Agência também impediu, neste domingo, o embarque de 3 mil passageiros no navio MSC Splendida
Navio com cerca de 20 casos de Covid chega ao Rio Foto: Estadão Conteúdo/Wilton Junior
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota na noite deste domingo (2) em que “contraindica o embarque de passageiros que possuem viagens programadas em navios de cruzeiro para os próximos dias”. A nota foi divulgada após a agência pedir ao Ministério da Saúde a interrupção da atual temporada de cruzeiros.
Já são 174 casos confirmados de Covid desde a semana passada em navios. A Anvisa também impediu, neste domingo, o embarque de 3 mil passageiros no navio MSC Splendida. De acordo com a Anvisa, o impedimento ocorre “devido ao reconhecimento pelas autoridades locais de saúde e pela Anvisa, da existência de transmissão sustentada de Covid entre tripulantes”.
Na mesma nota, a agência reafirmou a necessidade de suspender a temporada de cruzeiros. A medida deve ser tomada pelo Ministério da Saúde, que afirmou até o momento que avalia medidas cabíveis “em razão do grave risco à saúde da população, a Anvisa já recomendou ao Ministério da Saúde, desde o dia 31/12, que revisitasse a posição sobre a temporada de navios de cruzeiros”.
A MSC Cruzeiros, responsável pela operação do navio MSC Splendida, também divulgou nota na noite deste domingo em que confirma não ter recebido autorização para realizar o embarque de hóspedes no porto de Santos, onde o navio estava atracado. A companhia não divulgou o número de passageiros que embarcariam neste domingo.
O MSC Splendida é um dos navios que registraram casos positivos de Covid desde a semana passada – os outros dois são o Costa Diadema e o MSC Preziosa, de responsabilidade da mesma empresa. O Preziosa chegou ao Rio de Janeiro com 28 casos confirmados do coronavírus – sendo dois tripulantes e 26 passageiros.
A MSC Cruzeiros, ainda em nota, afirma que os passageiros que embarcariam neste domingo têm algumas opções a partir de agora. Solicitar uma carta de crédito no valor original do cruzeiro, a ser resgatada em qualquer outro cruzeiro até 31 de dezembro deste ano, ou pedir o reembolso dos pacotes.
O suplemento foi aprovado pela Anvisa em outubro e chegou às farmácias em dezembro. Especialistas alertam para a falta de evidências científicas de seu uso sem uma avaliação mais aprofundada.
Desde o início de dezembro, farmácias brasileiras estão vendendo melatonina em comprimidos ou gotas sem a necessidade de prescrição médica.
A substância, conhecida popularmente como “hormônio do sono”, teve a comercialização liberada no país no dia 15 de outubro de 2021 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.
Embora a decisão esteja alinhada com o que ocorre em vários países da Europa e da América do Norte, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil criticam a decisão e pedem muita cautela na hora de comprar e utilizar esse produto.
“É preocupante que a melatonina seja vendida como se fosse um picolé. Não estamos falando de uma substância inócua e seu uso errado pode trazer problemas”, alerta o neurocientista Fernando Mazzilli Louzada, coordenador do Laboratório de Cronobiologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
“E é um conceito estranho enquadrá-la como suplemento alimentar. Não há consenso algum de quando há uma deficiência desse hormônio no organismo”, aponta a neurologista Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono de São Paulo. “Não existe sequer uma diretriz no mundo que indique a melatonina como tratamento para insônia”, emenda a especialista, que também é professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“Precisamos deixar claro que a melatonina pode até ser uma ferramenta terapêutica, mas não vai ser indicada para todo mundo”, concorda o médico Paulo Augusto Miranda, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Mas, para entender toda essa polêmica, é preciso saber antes o que é a melatonina e sua importância para o funcionamento do corpo.
A maestrina do crepúsculo
“É muito bonito pensar que o dia e a noite são incorporados no nosso organismo pela melatonina”, raciocina Louzada.
