Feira de Santana continua sem receber novas doses da vacina contra a gripe Influenza e a vacinação na segunda maior cidade do estado segue suspensa. Nesta terça-feira, 11, a capital baiana retomou a imunização e com isso a expectativa é de que novas doses sejam destinadas aos municípios do interior.
Para oferecer uma previsão à população, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Britto, questionou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e o Núcleo Regional de Saúde (NRS) sobre o envio de novas doses para o município, mas até momento não obteve resposta.
“Continuamos sem vacina e sem perspectiva. Recebemos a notícias que Salvador retomou a vacinação e estamos aguardando as doses de Feira de Santana. Se a vacina chegou para a capital, temos que receber também”, pontuou.
Até o momento, no município, cerca de 186 mil pessoas estão imunizadas contra a Influenza. Desse total, quase 6 mil vacinadas durante a Campanha Natal Sem Gripe. Quem recebeu o imunizante em 2021, não precisa ser vacinado novamente.Para prevenir a doença, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é de que as pessoas utilizem máscaras, mantenham a higienização frequente das mãos e evitem grandes aglomerações.
Instituto pediu autorização do uso do imunizante em dezembro
Anvisa cobra informações do Butantan sobre CoronaVac em crianças Foto: Divulgação/Instituto Butantan
Após o envio de dados por parte do Instituto Butantan sobre a vacinação de crianças com a CoronaVac, o Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ‘cobrou’ mais informações. A agência quer mais informações sobre um estudo feito pelo Ministério da Saúde chileno sobre o tema e ainda um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) do imunizante do instituto.
O Butantan enviou as informações à Anvisa nesta segunda-feira (10). Já o pedido de liberação do uso do imunizante em pessoas de 3 a 17 anos de idade foi feito em dezembro.
Em nota, a Anvisa informou que fará uma reunião com representantes do Instituto Butantan na quinta-feira (13). O encontro terá ainda representantes de sociedades médicas.
Na reunião serão discutidos dados e possíveis estratégias para o caso de o imunizante ser aprovado uso emergencial em crianças e adolescentes.
Declaração foi dada pelo médico Roberto Zeballos em entrevista à Jovem Pan
Médico Roberto Zeballos Foto: Arquivo Pessoal
Para o médico Roberto Zeballos, a variante Ômicron do coronavírus indica que a pandemia está próxima do fim. Durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, o imunologista falou que existe um estudo que aponta que essa nova variante gera anticorpos contra a variante Delta, o que pode acarretar uma “imunidade” de rebanho.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (10).
– Tem um estudo mostrando que quem vence a variante Ômicron desenvolve anticorpos contra a cepa Delta. Então, ela pode gerar uma imunidade, e a tendência é muito grande [de imunidade de rebanho] – apontou.
Para o médico, a letalidade da Ômicron é baixa e as vacinas “estão totalmente defasadas”.
– Eu não tenho bola de cristal, mas, se não aparecer mais uma variante agressiva, a Ômicron está me parecendo que é o fim da pandemia. A letalidade dela é tão baixa que só se [a pessoa] tiver uma comorbidade morre. Eu acredito que essa variante vai imunizar muito mais do que as vacinas, que estão totalmente defasadas – destacou.
Durante a entrevista, Zeballos disse ainda que não tomou a vacina contra a Covid-19 e que não recomenda a imunização de crianças.
– Nenhuma morte é aceitável. Mas, em relação a esses números [de mortes de crianças], eu pesquisei e precisam ser investigados para aceitar. Eu não tomei vacina porque analisei o custo-benefício. Quando você pega crianças e não observa as fatalidades, você só está vendo os números que estão te informando. A primeira coisa que eu faço é checar se esses números são verdadeiros, porque não bate com o que o americano está vendo. Esses números não são fiéis. São crianças em formação, por isso eu não acho que, no presente momento, e que não estamos vendo fatalidades de crianças, não está havendo situação emergencial para vacinas – ressaltou.
Medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira
Ministério da Saúde altera intervalos de quarentena para pessoas com Covid-19 Foto: Divulgação/Ministério da Saúde
Nesta segunda-feira (10), o Ministério da Saúde anunciou mudanças na quarentena para pessoas infectadas com Covid-19. Com as alterações, o período agora que a pessoa precisará ficar isolada será um mínimo de cinco dias e um máximo de 10 dias.
