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O aumento de 52% nos casos de feminicídio e tentativas de feminicídio cometidos com armas de fogo em 2025 no Brasil evidencia não apenas o avanço da violência de gênero, mas também os efeitos diretos do racismo estrutural sobre a vida das mulheres negras no país. A avaliação é da Organização Iniciativa Negra (IN), com base em dados do Instituto Fogo Cruzado.

O levantamento identificou ao menos 50 mulheres cis e trans vítimas desse tipo de violência nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém ao longo do ano. Embora os dados não apresentem recorte racial individual das vítimas, a IN ressalta que os crimes ocorreram majoritariamente em periferias urbanas, territórios historicamente marcados pela predominância da população negra, pela ausência de políticas públicas de proteção social e pela intensa circulação de armas de fogo.

Para a diretora executiva da Iniciativa Negra, Carol Santos, os números revelam uma relação direta entre violência armada e racismo estrutural. “As mulheres negras estão mais expostas porque vivem, em sua maioria, em territórios onde o Estado se faz presente pela via da arma, e não pelo cuidado e pela proteção”, afirma.

Os dados do Instituto Fogo Cruzado indicam ainda que, em 2025, a cada quatro feminicídios cometidos com arma de fogo, um teve como autor um agente de segurança pública. Ao todo, 12 casos desse tipo foram registrados no ano, superando os oito ocorridos em 2024. Para a Iniciativa Negra, o dado agrava a leitura racial da violência. “O mesmo Estado que deveria proteger é aquele que, em alguns casos, ameaça e mata. Essa contradição pesa de forma ainda mais dura sobre mulheres negras, que historicamente têm menos acesso à justiça e à proteção institucional”, avalia Carol.

Casos registrados nas capitais Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Belém reforçam um padrão de violência letal dentro de relações íntimas, frequentemente praticada por parceiros ou ex-companheiros, com o uso de armas de fogo. Para a organização, o cenário evidencia a interseção entre machismo, racismo e políticas de armamento.

A pesquisadora Ana Rosário, do Relatório Elas Vivem, da Rede de Observatórios da Segurança, destaca que o feminicídio armado é resultado de um conjunto de fatores estruturais. “Não se trata de episódios isolados, mas de uma política que naturaliza a circulação de armas, negligencia a proteção às mulheres e ignora que o racismo define quem mais morre e quem mais sofre violência no país”, afirma.

A Iniciativa Negra defende que o enfrentamento ao feminicídio incorpore de forma central o recorte racial, com políticas públicas que articulem controle de armas, fortalecimento da rede de proteção às mulheres e ações direcionadas aos territórios mais vulnerabilizados. “Sem enfrentar o racismo estrutural, qualquer política de combate ao feminicídio será insuficiente. Proteger a vida das mulheres negras precisa ser prioridade”, conclui Ana Rosário.

*Metro1
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil


Serviço impediu que contas falsas fossem abertas com nome de vítimas

Foto:© Joédson Alves/Agência Brasil

Em pouco mais de um mês de funcionamento, o serviço BC Protege+ bloqueou 111 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas. Segundo o balanço mais recente divulgado pela instituição, 545 mil pessoas ativaram a proteção, e as instituições financeiras fizeram 33 milhões de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares.

Os dados foram apurados até o início da tarde desta terça-feira (6). Lançado no início de dezembroo BC Protege+ é um serviço gratuito para reforçar a proteção de cidadãos e empresas contra fraudes na abertura de contas-corrente, poupança e contas de pagamento pré-pagas.

Ao ativar o serviço, o usuário comunica oficialmente que não deseja abrir contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros. A consulta ao sistema pelas às instituições financeiras é obrigatória antes da abertura de qualquer conta.

O recurso funciona como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade e evitar que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas ilegalmente em nome do cidadão ou da empresa.

Como ativar o BC Protege+

  • Acesse a área logada do Meu BC, com Conta gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitada;
  • Localize o serviço BC Protege+ e ative a proteção;
  • Colaboradores de empresas registrados no gov.br também podem ativar a proteção em nome da organização;
  • A escolha fica registrada no sistema e é informada automaticamente às instituições financeiras quando elas consultam os dados do cliente.

