Número pode até ser maior, segundo a Fiocruz, em razão da invasão hacker nos sistemas do Ministério da Saúde

Foto: Diego Marchi/prefeitura do Guarujá
Foto: Diego Marchi/prefeitura do Guarujá

  O Brasil atingiu a marcar de 12 milhões de pessoas que já poderiam ter tomado a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 e não compareceu aos postos.
Este dado, de acordo com o pesquisador da Fiocruz, Manoel Barral, pode até ser maior em função da pane nos sistemas do Ministério da Saúde após uma invasão hacker, no começo do mês.

“Eventualmente, pode até ter havido uma melhora e as pessoas terem comparecido mais, mas essa é uma situação complicada em plena pandemia, em pleno risco da chegada de uma variante agressiva como a Ômicron, a gente estar nesse apagão de dados”, destaca Manoel Barral, pesquisador da Fiocruz.

Até 8 de dezembro, 74,95% da população brasileira havia recebido a primeira dose dos imunizantes contra a Covid-19, 64,78% estava com esquema vacinal completo e 9,04% havia recebido a terceira dose do imunizante. Apenas 16% dos municípios conseguiram completar a aplicação de duas doses ou dose única da Janssen.

Informações Bahia.ba


De acordo com o boletim divulgado pelo Lacen-BA nesta terça-feira (21), 61 casos evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de hospitalização.

Foto: Divulgação

A Bahia tem 185 casos de Síndrome Gripal (SG) com laudo positivo para Influenza A H3N2 e duas mortes ocasionadas pela doença. Salvador registra 238 casos de gripes, sendo 151 delas de Influenza A H3N2.

De acordo com o boletim divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) nesta terça-feira (21), 61 casos evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de hospitalização, sendo um de Camaçari, um de Lauro de Freitas e 59 de Salvador.

A capital baiana enfrenta um surto de Influenza desde a semana passada. Conforme Secretaria Municipal de Salvador (SMS), a maioria dos acometidos pelo vírus H3N2 têm entre 20 a 49 anos de idade – 97 pessoas com diagnósticos confirmados estão nessa faixa de idade.

Além de Salvador, com 151 casos, também registraram ocorrências os municípios de Alagoinhas (1), Aratuípe (1), Cachoeira (1), Camaçari (3), Catu (3), Conceição do Jacuípe (1), Eunápolis (1), Feira de Santana (2), Gandu (1), Ilhéus (1), Itapebi (2), Laje (1), Lauro de Freitas (4), Macajuba (1), Nazaré (1), Porto Seguro (1), Presidente Tancredo Neves (2), São Sebastião do Passé (5), Teolândia (1), Vitória da Conquista (1).

O documento destaca ainda que, devido instabilidades nos sistemas de informação do Ministério da Saúde, o acesso aos dados de notificação de casos tem sido inconsistente e descontínuo, fazendo com que as informações permaneçam sujeitas a revisão.

Para efeito de notificação no sistema de informação Sivep-Gripe, devem ser considerados os casos de SRAG hospitalizados ou os óbitos por SRAG independentemente de hospitalização.

O boletim de Vigilância Epidemiológica Estadual recomenda a intensificação vacinal nos municípios que ainda têm estoque do imunizante. As doses devem ser ofertadas para os grupos prioritários não vacinados durante a campanha de 2021.

O grupo prioritário é composto por crianças entre 6 meses e 6 anos; gestantes e puérperas; pessoas com 60 anos ou mais; povos indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; adolescentes sob medidas socioeducativas; pessoas com comorbidades ou deficiência permanente.

Na Bahia, de acordo com dados do Painel Influenza do Ministério da Saúde, 5.635.200 doses da vacina Influenza foram distribuídas e 4.838.703 foram aplicadas durante a Campanha da Influenza em 2021, atingindo a cobertura média de 94,3%. Em 2020, a cobertura média alcançou 93,55% do público alvo.

Informações G1


Agência solicitou mais informações ao Instituto Butantan

Anvisa avalia vacinar crianças com CoronaVac Foto: EFE/Javier Roibás Veiga

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu, nesta terça-feira (21), mais informações ao Instituto Butantan sobre o uso da CoronaVac no público infantil. A autarquia concluiu que ainda faltam dados para liberar o uso emergencial do imunizante em crianças.

A decisão ocorreu após reunião entre técnicos da Anvisa, representantes do Butantan e de sociedades médicas.

Após a análise dos dados apresentados pela instituto, pesquisadores e especialistas, entre eles imunologistas e pediatras, entenderam que há informações “ausentes no processo”.

