralmente no tráfico dentro e fora do país.
Entre 2010 e 2012, uma prática utilizada pela facção para guardar dinheiro eram as casas-cofres. Os valores eram enterrados em um cofre em uma casa administrada por membros da organização.
No site da Europol (Agência Policial Europeia), o PCC é classificado como “notório grupo criminoso”. “Há cinco anos, essa preocupação [com a facção] era mais tímida. Hoje, sou demandado quase que semanalmente por autoridades e policiais da Europa buscando informações sobre o PCC”, relata Gakiya.
A Polícia Judiciária de Portugal começou a investigar o número de presos envolvidos com o tráfico de drogas, afirma Ivana David, desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo. “O número de brasileiros presos naquele país chamou a atenção nos últimos cinco anos. Durante as investigações, observou-se que se tratavam de presos faccionados.” Segundo a desembargadora, em muitos casos, os presos são procurados da Justiça, têm mandado de prisão ou estão citados em processos envolvendo a facção no Brasil.
A desembargadora também diz que a principal preocupação da Europa e dos EUA hoje é a extensão do PCC nesses países. Segundo Ivana, investigações apontam que a arrecadação não é somente financeira. “O Brasil envia drogas e recebe armas. A venda de drogas não ocorre somente em troca de dinheiro. A droga é trocada por ouro, diamante.”
Integrantes da organização criminosa paulista compram a droga produzida na Bolívia e no Peru. Parte da substância entra em território nacional pela fronteira com o Paraguai e o produto final é escoado principalmente pelo Porto de Santos, em São Paulo. “Santos tem um movimento por dia intenso que facilita a atuação para o crime no que se refere ao transporte de drogas e dificulta o controle das polícias”, diz Ivana.

Na Europa, não há lideranças do PCC, mas integrantes da organização responsáveis movimentações financeiras. Nos países europeus, há operadores e doleiros que trabalham para a facção e recebem um percentual do valor da venda.
O fluxo do tráfico e do lucro obtido com o comércio ilegal de drogas também se sofisticou ao longo das três décadas de história da organização criminosa. A droga chega aos países europeus por diferentes portos.
Quando os pontos de entrada pela Europa estão sob maior fiscalização, a ordem é para que as substâncias passem antes pelos países africanos e asiáticos. Em abril de 2020, um dos principais nomes da facção Gilberto Aparecido dos Santos, 49, o Fuminho, foi preso em Maputo, capital de Moçambique. Segundo investigações, ele planejava controlar o crime no sul da África.
O dinheiro movido pelo tráfico internacional passa também pela China, segundo Gakiya. “Passa por dezenas de contas chinesas para dificultar o rastreamento”, afirma. Um dos integrantes do PCC, investigado pelo Gaeco por envolvimento com roubo a banco teve o dinheiro recebido na Holanda; depois, o valor passou pela China, chegou ao Brasil e saiu para o Paraguai, segundo o promotor.
O rastreamento depende de cooperação internacional e acordos entre países. “Temos que contar com a colaboração de outros países para rastrear o dinheiro porque o crime não tem mais fronteiras”, diz o promotor.
Informações UOL

A reforma tributária, aprovada na Câmara e em discussão no Senado, altera as regras como os estados e municípios arrecadam impostos.
Texto da reforma propõe extinguir cinco impostos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Confins). Eles serão substituídos por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual: a CBS e o IBS. A CBS é destinada à União, enquanto o IBS aos estados e municípios.
Hoje cada estado e município têm suas próprias regras sobre o recolhimento dos impostos. Os percentuais de arrecadação também variam de local para local. João Claudio Leal, sócio-coordenador da área tributária do SGMP Advogados, diz que a regra atual traz muitas dúvidas e com o IBS, proposto pela reforma, a regra será sempre a mesma em todos os lugares. As alíquotas de imposto é que podem variar.
IBS substituirá o ICMS dos estados e o ISS dos municípios. A CBS vai unificar os tributos federais, que são PIS, Cofins e IPI. Ainda não se sabe qual será o novo valor dos impostos. A Fazenda estima que o IVA dual deve ser entre 25% e 27%, a depender das exceções que entrarem no texto final aprovado.
O imposto será cobrado no destino, ou seja, no local do consumo do bem ou serviço. Com isso, a expectativa é acabar com a guerra tributária entre estados. Mas como a reforma muda a estrutura de arrecadação, há temores de que estados como São Paulo, que tendem a ser exportadores de produtos e serviços, percam arrecadação.
Reforma deve beneficiar ao menos 82% dos municípios e 60% dos estados, segundo estudo do Ipea. O estudo aponta que a redistribuição de receitas prevista na esfera municipal reduziria em 21% o grau de desigualdade entre os municípios. Governadores e prefeitos, porém, temem perder autonomia sobre a própria receita com o desenho do sistema tributário.
A Reforma vai impactar também na divisão com os municípios. Isso tudo vai ser composto por um sistema que calcula o impacto das arrecadações por critérios que vão levar em consideração os impostos de antes e depois.
Paulo Vaz, sócio do VBSO Advogados
Reforma propõe a criação do Conselho Federativo. Esta entidade será formada por representantes dos estados e municípios e vai definir as regras do IBS. Também será responsável pela fiscalização, pela arrecadação e para garantir que haja uma atuação coordenada entre estados e municípios. Pela proposta, as regras serão ajustadas ao longo dos anos para não haver perda de arrecadação.
Hoje o ICMS é recolhido no estado de origem da operação. A reforma diz que o IBS vai ser pago ao estado de origem, onde o produto ou serviço vai ser consumido. “Essa transição para o estado de destino vai se dar em um período maior. Está previsto um período de 50 anos para que você tenha essa redistribuição da arrecadação do IBS passando do modelo de hoje para o novo”, afirma Leal.
O período de transição serve para que os estados adaptem as contas para não terem perdas na arrecadação. A mudança no local de arrecadação pretende impedir a chamada “guerra fiscal”, quando estados criam mais incentivos para atraírem empresas em detrimento de outros estados.
Todas as decisões sobre o IBS serão colegiadas. Essas decisões vão ser aprovadas e cumulativamente se tiver o voto a maioria absoluta dos representantes. A aprovação das regras do IBS dentro do Conselho vai ser feita de uma forma que os estados mais populosos vão ter um peso maior nas decisões. O voto dos municípios vai ser maioria absoluta.
Maria Andréia dos Santos, sócia do Machado Associados
As mudanças ainda não estão valendo. Como é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto precisa passar por duas votações e ter três quintos dos votos a favor. Se o Senado mudar o texto de forma significativa, ele precisa ser votado na Câmara novamente.
Relator prevê que a votação da proposta em comissão do Senado ocorra em outubro. De acordo com a agenda planejada por Eduardo Braga (MDB-AM), serão realizadas ao menos sete audiências públicas para ouvir os diferentes setores (agronegócio, indústria e serviços) e também governadores e prefeitos.
Após a aprovação, a reforma deve ter ao menos quatro leis complementares. Elas serão necessárias para regulamentar temas como regulamentar e fixar alíquota para a CBS e o IBS, regulamentar o Conselho Federativo e transição de créditos do ICMS.
Informações UOL