Desativação para abertura de contas

Caso o usuário deseje abrir uma conta ou ser incluído na de terceiros, é necessário acessar novamente o BC Protege+ e desativar a proteção temporariamente.

O Banco Central recomenda programar uma data de reativação automática, garantindo que a segurança seja restabelecida após o procedimento.

O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento.

Com informações da Agência Brasil.


Pesquisa permitiu avançar na descrição da microcefalia

Foto:© 41330/Pixabay

Pesquisadores de diferentes estados e instituições brasileiras publicaram, no fim do ano passado, o maior estudo do mundo sobre os principais efeitos do vírus Zika na infância. Com dados de 12 centros de pesquisa do país, o Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika (ZBC-Consórcio) reuniu informações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país.

A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que integra o ZBC-Consórcio, destacou nesta terça-feira (6) à Agência Brasil a importância do estudo.

“Não há estudo anterior publicado com esse número de crianças”,

A pesquisa foi publicada no último dia 29 de dezembro de 2025, no periódico científico focado em saúde pública PLOS Global Public Health

Os dados foram investigados para descrever os casos, uniformizar as informações e definir qual é o espectro da microcefalia causada por esse vírus.

Maria Elizabeth lembrou que a maior incidência de microcefalia por Zika do mundo ocorreu no Brasil, que viveu uma epidemia da doença entre 2015 e 2016.

Na avaliação da pesquisadora do IFF/Fiocruz, o resultado mais importante do estudo foi a definição de como era a morfologia dessa microcefalia, isto é, o que ela apresentava de diferente em relação a outras microcefalias por outras causas.

Segundo Maria Elizabeth, o que torna o estudo especial é que os pesquisadores pegaram o banco de dados original e separaram todos os casos. “Além do grande número, foram examinados os dados primários dos diferentes estudos no Brasil”.

Até então, a caracterização da Síndrome Congênita do Zika (SCZ) se baseava em séries de casos e estudos com poucos participantes ou em estudos individuais.

“Já o tamanho relativamente grande da amostra permitiu observar que, entre as crianças com microcefalia, existe um espectro de gravidade e diferentes tipos de manifestações da Síndrome”, completou.

“Agora, a gente tem mais capacidade de dar respostas para o sistema público de saúde”.

O professor da Universidade de Pernambuco (UPE), Demócrito Miranda, ressalta que a importância do estudo é consolidar um conhecimento que vem sendo construído nos últimos dez anos, desde o início da epidemia de microcefalia, identificada inicialmente no Nordeste brasileiro

Colapso

Maria Elizabeth explicou que, na maior parte das vezes, quando uma mãe era infectada no segundo ou no terceiro trimestres da gestação, a criança apresentava um cérebro que vinha crescendo normalmente e, de repente, começava a ter destruição celular e colapsava.

“É uma microcefalia diferente. É uma anatomia diferente, vamos dizer assim. É muito típica da doença por Zika na gravidez. Nas outras microcefalias, o cérebro fica pequeno. Na da Zika, não. Você vê claramente que tem algo diferente. O cérebro colapsa, e a estrutura óssea colapsa junto também”.

A pesquisadora acrescenta que isso vem associado a distúrbios neurológicos, auditivos e visuais. “E muita convulsão de difícil controle para essas famílias, relacionada à epilepsia causada pela Zika”.

Principais resultados

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cristina Hofer, descreve que as sequelas mais frequentes foram as anormalidades estruturais do sistema nervoso central, detectadas por neuroimagem, além de anormalidades nos exames neurológico e oftalmológico. Destacam-se:

  • a microcefalia ao nascer, observada em 71,3% dos casos, dos quais 63,9% eram graves;
  • a microcefalia pós-natal, registrada em 20,4% das crianças;
  • a prematuridade, em 10% e 20%;
  • o baixo peso ao nascer, com média de 33,2%, variando de 10% a 43,8%;
  • e malformações congênitas, entre as quais as mais frequentes foram epicanto (40,1%), occipital proeminente (39,2%) e excesso de pele no pescoço (26,7%).