Esse hormônio é produzido pela glândula pineal, uma estrutura que fica bem no centro do cérebro.
E há um aspecto muito importante nesse processo de fabricação: ele só acontece na ausência de luz.
Conforme anoitece e o Sol se põe, a produção da melatonina começa a ocorrer na nossa cabeça. A meta é preparar o organismo para o sono ao longo do período noturno.
“Já parou para pensar como o fígado, o estômago, todos os demais órgãos e o próprio metabolismo sabem se é dia ou se é noite? A sinalização do tempo, dos ciclos de 24 horas, é dada justamente pela melatonina”, explica o professor da UFPR.
No raiar de um novo dia, quando a claridade volta a aparecer, a produção da melatonina é interrompida, o que prepara o corpo para despertar e se preparar para as atividades diárias.
Só que esse ciclo de sono e vigília, ditado em grande parte por esse hormônio, pode ser atrapalhado por uma série de fatores, a começar pela exposição à luz durante a noite.
“Desde que a humanidade passou a conviver com a eletricidade, houve uma alteração na secreção da melatonina. Se eu ficar acordado até meia noite assistindo TV ou mexendo no celular, essa substância vai acabar inibida”, acrescenta Louzada.
Com baixa na melatonina, a qualidade do sono, ou até mesmo a quantidade de horas dormidas, acabam prejudicadas.
Mas, além das comodidades do mundo moderno, a fabricação do hormônio do sono também pode ser afetada por algumas doenças específicas ou pelo próprio avançar da idade —idosos tendem a produzir uma menor quantidade de melatonina em comparação com os mais jovens.
Mas será que tomar um suplemento pode resolver alguns desses problemas?
Sinal verde para a venda
Ao anunciar que tinha liberado a melatonina no dia 15 de outubro, a Anvisa argumentou que “a substância em questão já é utilizada em diversos países como suplemento alimentar e como medicamento, com condições de uso variadas”.
A agência também declarou que decidiu avaliar a segurança e a eficácia da molécula “devido ao interesse dos consumidores e do setor produtivo no acesso e na oferta de produtos contendo essa substância”.
Antes, esse produto só estava disponível em farmácias de manipulação, com exigência de receita assinada por um médico.
Embora a melatonina seja enquadrada agora como um suplemento alimentar e possa ser comprada sem prescrição nas drogarias convencionais, a Anvisa impôs algumas restrições ao seu uso.
A primeira é que ela só poderá ser tomada por pessoas com mais de 19 anos de idade e a dosagem é de, no máximo, 0,21 miligramas por dia.
Em outros locais, como Estados Unidos e Europa, é possível encontrar doses bem maiores, que chegam a até 5 mg.
O órgão regulatório brasileiro também determinou que as embalagens devem conter a advertência de que esse produto não deve ser consumido por “gestantes, lactantes, crianças e pessoas envolvidas em atividades que requerem atenção constante”.
Além disso, orienta-se que indivíduos com alguma enfermidade ou que tomam medicamentos procurem um médico antes de consumir esse suplemento por conta.
Poyares avalia que a dose aprovada no país, de 0,21 mg, fica muito próxima àquilo que é produzido em média pelo próprio organismo, o que diminui o risco de eventos adversos mais preocupantes.
Por outro lado, essa quantidade pode não ser suficiente para servir de tratamento para pessoas que realmente apresentam algum distúrbio de sono e que eventualmente até se beneficiariam de uma carga extra de melatonina.
“Ainda não existe um consenso de qual é a dose adequada para obter um efeito terapêutico nos pacientes que têm indicação de uso”, diz a neurologista.
A especialista também lembra que não estão disponíveis em larga escala exames para medir a quantidade de hormônio do sono e determinar se há uma deficiência dele no organismo.
“A melatonina não é igual a vitamina D, que a gente consegue facilmente mensurar no sangue e ver se há necessidade de suplementação ou não”, compara.