Um imóvel desabou na noite deste domingo (3) na região da Baixa do Tubo, no bairro de Cosme de Farias, em Salvador. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações sobre a existência de vítimas.
De acordo com os moradores da rua Edson Saldanha, o prédio tinha três andares. O Corpo de Bombeiros ainda não tem informações sobre quantas pessoas moravam no local, nem se havia alguém dentro do imóvel no momento do desabamento, que ocorreu por volta das 20h.
De acordo com o Corpo de Bomebiros, até 21h40 deste domingo não havia nenhum registro de vítima, nem de ferido. Cachorros treinados pela corporação fizeram buscas no local.
Além dos bombeiros, a Defesa Civil (Codesal), a Polícia Militar e a Neoenergia Coelba foram acionadas para a ocorrência.


MATERIA EM AATUALIZAÇÃO
*G1

O jogador de futebol Edson da Silva Oliveira, 20 anos, foi executado com diversos tiros na tarde deste domingo (3), na Rua Decolagem, localizada no Conjunto George Américo, em Feira de Santana.
De acordo com a delegada Daniela Matias, que presidiu o levantamento cadavérico, a vítima se preparava para entrar em campo, quando foi surpreendida pelos disparos de arma de fogo, que atingiram o tórax, pescoço, costas e braços.
Segundo informações colhidas pela reportagem do Acorda Cidade, uma outra pessoa também foi atingida, mas não há informações sobre o estado de saúde desta segunda pessoa.
O corpo do jogador foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para ser necropsiado.
*Acorda Cidade

A Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil prenderam, neste domingo (3), um homem foragido pelos crimes de homicídio qualificado e milícia armada, em Salvador.
O mandado de prisão foi expedido pelo Juízo da Vara Criminal de Ibotirama no bojo da Operação Petúnia, a qual foi deflagrada em setembro de 2022. A operação investiga a morte do empresário Marcello Leite Fernandes, 39 anos, ocorrido em Ibotirama, no Oeste da Bahia.
No dia 21 de julho do ano passado, a vítima estava dentro do próprio carro, em frente a uma loja de som automotivo, quando foi atingido e não resistiu aos ferimentos. Foram pelo menos quatro disparos.
O ex-presidente da Câmara de Ibotirama, Jean Charles Alexandre, é apontado como mandante do crime e está preso. Outras três pessoas também seguem detidas por envolvimento no homicídio: Thiago França de Oliveira, Gutembergue Marques dos Santos e Cleyton Nunes de Oliveira Almeida.
Os quatro são acusados pelo homicídio, além de integrarem uma milícia – espécie de grupo justiceiro que age fora das leis -, liderada por Jean Charles, conforme ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
O preso foi conduzido para a Polinter e depois deve ser transferido ao sistema penitenciário.
*Bahia Notícias

A fraude na cota de gênero, que envolve a inscrição de candidaturas “laranjas”, fez com que 23 câmaras municipais trocassem quase um quarto dos seus vereadores cassados desde 2020. Um levantamento feito pelo O GLOBO, com base em processos julgados pela Justiça Eleitoral, aponta que 206 parlamentares perderam seus mandatos por este motivo no país neste período.
Por lei, 30% das vagas das nominatas devem ser destinadas a mulheres, mas a Justiça detectou irregularidades nestas situações, como a presença de mulheres que não fizeram campanha, não tiveram recursos ou que pediram votos para concorrentes no pleito. Nesses casos, os partidos foram punidos e os votos anulados.
Nordeste lidera ranking
Além de abrigar 13 das 23 cidades que sofreram as mudanças mais significativas nas câmaras, o Nordeste lidera o ranking de cassação, com 125 políticos cassados por fraudes de gênero. O Sudeste vem em seguida, com 65, sendo 25 do Rio.
Vale lembrar que na Câmara dos Deputados tramita uma PEC que visa substituir a cota mínima de 30% das candidaturas pela reserva de 15% das cadeiras nas Casas Legislativas para mulheres. A medida desobrigaria os partidos a terem candidatas em suas chapas nas eleições, o que tem gerado críticas por parte de especialistas.