Entre as alterações neurológicas, as mais frequentes foram déficit de atenção social, em cerca de 50% das crianças; epilepsia, em 30% a 80%, com média de 58,3%; e persistência de reflexos primitivos, em 63,1%.

No que tange ao comprometimento sensorial, observou-se alterações oftalmológicas em até 67,1% dos casos; e alterações auditivas menos frequentes, mas presentes.

Exames de neuroimagem constataram ainda calcificações cerebrais em 81,7%; ventriculomegalia em 76,8%; e atrofia cortical em cerca de 50%.

Maria Elizabeth destacou que em torno de 30% das 853 crianças objeto do estudo já morreram. As que permanecem vivas estão com idades entre 8 e 10 anos, e enfrentam dificuldades na inclusão escolar em muitos casos. “Algumas nem conseguem, porque têm problema de paralisia cerebral grave. As que vão, têm um déficit de atenção grande e de aprendizagem também”.

Recomendações

Não existe um tratamento específico para o zika vírus, reforçou a pesquisadora do IFF/Fiocruz. Diante disso, a primeira recomendação é a mulher grávida buscar evitar, o máximo possível, estar em zonas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doençaem épocas de epidemia, além de usar repelentes e roupas de mangas compridas, preferivelmente em ambientes com ar condicionado.

“Coisas bem complicadas para uma determinada faixa da população”, reconhece Maria Elizabeth, que afirmou que, ao nascer, as crianças devem iniciar estimulação precoce o mais rápido possíve, porque é característica da criança ter a capacidade de formar novas células.

“Ela tem essa possibilidade. Ainda está formando novas células, e essas novas células na criança são formadas por estimulação. Quanto mais você estimular com estimulação essencial, fisioterapia, fonoaudiologia, melhor vai ser o prognóstico da criança”, disse Maria Elizabeth.

Segundo ela, isso se aplica a qualquer criança. Se a mãe foi exposta ao vírus na gravidez, mesmo que a criança, ao nascer, não apresente microcefalia, ela deve ser mais estimulada.

“Porque as crianças cujas mães tiveram exposição (ao vírus), mas não tiveram microcefalia, também podem ter atraso de desenvolvimento. E essas respondem muito bem às estimulações precoces”.

Maria Elizabeth estima que, em tempos de epidemia, 70% das mulheres grávidas têm Zika e não sabem. “Ou seja, é assintomático. Até hoje, não existe um exame que distinga se uma grávida teve Zika ou não. Uma boa sorologia para Zika ainda não existe”.

A pesquisadora disse que uma mulher só vai saber se teve Zika quando os ultrassons durante a gravidez detectarem uma microcefalia, e algum tipo de intervenção só poderá ser feito depois do nascimento da criança, com estímulos. “O bebê tem uma coisa chamada neuroplasticidade, ou seja, ele é capaz de formar novas células”.

Cuidados permanentes

Uma criança que nasce com o vírus da Zika tem de ter cuidados a vida inteira, recomendou o pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da UPE, Ricardo Ximenes.

“Esses graves danos ao sistema nervoso central (SNC) exigem cuidados multidisciplinares e assistência de diferentes especialidades médicas e de outras áreas da saúde”.

Mais uma vez, a pesquisadora do IFF/Fiocruz ponderou que o acesso a esses cuidados tem obstáculos no Brasil, levando as mães a peregrinarem pelos diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“É uma carga social muito grande para as famílias”, manifestou, acrescentando que, em muitos casos, o marido abandonou a família appos o diagnóstico, deixando todo o peso para uma mãe solo.

Maria Elizabeth salientou a necessidade de que seja desenvolvida no Brasil uma vacina para as mulheres em idade fértil, que as impeça de terem Zika. 

Vida escolar

Após a publicação do estudo, os pesquisadores continuarão a acompanhar as crianças que tiveram Zika, investigando os impactos da doença na vida escolar.

“Essa é a maior dificuldade das crianças, principalmente das que não têm microcefalia, mas cujas mães tiveram Zika na gravidez comprovada. Quando nascem, um grupo dessas crianças tem microcefalia, e o outro, não. O grupo com microcefalia vai evoluir com muitos problemas. Mas o outro precisa ser acompanhado, porque também pode apresentar algum distúrbio de desenvolvimento”.