– A Anvisa vai encaminhar ao Instituto uma série de questionamentos sobre dados que ainda não estão presentes no processo e que impedem a conclusão da análise pela Agência – descreveu a agência reguladora.

Entre os problemas apontados pela Anvisa, os técnicos indicaram que praticamente não houve alterações “em relação aos dados apresentados pelo Butantan entre o pedido de julho de 2021, no processo que foi indeferido, e o pedido mais recente”.

– Na avaliação dos técnicos da Anvisa e dos especialistas externos convidados há lacunas importantes nos dados apresentados pelo Butantan que ainda impedem afirmar de forma científica o grau de imunidade gerado nas crianças e adolescentes – indicou.

O Instituto Butantan, por sua vez, afirmou em nota que “agradece as associações médicas” que participaram do processo, e destacou que “foram apresentados dados robustos sobre imunogenicidade e segurança do imunizante, mostrando, mais uma vez, que há elementos suficientes para autorização”.

Informações Pleno News


Variante responde por 73% das novas infecções registradas na semana passada

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/Alex Edelman

A Ômicron superou outras variantes do coronavírus e, no momento, é a versão dominante nos Estados Unidos, respondendo por 73% das novas infecções na semana passada, segundo informaram as autoridades federais de saúde, nesta segunda-feira (20).

Os números dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) mostraram um aumento de quase seis vezes na participação da Ômicron nas infecções em apenas uma semana, de acordo com a Associated Press.

Em grande parte do país, a prevalência de Ômicron é ainda maior. É responsável por cerca de 90% das novas infecções na área de Nova Iorque, no Sudeste, no Centro-Oeste industrial e no Noroeste do Pacífico. A taxa nacional sugere que mais de 650 mil infecções pela cepa ocorreram nos EUA na semana passada.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky, disse que os novos números refletem o tipo de crescimento visto em outros países.

– Estes números são nítidos, mas não surpreendem – disse ela.

Enquanto isso, Jen Psaki, a secretária de imprensa da Casa Branca, fez uma prévia de parte do conteúdo dos comentários planejados pelo presidente Joe Biden em discurso marcado para esta terça-feira (21).

– Este não é um discurso sobre lockdown – disse ela em coletiva de imprensa.

Psaki acrescentou que o presidente terá mais a dizer na terça-feira sobre os “esforços para expandir o acesso aos testes e vacinas da Covid-19”. Ainda segundo Psaki, Biden deverá se direcionar aos não vacinados, indicando que eles deverão seguir liderando as hospitalizações e mortes.

*AE


Medida permite que brasileiros e estrangeiros residentes não vacinados possam adotar quarentena de 5 dias

Governo atende ao STF e publica portaria do passaporte da vacina Foto: Reprodução/freepik

O governo atendeu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e editou nesta tarde uma nova portaria, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), que oficializa a necessidade de comprovante de vacinação contra a Covid-19 para a entrada no país, tanto no modal aéreo quanto no terrestre.

Brasileiros e estrangeiros residentes não vacinados, por sua vez, podem optar por uma quarentena de no mínimo cinco dias, que só se encerraria com a apresentação de um teste negativo para o coronavírus colhido ao final desse período. A condição não vale para estrangeiros não residentes no Brasil. Todos os viajantes devem apresentar teste negativo no momento do embarque.

Também poderão substituir o comprovante de vacinação pela quarentena indivíduos considerados não elegíveis; provenientes de países sem vacinação de amplo alcance; ou, ainda, por motivos humanitários excepcionais.

Outra exceção será aberta para brasileiros ou residentes que saíram do país até 14/12/2021. Estes serão submetidos às regras anteriores à portaria e estão dispensados do comprovante de vacinação ou de quarentena no regresso ao Brasil, mas seguem obrigados a apresentar teste negativo para Covid-19.

Na última quarta-feira (15), o STF atingiu os votos necessários para manter a obrigatoriedade do passaporte da vacina determinada em liminar de Barroso no dia 11.

A portaria ainda mantém a proibição de desembarque no país de viajantes que tenham origem ou passagem pela África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue nos últimos quatorze dias.

A portaria do governo pode ser vista aqui.

*AE


Sistemas do Ministério da Saúde estão instáveis após ataque hacker no último dia 10 de dezembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fora do ar desde o último dia 10 de dezembro, após um ataque hacker, a plataforma ConecteSUS, do Ministério da Saúde, deve voltar ao ar nesta quarta-feira (22). A previsão é do ministro da pasta, Marcelo Queiroga.

Desde o ataque cibernético que os sistemas estão fora do ar. Com isso, os dados diários de casos e mortes por Covid-19 de diversos estados estão sendo publicados incompletos.