A medida levou em consideração experiências realizadas nos Estados Unidos e na Inglaterra. No geral, ficou dividido da seguinte forma:
– Cinco dias: Para pacientes sem sintomas respiratórios, febre ou uso de antitérmico nas 24 horas anteriores. Será necessário apresentar teste de RT-PCR ou de antígeno com resultado no 5º dia; – Sete dias: Pacientes assintomáticos serão liberados da quarentena sem necessidade de apresentar um teste. Já os sintomáticos terão que apresentar um exame negativo e não apresentar sintomas respiratórios, febre e ainda utilizar antitérmicos nas 24 horas anteriores; – Dez dias: Para pacientes que apresentarem sintomas e teste positivo no 7º dia de isolamento.
Durante entrevista coletiva, o secretário de vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, explicou as mudanças.
– A nossa mensagem principal é que o isolamento é de sete dias, se ele não quis testar no quinto e tiver sem sintomas no sétimo ele pode sair do isolamento. Não é necessário testar. Recomendamos manter as recomendações até o décimo. Se ele tiver com sintomas no décimo dia, poderá fazer o teste. Se der negativo, ele pode sair do isolamento se tiver sem febre, sem uso de antitérmicos, mas se der positivo deve manter o isolamento. Se ao 10 dia tiver sem sintomas e há 24 horas não é necessário testar para o isolamento – destacou.
A medida foi adotada após uma reunião entre a Pasta com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
Procedimento inédito ocorreu na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos
Médicos conseguiram transplantar um coração de porco para um humano Foto: Pixabay
Em um feito inédito, médicos da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos (EUA), realizaram um transplante de coração de porco para um ser humano. O paciente que recebeu o órgão sofre de uma doença terminal e morreria se não passasse pelo procedimento.
A cirurgia em David Bennett durou cerca de oito horas. Já o órgão veio de um porco geneticamente modifico para não ter alguma substância que causasse rejeição em humanos.
Durante o procedimento, os médicos precisaram realizar um procedimento para que o coração coubesse perfeitamente no paciente.
Em entrevista ao jornal The New York Times, Bartley Griffith, diretor do programa de transplante da Universidade, falou sobre o feito.
– Está funcionando e parece normal. Estamos muito animados, mas não sabemos o que o amanha vai trazer. Isso nunca foi feito antes – relatou.
Mesmo com o sucesso da cirurgia, os médicos pediram cautela e afirmaram que é preciso acompanhar o desenvolvimento do paciente, que apostou no procedimento por não ter mais opções.
Nesta terça-feira, 11, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) continua a aplicação da primeira, segunda e terceira doses da vacina contra a Covid-19 nas unidades de saúde – da sede e dos distritos. No município, 505.323 pessoas já receberam a primeira dose da vacina, 435.592 a segunda e 8.606 a vacina com aplicação de dose única. Além disso, 72.928 pessoas foram imunizadas com a dose de reforço.
Confira os grupos e locais de vacinação:
PRIMEIRA DOSE PARA MAIORES DE 18 ANOS (NASCIDOS ATÉ 11 DE JANEIRO DE 2004)
A vacinação para esse público deve ser realizada na Unidade de Saúde da Família Parque Ipê I, II e III, vinculada ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h. É necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Para puérperas e gestantes é necessário levar uma prescrição médica após avaliação individualizada de riscos e benefícios.
PRIMEIRA DOSE EM ADOLESCENTES ENTRE 12 E 17 ANOS
Adolescentes entre 12 e 17 anos podem receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nos distritos das 8h às 16h, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h e nas Unidades de Saúde da Família, vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
Também haverá imunização para esse público nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Centro Social Urbano (CSU), Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, das 8h às 16h.
O adolescente deve ter 12 anos completos, não sendo possível vacinar quem ainda não completou a idade recomendada pelo Ministério da Saúde. É obrigatório estar acompanhado de um adulto.
SEGUNDA DOSE DA VACINA JANSSEN
A aplicação dose de reforço da vacina Janssen, destinada a pessoas que receberam a dose única há pelo menos dois meses, será realizada nas UBSs Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
Para receber o imunizante é preciso, além de estar no período recomendado pelo Ministério da Saúde, apresentar RG, CPF, cartão do SUS, caderneta de vacinação, com registro da primeira dose, e comprovante de residência.
SEGUNDA DOSE DA PFIZER (APRAZAMENTO ATÉ 16 DE JANEIRO)
A segunda dose da vacina Pfizer será aplicada nos distritos das 8h às 16h e nas UBSs Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h.
Também haverá imunização nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h e nas USFs Centro Social Urbano (CSU), Parque Ipê I, II e III, Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, das 8h às 16h.
É obrigatório levar o cartão de vacina com o registro da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Vale salientar que não será possível antecipar a vacinação. Somente aqueles que estão no período recomendado, de acordo com a caderneta de vacinação, poderão receber a segunda dose.