Esse acompanhamento é importante para permitir que estímulos precoces possam prevenir problemas mais graves, reforça. “Especialmente a geração que nasceu entre 2015 e 2018, deve ter o neurodesenvolvimento mais cuidadosamente investigado pela pediatria de forma geral”, sugeriu a pesquisadora.

Com informações da Agência Brasil.


Ciclo de provas de 2025 foi caracterizado por questões que exigiram maior capacidade de análise crítica e interpretação de temas contemporâneos

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O mês de janeiro reserva datas cruciais para milhões de estudantes brasileiros que buscam ingressar no ensino superior. De acordo com o cronograma oficial, o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será divulgado no dia 16 de janeiro. A partir desta data, os candidatos poderão acessar suas notas individuais por meio da Página do Participante, obtendo o desempenho detalhado nas quatro áreas do conhecimento e na redação.

A divulgação das notas é o ponto de partida para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que estará com inscrições abertas entre os dias 19 e 23 de janeiro. O sistema utiliza a pontuação do Enem como critério para selecionar estudantes em universidades públicas de todo o país.

Além do Sisu, o desempenho no exame é requisito fundamental para o acesso a outros programas do Governo Federal, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que devem anunciar seus prazos específicos logo após a primeira chamada das universidades públicas.

Além do Enem, o final do mês será marcado pelos resultados dos principais vestibulares paulistas. As listas de aprovados da Fuvest, que seleciona para a USP, e da Unicamp estão previstas para o dia 23 de janeiro. Já a Unesp deve publicar sua relação de classificados no dia 30.

O ciclo de provas de 2025 foi caracterizado por questões que exigiram maior capacidade de análise crítica e interpretação de temas contemporâneos, consolidando uma tendência de exames mais voltados para a aplicação prática do conhecimento.


Em despacho, ministro diz que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata”

Ministro Alexandre de Moraes Foto: Luiz Silveira/STF

Nesta terça-feira (6), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital. O líder conservador passaria por exames em função de uma queda que sofreu na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF).

Moraes mandou que a defesa do político apresente o laudo médico da PF e indique quais exames serão necessários para verificar a viabilidade de eles serem feitos na própria Polícia Federal.

– Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A Defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade – diz trecho do despacho.

Informações Pleno News


Com selo QMentum International, a Unidade reforça a excelência em qualidade assistencial, segurança do paciente e gestão por processos

Fotos: Fotos: Edieric Magalhães

A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) da Santa Casa de Feira de Santana inicia 2026 com uma notícia sensacional: a conquista da certificação QMentum International, programa de acreditação de origem canadense que é reconhecido mundialmente pelo foco em três pilares: a qualidade, a segurança do paciente e a melhoria contínua das instituições de saúde.

A conquista representa um avanço não apenas para a Bahia, pois a Unidade de Feira se torna a primeira Unacon do Brasil a conquistar a certificação. “É um selo de excelência alinhado a padrões internacionais de qualidade, que são referência na área de saúde”, comemora a provedora da Santa Casa, a médica Fernanda Reis, que vem há aproximadamente um ano e meio liderando o processo de certificação da entidade.

A QMentum utiliza e avalia padrões desenvolvidos globalmente por comitês técnicos altamente especializados. “A certificação representa muito por que é o reconhecimento do trabalho sério e dedicado dos profissionais de todos os setores que fazem a nossa Unacon, um atendimento que já era muito bem avaliado pelos nossos milhares de pacientes, mas que agora ganha uma chancela internacional, de um organismo sério e respeitado mundialmente”, destaca a provedora.

Fernanda Reis ressalta ainda o protagonismo da equipe, fundamental para esta conquista. “Apesar de todos os desafios comuns a uma instituição mantida pelo SUS, conseguimos avançar graças ao engajamento e dedicação das nossas equipes de gestão, de liderança e da assistência que não medem esforços para aprimorar os nossos processos e o atendimento de qualidade aos nossos pacientes”, observa.