Na ocasião, Queiroga comentou também sobre as ameaças de morte sofridas por membros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por causa da autorização da vacinação contra Covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos. Segundo o ministro “São ações de criminosos que ameaçam os funcionários públicos. Eu mesmo sofro ameaças também, a gente está trabalhando firme para resolver o problema da pandemia, mas são ações que devem ser resolvidas pela Polícia Federal”.


Informações Bahia.ba


A Agência também pede proteção policial para diretores e servidores

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu à Polícia Federal (PF) e a outros órgãos a apuração de ameaças contra diretores e servidores, além de reforçar pedido de proteção policial.

“A Anvisa informa que, em face das ameaças de violência recebidas e intensificadas de forma crescente nas últimas 24 horas, foram expedidos neste domingo (19) ofícios reiterando os pedidos de proteção policial aos membros da Agência. Tais solicitações já haviam sido feitas no último mês de novembro quando a agência recebeu as primeiras ameaças”, diz o órgão, em nota.

As ameaças surgiram após decisão da Anvisa de autorizar a aplicação da vacina da Pfizer contra covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, na última quinta-feira (16). “O crescimento das ameaças faz com que novas investigações sejam necessárias para identificar os autores e apurar responsabilidades”, diz a Anvisa.

O ofício de hoje da Anvisa foi encaminhado para o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres; o procurador-geral da República, Augusto Aras; o diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, e o superintendente regional da Polícia Federal no Distrito Federal, Victor Cesar Carvalho dos Santos.

“Mesmo diante de eventual e futuro acolhimento dos pleitos, a agência manifesta grande preocupação em relação à segurança do seu corpo funcional, tendo em vista o grande número de servidores da Anvisa espalhados por todo o Brasil. Não é possível afastar neste momento que tais servidores sejam alvo de ações covardes e criminosas”, acrescenta a nota.

A Anvisa informou ainda que não publicará os anexos que materializam as ameaças recebidas para não expor os dados pessoais dos envolvidos, no entanto, disse que todas as informações foram encaminhadas às autoridades responsáveis.

Na última sexta-feira, a diretoria da Anvisa divulgou nota rebatendo questionamentos do presidente Jair Bolsonaro acerca da decisão de autorizar a vacinação em crianças com o imunizante da Pfizer-BioNTech.

Em live em redes sociais, na quinta-feira, Jair Bolsonaro disse que pediu extraoficialmente o “nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de 5 anos”. “Queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem foram essas pessoas e forme seu juízo.”

Informações Agência Brasil


Distribuição será feita pelo consórcio Covax Facility, da OMS

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

O governo Bolsonaro doará 30 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus a países de renda baixa e média, por meio do consórcio da OMS, Covax Facility. Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o anúncio deve ser feito nesta segunda-feira (20).

Para o Ministério da Saúde, o repasse não impactará na vacinação brasileira, que já é considerada pelo governo como bem sucedida. Até o fim do ano de 2022, o país receberá mais 770 milhões de doses de imunizantes anticovid.

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Em outubro deste ano, durante a Cúpula do G20, o governo brasileiro assumiu o compromisso de solidariedade para com os países com baixos índices de vacinação. Atualmente, apenas metade da população mundial recebeu ao menos uma dose de vacina.


A vítima era um homem de 84 anos que morava em Colinas de Periperi, região do subúrbio da capital baiana.

Foto: Paula Fróes / GOVBA

Salvador registrou, neste sábado (18), a segunda morte causada pela gripe Influenza A H3N2. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a vítima era um homem de 84 anos que morava em Colinas de Periperi, região do subúrbio da capital baiana.

A SMS não informou a data da morte e nem se o homem tinha sido vacinado contra a doença. De acordo com a prefeitura, ele teve sintomas comuns da gripe como febre, coriza, desconforto respiratório e dispneia. O quadro evoluiu para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e ele não resistiu. Não há detalhes sobre onde ele estava internado.

Na quarta-feira (16), a Secretaria da Saúde da Bahia registrou a primeira morte pelo Influenza H3N2, de uma idosa de 80 anos, que morava em Salvador e não estava vacinada contra a gripe.

Informações Bahia Notícias


Foto: João Gabriel Alves/Agência Enquadrar/Folhapress

A pandemia do novo coronavírus mal foi controlada no Brasil e um surto de gripe se abate sobre cidades de ao menos cinco estados, incluindo as duas maiores capitais brasileiras. Surgido em Hong Kong na década de 1960, o vírus influenza A (H3N2) sofreu uma nova mutação na Austrália este ano, suficiente para aumentar os atendimentos nos prontos-socorros e internações nos hospitais do Rio de Janeiro e São Paulo.