SEGUNDA DOSE CORONAVAC E ASTRAZENECA/OXFORD
A vacinação das pessoas que estão no período recomendado para aplicação na segunda dose das vacinas Coronavac e Astrazeneca/Oxford até o dia 16 de janeiro, será nos distritos das 8h às 16h e nas USFs Centro Social Urbano (CSU), Caseb II, Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, das 8h às 16h.
Também haverá vacinação para esse grupo nas UBSs Irmã Dulce, Cassa, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil, Dispensário Santana e Subaé, das 8h às 17h, e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
É obrigatório apresentar o cartão de vacina com o registro da primeira dose, RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.
DOSE DE REFORÇO PARA PESSOAS ACIMA DE 18 ANOS
A aplicação da dose de reforço para pessoas que tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 há pelo menos quatro meses, acontece nos distritos das 8h às 16h e nas UBSs Cassa, Caseb I, Dispensário Santana, Irmã Dulce, Mangabeira, Serraria Brasil e Subaé, das 8h às 17h.
Também haverá vacinação para este público nas UFSs Centro Social Urbano (CSU), Caseb II, Jardim Cruzeiro, Alto do Papagaio, Asa Branca III, Campo limpo II, Aviário I e II, Conceição II, Feira VI-I e II, Francisco Pinto, George Américo III, IV e Campo Limpo IV, Rua Nova II, III e Barroquinha, Santo Antônio dos Prazeres I e II, Tomba I e III, a imunização acontece das 8h às 16h e nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, das 8h às 21h.
Para receber a dose de reforço é preciso, além de estar no período recomendado, apresentar RG, CPF, caderneta de vacinação com o registro da segunda dose e comprovante de residência.
Pacientes imunossuprimidos, que tomaram há 28 dias a segunda dose (é necessário apresentar relatório médico) também podem ser vacinados.
Confira o endereço das Unidades de Saúde da Família Saúde na Hora:
USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.
USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.
USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.
USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.
USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.
USF Rua Nova II e III e Barroquinha: Rua Juvêncio Erudilho, 35, bairro Rua Nova.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou hoje o registro de um insumo para a fabricação da AstraZeneca, vacina contra covid-19 produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no Brasil. Antes do aval, o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) usado para a fabricação da vacina era importado, em geral, da China ou da Índia.
Na prática, a decisão faz com que o Brasil tenha a primeira vacina contra covid 100% nacional. Segundo comunicado divulgado pela Anvisa, estudos de comparabilidade demonstraram que “ao ser fabricado no país, o insumo mantém o mesmo desempenho que a vacina importada”.
A Fiocruz assinou contrato para produzir a vacina AstraZeneca no Brasil, com direito à transferência de tecnologia. O processo para conseguir autorização da Anvisa para produzir o IFA nacional teve início ainda no ano passado.
Em maio de 2021, a Anvisa concedeu à Fiocruz um certificado de Boas Práticas de Fabricação do novo insumo, o que garante que a linha de produção cumpre com todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA. Desde então, a instituição produz lotes testes para submeter à Anvisa e já tem o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade.
Em entrevista à CNN, o pesquisador da Fiocruz, Daniel Villela, explicou a importância da produção de uma vacina 100% nacional no momento atual da pandemia. “O caminho é esse: ter a produção do IFA localmente e ter essa autonomia, porque a vacinação é o melhor meio atualmente do controle da pandemia. As variantes aparecem por conta de mutações, algumas não levam a efeitos significativos e outras a OMS chama de ‘preocupação’, pode ser pela transmissibilidade maior, como a ômicron”.
A vacina produzida pela Fiocruz foi desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. O imunizante recebeu registro definitivo para uso no Brasil em 12 de março de 2021.
O imunizante vinha sendo envasado no Brasil desde o início de 2021, mas com IFA importado da China. O acordo entre a fundação e a AstraZeneca previa a transferência de tecnologia para fabricação total no Brasil, porém o processo atrasou.
A previsão inicial era de que a Fiocruz estaria produzindo e distribuindo no Brasil as vacinas nacionais em agosto de 2021. Depois, em outubro.
Segundo a Fiocruz, houve um atraso na assinatura do contrato de transferência de tecnologia porque foi dada prioridade primeiro ao registro emergencial e depois ao registro definitivo da vacina na Anvisa. O contrato final de transferência foi assinado em junho.
Pode parecer apenas uma mancha qualquer. No entanto, a coloração clara ou avermelhada, com diminuição da sensibilidade, dormência ou fraqueza nas mãos e pés podem indicar os primeiros sintomas da hanseníase – também conhecida como lepra. Em Feira de Santana, a campanha Janeiro Roxo vai alertar para os sintomas da doença neste mês.
Desenvolvida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, a programação prevê palestras que vão ampliar as informações sobre a doença – que tem cura e tratamento.