Para a acreditação, a Quality Global Alliance, responsável pela certificação no Brasil, avaliou diversos setores e processos desenvolvidos pela Unacon, a exemplo de segurança do paciente e gerenciamento de riscos, governança e liderança, controle de infecção, gestão de medicamentos, cuidado centrado no paciente e na família, qualidade e indicadores de desempenho. A Unidade conquistou o selo QMentum International nível Platinum.

A Unacon da Santa Casa de Feira de Santana é referência em oncologia para toda a macrorregião centro-leste da Bahia, atendendo a pacientes de mais de 70 municípios. Em 2025, a Unidade realizou mais de 36 mil sessões de quimio e hormonioterapia; 32.500 sessões de radioterapia; e mais de 37.500 consultas oncológicas.

Com informações da assessoria de comunicação.


Ministro pode disputar governo de São Paulo ou Senado nas próximas eleições

Lula e Fernando Haddad Foto: PR/Ricardo Stuckert

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende deixar o governo até fevereiro, seguindo o movimento já sinalizado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em Brasília.

Haddad conversou com Lula no início do ano e indicou que pode permanecer no cargo até o fim de fevereiro para concluir compromissos da pasta. A saída ocorreria após Lewandowski, que manifestou desejo de deixar o Ministério da Justiça ainda nesta semana.

No Ministério da Fazenda, a expectativa é que o secretário-executivo Dario Durigan assuma o comando da pasta de forma interina. Mudanças internas já começaram antes mesmo da eventual saída de Haddad.

Aliados afirmam que Haddad avalia novos projetos políticos. No PT, há discussões sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado nas próximas eleições.

Com a volta de Lula a Brasília, o Palácio do Planalto deve tratar como prioridade a reorganização da equipe ministerial diante das sinalizações de saída.

Informações Pleno News

Podcast Super Sincera
6 de Janeiro de 2026

com Manu Pilger

Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Quando a corrida deixa de ser coletiva

O país inteiro comentou, nos últimos dias, a história da mulher que abandonou o amigo durante uma trilha no Pico do Paraná. Ele ficou cinco dias perdido, enfrentando frio, fome, exaustão e medo. O caso chocou não apenas pela situação extrema, mas pelas falas posteriores da amiga, que escancararam uma discussão maior: confiança, responsabilidade e limites.

Mas é para além do fato isolado que essa história precisa nos levar.

Ela lança luz sobre um cenário cada vez mais comum e pouco debatido dentro dos grupos de corrida, trilhas e ciclismo. Ambientes que deveriam promover saúde, bem-estar e coletividade vêm, em muitos casos, se transformando em espaços tóxicos, alimentados por uma competitividade excessiva e, muitas vezes, estimulada por quem deveria orientar.

Falo com propriedade. Entrei na corrida aos 20 anos e, durante muito tempo, participei de grupos. Com o passar dos anos e das experiências, fiz uma escolha consciente: me afastar. Não por falta de amor ao esporte, mas pelo ambiente que se formava. Um espaço onde o outro deixa de ser companheiro e passa a ser concorrente. Onde o desempenho vira régua de valor: quem corre mais, quem tem o melhor tênis, quem viaja para provas fora do país, quem aparece mais.

E tudo isso vai corroendo, silenciosamente, a saúde mental.

Hoje, qualquer consulta médica começa com a mesma pergunta: você pratica atividade física? E a recomendação vem quase como uma prescrição. A atividade física é remédio. Ajuda no corpo, na mente, na longevidade. Libera endorfina, melhora o humor, organiza pensamentos. Mas quando essa prática acontece em ambientes que estimulam comparação constante, disputa desnecessária e vaidade travestida de performance, ela deixa de ser cura e passa a ser gatilho.

O abandono na trilha não é um ponto fora da curva. Ele é sintoma. Em muitos clubes e grupos, especialmente formados por atletas amadores pessoas que não vivem do esporte a lógica da competição se sobrepõe à lógica do cuidado. E quando alguém é deixado para trás, literal ou simbolicamente, a pergunta que fica não é sobre pace ou colocação. É sobre caráter.

Isso nos leva a um questionamento inevitável: quem são as pessoas com quem escolhemos caminhar, correr, pedalar e viver?