“Ou seja: ninguém sabe quando realmente é preciso ‘repor’ a melatonina. Não temos, portanto, evidências científicas do benefício da suplementação desse hormônio na população geral”, conclui.
Quando o suplemento pode ajudar
Embora o tema seja recheado de controvérsias, os médicos admitem que a reposição da melatonina pode auxiliar em alguns cenários bem específicos.
“Um indivíduo idoso que apresenta dificuldades para dormir, por exemplo, se beneficiaria da suplementação, desde que exista uma avaliação e uma prescrição médica”, defende Miranda, da SBEM.
“Existem também alguns distúrbios do sono bem específicos que são tratáveis com essa substância”, complementa.
Uma terceira indicação seria para aqueles indivíduos que viajam para outro país com um fuso horário muito diferente. Nesses casos, o suplemento facilitaria a entrada na nova rotina sem passar pelo fenômeno do jet lag —distúrbio temporário do sono em que o relógio biológico está fora de sincronia com o horário local.
“E vale ressaltar que, ao contrário do que dizem algumas propagandas e postagens em redes sociais, não existem estudos comprovando que esse suplemento ajuda a controlar ou perder peso”, chama a atenção o endocrinologista.
Antes de comprar o produto na farmácia, portanto, vale buscar um especialista se você apresenta constantemente dificuldades para pegar no sono (ou manter-se dormindo), ronca durante a noite, tem sonolência ao longo do dia ou fica com aquela sensação de que o descanso noturno não foi reparador.
Esse profissional, que costuma ter uma formação em medicina do sono ou cronobiologia, pode fazer uma avaliação aprofundada e entender os motivos que estão por trás de todas essas dificuldades.
“Muitas vezes, antes de pensar em prescrever a melatonina, podemos tentar uma série de mudanças em comportamentos e hábitos para melhorar a quantidade e a qualidade do sono”, informa Louzada.
Os médicos costumam chamar essas intervenções de higiene do sono. Uma das principais modificações é justamente aumentar a exposição à luz durante o dia e diminuir o contato com telas e lâmpadas no período noturno.
Essa alteração já pode fazer toda a diferença na produção natural de melatonina e garantir um descanso de melhor qualidade.
“A gente não corrige hábitos errados com uma medicação. Na maioria das vezes, precisamos justamente alterar esses hábitos para alcançar uma melhor qualidade de vida”, concorda Miranda.
“E, mesmo nos casos em que há realmente a necessidade de suplementação de melatonina, é preciso pensar com muito cuidado na dosagem e no horário de ingestão do produto”, aponta Louzada.
“A sensibilidade à melatonina varia muito de pessoa para pessoa e é preciso o acompanhamento com um profissional de saúde para evitar o efeito contrário ao desejado”, sugere.
Os eventos adversos mais comuns de tomar a melatonina de forma errada são dor de cabeça, irritação e sonolência ao longo do dia.
“Em longo prazo, porém, o principal problema do uso inadequado é que o suplemento pode não resolver as queixas relacionadas ao sono que aquela pessoa apresenta. Por isso, é tão importante o acompanhamento médico”, conclui Miranda.
Os navios de cruzeiro MSC Splendida e Costa Diadema estão sob supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após o aumento dos casos de covid-19 a bordo. No momento, quase 4 mil pessoas estão embarcadas em cada um dos navios. Por meio de nota, a agência informou que monitora as embarcações e adotará as medidas previstas nas normas, as quais podem incluir quarentena ou mesmo suspensão das atividades.
O MSC Splendida atracou no Porto de Santos nessa quarta-feira (29) após relatar novos testes positivos de covid-19. Foram identificados 51 tripulantes e 27 passageiros com a doença. Foram identificados ainda 54 contactantes, ou seja, pessoas que tiveram contato com quem testou positivo para a doença.