Atualmente, 97 pessoas estão em tratamento contra a doença no município, que possui o ambulatório de Hanseníase, localizado no Centro de Referência Dr. Leone Coelho Lêda (CSE). Os pacientes são atendidos por uma equipe multidisciplinar, composta por enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionista, dermatologistas e assistente social.
A transmissão ocorre por vias aéreas superiores e o contato com gotículas de saliva durante a convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora.
Segundo Rosangela Dias, enfermeira assistencial do Programa de Hanseníase, o diagnóstico precoce é a melhor maneira para evitar a ocorrência de sequelas graves, que geram incapacidades físicas.
“Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico e o tratamento da doença, maiores as chances de cura, evitando sequelas. O paciente em tratamento deixa de ser transmissor da doença e passa por avaliações clínicas com orientações sobre o uso correto da medicação”, explica.
Ainda de acordo com a enfermeira, os principais sintomas da doença são: surgimento de manchas brancas ou avermelhadas na pele, sensação de formigamento nas extremidades, caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular. Ao sentir os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde.
Imunização infantil não terá exigência de receituário médico
Foto: Valter Campanato
O governo federal anunciou hoje (5) a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de operacionalização de vacinação contra a covid-19. As primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro. Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer – o único aprovado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Brasil receberá, no primeiro trimestre de 2022, 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças. O Ministério da Saúde receberá, ainda em janeiro, um lote de 3,74 milhões de doses de vacina.
“Não faltará vacina para nenhum pai que queria vacinar seus filhos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O secretário executivo do órgão, Rodrigo Cruz, informou que outras 20 milhões de doses foram reservadas. O envio está condicionado à confirmação pelo laboratório e pelo andamento do ritmo de vacinação.
O esquema vacinal será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.
Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito.
O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.
A obrigação de prescrição médica para aplicação da vacina não foi incluída como uma exigência, conforme foi ventilado por membros do governo durante as discussões nas últimas semanas. Mas o Ministério sugeriu que os pais procurem profissionais de saúde.
Questionado por jornalistas se essa recomendação não desestimularia os pais a levarem os filhos para vacinar, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu afirmando que isso deixaria os pais mais “seguros” para decidir sobre a imunização.
Análise
Durante a coletiva, o ministro Marcelo Queiroga e seus secretários defenderam o processo de análise e definição da inclusão do público infantil no Plano Nacional de Imunizações (PNI). A Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer nessa faixa etária em 16 de dezembro, mas o Ministério decidiu realizar uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a inclusão hoje.
“Não há atraso. Não podemos trazer doses antes da aprovação da Anvisa. Consulta pública foi importante sim para tomada de posição do Ministério”, declarou Queiroga. “Tivemos cuidado e não foi excessivo, muito pelo contrário. Também estava no nosso radar. Nós temos uma tempestividade, o tempo correto de ser feito. E acredito que este é o tempo adequado”, acrescentou a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite.
Marcelo Queiroga informou, ainda, que o custo total da vacinação da população de 5 a 11 anos deve ser em torno de R$ 2,6 bilhões.
O secretário executivo Rodrigo Cruz comentou que a equipe da pasta acionou a Pfizer após o anúncio da decisão da Anvisa. Um aditivo do 3º contrato foi firmado no dia 28 de dezembro, que fechou a entrega das 20 milhões de doses no 1º trimestre.
Pfizer
Em nota, a Pfizer confirmou a assinatura do contrato de aquisição das 20 milhões de doses e o início da entrega na “semana do dia 10 de janeiro”.
De 97 casos da Influenza A H3N2 em Feira de Santana, 60 encontram-se na unidade hospitalar pediátrica do Estado. Prefeitura de Feira já assegurou ajuda e reforço na assistência pediátrica
Foto: Divulgação
Um surto de H3N2 está confirmado no Hospital Estadual da Criança (HEC). O registro é apontado nos dados do boletim epidemiológico da SESAB (Secretaria da Saúde do Estado a Bahia). De 97 casos da Influenza A H3N2 em Feira de Santana, 60 encontram-se na unidade hospitalar pediátrica do Estado.
Segundo o prefeito Colbert Filho, o surto impacta diretamente o município e pode comprometer a capacidade da unidade pediátrica estadual atender plenamente as crianças atingidas. “Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e auxiliares da saúde passam a ter limitações de atendimento e assistência”, salienta.
Entretanto, o gestor assegura que a rede municipal de saúde está pronta para ajudar e colaborar no que for necessário com o HEC. “Acabei de fazer uma visita nas UPAs da Queimadinha e da Mangabeira. O Governo Municipal está pronto para ampliar espaços de assistência com reforço da equipe saúde”, afirma.