Enquanto a cidade do Rio já contabilizou mais de 23 mil casos da doença nas últimas semanas, na capital paulista foram 19 internações na semana terminada no dia 14, contra 12 casos de março a junho do ano passado. Ontem, a Bahia registrou a primeira morte relacionada ao vírus, que já chegou também a Rondônia e ao Espírito Santo.

À CNN, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a vigilância epidemiológica notou que os pacientes com gripe se restringem ao primeiro atendimento, em nível ambulatorial, como acontece no Rio.

Não estamos vendo como uma situação de gravidade, por enquanto, e sim de atenção.”
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo

Mas, afinal, o que é preciso saber sobre essa nova variante?

O que é o vírus H3N2?

O vírus H3N2 é um dos subtipos do vírus influenza A. Conhecido oficialmente como influenza A (H3N2), esse vírus é sazonal. Ele circula entre humanos desde uma epidemia em Hong Kong em 1968. Mas foi apenas a partir de 2005 que ele começou a circular pelo mundo mais frequentemente.

Vírus H3N2 não surgiu na Austrália

Embora a H3N2 tenha aparecido em Hong Kong, uma nova mutação foi identificada “há seis meses na Austrália”, diz o virologista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) José Luiz Proença Módena. A cepa foi batizada de Darwin em referência à cidade em que ela foi sequenciada.

A vacina da gripe protege contra o vírus H3N2?

Como os vírus influenza passam por mais mutações do que o coronavírus, as vacinas precisam mudar todos os anos para garantir eficácia. A vacina contra a gripe usada no Brasil já tem em sua composição a H3N2, mas não se trata da variante Darwin, a que agora circula no Rio e em São Paulo.

Desde que a variante foi encontrada, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda uma nova formulação para as vacinas contra a gripe que serão aplicadas em 2022, agora com a H3N2 Darwin.

Mesmo assim, a vacina à disposição “ajuda a pelo menos reduzir hospitalização”, diz Cristina Bonorino, imunologista da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). “Essa variante não está na vacina, mas a H3N2 está. Então a vacina tem alguma proteção.”

Quem são as principais vítimas?

A variante atinge principalmente idosos e —ao contrário do coronavírus— crianças. Nesses grupos, a gripe pode ser ainda mais grave, resultando até em internação.

“O [vírus] influenza atinge crianças, mas ninguém sabe ao certo por quê. É uma grande incógnita que ainda buscamos resposta”, diz a imunologista.

Ela diz, no entanto, que os infectados até o momento pela Darwin são adultos não vacinados, já que “a campanha de vacinação contra a gripe foca em geral em idosos e crianças, o principal grupo de risco”.

Quais os principais sintomas do vírus H3N2?

Os principais sintomas provocados pela Darwin são os mesmos da gripe comum: febre alta, dores nas articulações, nariz congestionado, tosse, inflamação na garganta e fortes dores de cabeça. Pode haver vômito e diarreia principalmente em crianças.

Como se prevenir do vírus H3N2?

A especialista recomenda os mesmos cuidados para fugir da covid-19: usar máscaras, lavar as mãos frequentemente e evitar aglomerações.

Se o paciente apresentar os sintomas dessa gripe, o conselho é se isolar por até seis dias e só sair de casa 24 horas depois que a temperatura tiver caído para 36°C.

Existe tratamento?

Para cuidar do paciente infectado por esse subtipo do vírus, recomenda-se o mesmo tratamento para a gripe comum, com remédios para conter os sintomas. Os casos graves da doença podem precisar de internação.

A médica alerta para o fato de o influenza “conter uma infecção bacteriana associada”. Alguns casos, diz, começam “primeiro com resfriado, depois agrava. O paciente fica bem em seguida, mas volta a piorar e pode acabar com uma pneumonia que precisa ser tratada com antibiótico”.

A queda na vacinação contra a gripe na pandemia tem influência?

Todas as vacinações caíram nos últimos anos, como a da gripe, “e isso pode ajudar a espalhar o vírus agora”. A imunologista acrescenta que a flexibilização das medidas restritivas contra a covid-19 também motiva o aumento de infectados pela H3N2.

“O vírus da gripe está voltando justo agora que começaram a reabrir alguns setores e flexibilizar as medidas de contenção ao coronavírus”, diz.

É a mesma coisa que a covid-19. A gente tem de vacinar todo mundo. Toda vez que a população não se vacina, pode surgir variante nova. Isso acontece todo ano com o influenza.”

Informações UOL