O caso começou a ser analisado pela Anvisa no dia 28 em fiscalização conjunta com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, após ser observado o aumento de casos entre tripulantes. O relatório investigativo de surto da agência indica que a empresa foi notificada para fazer a testagem em 100% da tripulação.
Segundo a Anvisa, todas as 132 pessoas infectadas e contactantes estão sendo desembarcadas, conforme prevê resolução da agência e também o plano de operacionalização elaborado pelo município de Santos e pelo estado de São Paulo. Eles serão transportados em veículos específicos. Após o desembarque, os viajantes serão monitorados por um Centro de Informações Estratégicas em Saúde (Ciev).
No momento, não estão autorizados novos desembarques e embarques. Os navios devem permanecer atracados em Santos até que seja finalizada a análise dos dados epidemiológicos pelas autoridades de saúde.
O Costa Diadema, da empresa Costa Cruzeiros, está atracado em Salvador. Nas últimas 24 horas foram confirmados 68 casos de covid-19, sendo 56 entre tripulantes e 12 entre passageiros. Segundo a Anvisa, a operação da embarcação na capital baiana não foi autorizada pela agência, “estando proibido o embarque e o desembarque de viajantes até que seja finalizada a investigação em andamento”.
Estão embarcados, no momento, 3.836 viajantes, sendo 1.320 tripulantes. O navio iniciou a viagem no Porto de Santos e teria como próximo destino o Porto de Ilhéus, na Bahia.
A Agência Brasil procurou a MSC e Costa Cruzeiros, mas não houve retorno até a publicação da reportagem.
Cientistas sul-africanos, os mesmos que descobriram a nova variante da covid-19, Ômicron, investigam uma hipótese, que consideram “altamente plausível”, de que o surgimento de novas variantes de coronavírus esteja relacionada a mutações que ocorrem dentro de pessoas infectadas cujo sistema imunológico já tenha sido enfraquecido por outras doenças, como o HIV não tratado – a África do Sul é onde ocorre a maior epidemia mundial de HIV.
Os pesquisadores já sabem que a Covid-19 pode durar meses em pacientes com HIV positivos e que não tomam os coquetéis de remédios que lhe permitiriam levar uma vida saudável. Um organismo com um bom sistema imunológico expulsaria o vírus em cerca de duas semanas. Em pessoas com a imunidade suprimida, o vírus persiste, passa por alterações genéticas e se replica durante meses. Só na África do sul já foram detectados dois casos de particular interesse. Em um deles, no início desse ano, uma mulher recebeu diagnósticos positivos para Covid por oito meses – quase uma gestação. Em seu organismo, o vírus sofreu mais de 30 alterações genéticas. Especialistas afirmam que há pelo menos outros 15 casos semelhantes ao redor do mundo – alguns deles no Reino Unido.
Com cerca de 8 milhões de pessoas vivendo com HIV hoje na África do Sul, – deste, um terço não toma medicamentos contra a doença – os cientistas temem que o preconceito contra essas pessoas que vivem com a doença, e que já são estigmatizadas, aumentem mais ainda. E não é só isso, os profissionais tem recebido ameaças de morte nas redes sociais desde que descobriram a nova variante Ômicron no início de novembro desencadeando proibições de viagens, novas quarentenas obrigatórias, fechamentos comerciais e novas crises econômicas em diversos países.
É importante ressaltar que, apesar das ameaças e contestações errôneas de que a África do Sul é o berço de novas variantes, das cinco encontradas até o momento, quatro foram descobertas em diferentes continentes. A Alpha foi identificada no Reino Unido, a Beta e a Ômicron na África do Sul, a Gama no Brasil e a Delta nos Estados Unidos.
Além disso, a Alpha foi descoberta pela primeira vez associada a um paciente recebendo tratamento para câncer no Reino Unido – o que se difere totalmente de uma pessoa com HIV. As doenças com imunidade suprimida vão além disso e podem afetar pessoas com diabetes, câncer, fome, doenças autoimunes, tuberculose crônica e até mesmo obesidade.