É importante dizer: não deixe de fazer atividade física por causa disso. Todo ambiente terá alguém tóxico. Sempre haverá quem queira se destacar às custas do outro. O aprendizado está em não permitir que essas pessoas nos contaminem, e em saber escolher melhor nossas companhias.

O caso do Pico do Paraná precisa, sim, ser debatido. Não apenas como um episódio extremo, mas como um alerta. Saúde não combina com abandono. Movimento não combina com ego. E nenhuma conquista vale mais do que a humanidade que se perde no caminho.


Janeiro chegou e, com a proximidade do início do ano letivo, a procura por material escolar já movimenta as papelarias de Feira de Santana. Para garantir que os consumidores encontrem preços claros e informações corretas, o Procon, por meio de sua equipe de fiscalização, iniciou uma série de ações nos principais estabelecimentos comerciais da cidade.

A iniciativa tem como objetivo assegurar a transparência na relação entre fornecedores e consumidores, além de orientar as famílias no momento da compra dos itens escolares. De acordo com o superintendente do Procon, Maurício Carvalho, a equipe do departamento de fiscalização está em campo desde a última segunda-feira realizando pesquisa de preços e verificando o tipo de material comercializado para a volta às aulas.

Segundo ele, o levantamento contempla 27 itens de material escolar mais demandados neste período. Para cada produto, a pesquisa apresenta duas referências de valor: o menor e o maior preço praticado no mercado, totalizando 54 possibilidades de comparação. A iniciativa funciona como um norteador para o consumidor e também estimula a concorrência entre os estabelecimentos. “O consumidor vai escolher o produto, comparar os preços e fazer a melhor compra”, destacou Maurício Carvalho.

A lista completa com os preços pesquisados será divulgada até o início da próxima semana, no site oficial da Prefeitura de Feira de Santana, nas redes sociais institucionais e no perfil do Procon no Instagram.

Para a consumidora Rosana Gomes, autônoma e moradora de Salvador, a iniciativa contribui diretamente para coibir abusos e orientar as famílias na hora da compra. Mãe de estudante, ela conta que costuma adquirir material escolar em Feira de Santana durante o período de férias, apesar de considerar que os preços não apresentam grandes diferenças em relação à capital. Ainda assim, avalia que os valores de alguns itens chegam a ser excessivos e defende a atuação do órgão de defesa do consumidor. “Tem lugares em que os preços são surreais. A fiscalização é muito importante”, afirmou.

Instituições de ensino

Além da pesquisa de preços, o Procon também atua na fiscalização das instituições de ensino. O órgão publicou, no dia 11 de novembro, a Portaria nº 29, que estabelece critérios sobre os materiais escolares que podem ou não ser exigidos pelas escolas. A norma proíbe a solicitação de itens de uso coletivo, como materiais de limpeza e de escritório, permitindo apenas a exigência de materiais de uso individual dos alunos.

As escolas foram notificadas a apresentar documentos como plano de execução pedagógica, contratos e informações sobre reajuste de mensalidades. O material será analisado pelo setor jurídico do Procon.

“As escolas que não enviarem absolutamente nenhum documento serão punidas por crime de desobediência”, afirmou Maurício Carvalho.

O Procon reforça que a fiscalização seguirá durante todo o período de volta às aulas, com o objetivo de garantir o cumprimento da legislação e a defesa dos direitos do consumidor.

*Secom


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial para chuvas intensas em 250 municípios da Bahia. O aviso é válido até as 23h59 desta quarta-feira (7) e prevê precipitações entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 mm por dia, além de ventos com velocidades entre 40 e 60 km/h.

Apesar de o risco ser considerado baixo, o órgão recomenda atenção da população para possíveis transtornos, como quedas de galhos, alagamentos pontuais e interrupções no fornecimento de energia.

Entre as orientações do Inmet estão evitar abrigo debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda e evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada durante as chuvas.

Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

O alerta atinge municípios de diversas regiões do estado, incluindo cidades do interior, do oeste, do norte e do sul da Bahia, como Euclides da Cunha, Barreiras, Vitória da Conquista, Porto Seguro, Juazeiro, Irecê, Jacobina, Guanambi, Jequié e Luís Eduardo Magalhães, entre outras.

*Metro1
Foto: Reprodução/Freepik