No Brasil, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, foram confirmados 74 casos da nova variante no País – sendo o maior número em São Paulo com 27 casos. Há ainda, segundo a pasta, 116 casos em investigação. Segundo profissionais da área de saúde, apesar de ser mais transmissível, a nova variante é menos letal se comparada as outras. O Ministério da Saúde anunciou também a aplicação de uma quarta dose para imunossuprimidos.
Nesta segunda-feira (27), Feira de Santana registrou um caso positivo da Covid-19 e manteve a marca de 48.887 curados da doença, índice que representa 93,8% dos casos confirmados. Enquanto isso, mais cinco exames foram negativos. Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 22 de novembro e 25 de dezembro que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda nove pacientes internados no município. O informativo também confirma mais duas mortes, ocorridas em 16 e 24 de dezembro. As informações são da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA 27 de dezembro de 2021
Casos confirmados no dia: 1 Pacientes recuperados no dia: 0 Resultados negativos no dia: 5 Total de pacientes hospitalizados no município: 9 Óbito comunicado no dia: 0
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 139 (Dados da Sesab) Total de casos confirmados no município: 52.084 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de dezembro 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 2.176 Total de recuperados no município: 48.887 Total de exames negativos: 85.363 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de dezembro de 2021) Aguardando resultado do exame: 292 Total de óbitos: 1.012
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 26.221 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de dezembro de 2021) Resultado positivo: 5.142 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de dezembro de 2021) Em isolamento domiciliar: 0 Resultado negativo: 21.079 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de dezembro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Foto: Adenilson Nunes/ Divulgação/ Secretaria do Turismo
Mais de 3 mil voos foram cancelados em todo o mundo pelas companhias aéreas. Deste total, 25% foram nos Estados Unidos. O motivo é a expansão da variante Ômicron da Covid-19.
Os dados são do site Flightaware, colhidos até o início da tarde desta sexta-feira (24), e incluem voos internacionais e domésticas. Até quinta-feira (23), o número de cancelamentos chegava a 2.231, segundo o mesmo site.
No Brasil, Azul e Latam informaram ao g1 que não houve cancelamentos de voos nesta sexta, nem há previsão de cancelamentos de viagens agendadas.
A maioria dos voos foi programada antes do surto de Ômicron, variante que está se espalhando em grande velocidade e é mais contagiosa do que as anteriores.
Conforme a Flightaware, a United Airlines teve de cancelar mais de 170 voos nesta sexta-feira, o que representa 9% dos programados.
A Delta Air Lines cancelou 145 voos por causa da Ômicron e, em menor medida, devido a condições climáticas adversas. Outros 10 voos da Alaska Airlines foram cancelados, depois que alguns de seus funcionários relataram terem sido “potencialmente expostos ao vírus”.
Apesar das notícias sombrias em todo o mundo, milhões de americanos continuaram com seus planos de viagem. Segundo estimativa da Associação de Tráfego americana, a previsão é que as viagens de trem, ônibus e carro aumentem 34% em relação ao ano passado.
Determinação atende a uma contestação da Rede Sustentabilidade
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Foto: Isac Nóbrega/PR
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24), que o governo federal explique, em cinco dias, a necessidade da apresentação de prescrição médica para a vacinação infantil.
Mais cedo, a Rede Sustentabilidade foi ao Supremo contestar o texto colocado em audiência pública pelo Ministério da Saúde, que exige prescrição médica e anuência dos pais para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, já aprovada pela Anvisa.
Nesta quinta-feira (23), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a vacinação a crianças, mas somente com prescrição médica. A medida contrariou especialistas, que apontaram a falta de necessidade da medida, alegando que as vacinas são eficazes e seguras.
De acordo a Rede Sustentabilidade, o Ministério da Saúde estaria adotando ações que “colocam em risco os direitos da criança e do adolescente”. A sigla ainda acusa o governo de ter a intenção de “boicotar” a vacinação infantil, causando o risco de atingir a imunização contra outras doenças.
Após abrir a consulta pública para avaliar a vacinação infantil contra a Covid-19 no país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na quinta-feira (23) que o governo federal vai vacinar crianças de 5 a 11 anos, mas deve requisitar prescrição médica e a assinatura de um termo de consentimento pelos pais. – O documento que vai ao ar é um documento que recomenda a vacina da Pfizer. Nossa recomendação é que não seja aplicado de forma compulsória. Essa vacina estará vinculada à prescrição médica, e a recomendação obedece às orientações da Anvisa – disse Queiroga.
Na entrevista, Queiroga também defendeu a consulta pública que discutirá com a sociedade a vacina para crianças. Segundo ele, o modelo ideal é o modelo “que a sociedade de cada país decide”.
– Os dados que embasaram a decisão [de vacinar crianças] são iniciais, então cabe sensibilidade ao caso – afirmou.
De acordo com Queiroga, a decisão de como deve ser a vacinação de crianças será anunciada no dia 5 de janeiro, “se todos concordarem com o que estamos colocando em consulta pública”. Logo que a vacina seja colocada no Programa Nacional de Imunizações, Queiroga disse que “em curto espaço de tempo” haverá doses para as crianças.
Certificado de vacinação contra covid-19 ainda apresenta instabilidade
Foto: Marcelo Camargo
O Ministério da Saúde informou em nota na noite desta quinta-feira (23) que o aplicativo ConecteSUS foi restabelecido após ter ficado fora do ar desde o dia 10 deste mês em decorrência de um ataque hacker. Segundo a pasta, a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 ainda pode apresentar instabilidade, devido ao grande volume de acessos.
No dia 10 de dezembro, o site do Ministério da Saúde e a página e o aplicativo do ConecteSUS, que fornece o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19, foram invadidos por hackers. O site do ministério voltou a funcionar no mesmo dia do ataque, mas o ConecteSUS estava inacessível desde então.
Além da dificultar o acesso da população a dados referentes à saúde e a obtenção do certificado de vacinação contra a covid-19, o ataque prejudicou a atualização do boletim diário com a situação epidemiológico da doença no país, pois vários estados estavam com dificuldade de atualizar seus dados referentes a casos e mortes, pois o e-SUS Notifica também foi afetado. Outro sistema atingido foi o Programa Nacional de Imunização (SI-PNI).
A autoria do ataque cibernético foi assumida por “Lapsus$ Group”. No dia do ataque, o ministério informou que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal foram acionados pela pasta para apoiar as investigações sobre o caso.
A Bahia registrou 395 casos de Síndrome Gripal (SG) com laudo positivo para Influenza A H3N2. Não foram registrados óbitos em menores de 59 anos.
Foto: Valter Pontes
A Bahia registrou 395 casos de Síndrome Gripal (SG) com laudo positivo para Influenza A H3N2 e cinco mortes ocasionadas pela doença. De acordo com o boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP) nesta quinta-feira (23), 72 casos evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de hospitalização, sendo 01 de Camaçari, 01 de Lauro de Freitas e 69 de Salvador. Os dados são referentes até a semana epidemiológica 51, encerrada na última quarta-feira (22).
Foram registrados 5 óbitos ocasionados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave por Influenza A H3N2, o que representa uma taxa de letalidade de 6,9% entre os casos de SRAG hospitalizados.
A maior letalidade foi observada na faixa etária igual ou maior a 80 anos, com registro de 03 óbitos dentre os 17 casos confirmados nesse grupo (17,6%); seguido da faixa de 60 a 69 anos, com 01 óbito dentre 7 casos (14,3%); e 70 a 79 anos, com 01 óbito dentre 14 casos. Não foram registrados óbitos em menores de 59 anos.